Em meados de 2010, os jornalistas Karen DeYoung e Greg Jaffe, do
Washington Post, revelaram que as
Special Operations Forces
(SOF) dos Estados Unidos estavam a operar em 75 países, 60 a mais do
que no fim do governo de George W. Bush , e o coronel Tim Nye,
porta-voz do U.S. Special Operations Command, declarou que o número
chegaria a 120. Esses números indicam que o presidente Barack Obama
intensificou
shadow wars em cerca de 60% das nações do mundo e
expandiu globalmente a guerra contra a al-Qa’ida, além do Afeganistão e
do Iraque, mediante atividades clandestinas das SOF, no Iêmen e em toda a
parte do Oriente Médio, África e Central
[1]. E ainda solicitou
aumento de 5,7%, no orçamento das SOF para 2011, elevando-o a US$6,3
bilhões, mais um fundo de contingência adicional de U$ 3,5 bilhões em
2010
[2]. Seus contingentes, em 2010, eram de 13.000 efetivos,
operando em diversos países, e eventualmente 9.000, divididos entre o
Iraque e Afeganistão.
Com esse
“way of war”, os Estados Unidos passaram a empregar
high-tech killing machines,
como os drones (UAV), aviões não tripulados e manejados à distância
pela CIA, que disparam mísseis ar-terra do tipo AGM-114 Hellfire, ou
equipes do Joint Special Operations Command (JSOC), como o Navy SEALs
[3],
para assassinar, sumariamente, e/ou capturar (Kill/Capture) chefes da
al-Qa’ida e Talibans, no Paquistão, Afeganistão, Iêmen, Somália e em
toda a Península Árabe
[4]. O número de civis mortos por
drones, desde 2004, situou-se, somente no Paquistão, entre 2.347 e
2.956 (dos quais 175 crianças), mais do que militantes
[5].
Cerca de pelo menos 253 ataques foram ordenados pelo presidente Barack Obama
[6]. E no início de 2012 os Estados Unidos dispunham de mais de 7.000 sistemas aéreos não-tripulados (
Unmanned Vehicle Systems),
i. e., os chamados drones, mais 12.000 no solo, até centenas de
operações de ataque, cobertas e encobertas em, pelo menos, em seis
países
[7]. O mercado de drones, em 2011, estava avaliado US$
5.9 bilhões e esperava-se que dobrasse na próxima década. Esses aviões
não tripulados custam milhões de dólares e existem dos mais diversos
tipos, como MQ-1 Predator e o MQ-9 Reaper. algumas variedades mais
sofisticadas, como o Parrot AR.Drone, que custa cerca de US$300,00 e
pode ser manejado, inclusive, por iPhone
[8].
O
presidente Barack Obama, em 2011, determinou a construção de uma
constelação de bases, no Corno da África, Etiópia, Djibouti e até em uma
das ilhas do arquipélago das Seychelles, no Oceano Índico, para uma
agressiva campanha operações com drones, contra o grupo fundamentalista
radical Harakat al-Shabaab al-Mujahideen (HSM), aliado de al’Qa’ida,
baseado na Somália
[9]. A CIA passou a constituir cada vez mais
uma força paramilitar, além dos trabalhos de espionagem e coleta de
inteligência, e, juntamente com as SOF, participa de quase todas as
quais, travadas nas mais diversas regiões. E com esse
way of war,
ao qual o presidente Barack Obama, justificando o Prêmio Nobel da Paz,
recorreu mais do que o presidente George W. Bush, ele se coloca por
cima das leis nacionais e internacionais. Basta assinar uma
Executive Order (EO) ou um
finding [10], autorizando assassinatos (
killing targets) e outras operações encobertas, sem ter de consultar o Congresso. E assim as guerras se multiplicaram e se multiplicam.
Barômetro de ConflitosO Barômetro de Conflitos (
Konfliktbarometer) divulgado pelo Instituto de Heidelberg de Pesquisa Internacional de Conflitos (
Heidelberger Institut für Internationale Konfliktforschung - HIIK),
órgão do Instituto de Ciência Política de Universidade de Heidelberg,
mostrou que, em apenas um ano, 2011, o número de guerras e conflitos, no
mundo triplicou e foi o mais alto, desde 1945: saltou de seis guerras, e
161 conflitos armados, em 2010, para 20 guerras e 166 conflitos em
2011, tendo como cenário, sobretudo, o Oriente Médio, África e Cáucaso
[11]. E a previsão do prof. Christoph Trinn, diretor do HIIK, é de que esse número aumentará ainda em 2012
[12].
