Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Governo Lula dá continuidade aos governos de Vargas e Jango! - por Marcos Doniseti!


Governo Lula dá continuidade aos governos de Vargas e Jango!! por Marcos Doniseti


 Reproduzi aqui no blog o texto do Luiz C. Azenha, intitulado 'A patética Esquerda sem povo'. E gostei tanto do mesmo que decidi escrever uma análise com base nos pontos levantados pelo Azenha em seu brilhante texto.

Então, vamos lá:


"Azenha: Lula ‘roubou’ o povo das Esquerdas radicais!!".

Foi brilhante a conclusão do Azenha em seu texto.

E neste sentido, de 'roubar' o povo (prefiro a expressão trabalhadores, e irei usá-la no lugar de 'povo', ok?) das Esquerdas vanguardistas iluminadas pelo espírito de Marx, Engels, Lênin, Stálin, Mao e cia, Lula nem foi o primeiro a fazer isso no Brasil.

Getúlio Vargas também fez o mesmo, ao criar a legislação trabalhista e reconhecer os direitos dos trabalhadores que, pela primeira vez na história do Brasil, passaram a ser tratados como cidadãos e as suas reivindicações foram, em grande parte, atendidas pelo governo de Vargas.

E foi justamente por isso que Vargas se tornou verdadeiramente adorado pelos trabalhadores brasileiros da época, tal como acontece com Lula, hoje, que é respeitadíssimo entre os trabalhadores, mas é ainda mais admirado entre os pobres e os miseráveis.

Para mim, Azenha, Lula está completando as obras de Vargas e Jango. O primeiro reconheceu os direitos dos trabalhadores urbanos, o segundo criou a legislação trabalhista para o trabalhador rural (foi o governo Jango que elaborou o Estatuto do Trabalhador Rural e estimulou a sindicalização dos mesmos).

Porém, estas políticas trabalhistas tinham uma limitação: elas somente beneficiavam os trabalhadores com registro em carteira de trabalho e que estavam organizados em sindicatos.

Mas, e os demais, que existiam em grande número? E aqueles que permaneciam na informalidade e que nunca tiveram qualquer chance de ter acesso às leis trabalhistas criadas por Vargas e aprofundadas por Jango? Lula deu continuidade às políticas de inclusão social e política implantadas por Vargas/Jango e criou um conjunto de políticas públicas que beneficiam, justamente, a estes setores que, antes de Lula, não chegavam a se beneficiar com as leis sociais e trabalhistas que vigoravam no país há muitas décadas. Eram os excluídos.

E não foi apenas através de políticas de inclusão social (como o Bolsa-Família ou o ProUni) que Lula conseguiu isso mas, principalmente, através da geração de empregos formais (até o momento foram gerados quase 9 milhões deles no governo Lula), do controle da inflação (que é fundamental para se aumentar a renda dos mais pobres, pois estes não tem recursos para aplicar no mercado financeiro, como ocorre com os ricos e as classes médias mais abastadas... O governo Lula reduziu a taxa de inflação pela metade quando se compara com o governo FHC) e do aumento real do salário mínimo (acumula um aumento real de 46% no governo Lula até o momento).

A combinação de geração de empregos formais em número recorde, concessão do maior aumento real para o salário mínimo desde o governo Jango,a criação e ampliação de políticas de inclusão social e a redução da inflação pela metade fizeram com que o governo Lula terminasse a obra de Vargas/Jango, ou seja, a de construir um país melhor e digno Para Todos.

Não é à toa, portanto, que dezenas de milhões de brasileiros (o número exato somente iremos saber depois que o governo Lula acabar) subiram de classe social, ascendendo, principalmente, das classes D e E para a classe C.

Assim, pela primeira vez na história do Brasil temos, hoje, a chance de construir um país em que todos possam desfrutar de uma vida digna e mesmo aqueles que estão, ainda, no mais baixo degrau da escala sócio-econômica, tem possibilidades reais e concretas de melhorar de vida.

O governo Lula criou, para as classes D e E e mesmo para grande parte da classe C a possibilidade concreta e real de melhorar de vida. Tais segmentos, que são a maioria absoluta da população, nunca chegaram a se beneficiar, de fato, com as leis trabalhistas de Vargas/Jango.

Isso aconteceu não por culpa deles, é claro, mas em função do fato de que o processo de inclusão social iniciado por eles foi interrompido pela Ditadura Militar. Esta, aliás, foi instalada justamente para isso mesmo, ou seja, para destruir com aquele projeto de inclusão iniciado por Vargas e que teve continuidade com Jango, dizendo que o mesmo era sinônimo de ‘comunismo’, o que era uma gigantesca asneira, é claro.

Mas, o argumento ‘comunista’ colou junto às classes médias e altas da época e entre as Forças Armadas e isso resultou na derrubada do governo Jango. E o que a Ditadura Militar fez depois disso, Azenha? Intensificou o processo de exploração da força de trabalho, arrochando brutalmente os salários (foi por isso que o movimento sindical, tanto rural como urbano, foi duramente reprimido pela Ditadura), aumentando fortemente a concentração de renda e as desigualdades sociais.

E o estrago feito pela Ditadura nas áreas econômica e financeira (a falência do Estado, com o brutal aumento da dívida externa, o aumento da inflação, o forte crescimento do desemprego, o arrocho salarial) inviabilizaram qualquer tentativa de se redistribuir a renda em benefício dos mais pobres e dos trabalhadores na década seguinte ao fim da mesma.

Já o projeto neoliberal de Collor e de FHC, na verdade, radicalizou essa política implantada pela Ditadura Militar de aumentar a exploração da força de trabalho e não poderia, mesmo, portanto, resultar em qualquer melhoria para os trabalhadores e para os mais pobres.

Assim, coube ao governo Lula (apoiado pelos mais significativos movimentos sociais brasileiros, como o sindical, de sem-terra, sem-teto, estudantil, entre muitos outros) a tarefa de retomar o projeto de se construir uma Nação mais justa, igualitária, democrática, soberana (veja que a política externa do governo Lula é uma continuação da política externa independente que começou a ser implantada ainda no final do governo JK, que tinha Jango como Vice-Presidente) onde mesmo os trabalhadores, os mais pobres e os miseráveis possam ter a chance de ascender social, econômica, política e culturalmente.


E é neste aspecto, de se criar políticas que promoverm a ascensão das classes mais pobres, que entendo que o governo Lula é uma continuação do projeto de Vargas/Jango. E não é à toa que, principalmente nos casos de Vargas e de Lula, ambos conseguiram afastar os trabalhadores e os mais pobres dos grupos mais radicais das Esquerdas .

Aliás, Jango não conseguiu isso e teve que se aproximar das Esquerdas mais radicais e isso foi fundamental para que fosse derrubado pelas Direitas... Estas até aceitavam Jango como Presidente, mas desde que ele se afastasse dos grupos nacionalistas e esquerdistas mais radicais e adotasse políticas conservadoras, o que ele não aceitou, evidentemente.

E é por causa disso (e como você já disse, Azenha) que as Esquerdas radicais tem tanto ódio de Lula e do PT. Aliás, elas destilam contra Lula e o PT o mesmo ódio que direcionavam contra Vargas, Jango e o PTB e justamente pelo mesmo motivo: porque eles, com suas políticas trabalhistas de inclusão social, afastaram os trabalhadores das Esquerdas mais radicais.

Recentemente, Azenha, li o livro ‘O Imaginário Trabalhista’ (muito bom...recomendo a leitura), de Jorge Ferreira, onde ele conta que, na época do segundo governo Vargas, o PCB decidiu fazer oposição radical ao mesmo e, daí, os seus militantes começaram a ir para as portas das fábricas falar mal de Vargas, chamando-o de ‘agente do Imperialismo’ e outras imbecilidades do mesmo tipo.

Sabe o que aconteceu, Azenha? Os pecebistas passaram a levar um monte de pedradas e de pauladas dos trabalhadores. Estes ficaram com tanto ódio dos comunistas que quando Vargas se suicidou o primeiro prédio que os trabalhadores atacaram foi o do jornal do PCB.

Depois disso, o PCB percebeu o absurdo de se falar mal de Vargas e se aliou ao PTB e a Jango. Não duvido muito, Azenha, que daqui a alguns anos, as Esquerdas radicais percebam que essa oposição radical, maluca e suicida que fazem ao governo Lula, está afastando-as dos trabalhadores e dos mais pobres. E daí, mesmo que a contragosto, talvez elas voltem a se aproximar de Lula e do PT.

Então, o Azenha 'matou a charada' com este texto.

Links:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/2009/07/por-que-vargas-jango-e-lula-foram-os.html

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/2009/11/vargas-jango-e-nova-politica.html


http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/2009/11/vargas-o-ptb-eduardo-gomes-hugo-borghi.html


http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/2009/11/heranca-de-vargas-sem-querem-me.html

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/2009/12/lula-e-vargas-foram-perseguidos-e.html

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/2009/11/invencao-do-trabalhismo.html

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/2011/01/lula-e-sua-heranca-por-wanderley.html


http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/2011/01/governo-lula-fortaleceu-democracia-com.html

Azenha e os 'Esquerdistas radicais' sem povo!


O Luiz Carlos Azenha escreveu, em seu blog, um texto absolutamente brilhante e que ajuda a explicar, no plano político, porque César Benjamim e as Esquerdas mais radicais fazem ataques tão violentos ao governo Lula e ao PT. E como o texto ficou excelente eu decidi reproduzí-lo aqui no blog.

Vamos ao texto do Azenha, então:


A patética esquerda sem povo


por Luiz Carlos Azenha

O episódio envolvendo César Benjamin, a Folha de S. Paulo e o "estupro" do frágil militante do MEP (Movimento de Emancipação do Proletariado) tem um caráter didático.

