Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A 'Nova Direita' neoliberal e entreguista foi para as ruas! E ela é ainda pior do que o Fascismo! - Marcos Doniseti!

A 'Nova Direita' neoliberal e entreguista foi para as ruas! E ela é ainda pior do que o Fascismo! - Marcos Doniseti!
Kim Kataguiri, do MBL, é um das principais lideranças desta 'Nova Direita' neoliberal e entreguista, que pratica uma indignação seletiva contra a corrupção e que defende entregar todas as riquezas nacionais ao capital estrangeiro. 
A Direita que foi às ruas neste final de semana é uma Direita Troglodita e que apareceu há pouco tempo no cenário político brasileiro. É uma espécie de 'Nova Direita' em ação no Brasil.

Essa 'Nova Direita' fala em defender o Brasil ao mesmo tempo em que prega a volta da Ditadura Militar, aprova a entrega do petróleo do pré-sal e do patrimônio do país ao capital estrangeiro, quer destruir as políticas sociais, defende privatizar tudo (Bancos públicos, Petrobras, BB, CEF), além de praticar uma descarada indignação seletiva na questão da corrupção, pedindo por 'Fora Renan' e querendo a prisão de Lula, mas poupando inteiramente os demais envolvidos em escândalos de corrupção.

Nem o governo Temer eles criticaram em suas manifestações deste domingo.

Traduzindo: Essa 'Nova Direita' é formada por um bando de neoliberais reacionários, entreguistas e hipócritas.

E não dá sequer para chamá-los de Fascistas, pois o Fascismo tinha um caráter fortemente nacionalista e que promovia uma grande intervenção do Estado na economia, mas sem ser Socialista (como pensam tantos ignorantes).
A 'Nova Direita Neoliberal' pede por intervenção militar de forma explícita. Isso é fácil de explicar: É que o Projeto Neoliberal somente é viável com a instalação de Ditaduras. Pinochet que o diga... 
O governo de Mussolini praticou um tipo de 'Capitalismo de Estado', que reprimia duramente ao movimento sindical, enquanto reconhecia os direitos pelos quais o mesmo lutara intensamente por várias décadas, submetendo-o ao controle direto do Estado. Assim, o regime Fascista controlava os trabalhadores, permitindo que os Capitalistas continuassem a explorar intensamente aos mesmos. 

Foi o governo de Mussolini que criou a 'Carta Del Lavoro', de onde Getúlio Vargas tirou a CLT, que os neoliberais e direitistas reacionários brasileiros desejam extinguir, e que promoveu a intervenção do Estado em inúmeros setores da economia e da cultura italiana. 

A criação da 'Carta Del Lavoro', pelo regime Fascista de Mussolini, foi consequência direta da forte atuação política do movimento operário italiano, que chegou a ocupar as fábricas do país durante o chamado 'Biênio Vermelho' (1919-1920), quando ocorreu uma Revolução Socialista no país, mas que acabou derrotada. 

O governo de Mussolini também criou, por exemplo, a 'Cinecittá' (Cidade do Cinema), uma espécie de versão italiana de Hollywood.
A 'Nova Direita Neoliberal' tupiniquim idolatra de tal maneira aos EUA que chega a pedir para que eles invadam o Brasil, a fim de 'eliminar o comunismo' do país.
O objetivo do regime fascista, com isso, foi o de criar uma produção cinematográfica autenticamente nacional, que mostrava uma idealização da Itália da época. A 'Cinecittá' produziu mais de 300 filmes entre Abril de 1937 e 1943.

A criação da 'Cinecittá' abriu caminho para a ascensão de toda uma nova geração de produtores, cineastas, roteiristas, atores que, já nos últimos anos do governo de Mussolini (1942), deu origem a um dos mais revolucionários movimentos cinematográficos da história mundial, que foi o Neo-Realismo.

Assim, essa 'Nova Direita' brasileira consegue ser ainda pior do que o Fascismo, pois possui um caráter nitidamente entreguista e que desvaloriza os símbolos nacionais, bem como tudo o que é brasileiro.

Os integrantes dessa 'Nova Direita', de fato, tem vergonha de ser brasileiros e o sonho deles era morar em Miami, nem que fosse para lavar latrina. E tais características que nunca estiveram presentes no Fascismo.

