Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sábado, 31 de outubro de 2009

Luta do povo hondurenho e Isolamento internacional provocaram a derrocada da Ditadura Militar hondurenha!!


Por que a Ditadura Militar hondurenha cedeu às pressões do povo hondurenho e da comunidade internacional, que exigiam a volta de Zelaya à Presidência da República e a volta da normalidade democrática ao país??

O problema é que se as eleições de 29/11 próximo tivessem sido realizadas sob a vigência da Ditadura Militar, a comunidade internacional (incluindo a ONU, todos os países e organizações internacionais) não iria reconhecer a legitimidade das mesmas.

Daí, Honduras continuaria isolada da comunidade internacional e o país afundaria numa crise econômica e social cada vez mais intensa. E em pouco tempo isso acabaria jogando toda a população hondurenha contra o regime Ditatorial.

Assim, foi devido à combinação da luta do povo hondurenho pelo retorno de Zelaya à Presidência e da Democracia ao país com a pressão da comunidade internacional (que isolou o regime ditatorial de Honduras e se recusou a reconhecer ao mesmo) que provocaram o fracasso do Golpe.

Fora, Golpistas! Ditadura Nunca Mais!

Golpe em Honduras durou tanto tempo apenas porque os EUA permitiram!!


Pelas informações divulgadas pela imprensa, Zelaya concordou com a não realizaçã de um Referendo sobre a convocação ou não de uma Assembléia Constituinte neste momento.

Assim, fica claro que ambos os lados do conflito, Zelaya e os Golpistas, fizeram concessões, senão não haveria acordo.

Mas, o principal foi que os golpistas recuaram e aceitaram o fato de que Zelaya é o Presidente legítimo de Honduras e concordaram com o seu setorno ao cargo. Ao fazer isso, reconhecem que deram um Golpe de Estado.

O mais importante, mesmo, foi barrar o Golpe e a implantação da Ditadura Militar em Honduras. Se isso não fosse feito, o Golpe hondurenho poderia servir de estímulo para outros golpes pela América Latina afora.

Na Guatemala, o empresariado local apoiou o Golpe em Honduras, o clima político no país já estava ficando bastante acirrado, pois o presidente do país, Alvaro Colom, é um reformista e foi eleito com apoio de grupos de Esquerda e de Centro-Esquerda.

Aliás, foi justamente na Guatemala, em 1954, que começou a onda de Golpes de Estado e de implantação de Ditaduras Militares que varreram a América Latina até os anos 1970. E o mesmo foi um Golpe financiado e organizado pela CIA, que também derrubou um governo democraticamente eleito, o de Jacobo Arbenz, que promovia reformas econômicas e sociais no país, como a Reforma Agrária, promovia maiores investimentos em saúde e em educação e concedia aumentos para o salário mínimo.

Aliás, os golpistas guatemaltecos que derrubaram Arbenz saíram de Honduras. Este, sempre foio uma espécie de 'protetorado militar' dos EUA. Foi ali em Honduras, também, que os 'Contras' nicaraguenses instalaram bases de treinamento e saí dali para lançar ataques contra o governo revolucionário Sandinista. Os mercenários cubanos que invadiram a Baía dos Porcos também foram treinados em Honduras, de onde saíram para invadir Cuba e tentar derrubar o governo de Fidel Castro.

E o Brasil, ao manter o seu apoio à Zelaya (e com total apoio da comunidade internacional), presidente legítimo de Honduras, teve um papel fundamental na resolução da crise.

Além disso, o Brasil nunca foi influente na América Central. A região sempre foi, de maneira trágica e infeliz, um 'quintal' dos EUA.

O simples fato de que o Brasil tenha exercido um papel importante na resolução de um grave conflito político num país que é, praticamente, uma semi-colônia dos EUA, já representou uma vitória política do governo brasileiro.

O mais importante, no entanto, é que o Golpe de Estado fracassou e isso irá desestimular novos Golpes pela América Latina afora.

Aliás, este é mais um golpe que fracassa na América Latina no começo do século XXI. Antes, tivemos o fracasso do Golpe contra Hugo Chávez, em 2002, e contra Evo Morales em 2008.

Estes golpistas reacionários que querem manter os latino-americanos como semi-escravos do Grande Império Ianque, enquanto pegam algumas migalhas para si, não passarão.

Agora, que fique bem claro uma coisa: o Golpe somente durou tanto tempo porque os EUA permitiram. Afinal, 70% das exportações hondurenhas vão para os EUA e as remessas de hondurenhos que trabalham no exterior representam 23% do PIB do país e quase todo esse dinheiro vem dos EUA.

Assim, se os EUA tivessem adotado um embargo comercial e proibido a remessa de dinheiro para Honduras por parte dos hondurenhos que trabalham em terras ianques, o Golpe não teria durado nem 48 horas.

Os golpistas somente ficaram no poder por tanto tempo porque os EUA permitiram. Os EUA tinham a 'faca e o queijo' na mão para acabar com o Golpe rapidamente, mas preferiram contemporizar com o mesmo, o que foi um grave erro.

A imagem dos EUA na América Latina ficou gravemente manchada com este episódio. Quem saiu engrandecido do mesmo foi o governo Lula e o próprio Zelaya, que virou um símbolo da Resistência Democrática latino-americana.

A Democracia venceu em Honduras!


Entendo que o Manuel Zelaya sai desta crise muito maior do que entrou nela. Antes da mesma, ele não era conhecido por ninguém e o que acontecia em Honduras tinha pouca relevância internacional.

O Golpe de Estado projetou Zelaya internacionalmente e, fato não previsto pelos golpistas, o transformou em símbolo da Democracia latino-americana pois, goste-se ou não dele, o fato é que ele é o Presidente legítimo do país, eleito diretamente pelo povo.

Além disso, não se derruba um Presidente da República sem que o seu direito de defesa seja devidamente respeitado e tampouco se coloca um Presidente, de pijama, num avião e envia-se o mesmo para fora do país, como se fosse uma pessoa totalmente destituído de direitos.

Em qualquer regime onde vigora o Estado Democrático de Direito deve-se respeitar o direito de defesa e ponto final, não importando se gostamos ou não da pessoa em questão e do que ela fez ou deixou de fazer.

Por tudo isso, mesmo que Zelaya administre o país por pouco tempo e não possa governar com plenos poderes, o simples retorno dele ao cargo de Presidente da República representa uma grande vitória para a Democracia e para o Estado Democrático de Direito.

Os Golpistas perderam! A Democracia venceu!

Por isso, os latino-americanos que desejam ver a Democracia e o Estado de Democrático de Direito plenamente consolidados na América Latina estão vibrando neste dia, com certeza.

'Guatemala 1954'? Nunca Mais!

Viva 'Honduras 2009'! Viva a Democracia!

EUA pressionaram e Ditadura de Micheletti cedeu!


Vários analistas estão dizendo que o papel dos EUA na resolução da crise em Honduras foi muito importante.

Mas, é claro que o papel dos EUA na crise hondurenha seria fundamental para a resolver esta crise provocada pelo Golpe de Estado.

Afinal, 70% das exportações hondurenhas vão para... os EUA. E o envio de remessas para o país, da parte de hondurenhos que trabalham no exterior, representam cerca de 23% do PIB do país e a imensa maioria do dinheiro vem dos hondurenhos que trabalham nos... EUA.

Então, isso prova o seguinte: se os EUA quisessem eles poderia ter resolvido essa crise em uma semana. Bastaria ter fechado as torneiras da economia hondurenha, decretando um embargo comercial e impedindo o envio de remessas para o país.

A ditadura de Micheletti não teria durado uma semana sequer. Se durou mais do que isso foi porque o governo dos EUA permitiu.

Saiu-se mal, nessa história, o Obama, hein?

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Golpe de Estado em Honduras: Noblat mentiu na cara-dura para os leitores!

Golpe de Estado em Honduras: Noblat mentiu na cara-dura para os leitores! - por Marcos Doniseti!



O jornalista e blogueiro Ricardo Noblat mentiu na cara-dura para os seus leitores. Vejam o que ele escreveu em seu blog sobre o Golpe de Estado em Honduras:


"Antes de ser preso no dia 28 de junho último por tropa do Exército e deportado para a Costa Rica, Zelaya havia convocado um referendo sobre a reforma da Constituição que poderia lhe abrir as portas para um segundo mandato.


A Constituição hondurenha proíbe expressamente o segundo mandato. Não admite sequer uma consulta popular a respeito.".


Antes de mais nada, a Constituição hondurenha permite que o Presidente da República convoque Referendos. O Congresso Nacional e 6% dos eleitores também podem convocar a realização de Referendos. (ver link abaixo).


Além disso, o Referendo em questão não falava nada a respeito de segundo mandato algum para Zelaya. O decreto de Zelaya apenas convocava o Referendo, não entrando em detalhes a respeito de qualquer mudança específica que seria feita na Constituição.


No referendo seria perguntado, apenas, se o povo hondurenho concordava ou não com a realização de eleições para uma Assembléia Constituinte. Nada além disso. E estas eleições seriam realizadas no mesmo dia em que se faria a eleição presidencial, ou seja, no dia 29/11/2009. (ver link abaixo).


Logo, a Assembléia Constituinte iria funcionar apenas quando Zelaya não fosse mais o Presidente do país. Portanto, sequer haveria tempo hábil suficiente para que qualquer alteração constitucional que aprovasse o direito de reeleição para o Presidente pudesse beneficiar Zelaya. Se a Constituição fosse alterada neste sentido, tal mudança iria valer, apenas e tão somente, para o Presidente eleito em 2013.


Logo, quando Noblat diz que o Golpe de Estado se deu para impedir que Zelaya mudasse a Constituição para poder se reeleger, ele está espalhando uma deslavada mentira.


