segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Governo Lula dá continuidade aos governos de Vargas e Jango!!


Reproduzi aqui no blog o texto do Luiz C. Azenha, intitulado 'A patética Esquerda sem povo'. E gostei tanto do mesmo que decidi escrever uma análise com base nos pontos levantados pelo Azenha em seu brilhante texto.

Então, vamos lá:



Azenha: Lula ‘roubou’ o povo das Esquerdas radicais!!

Foi brilhante a conclusão do Azenha em seu texto.

E neste sentido, de 'roubar' o povo (prefiro a expressão trabalhadores, e irei usá-la no lugar de 'povo', ok?) das Esquerdas vanguardistas iluminadas pelo espírito de Marx, Engels, Lênin, Stálin, Mao e cia, Lula nem foi o primeiro a fazer isso no Brasil.

Getúlio Vargas também fez o mesmo, ao criar a legislação trabalhista e reconhecer os direitos dos trabalhadores que, pela primeira vez na história do Brasil, passaram a ser tratados como cidadãos e as suas reivindicações foram, em grande parte, atendidas pelo governo de Vargas.

E foi justamente por isso que Vargas se tornou verdadeiramente adorado pelos trabalhadores brasileiros da época, tal como acontece com Lula, hoje, que é respeitadíssimo entre os trabalhadores, mas é ainda mais admirado entre os pobres e os miseráveis.

Para mim, Azenha, Lula está completando as obras de Vargas e Jango. O primeiro reconheceu os direitos dos trabalhadores urbanos, o segundo criou a legislação trabalhista para o trabalhador rural (foi o governo Jango que elaborou o Estatuto do Trabalhador Rural e estimulou a sindicalização dos mesmos).

Porém, estas políticas trabalhistas tinham uma limitação: elas somente beneficiavam os trabalhadores com registro em carteira de trabalho e que estavam organizados em sindicatos.

Mas, e os demais, que existiam em grande número? E aqueles que permaneciam na informalidade e que nunca tiveram qualquer chance de ter acesso às leis trabalhistas criadas por Vargas e aprofundadas por Jango? Lula deu continuidade às políticas de inclusão social e política implantadas por Vargas/Jango e criou um conjunto de políticas públicas que beneficiam, justamente, a estes setores que, antes de Lula, não chegavam a se beneficiar com as leis sociais e trabalhistas que vigoravam no país há muitas décadas. Eram os excluídos.

E não foi apenas através de políticas de inclusão social (como o Bolsa-Família ou o ProUni) que Lula conseguiu isso mas, principalmente, através da geração de empregos formais (até o momento foram gerados quase 9 milhões deles no governo Lula), do controle da inflação (que é fundamental para se aumentar a renda dos mais pobres, pois estes não tem recursos para aplicar no mercado financeiro, como ocorre com os ricos e as classes médias mais abastadas... O governo Lula reduziu a taxa de inflação pela metade quando se compara com o governo FHC) e do aumento real do salário mínimo (acumula um aumento real de 46% no governo Lula até o momento).

A combinação de geração de empregos formais em número recorde, concessão do maior aumento real para o salário mínimo desde o governo Jango,a criação e ampliação de políticas de inclusão social e a redução da inflação pela metade fizeram com que o governo Lula terminasse a obra de Vargas/Jango, ou seja, a de construir um país melhor e digno Para Todos.

Não é à toa, portanto, que dezenas de milhões de brasileiros (o número exato somente iremos saber depois que o governo Lula acabar) subiram de classe social, ascendendo, principalmente, das classes D e E para a classe C.

Assim, pela primeira vez na história do Brasil temos, hoje, a chance de construir um país em que todos possam desfrutar de uma vida digna e mesmo aqueles que estão, ainda, no mais baixo degrau da escala sócio-econômica, tem possibilidades reais e concretas de melhorar de vida.

O governo Lula criou, para as classes D e E e mesmo para grande parte da classe C a possibilidade concreta e real de melhorar de vida. Tais segmentos, que são a maioria absoluta da população, nunca chegaram a se beneficiar, de fato, com as leis trabalhistas de Vargas/Jango.

Isso aconteceu não por culpa deles, é claro, mas em função do fato de que o processo de inclusão social iniciado por eles foi interrompido pela Ditadura Militar. Esta, aliás, foi instalada justamente para isso mesmo, ou seja, para destruir com aquele projeto de inclusão iniciado por Vargas e que teve continuidade com Jango, dizendo que o mesmo era sinônimo de ‘comunismo’, o que era uma gigantesca asneira, é claro.

Mas, o argumento ‘comunista’ colou junto às classes médias e altas da época e entre as Forças Armadas e isso resultou na derrubada do governo Jango. E o que a Ditadura Militar fez depois disso, Azenha? Intensificou o processo de exploração da força de trabalho, arrochando brutalmente os salários (foi por isso que o movimento sindical, tanto rural como urbano, foi duramente reprimido pela Ditadura), aumentando fortemente a concentração de renda e as desigualdades sociais.