Logo, a 'Nova Direita Neoliberal' brasileira consegue ser ainda pior do que o Fascismo, pois ela é ditatorial (tal como o Fascismo), mas também recusa-se a reconhecer os direitos dos trabalhadores como legítimos, além de renegar os valores, símbolos e a cultura nacional, adotando a ideia, tipicamente colonizada, de que tudo que vem 'de fora', do exterior, é melhor, tendo os EUA como sendo o seu modelo ideal. 
Até o governo de Mussolini tratou de intervir na economia e na cultura. Um exemplo disso foi a criação da 'Cinecittá', a 'Hollywood' italiana, que produziu mais de 300 filmes entre 1937 e 1943. 

Golpe quebrou as Grandes empresas do país! Direita não tem nome forte para a disputa presidencial de 2018! 

O jornalista Franklin Martins disse que o Brasil caminha para um processo de convulsão social. 

Há vários meses que estou dizendo isso, ou seja, que caminhamos para uma convulsão social. 

Afinal, o cenário brasileiro atual é marcado por um rápido aumento do desemprego aumentando, pedidos de recuperação judicial de empresas batendo recordes, vendas do comércio varejista e investimentos produtivos despencando, arrocho salarial, contas públicas sendo arrebentadas (Dívida Pública Líquida já está em 45% do PIB, sendo que era de apenas 34% no final de 2014).

Tudo isso configura um cenário econômico e social explosivo, que deverá piorar ainda mais em 2017. Até porque temos um agravante, que é crise política e institucional que o país está vivendo neste momento, com as principais lideranças e instituições do país se digladiando.

E é muito interessante a observação do Franklin Martins de que a Direita não tem um nome forte para vencer a eleição presidencial de 2018 e que, em função disso, poderemos não ter a realização de eleições.

Quando a então Presidenta Dilma venceu a eleição presidencial de 2014, a Direita se desesperou porque sabia que Lula seria imbatível em 2018, tendo chances de se reeleger em 2022. 
Com a vitória de Trump, o Brexit, a derrota de Renzi no referendo italiano e o crescimento das forças de Extrema-Direita e de Esquerda na Europa, a Globalização Neoliberal está com os dias contados. E governos neoliberais, como os de Temer e Macri, não terão chance alguma de serem bem sucedidos. 

Daí, a Direita Troglodita tupiniquim decidiu promover o Golpe, independente das consequências que o mesmo tivesse para o país e para o seu povo.

E o resultado é esse cenário catastrófico que estamos vivendo atualmente.

Aliás, a ausência de uma forte candidatura de Direita para vencer a eleição presidencial também foi um dos motivos para o Golpe de 64 acontecesse. Na época, os candidatos mais fortes para a eleição presidencial de 1965 eram JK e, caso pudesse se candidatar, Jango. Brizola também era uma forte liderança, na época, e desejava se candidatar a Presidente em 1965.

A Direita não tinha nenhum nome capaz de derrotar JK, Jango ou Brizola.

E foi por isso que vários presidenciáveis direitistas apoiaram o Golpe, além de serem líderes políticos profundamente reacionários, é claro. Estes foram os casos dos governadores de São Paulo (Ademar de Barros), de Minas Gerais (Magalhães Pinto) e da Guanabara (Carlos Lacerda).

Eles pensaram: 'O Golpe vai eliminar os candidatos progressistas e dai ficaremos somente nós, da Direita, na disputa'. E no fim não ficou nenhum deles para disputar a Presidência da República, pois nem sequer tivemos eleição presidencial em 1965. Ademar e Lacerda acabaram tendo os seus direitos políticos cassados, enquanto que Magalhães Pinto abdicou das suas ambições presidenciais.

No fim das contas, o mandato do ditador Castello Branco foi prorrogado e as eleições presidenciais tornaram-se indiretas a partir da adoção do AI-2. E somente voltamos a ter eleição direta para Presidente da República em 1989.
Trump nem tomou posse como Presidente dos EUA e já fechou um acordo que impediu que uma indústria do estado de Indiana (que emprega 300 trabalhadores) fechasse as portas e transferisse a sua unidade de produção para o México. Em troca da manutenção das suas atividades nos EUA, o governo de Indiana irá oferecer US$ 7 milhões por 10 anos em incentivos fiscais para a empresa.

