Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Datafolha: Dilma ainda é desconhecida para 50% dos eleitores brasileiros!


Vejam o grau de conhecimento de Serra e Dilma pelos eleitores brasileiros, segundo a pesquisa Datafolha mais recente (obs: peguei estes dados no blog do Nassif... a mensagem original é de um leitor chamado Hernán):

1) Serra:

Conhece 96%

Conhece muito bem 33%
Conhece um pouco 36%

Conhece só de ouvir falar 28%
Nunca ouviu falar 4%

Como Serra obteve 32%, ele obtém 46% dos votos entre os eleitores que o conhecem muito bem ou um pouco o rejeitaram.

2) No caso da Dilma (também a pesquisa da FSP tem um erro de um ponto)

Conhece 86%

Conhece muito bem 16%
Conhece um pouco 33%

Conhece só de ouvir falar 36%
Nunca ouviu falar 14%

Como Dilma obteve 28%, 57% dos eleitores que a conhecem muito bem ou um pouco a aprovam.

Também quero chamar a atenção para outro dado importante, que é o fato de que apenas 32% dos eleitores dizem conhecer Serra só de ouvir falar ou não conhecê-lo. Mas, no caso de Dilma esse índice alcança os 50%.

Portanto, Dilma ainda é desconhecida para metade dos eleitores brasileiros. E isso significa que ela tem um grande potencial de crescimento.

Link:

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/02/28/destrinchando-as-pesquisas-eleitorais-2/comment-page-1/#comments

Respondendo ao discurso falso e mentiroso de Jair Bolsonaro! - por Marcos Doniseti!

Respondendo ao discurso falso e mentiroso de Jair Bolsonaro! - por Marcos Doniseti (revisado no dia 06/11/2010)


No vídeo cujo link postei ao final deste texto, o depútado federal Jair Bolsonaro fez um discurso repleto de mentiras e de falsidades a respeito da Ditadura Militar e daqueles que, como a ministra Dilma, lutaram contra a mesma de forma brava e heróica.

Vamos lá, então:

Comentando o vídeo com o discurso mentiroso do Bolsonaro!

1) Quem dá saudações a um Regime Militar, como fez Bolsonaro, que destruiu com todas as liberdades (de imprensa, manifestação, pensamento, reunião, organização) e que aniquilou com a Democracia brasileira é porque é um Fascista, um reacionário.

Esse tipo de comportamento é coisa de quem não aceita a Democracia, tem ódio do povo e não quer permitir a participação popular no governo, querendo manter a população afastada do processo político, mesmo que tenha que apelar para a violência institucionalizada, como fez a Ditadura Militar Terrorista tupiniquim entre 1964-1985.

2) Falar que o Brasil não existiria sem as obras dos militares, como fez o Bolsonaro, é piada.

Quem adotou uma política de estímulo à industrialização foi o Governo Vargas, já no período 1930-1945, e que teve continuidade e foi aprofundada em seu segundo governo (1951-1954).

A criação da Petrobras (em 1953), a adoção da CLT (em 1942), a implantação do BNDES (em 1952), e a criação da CSN (que começou a funcionar em 1946 e que foi a primeira grande siderúrgica brasileira) é que viabilizou a industrialização do país nas décadas seguintes. Tudo isso é obra dos governos nacionalistas, trabalhistas e reformistas de Getúlio Vargas.

A indústria automobilística foi criada por JK (um antigo aliado de Getúlio e cujo vice-presidente foi Jango, herdeiro político de Vargas), que foi eleito democraticamente em 1955, e cuja posse os militares direitistas e reacionários da época tentaram impedir.

Aliás, os militares golpistas de 1955 foram os mesmos que, em 1964, derrubaram o governo legítimo, constitucional e democrático de Jango.

O governo JK também aumentou consideravelmente a produção de aço (que cresceu mais de 300% em 5 anos) e criou 10 novas universidades federais (recorde que somente foi superado agora, pelo governo Lula, que criou 14 novas universidades federais).

O governo Jango, por sua vez, criou a Eletrobras, que modernizou e expandiu todo o sistema elétrico brasileiro nas décadas seguintes. Os primeiros estudos que resultaram na construção de Itaipu foram feitos no governo Jango. O Estatuto do Trabalhador Rural também foi criado no governo Jango. A Universidade de Brasília foi implantada no governo Jango e serviu de modelo (embora em condições totalmente violentas e repressivas, é claro) para a reforma universitária de 1969. Também foi o governo Jango quem primeiro se preocupou em iniciar um programa de erradicação do analfabetismo. E o mesmo, depois, serviu de inspiração para a criação do Mobral.

Quer dizer, até mesmo algumas das principais iniciativas da Ditadura Militar foram cópias, embora mal feitas e em versões bem mais autoritárias e retrógradas, de políticas já adotadas pelo governo Jango.

E a política econômica que a Ditadura Militar inicialmente adotou (sob o comando da dupla Campos-Bulhões), no governo de Castelo Branco, foi um fracasso, pois a economia ficou estagnada, os salários foram brutalmente arrochados e o desemprego, a pobreza e a miséria aumentaram consideravelmente.

Esta crise econômica e social, que tivemos no governo de Castelo Branco, foi a responsável, inclusive, por jogar mais 'água no moinho' das manifestações estudantis no período 1966-1968, que foram brutalmente reprimidas pela Ditadura Militar.

Daí, o que fizeram os governos ditatoriais subseqüentes (de Costa e Silva, Médici e Geisel)?

Ressuscitaram a política de estímulo à industrialização que foi inicialmente implantada por Vargas e que teve continuidade nos governos de JK e Jango, marcadas por uma significativa intervenção do Estado na economia.

E mesmo assim, a Ditadura Militar conseguiu a proeza de não conseguir concluir obras como a ‘Ferrovia do Aço’, ‘Transamazônica’, ‘Projeto Nuclear’ e ‘Itaipu’. Gastaram dezenas de bilhões de dólares nestas obras e não concluíram NENHUMA. Por que? Simples: Incompetência e Corrupção!

Atualmente, temos em andamento, novamente, grandes obras de infra-estrutura como a Transnordestina, a Ferrovia Norte-Sul, as obras de Transposição do Rio São Francisco, a construção e a duplicação de milhares de kilômetros de rodovias, a construção de hidrovias, usinas hidrelétricas, refinarias, siderúrgicas, entre muitas outras.

Se o Sr. Bolsonaro conhece algum caso concreto de superfaturamento nestas obras, então ele tem a obrigação de denunciar isso para a Justiça, para que tais pessoas sejam devidamente julgadas e condenadas por isso. Do contrário, ele é um cúmplice destas irregularidades.

3) Citar o caso de Celso Daniel é piada. A Polícia Civil do governo do estado de SP, controlada inteiramente pelo PSDB, fez DOIS inquéritos para investigar as causas da morte do ex-prefeito de Santo André e, em ambos, concluiu a mesma coisa, ou seja, que Celso Daniel foi vítima de criminosos comuns.

Será que a Polícia Civil de SP não sabe fazer inquéritos?

Por que Bolsonaro não pergunta à Polícia Civil paulista a razão da mesma não ter conseguido encontrar nenhuma prova de que o PT ou qualquer pessoa ligada ao partido tenha tido alguma ligação com esse odioso crime?

Com a palavra, o Sr. Bolsonaro.

4) O imbecil e reacionário do Bolsonaro ignora, ou finge ignorar, que os atos armados que ele cita em seu discurso, feitos por organizações guerrilheiras da época da Ditadura Militar, visavam obter recursos para financiar a própria guerrilha e não promover o enriquecimento pessoal dos seus integrantes.

Portanto, estes atos armados não eram ações criminosas comuns, mas ações políticas que tinham por finalidade manter a luta e a resistência contra uma Ditadura Militar Terrorista que havia aniquilado com a Democracia e destruído com todas as liberdades e direitos da população.

Inclusive, a doutrina da Igreja Católica, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Liberalismo defendem o direito das pessoas lutarem, com armas na mão, contra regimes tirânicos e que destruíram com as liberdades e com os direitos da população.

Além disso, parece que o Sr. Bolsonaro nunca ouviu falar dos Atos Institucionais, principalmente do AI-5, que determinou o fechamento do Congresso Nacional, a censura total à imprensa, extinguiu o habeas-corpus para processos políticos, retomou a cassação de mandatos e de direitos políticos de qualquer pessoa que lutasse contra a Ditadura e institucionalizou definitivamente a mesma.


O caráter permanente do AI-5, aliás, pode ser confirmado por um fato bem simples: ele não tinha data para deixar de vigorar, como ocorreu com os Atos anteriores.

Quanto ao dinheiro do Adhemar de Barros que ele citou no vídeo, o mesmo foi fruto de CORRUPÇÃO. O dinheiro estava na casa da amante de Adhemar e a VAR-Palmares, organização da qual Dilma fez parte, tinha um integrante que era sobrinho da amante de Adhemar e sabia que o dinheiro que ele roubava do povo, fruto de CORRUPÇÃO, era guardado na casa dela. Era dinheiro do povo brasileiro, portanto, e que o Adhemar roubou e na cara-dura.

O slogan de Adhemar, inclusive, era ‘Rouba, Mas Faz!’, mas parece que o sr. Bolsonaro não sabe de nada disso, coitado!

5) Bolsonaro ataca a UNE, tal como a Ditadura Militar também o fez, inclusive queimando a sede da entidade na época e proibindo os estudantes de participar de qualquer atividade política. A formação de Grêmios Estudantis, por exemplo, foi proibida pela Ditadura Militar (Lei Suplicy de Lacerda).

A UNE foi um dos baluartes da resistência à Ditadura Militar Terrorista e muitos dos integrantes do movimento estudantil da época, incluindo Dilma (que atuava no movimento estudantil de Belo Horizonte), depois do AI-5, perceberam que se quisessem continuar lutando contra a Ditadura Militar teriam que partir para algum tipo de luta armada, pois todos os canais de participação política que eram pacíficos e democráticos haviam sido fechados pela Ditadura.