E o estrago feito pela Ditadura nas áreas econômica e financeira (a falência do Estado, com o brutal aumento da dívida externa, o aumento da inflação, o forte crescimento do desemprego, o arrocho salarial) inviabilizaram qualquer tentativa de se redistribuir a renda em benefício dos mais pobres e dos trabalhadores na década seguinte ao fim da mesma.

Já o projeto neoliberal de Collor e de FHC, na verdade, radicalizou essa política implantada pela Ditadura Militar de aumentar a exploração da força de trabalho e não poderia, mesmo, portanto, resultar em qualquer melhoria para os trabalhadores e para os mais pobres.

Assim, coube ao governo Lula (apoiado pelos mais significativos movimentos sociais brasileiros, como o sindical, de sem-terra, sem-teto, estudantil, entre muitos outros) a tarefa de retomar o projeto de se construir uma Nação mais justa, igualitária, democrática, soberana (veja que a política externa do governo Lula é uma continuação da política externa independente que começou a ser implantada ainda no final do governo JK, que tinha Jango como Vice-Presidente) onde mesmo os trabalhadores, os mais pobres e os miseráveis possam ter a chance de ascender social, econômica, política e culturalmente.

E é neste aspecto, de se criar políticas que promoverm a ascensão das classes mais pobres, que entendo que o governo Lula é uma continuação do projeto de Vargas/Jango. E não é à toa que, principalmente nos casos de Vargas e de Lula, ambos conseguiram afastar os trabalhadores e os mais pobres dos grupos mais radicais das Esquerdas .

Aliás, Jango não conseguiu isso e teve que se aproximar das Esquerdas mais radicais e isso foi fundamental para que fosse derrubado pelas Direitas... Estas até aceitavam Jango como Presidente, mas desde que ele se afastasse dos grupos nacionalistas e esquerdistas mais radicais e adotasse políticas conservadoras, o que ele não aceitou, evidentemente.

E é por causa disso (e como você já disse, Azenha) que as Esquerdas radicais tem tanto ódio de Lula e do PT. Aliás, elas destilam contra Lula e o PT o mesmo ódio que direcionavam contra Vargas, Jango e o PTB e justamente pelo mesmo motivo: porque eles, com suas políticas trabalhistas de inclusão social, afastaram os trabalhadores das Esquerdas mais radicais.

Recentemente, Azenha, li o livro ‘O Imaginário Trabalhista’ (muito bom...recomendo a leitura), de Jorge Ferreira, onde ele conta que, na época do segundo governo Vargas, o PCB decidiu fazer oposição radical ao mesmo e, daí, os seus militantes começaram a ir para as portas das fábricas falar mal de Vargas, chamando-o de ‘agente do Imperialismo’ e outras imbecilidades do mesmo tipo.

Sabe o que aconteceu, Azenha? Os pecebistas passaram a levar um monte de pedradas e de pauladas dos trabalhadores. Estes ficaram com tanto ódio dos comunistas que quando Vargas se suicidou o primeiro prédio que os trabalhadores atacaram foi o do jornal do PCB.

Depois disso, o PCB percebeu o absurdo de se falar mal de Vargas e se aliou ao PTB e a Jango. Não duvido muito, Azenha, que daqui a alguns anos, as Esquerdas radicais percebam que essa oposição radical, maluca e suicida que fazem ao governo Lula, está afastando-as dos trabalhadores e dos mais pobres. E daí, mesmo que a contragosto, talvez elas voltem a se aproximar de Lula e do PT.

Então, o Azenha 'matou a charada' com este texto.

Valeu!

Azenha e a patética Esquerda sem povo!


O Luiz Carlos Azenha escreveu, em seu blog, um texto absolutamente brilhante e que ajuda a explicar, no plano político, porque César Benjamim e as Esquerdas mais radicais fazem ataques tão violentos ao governo Lula e ao PT. E como o texto ficou excelente eu decidi reproduzí-lo aqui no blog.

Vamos ao texto do Azenha, então:


A patética esquerda sem povo


por Luiz Carlos Azenha

O episódio envolvendo César Benjamin, a Folha de S. Paulo e o "estupro" do frágil militante do MEP (Movimento de Emancipação do Proletariado) tem um caráter didático.

Antes de avançar, no entanto, recorro à memória de meu pai, o seo Azenha, que um dia foi militante comunista no interior de São Paulo. Era, o seo Azenha, a contradição ambulante: empresário durante o dia, militante clandestino durante a noite. Fez muita besteira na vida. Mas, curiosamente, como imigrante português tinha uma surpreendente capacidade de rir de suas próprias besteiras. E das dos outros.

Durante a ditadura militar o seo Azenha costumava frequentar reuniões clandestinas em um sítio nas proximidades de Bauru. Tinha a disciplina dos stalinistas (só tocou nesse assunto em casa muitos anos depois, quando a ditadura tinha acabado). Mas talvez por ter sido empresário tinha uma visão não dicotômica do mundo. Gostava de rir do fato de que os militantes que vinham de São Paulo traziam cartilhas com as quais pretendiam doutrinar os locais para aplicar o comunismo chinês ou soviético ao Brasil.

Esse preâmbulo tem o objetivo de dizer que seo Azenha, como militante, jamais tirou proveito pessoal do fato de ter sido preso pela ditadura militar. Jamais usou isso para se fazer de herói. Ou para obter vantagens, materiais ou de status.