E agora a Direita não tem, novamente, um nome forte, com chances reais de vitória, para a disputa da eleição presidencial de 2018, o que poderá levar as forças conservadoras a adiar a eleição ou, então, poderá levá-las a adotar o Parlamentarismo, onde as forças direitistas são amplamente majoritárias, possuindo cerca de 80% dos congressistas. 

Mas o fato concreto é que o Golpe de 2016 destruiu o Brasil.

Basta ver a reportagem do 'Estadão', que apoiou o Golpe, dizendo que 49% das GRANDES empresas brasileiras não possuem recursos sequer para pagar os juros da dívida que acumularam. 

Traduzindo: Elas estão FALIDAS. 

Os pedidos de recuperação judicial de empresas aumentou 51,1% no acumulado de 2016. O consumo de eletricidade no país caiu 2,8% em Outubro, sendo que a maior queda foi no setor de comércio e serviços (-6,9%), que representa 2/3 do PIB brasileiro. As vendas de veículos Zero Km despencaram 21,1% no acumulado de Janeiro a Novembro de 2016. 

O setor de TV paga havia dobrado o número de assinantes entre 2010 e 2014. Apenas no ano de 2014 (quando o PIB do país cresceu 0,5%) a expansão havia sido de 8,7%. Mas nos últimos 12 meses, durante o movimento golpista que derrubou o governo Dilma, o número de assinantes diminuiu em 471 mil. 
A taxa de desemprego do Brasil (média anual) despencou durante os governos Lula e Dilma e era de apenas 4,8% no final de 2014. Agora, apos o início do movimento golpista, ele voltou a disparar e já está em 11,8%, taxa quase igual à de 2002 (12,5%). 

Resultados do Golpe: Economia devastada (em Depressão, acumulando queda de 4,4% entre Janeiro e Setembro deste ano), com contas públicas arrebentadas, empresas falidas, desemprego em massa, arrocho salarial, dívida pública disparando, aumento da pobreza e da miséria, crescimento acelerado de furtos e roubos.

E tudo indica que a crise brasileira irá se agravar em 2017, até em função da piora do cenário mundial, com a vitória de Trump (que irá adotar políticas protecionistas), do Brexit, da derrota de Matteo Renzi no referendo italiano e do fortalecimento das forças de Extrema-Direita em países importantes da Europa (Alemanha, Holanda, França, entre outros). Tudo isso colocará em xeque o processo de Globalização Neoliberal, ao qual o governo Temer pretendia atrelar o Brasil de forma muito mais intensa. 

Com a piora da situação política e econômica global e com as medidas recessivas e de eliminação de direitos adotadas pelo governo Temer, não há a menor possibilidade de que a economia brasileira volte a crescer nos próximos anos. 

Parabéns aos Golpistas por suas 'brilhantes' conquistas.
Durante os governos Lula e Dilma, as vendas de veículos batiam sucessivos recordes. Agora, somente em 2016, as vendas desabaram 21%. Movimento golpísta destruiu a economia brasileira. 

Links:

Franklin Martins: Brasil está em Depressão econômica e poderemos não ter eleição presidencial em 2018:


Grandes empresas brasileiras não conseguem nem pagar os juros das suas dívidas:


Pedidos de recuperação judicial de empresas aumentou 51,1% no acumulado de 2016:


Comércio de São Paulo deverá ter queda de 6% nas vendas de Natal:



Consumo de eletricidade caiu 2,8% em Outubro:


Número de assinantes de TV paga diminuiu em 471 mil no acumulado de 12 meses:


Vendas de veículos Zero Km despencaram 21,1% no acumulado de Janeiro a Novembro de 2016:


Governo Temer: Preço da Gasolina é reajustado em 8,1% e do óleo diesel em 9,5%:

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Renzi é derrotado na Itália e Hollande desiste de tentar a reeleição na França! Eleitores dos países desenvolvidos estão mandando para casa os seus principais líderes! Desejo de mudança é cada vez mais forte! - Marcos Doniseti!