Assim, não restou outra alternativa, para quem quisesse continuar lutando contra a Ditadura, a não ser participar da luta armada. Esta, nunca foi a primeira opção dos oposicionistas, mas a Ditadura Militar Terrorista não lhes deixou qualquer outra possibilidade de atuação política. Ou se lutava, com armas na mão, ou se recolhia ao silêncio. Alguns poucos milhares de brasileiros e brasileiras corajosos optaram por lutar. E entendo que devemos ser profundamente gratos a eles, pois tais pessoas não permitiram que as chamas da luta pela redemocratização e do país e pela construção de um país mais justo se apagassem.

Tanto isso é verdade, que foi somente depois do AI-5 que começaram, para valer, a se formar grupos guerrilheiros. Antes, priorizava-se a luta política pacífica e democrática. Esta não continuou porque a Ditadura Militar não permitiu. Mas, o Sr. Bolsonaro finge ignorar tudo isso, embora todos estes fatos sejam de conhecimento público e notório.

Com todo o respeito, mas chamar Bolsonaro de burro é uma ofensa aos burros. Ele é completamente analfabeto, ignorante e estúpido e nada sabe a respeito do que diz neste seu discurso reacionário e fascista.

Citar editoriais da Grande Imprensa da época a respeito do Golpe de Estado contra Jango, como faz Bolsonaro neste discurso, é uma verdadeira piada. E por um motivo muito simples: A Grande Imprensa foi uma das forças políticas e sociais que apoiaram o Movimento Golpista. E isso já acontecia há vários anos.

Em Setembro de 1961, por exemplo, os jornais, reacionários e de Direita, ‘O Estado de S.Paulo’ e ‘O Globo’, apoiaram a tentativa de Golpe de Estado que visava impedir a posse de Jango na Presidência da República. E fizeram isso mesmo sabendo que a Constituição brasileira determinava que, quando um Presidente renunciava ao cargo (como fez aquele golpista do Jânio), o Vice-Presidente deveria tomar posse no mesmo.

E nos anos seguintes, 1961-1964, a Grande Imprensa fez toda uma campanha difamatória contra Jango e contra as ‘Reformas de Base’, dizendo que elas representariam a ‘comunização’ do país, o que era uma deslavada mentira.

Assim, para estes reacionários da Grande Imprensa, acabar com o analfabetismo, fazer Reforma Agrária, permitir que os trabalhadores rurais desfrutassem de direitos sociais e trabalhistas era ‘coisa de comunista’, embora tais realidades já estivessem devidamente implantadas em todos os países CAPITALISTAS avançados naquela época.

O governo Jango não tinha nada de comunista. Era um governo nacionalista, democrático e reformista e que contava com ampla participação popular. Portanto, é uma gigantesca asneira dizer que o mesmo queria implantar uma ‘Ditadura do Proletariado’ no Brasil.

E quem, na verdade, enviou dinheiro para o Brasil a fim de modificar o tipo de governo e de sociedade que tínhamos na época, foram os EUA que, principalmente através da CIA e de outros organismos estatais, enviou dezenas de milhões de dólares para financiar os movimentos golpistas que se articulavam no país e do qual faziam parte a ‘fina flor’ das Elites tupiniquins, como Grandes Empresários, Latifundiários, Multinacionais, Banqueiros, Grande Imprensa, Igreja Católica, Classes Médias abastadas.

E nas eleições parlamentares de 1962, apenas a CIA enviou vários milhões de dólares (que na época valiam muito mais do que hoje) para financiar a eleição de parlamentares comprometidos com os interesses dos EUA e das Elites brasileiras e impedir que o PTB se tornasse o partido dominante no cenário político brasileiro, pois o mesmo estava crescendo rapidamente, já que era o partido preferido dos pobres e dos trabalhadores assalariados, tal como ocorre hoje com Lula e com o PT.

E o PTB era um partido nacionalista e reformista de Centro-Esquerda que era a maior força política progressista do país na época, sendo infinitamente maior do que o PCB que, além de ser ilegal, somente tinha maior influência entre estudantes, intelectuais e setores dos trabalhadores sindicalizados.

Portanto, apenas um notório desinformado ou um desonesto e mentiroso como Jair Bolsonaro para afirmar que o objetivo do governo Jango era implantar uma ‘ditadura do proletariado’ no Brasil.

E o governo Jango jamais, em momento algum, chegou a elaborar qualquer plano para dar um Golpe de Estado. Muito pelo contrário. Jango sempre governou em total acordo com a Constituição. Se ele quisesse ter dado um Golpe, ele o teria feito. Não o fez porque era um democrata convicto. Mas, Bolsonaro finge ignorar isso para poder deturpar a história e justificar um Golpe de Estado ilegal e criminoso contra um governo democrático e constitucional, que era o de Jango.

Bolsonaro cita partidos políticos em seu discurso medíocre e mentiroso, mas não diz que a mesma Ditadura Militar, ainda antes da ‘eleição’ fajuta de Castelo Branco pelo Congresso Nacional, editou o AI-1 e cassou o mandato e os direitos políticos de inúmeros políticos eleitos pelo povo, principalmente os do PTB, é claro.

E ele também não diz que, posteriormente, com o AI-2, todos os partidos políticos foram extintos e foram criados 2 partidos, o MDB (de ‘oposição tolerada ou consentida’ pela Ditadura) e a ARENA (de sustentação da Ditadura Militar). Bolsonaro também não diz que centenas de políticos eleitos pelo povo tiveram os seus direitos políticos suspensos e seus mandatos cassados pela Ditadura Militar.

Aliás, a radicalização da Ditadura Militar foi tal que até mesmo Adhemar de Barros e Carlos Lacerda, que apoiaram ao Golpe de 64, perderam os seus direitos políticos.

E as eleições para Presidente da República, Governadores de estado, prefeitos das capitais e de cidades consideradas como de ‘Segurança Nacional’ (Santos, Volta Redonda, etc) passaram a ser realizadas indiretamente, sem qualquer participação popular neste processo.

Foi em função de tudo isso que os brasileiros ficaram 29 anos seguidos sem poder eleger diretamente o Presidente da República.

Falar que a Justiça não funcionava antes da Ditadura Militar é uma deslavada mentira da parte de Bolsonaro. E a Ditadura Militar adotou, depois, medidas que reduziram substancialmente a autonomia do Poder Judiciário, interferindo na composição do STF, afastando juízes que votavam sempre em defesa do cidadão e da Democracia, como foi o caso de Evandro Lins e Silva (que foi afastado do STF depois do AI-5 pois sempre votava contra a Ditadura e em defesa do cidadão) por exemplo. Mas, isso também não foi citado por Bolsonaro em seu discurso patético, desonesto e mentiroso.

Sobre a massa de miseráveis que Bolsonaro cita, ela é criação de um sistema capitalista que sempre concentrou renda e poder políticos nas mãos de poucos. E foi exatamente isso, essas injustiças e essa miséria na qual viviam dezenas de milhões, que a Ditadura Militar aprofundou e desejou eternizar.

Os pobres e os miseráveis votam no PT e em Lula porque estes melhoraram consideravelmente as condições de vida deles, permitindo que passassem a ter um salário melhor, acesso a bens de consumo que nunca possuíram, energia elétrica, acesso à Universidade, a empregos com carteira assinada, enfim, a uma vida melhor.

Falar que esse processo de mudanças que o governo Lula implantou no país irá resultar na implantação de uma ‘ditadura do proletariado pelo voto’ é uma arrematada besteira. Primeiro, que Lula não defende isso. E o PT defende o Socialismo Democrático, sendo contrário à qualquer tipo de Ditadura.

Aliás, quem demonstrou gostar muito de Ditaduras é o Sr. Bolsonaro, que tantos elogios fez à Ditadura Militar brasileira.


E quem lutou contra a Ditadura neste país foram justamente os membros das forças políticas progressistas (nacionalistas, de esquerda) que hoje governam o país, como é o caso dos ministros Dilma Rousseff e Franklin Martins e do próprio Lula, cujos movimentos grevistas aos quais liderou no final dos anos 1970 e início dos anos 1980 deram uma importante contribuição para a derrocada da Ditadura Militar.

Logo, Jair Bolsonaro é que têm muito mais condições de implantar uma Ditadura Militar Extremista de Direita neste país e não aquelas forças e lideranças políticas que lutaram, brava e heroicamente, contra a Ditadura Militar Terrorista da qual o deputado Bolsonaro mostra sentir tantas saudades.

Antes do Golpe de 1964 o Brasil era um país democrático, possuindo um governo legítimo e constitucional, as liberdades e os direitos da população eram respeitados e isso teria continuado caso o Golpe Militar não tivesse derrubado o governo de Jango.

E depois que acabou a Ditadura Militar, o Brasil voltou a ser um país democrático e isso continua até os dias atuais.

Portanto, foram as forças da Direita reacionária e troglodita, da qual o patético e mentiroso deputado Jair Bolsonaro é um legítimo representante, que implantaram uma Ditadura Militar no Brasil.

As forças democráticas e progressistas de Esquerda e de Centro-Esquerda jamais, em momento algum da nossa história, implantaram Ditaduras no Brasil. As forças direitistas é que fizeram isso.

O Golpe do ‘Estado Novo’, por exemplo, foi apoiado e contou com uma participação ostensiva dos Integralistas, movimento de Extrema-Direita que defendia a implantação de uma Ditadura Militar inspirada no Nazi-Fascismo no Brasil.

E o ‘Estado Novo’ também foi uma Ditadura de Direita Extremista e brutal, tal como a do período 1964-1985. E a mesma também reprimiu duramente todos os movimentos de Esquerda da época (incluindo Socialistas, Comunistas, entre outros) como ocorreu na época da ‘Ditadura Militar’ de 1964-1985.

Logo, as forças políticas que o deputado Bolsonaro diz estar planejando a implantação de uma ‘ditadura do proletariado’ no Brasil foram, justamente, as maiores vítimas destas Ditaduras radicais e extremistas de Direita que tivemos em nosso país.

E quando estas forças progressistas e democráticas governaram o Brasil (1945-1964 e nos dias atuais), foi justamente aí, neste período, que a Democracia foi preservada e assegurada.

E a história do Brasil de 1930 até hoje confirma isso.

Link:

http://www.youtube.com/watch?v=qxLWWjW3T_8

A eleição para o governo do estado de SP!


Muitas pessoas acreditam que Ciro Gomes seria o melhor candidato para derrotar os tucanos numa eleição para o governo do estado de SP. Particularmente, discordo frontalmente desta tese.

Não há nada que comprove que Ciro seria bem votado em SP.