Antes de avançar, no entanto, recorro à memória de meu pai, o seo Azenha, que um dia foi militante comunista no interior de São Paulo. Era, o seo Azenha, a contradição ambulante: empresário durante o dia, militante clandestino durante a noite. Fez muita besteira na vida. Mas, curiosamente, como imigrante português tinha uma surpreendente capacidade de rir de suas próprias besteiras. E das dos outros.

Durante a ditadura militar o seo Azenha costumava frequentar reuniões clandestinas em um sítio nas proximidades de Bauru. Tinha a disciplina dos stalinistas (só tocou nesse assunto em casa muitos anos depois, quando a ditadura tinha acabado). Mas talvez por ter sido empresário tinha uma visão não dicotômica do mundo. Gostava de rir do fato de que os militantes que vinham de São Paulo traziam cartilhas com as quais pretendiam doutrinar os locais para aplicar o comunismo chinês ou soviético ao Brasil.

Esse preâmbulo tem o objetivo de dizer que seo Azenha, como militante, jamais tirou proveito pessoal do fato de ter sido preso pela ditadura militar. Jamais usou isso para se fazer de herói. Ou para obter vantagens, materiais ou de status.

O que me leva de volta ao artigo de César Benjamin, uma construção "literária" em que o autor tenta estabelecer uma conexão sentimental com os perseguidos pela ditadura militar, com o objetivo de "desclassificar" Lula, o recém-chegado que, no mínimo, grosseiramente despreza os militantes históricos como o jovem do MEP e, no extremo, estupra o idealismo do jovem militante com o seu pragmatismo.

Pois é disso que se trata: do antigo embate entre a vanguarda -- à qual César Benjamin alega pertencer -- e o povo, essa massa disforme que não sabe bem o que quer e que depende das luzes da vanguarda para perseguir o seu caminho.

O que Lula fez, na prática, foi "roubar" o povo de César Benjamin.

Eu deveria escrever O POVO, essa construção mítica da cabeça da esquerda, cujas vontades devem ser moldadas e apropriadas para a construção de um FUTURO igualmente mítico e glorioso.

O problema de Benjamin é que Lula é esse POVO. Ao dirigir os metalúrgicos do ABC, Lula fez mais para destruir a ditadura militar que todas as reuniões e assembléias da esquerda brasileiras multiplicadas por dez. Pelo simples fato de que o POVO, na cabeça da esquerda brasileira, nunca foi mais que massa de manobra. A esquerda brasileira é, na essência, tão elitista quanto a direita.

Lula, gostem ou não dele, representa a política do possível. Do incrementalismo -- etapismo, diriam os outros. Do tomaládácá. Faz parte da tradição do "pai dos pobres", do "pai da Pátria", perfeitamente integrada à história brasileira.

É por isso que Lula, o estuprador, satisfaz a fantasia sexual da esquerda e da direita brasileiras. Ele é o predador, que precisa ser contido a qualquer custo. O predador que ameaça a ideia de que O POVO não sabe o que quer e precisa ser conduzido ao nirvana pela vanguarda. De esquerda ou de direita, tanto faz. Este é o nexo entre Otávio Frias Filho e César Benjamin. Ambos querem conduzir O POVO. Só falta combinar com ele.

Nota do Viomundo: O fato concreto é que a esquerda de hoje é uma esquerda eleitoral. Que depende de 50% + 1 para se manter no poder, no Brasil, na Venezuela ou no Uruguai. Ao aceitar esse jogo parte da esquerda abdicou de seu caráter revolucionário "a qualquer custo".

Link:

http://www.viomundo.com.br/opiniao/a-patetica-esquerda-sem-povo/

domingo, 29 de novembro de 2009

Mossadegh, os EUA, o Golpe de Estado de 1953 no Irã e o Golpe de 2016 no Brasil!! - por Marcos Doniseti!

Mossadegh, os EUA, o Golpe de Estado de 1953 no Irã e o Golpe de 2016 no Brasil!! - por Marcos Doniseti!

Este texto foi revisto e atualizado no dia 27/11/2016.
Mohammed Mossadegh foi Primeiro-Ministro do Irã, entre 1951-1953, período no qual nacionalizou a indústria do petróleo, o que contrariou os interesses da British Petroleum (empresa britânica). Em função disso, a CIA e o MI6 se uniram para derrubar o seu governo, que era liberal, democrático, cosmopolita, reformista e nacionalista.

Muitos talvez não saibam mas o Irã já teve, sim, um governo nacionalista, cosmopolita, liberal e democrático, que desejava integrar o país à comunidade internacional (mas de forma soberana) e que foi o de Mossadegh. 


Mossadegh era um advogado formado em universidades europeias, sendo um líder autenticamente democrático e, raridade no mundo, incorruptível.

Mossadegh, após ser eleito democraticamente, em 1951, instalou um governo laico e secular no Irã e, com maciço apoio popular, nacionalizou a indústria petrolífera do país, bem como adotou as primeiras leis sociais e trabalhistas. Isso o transformou no mais popular líder da história do Irã. 

Obs: O governo de Mossadegh nacionalizou a indústria de petróleo iraniana em 1951 e foi derrubado por um Golpe de Estado comandado pela CIA. O governo de Getúlio Vargas fez o mesmo, no Brasil, criando a Petrobras e o monopólio estatal do Petróleo. Resultado? Foi derrubado por um Golpe que contou com importante participação dos EUA e dos aliados internos deste (Grande Mídia, UDN, militares, empresários). O suicídio de Vargas e a divulgação da Carta-Testamento provocaram uma gigantesca reação popular, que levou o Golpe à derrota naquele momento (Agosto de 1954). E mais recentemente o governo Lula nacionalizou o Petróleo do pré-sal (por meio da criação do Regime de Partilha, no final de 2010). Resultado? Tivemos o Golpe de 2016, que destruiu o Regime de Partilha e entregou o petróleo do pré-sal para o capital estrangeiro, sem exigir qualquer contrapartida dos países que serão beneficiados por tal medida. O pré-sal possui uma das maiores reservas do mundo, estimadas em até 176 bilhões de barris de petróleo e de gás natural.

Na prática, Mossadegh foi uma mistura de D.Pedro I e de Getúlio Vargas do Irã, pois ao nacionalizar a indústria petrolífera ele, de fato, proclamou a Independência do país, pois o petróleo era, virtualmente, a única fonte de geração de riquezas nacional. 

E tal como Vargas, Mossadegh também foi o responsável pela criação das leis sociais e trabalhistas da nação iraniana. 
'Todos os Homens do Xá': O ótimo livro de Stephen Kinzer mostra como os EUA e a Grã-Bretanha (por meio da CIA e do MI6) derrubaram o governo democrático de Mossadegh. O livro se baseou em documentos oficiais do governo dos EUA.

Porém, em 1953 o seu governo foi derrubado por um Golpe de Estado amplamente financiado, planejado, organizado e executado pela CIA e também pelo serviço secreto britânico (MI6), sendo que o Golpe contou com o conhecimento e o apoio de Churchill e de Eisenhower.


Mas justiça seja feita: Quando o governo britânico apresentou a Truman, ainda em 1952, a proposta de derrubarem, juntos, ao governo de Mossadegh, o então presidente dos EUA rejeitou a ideia. Foi somente depois que Eisenhower assumiu a Presidência do país, no final de Janeiro de 1953, que o mesmo deu o seu aval para que o Golpe fosse levado adiante. 

Foi justamente a nacionalização da indústria petrolífera iraniana pelo governo de Mossadegh que desencadeou o Golpe de Estado organizado pelos EUA e pela Grã-Bretanha, pois esta última perdeu o domínio praticamente total que exercia sobre o petróleo iraniano, através da atuação da empresa que, depois, passou a se chamar de 'British Petroleum'.

O livro 'Todos os Homens do Xá', de Stephen Kinzer (jornalista do 'The New York Times'), que foi baseado em documentos oficiais do governo dos EUA, conta toda a história deste Golpe, que instalou, com total apoio dos EUA e dos países democráticos do Ocidente, uma ditadura brutal e corrupta no Irã, liderada pelo Xá Reza Pahlevi, e que somente foi derrubada depois de quase 26 anos, em 1978/1979, pela Revolução Islâmica comandada pelo Aiatolá Khomeini.
O MI6 britânico e a CIA ianque atuaram juntos no Golpe de Estado que resultou na derrubada do governo nacionalista, reformista e democrático de Mossadegh, no Irã, em 1953. 

Tal Golpe foi possível, mostra Kinzer, porque toda a elite iraniana foi subornada pela CIA: políticos, militares, altos funcionários do governo. Até mesmo arruaceiros e lutadores de academias foram pagos para participar do Golpe.


 A CIA também chegou a forjar uma manifestação comunista em Teerã, a fim de convencer a população de que o Partido Comunista do país (Tudeh) estava se preparando para promover um Golpe de Estado e tomar o poder, o que era totalmente falso, é claro. 

Assim, a CIA pagou para que centenas de pessoas marchassem pelas ruas de Teerã, disfarçadas de comunistas, para convencer os iranianos que um Golpe de Estado comunista estava em andamento no país e que Mossadegh estava envolvido no mesmo. 

É verdade que existia um ativo e importante partido Comunista no Irã (o Tudeh) atuando naquela época, mas isso acontecia porque o governo de Mossadegh era democrático. Em seu governo, todas as forças políticas (de Direita, Centro, Esquerda, os Aiatolás) podiam atuar politicamente e de forma livre. 

Assim, o Irá era, de fato, um país democrático. 