Renzi é derrotado na Itália e Hollande desiste de tentar a reeleição na França! Eleitores dos países desenvolvidos estão mandando para casa os seus principais líderes! Desejo de mudança é cada vez mais forte! - Marcos Doniseti! 
A sensação de que a integração europeia não beneficia a maioria da população é cada vez mais forte no bloco. E o risco de desmoronamento da UE não é desprezível. 

Na França, François Hollande, que é o mais impopular presidente do país desde o final da Segunda Guerra Mundial, desistiu de se candidatar à reeleição. Ele é o primeiro Presidente francês que desiste da reeleição  desde 1965.

A eleição presidencial francesa irá se realizar em 2017.

Hollande se elegeu Presidente da França em Maio de 2012 com um discurso que criticava as políticas neoliberais e era visto como alguém que poderia enfrentar as políticas de arrocho impostas por Angela Merkel ao bloco europeu.

Mas depois que tomou posse ele mudou radicalmente de postura, aprofundou tais políticas neoliberais e se submeteu ao poder crescente de Merkel na UE e na Zona do Euro.

Hollande chegou a impor uma reforma trabalhista (que foi rejeitada pelo Parlamento) que é bastante prejudicial aos trabalhadores e que era rejeitada pela imensa maioria da população, mas que atendia aos interesses do Grande Capital.

Ele também revelou-se incapaz de impedir atentados terroristas promovidos pelos extremistas do ‘Estado Islâmico’.

Com isso, Hollande se tornou tão impopular que desistiu de tentar a reeleição, abrindo caminho para que o seu Primeiro-Ministro, Manuel Valls, venha a postular a candidatura pelo Partido Socialista.

Assim, a crise econômica, política e social que atinge com força a União Europeia está aposentando as principais lideranças políticas do Velho Mundo.
Na campanha presidencial, Trump fez uso de um discurso protecionista e que condenava o livre-comércio, prometendo tirar os EUA do NAFTA e de acordos que visam aprofundar o livre-comércio. Ele prometeu aumentar as tarifas de importação de aço, a fim de beneficiar as siderúrgicas dos EUA.

David Cameron (Reino Unido) foi derrotado com a aprovação do Brexit, François Hollande (França) desistiu da reeleição e Matteo Renzi (Itália) foi derrotado no referendo italiano. Os três líderes eram identificados com a imposição de políticas neoliberais e de arrocho que são imensamente prejudiciais aos trabalhadores, aos mais pobres e aos idosos e aposentados e que são rejeitadas por um número crescente e expressivo da população europeia.

Em contraste com essa situação, em Portugal temos um governo de Esquerda Moderada (que tirou a Direita Neoliberal do poder na última eleição parlamentar, realizada em 2015) e que está obtendo bons resultados aos abandonar as políticas neoliberais e de arrocho, desfrutando de uma elevada aprovação popular.

E nos EUA ainda tivemos a vitória de Trump, um outsider que derrotou a liderança dos dois principais partidos, Republicano e Democrata, e venceu a eleição presidencial. As lideranças do Partido Republicano nunca simpatizaram com Trump, que chegou a romper com elas durante a campanha presidencial.

Assim, a chanceler alemã (a conservadora Angela Merkel) que se prepare, pois ela poderá vir ser a próxima líder política a ser demitida pelos eleitores.
François Hollande e Matteo Renzi são dois dos governantes europeus que foram derrotados pelos eleitores. A elevada impopularidade de Hollande fez com que ele desistisse de tentar a reeleição, algo que não acontecia há 50 anos, enquanto que Renzi foi derrotado no referendo sobre a proposta de reforma política que apresentou, pedindo demissão do cargo de Primeiro-Ministro. Antes deles, David Cameron já havia sido derrotado quando o Brexit foi vitorioso. Todos eles foram derrotados devido à imensa e crescente insatisfação popular dos europeus com a imposição das políticas neoliberais e de arrocho. E Angela Merkel já deve estar preocupada com isso, sendo que poderá vir a ter o mesmo destino de Cameron, Hollande e Renzi. 
Matteo Renzi é derrotado em referendo na Itália! - Marcos Doniseti!