O povo paulista, na sua imensa maioria, é muito 'bairrista' e não aceita pessoas 'de fora' governando o estado nem sob tortura.

Uma das razões pelos quais SP fez a 'Revolta Constitucionalista' de 1932 foi que o então Presidente Getúlio Vargas havia nomeado um interventor não-paulista para governar SP. Nunca mais os paulistas perdoaram Vargas. Brizola, seu herdeiro político, sempre foi mal votado em SP, e muito em função disso. E esse sentimento não mudou até hoje.

E Ciro fez toda a sua carreira política fora de SP. Politicamente, ele é cearense. Ele seria trucidado em SP em razão disso, sendo facilmente derrotado pelos tucanos. Ele seria atacado como forasteiro, invasor e coisas do tipo.

O PT tem que lançar alguém daqui de SP, mesmo, para o governo do estado, e que amplie o eleitorado. Para isso, também teria que fazer uma ampla coalizão. No momento, o único candidato com essa característica é o Senador Eduardo Suplicy.

Suplicy é o único político progressista de São Paulo que consegue votos no eleitorado não-petista e um pouco mais moderado politicamente. Se não fosse assim, não se elegeria Senador tantas vezes seguidas. Falam que ele não têm carisma ou que não é bom debatedor. Mas, uma viz eu vi o Suplicy fazer picadinho do Maluf num debate para a prefeitura de São Paulo.

E desde quando Alckmin, que será o candidato tucano ao governo de SP, é bom de debate e carismático? Quando ele fala, muitas pessoas morrem de sono, de tão monótono que ele é.

São Paulo é um estado muito conservador politicamente, infelizmente. Antes da Ditadura Militar os paulistas sempre votaram na Direita, elegendo políticos como Adhemar de Barros e Jânio Quadros. Depois, elegeram Quércia, Maluf, Covas, Alckmin, Serra. Todos apoiados e sustentados pela Direita.

Infelizmente, SP é um feudo da Direita reacionária. Aqui, até Hitler teria chances de se eleger governador do estado, de tão conservador que o estado é politicamente.

Mas, o estado de SP está em decadência justamente em função deste excesso de conservadorismo. Outros estados e outras regiões do país estão se desenvolvendo muito mais, como são o caso do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O estado de SP já foi o responsável por 50% do PIB do país. Hoje, tem apenas 1/3. E a cada ano esta participação diminui. E isso não irá parar.

Mas, o mais provável é que essa decadência de SP acabe resultando numa intensificação do conservadorismo político paulista e não numa diminuição do mesmo.

Infelizmente.

Rodrigo Vianna: As placas se movem: Dilma já empata com Serra!


As placas se movem: Dilma já empata com Serra


O Mundo e a América Latina, em especial, se entristecem com as notícias sobre mais um terremoto arrasador - dessa vez no Chile.

Passei o sábado numa reunião, para criar uma associação de empresários e empreendedores de comunicação de linha progressista. Dentro da sala, num hotel paulistano, vez por outra aparecia alguém com mais notícias tristes sobre o terremoto. Tecnicamente, já sabemos o que se passou: placas tectônicas se chocaram, bem perto da costa chilena, o que pode provocar também tsunamis em todo o Pacífico.

No fim da tarde, outras placas se moveram - mas dessa vez na política brasileira. Na sala onde eu estava, chegaram os números da nova pesquisa DataFolha: Dilma colou em Serra.

A "FolhaOnline", até tarde da noite, ainda escondia os detalhes da pesquisa. A idéia é forçar o povo a comprar o jornal. Ok. Gastei meus 4 reais. E tenho aqui o diário impresso.

Os números são avassaladores.

No cenário mais provável, a situação é a seguinte: Serra 32% (contra 37% em dezembro), Dilma 28% (23% em dezembro), Ciro 12% (13% em dezembro) e Marina 8% (tinha os mesmos 8% em dezembro).

A manchete do jornal destaca esse quadro: "Dilma cresce e já encosta em Serra".

Ok. Está correto.

Mas, quando digo que os números são avassaladores, refiro-me a outras variáveis. Vejamos...

1) Rejeição - Serra é agora o mais rejeitado: 25% não votariam nele de jeito nenhum, contra 19% em dezembro.

2) Voto espontâneo - Dilma está em primeiro lugar, com 10%; com os mesmos 10% aparece... Lula! Serra é apenas o terceiro, com 7%; em quarto aparece o "candidato de Lula", com 4%, em quinto está Aécio, com 1%.

Reparem que a soma de Lula/Dilma/"candidato de Lula" alcança 24%, contra 8% de Serra/Aécio.

3) Transferência de Voto - 42% dizem que votariam num candidato apoiado por Lula; 26% dizem que "talvez" votariam em quem Lula indicar; e só 22% afirmam que "não" votariam no candidato de Lula.

4) Conhecimento do candidato - Serra é conhecido por 96%, Dilma é conhecida por 86%.

Resumo da ópera: há uma avenida aberta para que Dilma siga a crescer.

À medida que ela se torne mais conhecida, a tendência é que a intenção de voto em Dilma se aproxime dos 42% - que é o total de eleitores inclinados a escolher um candidato indicado por Lula.

A "Folha" escolheu não brigar com os números. Com uma exceção: o jornal diz que "é impreciso dizer que o levantamento indica um empate estatístico". Êpa. Aí, não. Estamos, sim, diante de um "empate técnico", no limite da margem de erro.

Mas isso é detalhe. O que importa é a tendência, anotada também na simulação de segundo turno: a diferença entre Serra e Dilma desapareceu: Serra tem 45%, Dilma tem 41%. Em dezembro, a vantagem de Serra era de 15 pontos. Agora, evaporou.

Diante disso, a colunista Eliane Cantanhêde parece desesperada. Na página 2 do jornal, ela escreve o texto "Ou vai ou Racha", com destaque para a seguinte pérola: "a eleição atingiu o ponto ideal para a definição de Aécio Neves: sempre se soube, mas nunca tinha ficado tão evidente o quanto sua candidatura a vice é fundamental para a oposição".

"Ponto ideal" pra quem, cara pálida? Cantanhêde quer empurrar Aécio pro fogo. Quer que ele perca agarrado a Serra.

Vamos raciocinar friamente. Se Aécio aceitar ser vice, e Serra perder (o que parece provável, dado que a soma dos votos espontâneos nos dois fica em um terço do total de votos espontâneos para Dilma+Lula+candidato do PT), o mineiro perde junto. Se Aécio aceitar a vice, e Serra ganhar, Aécio vira sócio minoritário da vitória.

Os jornalistas serristas, depois de espalhar por aí que Aécio bate na namorada e tem hábitos pouco ortodoxos, agora querem a ajuda do mineiro para salvar Serra.

É ruim, hem!

Do jeito que a coisa vai, estaremos em breve diante do seguinte quadro: Serra segue até o fim, em queda, e aí parte para o desespero, recorrendo a dossiês e ao esgoto jornalístico contra Dilma; ou Serra desiste antes de abril, e estaremos diante da situação inimaginável de ver os tucanos implorando a FHC para concorrer, em nome da sobrevivência do partido.

Quanto a Dilma, devo lembrar como bom corinthiano, o ideal é escapulir do salto alto. A pior besteira do mundo seria acreditar no já-ganhou. Corinthianos costumam pensar assim: quando tudo parece ir bem, é sinal de que algo errado pode acontecer em breve.

Mas falando sério: Dilma precisa lembrar que a elite (incluindo boa parte da classe média urbana) segue contra ela. Especialmente no Sul e Sudeste. Os mais escolarizados apóiam Serra - isso também aparece na pesquisa.

A mídia detesta Dilma (apesar dos sinais de que Globo e Lula parecem ter conversado nas últimas semanas, em busca de uma trégua - volto a isso em outro texto...).

Jornalistas do esgoto desesperados. Demos desesperados. Tucanos desarvorados. Essa gente toda somada é capaz de muita sujeira até a eleição.

Dilma que se prepare. Com ou sem acordo com a Globo, muito chumbo virá.

P.S.: escrevi aqui, em texto anterior, que a pesquisa DataFolha incluía outras perguntas - entre elas uma sobre a influência do "Bolsa-Família" na escolha eleitoral - http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/especialista-em-serra-datafolha-esta-em-campo. Esses números não apareceram na "Folha" deste domingo; o jornal pode ter guardado pra mais tarde, ou repassado os resultados só "a quem interessar possa". A conferir...

Link:

http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/as-placas-se-movem-dilma-ja-empata-com-serra

Quem é essa mulher, afinal? 'Olga Chagas'? 'Marta Suplicy'? 'Ana Arraes'? 'Vilma'? Não, é a Dilma, mesmo!!


Vejam essa reportagem do ‘O Globo’. Pela mesma já se percebe o imenso potencial de crescimento da candidatura de Dilma e que ela ainda está longe de atingir o seu teto (e ao contrário do que sempre disse o Montenegro…).

Dilma é conhecida como ‘Olga Chagas’, ‘Marta Suplicy’ e ‘Ana Arraes’ pelo povo da terra natal do Presidente Lula… Pode uma coisa dessas? Mas, como Dilma é uma novata em disputas eleitorais, é claro que isso é algo perfeitamente compreensível.

Texto:

Oxente, essa não é a Olga?

Em Caetés, terra de Lula, Dilma é uma desconhecida, mas todos dizem votar em quem ele indicar

Letícia Lins e Isabela Martin, foto de João Luís

CAETÉS (PE) e ALTO SANTO (CE). Pré candidata do PT à Presidência, a ministra Dilma Rousseff não descola do presidente Lula nas viagens pelo país e lidera as pesquisas no Nordeste, mas será que o povo sabe quem é ela?

Em Caetés, município onde Lula nasceu e obteve seu maior percentual de votação em Pernambuco (89,497%), moradores de áreas rurais e urbanas tiveram dificuldade de identificar a ministra em uma fotografia mostrada pelo GLOBO, que abordou aleatoriamente moradores da terra do presidente.

A petista foi confundida com a mãe do governador Eduardo Campos (PSB), com uma exservidora do posto de saúde e até com Marisa Letícia, mulher de Lula.