É
provável. Segundo o presidente Jimmy Carter (1977–1981), revelou em
entrevista à imprensa, Israel, em 2008, possuía um arsenal nuclear da
ordem de 150 ogivas nucleares
[13]. Em fevereiro de 2012,
Patrick "Pat" Buchanan, um paleoconservador (linha tradicional) do
Partido Republicano e ex-comentarista político da televisão MSNBC (canal
a cabo dos Estados Unidos), estimou que Israel tem cerca de 300 ogivas
nucleares e advertiu que uma guerra no Oriente Médio seria desastrosa
para os Estados Unidos e a economia mundial
[14].
No fim
dos anos 1990, a comunidade de inteligência dos Estados Unidos havia
calculado que Israel possuía entre 75-130 armas nucleares, baseada nas
estimativas de produção
[15]. O arsenal incluía ogivas para
mísseis Jericho-1 e Jericho-2, ademais de bombas para os aviões e outras
armas táticas. Conforme outros cálculo, Israel poderia ter, àquele
tempo, cerca de 400 armas nucleares, mas o número parece exagerado e seu
último inventário incluiu menos de 100 artefatos
[16].
O arsenal de Israel pode ser de 150 a 300 ogivas nucleares e a
Israeli Defense Force – Air Force (IDF/AF)
possuir 1.000 aeronaves, cerca de 350 jatos de combate contando com
125 F-15s avançados, e esquadrões de F-16s, especificamente modificados
para empreender ataques estratégicos a longa distância, ademais de uma
frota de Heron TP
[17], drones, i.e. aeronaves não tripulados
(UAV), que podem atingir 40.000 pés de altura e voar pelo menos 20
horas, até alcançar o Golfo Pérsico. A
Israeli Defense Force – Air Force (IDF/AF) talvez seja maior do que a do Reino Unido e da Alemanha
[18].
Contudo afigura-se muito limitada a possibilidade de sua utilização
para deflagrar uma guerra contra o Irã, com a segurança de vitória.
Alguns, em Israel, crêem que o ataque ao reator Osirak (Operation Opera), no
Iraque
(1981) constituiu um sucesso histórico, um precedente para o uso da
força militar para impedir a proliferação de armas nucleares. Porém,
oficiais do Pentágono entendem que um ataque às instalações nucleares
no Irã seria uma operação muito complexa, muito diferente dos ataques
“cirúrgicos” realizados por Israel ao reator Osirak, no Iraque, e ao
reator da Síria (Operation Orchard), na região de Deir ez-Zor, em 6 de
setembro de 2007, com um total de oito aviões F-15I Strike Eagle, F-16
Fighting Falcon e uma aeronave de inteligência
[19].
A
fim de atacar o Irã, no entanto, Israel necessitaria de ao menos 100
bombardeiros F-15, com bombas anti-bunker GBU-28 (laser-guided), das
quais consta que dispõe apenas de 30, escoltados por caças a jato F-16
Fighting Falcon, e, segundo o antigo diretor da CIA e voar uma
distância de 1,600 km (cerca de 1.000 milhas) sobre um espaço aéreo
hostil, devendo ser reabastecidos no ar por outros aviões
[20].
Segundo o antigo diretor da CIA Michael Hayden, Israel não seria capaz
de efetuar ataques aéreos que seriamente afetasse o programa nuclear do
Irã. Teria sérios problemas de alcanças as maiores usinas de
enriquecimento de urânio em Natanz e Fordo, e a planta de conversão de
urânio em Isfaham. Dentro do establishment de Israel, porém, há poucas
vozes isoladas que duvidam do sucesso de uma larga investida contra o
Irã, mas o consenso é de que seria uma operação complexa e difícil, para
a capacidade da IAF
[21].
O auto-HolocaustoA
posse de armamentos nucleares não torna Israel uma potência. Esse
poderio militar não corresponde à sua extensão territorial, à sua
dimensão demográfica nem aos seus recursos materiais e humanos
[22].
E os cenários que se delineiam, em caso de um ataque ao Irã, com ou
respaldo dos Estados Unidos, são realmente apocalípicos. Basta comparar
os dados geográficos e demográficas, bem como de suas forças armadas
convencionais, para avaliar a catástrofe que levaria ao fim o Estado de
Israel, com um Holocausto provocado pelo seu próprio primeiro-ministro
Benjamin Netanyahu. Um auto-Holocausto. É o que também prevê o
presidente da Rússia Vladimir Putin
[23].
O território
de Israel é de apenas 20.770 km2, cercado pelo Egito, a Faixa de Gaza,
Líbano, Síria e pela Cisjordânia (West Bank). Sua população atual é de
7,5 milhões de habitantes (2012), dos quais mais ou menos 6 milhões,
cerca 75%, são judeus e 25%, i. e., 1,5 milhão são árabes muçulmanos,
alguns cristãos e druzos. Na Faixa de Gaza, há 1.6 milhões de
palestinos; na Cisjordânia, há cerca 2,3 milhões de palestinos.
Aproximadamente dentro de todos o território da Palestina (incluindo
Israel) o número de árabes é da ordem de mais de 5,5 milhões de
palestinos, número quase igual ao dos judeus em Israel, e o fato do
governo de Binyamin Netanyahu continuar autorizando construções na
Cisjordânia (mais 700 foram autorizadas em fevereiro de 2012),
desrespeitando o princípio da criação de dois Estados, pode levá-los a
uma violenta explosão, nas circunstâncias de uma guerra contra o Irã.
Ao
contrário de Israel, o Irã ocupa o décimo-sexto maior território do
mundo, ao sudoeste da Ásia, com uma larga extensão de 1.648.195 km2 e
fronteiras com oito países, e mais de 2.440 km (1.516) do litoral entre o
Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, interligados pelo estratégico Estreito
de Hormuz. Sua população é de 78,8 milhões de habitantes (2012 est.),
cerca de dez vezes maior do que a de Israel. O diretor do Military
Balance Project, na Universidade de Tel Aviv, coronel Yiftah Shapir,
admitiu que Israel poderia lançar um ataque contra o Irã e causar muitos
danos, inabilitando seu programa nuclear, porém teria de bombardear o
país e não poderia fazê-lo sozinho
[24]. Ele reconhece que o máximo Israel que pode conseguir é atrasar seu programa nuclear por
“some months” e, no máximo quanto possível, cinco anos
[25]. Tanto o general (r) Nathan Sharony, chefe do
Council for Peace and Security,
composto por 1.000 altos oficiais de segurança de Israel, quanto
ex-chefe do Mossad (2002-2010), Meir Dagan, também pensam que o ataque
ao Irã não compensaria, não seria favorável a Israel
[26].
Na Hebrew University, Meir Dagan qualificou um ataque militar ao Irã como
“a stupid idea”
e, na Tel Aviv University, disse que que isto provocaria uma guerra
regional, impossível para Israel enfrentar, e daria à república islâmica
razão para prosseguir com seu programa nuclear
[27].
Posteriormente, em novembro de 2011, falou no Club de Indústria e
Comércio de Tel Aviv que Israel não devia atacar o Irã e previu uma
Katastrophe, se ocorresse
[28]. Por sua vez, general (r) David
Fridovich, ex-comandante ajunto do Special Operations Command e
atualmente diretor de Defesa e Estratégia no Jewish Institute for
National Security Affairs, declarou ao diário israelense que um ataque
de Israel ao Irã poderia ser
“counterproductive” [29].
A
mesma opinião manifestou o general James Cartwright, do Marine Corps,
acentuando inclusive que persuadiria mais iranianos a apoiar o programa
nuclear e convencê-los que por isso o país deve ter os armamentos. Um
ataque – acrescentou - poderia destruir as instalações, mas, mas não
“uninvent” a tecnologia e o capital intelectual continuaria a existir
[30].
E Shlomo Gazit, ex-chefe da Intelligence and National Security, da
Israeli Defense Force, acentuou, claramente, que um ataque ao Irã teria
conseqüência oposta, i. e., resultaria na
“liquidation of Israel” [31]. E acentuou:
We will cease to exist after such an attack” [32]. Daí que o general Martin Dempsey, chefe do Estado Maior das Forças Armadas dos Estados Unidos, declarou à CNN que
“We think that it's not prudent at this point to decide to attack Iran" [33].
Instalações nuclearesO
Irã possui cerca de 12 a 20 instalações nucleares, espalhadas por
diversas regiões. Alguns agentes de inteligência da França, Reino Unido e
Estados Unidos suspeitam que, em Fordo, com 3.000 reatores, os
cientistas iranianos estejam tentando enriquecer o urânio com uma
concentração superior a 20% de pureza, o que capacitaria o governo de
produzir artefatos nucleares, se fosse estocada quantidade suficiente
para o uso militar. Essa usina está construída parcialmente dentro de
uma montanha, a nordeste da mesquita de cidade de Qom, altamente
protegida, com uma bateria de mísseis anti-aéreo, montada pela Guarda
Islâmica Revolucionária
[34].
A de Natanz, na província
de Isfaham, distante de Israel quase 1.609 km. encontra-se cerca de oito
metros abaixo do nível do solo, protegida por várias camadas de
cimento. Lá operam aproximadamente 5.000 centrífugas, alimentadas com
urânio hexafluoride. E, segundo o coronel reformado da USAF, Rick Pyatt,
seria muito difícil o ataque ao Irã. Os aviões de Israel teriam de voar
sobre um território estrangeiro hostil, porquanto os alvos estão 1.700
km distantes, devendo ser reabastecidos no ar, os mísseis Jericho-2 ou
Jericho-3 teriam ogivas de peso limitado, provavelmente menos de 1.000
libras, e é muito duvidoso que elas pudessem penetrar bastante fundo
para alcançar o nível determinado de destruição
[35].
Se
o Irã tiver ou tivesse o projeto de enriquecer urânio para fabricar
artefatos nucleares, o que muitos suspeitam existir experimentos,
inclusive na base militar de Parchim, outras usinas devem ser também
subterrâneas, dentro de cavernas, difíceis de detectar com satélites e
aviões. A topografia do Irã, a configuração do seu relevo, apresenta
enorme dificuldade para ataques aéreos. É muito similar à do
Afeganistão, muito escarpado e difícil de mapear, com aviões, inclusive
porque os vôos têm de ser baixos e a república islâmica possui ótimo
sistema de defesa antiaérea, com inúmeros mísseis terra-ar.
Uma
operação aérea contra instalações nucleares do Irã teria de ser,
provavelmente, acompanhada por tropas terrestres. Mas Israel conta
apenas com 176.500 homens no serviço ativo, dos quais 133.000 no
exército, e 565.000 na reserva, enquanto o Irã tem mais do que 523.000
no serviço ativo, dos quais 350.000 no exército, e cerca de 125.000, nos
corpos da poderosa Guarda Revolucionária Islâmica
[36].
Ademais, o Irã tem excelente sistema de defesa naval, montado com
mísseis Sunburn, importados da Rússia e da China, o míssil mais letal
contra qualquer navio, desenhado para voar 1.500 milhas por hora, nove
pés acima do solo e da água
[37]. O desequilíbrio de forças
convencionais entre os dois países é enorme. Também possui submarinos e
modernos barcos de patrulha, equipados com mísseis, e teria capacidade
de interditar a estratégica de linha comunicação marítima, através do
Golfo Pérsico
[38], e controlar a passagem dos carregamentos de petróleo.
Mesmo
com o respaldo da esquadra, estacionada no Golfo Pérsico, e a
participação de tropas dos Estados Unidos, uma guerra contra o Irã,
desencadeada por Israel, seria uma guerra extremamente difícil e
sangrenta. Também, conforme os analistas do Pentágono, um ataque aéreo
dos Estados Unidos às instalações nucleares do Irã não seria bastante
para destruir todos os reatores para enriquecimento de urânio, embora
fosse mais amplo, menos arriscado e provavelmente lhes causasse muito
mais danos que se realizado por Israel
[39]. Poderia somente atrasar o programa, mas não impedir que o Irã produzisse armas atômicas
[40].
A
população do Irã é superior à soma das populações do Iraque e do
Afeganistão e grande parte está concentrada nas montanhas, que
configuram um cinturão estendido entre Zagros e Elbroz e uma linha entre
o litoral do Mar Caspio e o Estreito de Hormuz. Outra parte da
população está algumas cidades e no nordeste, em Mashhad, cidade com
2,83 milhões de habitantes, próxima à fronteira com o Afeganistão e o
Turcomenistão, onde se encontra a tumba do imã al-Rida (765-c.818), um
dos sucessores do profeta Muhammad, venerado pelos xiitas e visitado por
cerca de 20.000 pessoas. O resto do país é muito pouco povoado. Com
três lados cercados por montanhas e dois pelo Mar Cáspio e o Golfo
Pérsico, o tamanho e a topografia tornam do Irã uma fortaleza, muito
difícil de ser invadida e, ainda mais, ser conquistada
[41].
Um
ataque de Israel ao Irã seria um desastre. Mataria milhares de civis,
arrasaria cidades, porém não poderia aniquilar 78,8 milhões de iranianos
nem devastar um território de 1.648.195 km2. Porém nenhuma segurança
teria de destruir completamente seu programa de enriquecimento de
urânio. Por outro lado, o Irã logo retaliaria e, se lançasse
seguidamente uma chuva de mísseis Shahab, Gahdr-3ª ou Sejji, com bombas
de fragmentação, cuja sub-munição (bomblet), cerca de 202 explosivos,
pode atingir entre 200 e 400 metros e alcançar até 149 km, demoliria
muitas cidades de Israel, inclusive Tel Aviv, e dizimaria milhares de
seus habitantes. Certamente, o Hamas (sunita), na Faixa de Gaza, e o
Hisbollah (xiita), no Líbano, aproveitariam para também atacar Israel
com mísseis Katyusha, Fadjr-5, Urgan, Khaibar e outros de que as duas
organizações paramilitares dispõem.
Seria extremamente difícil,
quase impossível, o governo de Benjamin Netanyahu resistir aos
bombardeios e ao levante da população palestina dentro de Israel (1,5
milhão), na Faixa de Gaza (1.6 milhão)
[42] e na Cisjordânia (2,3
milhões). Dentro de todo o território da Palestina (incluindo Israel) o
número de palestinos é da ordem de mais de 5,5 milhões, contra mais ou
menos 6 milhões de judeus. Seria uma guerra híbrida, de alta e baixa
intensidade. Da população de Israel, de mais ou menos 6 milhões de
judeus, 1,5 milhão poderia ser, em larga medida, aniquilada.
(*)
Luiz Alberto Moniz Bandeira é cientista político e historiador,
professor titular de história da política exterior do Brasil
(aposentado) da Universidade de Brasília e autor de mais de 20 obras,
entre as quais Formação do Império Americano (Da guerra contra a Espanha
à guerra no Iraque).NOTAS[1] Karen DeYoung &
Greg Jaffe. “U.S. 'secret war' expands globally as Special Operations
forces take larger role”. Washington Post. Friday, June 4, 2010
Nick Turse. “A secret war in 120 countries. The Pentagon’s new power elite”. Le Monde diplomatique,18 August, 2011.
[2]
Karen DeYoung & Greg Jaffe. “U.S. 'secret war' expands globally as
Special Operations forces take larger role”. Washington Post. Friday,
June 4, 2010
[3] Navy SEALs é uma unidade especial do United
States Naval Special Warfare Command (NAVSPECWARCOM), cujo
quartel-general é Coronado, na California, a integra o US Special
Operations Command (USSOCOM). Foi um comando do Navy SEALs que executou
bin Ladin no Paquistão. SEAL é um acrônimo de Sea, Air e Land (SEAL)
[4]
Priest, Dana & William M. Arkin. Top Secret America. The Rise of
the New American Security State. Nova York-Londres: Little Brown &
Company, 2011, p. 251.
[5] Chris Woods “Drone War Exposed – the
complete picture of CIA strikes in Pakistan”. Bureau of Investigative
Journalism. August 10th, 2011.
http://www.thebureauinvestigates.com/2011/08/10/most-complete-picture-yet-of-cia-drone-strikes/ Benjamin Wittes “Civilian Deaths from Drone Strikes”. Lawfare - Hard National Security Choices.
http://www.lawfareblog.com/2011/08/civilian-deaths-from-drone-strikes/[6] Ibid.
[7]
Peter W. Singer. “Do Drones Undermine Democracy?”. The New York Times.
Sunday Review. January 21, 2012. Peter W. Singer é diretor da 21st
Century Defense Initiative na Brookings Institution e autor da obra
Wired for War: The Robotics Revolution and Conflict in the 21st Century.
[8] Nick Wingfield & Somini Sengupta. “Drones Set Sights on U.S. Skies”. The New York Times, February 17, 2012
[9]
Craig Whitlock & Greg Miller “U.S. assembling secret drone bases in
Africa, Arabian Peninsula”. The Washington Post, September 21 2011.
[10]
Autorização dada pelo presidente dos Estados Unidos, quase sempre por
escrito, na qual ele acha (find) que uma operação encoberta (covert
action) é importante para a segurança nacional. O finding é o mais
secreto entre os documentos do governo americano.
[11] "Conflict Barometer 2011" - http://hiik.de/de/konfliktbarometer/
[12] Ibid.
[13]
“Israel: Carter Offers Details on Nuclear Arsenal” - Reuters. New York
Times. May 27, 2008. “Israel tem 150 armas nucleares, diz ex-presidente
dos EUA”. BBC.Brasil. 26 de maio, 2008 - 19h46 GMT (16h46 Brasília)
[14]
Pat Buchanan: “300 Nukes in Israel Yet Iran a Threat?” -
http://buchanan.org/blog/video-pat-buchanan-300-nukes-in-israel-yet-iran-a-threat-5022
“300
ojivas nucleares israelíes, una amenaza mundial”. HispanTV 29/02/2012
09:39 www.hispantv.ir/detail.aspx?id=175279. Mark Whittington- “Pat
Buchanan Oddly Thinks Israel is a Bigger Threat Than Iran” Yahoo!
Contributor Network – Wed, Feb 22, 2012. Jeff Poor – “Buchanan: Who is a
bigger threat — Iran or Israel?” The Daily Caller - 02/22/2012 -
http://dailycaller.com/2012/02/22/buchanan-who-is-a-bigger-threat-iran-or-israel/
[15]
A comunidade de inteligência dos Estados Unidos calculava, em 1999,
que Israel tinha então entre 75 e 150 ogivas nucleares, conforme em
boletim da Federation of American Scientists (FAS). Scarborough,Rowan.
Rumsfeld's War. Washington, D.C.: Regnery Publishing, 2004, pp. 194-223.
[16]
“Nuclear Weapons – Israel”. Federation of American Scientists (FAS).
University of St. Andrew – 8.Jan.2007.
www.fas.org/nuke/guide/israel/nuke/
[17] Os vants Heron TP,
fabricados pela IAI (Israel Aerospace Industries), podem voar a uma
altura de até 13.000 metros, acima da altitude da aviação comercial. Os
Estados Unidos têm outro modelo, o MQ-1 Predator, usado para matar
supostos terroristas, em operações chamadas de “3D”: “dull”, i. e.,
operações sombrias.
[18] Anshel Pfeffer – “Israel could strike Iran's nuclear facilities, but it won't be easy. Haaretz – Israel, 20.02.12.
[19] “Report: U.S. officials say Israel would need at least 100”. Ha’aretz – Israel, 20.02.12
[20]
Ibid. Michael Kelley. “US Offers Israel Advanced Weapons In Exchange
For Not Attacking Iran”. Business Insider – Military & Defense.
March 08, 2012.
[21] Anshel Pfeffer – “Israel could strike Iran's nuclear facilities, but it won't be easy. Haaretz – Israel, 20.02.12.
[22]
“O status de potência pode ser estimado pela sua extensão territorial e
o número de sua população, bem como pelos recursos materiais e humanos
que um Estado tem condições de usar a fim predizer quão vitorioso pode
ser em uma guerra com outro Estado, se usa seus recursos como vantagem.
Karl W. Deutsch, “On the concepts of politics and power,” in John C. Farrel
e Asa P. Smith (eds.), Theory and Reality in International Relations, Nova
York,
Columbia University Press, 1966, p. 52. Gramsci, Antônio. Maquiavel, a
política e o Estado moderno, 2ª ed., Rio de Janeiro, Civilização
Brasileira, 1976, p. 191.
[23] Stephen Bierman & Ilya
Arkhipov. “Putin Says Iran Military Strike to Be ‘Truly Catastrophic’”.
Bloomberg Businessweek. February 27, 2012.
http://www.businessweek.com/news/2012-02-27/putin-says-iran-military-strike-to-be-truly-catastrophic-.html
[24] "Israel May Lack Capability for Effective Strike on Iran Nuclear Facilities” -
Bloomberg- http://www.bloomberg.com/news/2011-11-09/israel-may-lack-capability-for-iran-military-strike.html
[25]
Larry Derfner - “Security expert: Attacking Iran isn’t worth it. +972
is an independent, blog-based web magazine. February 6 2012|-
http://972mag.com/warriors-against-war-with-iran/34831/
[26] Ibid.
[27] Ethan Bronner - “A Former Spy Chief Questions the Judgment of Israeli Leaders”. The New York Times, June 3, 2011.
[28] Bergman, Ronen & Mittelstaedt, Juliane von. “Dagans Bombe”. Der Spiegel. 07.11.2011.
[29]
Hilary Leila Krieger & Jpost Correspondent. 'Strike on Iran could
be counterproductive'. Jerusalem Post. Thu, Mar 15, 2012.
[30] Kristina Wong “Attacking Iran’s nuke sites may only slow progress”. The Washington Times, Monday, February 27, 2012
[31]
‘An Attack on Iran Will End Israel as We Know It’. Tikun Olam-תיקון
עולם: Make the World a Better Place -Promoting Israeli democracy,
exposing secrets of the national security state
http://www.richardsilverstein.com/tikun_olam/2011/06/10/an-attack-on-iran-will-end-israel-as-we-know-it/
[32] Ibid.
[33] David Jackson, “Obama to meet Israel's Netanyahu on March 5” - USA TODAY Feb 20, 2012.
[34]
Julian Borger (New York) & Patrick Wintour (Pittsburgh). “Why Iran
confessed to secret nuclear site built inside mountain”. The Guardian,
26.09.2009
[35] David Isenberg (Cato Institute). “Israeli
Attack on Iran’s Nuclear Facilities Easier Said Than Done”. Inter Press
Service, Washington, Feb 13 2012 (IPS). Rick Francona. “Iran - Israel's
Air Strike Options Update”
Middle East Perspectives: June 22, 2008: HTTP://Francona.Blogspot.Com/2008/06/Iran-Israels-Air-Strike-Options-Update.Html
[36] “Factbox: How Israel and Iran shape up militarily” – Reuters. 03.11.2011.
http://www.reuters.com/article/2011/11/03/us-israel-iran-forces-idUSTRE7A25O520111103
[37]
“Iran's Arsenal Of Sunburn Missiles Is More Than Enough To Close The
Strait”. Business Insider - Russ Winter| - February 08, 2012|
http://articles.businessinsider.com/2012-02-08/news/31036419_1_anti-ship-defense-system-target-missile#ixzz1oWwRbKm4
[38]
Anthony H. Cordesman & Alexander Wilner – “Iran and the Gulf
Military Balance I: The Conventional and Asymmetric Dimensions”. Center
for Center for Estrategic & International Studies (CSIS) Mar 6,
2012.
[39] Mark Landler. “Obama Says Iran Strike Is an Option, but Warns Israel”. The New York Times, March 2, 2012
[40] Ibid.
[41] “The Geopolitics of Iran: Holding the Center of a Mountain Fortress”. Stratfor – Global Intelligence, December 16, 2011.
[42]
Cerca de 45 foguetes e um número quase igual de bombas foram
disparadas desde Gaza sobre Israel em 24 horas, no dia 9 de março, como
represália das milícias palestinas pelo assassinato do secretário-geral
dos Comitês Populares de Resistência, Zuhair Al Qaisi, com foguetes de
Israel. “Em 24 horas, 45 foguetes palestinos atingiram Israel”. Folha de
São Paulo, 10.03.2012.