O Primeiro-Ministro italiano, Matteo Renzi (Partido Democrático, de Centro-Direita) foi derrotado no referendo que se realizou ontem na Itália, que visava aprovar mudanças no sistema político, historicamente conturbado e instável do país.

As propostas de Matteo Renzi para reformar o sistema político italiano eram boas e permitiriam uma maior estabilidade política para a Itália.

Porém, a crescente insatisfação popular por parte dos italianos, que existe em função dos muitos anos de crise econômica e social, provocou a derrota das propostas defendidas por Renzi.

O 'Não' às mudanças ganhou com quase 60% dos votos, pois o referendo foi transformado em um plebiscito sobre o atual governo e a respeito da situação do país.

Como eu já afirmei na época da crise grega e do Brexit, ou a União Europeia muda, abandonando as políticas neoliberais e de arrocho, ou o processo de integração europeu irá desmoronar.

Será que Angela Merkel, François Hollande e os demais líderes europeus ainda não perceberam isso? Quando é que eles irão acordar, afinal?
Enquanto que nos países desenvolvidos a população rejeita, de forma cada vez mais contundente, as políticas neoliberais e de arrocho, o governo Temer apresenta as mesmas como a solução para os problemas brasileiros. É o Brasil rumando na contramão da história. 
Na véspera da votação no referendo, eu postei o seguinte comentário, na minha página do Facebook, e no qual eu já antecipava o resultado mais do que previsível do referendo italiano:

Reforma Política defendida por Matteo Renzi poderá ser rejeitada na Itália!

A Itália passa por uma gravíssima crise econômica e social, fruto das políticas de arrocho impostas após o estouro da crise global de 2008/2009. Seu PIB, atualmente, é menor do que era há 10 anos, a renda per capita diminuiu, o desemprego está em 12%, chegando a absurdos 40% entre os jovens. A dívida pública italiana é de 130% do PIB (na UE ela é menor apenas do que a da Grécia). E o sistema financeiro do país está literalmente quebrado.

Neste cenário, não é de surpreender que uma reforma política que foi apresentada pelo Primeiro-Ministro Matteo Renzi (Partido Democrático), e que possui vários pontos positivos (permitindo uma maior estabilidade política ao país) possa vir a ser rejeitada, devido à imensa insatisfação popular existente no país contra as políticas de neoliberais e de arrocho que são impostas pela UE e pela Zona do Euro a todos os países membros.

Essa é a mesma insatisfação que gerou o Brexit e a vitória de Trump.
Antônio Costa, o atual Primeiro-Ministro de Portugal. Ele foi eleito graças a uma coalizão feita entre os Partidos Socialista (de Costa), Comunista, Verdes e o Bloco de Esquerda. Somados, eles elegeram a maioria absoluta dos deputados na eleição realizada em Outubro de 2015. O governo de Costa é de Esquerda Moderada e adotou medidas que beneficiaram aos trabalhadores e aos pensionistas, como o aumento do salário mínimo, abandonando as políticas neoliberais e de arrocho do governo anterior. Atualmente, o governo de Costa tem um índice de aprovação de 63% e o PSP é o partido mais popular, com 43% de intenções de voto (obteve 32,3% na eleição de 2015).  
Links:

Michael Moore - Por que Donald Trump é o favorito:


Vitória do Brexit derruba governo de David Cameron:


François Hollande desiste de candidatura à reeleição:


Trump declara guerra ao Partido Republicano:


Matteo Renzi é derrotado em referendo na Itália e pede demissão do cargo de Primeiro-Ministro:


Partido de Angela Merkel é ultrapassado em eleição regional por partido (AfD) que rejeita refugiados e que adota discurso de apoio à Xenofobia e ao Racismo:


Portugal: Governo progressista de Antonio Costa tem aprovação de 63% dos portugueses:


Aumenta a popularidade dos partidos que fazem parte do governo progressista de Portugal:

Será que Angela Merkel, que governa a Alemanha desde 2005, poderá vir a ser a próxima vítima da crescente insatisfação popular com os rumos do processo de integração europeu? 

Comunistas e Socialistas fecham acordo em Portugal:


Socialistas e Bloco de Esquerda fecham acordo em Portugal:



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

PSDB e PMDB lutam pelo controle de um governo que está condenado ao fracasso! - Marcos Doniseti!