— Oxente, essa não é a Olga? A boca é igual à de Olga. Ela é de onde? Acho que é Olga mesmo…

As tentativas de identificação, carregadas de incertezas, são de Corina Guilhermina da Silva, de 78 anos, a Tia Corina, parente de Lula que ficou conhecida na campanha presidencial de 2006 por ostentar grande fotografia do então candidato à reeleição na fachada de seu casebre e ser proprietária de um sítio onde Lula brincava quando criança.

Corina, que tem diabetes, teve as pernas amputadas e vive na área urbana de Caetés, cidade que era distrito de Garanhuns quando Lula era criança. Ela confundiu Dilma Rousseff com Olga Chagas, ex-enfermeira do posto de saúde em Caetés onde Corina era atendida. Ao lado de Corina, a neta Ruth Pereira da Silva, de 20 anos, diz conhecer a mulher da foto.
— Agora esqueci o nome dela… Ah, lembrei, é Marta Suplicy!

De 45 pessoas abordadas em Caetés — entre lavradores, pequenos proprietários, pedreiros, comerciantes, ambulantes, servidores públicos — só oito identificaram a ministra, em abordagens feitas no campo, em obras, num restaurante, em um mercadinho e no meio da rua. Todos, porém, mesmo desconhecendo a ministra, disseram que vão votar nela quando apontada como a candidata do presidente.

Já o pré-candidato do PSDB, o governador paulista José Serra, é mais conhecido.

Em fotografia do mesmo tamanho da foto da ministra, foi identificado por 28 das 45 pessoas ouvidas, mas só uma confirmou que votaria nele.

Dos que sabiam quem ele é, todos lembraram seu segundo nome. No caso de Dilma, o primeiro nome é o mais lembrado e poucos citaram Rousseff.

— Vi na televisão, mas não sei quem é. Não lembro nem o nome — disse Abel Inácio da Silva, de 40 anos, morador do Sítio Várzea Comprida, o mesmo onde Lula nasceu e passou os primeiros anos.

— É bonita. É da família da senhora? — perguntou Argemiro Godoy, agricultor de 63 anos, à repórter.

Mais adiante, três lavradores que conversavam sob uma árvore no meio da caatinga, Cícero Pedro da Silva, de 55 anos, Irineu Inácio da Silva, de 64, e José Raimundo da Silva, de 49, que disseram não ser parentes de Lula, também não reconheceram Dilma.

— Tenho três televisões em casa, mas não sou chegado. Essa mulher nunca vi — disse o primeiro, morador do sítio Várzea de Dentro, onde planta milho, feijão e mandioca. Ao seu lado, Irineu não identifica a petista.

— O nome não sei, mas acho que a vi na TV — disse.
Morador do sítio Riacho das Fruteiras, Raimundo diz desconhecer a moça da foto. Indaga se é a mulher de Lula.
Mais letrada que o marido e os amigos, Diamantina da Silva, de 40 anos, mulher de Irineu, mata a charada: — Oxe, não é a mulher que está com Lula para cima e para baixo? É Dilma, que aparece com Lula na TV.

Ele quer que ela seja presidente.

Perto dali, no Sítio Várzea Comprida, Maria Aparecida Bezerra, de 48 anos, 11 filhos, também não consegue identificar Dilma. Mas seu filho, Edvaldo Bezerra, de 22, a nora Fabiana Souza Silva, de 22, e a filha Luciana Bezerra, de 18, conhecem a ministra, embora só lembrem seu primeiro nome.

No Centro de Caetés, a lavradora Maria da Silva, de 50 anos, que almoça sobras num restaurante, acha bonita a mulher da foto, mas não sabe quem é ela. Luiz Gomes, o Luiz Gordo, que bebe com amigos no estabelecimento, dá seu veredicto: — É a mãe do governador Eduardo Campos (PSB).

Ele se refere a Ana Arraes (PSB-PE), deputada federal. A mesma referência faz Diva Alves Cordeiro, de 43, proprietária de um mercadinho: — É Ana Arraes? — indaga, para completar ao receber a informação certa: — Ah, sei, é aquela menina que quer ser candidata a presidente.

Servidora pública, Lúcia Wanderley, de 52, aproxima-se curiosa. Ao ver a fotografia, afirma: — É a Dilma. Vejo sempre na TV. Onde Lula está, ela está.

No restaurante São José, José Josimário Wanderley, de 34 anos, identifica a ministra: — Dilma é antipática, não debate.

Votei em Lula quatro vezes, mas não voto nesta mulher.
Josimário e Lúcia estão entre os oito dos 45 entrevistados que disseram saber quem é Dilma Rousseff.
Ou melhor, Dilma, porque Rousseff é um nome que ninguém pronuncia no agreste pernambucano.

Mas o fato de José Serra ser mais conhecido não significa que as coisas estejam fáceis para ele na terra de Lula. De desconhecida, a ministra ganha a simpatia dos moradores quando é associada à figura do filho famoso de Caetés. Todos que a desconheciam, sem exceção, disseram que votam nela se Lula pedir.

— Aqui só dá Lula. Ele é de Deus, a vida melhorou depois dele. Tivemos educação, saúde, cisternas, luz — afirma Maria Aparecida Bezerra.

— Em quem Lula mandar, voto — completa Raimundo da Silva.

Ativista política desde os 13 anos, filiada ao PSB, Maria Emília Pessoa da Silva organizou a caravana de Caetés para prestigiar a primeira posse de Lula.

Para ela, apesar de Dilma ser desconhecida na terra do presidente, não será difícil votar nela: — O povo tem tanta confiança em Lula que não está preocupado em conhecer a ministra, porque acredita que, se ele indica, é porque ela é gente boa — diz Emília, secretária de Saúde de Caetés.

Há seis eleições em mãos de aliados de Lula, Caetés mudou muito. Antes, só tinha duas ruas calçadas. Agora quase todo o perímetro urbano é calçado.

A educação, que ficava entre as três piores de Pernambuco, está entre as dez primeiras. Na área rural não havia luz. Agora todo o município é eletrificado.

Hoje grande parte das famílias não precisa recorrer à água de barreiros em épocas de seca porque possui cisternas.

Até a década passada, o município só tinha três médicos e uma parteira. Hoje o hospital de Caetés tem 26 especialistas e serviços de endoscopia e ultrassonografia. A cidade tem oito postos de saúde da família.

Caetés tem 26 mil habitantes, com 3.529 benefícios do Bolsa Família.

O desconhecimento sobre Dilma se repete em Alto Santo, no Ceará, município a 240 quilômetros de Fortaleza onde Lula teve 86,22% dos 7.937 votos válidos em 2006 (o maior percentual entre os 184 municípios cearenses).
Poucos reconhecem a ministra por foto. Outros sabem que “ela está sempre ao lado de Lula”, mas não o seu cargo.
Quase ninguém sabe que disputa o Planalto. E, a sete meses da eleição, a fisionomia e o nome de Serra também são pouco reconhecidos. Alguns sabem que ele é governador de São Paulo, mais até que candidato a presidente.

Alguns também sabem que Dilma enfrentou batalha contra o câncer.

As enchentes que devastaram São Paulo nos primeiros meses do ano, os atrasos na conclusão de obras federais e os adjetivos como “pai dos genéricos” e “mãe do PAC”, com os quais já foram batizados Serra e Dilma não fazem a menor diferença em Alto Santo por enquanto. A maioria não sabe que eles serão candidatos. Nenhuma das pessoas ouvidas declarou-se eleitora de Serra nem apresentou motivação para isso. Já a disposição de votar na pré-candidata do PT é maior quando sabem que ela terá apoio de Lula.

— Se Serra fosse o candidato de Lula, eu votaria nele — disse o aposentado Francisco Felício dos Reis, de 76 anos, um dos poucos que reconheceram o governador. — Se eu for vivo (em outubro), voto em quem Lula apoiar.

Fanático pelo presidente, o agricultor Manoel Silva, de 57 anos, morador do Sítio Tibolo, na periferia da cidade, mantém na fachada da casa uma foto de Lula da última campanha.

— Sempre votei em Lula. Era ele perdendo e eu votando.
Se ele candidatar até um jumento, voto nele. Imagine numa mulher. Por mim o voto já está ganho. É Vilma? — pergunta.
— O nome é muito bonito.

Alto Santo, no Baixo Jaguaribe, tem economia movimentada pela agricultura, pesca, fábricas de cerâmica e confecção.

Com investimento de R$ 120,8 milhões, o governo federal está financiando uma imensa obra do PAC na cidade: a barragem do Figueiredo, que vai irrigar oito mil hectares.
A entrega está prevista para outubro.

— Nunca ouvi falar em PAC — disse o agricultor Benedito Moura da Silva, de 57 anos, enquanto apontava para o local da barragem. Eleitor de Lula, não conhecia Dilma nem sabia que ela é chamada de “mãe do PAC”. Mas, ao saber que ela é a candidata de Lula, declarou seu voto.

— Voto no candidato de Lula. Seja homem, seja mulher.

Link:

http://blogdogadelha.blogspot.com/2010/02/vou-votar-em-lula-de-novo-oxente.html

Até o tucano Gilberto Dimenstein (e da 'Folha') já reconhece o favoritismo de Dilma na eleição presidencial!


Por que Dilma é a favorita


Basta a observação de um fato trazido pelo Datafolha para ver que Dilma Rousseff tornou-se a favorita na sucessão presidencial --uma situação que obviamente pode mudar de acordo com a campanha.

O fato óbvio é o seguinte: ainda tem uma expressiva parcela dos eleitores, especialmente os mais pobres, que garantem que vão votar no candidato de Lula. Mas não sabem que Dilma é sua candidata. É algo que, mais cedo ou mais tarde, vai acabar, até antes do início do horário eleitoral.

Se isso ocorresse agora, a candidata do PT já estaria em primeiro lugar, com certa folga --Dilma, até aqui, perde pontos por causa da baixa escolaridade de seu eleitor em potencial.

Mesmo ainda desconhecida de parte do eleitor cativo de Lula, ela está próxima do empate com José Serra.

Até onde se enxerga, a economia continuará crescendo, o desemprego vai cair e a renda do trabalho evoluir --o que significa que a popularidade de Lula tende a se manter em alta.

Daí que Dilma entra em março como a favorita.

Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u700229.shtml

Analisando as candidaturas à Presidente da República em 2010!


Analisando as candidaturas à Presidente da República em 2010!