O acordo feito entre Zelaya e o governo golpista de Honduras prevê o seguinte:


1. A criação de um governo de reconciliação nacional;


2. Recusa à anistia política que o governo Micheletti estava disposto a conceder a Zelaya;


3. Reconhecimento das eleições presidenciais de 29 próximo;


4. Transferência para o Tribunal Supremo Eleitoral da autoridade sobre as Forças Armadas;


5. Criação de uma comissão para zelar pelo respeito ao acordo;


6. Formação de uma Comissão da Verdade para investigar o que aconteceu antes, durante e depois da deposição de Zelaya;


7. Reinvindicar à comunidade internacional que suspenda todas as sanções a Honduras e despache representantes para observar as eleições presidenciais;


8. Caberá ao Congresso, ouvida a Justiça, decidir sobre a volta de Zelaya ao poder.


Links:


1) Íntegra do decreto assinado por Zelaya que comprova que ele não previa a aprovação de um segundo mandato para ele:


http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/2009/09/leia-integra-do-decreto-assinado-pelo.html


2) Noblat e as suas mentiras:


http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/10/30/honduras-mesmo-que-volte-ao-poder-zelaya-perdeu-237084.asp


3) Trechos da Constituição de Honduras que permite que o Presidente da República, o Congresso Nacional e 6% dos eleitores convoquem referendos:


http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/2009/09/constituicao-de-honduras-permite.html

A volta de Manuel Zelaya é uma vitória do povo hondurenho e da Democracia na América Latina!!


Segundo informações divulgadas, foi fechado um acordo entre Manuel Zelaya e o governo golpista de Honduras, pelo qual caberá ao Congresso Nacional do país decidir pelo retorno ao cargo do presidente legitimamente eleito do país, que é Zelaya.

É bom esclarecer que a Constituição hondurenha prevê a realização de referendos populares e permite que o Presidente do país, o Congresso Nacional e 6% dos eleitores convoquem a realização de Referendos.

E a convocação de um referendo pelo Presidente Manuel Zelaya é que foi usado como pretexto para derrubá-lo do cargo. Portanto, a desculpa para derrubar Zelaya era falsa e mentirosa, já que a Constituição do país permite que ele convoque Referendos.

E a Constituição hondurenha também proíbe a censura à imprensa, que foi rigidamente censurada pela Ditadura Militar do país, resultando até no fechamento de veiculos de comunicação de oposição à tal Ditadura.

Além disso, Zelaya não sofreu nenhum processo e, portanto, não teve o seu direito de defesa respeitado pelos golpistas. O colocaram de pijama num avião e o mandaram embora do país. Este ato, de expulsar o Presidente do país, também é inteiramente ilegal. Nenhuma lei hondurenha dá esse poder a quem quer que seja.

O povo hondurenho organizou inúmeras manifestações e protestos, diariamente, exigindo a volta de Zelaya ao cargo. Logo, o povo hondurenho lutou brava e heroicamente, com o apoio decidido do governo Lula e de quase toda a comunidade internacional, pelo retorno da Democracia ao seu país.

Portanto, a volta de Zelaya, Presidente legitimamente eleito de Honduras, é uma grande vitória das Democracias latino-americanas e uma fragorosa derrota dos golpistas hondurenhos e de toda a América Latina.

Assim, 'Honduras 2009' não se transformará numa nova 'Guatemala 1954', quando golpistas financiados pela CIA derrubaram um governo democrático e legítimo, o de Jacobo Arbenz, e implantaram uma brutal e violenta Ditadura Militar, que durou várias décadas e que massacrou centenas de milhares de guatemaltecos.

Ditadura Nunca Mais!!

O governo Lula e as críticas de Luís W. Vianna!!


Vejam estas duas declarações do Luís Werneck Vianna na entrevista publicada pelo blog do Azenha (link abaixo):


1) "A expansão brasileira, a projeção da economia do país no mercado interno e no mercado externo é monopólio de um grupelho, dos poderosos do agronegócio, das finanças, da grande indústria. Esses é que estão com as cordas..."

E depois ele diz o seguinte sobre a ação política do Presidente Lula:


2) "Por exemplo, impõe ao agronegócio a questão ambiental e o convívio com a agricultura familiar.".

R - Esses trechos da entrevista do Vianna me pareceram totalmente contraditórios.

Num primeiro momento, Vianna diz que o agronegócio 'está com as cordas' na mão, ou seja, ele é que detém o poder político, junto com outros setores das classes dominantes (das finanças e da indústria). Daí, um pouco mais à frente, ele diz que é o Presidente Lula que impõe a questão ambiental e a agricultura familiar ao mesmo agronegócio.

Ué, neste caso, não seria correto concluir que é o Presidente Lula quem 'está com as cordas'???

Afinal, se Lula é quem está 'impondo' ao agronegócio políticas com as quais este não simpatiza, então a conclusão do Werneck Vianna me parece ser totalmente contraditória com o seu raciocício inicial, oras!


Link:

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/werneck-eleicao-de-2010-nao-muda-hegemonia/

O governo Lula e os seus críticos!


O Luiz Carlos Azenha tem publicado, ultimamente, em seu blog, o ótimo 'Viomundo', vários textos críticos em relação ao governo Lula.

Creio que a publicação destes textos é louvável, pois permite o contraditório, o debate, a a discussão em torno de idéias e de propostas para o Brasil.

Porém, todos estes textos são escritos por pessoas que fazem comentários muito previsíveis e que se baseiam na tese de que 'os governantes são todos iguais'.

O Celso Lungaretti (que dia sim, outro dia também, se dedica a atacar Lula por qualquer motivo, por mais besta que seja) e o Francisco de Oliveira (que rompe com todos os partidos dos quais participa... vai ver que ele é adepto do partido do 'eu sozinho'!) também foram pelo mesmo caminho.

Agora, o Azenha publicou uma entrevista com o sociólogo Luiz Werneck Vianna, no qual ele também dispara as mesmas críticas, ao governo Lula, que já foram feitas pelo Lungaretti (que abandonou o Socialismo e que, agora, se intitula um 'Anarquista Revolucionário') e pelo Francisco de Oliveira.

Assim, as críticas feitas são, basicamente, as mesmas, com pequenas variações entre elas.

Resumidamente, estes críticos dizem que os progressos obtidos pelo governo Lula na área social são pouco significativos, que a política econômica é a mesma da época de FHC (o que é uma grande asneira... Se fosse a mesma política estaríamos, ainda hoje, implorando por dólares junto ao FMI... Em vez disso, no governo Lula, nós é que emprestamos para o FMI), que a conciliação política feita por Lula não tem futuro, que a popularidade do Presidente é temporária e que ele não deixará um sucessor, ou sucessora, para dar sequência e aprofundar as suas políticas e projetos.

Na verdade, entendo que o Lula deu um 'nó' na cabeça de todo esse pessoal, tanto da Extrema-Esquerda, como da Direita mais reacionária. O fato é que todos eles apostavam no fracasso do governo Lula. Eles tinham certeza absoluta de que o governo Lula não daria certo. E eles quebraram a cara. Literalmente.

Assim, para a decepção de todos eles, Lula não apenas faz um bom governo, reconhecido nacional e internacionalmente, como ainda chega ao final de um mandato de oito anos forte e popular o suficiente para eleger o sucessor ou sucessora.

O medo da popularidade do Presidente Lula é tanto que chega, até, a paralisar o principal pré-candidato da oposição, José Serra, que hesita em assumir uma candidatura que terá grandes possibilidades de vir a ser derrotada por um (a) candidato (a) apoiado (a) pelo Presidente Lula.

Portanto, os críticos do governo Lula erraram feio na sua avaliação de que o mesmo iria fracassar.

E daí, o que eles fazem?

No lugar de reconhecer que erraram em sua avaliação e procurar entender a razão deste sério erro que cometeram, eles vem com um discurso extremamente frágil e inconsistente, repetindo as mesmas asneiras de sempre, ou seja, que as conquistas sociais e econômicas do Lula são de pouca importância, que não são duradouras, que são fruto de mera propaganda (como disse o FHC recentemente), que sua política de conciliação está fadada ao fracasso e outras asneiras do mesmo calibre. ´

Desta maneira, estes críticos fogem da sua responsabilidade, que seria a de fazer, de fato, uma reflexão séria e despida de preconceitos sobre as razões da elevada popularidade de Lula e do seu governo.

Então, eles aparecem com aquelas falsas explicações de sempre e que nada explicam e nem ajudam a compreender o real fenômeno político que Lula representa e nem a entender os motivos que o levaram a fazer um governo tão bem avaliado pela população e que alcançou, também, um expressivo reconhecimento internacional, tanto da parte de governos conservadores (como o de Sarkozy, de Berlusconi), como da parte de governos de esquerda nos mais variados continentes e países (Chávez, Evo Morales, Mauricio Funes, entre outros).

Se os críticos de Lula e do PT continuarem pensando tão pequeno assim, podem ter certeza de que Lula e aqueles que (como Dilma se propõe a fazer) darão sequência às suas políticas e projetos, continuarão dominando a política brasileira e por muito tempo.

Quem viver, verá.

Link:


http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/werneck-eleicao-de-2010-nao-muda-hegemonia/

Zé Dirceu: Enquanto Dilma se fortalece, PSDB e DEM patinam!!



Publico abaixo um excelente comentário do José Dirceu, que continua sendo um dos principais articuladores políticos do PT, no qual ainda exerce uma considerável influência, e que ainda tem frequentes contatos com o Presidente Lula.

O texto mostra bem o quanto a candidatura de Dilma está cada vez mais consolidada, obtendo cada vez mais apoios junto aos partidos da base aliada do governo Lula, enquanto que a oposição do PSDB/DEM sequer consegue se entender a respeito de qual será o melhor momento para escolher o candidato à Presidência da República:

27/10/2009 14:21


Rejeição à candidatura Serra é aberta

Falei de sinais, mas não são indícios...

Falei de sinais, mas não são indícios não (nota acima), a rejeição demo à candidatura José Serra virou pública e ostensiva. O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), não só declara abertamente isso, como defende que o candidato da parceria DEM-PSDB, seja o rival de Serra, o governador de Minas, Aécio Neves.

Já Aécio não aceita ser candidato a vice-presidente numa chapa de Serra e nem o adiamento das prévias. A pergunta que mais se ouve, e se faz entre os tucanos, principalmente os serristas, é: e se ele vencer?

Em São Paulo, os demos não se entendem com os tucanos - ou, se entendem, e o fato é que não querem, em hipótese alguma, o ex-governador Geraldo Alckmin (na frente nas pesquisas) como candidato da coligação DEM-PSDB a governador.

Serra também não quer Alckmin

Serra também não e trabalha 24h para fazer candidato ao posto, seu chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho. Como imbróglio pequeno é bobagem, Serra cai nas pesquisas e sua rejeição aumenta, apesar do malabarismo de levantamentos de opinião pública encomendados e das análises políticas pré-fabricadas.

Os fatos estão aí: crise no tucanato, na seara demo e na candidatura Serra, falta de discurso, propostas, comando e decisão. Enquanto isso, Dilma e o PT avançam nas alianças e vão muito bem.

Link:



http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=blogsection&id=11&Itemid=37

Partidos Políticos brasileiros e suas raízes históricas!


Um leitor do blog do Nassif escreveu um texto excelente a respeito da questão político-partidária brasileira, mostrando as suas raízes históricas. Vale a pena conferir o texto, que publico logo abaixo:

Fernando Trindade disse: 28/10/2009 às 11:27

RECUPERANDO O FIO DA MEADA

Uma das melhores coisas a que estamos assistindo hoje no País é a conclusão do processo de reencontro (a recuperação do fio da meada) entre os partidos políticos e as diversas ideologias e diferentes interesses que deitam raízes históricas de longa data na formação e desenvolvimento das diferentes classes sociais em nossa história.

O regime instalado com o Golpe de 64 achava que iria ‘zerar’ a nossa história político-partidária. Esse o sentido da pretensa extinção dos partidos políticos constituídos em 1945 pelo AI 2, em 1965.

Tão contra os partidos nacionais então existentes era a ideologia de 64 que decidiram que num primeiro momento não poderia mais haver partidos com esse nome mas “organizações que terão (…) atribuições de partidos políticos” (art. 1º do Ato Complementar nº 4,de 1965, assinado por Castello Branco).

Essa a razão pela qual os dois partidos então criados não tinham o termo partido (Aliança Renovadora Nacional; Movimento Democrático Brasileiro)

Mas ocorre que os partidos que se achou que seriam extintos àquela altura cada vez mais representavam interesses das diferentes classes sociais e essas a ditadura não poderia extinguir.

E acontece que embora nos Municípios X, Y ,Z etc tanto udenistas como pessedistas tenham se filiado à ARENA, a UDN e o PSD enquanto idéias distintas e/ou interesses diversos continuavam a existir. Por isso o regime autoritário teve que permitir a convivência da UDN, do PSD, às vezes também do PTB ou do PDC…na ARENA ou no MDB.

Essa a razão para a aprovação da Lei nº 5.453, de 14 de junho de 1968:

“Art. 1º Os partidos políticos poderão instituir (…)até três sublegendas nas eleições para Governador e Prefeito.

Parágrafo único. Consideram-se sublegendas listas autônomas de candidatos concorrendo à mesma eleição dentro da organização partidária registrada na forma da Lei.”

Em 1979 o regime autoritário abalado pelo avanço da oposição que crescia desde a histórica eleição de 15 de novembro de 1974 mais uma vez extingue os partidos. A intenção agora era dividir a oposição que se congregava cada vez mais no MDB e fazer um acordo com a parte dita moderada.

Na verdade, a idéia do regime era buscar um acordo com a ala do PSD que, embora moderada, não tinha aderido à ditadura (liderada por Tancredo) e com uma ala também moderada do PTB (liderada por Ivete Vargas), para dividir e no limite acabar com o MDB.

Para tanto foi efetuada a reforma partidária de 1979. Mas o regime militar era incapaz de se auto-reformar ou de ceder poder real, daí o fracasso do projeto PP e o retorno de Tancredo ao agora PMDB (em sentido contrário ao de 1965, agora se obrigava os “novos” partidos a terem necessariamente a expressão partido na respectiva denominação. A idéia era impedir a continuidade da sigla MDB. Mas o MDB permaneceu, driblando a proibição, apenas acrescentando a expressão “Partido do”, para se adequar à exigência.

Em 1985, com a redemocratização finalmente retorna a liberdade partidária, com a Emenda constitucional nº 24 e começa a fase final do processo de reconciliação dos partidos com as diversas classes sociais existentes no País.

Essas – desde 1964 haviam passado duas décadas – se modificaram, novas frações de classe surgiram, outras desaparecerem. O processo de urbanização (perversa urbanização) se acentuou mas apesar disso permaneceram (embora modificadas e por vezes sem consciência disso) as linhas de interesse e de idéias que conforme referido acima – deitam raízes históricas de longa data na formação e desenvolvimento das diferentes classes sociais em nossa história.

Após a Constituinte são realizadas em 1989 as primeiras eleições para Presidente da República com a legitimação popular desde 1960. Pois não é que surge um Jânio Quadros redivivo. O que permanece entre as três décadas entre 1960 e 1989 que leva à eleição de Presidentes da República com perfis efetivamente semelhantes (sem embargo das diferenças)? Não seriam os interesses e ideologias que deitam raízes de longa data etc. etc.?

E a eleição de FHC, entre diversas leituras não necessariamente excludentes, não pode ser ‘lida’ também como resultado de uma aliança então imbatível envolvendo a UDN (PSDB/PFL) com o PSD (PMDB)?

E quando Lula foi tensionado pela oposição na crise do “mensalão” em 2005 quais os eventos do passado que evocou para acusar a oposição de anti-popular e golpista?

E para não prolongar mais chegamos a 2006. Ato final com duas cenas:

1ª) O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse ontem que o Brasil precisa de alguém como Carlos Lacerda, líder da UDN cuja retórica contundente contribuiu para o suicídio de Getúlio Vargas (1954), para a renúncia de Jânio Quadros (1961) e para a deposição de João Goulart (1964). (Folha de São Paulo, 23 de agosto de 2006)

2ª) O presidente, que participou do comício de encerramento do campanha petista em Porto Alegre, no qual estiveram presentes cerca de 10 mil pessoas, começou seu discurso -de 40 minutos- cumprimentando as autoridades e a imprensa. Disse que esse cumprimento mostrava o quanto ele está tranqüilo. No seu discurso, Lula voltou a se comparar com os ex-presidentes Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e João Goulart. Sobre Getúlio, ele lembrou a crise política pela qual o presidente passou antes de se suicidar. Já sobre JK, disse que ele foi acusado de “ladrão” e teve o seu reconhecimento 50 anos depois. A respeito de Jango, lembrou que ele foi derrubado pelo golpe militar de 1964. (Folha de São Paulo, 26 de setembro de 2006)

Ao fim e ao cabo a democracia recuperada em 1985 permitiu a reconciliação das classes sociais com as respectivas linhas político ideológicas que a ditadura pretendeu suprimir em 64.

E no Governo Lula estamos (com muita satisfação) assistindo à conclusão desse processo de re-identificação entre classes sociais e respectivos partidos, com a derrota dos que queriam negar a nossa história política que – insistimos – deita raízes profundas em nosso passado.

Desconhecer isso é navegar na confusão e não entender o ‘aggiornamento’ pelo qual passam PT, PSDB, DEM etc. (e respectivas lideranças) nos últimos anos.


Link:


http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/28/o-desafio-de-reconstruir-a-oposicao/

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Nassif, o PSDB, Lula e a eleição presidencial de 2010 - por Marcos Doniseti!!


Nassif, o PSDB, Lula e a eleição presidencial de 2010! - por Marcos Doniseti

O Luis Nassif, sempre perspicaz, postou um ótimo texto em seu blog a respeito dos dilemas e do futuro do PSDB.

Abaixo, publico o meu texto, que conserva a visão inicial que o Nassif defendeu (a respeito do crescente conservadorismo do partido) em seu comentário e adiciono algumas opiniões e análises de minha própria autoria.

Vamos lá, então:


Entendo que o PSDB poderia ter se transformado num partido democrático, moderno e progressista (vide o histórico das lideranças que o fundaram e que conta com lideranças, como Aloisio Nunes Ferreira, que até participaram da luta armada contra a Ditadura Militar) morreu com o governo FHC.

O governo de FHC adotou o programa de governo do PFL (agora DEM), que defende o Neoliberalismo puro e duro, e o colocou em prática.

E assim o PSDB perdeu a sua identidade original, se transformando num partido conservador, de Direita, relegado a defender os interesses das elites do Centro-Sul e dependendo de alianças com os velhos e cada vez mais fracos 'Coronéis' do então PFL (basicamente nordestino).

Lula percebeu isso e levou o PT de posições defendidas pela Esquerda radical, que dominou o partido nos primeiros 15 anos, para uma postura de Centro-Esquerda, reformista e aberta a alianças com partidos e forças mais conservadoras.

Com isso, Lula jogou o PSDB (com a ampla colaboração dos próprios tucanos, que se tornaram cada vez mais conservadores) para o colo da Direita e ocupou um amplo espaço político, que vai da Centro-Direita à setores da Esquerda mais radical que permaneceram no PT, pois elas não conseguiriam se viabilizar a nível nacional e nem em termos eleitorais sem participar do PT (que é um partido com presença em todo o país) e que depende de Lula e da estrutura nacional do PT para conseguir alguma repercussão na sociedade e eleger seus representantes. Notem, aliás, que os grupos políticos que acabam sendo expulsos ou saindo do PT e que deram origem ao PSTU, PCO e PSOL, nenhum deles conseguiu se estruturar nacionalmente e eleger representantes. Mesmo o PSOL, que é o maior deles, elegeu apenas 3 deputados federais em todo o Brasil nas eleições de 2006.

Agora, claramente, o Presidente Lula está tentando, para a eleição presidencial de 2010, isolar o PSDB/DEM, junto com um cada vez mais enfraquecido PPS, para uma postura de Direita neoliberal que predominou desde o governo de FHC.

Assim, Dilma daria continuidade à política de Lula e o seu governo continuará ocupando o espaço das forças que vão da Centro-Direita à setores da Esquerda mais radical que permaneceram no PT. E a Extrema-Esquerda ex-petista (PSOL, PSTU, PCO) continuará tão fraca quanto antes.

Caso Lula consiga viabilizar tal projeto para 2010, Dilma será eleita Presidente sem maiores dificuldades.

Link:


http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/28/o-desafio-de-reconstruir-a-oposicao/

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Serra, Aécio, Dilma e a campanha eleitoral 'antecipada'!!


A Grande Mídia tem batido muito na tecla de que o Presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil estariam fazendo campanha eleitoral antecipada ao participarem de atos públicos em obras e projetos desenvolvidos pelo governo federal, como as da transposição das águas do Rio São Francisco no Nordeste brasileiro.

Porém, o que essa mesma Grande Mídia não diz é que, em primeiro lugar, Dilma ainda não lançou candidatura alguma para cargo algum. Logo, ela não pode ser acusada de fazer campanha eleitoral.

Além disso, as obras visitadas pelo Presidente Lula e por Dilma fazem parte do PAC, que são comandadas, justamente, pela ministra-chefe da Casa Civil. E as obras do PAC são as grandes realizações deste segundo mandato do Presidente Lula. Então, nada mais natural do que a realização destas visitas para o local das mesmas, até para ver 'in loco' como está o andamento das obras em questão.

Mas, o mais importante sobre essa 'campanha eleitoral antecipada', e que a Grande Mídia não diz, é que ela foi, de fato, iniciada pelos pré-candidatos à Presidência da República do PSDB, José Serra e Aécio Neves. Estes, sim, não escondem de ninguém que têm a pretensão de se eleger Presidente do país em 2010. E ambos os pré-candidatos tucanos estão promovendo vários atos públicos em inúmeros estados brasileiros a fim de se tornarem conhecidos dos eleitorados destes locais.

Então, estas peregrinações destes dois governadores tucanos pelo país afora podem, muito bem, ser caracterizadas como campanha eleitoral antecipada. Afinal, será que os governos de SP e de MG estão construindo alguma obra em outro estado? Com certeza, isso não está acontecendo.

Enquanto isso, o governo federal está construindo inúmeras obras de grande porte pelo país inteiro, em todas as regiões, incluindo rodovias, ferrovias, hidrovias, refinarias, entre outras.

E o governador José Serra chegou até a lançar uma campanha publicitária milionária e de alcance nacional feita pela Sabesp. Até no distante estado do Acre tivemos propaganda da empresa estatal paulista.

Mas, será que algum membro do PSDB ou da Grande Mídia tucana poderia esclarecer, afinal, o que a Sabesp tem a ver com os outros estados da federação? afinal, a Sabesp não limita a sua atuação apenas ao estado de São Paulo?

Então, porque ela gastou R$ 43,7 milhões numa campanha publicitária de alcance nacional?

Tal iniciativa do governo paulista mereceria uma séria investigação e, se o Brasil fosse um país com instituições mais fortes e sérias, isso poderia resultar até no Impeachment do governador de SP, que desperdiçou dezenas de milhões de Reais de dinheiro público numa campanha publicitária absolutamente injustificável.

Isso, sim, é fazer campanha eleitoral antecipada.

Mas, sobre isso, a Grande Mídia brasileira silencia totalmente.

Por que será? Será que é porque essa mesma Grande Mídia se beneficiou com essa campanha, recebendo milhões de Reais por veiculá-la em todo o país?

Sobre isso, leiam esse texto abaixo, publicado no blog do Paulo Henrique Amorim:


Link:

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=11805

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Luiz Carlos arrasa em comentário!


Luiz Carlos, leitor deste modesto blog, publicou um excelente comentário a respeito do da minha mensagem intitulada 'Como governar sem o apoio do Congresso Nacional? Somente com Ditadura!'. E o comentário dele ficou tão bom que decidi transformá-lo numa mensagem do blog.

Vamos lá, então:


"Caro Marcos, concordo plenamente com você. Inúmeras vezes venho expondo essencialmente os mesmos argumentos que você com muita clareza expôs no presente texto.

O que impressiona é pessoas com a cultura política de um Celso Lungaretti ou de um Francisco de Oliveira criticarem o presidente Lula por este fazer alianças políticas imprescindíveis à governabilidade. Se não é má-fé o que move essa gente, então o que é? Será fanatismo ideológico? Ou, quem sabe, no caso do Francisco de Oliveira, sob o verniz de um purismo ideológico, seja uma combinação de vaidade intelectual, desejo de aparecer, de brilhar e inveja do enorme sucesso do presidente Lula?

Se Lula dependesse desses teóricos para governar o nosso país, com essa elite reacionária, golpista e predadora que temos,certamente o seu governo já teria caído. Essa gente parece estar sofrendo de autismo ideológico.

O que parece importar para eles é o mundo por eles idealizado, não o mundo real. Não importa para eles se dezenas de milhões de pessoas hoje não passam mais fome graças a programas sociais como o bolsa família.

Não importa para eles se mais de vinte milhões de pessoas ascenderam à classe média baixa. Não importa para eles se dezoito ou dezenove milhões de pessoas saíram da pobreza absoluta de 2003 para cá. Não importa para eles se o salário mínimo teve um aumento real durante o governo Lula de 46%. Não importa para eles se vários milhões de pessoas foram beneficiados com eletricidade em suas casas e a partir disso passaram a ter luz elétrica e puderam comprar fogão, geladeira, televisão, entre outros benefícios que a eletricidade propicia.

Não importa para eles a maravilhosa obra de integração do Rio São Francisco, que deverá beneficiar doze milhões de pessoas. Não importa para eles se neste governo já foram gerados mais de oito milhões de empregos formais. Não importa para eles se vem ocorrendo um processo de urbanização em favelas de grandes cidades, até então abandonadas pelo poder público.

Não importa para eles a descoberta do pré-sal e tudo o que essa incrível descoberta poderá proporcionar ao nosso país e ao nosso povo. E assim por diante ... Uma verdadeira revolução silenciosa está em andamento, graças às inúmeras iniciativas do governo Lula, que está atuando como grande indutor do desenvolvimento do nosso país.

O nosso país está prosperando, avançando como nunca antes. E aí aparecem os urubólogos de direita e esquerda tentando esconder ou negar ou subestimar todos os grandes avanços que o país vem alcançando no governo Lula. Deus nos livre dessa gente!

Na verdade, o que quero dizer é que não me importo com as opiniões tolas ou errôneas dessas pessoas em si mesmas, mas me importo com o poder que essas opiniões e teses tolas, errôneas divulgadas amplamente pelo PIG possam ainda exercer sobre um grande número de pessoas incautas, despolitizadas.

Isso para não falar no amontoado de mentiras, factóides, distorções, manipulações das informações feitas pelo PIG em conluio com a oposição demotucana. Embora tenhamos que estar sempre vigilantes com essas forças do atraso, que ainda são poderosas, estou feliz, esperançoso e otimista com tudo o que venho presenciando.

Abraços.".


Obs: Valeu pelo comentário, Luiz Carlos! Volte Sempre!!

domingo, 25 de outubro de 2009

Como governar sem o apoio do Congresso Nacional? Somente com Ditadura!


O sociólogo Francisco de Oliveira critica Sarney, Collor e outros políticos que representam o atraso, mas que foram eleitos diretamente pelo povo, goste-se ou não disto. E critica Lula pelo fato de fechar acordos com eles para poder governar.

Mas, ele esqueceu de responder e explicar o óbvio, que é o seguinte:

Caso Heloísa Helena fosse eleita Presidente da República, como ela conseguiria governar se o PSOL possui apenas 3 deputados federais e dificilmente elegeria uma bancada muito maior do que essa? Como ela governaria sem fazer acordos com as forças conservadoras, que dominam o Congresso Nacional? Afinal, cerca de 75% dos parlamentares foram eleitos por partidos conservadores.

E como todas as decisões do governo precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional, HH não conseguiria fazer absolutamente nada sem fechar acordos com as forças conservadoras que o controlam.

Mas, pelo discurso de Francisco de Oliveira, ela conseguiria governar sim.

Como?

Simples: Ditadura.

O único jeito de governar um país democrático como o Brasil é com apoio do Congresso Nacional. Para governar sem o Congresso, somente implantando uma Ditadura. O resto é conversa fiada para boi dormir.

Portanto, a mensagem implicita de Chico de Oliveira é justamente essa: a defesa da Ditadura.

Francisco de Oliveira é a Vanguarda da Mentira!!


Abaixo, contesto duas afirmações feitas pelo sociólogo Francisco de Oliveira, ligado ao PSOL, a respeito do governo Lula. O texto em questão foi publicado no blog do Azenha:

A) “Ora, o governo Lula, na senda aberta por Collor e alargada por Fernando Henrique, só faz aumentar a autonomia do capital, retirando às classes trabalhadoras e à política qualquer possibilidade de diminuir a desigualdade social e aumentar a participação democrática.”

R – Então, foi por isso que, no governo Lula, tivemos o seguinte:

1) A porcentagem da população que vive abaixo da linha da pobreza caiu de 28% (2002) para 19% (2007);

2) O salário mínimo (que é referência para 45 milhões de pessoas) subiu 46% acima da inflação;

3) A participação da renda do trabalho na renda nacional aumenta desde 2004;

4) A renda do trabalho também está sendo melhor distribuída;

5) O índice de Gini, no Brasil, atingiu o seu menor patamar histórico, comprovando a melhoria da distribuição da renda do trabalho;

6) A taxa de desemprego caiu de 10,5% (Dezembro/2002) para 6,8% (Dezembro/2008);

7) A indústria brasileira, entre 2003 e 2007, gerou 1.400.000 novos empregos, acumulando um crescimento de 23,7% no período;

8) O número de benefícios previdenciários cresceu 32%;

9) O valor médio dos benefícios previdenciários cresceu 22% acima da inflação;

10) A taxa de crescimento do Norte e Nordeste, as regiões mais pobres do país, é muito superior ao das regiões mais ricas (Sul, Sudeste e Centro-Oeste).


B) “Se FHC destruiu os músculos do Estado para implementar o projeto privatista, Lula destrói os músculos da sociedade, que já não se opõe às medidas de desregulamentação.”.

R – Então, é por isso que o governo Lula fez o seguinte:

1) Aumentou a participação dos bancos públicos no setor financeiro. Bancos estaduais que iriam ser privatizados, foram incorporados pelo Banco do Brasil (bancos estaduais do Espírito Santo, Piauí, Santa Catarina e a Nossa Caixa paulista);

2) Aumentou a participação estatal na Vale do Rio Doce, onde o Estado brasileiro detém 41% do capital votante da empresa e o Presidente impôs à direção da mesma a realização de investimentos vultosos na produção e exportação de aço, agregando valor ao que a empresa produz e exporta;

3) O projeto do petróleo do pré-sal aumenta fortemente a participação estatal no setor, fazendo com que a maior parte dos lucros gerados pela sua extração permaneçam no país e sejam investidos em benefício do povo brasileiro em projetos de combate à pobreza, na educação, em ciência e tecnologia. O Estado também terá um forte papel regulador, podendo vetar decisões prejudiciais aos interesses do país;

4) Aumentou consideravelmente os investimentos públicos (das estatais e do Orçamento da União). Somente para 2009, estes investimentos somarão R$ 90 Bilhões. E o BNDES emprestou, apenas em 2008, R$ 92 Bilhões para investimento produtivos. Em 2010, o valor emprestado pelo BNDES já passou dos R$ 105 Bilhões. Os investimentos incluem rodovias, ferrovias, hidrovias, usinas hidrelétricas, petróleo, gás natural, refinarias, portos, aeroportos, saneamento básico e habitação, etc.

5) Aumentou a participação estatal na área petroquímica, com a Petrobras se tornando uma importante acionista da Braskem e da Quattor, as 2 maiores petroquímicas do país;

6) Tornou o Estado brasileiro dono de 49% das ações da BrOi, recuperando a participação estatal num outro setor estratégico da economia nacional, que são as telecomunicações;

7) A taxa de crescimento da economia brasileira no período 2004/2008 atingiu 5,2% ao ano e, em 2009, o Brasil será uma das poucas economias do mundo que terá um crescimento positivo do PIB. Enquanto isso, na Alemanha, maior economia européia, prevê-se uma queda de até 6% do PIB.

Link:

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/francisco-de-oliveira-lulismo-e-a-vanguarda-do-atraso-e-o-atraso-da-vanguarda/

Governo Lula torna-se o modelo a ser seguido na América Latina!



Cada vez mais o governo Lula torna-se o modelo a ser seguido na América Latina por Presidentes eleitos democraticamente e que são originários da Esquerda e da Centro-Esquerda.

Um exemplo recente deste fenômeno é o recentemente eleito Presidente de El Salvador, Mauricio Funes, da FMLN, ex-organização guerrilheira que se transformou em partido político e que venceu as eleições presidenciais realizadas no país neste ano.

Funes deixou bem claro durante toda a sua campanha eleitoral que ele procuraria seguir o modelo de governo de Lula, marcado por reformas sociais e econômicas moderadas, mas que trazem benefícios reais aos trabalhadores e aos mais pobres, através do aumento real do salário mínimo, do estímulo ao crescimento econômico, da redução do desemprego, do aumento dos investimentos públicos na área social, entre outras medidas.

E Lula faz tudo isso de uma forma negociada, respeitando as regras do jogo democrático, dialogando com todas as forças sociais de um país extremamente desigual, conflituoso e complexo como é o Brasil. Funes tenta, em seu governo, seguir esta mesma linha, procurando promover avanços reais em benefício dos trabalhadores e dos mais pobres, mas fazendo isso de forma negociada, sem gerar rupturas que pudessem provocar o acirramento dos conflitos políticos e sociais no país, que enfrentou um brutal guerra civil durante muitos anos e cuja intensidade aumentou muito durante a década de 1980 devido à interferência promovida pelo governo Reagan.

Enquanto isso, no Uruguai, o candidato à Presidente da Frente Ampla, José 'Pepe' Mujica, ex-guerrilheiro Tupamaro, diz, em alto e bom som, que também seguirá o modelo do governo Lula. E Mujica chega ao ponto de dizer que Lula deveria ser clonado e espalhado por toda a América Latina.

Tudo isso demonstra, claramente, a crescente influência e o prestígio cada vez maior do Presidente Lula, cujo governo é visto, cada vez mais, como um modelo bem sucedido e que combina reformas sociais e econômicas que beneficiam aos trabalhadores e aos mais pobres, respeito as liberdades democráticas, promovendo crescimento econômico com crescente inclusão social.


Links:

“Deveríamos clonar Lula e espalhá-lo pela América Latina”

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16203


Novo presidente salvadorenho diz que Lula e Obama são referências

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u574897.shtml

sábado, 24 de outubro de 2009

Celso Lungaretti e o Governo Lula!


O jornalista e blogueiro Celso Lungaretti publicou um texto, em seu blog, extremamente crítico em relação ao governo Lula (link depois do meu texto). Irei comentá-lo e respondê-lo abaixo:


Respeito o Lungaretti, mas discordo do seu posicionamento sobre o governo Lula. E por um motivo muito simples: Lula NUNCA foi o revolucionário que diziam que ele era. Mas, como a Grande Mídia brasileira, durante tanto tempo, inventou que Lula seria um radical, um extremista, um revolucionário, muitas pessoas caíram nesta conversa fiada.

Perdi a conta de quantas pessoas me disseram, durante os anos anteriores à vitória de Lula na eleição presidencial de 2002, que ele era um comunista e um extremista. E as pessoas acreditavam nisso porque tal mentira era impingida à elas por uma Grande Mídia reacionária e golpista, que sempre apoiou os Golpes de Estado e as Ditaduras Militares no Brasil.

Lula, e a imensa maioria dos sindicalistas da geração da qual ele faz parte e da qual é a principal liderança e símbolo maior, NUNCA foi um radical de Esquerda, como já foi o Lungaretti, e nem um Anarquista Libertário, como o Lungaretti diz ser nos dias atuais.

Então, é claro que Lungaretti irá criticar todas, ou quase todas, as medidas adotadas pelo governo Lula nestes quase sete anos de mandato. Afinal, são medidas implementadas por um governo Reformista e não por um governo revolucionário ou extremista.

Porém, a questão principal da postura do Lungaretti não é quanto ao caráter, inegável, reformista do governo Lula. O seu problema é que Lungaretti procura desqualificar os progressos e melhorias que tivemos no governo Lula e eles são inegáveis.

Eu poderia citar uma longa lista, mas vou ficar com apenas alguns :

1) geração de 8,7 milhões de empregos formais;
2) aumento real de 46% para o salário mínimo;
3) redução do percentual de pobreza de 28% (2002) para 19% (2007);
4) a redução da taxa de desemprego de 10,5% (Dezembro/2002) para 6,8% (Dezembro de 2008);
5) crescimento do número de benefícios previdenciários em 32% entre 2003/2008;
6) o valor médio dos benefícios previdenciários teve um aumento real de 22% entre 2003/2008.

Provavelmente, o Lungaretti irá dizer que isso são ‘migalhas’ (Obs: ele fez isso mesmo, ao responder aos comentários, feitos por leitores em seu blog, a respeito deste texto que ele publicou), que é muito pouco, mas será que as pessoas que foram beneficiadas por tais avanços pensam desta maneira? Duvido. E é por isso que Lula é tão popular.

Lula fez um governo reformista, moderado, aberto ao diálogo e às negociações com os representantes e líderes dos mais variados interesses de uma sociedade extremamente complexa e conflituosa como a brasileira. E foi muito bem sucedido.

E o governo Lula conseguiu algo que NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS governo algum havia alcançado: promoveu o crescimento econômico (a economia cresceu 5,2% ao ano, em média, entre 2004 e 2008, e estava crescendo a quase 7% ao ano no terceiro trimestre de 2008), combinado com inflação baixa, redução das desigualdades sociais e da pobreza, ao mesmo tempo em que manteve e respeitou o Estado Democrático de Direito no país.

Assim, os radicais e revolucionários dizem que os avanços e melhorias que tivemos no governo Lula foram pouco significativos. Mas, se isso é verdade, então questiono: Se é tão fácil fazer tudo isso, então porque que, nunca, ninguém fez antes? Que outro governo da História do país conseguiu tudo isso, ao mesmo tempo, em apenas 8 anos? Não conheço nenhum.

Além disso, o governo Lula foi o responsável por ter aumentado consideravelmente o prestígio e a credibilidade do Brasil no mundo inteiro, fato este que é mais do que confirmado por inúmeras conquistas e por amplo reconhecimento internacional, vindo não apenas das elites capitalistas globalizadas, mas até de ex-revolucionários, como é o caso de José Mujica, ex-guerrilheiro Tupamaro, candidato à Presidente do Uruguai, e que diz que, caso seja eleito, seguirá o modelo de liderança e de governo do Presidente Lula no Brasil.

O recentemente eleito Presidente de El Salvador, Mauricio Funes, da FMLN (uma ex-organização guerrilheira que se transformou num partido político e que venceu as mais recentes eleições presidenciais no país), também diz ter em Lula o seu modelo de liderança e de governo.

O governo Lula também foi responsável por uma significativa e radical mudança na política externa brasileira, fazendo com que o Brasil não virasse as costas para o mundo globalizado, mas inserindo o país no mesmo de forma soberana e liderando um processo de mudanças em algumas das principais instituições financeiras internacionais (como no FMI) e criando o G-20, que uniu os países emergentes em torno das negociações comerciais internacionais que, antes da criação do bloco, beneficiava apenas aos interesses dos países mais ricos.

A condenação aos Golpes de Estado contra os governos democraticamente eleitos de Evo Morales, em 2008, e de Manuel Zelaya, em 2009, também demonstram o compromisso do governo Lula com a defesa da Democracia na América Latina, que é a região do planeta mais atingida por Golpes de Estado na história moderna da Humanidade. Somente a Bolívia já enfrentou centenas deles desde a sua ‘independência’ no século XIX.

Enquanto isso, em 2002, quando FHC era o Presidente brasileiro, o mesmo aceitou sem hesitar o ‘governo’ golpista venezuelano que se instalou no país após derrubar, temporariamente, o governo democraticamente eleito de Hugo Chávez. Não tivemos nenhuma palavra ou ação do governo FHC condenando o Golpe de Estado na Venezuela.
Assim, não seria difícil imaginar o que aconteceria na América Latina caso o PSDB e o ex-PFL, atual DEM, tivessem continuado a governar o Brasil até os dias atuais. Os golpes de Estado contra Evo Morales e Manuel Zelaya teriam tido, no mínimo, um apoio declarado aos golpistas e a possibilidade de que uma nova onda de Golpes de Estado se espalhasse por toda a América Latina seria algo bastante provável.

Aliás, o governo de FHC chegou até a condecorar o então Ditador peruano, Alberto Fujimori, algo que a Grande Mídia tupiniquim faz questão de esconder do povo brasileiro. Esse é o mesmo Fujimori que retornou ao Peru e foi condenado pela Justiça pelas violações de direitos humanos que ocorreram em grande escala durante os seus governos.

Portanto, posso até compreender as razões pelas quais Lungaretti critica o governo Lula, pois ele, Lungaretti, é um anarquista revolucionário e Lula é um reformista. Mas, discordo radicalmente de Lungaretti quando este iguala o governo Lula a um governo medíocre, entreguista e totalmente incompetente como foi o de FHC.

Ao adotar tal postura, Lungaretti e os que concordam com ele, corre o sério risco de abrir caminho para um retrocesso político e social que teria repercussões negativas não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina. E isso poderia destruir com as conquistas, moderadas, mas bastante significativas, obtidas pelo governo Lula, tanto interna, como externamente.

Logo, como democrata e progressista que sou, não posso concordar com as críticas de Lungaretti ao governo Lula, mas respeito e defendo o seu direito de fazê-las.

Links:

http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2009/10/de-lula-la-poncio-pilatos.html

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/2009/10/comparando-os-governos-lula-e-fhc.html

Lula e os sindicalistas que ajudaram a criar o PT: Entre a Reforma e a Revolução!!


Lula e os sindicalistas que ajudaram a criar o PT: Entre a Reforma e a Revolução!! - por Marcos Doniseti

Vejo, com muita frequência, pessoas que se dizem de Esquerda cobrarem do Presidente Lula uma postura e uma atitude política mais radical e agressiva, como se ele tivesse a obrigação de se transformar numa versão tupiniquim de um Hugo Chávez, de um Che Guevara ou de um Fidel Castro.

Mas, o fato concreto é que o Presidente Lula SEMPRE foi um reformista, bem como a geração de sindicalistas que lutou por melhores salários e por melhores condições de vida e de trabalho no final dos anos 1970, quando a Ditadura Militar se enfraquecia cada vez mais.

A escola de formação política destes sindicalistas, cujo líder mais importante e símbolo máximo é o Presidente Lula, foram as lutas dos trabalhadores que se desenvolveram no país a partir de 1978/1979. E foi com estas lutas que, de forma gradual e progressiva, estes mesmos trabalhadores foram conquistando inúmeros benefícios e passaram a ser respeitados pela sociedade.

Assim, tais sindicalistas se tornaram figuras políticas cada vez mais respeitadas e importantes da sociedade brasileira, tanto que a sua principal liderança, Luiz Inácio Lula da Silva, se elegeu Presidente da República em 2002 e obteve a reeleição em 2006, derrotando os seus adversários (José Serra, em 2002, e Geraldo Alcimin, em 2006) com relativa facilidade, já que Lula alcançou, em ambas as vitórias, cerca de 60,5% dos votos válidos.

Desta maneira, foi através de uma luta política e social travada dentro das regras legais e constitucionais que essa geração de sindicalistas chegou ao poder. Eles não precisaram, e nem queriam fazê-lo, promover uma Revolução para chegar à Presidência da República.

Portanto, não é de se estranhar que tal geração de líderes sindicais valorizem tanto a prática política e procurem promover reformas graduais na sociedade brasileira, de forma pacífica, respeitando as regras da disputa democrática e procurando dialogar com os legítimos representantes dos mais variados e complexos interesses que existem na atual sociedade brasileira.

Na história, quantos sindicalistas se transformaram em revolucionários? Não conheço nenhum, pelo menos entre os mais importantes. Lênin, Trotsky, Stalin, Mao, Fidel, entre inúmeros outros, não tinham, nenhum deles, origem no movimento sindical.

O historiador Daniel Aarão Reis Filho diz, claramente, no texto que escreveu para o livro ‘História do Marxismo no Brasil – Volume 6’ que nenhum dos sindicalistas da geração que tem em Lula o seu símbolo máximo tinha uma formação marxista ou revolucionária. Eles eram reformistas. Revolucionários, jamais!

Mesmo no Brasil, aqueles que se dizem ‘revolucionários’ são, na sua imensa maioria, originários da pequena-burguesia intelectualizada e radicalizada politicamente. Exemplos históricos que comprovam isso não faltam: A ANL (Aliança Nacional Libertadora), nos anos 1930, e que era liderada pelo ‘Cavaleiro da Esperança’, Luiz Carlos Prestes, era composta, basicamente, por membros das classes médias urbanas. A imensa maioria dos integrantes dos grupos que promoveram a luta armada contra a Ditadura Militar eram, também, originários das classes médias. Sindicalistas, operários, em ambos os casos, tínhamos pouquíssimos. Eles eram uma minoria.

Assim, entendo que todos aqueles que exigem de Lula e da geração de sindicalistas das quais ele, Lula, é a principal liderança e o seu principal símbolo, uma postura e uma política de natureza revolucionárias estão, na verdade, cometendo um grande equívoco.


Tais pessoas estão querendo que líderes políticos e sociais reformistas façam uma Revolução, o que é um completo absurdo. Os que fazem uma Revolução são, de fato, os revolucionários e não os reformistas. Isso é mais do que óbvio, mas parece que muitas pessoas, simplesmente, se esqueceram disso.

Reformistas fazem reformas, graduais e progressivas, que vão melhorando as condições de vida dos trabalhadores e dos mais pobres. Se isso irá desembocar na construção de uma sociedade Socialista, isso ninguém pode prever. Não esperem que Lula faça uma Revolução, pois o Presidente Lula e os líderes sindicais, que contribuíram para criar o PT e a CUT, NUNCA foram revolucionários.

Logo, a cobrança para que se faça uma Revolução no país deve ser feita daqueles que se dizem revolucionários e não das lideranças que, como o Presidente Lula, acreditam que a melhor maneira de melhorar as condições de vida dos trabalhadores e dos mais pobres é através de reformas graduais e progressivas da sociedade brasileira.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Brasil: Boas Notícias!


Abaixo, publico mais algumas boas notícias a respeito do Brasil, que é cada vez mais respeitado no mundo inteiro:

1) Desembolsos do BNDES ultrapassam R$ 100 bilhões no ano pela primeira vez

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u641699.shtml

2) Desemprego desacelera em setembro e chega ao menor nível do ano, diz IBGE

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u641592.shtml

3) Governo federal libera R$ 1 bilhão para obras em rodovias e ferrovias

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u641747.shtml

4) IOF sobre capital externo é medida "sábia", diz "Financial Times"

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u641540.shtml

5) Produção e vendas de aço no país sobem entre agosto e setembro

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u641409.shtml

6) Intenção de compras no fim do ano é recorde em São Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u641178.shtml

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Gramsci, Nassif e a Grande Mídia!!


O filósofo e ativista político marxista italiano Antonio Gramsci já dizia que a Mídia se comporta como se fosse um partido político. E o Obama concorda com ele... Basta ver como o seu governo passou a tratar a Fox News. Quem me dera o governo Lula fizesse o mesmo aqui com a Grande Mídia tupiniquim.

A perseguição contra Luis Nassif deve-se ao fato de que ele manteve a espinha ereta e não se curvou aos interesses elitistas e reacionários dos donos dos principais veículos de comunicação do país. Daí, Nassif passou a ser covardemente atacado por verdadeiros jagunços da Mídia, como o patético 'Tio Rei' e o Mainardi, que fazem o serviço sujo para seus patrões, da mesma forma que os jagunços faziam para os seus 'Coronéis'.

Aliás, os proprietários da Grande Mídia brasileira são exatamente isso, ou seja, 'Coronéis da Mídia' e que se servem do serviço sujo de jagunços, e eles existem em grande número (como Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, Clóvis Rossi, Boris Casoy, Miriam Leitão, entre outros) , infelizmente, para atacar a todos os que se recusam a se submeter à sua vontade, repetindo o mesmo tipo de comportamento dos antigos 'Coronéis'.

Já em 1916, Gramsci dizia qual seria o comportamento correto em relação à Grande Mídia, que é o seguinte:


"No texto “Os jornais e os operários”, escrito em 1916, ele faz uma conclamação aos trabalhadores que bem poderia servir para uma campanha contra a revista Veja e outros veículos da mídia brasileira na atualidade:

Para ele, a assinatura de jornal burguês “é uma escolha cheia de insídias e de perigos que deveria ser feita com consciência, com critério e depois de amadurecida reflexão. Antes de mais, o operário deve negar decididamente qualquer solidariedade com o jornal burguês. Deveria recordar-se sempre, sempre, sempre, que o jornal burguês (qualquer que seja sua cor) é um instrumento de luta movido por idéias e interesses que estão em contraste com os seus. Tudo o que se publica é constantemente influenciado por uma idéia: servir à classe dominante, o que se traduz sem dúvida num fato: combater a classe trabalhadora. E, de fato, da primeira à última linha, o jornal burguês sente e revela esta preocupação”.

“Todos os dias, pois, sucede a este mesmo operário a possibilidade de poder constatar pessoalmente que os jornais burgueses apresentam os fatos, mesmo os mais simples, de modo a favorecer a classe burguesa e a política burguesa em prejuízo da política e da classe operária. Rebenta uma greve! Para o jornal burguês os operários nunca têm razão. Há uma manifestação! Os manifestantes, apenas porque são operários, são sempre tumultuosos e malfeitores. E não falemos daqueles casos em que o jornal burguês ou cala, ou deturpa, ou falsifica para enganar, iludir e manter na ignorância o público trabalhador. Apesar disso, a aquiescência culposa do operário em relação ao jornal burguês é sem limites”.

“É preciso reagir contra ela e despertar o operário para a exata avaliação da realidade. É preciso dizer e repetir que a moeda atirada distraidamente é um projétil oferecido ao jornal burguês que o lançará depois, no momento oportuno, contra a massa operária. Se os operários se persuadirem desta elementar verdade, aprenderiam a boicotar a imprensa burguesa, em bloco e com a mesma disciplina com que a burguesia boicota os jornais operários, isto é, a imprensa socialista. Não contribuam com dinheiro para a imprensa burguesa que vos é adversária: eis qual deve ser o nosso grito de guerra neste momento, caracterizado pela campanha de assinatura de todos os jornais burgueses: Boicotem, boicotem, boicotem!”.".

Link:

http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=496
e

Colômbia: Vice-Presidente de Uribe tem ligações com grupos paramilitares de Extrema-Direita!


Mais uma notícia comprova o quanto a Ditadura Militar colombiana é fortemente ligada aos grupos paramilitares de Extrema-Direita. Leiam isso:

Notícia

Vice de Uribe volta a ser investigado por nexos com paramilitares

A Procuradoria colombiana reabriu hoje, em segunda instância, uma investigação preliminar contra o vice-presidente do país, Francisco Santos Calderón, acusado de permitir e incentivar a criação de grupos paramilitares em Bogotá.

Anteriormente, a Procuradoria havia emitido um parecer favorável ao vice-presidente, mas, de acordo com o jornal El Tiempo, as provas não foram analisadas com a devida profundidade e serão estudadas novamente para verificar a possível responsabilidade de Santos Calderón.

A denúncia foi feita em 2007 pelo então chefe do grupo paramilitar Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), Salvatore Mancuso, que assegurou ter participado de uma reunião com o vice-presidente e seu primo, o ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos, realizada para discutir a formação de uma organização armada.

Em entrevista à rádio La W, Guillermo Mendoza Diago, procurador encarregado do caso, explicou que a decisão não significa que o vice-presidente responderá a um processo formal por "parapolítica", já que a investigação foi reaberta somente em caráter preliminar.

Outros chefes paramilitares confirmaram a versão de Mancuso e serão chamados a testemunhar novamente, assim como o próprio vice-presidente e o acusador. São eles: Fredy Rendón Herrera, conhecido pelo codinome "El Alemán"; Rodrigo Tovar, chamado de "Jorge 40"; e Diego Fernando Murillo, famoso pelo apelido "Don Berna".

Com exceção de Rendón, todos os outros chefes foram extraditados para os Estados Unidos em 2008, após cumprirem os compromissos determinados em um processo de paz negociado junto ao governo entre 2003 e 2006, mediante o qual mais de 31.000 combatentes deixaram as armas.

Link:

http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2009/10/19/ult6817u4769.jhtm

Colômbia: Promotoria-Geral confirma que 75% dos mortos foram vítimas de Grupos Paramilitares de Extrema-Direita!


A notícia abaixo comprova aquilo que já se sabia, ou seja, que a maioria absoluta dos milhares de colombianos mortos na guerra civil do país foram vítimas das ações promovidas pelos grupos paramilitares da Extrema-Direita, que atuam livremente no país.

Portanto, quem acusa os grupos guerrilheiros pela maioria dos crimes mente de forma descarada.

Notícia:

Colômbia teve mais de 27 mil desaparecidos entre 1988 e 2003, diz promotor

da Reuters, em Bogotá

Mais de 27 mil pessoas desapareceram e, posteriormente, foram assassinadas por grupos armados ilegais na Colômbia entre 1988 e 2003 em meio ao conflito interno no país sul-americano, informou nesta segunda-feira um funcionário da Promotoria-Geral.

O chefe da Unidade de Justiça e Paz da Promotoria, Luis González, disse que o total de 27.384 pessoas desaparecidas a força e assassinadas foi registrado durante três anos de viagens pelo país enquanto recebia denúncias, muitas admitidas por guerrilheiros e paramilitares.

O número supera as mais de 3.000 denúncias de desaparecimentos no Chile durante a ditadura militar e chega perto dos 30 mil casos de pessoas sequestradas, torturadas e assassinadas na Argentina durante sua última ditadura, segundo denúncias de organismos de direitos humanos.

González disse à rádio Caracol que a maioria dos casos, cerca de 75%, é atribuída pelas famílias das vítimas aos esquadrões paramilitares de ultradireita e os demais às guerrilhas esquerdistas das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do Exército da Libertação Nacional (ELN).

De acordo com funcionários judiciais da Colômbia, os integrantes de grupos armados que não confessarem os desaparecimentos forçados e os assassinatos poderão ser investigados e castigados pela Corte Penal Internacional a partir de 1° de novembro, quando vence a prorrogação de sete anos que o país pediu ao tribunal.

O funcionário sustentou que a maior parte das pessoas desaparecidas e assassinadas na Colômbia era camponeses humildes dedicados à atividade agrícola, à pecuária ou ao comércio.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u640336.shtml

domingo, 18 de outubro de 2009

Os Governos Lula, FHC, a Vale e os Neoliberais!


Vejam os comentários abaixo, feitos pelo jornalista Ruy Fabiano em artigo que foi publicado no blog do Noblat:

"As celebrações do governo Lula, todas elas, são colheitas de plantios anteriores, de uma política econômica que o PT combateu por todo o tempo em que esteve na oposição.

As privatizações são expostas como um estigma, mas seus efeitos celebrados triunfalmente: a expansão da telefonia, a estabilidade econômica, a balança comercial, a pujança da Vale do Rio Doce, cujo faturamento e nível de emprego cresceram tanto que o governo quer agora indicar seu presidente." por Ruy Fabiano



Agora, vamos analisar e criticar tais afirmações:

Sobre a questão da política econômica, que o governo Lula teria herdado do governo FHC, há vários e graves equívocos cometidos pelo sr. Ruy Fabiano, que são:

1) O governo Lula reduziu substancialmente a taxa Selic (para 8,75% ao ano) enquanto que no governo FHC ela era mantida em um patamar muito mais elevado (chegou a 45% ao ano em Março de 1999) e terminou o mandato de FHC em 25% ao ano, muito mais alta do que agora, portanto;

2) A política de comércio exterior foi totalmente modificada pelo governo Lula, que promoveu uma aproximação muito mais significativa com os países emergentes, fechando inúmeros acordos comerciais com China, Índia, países do Oriente Médio, do Leste Europeu, da América Latina, enquanto que o governo FHC privilegiava as relações diplomáticas e comerciais com os países ricos, defendendo que o Brasil, por exemplo, aderisse à ALCA, iniciativa esta que foi rejeitada pelo governo Lula;

3) No lugar de privatizar, o governo Lula promoveu a compra de empresas privadas por empresas públicas e fortaleceu estas últimas. Exemplos disso foram a aquisição do Grupo Ipiranga pela Petrobras, o fato do Banco do Brasil ter se tornado sócio do Banco Votorantim e ter incorporado bancos estaduais que iriam ser privatizados (caso dos bancos estaduais do Espírito Santo, Piauí, Santa Catarina e da Nossa Caixa) e o forte aumento da oferta de crédito pelos bancos públicos (BNDES, BB, CEF) durante o governo Lula. No setor petroquímico, a Petrobras voltou a ser uma investidora importante, tornando-se uma acionista significativa das 2 maiores empresas petroquímicas do país (Braskem e Quattor);

4) O governo Lula reduziu substancialmente o déficit público (de 4% do PIB, em 2002, para 1,9% do PIB em 2008), que chegou a até 11% do PIB no governo FHC;

5) O governo Lula reduziu fortemente a relação dívida/PIB, que caiu de 55,5% do PIB, em 2002, para 36% do PIB em 2008. Enquanto isso, no governo FHC, a mesma relação dívida/PIB passou de 30% para 55,5%;

6) O salário mínimo teve um aumento real de 46% durante o governo Lula, muito maior do que o alcançado no governo FHC, onde o salário mínimo ficou praticamente estagnado, subindo quase que a mesma coisa que a taxa de inflação;

7) Os salários reais do funcionalismo público federal subiram muito mais do que a inflação durante o governo Lula, enquanto que foram brutalmente arrochados durante o governo FHC. Exemplo: os funcionários dos Correios já conseguiram um reajuste acumulado de 194% durante o governo Lula, contra uma inflação acumulada de apenas 45%no mesmo período;

8) O Brasil emprestou US$ 86,5 Bilhões do FMI/BID/BIRD/Tesouro dos EUA durante o governo FHC, passando a ser diretamente governado pelo FMI. Enquanto isso, durante o governo Lula, o Brasil tornou-se credor do FMI, para o qual emprestou US$ 10 Bilhões, e liderou um grupo de países emergentes que está defendendo e promovendo uma reforma do FMI e do Banco Mundial, aumentando a participação dos emergentes nas decisões destas instituições, algo que o governo FHC sequer sonhou em fazer;

9) As reservas internacionais líquidas tiveram um crescimento imenso no governo Lula, passando de US$ 16 Bilhões, no final de 2002, para US$ 231,5 Bilhões atualmente;

10) E as privatizações feitas pelo governo FHC foram fortemente prejudiciais para o país, sob vários aspectos:

a) As empresas foram privatizadas por um valor ridiculamente baixo;

b) O processo de privatizações foi inteiramente financiado pelo BNDES, um banco estatal. Assim, grandes empresas privadas, nacionais e estrangeiras, pegavam dinheiro emprestado (com juros subsidiados) do BNDES para comprar as estatais. Depois, faziam novos empréstimos junto ao BNDES para fazer investimentos nas empresas compradas. O processo de financiamento público foi tão intenso que no caso da energia elétrica o valor emprestado pelo BNDES foi superior ao valor pago pelas empresas privadas na compra das estatais. Pode uma coisa dessas? No governo FHC, podia...

c) Tivemos escândalos envolvendo autoridades importantes do governo FHC que procuravam manipular o resultados dos 'leilões' de privatização, como ficou comprovado pelo 'Grampo das Teles';

d) A privatização do setor de telefonia resultou num brutal aumento real, acima da inflação, das tarifas do setor. Os serviços melhoraram, mas os lucros das empresas dispararam (devido ao aumento real das tarifas) e a qualidade dos serviços ainda deixa muito a desejar, principalmente no caso da Internet, que é uma das piores e mais caras do mundo;

e) No setor de Energia Elétrica, fundamental para o desenvolvimento do país, as privatizações foram um fracasso completo, resultando em fortes aumentos reais de tarifas, acima da inflação, e no primeiro e único racionamento de energia elétrica , no país inteiro, que tivemos no Brasil nos últimos 50 anos. Para solucionar a crise do setor, o Governo Lula teve que retomar o planejamento público e a promoção de investimentos governamentais na área.

Portanto, as políticas econômicas dos governos Lula e FHC são completamente diferentes e as privatizações resultaram em brutais aumentos de tarifas e em serviços públicos com grandes e graves problemas, tanto que o Estado teve que voltar a atuar nestes segmentos para que eles voltassem a crescer.

Com relação à Balança Comercial, ela foi deficitária durante o governo FHC, no qual acumulou um déficit de US$ 8,7 Bilhões em 8 anos. Foi somente no governo Lula que o Brasil voltou a ter um forte superávit comercial, que já acumula US$ 233 Bilhões desde 2003.

E a Vale do Rio Doce foi fortemente beneficiada pelo gigantesco aumento dos preços dos minérios depois de 1997 e ainda tem uma significativa participação estatal no controle acionário da empresa, pois o Governo possui 41% do capital votante (via BNDES e Previ). O Estado brasileiro ainda é, portanto, o maior possuidor de ações com direito a voto (chamadas de ordinárias) entre todos os acionistas da Vale.

É devido à esta participação acionária extremamente importante que o Governo Federal possui na Vale que o Presidente Lula deseja aumentar os investimentos da empresa e fazer com que ela invista na produção e exportação de aço, agregando valor ao que a empresa produz.

Isso traria imensos benefícios não apenas para a Vale, como para o Governo e o Brasil, que lucraria muito mais exportando aço em vez de minério de ferro.

Portanto, o governo Lula está absolutamente correto em exigir uma participação maior nas decisões da Vale, afinal ele é o detentor da maior participação no capital votante da empresa.

Logo, os comentários feitos pelo jornalista Ruy Fabiano a respeito dos assuntos em questão estão totalmente equivocados.


Link:

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=plebiscito-vista-a-prazo&cod_Post=233181&a=112

O Presidente Lula, a Vale e os Neoliberais!!


O Presidente Lula está pressionando, fortemente, a empresa Vale (ex-Vale do Rio Doce) para que a mesma aumente os seus investimentos e agregue valor à sua produção, quase que totalmente concentrada na produção e exportação de matérias-primas, principalmente do minério de ferro.

O Presidente Lula deseja que a Vale transforme o minério de ferro em aço, agregando valor ao produto e, somente daí, promova a sua exportação.

E o Presidente Lula está absolutamente correto em sua postura!!

Se fizesse o que o Presidente Lula quer, a Vale e o Brasil lucrariam muito mais com as suas exportações e geraria empregos muito mais qualificados e muito melhor remunerados também.

E a pressão feita pelo Presidente Lula também se justifica devido ao fato de que o Governo ainda é um importante acionista da Vale, possuindo 41% do capital votante da empresa (através do BNDES e do fundo de pensão Previ, dos funcionários do Banco do Brasil).

A respeito deste assunto, os neoliberais defensores de uma Vale totalmente orientada para atender aos interesses exclusivos dos acionistas privados apresentam alguns argumentos extremamente pobres e que vou rebater abaixo, que são:


1) “A VALE é muiito melhor agora do que era. Deveria ser deixada em paz pagando os bilhões que paga em impostos e gerando divisas. O resto é blablabla da militancia”.

R – A Petrobras também é muito melhor agora do que há 10 ou 15 anos atrás e ela não foi privatizada. Portanto, este argumento não se sustenta.

A Vale, na verdade, se beneficiou imensamente do brutal aumento de preços dos minérios (principalmente do minério de ferro) e isso aconteceu DEPOIS que ocorreu a sua ‘privatização’ (na verdade, foi uma doação) no governo FHC por um valor ridiculamente baixo, de apenas US$ 3,3 Bilhões.

Além disso, quem disse que agregar valor ao minério de ferro, transformando-o em aço (como deseja o Presidente Lula), seria prejudicial à empresa e ao país? Desde quando produzir e exportar produtos com maior valor agregado prejudicam um país ou uma empresa? De onde saiu tamanha maluquice? Só pode ser da cabecinha de neoliberais, mesmo...

Os países mais ricos e desenvolvidos do mundo são justamente aqueles que produzem e exportam produtos de alto valor agregado. Mas, parece que os neoliberais esqueceram deste fundamental 'detalhe', não é mesmo??

Além disso, o Brasil exportou matérias-primas durante vários séculos e lucrou o que com isso? Enquanto estruturamos a nossa economia em torno de produção e exportação de matérias-primas, fizemos parte da periferia do planeta e do grupo de países mais atrasados e subdesenvolvidos.

Se quisermos, de fato, nos tornarmos um país de primeira classe, ou de Primeiro Mundo, teremos que investir intensamente na produção e exportação de produtos com maior valor agregado (como é o caso do aço), tal como deseja o Presidente Lula e qualquer pessoa que defenda o desenvolvimento econômico e social do Brasil.


2) “”O fato do BNDES e fundos de pensão (todos de estatais), fazerem parte do grupo controlador permite que essas instituições façam parte da direção da empresa e nao o governo de plantão. Se assim fosse, toda e qualquer empresa com financiamentos no BNDES deveria atender aquilo que o governo acha correto? Nesse caso a Votorantim também deveria obedecer o governo.”"

R – A Vale tem 41% do seu capital votante nas mãos do Governo e, logo, deve, sim, satisfações a esse mesmo governo quando toma qualquer decisão importante.

E que raio de empresa 'privada' é a Vale, se ela tem 41% do seu capital votante nas mãos do Governo brasileiro (via Previ e BNDES)?

Aliás, o Governo brasileiro é, justamente, o que possui, individualmente, o maior percentual de ações ordinárias (que dão direito aos acionistas de participar da administração da empresa) da Vale! Por isso, querer excluir o Governo brasileiro da gestão da Vale, como defendem os neoliberais, é um absurdo total!!!

E se empresas supostamente 'privadas' não querem que o governo interfira nos seus negócios, então porque se tornam sócias de fundos de pensão de estatais e pegam empréstimos num banco público, como o BNDES??

Se não desejam que o governo interfira em seus negócios, então que procurem sócios e empréstimos no setor privado, oras!!

Quem usa dinheiro público deve, sim, satisfações ao público. E o Governo está aí para isso mesmo, ou seja, pra defender os interesses do público.

É exatamente assim que funciona em todas as Democracias.

sábado, 17 de outubro de 2009

Obama pede estreia internacional para filme de Lula!!



Vejam só como a fase do Lula anda boa...

Notícia:


Ganhador do Nobel da Paz deste ano, Barack Obama é ídolo de muita gente. Mas quem será o ídolo de um dos homens mais poderoso do mundo?

Acreditem ou não, o nosso presidente, Luiz InácioLula da Silva, pode chegar bem perto deste título. Isso porque, depois de declarar publicamente sua admiração pelo governante brasileiro, Obama agora está fazendo uma solicitação bem curiosa.

Segundo o jornal "O Dia", o presidente americano pediu que a cinebiografia de Lula ("Lula, Filho do Brasil", de Fábio Barreto) tenha estreia internacional. Dessa forma, a produção entraria em cartaz nos cinemas americanos antes da data prevista.
Nos Estados Unidos, o filme tem estreia marcada para o fim de novembro, enquanto a data nacional é mais cedo, no dia 14 de novembro.

Link:

http://entretenimento.br.msn.com/famosidades/noticias-artigo.aspx?cp-documentid=22311036


Obs: Agora, é que o FHC corta os pulsos, mesmo... Ah, do jeito que a coisa vai, é capaz do filme sobre a vida do Lula ganhar um Oscar, pelo menos... Isso se não ganhar dois logo de uma vez...

A eleição presidencial de 2010 e a previsão de José Sarney!!

Segundo texto publicado no blog do Azenha, de autoria do jornalista Vilas Boas Corrêa, veterano analista político, Sarney disse que dificilmente Dilma irá se eleger no primeiro turno da eleição presidencial.

Mas, eu discordo inteiramente da previsão de Sarney e por vários motivos:

1) Dilma e Lula estão articulando uma ampla e vasta coligação para apoiar a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil e que deverá incluir, pelo menos, o PT, PMDB, PC do B, PDT, PTB, PP, PR e PSB e mais alguns partidos menores;

2) Ciro Gomes não será candidato à Presidência da República e o PSB apoiará Dilma;

3) Dilma terá cerca de 80% do tempo no rádio e na TV e terá muito o que mostrar;

4) Dilma terá o apoio total de Lula, cada vez mais popular, e que irá chamar a oposição para a briga com ele, como ficou claro na viagem para a região das obras de transposição do Rio S.Francisco;

5) Se Marina for candidata à Presidente, HH não será, pois elas iriam brigar pelo mesmo eleitorado. A candidatura de uma delas prejudicaria a da outra. O mais provável é que HH apóie a candidatura de Marina, caso esta se candidate realmente, e que saia candidata ao Senado por Alagoas;

6) Assim, deveremos ter poucas candidaturas à Presidência da República em 2010(Dilma, Serra e Marina) o que permitirá que a eleição seja resolvida no 1o. turno.

Com tudo isso, Dilma será eleita no 1o. turno e facilmente.

Manifestação pública contra a injusta condenação de Luis Nassif e em defesa da Liberdade de manifestação do pensamento!!


Manifestação pública contra a injusta condenação de Luis Nassif!!!

Essa Justiça brasileira é o fim da picada. Pseudo-jornalistas vivem de acusar e atacar a profissionais respeitados e íntegros (como o Nassif) e ficam impunes.

E o Nassif é que é condenado pela Justiça? Não podemos ficar quietos, sob o risco de que, daqui a pouco tempo, todos aqueles que se manifestam livre e democraticamente sejam silenciados por membros de uma Justiça conivente com os interesses de Grandes grupos empresariais privados que detém, virtualmente, o monopólio da Mídia em nosso país.

Quero sugerir a todos os membros do blog a realização de uma Manifestação pública contra essa condenação absurda contra um jornalista, Nassif, que pauta a sua atuação pela correção e pela ética.

Tal condenação violenta e desrespeita a Liberdade de manifestação do pensamento e de imprensa em nosso país e é uma ameaça à qual não podemos ficar omissos.

Que tal nos organizarmos e nos mobilizarmos a partir daqui?

Estou abrindo este tópico e todos aqueles que estiverem interessados em aderir à idéia, deixem aqui a sua mensagem de adesão, ok?

Depois, marcaremos uma data e local para o Ato. Talvez ele poderia ocorrer num Sábado de manhã, para que a afluência de público fosse maior.

E também faremos a divulgação do Ato em outros blogs (do Eduardo Guimarães, do Azenha, do PHA, etc,) e em comunidades da Net, pedindo o apoio dos responsáveis pelos mesmos para ajudar na divulgação do Ato.

Essa condenação contra o Nassif não pode passar em branco e temos que demonstrar toda a nossa indignação e revolta contra uma medida tão arbitrária e violenta, que ameaça ao nosso direito de livre expressão do pensamento, bem como a diversidade no debate de idéias em nosso país.

Ato em Defesa do Nassif e da Liberdade de Manifestação do Pensamento Já!

Link:

http://blogln.ning.com/forum/topics/manifestacao-publica-contra-a