PSDB e PMDB lutam pelo controle de um governo que está condenado ao fracasso! - Marcos Doniseti!
Trump já anunciou que irá retirar os EUA das negociações do TPP. Seu governo adotará uma política protecionista, o que poderá levar ao colapso do comércio internacional. Propostas como as de Trump também são defendidas por Marine Le Pen (da Frente Nacional) e Beppe Grillo (líder do M5S italiano) e por outros movimentos nacionalistas que estão se fortalecendo pelo mundo afora.

Os Golpes de 2016 e de 1964: Cenários econômicos mundiais são totalmente diferentes!


O Golpe de 2016, tal como o de 1964, fez uma série de promessas para a população brasileira: retomar o crescimento econômico, combater a corrupção, varrer o 'comunismo' do país.

Os Golpistas de 64 também enganaram a classe média e parte da classe trabalhadora, dizendo que o Golpe contra o governo de Jango era para eliminar a corrupção e barrar o Comunismo (mesmo com os golpistas sabendo que Jango era um nacionalista e reformista e que nunca foi comunista).

Mas a Ditadura Militar, depois, prejudicou imensamente os trabalhadores (via arrocho salarial e brutal repressão ao movimento sindical) e à própria classe média (que apoiou o Golpe de forma entusiasmada), até 1967, também empobreceu bastante.

O que salvou a Ditadura Militar de ser derrubada já em 1968 (quando tivemos imensas e crescentes manifestações populares, lideradas pelos estudantes, e que contavam com grande apoio da classe média) foi o 'Milagre Econômico', que começou naquele ano e que durou até o final de 1973, quando ocorreu o primeiro 'Choque do Petróleo', que quadruplicou o preço do barril (passou de US$ 3 para US$ 12), em função da 'Guerra do Yom Kippur'.

Com o 'Milagre Brasileiro', tivemos geração de milhões de novos empregos (de baixos salários, mas eles foram criados, absorvendo a mão-de-obra que saía da área rural e migrava para as cidades), aumento da renda da classe média (que foi beneficiada pela oferta de crediário, uma novidade no Brasil da época e pela criação de empregos que exigiam técnicos qualificados para trabalhar na indústria, no setor
público e nos serviços) e o arrocho salarial foi contido.

Além disso, o brutal aparato de repressão montado pela Ditadura Militar conseguiu virtualmente destruir ou inviabilizar qualquer tipo de oposição organizada. 
A saída do Reino Unido da União Europeia foi provocada pelas políticas neoliberais, que prejudicaram a maioria da população, que empobreceu bastante. A distância que a separa dos mais ricos também aumentou bastante. A vitória de Trump e o Brexit são sinais claros de que o processo de Globalização Neoliberal está desmoronando.

A censura, a vigilância, a espionagem, as prisões ilegais, as torturas, os assassinatos e os desaparecimentos de operários, camponeses, estudantes, índios, foram largamente empregados pela Ditadura, produzindo dezenas de milhares de vítimas, principalmente durante o governo Médici, no qual tivemos o auge da repressão e do 'Milagre Brasileiro', quando a economia do país cresceu em torno de 11% ao ano. 

Assim, a 'Paz dos Cemitérios' vigorou no Brasil durante o governo Médici, em especial. 

Mas este 'Milagre Econômico' brasileiro somente aconteceu porque toda a economia mundial (EUA, Europa e Japão) crescia rapidamente naquela época. Havia um 'Milagre Econômico Global' em andamento e o governo de Costa e Silva, sob a batuta do ministro Delfim Netto.

Delfim soube fazer com que o Brasil se beneficiasse deste 'Milagre Econômico Global', atraindo capital estrangeiro produtivo (via redução de impostos, reserva de mercado, oferecendo mão-de-obra barata), apoiando às exportações industriais (via crédito barato e impostos reduzidos) e modernizando a agricultura, com a criação do agronegócio (financiado pelo Banco do Brasil e com a Embrapa produzindo novas sementes, que o que expandiu a fronteira agrícola brasileiro, por meio da incorporação do Centro-Oeste).