1) Aécio é neoliberal de carteirinha, como o próprio Nassif já cansou de dizer aqui. Aliás, ele é mais neoliberal do que o próprio Serra.

2) Ciro não têm partido. O PSB não é o 'seu' partido. Ele apenas 'está' no PSB, como já 'esteve' no PDS, PSDB, PPS...

Aliás, isso é culpa exclusiva dele mesmo, Ciro.

Afinal, quem o mandou mudar de partido tantas vezes? Com isso, Ciro não criou raízes em partido algum. Ciro Gomes é o caso clássico do ‘General sem Tropas’. É um líder sem seguidores, que despreza as instituições partidárias e fala diretamente à população. Jânio e Collor também eram assim. E qual foi o resultado de termos tido Presidentes com estas características? O primeiro renunciou depois de apenas 7 meses de governo e o segundo foi afastado da Presidência devido ao Impeachment. Com Ciro na Presidência, correríamos o sério risco de repetir a mesma história. Não penso que seja este o ‘sonho de consumo’ da população brasileira.

Além disso, o principal líder do PSB é Eduardo Campos e não o Ciro.

Assim, para ser candidato, Ciro tem que, primeiro, obter o apoio dos principais líderes do PSB para poder se lançar candidato à Presidente de fato. Sem este apoio interno, sua candidatura não existe e é mais um desejo de Ciro do que uma realidade política concreta.

Enquanto isso, Dilma já foi devidamente escolhida pelo PT como a sua candidata à Presidente, o partido se uniu inteiramente em torno dela e à medida que ela cresce nas pesquisas o entusiasmo dos integrantes do partido cresce cada vez mais. Sua campanha já está, há um bom tempo, dialogando com outras forças e lideranças políticas e partidárias a fim de formar uma ampla coalizão com o objetivo de sustentar a sua candidatura.

Mas, não vejo nenhuma movimentação dentro do PSB para garantir e fortalecer a candidatura de Ciro. Com quem o PSB está dialogando a fim de viabilizar uma coalizão em torno de Ciro? Isto seria fundamental para o sucesso da mesma, pois o PSB é um partido com um alcance e penetração nacional bem inferior aos de PT e PMDB, que serão os principais baluartes da candidatura de Dilma. Sem uma coalizão sustentando Ciro, as suas chances de vitória seriam praticamente nulas, pois iria enfrentar máquinas eleitorais muito mais fortes e organizadas e isso aconteceria no país inteiro.

Porém, entendo que a sua candidatura presidencial somente iria se viabilizar caso ocorresse um eventual, repentino e significativo crescimento de Ciro nas pesquisas eleitorais. Mas não há nada que aponte nesta direção, muito pelo contrário.

Na verdade, a cada pesquisa divulgada, Ciro cai nas intenções de voto. Sua candidatura se esvazia cada vez mais, enquanto a de Dilma se fortalece a cada mês, subindo a cada pesquisa realizada.

3) Quanto à Marina, ela cumpre o papel que lhe foi reservado nesta eleição, ou seja, a de ser uma linha auxiliar do PSDB e da candidatura Serra.

Não é à toa que já se fala que ela poderá ser a Vice de Serra, já que o DEM se desmoralizou completamente após o 'Arrudagate' e com a crescente impopularidade de Kassab em SP.

Marina não se cansa de elogiar o governo FHC e o PSDB e seus principais financiadores de campanha são empresários tucanos.

Logo, não vejo como colocá-la no campo 'antiliberal'.

Além disso, o PV é um partido pequeno, com pouca penetração nacional, pouquíssimo tempo no rádio e na TV, o que é fundamental numa campanha presidencial realizada num país com mais de 120 milhões de eleitores, 5500 municípios e de extensão continental como é o Brasil.

E os eleitores de Marina são, principalmente, das classes mais abastadas, que são uma pequena minoria da população. Segundo as pesquisas, quanto maior a renda e a escolaridade dos eleitores, maiores são as intenções de voto em Marina. Segundo a pesquisa do Datafolha de Fevereiro deste ano, Marina tem 13% das intenções de voto entre os eleitores com nível superior e apenas 7% entre os que têm apenas o ensino fundamental.

Pela sua história de vida, de origem humilde, de uma pessoa que batalhou e venceu na vida, Marina até pode atrair uma certa simpatia deste eleitorado mais humilde de menor nível de escolaridade.

Mas ao ser candidata de um partido com uma estrutura pequena, com pouco tempo no rádio e na TV e com poucos recursos para se gastar na campanha, há poucas chances de que essa simpatia se transforme em voto. Marina pode ser como o PT de antigamente, que recebia elogios de todos, mas não que vencia eleições e vivia sendo considerado o partido do ‘futuro’. Aliás, o PT era elogiado justamente porque não vencia eleições... Depois que passou a vencê-las, o PT passou a ser atacado por todos os lados. Deve ter sido ‘mera coincidência’, não é mesmo?.

E não duvido que boa parte das intenções de voto em Marina seja de admiradores do Presidente Lula e do PT, com quem Marina ainda tem uma forte identificação, pois foi do PT por toda a sua carreira política, bem como ministra do governo Lula por vários anos seguidos.

E caso este eleitorado petista, lulista ou de Esquerda que admira Marina decida votar em Dilma, suas intenções de voto deverão diminuir à medida que a candidata do PT vá, gradualmente, conquistando este eleitorado, pois poderá mostrar, na campanha, que tem uma identificação muito maior com o PT e com o Presidente Lula, pois é ela que tem o apoio total e maciço destes.

Portanto, entendo que as avaliações feitas a respeito das fragilidades das candidaturas de Ciro e Marina são bem realistas.

4) Quanto à Serra, ele é candidato à Presidente desde que se elegeu Prefeito de SP, em 2004, e reforçou ainda mais isso depois que se elegeu governador.

E a sua candidatura sempre teve apoio maciço da Grande Mídia, que não cansa de blindá-lo contra tudo (enchentes, descontentamento dos servidores públicos, manifestações estudantis reprimidas brutalmente, segurança pública em frangalhos, educação pública ruim, etc). Tudo isso acontece e parece que Serra nada tem a ver com tais problemas, embora seja governador e tem, portanto, responsabilidade direta sobre tudo isso.


Serra também possui um grau de conhecimento muito maior entre a população, pois já foi candidato à Presidente e a muitos outros cargos. Ele tem um grau muito maior de ‘recall’ (ou seja, o eleitorado se lembra dele com muito mais facilidade) do que Dilma, Ciro e Marina.

Assim, mesmo com Serra sendo candidato à Presidente há muitos anos e, mesmo com ele sendo governador do estado mais rico e populoso do país e tendo apoio total da Grande Mídia, ele conseguiu a proeza de (entre Março de 2008 e Fevereiro de 2010) ter sofrido uma queda de 38% para 32% das intenções de voto, segundo o Datafolha.

E a campanha de Serra não tem, até o momento, sequer uma coordenação, não há sequer um esboço sobre quais serão as suas principais propostas de campanha, não há diálogo sendo realizado com outras lideranças e forças políticas organizadas do país. Até mesmo em estados como o Paraná, cujo prefeito da capital é do PSDB, as definições políticas do seu próprio partido lhes foram prejudiciais. Tudo isso demonstra a desarticulação da sua candidatura.

Tudo indica que Serra apostou TUDO na sua aliança com a Grande Mídia, acreditando que o apoio total e maciço da mesma (bem como a blindagem da mesma para as mais do que gritantes e evidentes falhas do seu medíocre governo em SP) garantiria a sua vitória.

Serra se esqueceu do fundamental, do principal, que é fazer política, ou seja, conversar, dialogar, fechar acordos, construindo uma candidatura presidencial sólida e que, portanto, tivesse presença e alcance nacional.

Enquanto isso, Dilma é uma novata em eleições, sua candidatura presidencial é bem mais recente, embora ela tenha uma carreira política que já vem de várias décadas e que teve sua origem no movimento estudantil dos anos 1960.

Dilma também participou da Resistência Armada contra uma Ditadura Militar Terrorista e Assassina (que não respeitava sequer as próprias leis que fazia).

E Dilma ainda tem a vantagem de ter o apoio maciço e total do Presidente mais popular da história do país, o PT se uniu totalmente em torno de sua candidatura presidencial, sua campanha é bem organizada, com poucos erros, ela está dialogando com outras forças políticas e lideranças de todo o país e fechando acordos que serão muito importantes quando a campanha eleitoral entrar em sua reta final.

Como se não bastasse, entre Março de 2008 e Fevereiro de 2010, Dilma passou de 3% para 28% das intenções de voto, segundo o Datafolha, alcançando um empate técnico (que o Datafolha, risivelmente, chamou de ‘impreciso’) com o eterno candidato tucano, o Governador José Serra. Todas as pesquisas mostram, claramente, uma ascensão gradual e constante de Dilma. Sua linha nas pesquisas aponta apenas para cima, enquanto as dos demais candidatos apontam para baixo.

Portanto, entendo que as avaliações políticas que se fazem, hoje, a respeito da força crescente da candidatura de Dilma e da fragilidade das candidaturas de Serra, Ciro e Marina, me parecem ser bastante pragmáticas e realistas.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Datafolha: 42% dos Eleitores votam em candidato apoiado pelo Presidente Lula; Aprovação do Governo Lula bate novo recorde histórico e chega a 73%!


1) Popularidade do Governo Lula:

Ótimo/Bom - 73%;
Regular - 20%;
Ruim/Péssimo - 5%.

2) Intenção de Voto por Nível de Renda:

Até 2 Salários Mínimos Mensais:

Serra - 30%;
Dilma - 29%;
Ciro - 12%;
Marina - 8%.

De 2 a 5 Salários Mínimos:

Serra - 34%;
Dilma - 29%;
Ciro - 14%;
Marina - 8%.

De 5 a 10 Salários Mínimos:

Serra - 36%;
Dilma - 27%;
Ciro - 13%;
Marina - 11%.

Mais de 10 Salários Minimos:

Serra - 44%;
Dilma - 25%;
Ciro - 12%;
Marina - 9%.

3) Intenção de voto por Escolaridade:

Ensino Fundamental:

Serra - 31%;
Dilma - 26%;
Ciro - 12%;
Marina - 7%.

Ensino Médio:

Serra - 33%;
Dilma - 30%;
Ciro - 13%;
Marina - 9%.