O que me leva de volta ao artigo de César Benjamin, uma construção "literária" em que o autor tenta estabelecer uma conexão sentimental com os perseguidos pela ditadura militar, com o objetivo de "desclassificar" Lula, o recém-chegado que, no mínimo, grosseiramente despreza os militantes históricos como o jovem do MEP e, no extremo, estupra o idealismo do jovem militante com o seu pragmatismo.

Pois é disso que se trata: do antigo embate entre a vanguarda -- à qual César Benjamin alega pertencer -- e o povo, essa massa disforme que não sabe bem o que quer e que depende das luzes da vanguarda para perseguir o seu caminho.

O que Lula fez, na prática, foi "roubar" o povo de César Benjamin.

Eu deveria escrever O POVO, essa construção mítica da cabeça da esquerda, cujas vontades devem ser moldadas e apropriadas para a construção de um FUTURO igualmente mítico e glorioso.

O problema de Benjamin é que Lula é esse POVO. Ao dirigir os metalúrgicos do ABC, Lula fez mais para destruir a ditadura militar que todas as reuniões e assembléias da esquerda brasileiras multiplicadas por dez. Pelo simples fato de que o POVO, na cabeça da esquerda brasileira, nunca foi mais que massa de manobra. A esquerda brasileira é, na essência, tão elitista quanto a direita.

Lula, gostem ou não dele, representa a política do possível. Do incrementalismo -- etapismo, diriam os outros. Do tomaládácá. Faz parte da tradição do "pai dos pobres", do "pai da Pátria", perfeitamente integrada à história brasileira.

É por isso que Lula, o estuprador, satisfaz a fantasia sexual da esquerda e da direita brasileiras. Ele é o predador, que precisa ser contido a qualquer custo. O predador que ameaça a ideia de que O POVO não sabe o que quer e precisa ser conduzido ao nirvana pela vanguarda. De esquerda ou de direita, tanto faz. Este é o nexo entre Otávio Frias Filho e César Benjamin. Ambos querem conduzir O POVO. Só falta combinar com ele.

Nota do Viomundo: O fato concreto é que a esquerda de hoje é uma esquerda eleitoral. Que depende de 50% + 1 para se manter no poder, no Brasil, na Venezuela ou no Uruguai. Ao aceitar esse jogo parte da esquerda abdicou de seu caráter revolucionário "a qualquer custo".

Link:

http://www.viomundo.com.br/opiniao/a-patetica-esquerda-sem-povo/

domingo, 29 de novembro de 2009

Mossadegh e o Golpe de Estado de 1953 no Irã!!


O Francisco Venancio, leitor do blog do Nassif, publicou um ótimo texto no mesmo e quero terminar de fazer os meus comentários a respeito do trecho abaixo, escrito por ele. Vamos lá, então:


"Cuba e Irã realizaram golpes contra ditaduras apoiadas pelos EUA há mais de 50 anos no caso cubano e 30 anos no caso iraniano. Cuba nunca conheceu um regime democrático e o Irã não conhece um a mais de 55 anos.".


R - Realmente, o Irã já teve, sim, um governo nacionalista, cosmopolita e democrático, que foi o de Mossadegh. Este, era um advogado formado em universidades européias, era um líder autenticamente democrático e, raridade, incorruptível.

Mossadegh, após ser eleito democraticamente, em 1951, instalou um governo laico no Irã e, com maciço apoio popular, nacionalizou a indústria petrolífera do país. Porém, em 1953 o seu governo foi derrubado por um Golpe de Estado amplamente financiado e organizado pela CIA e também pelo serviço secreto britânico (o Golpe contou com o conhecimento e o apoio de Churchill e de Eisenhower).

Foi justamente a nacionalização da indústria petrolífera iraniana pelo governo de Mossadegh que desencadeou o Golpe de Estado organizado pelos EUA e pela Grã-Bretanha, pois esta última perdeu o domínio praticamente total que exercia sobre o petróleo iraniano, através da atuação da empresa que, depois, passou a se chamar de 'British Petroleum'.

O livro 'Todos os Homens do Xá', de Stephen Kinzer, baseado em documentos oficiais do governo dos EUA, conta toda a história deste Golpe, que instalou, com total apoio dos EUA e dos países democráticos do Ocidente, uma ditadura brutal e corrupta no Irã, liderada pelo Xá, e que somente foi derrubada depois de quase 26 anos pela Revolução Islâmica.

A ditadura do Xá era odiada pelo povo iraniano que, ao longo do tempo, acabou descobrindo toda a verdade do envolvimento dos EUA no Golpe que derrubou Mossadegh. E é por isso que os iranianos passaram a ter uma grande desconfiança em relação aos EUA e ao Ocidente, pois sabem que estes instalaram no poder, apoiaram e sustentaram uma ditadura brutal, corrupta e assassina, que foi a do Xá.

Esta é a origem dos conflitos entre o Irã e os EUA/Ocidente. Derrubar Mossadegh foi, talvez, a mais trágica decisão que os EUA e o Ocidente tomaram em relação ao Oriente Médio, pois se Mossadegh tivesse sido bem sucedido, teríamos tido a transformação do Irã num país democrático, liberal, cosmopolita, com um govern laico, moderno e aliado dos EUA e do Ocidente 'democrático'. Teríamos um Irã, enfim, integrado ao Mundo.

No lugar disso, temos um Irã profundamente desconfiado de todas as intenções dos EUA e do Ocidente, pois estes foram os grandes responsáveis pela destruição do único governo verdadeiramente democrático que existiu na moderna história do Irã.

Aliás, mesmo nos dias atuais, Mossadegh é, ainda, o mais popular líder político da história do Irã, sendo muito mais popular do que o próprio Aiatolá Khomeini.

Portanto, sempre que vejo os governos e a imprensa ocidental atacarem o Irã porque este tem um governo teocrático, sem nunca esclarecer o papel desempenhado pelos EUA e da Grã-Bretanha na derrubada do único governo democrático da história do Irã, eu sinto um profundo asco e desprezo por esta imprensa e por estes governos ocidentais que se dizem 'democráticos'.

A Revolução Cubana, os EUA, a Emenda Platt, a Máfia e a Ditadura de Fulgêncio Batista!


O Francisco Venancio escreveu um ótimo texto sobre a política externa no blog do Nassif e eu o postei aqui no blog.

Mas, quero fazer algumas observações sobre o trecho abaixo do texto do Francisco. Então, vamos lá:


"Cuba e Irã realizaram golpes contra ditaduras apoiadas pelos EUA há mais de 50 anos no caso cubano e 30 anos no caso iraniano. Cuba nunca conheceu um regime democrático e o Irã não conhece um a mais de 55 anos.".


R - Na verdade, Cuba e Irã não realizaram 'golpes' contra ditaduras, mas Revoluções populares, que possuíam um forte caratér nacionalista, para se obter uma autêntica e verdadeira independência nacional.

A Revolução Cubana derrubou uma Ditadura apoiada e financiada pelos EUA, a de Fulgêncio Batista, e que se associara à Máfia norte-americana na exploração do jogo, da prostituição e do tráfico de drogas.

A economia cubana era que totalmente dominada pelos EUA, principalmente o setor açucareiro, que era a grande fonte de riqueza do país na época. E Cuba sofreu, desde 1898, a interferência dos EUA no seus assuntos internos, chegando ao extremo de incluir na Constituição cubana da época um artigo que permitia que os EUA invadissem a Ilha sempre que os seus interesses fossem contrariados (foi a "Emenda Platt"... Platt foi o nome do Senador dos EUA que elaborou a emenda).

E de fato Cuba sofreu várias intervenções militares dos EUA durante várias décadas. Era a época da política do 'Big Stick' ou o 'Grande Porrete'. O nome desta política já mostra do que se tratava

Depois, com Roosevelt, e em função das mudanças no cenário internacional na década de 1930, os EUA adotaram a chamada política da 'Boa Vizinhança', interrompendo as intervenções militares na região, mas passando a instalar no poder governos direitistas apoiados nas Forças Armadas e nas classes empresariais locais. Isso deu origem à ditaduras duradouras, como a da família Somoza na Nicarágua, a de Trujillo na República Dominicana e assim por diante.

Logo, a sua afirmação de que Cuba nunca teve um governo democrático é absolutamente correta. Aliás, a época em que mais tivemos democracia e liberdade em Cuba foi no período 1959/1961, ou seja, até antes da Invasão da Baía dos Porcos.

Mas, os EUA aproveitaram estas liberdades para organizar centenas de atentados contra Cuba, atingindo principalmente alvos econômicos, com o objetivo de desestabilizar e de derrubar o governo de Fidel.

Foi em função destes atentados e da Invasão da Baía dos Porcos que Fidel decidiu fechar o regime e implantar um governo que passou a não tolerar mais a existência de oposição organizada no país.

Assim, os EUA tiveram um papel fundamental na implantação de regimes autoritários em Cuba, tanto antes, quanto depois da Revolução Cubana de 1959.

A Revolução Cubana, originalmente, tinha um programa de libertação nacional, visando recuperar, para os cubanos, o controle da economia e do governo do país, rompendo com a hegemonia quase total dos EUA na Ilha. Entre os líderes revolucionários cubanos, apenas Che Guevara e Raul Castro eram comunistas. Os demais eram nacionalistas, incluindo Fidel.

Foi a agressividade da política norte-americana contra o governo cubano que jogou este nos braços da URSS e foi por isso que o país se tornou Socialista, pois necessitava do apoio de um outro país que passasse a fornecer ajuda econômica e militar, pois os EUA haviam imposto um brutal Bloqueio Econômico e que, inclusive, dura até os dias atuais.

A política externa brasileira no governo Lula!!


Um leitor do blog do Nassif, Francisco Carvalho Venancio, escreveu um ótimo texto sobre a política externa brasileira do governo Lula. Vamos ao mesmo, então:


Comecemos por apontar que a ampla crítica colocada aqui é do André Araujo, o 'El País' se limitou a questionar a visita do presidente do Irã.

Segundo, o André faz uma confusão ao falar do Brasil 'urinando no bar do G20', pois o grupo das 20 maiores economias do mundo (ao contrário do G8) se reúne para discutir exclusivamente o sistema econômico-financeiro. A visita do Ahmadinejad nada tem a ver e em nada influência o regime do G20.

Que o Brasil não trará magicamente a paz ao Oriente médio é obvio. Daí a dizer que deveria isolar o Irã vai uma distância grande. A política externa brasileira é que isolar nações não ajuda a resolver questões internacionais. Ao receber Ahmadinejad o Brasil dá um claro sinal que essa é a posição adotada, servindo para demonstrar a forma que o Brasil usa para lidar com questões internacionais, ouvir todos os lados.

Deixando claro para a comunidade internacional como o Brasil pode ser “usado” para mediar conflitos através de suas relações pacíficas com todos os envolvidos. Um forte argumento para as pretensões brasileiras, especialmente para membro permanente do conselho de segurança da ONU (vale lembrar que o Brasil passará a ser membro temporário no início de 2010).

O caso Battisti dispensa maiores considerações. A crítica apresentada pelo André é rasa e mesquinha. A constituição brasileira estabelece como princípios básicos da política externa brasileira a concessão de asilo político e a prevalência dos direitos humanos. Tarso Genro entendeu que Battisti foi perseguido em seu julgamento, não teve um julgamento justo, por isso concedeu o refúgio.

Esse julgamento não se pauta por entendimentos de vantagens ou interesses do país. O Brasil é um país que acolherá perseguidos, independentemente de seus custos para tal ação. Vale lembrar que o presidente ainda não tornou pública sua decisão sobre extraditar ou não Cesare Battisti.

A posição brasileira é que a democracia é um processo irreversível na América Latina. Nenhum país pode retroceder de um regime democrático. Dentro desses princípios a posição brasileira a respeito de Honduras não poderia ser diferente. Pressiona para o restabelecimento da democracia no país, na forma da recondução de Manuel Zelaya à Presidência. O refúgio dado a Zelaya na embaixada segue as considerações feitas acima sobre Battisti.

A democracia é um princípio fundamental para o Brasil, e sua prevalência na América Latina é essencial para a paz regional. Não se pode usar, como pretende o André, a história de guerrilhas e sangue na região como desculpa para desfazer um regime democrático. Pelo contrário, tal história deve ser um lembrete sobre as conseqüências da ausência da democracia e do estado de direito plenos.

Cabe diferir entre Honduras de um lado e Cuba e Irã do outro. Enquanto a situação hondurenha é de um golpe sobre um regime democrático em pleno exercício, Cuba e Irã realizaram golpes contra ditaduras apoiadas pelos EUA há mais de 50 anos no caso cubano e 30 anos no caso iraniano. Cuba nunca conheceu um regime democrático e o Irã não conhece um a mais de 55 anos. Já Honduras estava sobe regime democrático desde 1982, o recado brasileiro é que golpes militares não são uma forma de aceitável de política na região.

A política externa brasileira é realmente uma política muito distinta da “realpolitk” de Stalin, é pautada por cálculos totalmente distintos. Seus princípios não são negociáveis. Pode se discutir a conveniência de uma política externa pautada tão fortemente em princípios, mas dizer que é movida por ideologia e que não há nada pior para uma política externa é um erro gigantesco.

Em defesa da política externa brasileira!


Um leitor do blog do Nassif, Andre Araujo, publicou um comentário bastante crítico, que recebeu bastante destaque no blog, sobre a política externa brasileira. Porém, ele fez uma confusão danada pois, no seu texto, misturou opiniões próprias com outras emitidas pelo jornal espanhol 'El País'. Daí, fica-se sem saber o que é opinião do "El País" e o que é opinião dele, Andre.

Selecionei alguns trechos do texto dele e fiz minha análise dos mesmos. Então, vamos lá:


1) "A primeira operação desligada do interesse nacional foi o asilo politico a Cesare Battisti, beneficiando um cidadão italiano condenado por crimes cometidos na Italia e julgados pela Justiça italiana".


R – O Brasil tem tradição em conceder refúgio para perseguidos políticos. Até Stroessner, ex-ditador paraguaio, aliado dos EUA, se asilou no Brasil. E a Direita brasileira nunca reclamou disso.

E a Itália se recusou, recentemente, em extraditar Salvatore Cacciola, que possui dupla nacionalidade (brasileira e italiana), cometeu crimes no Brasil, foi julgado e condenado pela Justiça brasileira e, mesmo assim, a Itália recusou-se a extraditá-lo para o Brasil.

Portanto, o governo italiano não tem moral alguma para requisitar a extradição de Battisti, que foi condenado com base em leis de exceção (ou seja, de natureza ditatorial) que vigoravam na Itália na época.

E ele foi condenado sem que nenhuma prova material, concreta, dos seus crimes tenha sido apresentada num julgamento que foi realizado à sua revelia.


2) "Alem disso, e mais contundente ainda, a esquerda italiana, pelos seus lideres endossa a condenação de Battisti, a unica causa que une a Italia da direita à esquerda.".


R – A Itália, no momento, não possui um governo de Esquerda, mas de Direita, comandado por um Primeiro-Ministro que até aprovou imunidade para todos os seus atos, e do qual participam membros de movimentos separatistas e neofascistas (caso da Liga Norte, separatista e que é liderado por Umberto Bossi, e do ex-Movimento Social Italiano, neofascista e que é comandado por Gianfranco Fini).

Recentemente o governo italiano aprovou leis de caráter policial e xenófobas, contra os imigrantes ilegais no país.

E a Esquerda italiana, de fato, tornou-se bastante conservadora nos últimos anos.

O PCI (Partido Comunista Italiano) virou PDE (Partido Democrático da Esquerda) e agora é apenas PD (Partido Democrático), tendo pouco ou nada a ver com o antigo PCI. Mais um pouco e o partido passará a se chamar Partido Fascista…

Mas, quem governa o país é a Direita e a Extrema-Direita.


3) "A segunda operação aonde não se enxerga o interesse nacional é a de Honduras, aonde o Brasil bancou um lado de um jogo politico em um Pais aonde nunca existiu nem remotamente interesse brasileiro em jogo.".


R – O interesse brasileiro, e também latino-americano, existe, sim, pois caso o Golpe de Estado hondurenho seja reconhecido e torne-se vitorioso, isso estará reforçando as tendências claramente golpistas das Direitas latino-americanas, que possuem uma larga tradição em apoiar Golpes de Estado e Ditaduras Militares na região.

E uma nova onda de Golpes de Estado poderá se alastrar por toda a América Latina. Basta ver que as Direitas dos demais países latino-americanos apoiaram o Golpe de Estado hondurenho. A Grande Mídia brasileira apoiou ostensivamente o Golpe hondurenho e até chegaram a mentir de maneira descarada, a fim de justificar o seu apoio ao Golpe, quanto ao Presidente legítimo de Honduras, Manuel Zelaya, atribuindo a eles intenções continuístas que nunca existiram.

Aliás, não custa nada lembrar que foi na América Central, na Guatemala, em 1954, que começou a onda de Golpes de Estado (organizados, financiados e apoiados pela CIA) que instalaram Ditaduras Militares por toda a América Latina nas décadas de 1960 e 1970.

E tal como em Honduras, agora, na Guatemala também tivemos a derrubada de um governo que promovia reformas econômicas e sociais que beneficiavam aos trabalhadores e aos mais pobres, como a reforma agrária e maiores investimentos públicos na área social. Por isso, o governo guatemalteco, liderado por Jacobo Arbenz, foi acusado pelo governo dos EUA de ser 'comunista' e isso serviu de justificativa para o Golpe, que deu origem a uma Ditadura Militar brutal e provocou uma guerra civil durou até a década de 1980 e que matou mais de 300 mil guatemaltecos.

Logo, é interesse do Brasil, e de todos os países verdadeiramente democráticos da América Latina, em apoiar a Democracia em toda a região.

Quem se saiu muito mal na questão hondurenha, aliás, foi o governo Obama, que claramente apoiou o Golpe de Estado e foi conivente com a manutenção do governo golpista do país, decepcionando toda a América Latina, que esperava uma postura diferente dele em relação ao Golpe.

Com o seu apoio, mesmo que envergonhado, aos Golpistas hondurenhos, passou a existir uma forte desconfiança, em toda a América Latina, de que o governo Obama pouco irá mudar a política externa dos EUA para a região, repetindo quase que a mesma política adotada pelo governo neofascista de George Bush.


4) "O terceiro movimento foi a recepção ao Presidente iraniano, que queimou o filme do Brasil exatamente junto ao fechado clube aonde o Brasil pretende ingressar."

R - Qualquer pessoa minimamente informada sobre a questão do Oriente Médio sabe que o Irã tem um papel fundamental em qualquer tentativa de se resolver os conflitos na região. Não há solução possível para os conflitos do Oriente Médio sem a participação do Irã neste processo.

Portanto, isso significa que quem defende que o Irã seja excluído e isolado, sem estabelecer qualquer negociação com o seu governo, está defendendo, na prática, a continuidade das guerras e dos conflitos na região.

Enquanto todos os atores diretamente envolvidos nos conflitos do Oriente Médio não negociarem entre si, não haverá qualquer possibilidade de se resolver tais conflitos.

Excluir e isolar o Irã seria um erro tão grande quanto agir desta maneira com Israel, com os Palestinos ou com a Síria.

Portanto, o fato do governo Lula ter recebido o representante de Israel, da Autoridade Palestina e do Irã aponta justamente para isso, ou seja, para a necessidade de se dialogar com todos os lados envolvidos nos conflitos do Oriente Médio e também de que eles dialoguem entre si. Esta é a única saída para a região.

Se os EUA, a UE ou qualquer outro país ainda não descobriu isso, então eles estão totalmente despreparados para encontrar qualquer solução para a região. Ou então não tem interesse algum em resolver tais conflitos.

Sem um amplo diálogo entre todos os envolvidos nos conflitos não se resolverá coisa alguma por lá.

Portanto, todas as críticas contidas no texto do Andre Araujo à política externa brasileira estão equivocadas e não tem nenhuma base na realidade.

Aliás, como já afirmei, o texto do Andre Araujo é muito confuso, não permitindo aos leitores deduzir o que foi que o 'El País' publicou daquilo que é a opinião dele.

O texto dele dá a entender que o conteúdo do mesmo foi totalmente extraído da matéria do 'El País', o que não parece ser o caso. A maior parte do texto parece ser a opinião do Andre e não do 'El País'.

Na próxima vez em que for comentar algum texto de jornal ou de publicação estrangeira, seria bom que o Andre Araujo fizesse o favor de diferenciar o que é a opinião da publicação daquilo que é a opinião dele.

Link:

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/29/a-critica-a-diplomacia-brasileira/

Eliane Cantanhede avisa: campanha do PSDB/DEM/PIG contra Lula e Dilma se inspirará em Goebbels e será recheada de sujeiras e de baixarias!


Vejam o que a pseudo-jornalista demo-tucana da 'Folha', que é casada com um marketeiro do PSDB/DEM chamado Gilney Rampazzo, escreveu em sua coluna dominical:


“O debate político, portanto, entra numa nova fase de embate, abstrato, difuso, permeado por sentimentos e emoções. No centro, as personalidades, ou, como diz o próprio Benjamin, “a complexidade da condição humana”. Ganha, no grito, quem tem mais meios e mais marketing. Lula tem sido imbatível nisso.”. por Eliane Cantanhede


Traduzindo esse discurso hipócrita da esposa do marketeiro do PSDB/DEM e que é típicamente tucano:

O que teremos de sujeiras, baixarias, apelações, falsas acusações e ofensas na campanha eleitoral de 2010 não está no gibi. Esta será a estratégia tucana-demoníaca para 2010: jogar o nível da campanha eleitoral no esgoto. Afinal, eles são ratos e já estão acostumados com a vivência em ambientes putrefatos, não é mesmo?

Debater os problemas nacionais e possíveis soluções para os mesmos? Esqueçam. Campanha eleitoral não é para isso, na visão da sra. Cantanhede e seus aliados do PSDB/DEM.

A estratégia tucana-demoníaca, e que será adotada com total apoio da Grande Mídia em 2010, será baseada no 'grande' ensinamento de Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler: repita uma mentira mil vezes e ela acabará se transformando numa verdade.

Assim, o que interessa, para a Grande Mídia e para a oposição demo-tucana, é acusar Lula e Dilma de serem os responsáveis por tudo de ruim que aconteceu na história da Humanidade e mostrá-los, para o eleitor, como encarnações do Mal absoluto.

Afinal, o que interessa, mesmo, é discutir o ‘caráter dos governantes’, não é mesmo, sra. Cantanhede?

Quem terá paciência e estômago para tanta sujeira, afinal?

Perguntas para os defensores de César Benjamim!!


Abaixo, faço algumas perguntas para os defensores de César Benjamim:

1) Quando César Benjamim irá PROVAR a acusação que fez contra o Presidente Lula? Porque, até o momento, Benjamim não apresentou uma única prova sequer a respeito da acusação que fez contra o Presidente Lula? Fará isso algum dia? Duvido.

2) Por que nenhuma das testemunhas que participaram da reunião, realizada em 1994, confirmou que Lula estava falando seriamente a respeito do 'menino do MEP'? Alguns, como Paulo de Tarso, dizem não se lembrar da conversa (algo normal, afinal a mesma ocorreu há 15 anos; quem se lembra de tudo o que ouviu numa conversa que ocorreu há tanto tempo, afinal?).
Enquanto isso, o cineasta Silvio Tendler, que participou da reunião, disse que Lula falou tudo aquilo em tom de sarcasmo, de ironia e que ele fazia isso o tempo inteiro.

3) Por que nenhum dos inúmeros presos com os quais Lula dividiu cela no DOPS durante 31 dias confirmou a história de César Benjamim?

4) Como Lula conseguiria dividir cela no DOPS com tantas pessoas e nenhuma delas percebeu qualquer coisa de anormal no seu comportamento durante tanto tempo?

5) Se Lula fez o que fez, segundo Benjamim, como é que ninguém, na época, comentou nada a respeito, nem na prisão e nem fora dela? No mínimo, tais fatos teriam chegado ao conhecimento dos presos que estavam na cela junto com Lula, teriam se espalhado pelo DOPS, Romeu Tuma e os policiais do mesmo teriam tomado conhecimento da história e a imprensa acabaria, também, sendo informada do que ocorreu. Por que nada disso aconteceu, afinal? Cabe a César Benjamim dar uma explicação convicente para tudo isso. A mais óbvia e lógica é a de que nada disso aconteceu porque o fato relatado por Benjamim também não ocorreu.

6) Se César Benjamim não apresentou uma única prova sequer do que disse e ninguém mais confirmou o seu relato, então como as suas acusações contra o Presidente Lula podem ser levadas à sério? E não estou falando apenas dos que participaram da reunião, mas também das inúmeras pessoas que dividiram cela com Lula no DOPS durante 31 dias. E não foram poucas.

7) Não se esqueçam: o ônus da prova cabe a quem acusa e não a quem é acusado.

Portanto, cabe a César Benjamim provar o que disse e obter testemunhos confiáveis e sérios que corroborem as suas afirmações.

Do contrário, Benjamim cometeu crime.

Artigo de César Benjamim: Ombudsman da 'Folha' admite que jornal não fez Jornalismo!


Vejam o que o ombudsman da 'Folha' escreveu hoje no jornal:


Deu na Folha de S. Paulo

Observações sobre o artigo de César Benjamin

De Carlos Eduardo Lins da Silva, ombudsman:

Recebi até as 19h de anteontem 31 mensagens de leitores a respeito do artigo de César Benjamin sobre o filme "Lula, o Filho do Brasil", publicado na edição daquele dia.

Como já disse aqui diversas vezes, não faz parte do escopo de trabalho do ombudsman emitir juízo de valor sobre textos opinativos, como esse, publicados no jornal.

Neste caso, há duas observações técnicas cabíveis.

Primeiro, a de que concordo inteiramente com o leitor Carlos Alberto Bárbaro, para quem "não há outra opção ao jornal que publica artigo tão impactante quanto o de César Benjamin que a de, com suas equipes, tentar reconstituir os fatos narrados pelo autor".

Segundo, a de que é indispensável oferecer ao outro lado espaço e destaque similares para defender pontos de vista opostos aos do artigo de sexta-feira.

O ideal seria a apuração factual dos eventos relatados e os argumentos contraditórios saírem com o artigo. O resultado da apuração começou a ser editado ontem. Que se complete e se publique o contraponto o mais rápido possível.



Obs: Traduzindo isso daí é que o próprio ombudsman da 'Folha' admite que a mesma não fez jornalismo ao publicar ao texto de César Benjamim, pois o jornal:

1) não apurou a veracidade dos fatos relatados por Benjamim antes da publicação do texto;

2) tampouco foi ouvir representantes do outro lado e nem as testemunhas citadas no texto de Benjamim.

Desta maneira, e mais uma vez, a 'Folha' ignorou as regras básicas do verdadeiro Jornalismo.

Isso comprova que a 'Folha' se transformou num panfleto neofascista de quinta categoria e que não serve nem para que passarinhos possam c... em cima.

A "Folha" morreu para o Jornalismo. Agora, é um panfleto que representa os interesses da Extrema-Direita tupiiquim. Nada além disso.

Link:

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/11/29/observacoes-sobre-artigo-de-cesar-benjamin-245496.asp

sábado, 28 de novembro de 2009

Luiz Antonio Magalhães mostra quem é César Benjamim!


O texto abaixo foi escrito pelo blogueiro Luiz Antonio Magalhães em seu blog e vale a pena conferir o mesmo:


Este blogueiro conhece pessoalmente César Benjamin. Já viajou com Cesinha de São Paulo a Itaici, pernoitou no mesmo alojamento que o editor, em um evento do MST e outras entidades da Consulta Popular, em 1998. Esteve com ele em outras reuniões, todas ligadas ao MST.

Há duas considerações a serem feitas sobre Benjamin: primeiro, o autor deste blog não conhece nenhuma outra pessoa, nem mesmo Diogo Mainardi ou Reinaldo Azevedo, que tenha pelo presidente Lula o mesmo ódio professador por Cesinha.

O que ele diz em privado sobre Lula supera em muito o que escreveu para a Folha de S. Paulo nesta sexta-feira. Desde Itaici, o autor destas Entrelinhas avalia que tanto ódio é uma questão para ser examinada à luz da psicanálise, não da política.

Em segundo lugar, o blogueiro se espantou com a quantidade de comprimidos ingeridos pelo personagem em questão. Bem, talvez resida aí a explicação para o artigo: Cesinha pode ter esquecido de tomar algum dos seus tarja preta antes de batucar a excrescência publicada pela Folha de S. Paulo.

Falando sério, o que espanta não é César Benjamin ter escrito o que escreveu, mas a Folha ter publicado o que publicou. Talvez o pessoal lá também tenha esquecido de tomar algum medicamento... No mais, é certo que não vai dar em nada, o acusador é tão desqualificado, já tentou os mesmos golpes no passado, sempre sem sucesso.

No fundo, no fundo, César Benjamin gostaria de ter sido um Zé Dirceu. Não conseguiu, frustrou-se. É uma pobre alma atormentada, "a loser", como diriam os norte-americanos. Nada mais do que isto.

Em tempo: nem o PSTU acredita em César Benjamin, conforme reportagem da Agência Estado, no trecho a seguir: "Lula foi detido pela polícia política no dia 19 de abril de 1980 e libertado no dia 20 de maio. Nesses 31 dias chegou a dividir a cela com até 18 pessoas. Um de seus companheiros mais jovens, com 23 anos, era o atual presidente do PSTU, José Maria de Almeida - na época militante da Convergência Socialista. Ontem, após ler o artigo, ele comentou: "Tenho motivos para atacar o Lula. O seu governo é uma tragédia para a classe trabalhadora. Mas isso que está escrito não aconteceu. O Benjamim viajou na maionese."


Link:

http://blogentrelinhas.blogspot.com/2009/11/sobre-arruda-e-cesinha.html