Aliás, numa das ironias da história, o livro de Kinzer mostra que os Aiatolás iranianos também foram subornados pela CIA para ajudar a derrubar o governo democrático e constitucional de Mossadegh no Golpe de 1953. 

E um destes aiatolás chamava-se.... Khomeini, o mesmo que em 1978/79 liderou uma Revolução Islâmica que derrubou a ditadura do Xá Reza Pahlevi e que rompeu relações diplomáticas com os EUA, ao qual o governo dos Aiatolás passou a chamar de 'Grande Satã'.

É como dizem os espanhóis: Não crie corvos, pois quando eles crescerem irão comer os seus olhos. 
Churchill e Eisenhower foram os responsáveis por permitir que CIA e MI6 se unissem para promover o Golpe de Estado que derrubou o governo democrático, nacionalista, liberal e reformista de Mossadegh.

Mas o fato concreto é que, em 1953, esses mesmos Aiatolás aceitaram de bom grado o dinheiro do 'Grande Satã', contribuindo fortemente para derrubar o governo democrático e liberal de Mossadegh, pois influenciaram o comportamento de milhões de iranianos que seguiam a sua liderança. 

A ditadura do Xá Reza Pahlevi durou quase 26 anos (1953-1979) e era uma das mais corruptas e assassinas do mundo, fato este que nunca impediu que ela recebesse o total apoio do 'Ocidente Democrático' (EUA-Europa Ocidental). Com isso, o regime do Xá Reza Pahlevi passou a ser odiado pelo povo iraniano e, ao longo do tempo, o mesmo acabou descobrindo toda a verdade do envolvimento dos EUA e da Grã-Bretanha no Golpe que derrubou Mossadegh.

E é por isso que os iranianos passaram a ter uma grande desconfiança em relação aos EUA e ao Ocidente como um todo, pois sabem que estes instalaram no poder, apoiaram e sustentaram uma ditadura brutal, corrupta e assassina, que foi a do Xá Reza Pahlevi, cujo serviço secreto do país (Savak) ficou mundialmente famoso pelas cruéis torturas que aplicava nos prisioneiros. 

Esta é a origem dos conflitos entre o Irã, os EUA e o Ocidente, mas que a Mídia ocidental faz questão de esconder da opinião pública.

Derrubar Mossadegh foi, talvez, a mais trágica decisão que os EUA e o Ocidente tomaram em relação ao Oriente Médio, pois se o governo de Mossadegh tivesse sido bem sucedido, teríamos tido a transformação do Irã num país democrático, liberal, cosmopolita, reformista, com um governo laico e secular, enfim, o Irã teria se transformado num país moderno, que serviria de modelo e de exemplo a ser seguido por outros países muçulmanos. 

Além disso, Mossadegh se via como um aliado dos EUA e do Ocidente democrático. 
Jimmy Carter, então Presidente dos EUA, visita o Xá Reza Pahlevi, em Teerã, em Dezembro de 1977. Apesar de usar de um discurso voltado para a defesa dos direitos humanos, Carter nunca deixou de apoiar o governo assassino e corrupto Pahlevi, cujo serviço secreto torturou e assassinou dezenas de milhares de pessoas durante o seu período de governo (1953-1979). 

Caso estes tivessem optado por apoiar e sustentar o seu governo, teríamos visto a construção de um Irã integrado ao Mundo em vez de um país comandado por Aiatolás extremistas e fundamentalistas e que chamam os EUA de Grande Satã. 

Afinal, foi o Golpe de 1953 que, ao derrubar Mossadegh, fez com que a oposição à Ditadura do Xá Reza Pahlevi passasse a ser liderada não mais por um movimento nacionalista, democrático, liberal, reformista laico e secular (o de Mossadegh) mas pelos Aiatolás extremistas e fundamentalistas. 

E o resultado de todo o rancor e desejo de justiça que foi acumulado pelos iranianos, durante várias décadas de Ditadura do Xá Reza Pahlevi (cuja família vivia no luxo e que possuía bilhões de dólares, roubados dos iranianos, depositados na Suíça), foi a vitória da chamada 'Revolução Islâmica', em 1979, que colocou no poder o Aiatolá Khomeini, que foi um dos subornados pela CIA na época do Golpe que derrubou o governo democrático de Mossadegh, em 1953. 

No lugar de uma Nação moderna, laica, secular, democrática, pluralista, justa e integrada ao mundo, o que temos é um Irã profundamente desconfiado de todas as intenções dos EUA e do Ocidente, pois estes foram os grandes responsáveis pela destruição do único governo verdadeiramente democrático e reformista que existiu na moderna história do Irã, que foi o de Mossadegh.

Aliás, mesmo nos dias atuais, Mossadegh é, ainda, o mais popular líder político da história do Irã, sendo muito mais popular do que o próprio Aiatolá Khomeini.

Portanto, sempre que vejo os governos e a imprensa ocidental atacarem o Irã porque este tem um governo teocrático e comandado por Aiatolás extremistas e autoritários, sem nunca esclarecer o papel desempenhado pelos EUA e pela Grã-Bretanha na derrubada do único governo democrático da história do Irã, eu sinto um profundo asco e desprezo por esta imprensa e por estes governos ocidentais que se dizem 'democráticos'.
Grupo de lutadores que foi subornado pela CIA e que saíram pelas ruas de Teerã promovendo arruaças, a fim de enfraquecer e derrubar o governo de Mossadegh por meio de um Golpe de Estado que ganhou o nome de 'Operação Ajax'. Um agente da CIA (Kermit Roosevelt, neto do ex-Presidente Theodore Roosevelt) teve um papel fundamental na vitória do Golpe. 

Links:

O Golpe que derrubou Mossadegh:

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/5657/hoje+na+historia+1953++golpe+no+ira+depoe+mossadegh.shtml

CIA admite que derrubou o governo de Mossadegh em 1953:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/08/1328971-cia-admite-ter-tramado-golpe-no-ira-em-1953.shtml

Mossadegh e o Golpe de 1953 no Irã:

http://diplo.org.br/2007-09,a1913


Documentário sobre o Golpe de 1953 no Irã, que derrubou o governo de Mossadegh, que havia nacionalizado a indústria petrolífera:

A Revolução Cubana, os EUA, a Emenda Platt, a Máfia e a Ditadura de Fulgêncio Batista!


O Francisco Venancio escreveu um ótimo texto sobre a política externa no blog do Nassif e eu o postei aqui no blog.

Mas, quero fazer algumas observações sobre o trecho abaixo do texto do Francisco. Então, vamos lá:


"Cuba e Irã realizaram golpes contra ditaduras apoiadas pelos EUA há mais de 50 anos no caso cubano e 30 anos no caso iraniano. Cuba nunca conheceu um regime democrático e o Irã não conhece um a mais de 55 anos.".


R - Na verdade, Cuba e Irã não realizaram 'golpes' contra ditaduras, mas Revoluções populares, que possuíam um forte caratér nacionalista, para se obter uma autêntica e verdadeira independência nacional.

A Revolução Cubana derrubou uma Ditadura apoiada e financiada pelos EUA, a de Fulgêncio Batista, e que se associara à Máfia norte-americana na exploração do jogo, da prostituição e do tráfico de drogas.

A economia cubana era que totalmente dominada pelos EUA, principalmente o setor açucareiro, que era a grande fonte de riqueza do país na época. E Cuba sofreu, desde 1898, a interferência dos EUA no seus assuntos internos, chegando ao extremo de incluir na Constituição cubana da época um artigo que permitia que os EUA invadissem a Ilha sempre que os seus interesses fossem contrariados (foi a "Emenda Platt"... Platt foi o nome do Senador dos EUA que elaborou a emenda).

E de fato Cuba sofreu várias intervenções militares dos EUA durante várias décadas. Era a época da política do 'Big Stick' ou o 'Grande Porrete'. O nome desta política já mostra do que se tratava

Depois, com Roosevelt, e em função das mudanças no cenário internacional na década de 1930, os EUA adotaram a chamada política da 'Boa Vizinhança', interrompendo as intervenções militares na região, mas passando a instalar no poder governos direitistas apoiados nas Forças Armadas e nas classes empresariais locais. Isso deu origem à ditaduras duradouras, como a da família Somoza na Nicarágua, a de Trujillo na República Dominicana e assim por diante.

Logo, a sua afirmação de que Cuba nunca teve um governo democrático é absolutamente correta. Aliás, a época em que mais tivemos democracia e liberdade em Cuba foi no período 1959/1961, ou seja, até antes da Invasão da Baía dos Porcos.

Mas, os EUA aproveitaram estas liberdades para organizar centenas de atentados contra Cuba, atingindo principalmente alvos econômicos, com o objetivo de desestabilizar e de derrubar o governo de Fidel.

Foi em função destes atentados e da Invasão da Baía dos Porcos que Fidel decidiu fechar o regime e implantar um governo que passou a não tolerar mais a existência de oposição organizada no país.

Assim, os EUA tiveram um papel fundamental na implantação de regimes autoritários em Cuba, tanto antes, quanto depois da Revolução Cubana de 1959.

A Revolução Cubana, originalmente, tinha um programa de libertação nacional, visando recuperar, para os cubanos, o controle da economia e do governo do país, rompendo com a hegemonia quase total dos EUA na Ilha. Entre os líderes revolucionários cubanos, apenas Che Guevara e Raul Castro eram comunistas. Os demais eram nacionalistas, incluindo Fidel.

Foi a agressividade da política norte-americana contra o governo cubano que jogou este nos braços da URSS e foi por isso que o país se tornou Socialista, pois necessitava do apoio de um outro país que passasse a fornecer ajuda econômica e militar, pois os EUA haviam imposto um brutal Bloqueio Econômico e que, inclusive, dura até os dias atuais.