Ensino Superior:

Serra - 36%;
Dilma - 29%;
Ciro - 10%;
Marina - 13%.

4) Intenção de voto por Sexo:

Masculino:

Serra - 32%;
Dilma - 32%;
Ciro - 13%;
Marina - 8%.

Feminino:

Serra - 33%;
Dilma - 24%;
Ciro - 12%;
Marina - 9%.

5) Intenção de voto por Região:

Nordeste:

Dilma - 36%;
Serra - 22%;
Ciro - 15%;
Marina - 6%.

Norte/Centro-Oeste:

Serra - 32%;
Dilma - 29%;
Ciro - 11%;
Marina - 13%.

Sul:

Serra - 38%;
Dilma - 24%;
Ciro - 9%;
Marina - 6%.

Sudeste:

Serra - 38%;
Dilma - 24%;
Ciro - 12%;
Marina - 9%.

6) Votaria em um candidato apoiado pelo Presidente Lula?

Sim - 42%;
Talvez - 26%;
Não - 20%;
Outras Respostas - 6%;
Não Sabe - 4%.

Serra torna-se o candidato mais Rejeitado, diz Datafolha! No 2o. turno, Serra tem 45% e Dilma 41% (empate técnico)!


O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, tornou-se o mais rejeitado entre todos, segundo a mais recente pesquisa Datafolha. Vejam os resultados:

De acordo com o Datafolha, o pré-candidato Serra registra o maior índice de rejeição entre os presidenciáveis, com 25% (19% na pesquisa anterior); seguido de Dilma com 23% (21% na pesquisa anterior); Ciro, com 21% (18% na pesquisa anterior); Aécio, com 20%; e Marina, com 19% (17% na pesquisa anterior).

Já para o 2o. turno, Serra aparece com 45% e Dilma com 41%, mostrando uma situação de empate técnico. Na pesquisa anterior, Serra tinha 49% e Dilma aparecia com 34%. Assim, em apenas 2 meses, a diferença entre Serra e Dilma caiu de 15 p.p. para apenas 4 p.p.

Já num 2o. turno disputado entre Dilma e Aécio, o resultado seria:

Dilma - 48%;
Aécio - 26%.

Link:

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/02/27/diferenca-entre-dilma-serra-cai-para-quatro-pontos-percentuais-diz-datafolha-915954568.asp

Comparando as pesquisas Datafolha entre Março de 2008 e Fevereiro de 2010!


Comparando as pesquisas Datafolha!

1) Datafolha de Março de 2008:

Serra - 38%;
Ciro - 20%;
HH - 14%;
Dilma - 3%.


2) Datafolha de Fevereiro de 2010:

Serra - 32% (caiu 6 p.p.);
Dilma - 28% (subiu 25 p.p.);
Ciro - 12% (caiu 6 p.p.);
Marina - 8% (obs: Ela não constava na pesquisa de 2008, é claro, mas se compararmos a sua intenção de voto com a de HH, ela tem um desempenho pior, obtendo 6 p.p. a menos do que a ex-senadora alagoana).

Links:


http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=858



http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/02/27/datafolha+mostra+serra+na+lideranca+e+avanco+de+dilma+9411607.html

Datafolha mostra empate técnico entre Serra (32%) e Dilma (28%);Serra caiu 5 p.p. e Dilma subiu 5 p.p.!


Dilma cresce em intenção de voto e já encosta em Serra, diz Datafolha

da Folha Online

Pesquisa Datafolha publicada na edição de domingo da Folha, mostra que a ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil) cresceu cinco pontos nas pesquisas de intenção de voto de dezembro para janeiro, atingindo 28%.

No mesmo período, a taxa de intenção de voto no governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recuou de 37% para 32%.

Com isso, a diferença entre os dois pré-candidatos recuou de 14 pontos para 4 pontos de dezembro para cá.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No entanto, é impreciso dizer que o levantamento indica um empate técnico entre Serra e Dilma.

A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro. Foram ouvidas 2.623 pessoas com maiores de 16 anos.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u700031.shtml

Cenário 1:

Serra - 32% (37%);
Dilma - 28% (23%);
Ciro - 12% (13%);
Marina - 8% (8%).

Cenário 2:

Serra - 38% (40%);
Dilma - 31% (26%);
Marina - 10% (11%).

Cenário 3:

Dilma - 30% (26%);
Ciro - 21% (21%);
Aécio - 13% (16%);
Marina - 11% (11%).

Cenário 4:

Dilma - 34% (31%);
Aécio - 18% (19%).
Marina - 15% (16%).

Já no voto espontâneo, os resultados são os seguintes:

Lula - 10% (20%);
Dilma - 10% (8%);
Serra - 7% (8%);
Candidato do Lula - 4% (3%);
Aécio - 1% (3%);
Ciro - 1% (1%);
Marina - 1% (1%);
Candidato do PT - (1%).

2o. Turno:

Serra - 45% (49%);
Dilma - 41% (34%).

Obs: O mais engraçado é ver a 'Folha Online' dizer que não há empate técnico entre Serra e Dilma, embora a diferença entre eles seja de 4 p.p. e a margem de erro da pesquisa é de 2 p.p.

Realmente, essa 'Grande Mídia' perdeu o senso do ridículo e já está tratando os seus leitores como um bando de estúpidos. Patético!

Quanto à pesquisa em si, notem que faltando apenas pouco mais de 7 meses para o 1o. turno da eleição presidencial, 10% dos eleitores querem votar no Presidente Lula, embora este não possa ser candidato. E somando-se este percentual com aqueles que querem votar no candidato do Lula (4%) temos 14% das intenções de voto. Estes votos, é claro, deverão ir, quase todos, para Dilma, que assim subiria de 10% para 24%, o triplo das intenções de voto em Serra.

Era só o que faltava! Senador do DEM quer proibir BNDES de financiar exportações de Serviços do Brasil!


Construtoras tentam barrar projeto que limita BNDES

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Rivais no canteiro de obras, fora dele as maiores construtoras do País se juntaram para derrubar o que dizem ser uma ameaça a seus negócios: um projeto de lei que proíbe o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de financiar obras fora do Brasil. É que elas são as principais interessadas na atuação internacional do banco federal.

Estimuladas pelo governo Lula e sua política de ocupação comercial da América Latina e da África, empresas como Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa estão construindo hidrelétricas, portos e metrôs em outros países, com financiamento do BNDES.

Nos últimos cinco anos, o banco desembolsou mais de US$ 3 bilhões nas operações das construtoras fora do País. Até agosto, elas já haviam recebido quase US$ 957 milhões da instituição. Para as construtoras, é um bom mercado. Contratadas em outros países, recebem o financiamento do BNDES, aqui dentro, enquanto executam as obras.

Depois, o governo que as contratou tem 12 anos de prazo para devolver o dinheiro ao banco brasileiro. O projeto que tramita no Senado, de autoria do senador Raimundo Colombo (DEM-SC), fecha essa fronteira. Ele proíbe que "o BNDES financie governos de outros países e suas empresas".

"O papel do BNDES não é esse. Ele não pode dar dinheiro para um metrô na Venezuela ou um porto em Cuba, quando tem tanta coisa para fazer no Brasil", afirma Colombo. Quando chegou ao Senado, no começo do ano, o projeto de Colombo chamou a atenção das construtoras e do BNDES.

Mas a preocupação cresceu mesmo depois do parecer favorável da relatora da Comissão de Constituição e Justiça, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO). No seu parecer, a senadora afirma que a função do BNDES foi "desvirtuada com o financiamento de governos estrangeiros".

Na visão das construtoras, a disputa política pode estar embaralhando as discussões em torno do papel do BNDES. Os oposicionistas, entre eles os democratas Raimundo Colombo e Kátia Abreu, acham que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usa o banco público para aumentar sua influência no continente e para agradar governantes amigos, como o presidente Hugo Chávez, da Venezuela.

O governo, por sua vez, afirma que o apoio oficial é fundamental para abrir mercado para as empresas brasileiras. "Esse projeto é um tiro no pé com a melhor das intenções. Ele só prejudica as empresas brasileiras", afirma o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, a quem o BNDES está subordinado.

Link:


http://www.estadao.com.br/noticias/economia,construtoras-tentam-barrar-projeto-que-limita-bndes,468837,0.htm



Meu comentário!

BNDES financia exportação de serviços e gera renda
Os empréstimos do BNDES geram emprego e renda para o Brasil, contribuindo para o desenvolvimento do país e isso é tudo que o PSDB/DEM não quer, pois os seus patrões em Washington não querem nem ouvir falar de um Brasil forte e desenvolvido que ameace a hegemonia dos EUA na América do Sul.

E é bom lembrar que os governos dos países desenvolvidos também fazem a mesma coisa que o BNDES, financiando as exportações de serviços.

Aliás, o setor de serviços é justamente o mais deficitário na balança comercial do Brasil e financiar tais projetos é uma maneira de reduzir tal déficit.

Assim, em nome de um anti-comunismo pré-histórico, patético e rasteiro, o projeto tucanalha-demoníaco visa impedir o desenvolvimento econômico e social do Brasil, criando obstáculos para que o mesmo se torne o grande líder da América do Sul.

É bom lembrar, também, que o BNDES também financia outras obras de infra-estrutura em toda a América do Sul, nos setores de energia e transportes, contribuindo para o aumento das exportações brasileiros para tais mercados.

Aliás, os tucanalhas ignoram que a América Latina é o maior mercado de exportação de produtos industrializados do Brasil.

Então, fazer empréstimos que abrem estes mercados para o Brasil e contribuir para o crescimento dos mesmos é algo extremamente benefico para o país.

Abaixo, posto uma notícia que comprova a crescente importância do mercado latino-americano para as exportações brasileiras:

América Latina: Maior mercado de exportações do Brasil!

Em 2007, mais de 22% das exportações brasileiras foram destinadas aos países da ALADI. Desses mesmos países o Brasil comprou cerca de 17% de suas importações. Nos últimos dois anos apenas, as importações brasileiras provenientes dos países da ALADI praticamente duplicaram: passaram de US$ 11 bilhões em 2005 para mais de US$ 20 bilhões em 2007.

Embora o dado que eu vá mencionar em seguida extrapole os limites estritos da ALADI, creio ser significativo assinalar, neste foro, que o conjunto da América Latina e Caribe é hoje o maior cliente para as exportações brasileiras, à frente da União Européia e dos Estados Unidos. A América do Sul, sozinha, é hoje um mercado maior do que os Estados Unidos ou mesmo do que o conjunto dos países asiáticos, em que pese ao grandíssimo crescimento da China.

O Brasil hoje tem superávit em sua balança comercial com a grande maioria dos países da região. Notamos, porém, com satisfação, que as compras brasileiras têm crescido mais rapidamente que as nossas vendas. Esperamos que essa saudável tendência ao equilíbrio se mantenha e, mesmo, se reforce. Temos procurado contribuir para isso de várias maneiras, inclusive por meio de programas que visam a estimular as nossas compras dos nossos vizinhos, especialmente aqueles de economia mais frágil.

Link:

http://www.aladi.org/nsfaladi/discursos.nsf/vwdiscursosweb/D71654AD61EAC1810325741A0061B177

'Afastamento' entre Serra e Kassab é mero jogo de cena para iludir e enganar a população!


Serra prepara divorcio

Não se trata da vida privada do governador. O que Serra prepara é o “divorcio” público com Kassab.

A Folha, que tem o dom de detectar os desejos de Serra, nos dá hoje um“inside” do que esta por vir.

“Serra chegou ao evento acompanhado do secretário de Desenvolvimento e ex-governador paulista, Geraldo Alckmin. Kassab já estava no local.

Após responder aos jornalistas, Serra foi visitar a escola, enquanto Kassab concedia entrevista. O prefeito foi embora antes de o governador retornar.” (Folha SP – Explorar cassação é “ridículo”, diz Serra – 24/2/2010).

O intuito é evitar que cole a etiqueta que Kassab é o Pitta de Serra.
Se trata de uma reviravolta de toda a estratégia de Serra em relação ao DEM e que vinha aplicando com esmero -e certo êxito- desde que decidiu abandonar a prefeitura em 2006.

Na sua estratégia presidencial Serra fez do DEM e de sua reciclagem como partido “renovado”, o eixo de sua política de alianças e um instrumento de combate aos seus adversários internos.

Levou a frente está orientação incluso contra o candidato do próprio PSDB no pleito municipal de 2008 e tinha feito do único governador do DEM, José Roberto Arruda, o gestor moderno e eficiente que poderia ser seu vice em 2010. O DEM “moderno”, sem os “coronéis” do passado, forneceria também o tempo necessário na TV e seria complementado com os transfugas do próprio PMDB nos acertos regionais.

José Arruda sucumbiu da pior maneira possível para Serra: no xadrez.

Kassab, por sua vez, afunda na impopularidade pelo descaso com as enchentes e fica exposto publicamente pelo financiamento irregular de mais de 30% de sua campanha, por um lobby interessado na modificação do Plano Diretor da cidade.
Desta orientação central na estratégia de Serra, só fica agora a questão do tempo de TV. Pelo resto, as figuras do DEM são um peso, do qual o candidato tucano quer se desfazer o mais rapidamente possível.

No Rio, por exemplo, a aliança do candidato de Serra e do PSDB com a candidatura ao senado do demo Cesar Maia, começou a ser questionada.

Em São Paulo, protegido pela mídia na questão das enchentes, fez de Kassab o único responsável pelo desastre e claramente recusou-se a alavancar a candidatura do prefeito ao posto de governador.

Virando 180 graus, seu desafeto Alckmin virou a noiva paparicada e daqui em diante é com ele que Serra gostaria de ser identificado.

As notinhas que precederam este desfecho, indicando desacordo de Serra com Kassab na questão do aumento da tarifa de ônibus ou no IPTU, agora serão ampliadas para dissociar cada vez mais Serra de Kassab.

E como todo mundo sabe, Serra e Alckmin sempre foram muito unidos… e serão felizes for ever.

Pelo resto começa a ser cada vez mais premente arrumar um vice de fora do DEM, para mascarar a participação deste partido na coligação, mantida exclusivamente por conveniência de tempo de TV.

As pressões para fazer de Aécio o vice de Serra serão cada vez maiores, como uma questão de sobrevida, para não ver naufragar sua campanha à presidente.
Luis Favre


http://pig2010.blogspot.com/2010/02/serra-prepara-divorcio.html



Meu comentário!

Grande parte do secretariado de Kassab, de diretores de empresas e de autarquias municipais, ocupantes de cargos de confiança (são quase 12.000 na prefeitura de SP) são tucanos e, pelo que me consta, nenhum deles se afastou do governo até o momento.

Portanto, o 'afastamento' entre Serra e é mero jogo de cena para impedir que a crescente impopularidade do alcaide paulistano possa prejudicar Serra na campanha presidencial. Nada além disso.

Afinal, o que pensa Ciro Gomes?


Poucos politicos brasileiros trocaram tanto de partido político como Ciro Gomes.

Ele já foi do PDS, PSDB, PPS e, por enquanto, está no PSB. Não duvido que mude de partido depois destas eleições, voltando para o ninho dos tucanos caso Serra seja derrotado e Aécio torne-se a principal liderança tucana.

Além disso, Ciro é cria política de Tasso Jereissatti, de quem é um fiel aliado até os dias atuais.

Ciro Gomes também já foi um fiel aliado de ACM.

Quer dizer... Ciro é igual a folha de bananeira: Vai para o lado que o vento está soprando.

Além disso, não conheço uma única idéia ou proposta de Ciro para o país. Ele se limita a puxar o saco de Lula enquanto é conveniente.

Mas, vejam que ele já está disparando petardos cada vez mais duros ao governo Lula, inclusive associando este a casos de corrupção. E porque? Simples: Ciro está 'farejando' a possibilidade concreta de que Serra desista da candidatura presidencial. E daí, Aécio herdaria a candidatura presidencial tucana e Ciro seria escolhido Vice do governador mineiro.

Portanto, Ciro não passa de um oportunista rasteiro e da pior espécie, que já foi de partidos políticos com as mais diferentes propostas e programas, mostrando que não tem fidelidade a qualquer linha de pensamento.

Afinal, o que pensa Ciro Gomes a respeito de qualquer assunto? Ninguém sabe. Ele simplesmente se limita a puxar o saco do Presidente Lula, mas em função da altíssima popularidade desfrutada pelo mesmo.

Portanto, não vejo Ciro Gomes como alternativa para coisa alguma, nem para Vice de Dilma e nem para o governo do estado de SP.

Link:

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/02/27/ciro-agora-diz-que-ha-muita-corrupcao-no-governo-lula-269994.asp

Marta Harnecker: Hugo Chávez e os Militares Venezuelanos!


Em mais alguns dias muitos iremos comemorar junto ao povo da Venezuela o primeiro aniversário da epopéia de abril de 2002, que em menos de 48 horas fez fracassar a intentona golpista e devolveu o presidente Hugo Chávez Frías à Presidência da República. Os militares venezuelanos junto ao seu povo e muitas vezes impulsionados por este mesmo povo, souberam estar à altura dos enormes desafios que o processo bolivariano revolucionário deve enfrentar. A eles dedico este livro com a esperança de que outros militares latino-americanos sigam seu exemplo.

Militares venezuelanos

PECULIARIDADES QUE DETERMINAM SEU COMPROMISSO JUNTO AO POVO

MARTA HARNECKER

1 DE ABRIL 2003


1. Há quem rejeite o processo revolucionário bolivariano por ter um líder militar e pelo destacado papel dos militares em muitas instituições do Estado e planos do governo. Isto ocorre porque estão acostumados a entender que os militares fazem parte do corpo repressivo do Estado burguês, que estão permeados pela ideologia burguesa, que não têm como mudar. Não será uma visão muito mecanicista? Não será preciso evitar generalizações e tratar, pelo contrário, de analisar cada exército na situação concreta em que está inserido?

2. A história parece dar o seu aval à última pergunta. Em algo mais de quatro anos que têm estado no primeiro plano do cenário político, os militares venezuelanos têm desempenhado um relevante papel na defesa das decisões democraticamente adotadas pelo povo venezuelano, sendo os principais artífices do retorno de Chávez ao governo quando um grupo de altos oficiais, a maioria deles sem comando de tropa1, desempenharam o triste papel de peças dos grandes interesses empresariais em uma frustrada tentativa de golpe de Estado em abril de 2002.

3. Mas, não só isso, estiveram também à frente dos grandes projetos sociais do governo. Têm colocado sua força de trabalho, seus conhecimentos técnicos e sua capacidade organizativa a serviço dos setores sociais mais desvalidos. O exemplo mais destacado é o Plano Bolívar 2000, que consiste em um programa de melhoramento das condições de vida dos setores populares, de limpeza de ruas, escolas, de saneamento ambiental para combater doenças endêmicas, de recuperação de infraestrutura social em zonas urbanas e rurais. Ao mesmo tempo em que se procurava solucionar problemas sociais, pretendia-se gerar emprego nos setores mais necessitados e incorporar as organizações comunitárias às tarefas de reconstrução e limpeza.

4. É importante levar em conta que este plano começa a ser aplicado no primeiro ano do governo de Chávez2 quando, por um lado, a correlação de forças em nível das instituições lhe é muito desfavorável: nesse momento a maior parte dos governos estaduais e das prefeituras estão em mãos da oposição. O mesmo ocorre com o Congresso e o Tribunal Supremo de Justiça3 e, por outro, a maioria dos quadros políticos está dedicada ao processo constituinte e portanto, à relegitimação de mandatos. A isto se somam as enormes expectativas da população, e o único aparato presente em todo o território nacional com uma estrutura central4 e capacitado para cumprir esta missão era a Instituição Militar.

5. A Força Armada assumiu com muito entusiasmo estas tarefas e o contato direto com a problemática social que vive a população mais pobre contribuiu para criar consciência e compromisso social na oficialidade jovem que as levou adiante. Estes jovens militares se situam hoje entre os setores mais radicalizados do processo.

6. O que torna estes militares diferentes? Por que a grande maioria deles apoia o processo de transformações profundas em seu país orientado para resolver os problemas dos mais despossuídos?

7. A seguir veremos alguns dos elementos que poderiam responder a estas perguntas. Antes de expo-los gostaria de advertir ao leitor que as reflexões que exponho não tem sido fruto de estudos acadêmicos, mas que foram extraídas das experiências e reflexões dos encontros que mantive com nove oficiais da Força Armada venezuelana, cujas entrevistas foram reunidas no livro: Venezuela. Militares junto ao povo.

8. Vejamos então as características particulares dos militares venezuelanos:

9. Em primeiro lugar é preciso levar em conta que é um corpo armado marcado por Simón Bolívar, a mais destacada figura da luta independentista da América Latina contra a Espanha. Este prócer não fala de luta de classes, mas sim da necessidade de abolir a escravidão e em todo seu pensamento estão muito presentes os setores populares. Talvez sua maior contribuição tenha sido sua compreensão da necessidade da integração latino-americana. Viu muito cedo que os nossos países não tinham futuro se não se articulassem para enfrentar unidos os países da Europa e os Estados Unidos. Já na segunda década do século XIX foi capaz de prever que os “Estados Unidos da América do Norte parecem destinados pela providência para desgraçar a América de misérias em nome da liberdade”. Por outro lado, em sua filosofia política concebia a democracia como o sistema político que devia dar a máxima felicidade ao povo. Além disso, considerava que um militar nunca devia apontar suas armas contra a população.

10. Em segundo lugar, a partir da geração de Hugo Chávez, a maioria de seus oficiais não se formaram na Escola das Américas mas na Academia Militar venezuelana, que havia então (1071) sofrido uma profunda transformação. O chamado Plano Andrés Bello elevou a docência a grau universitário. Os quadros do Exército começaram a estudar ciências políticas, a conhecer pensadores da democracia, analistas da realidade venezuelana. Em estratégia militar se estudava Clausewitz, estrategistas asiáticos, Mao Tsé Tung. Muitos desses militares terminaram por se especializar em determinadas matérias nas universidades e começaram a intercambiar com outros estudantes universitários. E se alguns chegaram a ir estudar na academia norte-americana, já iam com sua mochila carregada de idéias progressistas.

11. Em terceiro lugar, é preciso levar em conta também que esta geração de oficiais não teve que se enfrentar com uma guerrilha em auge, como outros militares latino-americanos. Forma-se, pelo contrário, nos anos setenta, quando o país já estava quase pacificado e eram muito poucos os núcleos guerrilheiros que persistiam. Ao percorrer zonas camponesas em seus patrulhamentos fronteiriços não encontravam guerrilheiros, mas pobreza. Enquanto a ideologia burguesa dominante em nossos países trata de nos fazer acreditar que os pobres são pobres porque são bêbados, porque não têm disposição para trabalhar nem iniciativa, porque são pouco inteligentes, e essa é a ideologia que impregna geralmente os nossos corpos amados, os militares venezuelanos vêem por trás da pobreza a oligarquia venezuelana que monopoliza as riquezas e os Estados Unidos vocacionados para semea-la.

12. Em quarto lugar, na Força Armada venezuelana não existe discriminação para ascender aos graus mais altos dentro da Força Armada. Não existe uma casta militar como em outros países. A maioria dos oficiais de alta graduação são filhos de famílias de escassos recursos, seja do campo ou da cidade, e conhecem, por experiência própria, as dificuldades que o povo venezuelano deve enfrente em seu dia a dia. Naturalmente que esta origem popular não implica que – uma vez que tenha conseguido ascender aos graus mais altos e comecem, por isso mesmo, a se relacionar tanto familiar como economicamente com setores da oligarquia – estes oficiais sejam imunes às hábeis manobras de cooptação que estes setores costumar empregar. Alguns deles esquecem sua origem social e passam a servir aos interesses das classes dominantes.

13. Em quinto lugar, é preciso levar em conta a comoção que causou na geração de Chávez a explosão social que ocorreu em 27 de fevereiro de 1989, em repúdio ao pacote de medidas econômicas neoliberais imposto pelo governo de Carlos Andrés Pérez que implicava, entre outras coisas: a redução do gasto público, a liberalização dos preços, a liberalização do comércio, a promoção do investimento estrangeiro, a privatização das empresas do Estado.

14. A causa imediata da rebelião popular foi o aumento do preço do transporte como conseqüência da ala do preço da gasolina. A população dos bairros mais pobres saiu massivamente às ruas e começou a queimar ônibus, a saquear comércios, a destruir lojas e supermercados. Os militares saíram para restabelecer a “ordem”. O “Caracaço” – denominado assim por haver tido como epicentro a capital da Venezuela, mesmo que fenômenos semelhantes tenha ocorrido em vários outros Estados do país – terminou com um massacre de grandes proporções5 e foi um acontecimento determinante no amadurecimento político de muitos jovens oficiais.

15. Em sexto lutar, o enorme contraste na distribuição da riqueza em um país que havia vivido um boom petrolífero e poderia ter resolvido com essas receitas os problemas sociais da população mais pobre, e corrupção reinante em todos os níveis, foram elementos chave na gestação de uma corrente de repúdio à situação existente dentro da própria instituição militar. Esta corrente terminou se constituindo – em dezembro de 1982 – em um movimento clandestino que foi crescendo internamente e se expandindo para setores civis: o Movimento Bolivariano Revolucionário 200.

16. Três são as fontes de inspiração desse movimento: Simón Rodríguez foi mestre e amigo de Bolívar, um grande educador e reformador social que defendeu com muita força a originalidade de nossa realidade latino-americana, sua composição pluriétnica e a necessidade de integrar os povos indígenas e os escravos negros nas futuras sociedades latino-americanas. E defendia com grande vigor a necessidade de criar instituições originais adaptadas à nossa realidade, rejeitando copiar soluções provenientes da Europa. “Ou inventamos ou erramos” era um de seus lemas. Ezequiel Zamora foi um general liberal que, na guerra federal de 1850, lutou contra os conservadores e que impulsionou uma luta de vida ou morte contra a oligarquia e a entrega de terras aos camponeses.

17. Em sétimo lugar, o Caracaço acelerou os planos da jovem organização, a qual três anos depois, em 4 de fevereiro de 1992, organizou uma sublevação militar contra o presidente Pérez, que fracassou em seus objetivos imediatos, mas que permitiu catapultar para o cenário nacional o máximo líder do Movimento, o tenente-coronel Hugo Chávez Frías. Ao carismático militar lhe bastaram dois minutos na televisão para que sua imagem ficasse gravada na memória de seu povo. Nesse escasso tempo assume publicamente sua responsabilidade diante dos fatos, em um país onde nenhum político era capaz deste tipo de gestos, chama à rendição as unidades que ainda estavam levantadas; e lança sua famosa frase: “Por enquanto”!, numa clara mensagem ao seu povo de que não havia renunciado a continuar na luta.

18. Esse gesto lhe permitiu construir uma opinião pública favorável a sua pessoa e ao projeto que encarnava, em um país onde o ceticismo pela política e pelos políticos dominava em amplos setores da sociedade, entre eles as camadas médias. Foi com esse saldo inicial favorável que consegue acumular a suficiente força como para ganhar amplamente as eleições presidenciais de 1998.

19. Em oitavo lugar, esse triunfo eleitoral foi muito bem recebido por muitos de seus companheiros de armas, predispondo-os favoravelmente a realizar qualquer tarefa que o novo governo se propusesse. Era necessário que a instituição militar se reivindicasse e deixasse para trás a negativa imagem do Caracaço. Mas, ao mesmo tempo, era um governo que havia ganhado democraticamente as eleições e os militares deviam ser fiéis a sua missão de defensores do sistema democrático. Acaso seu respeito à Constituição e às leis que vários dos oficiais que hoje simpatizam com Chávez e seu projeto tenham tido uma atitude bastante crítica diante do Golpe de 1992 que ele encabeçou?

20. Em nono lugar, na maior parte dos países latino-americanos os processos sócio-políticos que pretenderam empreender mudanças profundas tiveram que enfrentar uma complicada camisa de força: a legalidade existente, cujo objetivo último não é outro que a proteção do sistema anterior contra qualquer mudança que possa afetar os interesses das classes dominantes. No caso da Venezuela, o primeiro gesto do governo recém eleito foi impulsionar um processo constituinte para mudar as regras do jogo herdadas e refundar o Estado, criando uma nova institucionalidade mais adequada às mudanças que se pretende levar adiante. Uma Assembléia Constituinte deu passagem para uma nova Constituição6. É preciso entender então que a nova Constituição se transforma no grande aliado do processo porque a defesa da Constituição não significa outra coisa senão a defesa das mudanças iniciadas por Chávez. Foi essa Constituição que permitiu que o general Baduel, um zeloso advogado da necessidade de que os militares respeitem a Carta Magna, se declarasse em rebeldia e não obedecesse as ordens de seus superiores golpistas; foi essa mesma Constituição da qual se valeram muitos jovens oficiais e soldados para organizar a resistência a partir de baixo, pressionando seus comandantes a que repelissem o golpe.

21. Em décimo lugar, o programa econômico do governo Chávez, que pretende ser uma alternativa à globalização neoliberal estrangeirizante e que se propõe a promover o investimento nacional, a procurar um desenvolvimento endógeno, rejeita a privatização do petróleo, e pretende resolver prioritariamente a situação dos setores mais desfavorecidos da população, é um programa que se encaixa muito bem com a vocação da defesa da soberania e do patrimônio nacional da instituição militar.

22. Isto permite entender porque as últimas ações da oposição relacionadas com o locaute empresarial e a sabotagem ao petróleo, que trouxeram com conseqüência um enorme dano à economia do país, receberam um repúdio dentro da Força Armada venezuelana, consolidando as posições de defesa do processo encabeçado por Chávez.

23. Em décimo primeiro lugar, se trata de um exército que tem um líder extraordinariamente carismático, com uma autêntica vocação popular. Chávez despertou na imensa maioria dos soldados uma grande admiração e carinho. Acima de qualquer comandante está ele, seu comandante em chefe. Durante o golpe de abril de 2002, é a esses soldados – que foi encontrando em sua peregrinação de prisão em prisão desde o Forte Tiúna7 até a ilha Orchila, seu último lugar de reclusão – a quem deve a vida.

24. Espero que estas reflexões contribuam para compreender melhor os militares venezuelanos. Eles, junto a seu povo e muitas vezes impulsionados por este mesmo povo, têm sabido estar à altura dos enormes desafios que o processo bolivariano deve enfrentar.