Trump, Brexit e crescente Nacionalismo econômico inviabilizam estratégia econômica de governos neoliberais da América Latina!

Governos de Macri e Temer apostam numa maior integração e subordinação de Brasil e Argentina à economia global como estratégia para superar a crise. Mas a economia mundial enfrenta uma grave crise e tudo indica que ela irá se agravar após a posse de Trump, cuja política será fortemente protecionista. O cenário econômico global, agora, é totalmente diferente. Agora, toda a economia mundial está em crise.

E com o Brexit, o crescimento do nacionalismo na Europa e o protecionismo já anunciado pelo novo governo de Trump (que irá retirar os EUA do TPP e aumentará as tarifas de importação, para promover um processo de reindustrialização dos EUA), o comércio internacional (que já se encontra estagnado desde o estouro da crise de 2008) irá desmoronar.

E com isso teremos o início de uma Grande Recessão Mundial, que poderá até desembocar em uma nova Depressão Econômica, derrubando as maiores economias do Mundo.

Com este cenário econômico global catastrófico, nenhum governo neoliberal terá como se manter no poder, seja no Brasil, Argentina, México, Peru ou em qualquer outro país. A tendência será, cada vez mais, no sentido de se estabelecer governos nacionalistas (e muitos serão autoritários) que também irão proteger as suas economias da concorrência internacional. 

E quando todos os países fizerem isso ao mesmo tempo, o resultado que teremos é o colapso da economia globalizada. Isso aconteceu, por exemplo, durante a década de 1930, quando tivemos a Grande Depressão. 

Uma das causas desta Grande Depressão foi justamente o fato dos países terem fechado as suas economias para investimentos, bens e serviços importados. Desta maneira, o comércio internacional desmoronou.

Com este cenário, os governos neoliberais irão desabar pelo mundo todo, inclusive
na América Latina. 
O Banco do Brasil acumulou um lucro de R$ 51 bilhões em 4 anos (2012-2015) e mesmo assim o governo Temer quer fechar centenas de agências e demitir e aposentar milhares de funcionários. O encolhimento do banco (bem como da CEF) abrirá espaço para uma maior participação do setor financeiro privado, que lucrará muito mais com isso.

Até porque a estratégia dos governos de Macri (Argentina), Temer (Brasil), Peña Nieto (México), Kuczynski  (Peru) é justamente a de aprofundar a integração da economia destes países à economia capitalista globalizada, acreditando que isso irá gerar um novo ciclo de crescimento para os mesmos, superando a crise que enfrentam atualmente.

Mas com o agravamento da crise econômica mundial (Brexit, Trump, crescimento do nacionalismo na UE, protecionismo se impondo pelo mundo inteiro) tal estratégia está, de antemão, totalmente condenada a fracassar, o que levará estes governos a enfrentar crises econômicas brutais. 

Logo, neste cenário global catastrófico, nenhum governo neoliberal irá durar muito tempo no Brasil, seja ele comandado por Temer/PMDB/Centrão ou pelo PSDB/DEM/PPS. Mesmo que Temer seja derrubado, via TSE ou via Impeachment (e o caso Geddel poderá levar ao seu afastamento pelo Congresso Nacional em 2017) o cenário econômico e social irá se agravar, independente de quem venha a ser o novo Presidente (que será eleito pelos congressistas). 

O Golpe de 2016 já fracassou e governo atual é inviável!

O Golpe de 2016 fracassou e o governo golpista está condenado. Ele não tem nada a oferecer para todo o povo brasileiro, a não ser mais arrocho salarial, mais desemprego, mais eliminação de direitos (sociais, trabalhistas e previdenciários), mais pobreza e mais miséria. 

A questão é: Quanto tempo irá demorar para que os atuais detentores do poder, no Brasil, reconheçam isso? Quanto mais isso demorar para acontecer, mais a crise (econômica, social, política) irá se agravar. Eles deram um Golpe para promover a imposição de uma estratégia de crescimento econômico (neoliberal) que está previamente condenada, em função do próprio cenário econômico global. 

A taxa de desemprego teve uma forte queda no Brasil durante os governos Lula e
Dilma, caindo de 12,2% (2002) para apenas 4,8% em 2014 (taxa média anual). Mas agora, depois do início do movimento golpista, ela voltou a aumentar rapidamente.