A política externa brasileira no governo Lula!!


Um leitor do blog do Nassif, Francisco Carvalho Venancio, escreveu um ótimo texto sobre a política externa brasileira do governo Lula. Vamos ao mesmo, então:


Comecemos por apontar que a ampla crítica colocada aqui é do André Araujo, o 'El País' se limitou a questionar a visita do presidente do Irã.

Segundo, o André faz uma confusão ao falar do Brasil 'urinando no bar do G20', pois o grupo das 20 maiores economias do mundo (ao contrário do G8) se reúne para discutir exclusivamente o sistema econômico-financeiro. A visita do Ahmadinejad nada tem a ver e em nada influência o regime do G20.

Que o Brasil não trará magicamente a paz ao Oriente médio é obvio. Daí a dizer que deveria isolar o Irã vai uma distância grande. A política externa brasileira é que isolar nações não ajuda a resolver questões internacionais. Ao receber Ahmadinejad o Brasil dá um claro sinal que essa é a posição adotada, servindo para demonstrar a forma que o Brasil usa para lidar com questões internacionais, ouvir todos os lados.

Deixando claro para a comunidade internacional como o Brasil pode ser “usado” para mediar conflitos através de suas relações pacíficas com todos os envolvidos. Um forte argumento para as pretensões brasileiras, especialmente para membro permanente do conselho de segurança da ONU (vale lembrar que o Brasil passará a ser membro temporário no início de 2010).

O caso Battisti dispensa maiores considerações. A crítica apresentada pelo André é rasa e mesquinha. A constituição brasileira estabelece como princípios básicos da política externa brasileira a concessão de asilo político e a prevalência dos direitos humanos. Tarso Genro entendeu que Battisti foi perseguido em seu julgamento, não teve um julgamento justo, por isso concedeu o refúgio.

Esse julgamento não se pauta por entendimentos de vantagens ou interesses do país. O Brasil é um país que acolherá perseguidos, independentemente de seus custos para tal ação. Vale lembrar que o presidente ainda não tornou pública sua decisão sobre extraditar ou não Cesare Battisti.

A posição brasileira é que a democracia é um processo irreversível na América Latina. Nenhum país pode retroceder de um regime democrático. Dentro desses princípios a posição brasileira a respeito de Honduras não poderia ser diferente. Pressiona para o restabelecimento da democracia no país, na forma da recondução de Manuel Zelaya à Presidência. O refúgio dado a Zelaya na embaixada segue as considerações feitas acima sobre Battisti.

A democracia é um princípio fundamental para o Brasil, e sua prevalência na América Latina é essencial para a paz regional. Não se pode usar, como pretende o André, a história de guerrilhas e sangue na região como desculpa para desfazer um regime democrático. Pelo contrário, tal história deve ser um lembrete sobre as conseqüências da ausência da democracia e do estado de direito plenos.

Cabe diferir entre Honduras de um lado e Cuba e Irã do outro. Enquanto a situação hondurenha é de um golpe sobre um regime democrático em pleno exercício, Cuba e Irã realizaram golpes contra ditaduras apoiadas pelos EUA há mais de 50 anos no caso cubano e 30 anos no caso iraniano. Cuba nunca conheceu um regime democrático e o Irã não conhece um a mais de 55 anos. Já Honduras estava sobe regime democrático desde 1982, o recado brasileiro é que golpes militares não são uma forma de aceitável de política na região.

A política externa brasileira é realmente uma política muito distinta da “realpolitk” de Stalin, é pautada por cálculos totalmente distintos. Seus princípios não são negociáveis. Pode se discutir a conveniência de uma política externa pautada tão fortemente em princípios, mas dizer que é movida por ideologia e que não há nada pior para uma política externa é um erro gigantesco.

Em defesa da política externa brasileira!


Um leitor do blog do Nassif, Andre Araujo, publicou um comentário bastante crítico, que recebeu bastante destaque no blog, sobre a política externa brasileira. Porém, ele fez uma confusão danada pois, no seu texto, misturou opiniões próprias com outras emitidas pelo jornal espanhol 'El País'. Daí, fica-se sem saber o que é opinião do "El País" e o que é opinião dele, Andre.

Selecionei alguns trechos do texto dele e fiz minha análise dos mesmos. Então, vamos lá:


1) "A primeira operação desligada do interesse nacional foi o asilo politico a Cesare Battisti, beneficiando um cidadão italiano condenado por crimes cometidos na Italia e julgados pela Justiça italiana".


R – O Brasil tem tradição em conceder refúgio para perseguidos políticos. Até Stroessner, ex-ditador paraguaio, aliado dos EUA, se asilou no Brasil. E a Direita brasileira nunca reclamou disso.

E a Itália se recusou, recentemente, em extraditar Salvatore Cacciola, que possui dupla nacionalidade (brasileira e italiana), cometeu crimes no Brasil, foi julgado e condenado pela Justiça brasileira e, mesmo assim, a Itália recusou-se a extraditá-lo para o Brasil.

Portanto, o governo italiano não tem moral alguma para requisitar a extradição de Battisti, que foi condenado com base em leis de exceção (ou seja, de natureza ditatorial) que vigoravam na Itália na época.

E ele foi condenado sem que nenhuma prova material, concreta, dos seus crimes tenha sido apresentada num julgamento que foi realizado à sua revelia.


2) "Alem disso, e mais contundente ainda, a esquerda italiana, pelos seus lideres endossa a condenação de Battisti, a unica causa que une a Italia da direita à esquerda.".


R – A Itália, no momento, não possui um governo de Esquerda, mas de Direita, comandado por um Primeiro-Ministro que até aprovou imunidade para todos os seus atos, e do qual participam membros de movimentos separatistas e neofascistas (caso da Liga Norte, separatista e que é liderado por Umberto Bossi, e do ex-Movimento Social Italiano, neofascista e que é comandado por Gianfranco Fini).

Recentemente o governo italiano aprovou leis de caráter policial e xenófobas, contra os imigrantes ilegais no país.

E a Esquerda italiana, de fato, tornou-se bastante conservadora nos últimos anos.

O PCI (Partido Comunista Italiano) virou PDE (Partido Democrático da Esquerda) e agora é apenas PD (Partido Democrático), tendo pouco ou nada a ver com o antigo PCI. Mais um pouco e o partido passará a se chamar Partido Fascista…

Mas, quem governa o país é a Direita e a Extrema-Direita.


3) "A segunda operação aonde não se enxerga o interesse nacional é a de Honduras, aonde o Brasil bancou um lado de um jogo politico em um Pais aonde nunca existiu nem remotamente interesse brasileiro em jogo.".


R – O interesse brasileiro, e também latino-americano, existe, sim, pois caso o Golpe de Estado hondurenho seja reconhecido e torne-se vitorioso, isso estará reforçando as tendências claramente golpistas das Direitas latino-americanas, que possuem uma larga tradição em apoiar Golpes de Estado e Ditaduras Militares na região.

E uma nova onda de Golpes de Estado poderá se alastrar por toda a América Latina. Basta ver que as Direitas dos demais países latino-americanos apoiaram o Golpe de Estado hondurenho. A Grande Mídia brasileira apoiou ostensivamente o Golpe hondurenho e até chegaram a mentir de maneira descarada, a fim de justificar o seu apoio ao Golpe, quanto ao Presidente legítimo de Honduras, Manuel Zelaya, atribuindo a eles intenções continuístas que nunca existiram.

Aliás, não custa nada lembrar que foi na América Central, na Guatemala, em 1954, que começou a onda de Golpes de Estado (organizados, financiados e apoiados pela CIA) que instalaram Ditaduras Militares por toda a América Latina nas décadas de 1960 e 1970.

E tal como em Honduras, agora, na Guatemala também tivemos a derrubada de um governo que promovia reformas econômicas e sociais que beneficiavam aos trabalhadores e aos mais pobres, como a reforma agrária e maiores investimentos públicos na área social. Por isso, o governo guatemalteco, liderado por Jacobo Arbenz, foi acusado pelo governo dos EUA de ser 'comunista' e isso serviu de justificativa para o Golpe, que deu origem a uma Ditadura Militar brutal e provocou uma guerra civil durou até a década de 1980 e que matou mais de 300 mil guatemaltecos.

Logo, é interesse do Brasil, e de todos os países verdadeiramente democráticos da América Latina, em apoiar a Democracia em toda a região.

Quem se saiu muito mal na questão hondurenha, aliás, foi o governo Obama, que claramente apoiou o Golpe de Estado e foi conivente com a manutenção do governo golpista do país, decepcionando toda a América Latina, que esperava uma postura diferente dele em relação ao Golpe.

Com o seu apoio, mesmo que envergonhado, aos Golpistas hondurenhos, passou a existir uma forte desconfiança, em toda a América Latina, de que o governo Obama pouco irá mudar a política externa dos EUA para a região, repetindo quase que a mesma política adotada pelo governo neofascista de George Bush.


4) "O terceiro movimento foi a recepção ao Presidente iraniano, que queimou o filme do Brasil exatamente junto ao fechado clube aonde o Brasil pretende ingressar."

R - Qualquer pessoa minimamente informada sobre a questão do Oriente Médio sabe que o Irã tem um papel fundamental em qualquer tentativa de se resolver os conflitos na região. Não há solução possível para os conflitos do Oriente Médio sem a participação do Irã neste processo.

Portanto, isso significa que quem defende que o Irã seja excluído e isolado, sem estabelecer qualquer negociação com o seu governo, está defendendo, na prática, a continuidade das guerras e dos conflitos na região.

Enquanto todos os atores diretamente envolvidos nos conflitos do Oriente Médio não negociarem entre si, não haverá qualquer possibilidade de se resolver tais conflitos.

Excluir e isolar o Irã seria um erro tão grande quanto agir desta maneira com Israel, com os Palestinos ou com a Síria.

Portanto, o fato do governo Lula ter recebido o representante de Israel, da Autoridade Palestina e do Irã aponta justamente para isso, ou seja, para a necessidade de se dialogar com todos os lados envolvidos nos conflitos do Oriente Médio e também de que eles dialoguem entre si. Esta é a única saída para a região.

Se os EUA, a UE ou qualquer outro país ainda não descobriu isso, então eles estão totalmente despreparados para encontrar qualquer solução para a região. Ou então não tem interesse algum em resolver tais conflitos.

Sem um amplo diálogo entre todos os envolvidos nos conflitos não se resolverá coisa alguma por lá.

Portanto, todas as críticas contidas no texto do Andre Araujo à política externa brasileira estão equivocadas e não tem nenhuma base na realidade.

Aliás, como já afirmei, o texto do Andre Araujo é muito confuso, não permitindo aos leitores deduzir o que foi que o 'El País' publicou daquilo que é a opinião dele.

O texto dele dá a entender que o conteúdo do mesmo foi totalmente extraído da matéria do 'El País', o que não parece ser o caso. A maior parte do texto parece ser a opinião do Andre e não do 'El País'.

Na próxima vez em que for comentar algum texto de jornal ou de publicação estrangeira, seria bom que o Andre Araujo fizesse o favor de diferenciar o que é a opinião da publicação daquilo que é a opinião dele.

Link:

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/29/a-critica-a-diplomacia-brasileira/

Eliane Cantanhede avisa: campanha do PSDB/DEM/PIG contra Lula e Dilma se inspirará em Goebbels e será recheada de sujeiras e de baixarias!


Vejam o que a pseudo-jornalista demo-tucana da 'Folha', que é casada com um marketeiro do PSDB/DEM chamado Gilney Rampazzo, escreveu em sua coluna dominical:

“O debate político, portanto, entra numa nova fase de embate, abstrato, difuso, permeado por sentimentos e emoções. No centro, as personalidades, ou, como diz o próprio Benjamin, “a complexidade da condição humana”. Ganha, no grito, quem tem mais meios e mais marketing. Lula tem sido imbatível nisso.”. por Eliane Cantanhede

Traduzindo esse discurso hipócrita da esposa do marketeiro do PSDB/DEM e que é típicamente tucano:

O que teremos de sujeiras, baixarias, apelações, falsas acusações e ofensas na campanha eleitoral de 2010 não está no gibi. Esta será a estratégia tucana-demoníaca para 2010: jogar o nível da campanha eleitoral no esgoto. Afinal, eles são ratos e já estão acostumados com a vivência em ambientes putrefatos, não é mesmo?

Debater os problemas nacionais e possíveis soluções para os mesmos? Esqueçam. Campanha eleitoral não é para isso, na visão da sra. Cantanhede e seus aliados do PSDB/DEM.

A estratégia tucana-demoníaca, e que será adotada com total apoio da Grande Mídia em 2010, será baseada no 'grande' ensinamento de Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler: repita uma mentira mil vezes e ela acabará se transformando numa verdade.

Assim, o que interessa, para a Grande Mídia e para a oposição demo-tucana, é acusar Lula e Dilma de serem os responsáveis por tudo de ruim que aconteceu na história da Humanidade e mostrá-los, para o eleitor, como encarnações do Mal absoluto.

Afinal, o que interessa, mesmo, é discutir o ‘caráter dos governantes’, não é mesmo, sra. Cantanhede?

Quem terá paciência e estômago para tanta sujeira, afinal?

Perguntas para os defensores de César Benjamim!!


Abaixo, faço algumas perguntas para os defensores de César Benjamim:

1) Quando César Benjamim irá PROVAR a acusação que fez contra o Presidente Lula? Porque, até o momento, Benjamim não apresentou uma única prova sequer a respeito da acusação que fez contra o Presidente Lula? Fará isso algum dia? Duvido.

2) Por que nenhuma das testemunhas que participaram da reunião, realizada em 1994, confirmou que Lula estava falando seriamente a respeito do 'menino do MEP'? Alguns, como Paulo de Tarso, dizem não se lembrar da conversa (algo normal, afinal a mesma ocorreu há 15 anos; quem se lembra de tudo o que ouviu numa conversa que ocorreu há tanto tempo, afinal?).
Enquanto isso, o cineasta Silvio Tendler, que participou da reunião, disse que Lula falou tudo aquilo em tom de sarcasmo, de ironia e que ele fazia isso o tempo inteiro.

3) Por que nenhum dos inúmeros presos com os quais Lula dividiu cela no DOPS durante 31 dias confirmou a história de César Benjamim?

4) Como Lula conseguiria dividir cela no DOPS com tantas pessoas e nenhuma delas percebeu qualquer coisa de anormal no seu comportamento durante tanto tempo?

5) Se Lula fez o que fez, segundo Benjamim, como é que ninguém, na época, comentou nada a respeito, nem na prisão e nem fora dela? No mínimo, tais fatos teriam chegado ao conhecimento dos presos que estavam na cela junto com Lula, teriam se espalhado pelo DOPS, Romeu Tuma e os policiais do mesmo teriam tomado conhecimento da história e a imprensa acabaria, também, sendo informada do que ocorreu. Por que nada disso aconteceu, afinal? Cabe a César Benjamim dar uma explicação convicente para tudo isso. A mais óbvia e lógica é a de que nada disso aconteceu porque o fato relatado por Benjamim também não ocorreu.

6) Se César Benjamim não apresentou uma única prova sequer do que disse e ninguém mais confirmou o seu relato, então como as suas acusações contra o Presidente Lula podem ser levadas à sério? E não estou falando apenas dos que participaram da reunião, mas também das inúmeras pessoas que dividiram cela com Lula no DOPS durante 31 dias. E não foram poucas.

7) Não se esqueçam: o ônus da prova cabe a quem acusa e não a quem é acusado.

Portanto, cabe a César Benjamim provar o que disse e obter testemunhos confiáveis e sérios que corroborem as suas afirmações.

Do contrário, Benjamim cometeu crime.

Artigo de César Benjamim: Ombudsman da 'Folha' admite que jornal não fez Jornalismo!


Vejam o que o ombudsman da 'Folha' escreveu hoje no jornal:


Deu na Folha de S. Paulo

Observações sobre o artigo de César Benjamin

De Carlos Eduardo Lins da Silva, ombudsman:

Recebi até as 19h de anteontem 31 mensagens de leitores a respeito do artigo de César Benjamin sobre o filme "Lula, o Filho do Brasil", publicado na edição daquele dia.

Como já disse aqui diversas vezes, não faz parte do escopo de trabalho do ombudsman emitir juízo de valor sobre textos opinativos, como esse, publicados no jornal.

Neste caso, há duas observações técnicas cabíveis.

Primeiro, a de que concordo inteiramente com o leitor Carlos Alberto Bárbaro, para quem "não há outra opção ao jornal que publica artigo tão impactante quanto o de César Benjamin que a de, com suas equipes, tentar reconstituir os fatos narrados pelo autor".

Segundo, a de que é indispensável oferecer ao outro lado espaço e destaque similares para defender pontos de vista opostos aos do artigo de sexta-feira.

O ideal seria a apuração factual dos eventos relatados e os argumentos contraditórios saírem com o artigo. O resultado da apuração começou a ser editado ontem. Que se complete e se publique o contraponto o mais rápido possível.



Obs: Traduzindo isso daí é que o próprio ombudsman da 'Folha' admite que a mesma não fez jornalismo ao publicar ao texto de César Benjamim, pois o jornal:

1) não apurou a veracidade dos fatos relatados por Benjamim antes da publicação do texto;

2) tampouco foi ouvir representantes do outro lado e nem as testemunhas citadas no texto de Benjamim.

Desta maneira, e mais uma vez, a 'Folha' ignorou as regras básicas do verdadeiro Jornalismo.

Isso comprova que a 'Folha' se transformou num panfleto neofascista de quinta categoria e que não serve nem para que passarinhos possam c... em cima.

A "Folha" morreu para o Jornalismo. Agora, é um panfleto que representa os interesses da Extrema-Direita tupiiquim. Nada além disso.

Link:

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/11/29/observacoes-sobre-artigo-de-cesar-benjamin-245496.asp

sábado, 28 de novembro de 2009

Luiz Antonio Magalhães mostra quem é César Benjamim!


O texto abaixo foi escrito pelo blogueiro Luiz Antonio Magalhães em seu blog e vale a pena conferir o mesmo:


Este blogueiro conhece pessoalmente César Benjamin. Já viajou com Cesinha de São Paulo a Itaici, pernoitou no mesmo alojamento que o editor, em um evento do MST e outras entidades da Consulta Popular, em 1998. Esteve com ele em outras reuniões, todas ligadas ao MST.

Há duas considerações a serem feitas sobre Benjamin: primeiro, o autor deste blog não conhece nenhuma outra pessoa, nem mesmo Diogo Mainardi ou Reinaldo Azevedo, que tenha pelo presidente Lula o mesmo ódio professador por Cesinha.

O que ele diz em privado sobre Lula supera em muito o que escreveu para a Folha de S. Paulo nesta sexta-feira. Desde Itaici, o autor destas Entrelinhas avalia que tanto ódio é uma questão para ser examinada à luz da psicanálise, não da política.

Em segundo lugar, o blogueiro se espantou com a quantidade de comprimidos ingeridos pelo personagem em questão. Bem, talvez resida aí a explicação para o artigo: Cesinha pode ter esquecido de tomar algum dos seus tarja preta antes de batucar a excrescência publicada pela Folha de S. Paulo.

Falando sério, o que espanta não é César Benjamin ter escrito o que escreveu, mas a Folha ter publicado o que publicou. Talvez o pessoal lá também tenha esquecido de tomar algum medicamento... No mais, é certo que não vai dar em nada, o acusador é tão desqualificado, já tentou os mesmos golpes no passado, sempre sem sucesso.

No fundo, no fundo, César Benjamin gostaria de ter sido um Zé Dirceu. Não conseguiu, frustrou-se. É uma pobre alma atormentada, "a loser", como diriam os norte-americanos. Nada mais do que isto.

Em tempo: nem o PSTU acredita em César Benjamin, conforme reportagem da Agência Estado, no trecho a seguir: "Lula foi detido pela polícia política no dia 19 de abril de 1980 e libertado no dia 20 de maio. Nesses 31 dias chegou a dividir a cela com até 18 pessoas. Um de seus companheiros mais jovens, com 23 anos, era o atual presidente do PSTU, José Maria de Almeida - na época militante da Convergência Socialista. Ontem, após ler o artigo, ele comentou: "Tenho motivos para atacar o Lula. O seu governo é uma tragédia para a classe trabalhadora. Mas isso que está escrito não aconteceu. O Benjamim viajou na maionese."


Link:

http://blogentrelinhas.blogspot.com/2009/11/sobre-arruda-e-cesinha.html

César Benjamim: Freud explica?


Um leitor do blog do Nassif, que assina suas mensagens como Índio Tupi, disse o seguinte a respeito do texto absurdo escrito por César Benjamim contra o Presidente Lula:

28/11/2009 às 11:34

Aqui do Alto Xingu, os índios acham que, se de fato Lula pilheriou com essa estorinha na ocasião desse encontro, o evento não foi “resolvido”, não foi “absorvido”, no aspecto psicológico, pelo puritanismo do intelectual classe média CB.

Os índios, em sua [deles] condescendência, acreditam, em resumo, que a brincadeira do Lula deixou CB inconscientemente traumatizado, choque esse que ele não “resolveu” e que se agravou com as posteriores divergências politicas com Lula.

A “saída” de CB para “resolver” esse trauma psicológico causado por um líder político então admirado — que continuou por certo tempo ainda admirado no plano consciente, mas definitivamente destruído ao nível do inconsciente — foi, agora, revelar essa fanfarronada, comum nos meios populares, como se fosse efetivamente algo verídico.

Agora, ao tentar destruir a imagem política de Lula, no ápice nos últimos tempos — cerca de 70% de aprovação popular, vários prêmios internacionais, desempenho econômico do Governo na crise global elogiado nos quatro cantos do mundo e perspectiva de crescimento de 5% para 2010 e de eleição de sua sucessora –, circunstância inaceitável para CB, eis que absolutamente incompatível com a imagem destruída de Lula em seu plano inconsciente, CB procura “resolver” seu próprio trauma psicológico inconsciente procurando destruir a imagem de Lula no plano real, ou seja… castrando-o politicamente.

Essa foi a forma pela qual o inconsciente de CB procurou compatibilizar o conflito das duas imagens de Lula que se chocavam entre si. Castrando Lula políticamente, CB, na verdade, procura puni-lo pelo que, há anos atrás, lhe pareceu uma grave violação de seus próprios códigos sexuais.

Faltou ao inconsciente de CB combinar com os beques adversários: os demais companheiros de Lula que estavam também presos e com o delegado que vigiou a cela onde Lula se encontrava com outros dois presos…

Desde Freud sabe-se que qualquer atividade que, em si mesma, é assexuada, pode ser sexualizada. Entre elas, a luta política, sem dúvida alguma. Pelo menos é o que os índios acham.


Link:

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/28/o-testemunho-de-sl-citado-por-benjamin/?allcomments#comments

OAB prepara impeachment de governador José R. Arruda, do DEM, do Distrito Federal!


A Ordem dos Advogados do Brasil, no Distrito Federal, está preparando um relatório com o pedido de impeachment do governador José Roberto Arruda. Na próxima segunda-feira, a OAB-DF irá designar um relator para o julgamento. A presidente da entidade, Estefânia Viveiros, disse, no entanto, que após a avaliação do relator, o pedido passará pelo Conselho Pleno da OAB, órgão máximo da entidade.

“Os 50 conselheiros vão votar para ver se cabe um processo político contra o governador”, afirma. “Caso as denúncias se confirmem, é quebra de decoro.”

Arruda é citado em um inquérito da PF, chamado Caixa de Pandora, pelo qual é acusado de pagar propina à base aliada com recursos vindos de empresas de tecnologia. As acusações foram feitas por um secretário de Estado que denunciou o esquema em troca de proteção policial e diminuição da pena em caso de condenação judicial.

De acordo com Estefânia, existem diferentes tipos de processo num caso como esse. “Quando Collor foi cassado, o julgamento foi político porque existem diferentes esferas. Arruda pode ser punido politicamente e judicialmente”, completa.

Para a presidente da Ordem, os indícios contra o governador são muito fortes. “No inquérito fala-se em 30 fitas. Não sabemos se precisaremos esperar por elas porque os documentos são contundentes”, completa.

Caso aprovado pelo Conselho Pleno do Órgão, a OAB levaria o pedido para a Câmara Legislativa. O problema é que, pelo menos, quatro deputados também são citados no inquérito. Por isso, a OAB estuda se o pedido seria encaminhado para a Casa ou para o Tribunal de Justiça.

Link:

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/11/28/oab+prepara+impeachment+de+governador+do+df+9185191.html

Frei Chico: "Lula ficou no DOPS com a diretoria do Sindicato e a cela era coletiva"!


Reproduzo importante entrevista concedida pelo irmão do Presidente Lula, o Frei Chico, e que foi postada pelo Azenha no seu blog, o ótimo 'Viomundo':

"Lula ficou no DOPS com a diretoria do Sindicato" - por Conceição Lemes

José Ferreira da Silva, o Frei Chico, é um dos irmãos do presidente de Lula. Ex-dirigente sindical, foi preso político.

Viomundo – Frei Chico, você leu o artigo publicado hoje na Folha, afirmando que o Lula, quando esteve preso em 1980, teria tentado estuprar um colega de cela?

Frei Chico – É um absurdo. Um nojo. Uma baixaria. A cela do DOPS era coletiva! O Lula nunca ficou sozinho. Ele ficou preso com os demais diretores do Sindicato dos Metalúrgicos dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo – Rubão, Zé Cicote, Manoel Anísio, Djalma Bom. Havia um banheiro só para todos os presos – e não tinha porta! O Tuma [senador Romeu Tuma, na época era diretor do DOPS] está vivo. Pergunte a ele!

Viomundo – Que explicação você dá para tamanha baixaria?

Frei Chico – Eles [a oposição] estão desesperados. Não estão medindo as conseqüências. Perderam a compostura. Perderam a decência humana. Parte da imprensa partiu para a baixaria total. Você viu o que a mídia fez com o Chávez, na Venezuela? Ela foi toda para cima dele. Aqui, vão tentar aquilo ou pior.

Viomundo – Tem a ver com a eleição de 2010?

Frei Chico – Só tem. Parte da elite brasileira não se modernizou e não aceita que o Lula faça o seu substituto. Vai para o vale tudo.

Link:


http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/frei-chico-lula-ficou-no-dops-com-a-diretoria-do-sindicato/

Miguel do Rosário: César Benjamim atravessou o Rubicão!!


Publico abaixo, o excelente artigo de Miguel do Rosário, a respeito do execrável e mentiroso texto publicado por César Benjamim na 'Folha de S.Paulo' de ontem, dia 27/11. Vale a pela conferir o ótimo texto de Miguel:



César Benjamin atravessou o Rubicão

Por todos os lados em que se analisa a acusação de César Benjamin, de que Lula teria assediado sexualmente um companheiro de cela, temos um caso de mau caratismo sem limite. A história, obviamente, caiu no colo da blogosfera de extrema-direita, que agora vai tentar faturar o máximo. Reinaldo Azevedo, o blogueiro da Veja, está soltando fogos. Obrigado, Cesinha, pela ajuda que prestou aos trabalhadores brasileiros.

César Benjamin não escreveu uma resenha do filme do Lula, como era a proposta do artigo, conforme dão a entender as fotos e o título. Também não falou em política. Fez uma fofoca suja, que agrediu todas as famílias brasileiras e compromete a reputação do presidente da república no exterior; e ao enfraquecê-lo dessa forma vil, atacando-o por baixo da cintura, atrapalha a posição do Brasil nos grandes fóruns mundiais.

Se pegarmos a página onde o texto é publicado e torcermos, sairá um líquido verde e gosmento, o suco concentrado da inveja. Cesar Benjamin, com o pretexto de resenhar o filme de Fábio Barreto, fala apenas de si mesmo, como a indicar o absurdo que Lula, e não ele, fosse o protagonista de uma obra que promete bater recordes de bilheteria.

Eu tô ligado nesse cara. Desde que Lula venceu o primeiro pleito, ele nunca moveu uma vírgula para atacar a direita. Sempre contra a esquerda. É desses esquerdinhas que passam a vida falando mal da própria esquerda, porque se acham o supra-sumo da intelectualidade crítica, a reencarnação de Gramsci ou coisa parecida, e descompromissados soberanamente com a realidade brutal dos pobres e da classe trabalhadora.

Eis que agora realiza o ataque mais abjeto que alguém poderia conceber, deixando em estado de perplexidade mesmo quem estava preparado para qualquer baixaria. Lula tem família. Esposa, filhos, irmãos, parentes. Uma fofoca desse quilate atinge profundamente a honra de todos. E para quê? Historinha babaca. Se ele falasse que estava na mesma cela que Lula e viu, com os próprios olhos, o presidente transar com outro homem, aí sim, ele seria um... dedo-duro confiável. Agora, vir com esse disse-me-disse, com uma historinha cujas testemunhas ele confessa sequer lembrar o nome, para dizer que Lula falou, numa conversa reservada:

- Não consigo ficar sem boceta.

Meu Deus! E a Folha publica isso? Não tem nada demais alguém falar isso numa conversa reservada. Todo brasileiro fala coisas muito piores o tempo inteiro. Mas botar essa frase no jornal... me desculpem, eu não aguento, é coisa de filho da puta. César Benjamin é um filho da puta.

Vejam só o papinho de invejoso babaca de Benjamin:


O homem que me disse que o atacou é hoje presidente da República. É conciliador e, dizem, faz um bom governo. Ganhou projeção internacional.


Ou seja, César quer dizer o seguinte. Lula faz um bom governo, ajuda os pobres, ganha projeção internacional, mas... tentou transar com um companheiro de cela há trinta anos atrás. Tentou, héin, o mané não consegue nem inventar um podre completo. Podia fazer uma calúnia inteira e dizer que o ato foi consumado. Se quisesse, poderia até usar a linguagem bíblica: Lula "conheceu" o menino do MEP.

*

O mais irritante é que César lança a fofoca no ar, e depois volta a falar de si mesmo, como se alguém fosse se interessar pela merda de sua vida depois do que ele acabou de dizer: uma calúnia indecorosa e irracional contra o presidente da república, uma bomba com poder de desestabilizar as instituições.

*

Acudiram-me duas referências assim que soube da notícia:

1) Lembrei do Bezerra da Silva, falando do homem mais desprezível de todos, o alcaguete, o dedo-duro, o X9. Ou seja, César Benjamin. Sim, porque lançar no ventilador da Folha de São Paulo um papinho sujo de botequim de 15 anos atrás, é uma trairagem imperdoável. Mas é típico de ex-petistas, pessoas que, depois de anos bebendo água de coco à sombra do partido, saltam bruscamente para o campo adversário e se tornam os verdugos mais inescrupulosos daquilo que eles mesmo ajudaram a construir.

2) Lembrei de Suetônio, o romano que escreveu o clássico, A Vida dos 12 Césares. O capítulo dedicado a Julio Cesar é muito engraçado. Começa louvando de maneira magnífica o primeiro dos imperadores de Roma, mas salpica a narrativa com inúmeras fofocas escabrosas. A primeira, que irá perseguir César por toda a vida, é a história de que o imperador, quando ainda um rapazola endividado e vaidoso tentando fazer carreira no serviço público, teria cedido às investidas de Nicomedes, rei da Bitínia, na Ásia próxima.

Nas palavras de Suetônio:


Correu, então, a notícia de que se havia prostituído a este monarca.

Anos mais tarde, quando Cesar vence as difíceis guerras de conquista da Gália, seus soldados irão cantar, alegremente, a canção:


César subjugou as Gálias. Nicodemes subjugou César.

É muito curioso acompanhar a avacalhação que Suetônio faz de Júlio César, a que não falta uma deliciosa verve humorística. Quando ele entra na parte da biografia mais pessoal, Suetônio relata que Cesar...


Como não se conformasse com a iniquidade de sua calvície, que por mais de uma vez o expusera ao escárnio de seus detratores, adquirira o hábito de puxar para a testa os poucos cabelos que lhe ficaram.


Os adversários de César, conta Suetônio, estavam sempre lançando contra ele acusações de homossexualismo, na maioria das vezes se referindo a fofoca envolvendo Nicomedes. Ofendiam-lhe com alcunhas como: rival da rainha, a prancha inferior da liteira real; prostituta da Bitínia; escudo de Nicomedes. O próprio Cícero - que posteriormente será seu amigo -, publicou discursos fortemente insultuosos contra César, sempre escarnecendo do suposto caso com o rei da Bitínia.

Em seguida, Suetônio vai mais fundo e afirma que César era um libertino descarado, seduzindo todas as mulheres e todos os homens que lhe atraíam, não respeitando marido nem esposa. Um político romano chamou-lhe, num discurso: "o marido de todas as mulheres e a mulher de todos os maridos."

O interessante é que César reagia brandamente. Tratou bem todos seus adversários. Reconciliou-se com Cícero, que lhe atacara em centenas de discursos. Perdoou poetas que durante décadas haviam escrito poemas de baixo calão sobre sua pessoa.


Quanto aos que o ultrajavam em discursos, limitou-se a adverti-los, publicamente, de que não prosseguissem. Suportou pacientemente que um livro infamante de Aulo Cecina e versos maledicentíssimos de Pitolau lhe lacerassem a reputação.


*

Eu desviei do assunto principal porque achei mais saudável assim. Quis mostrar que a baixaria acompanha a política desde os primórdios da humanidade, mas ela nunca foi benéfica para a democracia. Julio César teve que atravessar o Rubicão com seus exércitos e dar um golpe de Estado. Com seu poder firmemente estabelecido, não temia que os insultos e calúnias que lançavam contra ele surtissem algum efeito prático. Já no sistema eleitoral que vivemos, as calúnias substituem o debate político e podem influenciar fortemente os pleitos. Por isso devem ser repudiadas com muita firmeza por todos os agentes, sobretudo pela mídia, que é quem tem o maior poder de difundi-las. O que a Folha fez, portanto, ao permitir a publicação de um insulto tão grosseiro e leviano ao presidente da república, igualmente não tem desculpa. Otavio Frias Filhas, editor da Folha, é outro filho da puta. O Movimento dos Sem Mídia já está se mobilizando para protestar. Eduardo Guimarães, presidente do MSM, afirmou hoje que a entidade organizará mais um protesto em frente à Folha, na rua Barão de Limeira. Será no próximo sábado, dia 5 de dezembro.

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Várias pessoas que estiveram presas na mesma cela que Lula, em 1980, ou em celas vizinhas, além de observadores políticos atentos daquela época, estão postando comentários no blog do Nassif. Todos afirmam categoricamente que a acusação de César Benjamim é inverossímil, por várias razões:

- Lula, na época, era o preso mais vigiado do país. Qualquer informação desabonadora de sua pessoa seria passada à população, para tentar arrefecer uma força política que se mostrava extremamente perigosa para a ditadura.

- Vários sindicalistas e presos políticos se encontravam na mesma cela ou em celas vizinhas, ou conheciam gente ali, e a história de César nunca circulou em parte alguma. Muitos eram adversários políticos de Lula, no passado e hoje, como o pessoal do PSTU, que sempre achou Lula um pelego. Não hesitariam, portanto em divulgar uma história que desmascarasse o bom mocismo do ex-metalúrgico. José Maria de Almeida, na época militante da Convergência Socialista, e hoje dirigente do PSTU, declarou à imprensa: "Tenho motivos para atacar o Lula. O seu governo é uma tragédia para a classe trabalhadora. Mas isso que está escrito não aconteceu."


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O delegado que vigiava Lula acaba de negar peremptoriamente a história. Ainda bem que temos o Nassif.

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Está explicado, enfim, porque César Benjamin é colunista do jornal da Ditabranda.

Link:

http://oleododiabo.blogspot.com/2009/11/cesar-benjamin-atravessou-o-rubicao.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+OleoDoDiabo+%28Oleo+do+Diabo%29

'Folha de S.Paulo' inventa o 'Jornalismo Cafajeste'!!


Depois do festival de sujeira, baixaria e imundície que foi o artigo medíocre, canalha, desonesto e mentiroso escrito por César Benjamim na 'Folha' de ontem, na qual fez um acusação absolutamente nojenta, e que não é confirmada por mais ninguém, ao Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o jornalista e blogueiro Luiz C. Azenha atacou duramente Otávio Frias Filho e o chamou de cafajeste. Aliás, ele o fez e com muita propriedade.

Esclareço que este blog recusa-se a publicar o teor da acusação feita por César Benjamim ao Presidente Lula, mas basta acessar blogs como os de Nassif e Azenha e demais sites de notícias, para tomar conhecimento da natureza da mesma.

Aliás, o termo cafajeste é o mais adequado para se definir o tipo de 'jornalismo' que a 'Folha' pratica nos dias atuais.

Não podemos esquecer que a 'Folha' colaborou ostensivamente com a Ditadura Militar, tendo utilizado vans do jornal para levar prisioneiros políticos a fim de serem torturados nos porões da Ditadura Militar.

A 'Folha da Tarde', jornal que pertencia ao mesmo grupo empresarial que publica a 'Folha', demitiu uma jornalista por 'abandono de emprego' quando era do conhecimento da direção do jornal que a mesma estava presa e sendo brutalmente torturada pela Ditadura Militar há 2 meses, pelo menos.

E a 'Folha', em plena Ditadura Militar, no 'governo' assassino e criminoso de Garrastazu Médici, fazia editoriais apoiando fortemente ao regime Ditatorial então vigente no país, chamando-o, entre outros inúmeros elogios, de 'responsável'.

Portanto, o sr. Otávio Frias Filho dá sequência a uma postura política que possui uma fortíssima tradição reacionária, anti-democrática e que sempre se baseou na mentira e na desonestidade, marcas registradas da atuação do grupo 'Folha'.

Talvez o único período em que a 'Folha' se portou de forma mais democrática e pluralista foi durante a época da Redemocratização, quando a Ditadura Militar já se encontrava em uma fase fortemente declinante e durante a qual o jornal, por exemplo, apoiou a campanha pelas Diretas-Já.

Daí, naquele período, fui assinante do jornal e por vários anos seguidos. Mas, devido ao crescente conservadorismo e reacionarismo da 'Folha', parei de assiná-la.

Nas últimas semanas, numa tentativa de me convencer a se tornar novamente assinante do jornal, passei a receber diariamente, como cortesia, exemplares da 'Folha' pelo período de 30 dias.

É óbvio que eu não iria assinar a 'Folha', sob hipótese alguma e, quando terminasse o período de cortesia, eu deixaria de receber os exemplares, pois a 'Folha' se tornou um jornal extremamente reacionário e direitista nos últimos anos, voltando a atuar, política e jornalisticamente, da mesma maneira que o fazia na época da Ditadura Militar.

Mas, depois do artigo abjeto e repulsivo publicado por César Benjamin na edição de ontem da 'Folha', eu me recuso a continuar recebendo, mesmo de graça, como ocorreu nas últimas semanas, esse panfleto que pratica um pseudo-jornalismo e que adotou uma postura neofascista e reacionária nos últimos anos.

Por isso, telefonei para a 'Folha' pedindo que não me enviasse mais nenhum exemplar do jornal e deixando claro para a atendente do Grupo Folha que o motivo disso era o artigo abjeto e repugnante escrito por César Benjamim contra o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

A 'Folha' inventou um novo modelo de 'jornalismo', que é o 'Jornalismo Cafajeste', que se caracteriza pela divulgação de notícias falsas e mentirosas, por distorcer totalmente a realidade dos fatos e por fazer acusações desonestas e que não podem ser comprovadas, como esta que se fez ao Presidente Lula.

Resumindo: o que a 'Folha' faz, atualmente, não é jornalismo, é ficção barata com um conteúdo sujo, nojento e totalmente desprovido de qualquer base na realidade.

Azenha ataca dono da 'Folha' e o chama de Cafajeste!!


Abaixo, publico o brilhante e estupendo artigo de Azenha, postado em seu blog, o excelente 'Viomundo':



A "malandragem" cafajeste do Otavinho

Atualizado em 27 de novembro de 2009 às 21:37 | Publicado em 27 de novembro de 2009 às 21:27

por Luiz Carlos Azenha

Otávio Frias Filho é um cafajeste. A edição da Folha de S. Paulo de hoje, aquela que trouxe como não quer nada uma acusação-bomba ao presidente da República, assinada por outro cafajeste, é uma tentativa mal disfarçada de "malandragem" jornalística.

Não leio a Folha faz tempo, por isso. Não assino o UOL. Não compro nenhum produto do grupo Folha. Fiz isso muito antes que outros blogueiros esperneassem contra o jornal. Se tiver de ler algum jornal, leio o Estadão. O Estadão não disfarça. É um jornal conservador. Defende interesses conservadores. A Folha é um jornal dirigido por um cafajeste. Um cafajeste medroso, que não tem coragem nem de assumir suas posições políticas claramente. Um cafajeste que se apresenta como "neutro", "imparcial" e outras safadezas do gênero.

Por dever de ofício, peguei a edição da Folha de hoje, emprestada de um amigo. O jornal dedicou espaço em três páginas para atacar o filme sobre Lula. Está claro, para quem é do ramo, que a Folha quis enfeitar o pavão em torno do artigo do César Benjamin. Que é um cafajeste, simples assim, por ter feito uma acusação gravíssima contra um presidente da República sem apresentar provas, sei lá com qual objetivo político. Inveja? Dor de cotovelo? Ódio ideológico?

Mas volto ao jornalismo cafajeste da Folha: se o jornal de fato pretendia investigar o assunto, poderia muito bem ter publicado a denúncia como manchete de primeira página. Mas, se fosse assim, ficaria muito claro o jogo político. E a Folha se exporia. O que fez o jornal? Cercou o texto de César Benjamin de outras reportagens sobre o filme "O Filho do Brasil" e, como quem não quer nada, deixou a acusação flutuando no meio do texto.

Dois colegas jornalistas disseram que começaram a ler o texto de Benjamin mas desistiram no meio: era muito chato. Só ficaram sabendo da acusação na internet. Que, presumo, foi justamente o objetivo: agora os textos de "Dilma, terrorista" vão acompanhar os de "Lula, estuprador", nos e-mails que se espalham pelo mundo e ganham destaque especialmente nos chats e nos sites de relacionamento. É a propaganda eleitoral do século 21.

Sei do que estou falando: desde que o Viomundo tocou no assunto, recebi uma onda de comentários sustentando as acusações contra o presidente da República, de "leitores" que nunca estiveram no site. É, presumo, a turma encarregada de espalhar a "acusação" contra Lula, de dar pernas à versão assinada por César Benjamin. Ele é a Miriam Cordeiro, versão 2010. Faz parte dos que pretendem detonar o filme com o objetivo de evitar que Lula, lá adiante, transfira votos para a ministra Dilma Rousseff. Evitar que o "estuprador" eleja a "terrorista". Isso dá uma medida do desespero que essa possibilidade, cada vez mais factível, causa. E é na hora do desespero que os cafajestes se revelam.

PS: Um dos jornalistas com os quais conversei a respeito, leitor da Folha há décadas, me disse: "Vou cancelar a assinatura. Agora deu.".

Link:

http://www.viomundo.com.br/opiniao/a-malandragem-cafajeste-do-otavinho/

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Grande Mídia mostra toda a sua incoerência e hipocrisia:Lula reduz impostos e Grande Mídia ataca! Kassab aumenta o IPTU e Grande Mídia silencia!


Durante muitos anos, a Grande Mídia brasileira sempre fez questão de chamar a atenção para a 'elevada' carga tributária brasileira, dizendo que a mesma é exagerada, que o Brasil é o 'país dos impostos' (como a rádio Jovem Pan AM, de São Paulo, repete incessantemente em sua programação diária).

Pois, então, eu gostaria de saber como se explica a postura, hipócrita e contraditória, da Grande Mídia em relação a duas medidas, opostas, dos governos Lula e Kassab, adotadas nos últimos dias??

Enquanto o governo Lula prorrogou a redução do IPI para a venda de carros flex zero km e para o setor de móveis, procurando estimular a economia, o governo Kassab, do DEM, promoveu um brutal aumento do IPTU paulistano, que foi reajustado em, pelo menos, 60%.

E a Grande Mídia brasileira, que durante muitos anos atacou a 'elevada carga tributária' do país, como reagiu nestes dois casos? Simples: ela atacou o governo Lula, pelas reduções de impostos, dizendo que são medidas 'eleitoreiras' e que não seriam mais necessárias, devido ao fato de que a economia do país já estária crescendo e não precisaria mais deste tipo de estímulo.

Mas, a Grande Mídia ignora que, de fato, a crise global ainda está muito longe de terminar, como não se cansam de advertir economistas respeitados como o Prêmio Nobel de Economia Paul Krugman e Nouriel Roubini (que previu a atual crise financeira global).

Um exemplo perfeito disso foi a recente moratória do conglomerado estatal Dubai World, que deve cerca de US$ 60 bilhões para grandes bancos internacionais, principalmente da Europa. Como resultado disso, as bolsas de valores do mundo inteiro estão tendo uma forte queda nestes últimos dias.

Este é um claro sinal de que a crise global não acabou e que ainda tem potencial para promover muitos estragos na economia mundial. Inclusive, muitos economistas estão advertindo que a recente recuperação da economia de muitos países (dos EUA, Europa e Japão) tem bases muito frágeis e está ocorrendo apenas em função dos gigantescos pacotes de estímulo econômico adotado pelos governos dos mesmos e que se tais estímulos forem retirados, a economia mundial poderá entrar numa nova crise e de grandes proporções.

Portanto, o governo Lula está absolutamente correto em tomar medidas de estímulo econômico, como a redução do IPI para o setor de móveis e em manter a redução de impostos para o setor automobilístico.

E contraditoriamente, nenhuma crítica se fez ao governo de Kassab, que promoveu um brutal aumento do IPTU. Eu me lembro muito bem do então prefeito Kassab, durante a campanha eleitoral de 2008, não ter feito, em nenhum momento durante a mesma, qualquer declaração dizendo que iria aumentar o IPTU desta maneira.

Portanto, os eleitores paulistanos que votaram em Kassab foram enganados por esse prefeito incompetente e medíocre, que diz que precisa dos recursos originários do aumento do IPTU para poder investir, mas que já criou 7 novas secretarias municipais (que passaram de 21 para 28) a fim de acomodar aliados políticos nas mesmas, e que aumentou consideravelmente os salários dos secretários municipais.

Que moral tem, Kassab, então, para promover esse brutal aumento do IPTU?

E que moral tem a Grande Mídia, se a mesma silencia perante esse aumento do IPTU feito pelo prefeito Kassab, do DEM, enquanto critica o governo Lula, que toma medidas para estimular a economia? Como ela poderá, agora, continuar com aquela velha ladainha de que, no Brasil, temos uma 'carga tributária elevada'?

É muita incoerência e hipocrisia da Grande Mídia brasileira! E é justamente em função deste tipo de postura que a mesma já não é levada à sério e teve a sua credibilidade jogada no lixo.

Links:

1) Moratória de Dubai derruba mercados na Europa e Ásia pelo segundo dia

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/11/27/moratoria+de+dubai+derruba+mercados+na+europa+e+asia+9184438.html

2) Governo reduz IPI para móveis e prorroga para construção

http://www.estadao.com.br/noticias/economia,governo-anuncia-reducao-de-ipi-para-o-setor-de-moveis,472006,0.htm

3) Kassab decide aumentar IPTU em até 60%

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u653195.shtml