Número total de desempregados no país já chega a 17,8 milhões de pessoas. 

Assim, o governo ilegítimo brasileiro quer atrelar o Brasil a um gigantesco navio que está afundando. É como se novos passageiros desejassem subir no Titanic no exato momento em que ele estivesse afundando, o que não é uma das atitudes das mais inteligentes.

Portanto, com a imposição destas políticas neoliberais, privatizantes e desnacionalizantes, teremos um aumento muito rápido do desemprego, da pobreza e da miséria no país nos próximos anos (processo este que já está em andamento), seja em função das políticas neoliberais que já estão sendo impostas pelo governo brasileiro, seja porque o cenário econômico mundial irá piorar bastante nos próximos anos, o que já irá começar a acontecer a partir de 2017. 

E com isso o Brasil irá mergulhar num processo de convulsão social que deverá começar muito em breve. 

Resumindo: Não há nenhuma possibilidade deste governo brasileiro ilegítimo ser bem sucedido. Ele já está condenado, independente de quem venha a governar o país nos próximos anos (Temer/PMDB/Centrão Reacionário ou PSDB/DEM/PPS). 

Peçam para sair, golpistas. Vocês fracassaram!

O Salário Mínimo teve um aumento real de 91,3% entre 2003-2016, devido à política de aumento real anual que foi adotada pelos governos Lula e Dilma. Com a aprovação da PEC 241/55 o seu valor real ficará congelado por 20 anos consecutivos. 

Não teremos retomada econômica alguma em 2017!


Não haverá retomada nenhuma da economia brasileira, nem em 2017, nem em 2018. Podem esquecer.  Todas as medidas adotadas pelo governo Temer são recessivas:
A) Aumento de Juros Reais (subiram de 3,5% em 2015 para 7% em 2016);

B) Corte drástico dos investimentos públicos;

C) Valorização do Real, o que prejudica as exportações e estimula as importações;

D) Arrocho salarial, o que diminui o consumo;

E) Eliminação de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, empobrecendo
ainda mais aos trabalhadores;

F) Entrega das riquezas nacionais e das estatais para o capital privado, nacional e estrangeiro, empobrecendo ainda mais o Brasil;

G) Congelamento dos investimentos sociais por 20 anos;

H) Congelamento dos reajustes do salário mínimo por 20 anos.

Com um modelo econômico (neoliberal e entreguista) desses, que arrocha os salários e empobrece a população, é impossível que vá ocorrer qualquer retomada.  
As reservas internacionais brasileiras tiveram um crescimento expressivo durante os governos Lula e Dilma, passando de US$ 16 bilhões (2002) para US$ 376 bilhões (2015). Elas são suficientes para pagar toda a Dívida Externa brasileira, que é de US$ 333 bilhões.

Links:

Luis Nassif: Xadrez do Golpe dentro do Golpe:

Trump diz que irá retirar EUA do TPP:

Calero diz que foi pressionado por Temer, que nega a acusação:

Calero teria gravado conversas com Temer, Geddel e Padilha:

Vendas de veículos Zero km desabam 17% em Outubro:

Pobres irão pagar a conta da aprovação da PEC 241/55:

Vendas do comércio varejista ampliado despencam 8,6% em Setembro de 2016:
A crise econômica brasileira é tão grave que a Honda ainda não inaugurou uma nova fábrica, na qual ela investiu R$ 1 bilhão, e que construiu entre 2013-2015, em Itirapina-SP, em função da forte queda das vendas de veículos que tivemos no mercado interno brasileiro a partir de 2015.

Produção industrial brasileira despenca 4,8% em Setembro de 2016:

Taxa de desemprego sobe para 11,8%; número total de desempregados chega a 17,8 milhões:

Honda adia novamente a inauguração de nova fábrica em Itirapina-SP:
IPEA: PEC 241/55 vai retirar R$ 743 bilhões da Saúde durante 20 anos:

Lula é inocente, dizem delatores da Petrobras:

Luis Nassif: Como o Brasil chegou a 12 milhões de desempregados:

Indústria da construção naval quer manutenção da política de conteúdo nacional: