Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

quarta-feira, 31 de março de 2010

PSB decide apoiar Dilma para Presidente! Ciro Gomes está fora da sucessão presidencial!


A notícia abaixo, publicada no blog do Nassif, confirma algo que eu afirmei aqui no blog há tempos atrás, ou seja, de que o PSB iria preferir apoiar Dilma para Presidente da República e que Ciro Gomes, portanto, não teria como se candidatar.

A decisão me parece mais do que óbvia, pois o PSB é um aliado muito próximo do PT tanto no governo Lula, como em inúmeros estados e municípios do país. Em vários estados, o fechamento das alianças entre PT e PSB para eleições ao governo do estado e para o Senado (em estados como Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte que, atualmente, são governados pelo PSB e com o apoio dos petistas) estava na dependência do PSB fechar o apoio à candidatura de Dilma. Com esta aliança a nível federal definida, as alianças nos estados serão reforçadas.

PSB tira legenda de Ciro

Ciro saiu do páreo. Deixemos em observação até confirmação:

“O SONHO ACABOU PARA CIRO GOMES

terça-feira, 30 de março de 2010

O presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos, anunciou nesta segunda que na próxima semana a direção socialista comunicará oficialmente ao deputado federal Ciro Gomes o veto a sua candidatura ao Planalto. Ontem, Ciro se reuniu com o comando do PSB em Brasília quando tentou convencer da manutenção de seu nome na disputa presidencial mesmo sem alianças.

Ciro defendeu sua candidatura para romper com a polarização entre os candidatos do PT e PSDB, leia-se Dilma Roussef e José Serra, mas seus argumentos foram insuficientes. O PSB nâo vê como Ciro se manter na disputa ao Planalto sem alianças eleitorais. Entende que o partido deve apoiar a candidatura de Dilma e fazer o anúncio do apoio já na próxima semana.

Eduardo Campos também revelou que o deputado Ciro Gomes não terá mais reunião com o presidente Lula. Caberá ao próprio governador de Pernambuco que também dirige o PSB a tarefa de comunicar a Ciro que os socialistas não darão legenda a ele para concorrer contra Dilma e Serra. Em tom de brincadeira, Eduardo Campos indagou dos jornalistas durante entrevista em Brasília se eles não queriam se antecipar a ele e avisar logo a Ciro.

Fonte: O Globo

Link:

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/03/31/psb-tira-legenda-de-ciro/

Datafolha: PT é o partido preferido de 24% dos brasileiros: PSDB têm apenas 6%!; Dilma é a preferida de apenas 50% dos eleitores petistas!


A mais recente pesquisa Datafolha constatou que o PT é, disparado, o partido preferido dos brasileiros, com 24%. Já o PSDB, segundo colocado, tem apenas 6% das preferências. O PMDB também alcança os 6%.

O interessante é que informações como essa jamais são divulgadas ou recebem qualquer tipo de destaque por parte da Grande Mídia e nem do próprio instituto Datafolha.

Por que será, hein?

Outro dado interessante da pesquisa é que 22% dos eleitores que se declaram petistas afirmam intenção de votar em José Serra, 10% dizem que votarão em Ciro Gomes e 7% em Marina. Quanto à Dilma, ela recebe declarações de voto de apenas 50% dos petistas.

Oras, é claro que essa situação não permanecerá assim até o dia da eleição e que Dilma deverá, ainda, conquistar muito mais votos dos eleitores que se dizem simpatizantes do PT, afinal ela é a candidata do partido à Presidência da República.

Como o PT tem 24% das preferências entre os brasileiros, Dilma pode crescer 12 p.p. apenas conquistando os votos dos eleitores petistas que não manifestam intenção, neste momento, de votar nela. Assim, ela passaria dos atuais 27% para 39%, deixando Serra para trás.

Caso Dilma conquiste 90% dos votos dos eleitores petistas (algo muito provável de se acontecer), ela já ganharia mais uns 10 p.p., chegando a 37% das intenções de voto, passando a liderar as pesquisas.

Assim, seria muito inteligente da parte do PT se procurasse reforçar a ligação entre a imagem pública de Dilma e a do partido (e mostrando que Serra é totalmente contra as políticas e idéias do que o PT defende).

Tal estratégia, com certeza, resultaria num crescimento de vários pontos percentuais da candidata petista, levando a que, no mínimo, ficasse empatada com Serra, ou até conseguisse ultrapassá-lo.

No geral, o resultado do Datafolha sobre as preferências partidárias foi o seguinte:

PT – 24%;
PSDB – 6%;
PMDB – 6%;
PDT – 1%;
PTB – 1%;
DEM – 1%;
PV – 1%;
PSB – 1%.
Outros – 5%;
Nenhum/Não Tem – 54%

Link:


http://datafolha.folha.uol.com.br/folha/datafolha/tabs/int_voto_pres_29032010_tb3.pdf

terça-feira, 30 de março de 2010

Datafolha: Instituto entrevistou 61% dos eleitores no Sudeste! O correto seria 42%! Por que será? Ajudar Serra???


Finalmente o instituto divulgou no seu site as informações detalhadas sobre a mais recente pesquisa para a eleição presidencial, que apontou os seguintes resultados:

Serra - 36%;
Dilma - 27%;
Ciro - 11%;
Marina - 8%.

Dos 4158 entrevistados, a divisão entre regiões foi a seguinte:

1) 2545 foram na região Sudeste (61,2%; o correto seria 42%);
2) 765 foram do Nordeste (18,4%; o correto seria 27%);
3) 384 foram do Norte/Centro-Oeste (9,2%; o correto seria 16%);
4) 464 foram do Sul (11,2%; o correto seria 15%).

Assim, a região Sudeste teve muito mais entrevistados do que deveria e nela a vantagem de Serra é muito grande em relação à Dilma (40% de Serra contra 24% de Dilma). E é claro que isso beneficiou Serra.

Já no Nordeste, onde Dilma lidera (35% dela contra 25% de Serra) o número de entrevistados foi bem inferior ao que seria o correto. Foram entrevistados, no Nordeste, 18,4% do total, quando deveriam ter sido entrevistados 27%. E é evidente que isso prejudicou Dilma, pois o Nordeste é a única região do país onde ela derrota Serra.

Depois de computados os dados, a 'Folha' ajusta os número para uma 'base ponderada', onde a divisão dos eleitores está bem mais próxima do que deveria ser.

Mas, é claro que esse ajuste não é suficiente para corrigir eventuais diferenças, pois se são feitas entrevistas com um número maior de pessoas numa certa região do que se deveria está se beneficiando o candidato que é mais forte ali. E quando se entrevista um número menor de eleitores do que se deveria, numa determinada região, prejudica-se o candidato que é mais forte na mesma. E isso muda o resultado final das pesquisas em cada região pesquisada.

Link:

http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=951

Lula e Dilma: PAC 2 tem propostas para País continuar crescendo!


O Brasil vive um novo momento da política econômica, que está demonstrado na geração de empregos e aumento de salários; inclusão social; distribuição de renda com a formação de uma nova classe média; dinamização de investimento e crescimento sustentável. A segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), lançado nesta segunda-feira (29), em grande evento no centro de Convenções em Brasília, pelo Presidente Lula, vai se basear nessa nova realidade.

O mote do PAC 2 é "herdeiro do legado do PAC e tem propostas novas para o País continuar crescendo".

A ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, considerada a “mãe do PAC”, foi ovacionada na sua chegada ao evento. Coube a ela apresentar os números grandiosos que fazem parte da segunda fase do projeto.

Ao lado de ministros e governadores, a ministra participou do último grande evento do governo antes de deixar o cargo para se candidatar à Presidência da República. Ela destacou que com recursos e projetos herdados do primeiro plano, o PAC-2 tem previsão de investimentos de R$1 trilhão, entre 2011 e 2014.

E destacou que a sustentabilidade do PAC e da política macroeconômica será feita com solidez fiscal e redução da dívida publica; metas de inflação com redução na taxa de juros real e câmbio flutuante com redução da vulnerabilidade externa.

O Presidente Lula destacou que vai incluir no PAC 2, este ano, o Plano Plurianual de investimentos (PPA) para que o próximo governo tenha condições para executar os projetos logo no início do mandato. E adiantou que os meses restantes de 2010 serão fundamentais na preparação de parte das ações do programa, como a seleção de propostas dos Estados e municípios para habitação, saneamento, mobilidade urbana, pavimentação e equipamentos sociais e urbanos. A seleção dessas propostas ocorrerá entre abril e junho.

Mais social

No PAC 2, o governo quer ampliar as ações de infraestrutura social e urbana e continuar investindo na urbanização das favelas, saneamento ambiental, obras de pavimentação e drenagem para que as cenas dramáticas nas enchentes e dos deslizamentos do último verão sejam esquecidas, afirmou o Presidente Lula.

A segunda etapa do plano tem seis áreas principiais: Cidade Melhor; Comunidade Cidadã; Minha Casa, Minha Vida; Água e Luz para todos; Transportes e Energia. O PAC 2 demonstra seu compromisso com investimentos na área social, destacando que a melhoria da qualidade de vida nas grandes cidades é um dos focos na nova fase.

No PAC Cidade Melhor serão investidos R$57,1 bilhões em projetos para enfrentar os "principais desafios das grandes aglomerações urbanas propiciando melhor qualidade de vida". Além de obras de saneamento, está previsto investimento em obras de pavimentação de vias urbanas, principalmente em regiões de baixa renda.

Outra área do PAC 2 é o Comunidade Cidadã, que pretende aumentar a atuação do Estado em bairros populares, com a oferta de serviços públicos. Serão investidos R$23 bilhões na construção de 500 unidades de pronto atendimento à saúde, 8.694 unidades básicas de saúde, 6 mil creches e pré-escolas, 10.116 quadras poliesportivas em escolas, 800 praças do PAC e 2.883 postos de polícia comunitária.

Para o programa Minha Casa, Minha Vida, a meta é construir dois milhões de moradias, até 2014. A maioria dessas moradias - ou 60% - será para atender famílias com renda até R$1,395 mil. A partir do lançamento hoje, a segunda fase do "Minha Casa Minha Vida" será discutida agora com empresários e representantes de movimentos sociais.

O governo também pretende universalizar o acesso de energia elétrica e água tratada no chamado "PAC Água e Luz Para Todos". Para isso, reservou recursos de R$30,6 bilhões, dos quais R$13 bilhões serão destinados a expansão da rede de abastecimento de água em áreas urbanas, com a construção de adutoras, estações de tratamento e reservatórios, além de redes de distribuição de águas. E fará 495 mil novas ligações de energia elétrica no País.

Uma outra frente de atuação do PAC 2 será nas área de recursos hídricos, onde o governo planeja investir R$12,1 bilhões em 54 empreendimentos, como os projetos de abastecimento de água, complementares ao projeto de transposição do Rio São Francisco.

Energia ‘turbinada’

No setor de energia, que ficará com a maior fatia de recursos, o PAC 2 dará ênfase às usinas hidrelétricas plataformas, que preveem isolamento das usinas após serem construídas, de modo a evitar crescimento populacional desordenado em seus arredores. Serão construída 10 hidrelétricas nesse sistema que, somadas, terão potência de 14.991 megawatts (MW). O programa prevê ainda 44 usinas hidrelétricas convencionais que vão gerar 32.865 MW.

Há também previsão de construção de usinas na Bacia do Tapajós, como São Luiz do Tapajós, Cachoeira do Cai, Jatobá e Chacorão. Além da construção de hidrelétricas Pompeu e Formoso, ambas em Minas Gerais e de usinas Foz do Apiacás e Teles Pires, na bacia do Rio Teles Pires, no Mato Grosso.

O PAC 2 prevê ainda a construção de 71 centrais de energia eólica, localizadas principalmente no Nordeste e Sul do Brasil. Somadas, elas terão capacidade para gerar 1.803 MW. Também estão incluídas três usinas termoelétricas movidas à biomassa para gerar 224 MW.

Entre as medidas alternativas de energia, o PAC 2 prevê a instalação de aquecimento solar para o banho para dois milhões de residências do programa Minha Casa, Minha Vida.

Na área de transmissão de energia elétrica, está prevista a construção de 22.765 quilômetros de redes para grandes interligações. Entre as prioridades, está a interligação dos chamados sistemas isolados - com a construção, por exemplo, de Manaus-Boa Vista - e obras para garantir o escoamento de energia de grandes projetos, como Belo Monte e as usinas do Tapajós e Teles Pires. A construção de uma grande linha ligando o norte do Mato Grosso ao Sudeste vai permitir o transporte da energia das usinas do Tapajós para os grandes centros.


O Programa também destina recursos - R$125,7 bilhões - para a exploração e produção da camada pré-sal. Deste total, R$64,5 bilhões seriam aportados de 2011 a 2014, e R$61,2 bilhões, após 2014. O programa prevê o início da produção em áreas como Guará e Iara, além dos pilotos em Tupi e Baleia Azul.

E também prevê a liberação de financiamentos de R$36,7 bilhões para a indústria naval por meio do Fundo da Marinha Mercante. Esse montante será liberado entre 2011 e 2014 e é mais do que o dobro dos R$17,4 bilhões que foram liberados de 2003 até agora.

Incremento nos transportes

Na área de transportes, as rodovias vão ficar com o maior volume de recursos - R$50,4 bilhões -, enquanto as ferrovias receberão outros R$ 46 bilhões. Para as rodovias, a proposta é de construção de novos 7,9 mil quilômetros e a manutenção de 55 mil quilômetros.

O Programa prevê a realização de estudos de viabilidade para a futura construção de três novas linhas do trem bala: São Paulo - Curitiba (PR); Campinas (SP) - Triângulo Mineiro; Campinas (SP) - Belo Horizonte (MG).

Para a área de aeroportos, que receberá R$3 bilhões, o foco é adequar a infraestrutura dos aeroportos das cidades que vão receber jogos da Copa de 2014. Na área de portos, estão previstos investimentos de R$5,1 bilhões em 21 terminais.

Na área de mobilidade urbana, área que concentra os programas de transportes nas grandes cidades, o objetivo é criar sistemas de transporte público coletivo. O objetivo é melhorar a qualidade de transporte e diminuir o tempo de deslocamento, com investimentos em obras de metrô, veículo leves sobre trilhos (VLT) e corredores de ônibus.

O PAC Cidade Melhor receberá R$57,1 bilhões no período 2011-2014. No mesmo intervalo de tempo, o PAC Comunidade Cidadã deverá receber R$23 bilhões. Para o PAC Minha Casa Minha Vida a previsão é de investimentos da ordem de R$278,2 bilhões de 2011 a 2014. Nesse mesmo período, a previsão é de que o PAC Água e Luz para Todos receba R$30,6 bilhões. Em relação ao PAC Transportes, a expectativa é de investimentos de R$104,5 bilhões de 2011 a 2014 e de R$4,5 bilhões após esse período, totalizando R$109 bilhões.

Robustez econômica

A ministra Dilma Roussef disse que a previsão preliminar de investimento da segunda fase do PAC é de R$1,59 trilhão, que será dividido entre os períodos 2011-2014 (R$958,9 bilhões) e pós 2014 (R$631,6 bilhões). Os investimentos também foram divididos por áreas. A maior parte dos recursos, cerca de dois terços, vai para o setor energético, cuja estimativa de investimentos é de R$465,5 bilhões de 2011 a 2014 e de R$627,1 bilhões após esse período, o que soma R$1,092 trilhão.

O quadro macroeconômico previsto na elaboração da segunda fase do Programa prevê uma queda forte na dívida líquida do setor público em relação ao PIB nos próximos anos e, até o final de 2014, um superávit nominal de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado nominal considera o resultado das receitas menos as despesas, mais o pagamento de encargos com juros da dívida pública.

A segunda fase do PAC prevê que a virada de um déficit nominal para superávit nominal ocorrerá entre 2012 e 2013. Em 2012, a estimativa é que ocorra um déficit nominal de 0,3% do PIB, que subirá para um superávit de 0,1% em 2013.

Também há expectativa de aumento na taxa de investimento, que sairá de uma estimativa de 18,5% do PIB em 2010 para 21,5% em 2014; as despesas com pagamento de juros cairão de 4,8% do PIB em 2010 para 2,9% do PIB em 2014. No primeiro ano do PAC 2 (2011), as despesas com juros previstas são de 4,3% do PIB; em 2012, de 3,6%; em 2013, de 3,2%.

A estimativa de investimento leva em consideração um crescimento do PIB anual de 5,5% entre os anos de 2011 e 2014. Para 2010, a expectativa já divulgada pelo governo é de 5,2%.

Link:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=126746&id_secao=1

Gilberto Dimenstein e as suas 'ligações perigosas' com os governos do PSDB/DEM!


Reproduzo aqui no blog uma brilhante mensagem postada, originalmente, no blog 'NaMariaNews' e que mostra, de forma clara, as íntimas relações finaceiras e, também, políticas entre o 'jornalista' Gilberto Dimenstein e os governos do PSDB no estado de SP e o do DEM/PSDB na capital paulista.


Leiam e tirem as suas próprias conclusões. Vamos lá, então:


Amor com amor se paga. Lição de um aprendiz esperto

por NaMariaNews

De fato. Não se pode maltratar ou discordar de quem nos ajuda - seria falta de respeito, consideração, estima, bom senso; seria perder a noção do perigo etc..

Deve ser por isto que o nobre jornalista Gilberto Dimenstein, da Associação Cidade Escola Aprendiz (CNPJ/MF 03.074.383/0001-30) escreveu 'Professores dão aula de baderna' e 'Uma greve contra os pobres' e também 'Vocês desrespeitam os professores', da qual citamos o brilhante trecho:

Até que ponto o sindicato dos professores não está chamando uma manifestação para amanhã, na frente do Palácio dos Bandeirantes, à espera de um conflito e uma foto na imprensa? Nada contra a manifestação em si. Mas a suspeita é inevitável. Os dirigentes do sindicato são filiados ao PT, interessado em desgastar a imagem de José Serra, que está deixando o governo estadual para se candidatar à Presidência. Também sabemos que na cúpula do sindicato existem os setores mais radicais da esquerda como PSOL e PSTU.
Como se sabe, ali é área de segurança e se alguém passar da linha a polícia é obrigada, por lei, a intervir.
Seria mais um desrespeito à imagem do professor se fosse apresentado à sociedade como gente que não obedece a lei.
Você, que tem ao menos dois neurônios sadios, entendeu a mensagem, né não? Então nem vamos ousar explicar.

Por outro lado, por sermos adeptos de outras lições, resolvemos atender aos instintos mais viscerais e mostramos que a teoria é verdadeira na prática: não se pode morder a mão que nos afaga. Assim que, só por alto, mostraremos a palma carinhosa que só tem feito bondades ao importantíssimo educador de São Paulo.

“Planilha do balanço e prestação de contas do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente” (FUMCAD)

Organização: Associação Cidade Escola Aprendiz
(ano – nome projeto – validade – atendidos – idade – valor)


2006

1) Escola na Praça (de 02/05/06 a 01/05/07) – 170 – 04 a 16 anos – R$264.446,00;

2) Trilhas Urbanas (de 02/05/06 a 01/05/07) – 95 – 15 a 17 anos – R$144.510,00.

2007

1) Projeto Trilhas na Vida (de 01/03/07 a 01/03/08) – 160 – 14 a 17 anos R$776.566,30;

2) Aprendiz das Letras (de 01/07/07 a 29/02/08) – 60 – 04 a 15 anos – R$87.594,72;

3) Percurso Formativo (de 01/07/07 a 29/02/08) – 70 – 12 a 18 anos – R$222.300,00.

2008

1) Trilhas na Vida (de 01/04/08 a 31/03/09) – 120 – 14 a 17 anos/11 meses – R$848.744,39;

2) Aprendiz das Letras (de 01/05/08 31/12/08) – 60 – 04 a 15 anos – R$85.610,00;

3) Percurso Formativo (de 01/05/08 31/12/08) – 115 – 11 a 18 anos – R$369.840,60
(DO da Cidade de SP 5/fevereiro/2009 - e páginas seguintes).


Àquilo tudo acrescente as renovações que assim se iniciam:

CONSIDERANDO: - o artigo 7º, da Lei 11.123, de 22 de novembro de 1991, segundo o qual o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente é órgão de decisão autônomo e de representação paritária entre o governo municipal e a sociedade civil; - que em 19 de abril de 2008, foi publicado no veículo oficial de comunicação desta cidade o Edital FUMCAD 2008, cujo objeto é estabelecer procedimento e realizar processo de analise e seleção de projetos que poderão ser financiados pelo Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente - FUMCAD/SP/2008 que estejam em consonância com as políticas públicas da Criança e do Adolescente da Cidade de São Paulo e que sejam inovadores e/ou complementares, conforme reunião realizada no dia 17 de abril de 2008, que aprovou o texto final deste Edital; - que a Comissão Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, no uso das suas atribuições, aprovou o projeto...

1) Comunidade Educativa - Escola na Praça: Despacho Processo nº 2008-0.311.233-1 - por 12 meses a partir de 02/04/2009 (para 75 adolescentes) = R$439.474,17 (DO Cidade 26/março/2009)


2) Formação - Agência de Notícias: Despacho Processo nº 2008-0.315.519-712 - por 12 meses a partir do dia 01/04/2009 (para 20 estudantes de 14 a 18 anos) = R$108.302,00 (DO Cidade 31/março/2009)

3) Trilhas: Despacho Processo nº 2008-0.315.522-7 - por 12 meses a partir de 02/04/2009 (para 60 adolescentes) = R$317.834,56 (DO Cidade 2/abril/2009)
Com a Secretaria de Cultura do Estado, firmou singelo contrato (Processo SC 001653 /2009 - Contrato 457 /2009) de 36 meses em referência ao projeto Escola da Rua, relativo ao Edital: Pontos de Cultura do Estado de São Paulo. Valor praticamente simbólico de R$60.000,00 (DO 25/dezembro/2009).

Total geral (parcial) daquele aprendiz que trata com amor aqueles que o amam: R$3.725.222,74.

Em breve teremos mais do mesmo parceiro da Microsoft, SEE-SP, Prefeitura de SP, Revista Nova Escola, Editora e Fundação Abril, Colégio Bandeirantes, COC, Fundação Vanzolini, Uninove, Universia, Camargo Correa, UOL... Aguarde neste aracno blog.


Pesquisado por NaMariaNews - Ligações Perigosas: Gilberto Dimenstein

Link:

http://namarianews.blogspot.com/2010/03/amor-com-amor-se-paga-licao-de-um.html

Gráfica Plural, da 'Folha', têm contratos com o governo de SP que superam os R$ 28 milhões!


O blog 'NaMariaNews' publicou uma mensagem onde mostra que a Gráfica Plural, que pertence à 'Folha', possui contratos com o governo do estado de SP que superam os R$ 28 milhões. Tais contratos foram feito entre Dezembro de 2008 e Setembro de 2009.

Isso explica porque a 'Folha' apóia a canidatura de Serra para Presidente de forma tão ostensiva.

É bom não esquecer que o governo do estado de São Paulo e o da prefeitura de São Paulo também fizeram milhares de assinaturas da 'Folha' para distribuir em escolas e em repartições públicas.

Para maiores informações sobre os contratos da Gráfica Plural, cliquem no link abaixo:

Link:

http://namarianews.blogspot.com/2009/10/caderno-do-aluno-e-plural.html

domingo, 28 de março de 2010

Miguel Carter: Kátia Abreu (da CNA) recebe 25 vezes mais dinheiro do Governo do que o MST


Em dezembro de 2009, Miguel Carter concluiu o trabalho de organizar o livro ‘Combatendo a Desigualdade Social – O MST e a Reforma Agrária no Brasil.’. É um lançamento da Editora UNESP, que reúne colaborações de especialistas sobre a questão agrária e o papel do MST pela luta pela Reforma Agrária no Brasil.

Esta semana, ele conversou com Paulo Henrique Amorim, por telefone.

PHA – Professor Miguel, o senhor é professor de onde?

MC – Eu sou professor da American University, em Washington D.C.

PHA – Há quanto tempo o senhor estuda o problema agrário no Brasil e o MST?

MC- Quase duas décadas já. Comecei com as primeiras pesquisas no ano de 91.

PHA – Eu gostaria de tocar agora em alguns pontos específicos da sua introdução “Desigualdade Social Democracia no Brasil”. O senhor descreve, por exemplo, a manifestação de 2 de maio de 2005, em que, por 16 dias, 12 mil membros do MST cruzaram o cerrado para chegar a Brasília. O senhor diz que, provavelmente, esse é um dos maiores eventos de larga escala do tipo marcha na história contemporânea. Que comparações o senhor faria ?

MC – Não achei outra marcha na história contemporânea mundial que fosse desse tamanho. A gente tem exemplo de outras mobilizações importantes, em outros momentos, mas não se comparam na duração e no numero de pessoas a essa marcha de 12 mil pessoas. Houve depois, como eu relatei no rodapé, uma mobilização ainda maior na Índia, também de camponeses sem terra. Mas a de 2005 era a maior marcha.

PHA – O senhor compara esse evento, que foi no dia 2 de maio de 2005, com outro do dia 4 de junho de 2005 – apenas 18 dias após a marcha do MST – com uma solenidade extremamente importante aqui em São Paulo que contou com Governador Geraldo Alckmin, sua esposa, Dona Lu Alckmin, e nada mais nada menos do que um possível candidato do PSDB a Presidência da República, José Serra, que naquela altura era prefeito de São Paulo. Também esteve presente Antônio Carlos Magalhães, então influente senador da Bahia. Trata-se da inauguração da Daslu. Por que o senhor resolver confrontar um assunto com o outro ?

MC – Porque eu achei que começar o livro com simples estatísticas de desigualdades sociais seria um começo muito frio. Eu acho que um assunto como esse precisa de uma introdução que também suscite emoções de fato e (chame a atenção para) a complexidade do fenômeno da desigualdade no Brasil. A coincidência de essa marcha ter acontecido quase ao mesmo tempo em que se inaugurava a maior loja de artigos de luxo do planeta refletia uma imagem, um contraste muito forte dessa realidade gravíssima da desigualdade social no Brasil. E mostra nos detalhes como as coisas aconteciam, como os políticos se posicionavam de um lado e de outro, como é que a grande imprensa retratava os fenômenos de um lado e de outro.

PHA – O senhor sabe muito bem que a grande imprensa brasileira – que no nosso site nós chamamos esse pessoal de PiG (Partido da Imprensa Golpista) - a propósito da grande marcha do MST, a imprensa ficou muito preocupada como foi financiada a marcha. O senhor sabe que agora está em curso uma Comissão Parlamentar de Inquérito Mista, que reúne o Senado e a Câmara, para discutir, entre outras coisas, a fonte de financiamento do MST. Como o senhor trata essa questão ? De onde vem o dinheiro do MST ?

MC _ Tem um capítulo 9 de minha autoria feito em conjunto com o Horácio Marques de Carvalho que tem um segmento que trata de mostrar o amplo leque de apoio que o MST tem, inclusive e apoio financeiro.

PHA – O capítulo se chama “Luta na terra, o MST e os assentamentos” - é esse ?

MC – Exatamente. Há uma parte onde eu considero sete recursos internos que o MST desenvolveu para fortalecer sua atuação, nesse processo de fazer a luta na terra, de fortalecer as suas comunidades, seus assentamentos. E aí tem alguns detalhes, alguns números interessantes. Porque eu apresento dados do volume de recursos que são repassados para entidades parceiras por parte do Governo Federal. Eu sublinho no rodapé dessa mesma página o fato de que as principais entidades ruralistas do Brasil têm recebido 25 vezes mais subsídios do Governo Federal (do que o MST). E o curioso de tudo isso é que só fiscalizado como pobre recebe recurso público. Mas, sobre os ricos, que recebem um volume de recursos 25 vezes maior que o dos pobres, (sobre isso) ninguém faz nenhuma pergunta, ninguém fiscaliza nada. Parece que ninguém tem interesse nisso. E aí o Governo Federal subsidia advogados, secretárias, férias, todo tipo de atividade dos ruralistas. Então chama a atenção que propriedade agrária no Brasil, ainda que modernizada e renovada, continua ter laços fortes com o poder e recebe grande fatia de recursos públicos. Isso são dados do próprio Ministério da Agricultura, mencionados também nesse capítulo. Ainda no Governo Lula, a agricultura empresarial recebeu sete vezes mais recursos públicos do que a agricultura familiar. Sendo que a agricultura familiar emprega 80% ou mais dos trabalhadores rurais.

PHA – Qual é a responsabilidade da agricultura familiar na produção de alimentos na economia brasileira ?

MC – Na página 69 há muitos dados a esse respeito.

PHA- Aqui: a mandioca, 92% saem da agricultura familiar. Carne de frango e ovos, 88%. Banana, 85%.. Feijão, 78%. Batata, 77%. Leite, 71%. E café, 70%. É o que diz o senhor na página 69 sobre o papel da agricultura familiar. Agora, o senhor falava de financiamentos públicos. Confederação Nacional da Agricultura, presidida pela senadora Kátia Abreu, que talvez seja candidata a vice-presidente de José Serra, a Confederação Nacional da Agricultura recebe do Governo Federal mais dinheiro do que o MST ?

MC – Muito mais. Essas entidades ruralistas em conjunto, a CNA, a SRB, aquela entidade das grandes cooperativas, em conjunto elas recebem 25 vezes do valor que recebem as entidades parceiras do MST. Esses dados, pelo menos no período 1995 e 2005, fizeram parte do relatório da primeira CPI do MST. O relatório foi preparado pelo deputado João Alfredo, do Ceará.

PHA – O senhor acredita que o MST conseguirá realizar uma reforma agrária efetiva ? A sua introdução mostra que a reforma agrária no Brasil é a mais atrasada de todos os países que fazem ou fizeram reforma agrária. Que o Brasil é o lanterninha da reforma agrária. Eu pergunto: por que o MST não consegue empreender um ritmo mais eficaz ?

MC – Em primeiro lugar, a reforma agrária é feita pelo Estado. O que os movimentos sociais como o MST e os setenta e tantos outros que existem em todo o Brasil fazem é pressionar o Estado para que o Estado cumpra o determinado na Constituição. É a cláusula que favorece a reforma agrária. O MST não é responsável por fazer. É responsável por pressionar o Governo. Acontece que nesse país de tamanha desigualdade, a história da desigualdade está fundamentalmente ligada à questão agrária. Claro que, no século 20, o Brasil, se modernizou, virou muito mais complexo, surgiu todo um setor industrial, um setor financeiro, um comercial. E a (economia) agrária já não é mais aquela, com tanta presença no Brasil. Mas, ainda sim, ficou muito forte pelo fato de o desenvolvimento capitalista moderno no campo, nas últimas décadas, ligar a propriedade agrária ao setor financeiro do país. É o que prova, por exemplo, de um banqueiro (condenado há dez anos por subornar um agente federal – PHA) como o Dantas acabar tendo enormes fazendas no estado do Pará e em outras regiões do Brasil. Houve então uma imbricação muito forte entre a elite agrária e a elite financeira. E agora nessa última década ela se acentuou num terceiro ponto em termos de poder econômico que são os transacionais, o agronegócio. Cargill, a Syngenta… Antes, o que sustentava a elite agrária era uma forte aliança patrimonialista com o Estado. Agora, essa aliança se sustenta em com setor transacional e o setor financeiro.

PHA – Um dos sustos que o MST provoca na sociedade brasileira, sobretudo a partir da imprensa, que eu chamo de PiG, é que o MST pode ser uma organização revolucionária – revolucionária no sentido da Revolução Russa de 1917 ou da Revolução Cubana de 1959. Até empregam aqui no Brasil, como economista Xico Graziano, que hoje é secretário de José Serra, que num artigo que o senhor fala em “terrorismo agrário”. E ali Graziano compara o MST ao Primeiro Comando da Capital. O Primeiro Comando da Capital, o PCC, que, como se sabe ocupou por dois dias a cidade de São Paulo, numa rebelião histórica. Eu pergunto: o MST é uma instituição revolucionária ?

MC – No sentido de fazer uma revolução russa, cubana, isso uma grande fantasia. E uma fantasia às vezes alardeada com maldade, porque eu duvido que uma pessoa como o Xico Graziano, que já andou bastante pelo campo no Brasil, não saiba melhor. Ele sabe melhor. Mas eu acho que (o papel do) MST é (promover) uma redistribuição da propriedade. E não só isso, (distribuição) de recursos públicos, que sempre privilegiou os setores mais ricos e poderosos do país. Há, às vezes, malícia mesmo de certos jornalistas, do Xico Graziano, Zander Navarro, dizendo que o MST está fazendo uma tomada do Palácio da Alvorada. Eles nunca pisaram em um acampamento antes. Então, tem muito intelectual que critica sem saber nada. O importante desse (“Combatendo a desigualdade social”) é que todos os autores têm longos anos de experiência (na questão agrária). A grande maioria tem 20, 30 anos de experiência e todos eles têm vivência em acampamento e assentamentos. Então conhecem a realidade por perto e na pele. O Zander Navarro, por exemplo, se alguma vez acompanhou de perto o MST, foi há mais de 15 anos. Tem que ter acompanhamento porque o MST é de fato um movimento.

PHA – Ou seja, na sua opinião há uma hipertrofia do que seja o MST ? Há um exagero exatamente para criar uma situação política ?

MC – Exatamente. Eu acho que há interesse por detrás desse exagero. O exagero às vezes é inocente por gente que não sabe do assunto. Mas às vezes é malicioso e procura com isso criar um clima de opinião para reprimir, criminalizar o MST ou cortar qualquer verba que possa ir para o setor mais pobre da sociedade brasileira. Há muito preconceito de classe por trás (desse exagero).

Link:

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=29189

Alerta Geral: 'Casos' Bancoop e Eletronet são amostras grátis perto do chumbo grosso que o PIG usará contra Dilma e contra o PT!


Se a pesquisa Datafolha foi manipulada ou não, isso ainda está por ser provado. Vai depender muito, como diz o Luis Nassif, do detalhamento da pesquisa pelo instituto, o que ainda não foi feito.

Que há vários dados estranhos na pesquisa, isso há, sim.

Mas, entendo que a campanha de Dilma não pode se basear e nem depender de eventuais pesquisas manipuladas feitas pela oposição e pela Grande Mídia, pois o uso destas fará parte do imenso arsenal do qual elas farão uso para derrotar Dilma de qualquer jeito.

A exploração dos casos Bancoop e Eletronet foi apenas uma amostra grátis do chumbo grosso que virá pela frente.

Aliás, outro dia li que o julgamento dos assassinos do ex-prefeito petista Celso Daniel será em…Agosto, que é exatamente o mês em que começará o horário eleitoral no rádio e na TV.

Será que o julgamento foi marcado para essa época devido a uma 'mera coincidência'? É claro que não. Virá chumbo grosso contra Dilma e contra o PT em plena reta final da campanha eleitoral.

E isso mostra que o Nassif acertou em cheio quando disse a ‘bala de prata’ contra Dilma seria o caso Celso Daniel.

Imaginem o ‘carnaval’ que a Grande Mídia e a campanha do Serra irão aprontar quando o julgamento estiver em andamento, em plena reta final da campanha presidencial.

O caso dos Nardoni foi apenas um ensaio perto do que acontecerá a partir de Agosto. A manchete mais ‘boazinha’ da Grande Mídia será: ‘Grampo (obs: sem áudio, é claro) prova que Dilma mandou matar Celso Daniel’.

Ou a campanha de Dilma e o PT se preparam e se armam para se defender e contra-atacar, ou as coisas poderão se complicar muito para Dilma, mesmo com toda a popularidade de Lula.

Emir Sader: Lições para a campanha da Dilma!


Emir Sader: Lições para a campanha da Dilma

por Emir Sader, no seu blog

A manipulação da última pesquisa do Databranda, publicada na FSP (Forca Serra Presidente), confirmando que A FOLHA MENTE, não deixa de colocar problemas para a campanha da Dilma. A “sem gracice” com que repercute a “pesquisa” no próprio jornal da família Frias revela que sentiram que foram pegos na tramóia, por tão óbvia, e que fazem parte do comando da campanha do governador de São Paulo, como Diário Tucano que são.

Mas não deixam de colocar para a campanha da Dilma problemas que apenas começam a aflorar em toda a sua dimensão. Em princípio, um governo cuja popularidade continua a bater recordes numa pesquisa após a outra – isso nem a Databranda consegue esconder -, numa situação econômica muito favorável – em que nem parece que até um ano atrás enfrentávamos os efeitos da pior crise do capitalismo desde a de 1929 -, tem condições muito favoráveis para eleger seu sucessor.

Ainda mais que a oposição tem dificuldades para definir seu perfil. Nem Serra se sente à vontade no figurino que a oposição gostaria de ter em um candidato, nem a oposição adora o Serra – preferiria muito mais um Alckmin. Mas diante do risco do PT renovar seu ciclo de governo, com mais 4 ou 8 anos, tem que se resignar a se unir em torno daquele que tem melhor colocação nas pesquisas, deixando para um hipotético depois a disputa ferrenha pelos cargos e orientações de um eventual novo governo dos tucanalhados-demoníacos.

Mas a campanha de Dilma corre riscos reais. Depois de se recuperar de uma grave crise como a de 2005, e do extraordinário apoio que o governo Lula conquistou em todas as regiões do pais e em todas as camadas da população, as condições de derrota de uma candidatura para a sua sucessão tem que contar com erros graves na condução dessa campanha. É certo que o poder econômico e o monopólio brutal da mídia contam fortemente como os dois pontos centrais de apoio da candidatura de oposição, contra os quais a candidatura da Dilma tem que lutar. Mas a campanha de 2006 demonstra que se pode ganhar.

Neste episódio ficou claro que as pesquisas são um forte instrumento nas mãos da oposição, que demonstra disposição de se valer da capacidade de manipulação e de iniciativa que elas permitem com todo seu peso. Contando com o Databranda e o Ibope e a difusão e repercussão que suas divulgações têm no conjunto da mídia monopolista, podem conseguir efeitos que não devem ser subestimados.

Diante dessas duas empresas, claramente alinhadas com o candidato opositor, o efeito das pesquisas da Vox Populi e da Sensus tem se demonstrado menor. A Vox Populi não divulga há tempos pesquisas nacionais, apenas ótimas análises de Marcos Coimbra sobre aspectos da campanha, e a Sensus faz a cada dois meses pesquisa para uma entidade empresarial, longe da dinâmica que podem impor as duas outras empresas.

Ter ficado esperando que a FSP (Forca Serra Presidente) desse de presente a esperada superação de Serra por Dilma nas vésperas do lançamento da candidatura deste, foi uma grande ingenuidade. Perdeu-se capacidade de iniciativa e sem dúvida se sofreu um golpe psicológico, com efeitos políticos. Um gol ilegal, validado pelo juiz, vale e altera o marcador.

Pode ter sido resultado de um certo salto alto, conforme a subida da Dilma aparece como irreversível, apontando até párea a possibilidade de uma vitória no primeiro turno. Sabe-se da falta de limites para o que a oposição e, em particular, sua imprensa, podem fazer. Mas de repente parece que nos esquecemos disso e ficamos relativamente inertes diante das suas manobras.

Há outros obstáculos para a campanha da Dilma. Um deles é a de que, apesar dela ter menor rejeição que o Serra, há resistências maiores entre as mulheres, aparentemente como resultado do preconceito feminino de confiar em uma mulher para governar, acostumadas tradicionalmente a delegar nos homens as responsabilidades políticas.

Outro problema é a já tradicional resistência dos estados de São Paulo para o sul, com um preconceito “anti-petista”, que tem que ser compreendido nos seus mecanismos, para poder ser combatido com eficiência.

No resto, são os problemas que podem advir em setores mais atrasados das tentativas de desqualificação da trajetória militante da Dilma. E, claro, as manobras de invenção que devem surgir durante a campanha.

No seu conjunto, uma condução vitoriosa da campanha tem que contar com profissionalismo, rapidez, criatividade e capacidade de envolvimento da maior quantidade possível de militância.

A vitória é possível, talvez provável, mas não comecará a se configurar até que as pesquisas apontem a ascensão da Dilma ao primeiro lugar.

Link:

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/emir-sader-licoes-para-a-campanha-da-dilma.html

País volta a ser oitava maior economia do mundo em 2009!


País volta a ser oitava maior economia do mundo em 2009

da Folha Online

A recente crise mundial alçou o Brasil à condição de oitava maior economia do mundo em 2009. É a primeira vez desde 1998 que o pais ocupa essa posição no ranking global com o PIB (Produto Interno Bruto) medido em dólares. A informação é de Érica Fraga, editora sênior da consultoria britânica EIU (Economist Intelligence Unit), em reportagem especial para a Folha deste domingo (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo o texto, a crise econômica no mundo desenvolvido, a fortaleza do real e políticas anticíclicas bem sucedidas adotadas pelo governo contribuíram para esse resultado. "Mas por trás da performance brasileira há também deficiências, como uma economia ainda fechada, que se travestiram de vantagem durante a crise, mas que no longo prazo tendem a voltar a pesar negativamente na trajetória do país", detalha.

A matéria aponta ainda que o Brasil também passou a ser a segunda maior economia das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos.

Link:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u713100.shtml

Reagindo à ofensiva midiática contra o Governo Lula, contra Dilma e o PT!


O governo Lula, o PT e a campanha de Dilma precisam reagir rapidamente contra a ofensiva midiática, que já começou e com toda a intensidade, vide os casos da Eletronet e do Bancoop.

Como poderia se dar essa reação? De várias maneiras:

1) Explorar e divulgar ao máximo as realizações do governo Lula e os bons resultados da economia e da área social nestes 8 anos de governo Lula. Este ano será de crescimento, queda do desemprego, aumento da renda da população, redução da pobreza e tudo isso deve ser realçado nas falas do Presidente Lula, de Dilma, dos líderes do PT e da sua militância.

Deve-se usar de todos os meios para se divulgar tais obras e realizações: discursos do Presidente Lula, falas de Dilma, discursos de parlamentares do PT e da base aliada no Congresso, em entrevistas para a Mídia, blogs, redes de e-mails, etc;

2) Lula tem que botar a Grande Mídia contra as cordas, sem falar de eleição ou em Dilma, até antes da campanha eleitoral começar oficialmente quando, daí, ele poderá explicitar a sua posição sem ser punido. Lula tem que mostrar para a população que a Mídia tem lado nesta eleição e que atua como um partido político, apoiando ostensivamente a candidatura de Serra;

3) Quanto à campanha de Dilma em si, ela tem que colocar a militância nas ruas, mobilizar os movimentos sociais organizados (que sofreriam uma grande derrota caso Serra fosse eleito), fortalecer a campanha na Internet, organizar manifestações populares (mesmo que com poucas pessoas, mas que fizessem bastante barulho e tivessem repercussão na Mídia, mesmo que local ou regional), ocupando todos os espaços públicos possíveis e imagináveis, tantos os virtuais, como os reais;

4) Todos os ataques da Grande Mídia contra o governo Lula, Dilma e o PT devem ser respondidos imediatamente, não deixando nenhum ataque sem resposta e denunciando as mentiras e falsas acusações que forem feitas pela mesma;

5) Reforçar a ligação de Serra com o governo FHC, de quem o governador tucano foi ministro por 8 anos;

6) Comparar o governo Lula com o de FHC, mostrando a imensa superioridade do governo atual sobre o do tucano, e reforçando o fato de que um eventual governo Serra retomaria as mesmas políticas colocadas em prática no governo do Farol de Alexandria, como as de privatizações, terceirizações, arrocho salarial, desnacionalização da economia, tentativa de acabar com os direitos trabalhistas, submissão aos interesses imperialistas dos EUA, empréstimos ao FMI, entre outras medidas que prejudicaram fortemente o desenvolvimento do país;

7) Mostrar o descalabro social e administrativo em que se encontra o estado de SP, com educação pública ruim, a péssima segurança pública, os baixos salários do funcionalismo público, as enchentes, a repressão aos movimentos sociais organizados, enfim, denunciando toda a mediocridade do governo de Serra no estado de SP nos últimos anos e o seu fracasso em melhorar a vida dos paulistas;

8) Reforçar a ligação de Dilma com o Presidente Lula, mostrando a fundamental participação que ela teve em projetos fundamentais do mesmo, como o do Pré-Sal, PAC e 'Minha Casa, Minha Vida', e deixando claro para a população de que Dilma é a candidata do Presidente Lula à sucessão e que dará continuidade ao seu governo, procurando acelerar e aprofundar as mudanças iniciadas no mesmo.

Tudo isso permitiria à campanha de Dilma combater e derrotar a ofensiva midiática contra a sua candidatura, contra o PT e, até, contra o governo Lula, conquistando-se mais uma fundamental vitória na eleição presidencial deste ano.

Assim, poderemos dar continuidade ao projeto de mudanças políticas, econômicas, sociais e culturais que foram iniciadas pelo governo Lula e que visam construir uma Nação mais justa, democrática, solidária, fraterna, desenvolvida e soberana.

Comentando artigo de Mauro Paulino e Alessandro Janoni!


O texto do Mauro Paulino e do Alessandro Janoni, do Datafolha, que postei aqui no blog tem alguns trechos interessantes, que irei comentar abaixo:

1) Desde dezembro de 2009, o Datafolha monitora o potencial de transferência de votos do presidente para sua candidata e o diagnóstico é o de que, até aqui, o fenômeno não aconteceu em sua totalidade;

2) A taxa de 14% que dizem votar com certeza em quem Lula indicar, mas que ainda não o fazem por desconhecer a candidata, está inalterada há três meses;

3) O perfil dos 14% de brasileiros que querem votar na candidata de Lula, mas que ainda não o fazem por desconhecer Dilma, é de baixa escolaridade, baixa renda e de grande concentração na região Nordeste.

Resumindo tudo isso: Dilma tem tudo para crescer muito nas pesquisas, à medida que os eleitores forem descobrindo que ela é a candidata apoiada pelo Presidente Lula.

O Datafolha é claro: 1/3 dos eleitores que querem votar no (a) candidato (a) de Lula à Presidência não sabem que Dilma é esta candidata. Quando descobrirem, passarão a dizer, nas pesquisas, que irão votar nela.

Se chegar aos 42%, que é o percentual de eleitores que desejam votar no 'candidato de Lula', Dilma terá grandes chances de vencer a eleição no 1o. turno, mesmo que por uma pequena margem.

Atualmente, 83% dos eleitores escolhem um candidato na pesquisa estimulada (Serra 36%; Dilma 27%; Ciro 11%; Marina 8%. Mário de Oliveira 1%). Caso isso se mantenha e Dilma conquiste 42% dos votos, ela terá 50,6% dos votos. Assim, Dilma venceria a eleição no 1o. turno e por uma pequena margem.

E mesmo que a eleição fosse para o 2o. turno, Dilma iria com grande vantagem sobre Serra e precisando de pouquíssimos votos para vencer no 2o. turno.

E no 2o. turno, estaria bem definido o caráter plebiscitário da eleição.

Datafolha: 14% dos eleitores querem votar na 'candidata do Lula', mas a desconhecem!!


Desafio do PT é converter potencial em transferência

Taxa dos que votam em quem Lula indicar, mas desconhecem Dilma, não muda há 3 meses

MAURO PAULINO
DIRETOR-GERAL DO DATAFOLHA

ALESSANDRO JANONI
DIRETOR DE PESQUISAS DO DATAFOLHA

Os resultados da última pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial reforçam o caráter volátil de uma disputa polarizada. Os movimentos identificados nas curvas de intenção de voto nos últimos três meses garantem a José Serra e Dilma Rousseff o protagonismo do cenário pré-eleitoral.

A atenção concentrada nos dois candidatos e a avaliação dessa exposição por parte do eleitorado determinam as mudanças observadas no período.

E qual seria então o papel reservado ao principal cabo eleitoral dessa disputa, o presidente Lula? Desde dezembro de 2009, o Datafolha monitora o potencial de transferência de votos do presidente para sua candidata e o diagnóstico é o de que, até aqui, o fenômeno não aconteceu em sua totalidade.

Na ocasião, o instituto chegou a 15% de brasileiros que ainda não votavam em Dilma por não saberem que ela era a candidata apoiada por Lula. Em fevereiro, apesar de a petista ter "encostado" em Serra, diminuindo em dez pontos percentuais a diferença que amargava para o tucano, essa taxa manteve-se estável em 14%.

Nesse levantamento, realizado há um mês, o Datafolha explicava que a aproximação dos dois candidatos se dava muito mais por desgaste do governador de São Paulo em segmentos de peso do eleitorado do que propriamente pelo apoio do presidente à petista.

Na pesquisa divulgada ontem, confirma-se a estabilidade do potencial de transferência de votos de Lula a Dilma. A taxa de 14% que dizem votar com certeza em quem Lula indicar, mas que ainda não o fazem por desconhecer a candidata, está inalterada há três meses.

A vantagem de nove pontos que Serra abre sobre Dilma resulta principalmente de um crescimento importante do tucano nas áreas metropolitanas da região Sul e numa modesta recuperação no Sudeste, especialmente no Estado de São Paulo, já que no conjunto dos outros Estados que compõem a região (RJ, MG e ES) Serra apresenta queda de quatro pontos percentuais em relação a dezembro, enquanto Dilma tem crescimento de seis pontos no mesmo período.

O perfil dos 14% de brasileiros que querem votar na candidata de Lula, mas que ainda não o fazem por desconhecer Dilma, é de baixa escolaridade, baixa renda e de grande concentração na região Nordeste.

Do sucesso do governo na comunicação do apoio do presidente a Dilma, e na sua interpretação por parte desses eleitores, em especial na comparação que fará entre as características que enxergará em Dilma e as que identifica em Lula, depende o quanto esse potencial expressivo, demonstrado na pesquisa, se concretizará de fato em transferência efetiva de votos. Só assim se saberá se Lula é mesmo protagonista neste processo ou apenas mais um coadjuvante.

Link:

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=2826730&tid=5453119890394771472&na=2&nst=67

Datafolha: Serra e Dilma empatam na base lulista!


Serra e Dilma empatam na base lulista

Entre os eleitores que aprovam o governo, 33% votam na petista, e 32%, no tucano

Só 58% dos eleitores sabem que Dilma é a candidata de Lula; Serra lidera com folga entre quem julga o governo regular, ruim ou péssimo

A popularidade recorde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se fragmenta quando se trata de eleger o seu sucessor. Embora seja de oposição, José Serra (PSDB) está empatado com Dilma Rousseff (PT) entre os eleitores que consideram o governo Lula ótimo ou bom, segundo a pesquisa Datafolha.

No levantamento realizado nos dias 25 e 26 deste mês, Dilma registra 33% de intenção de votos entre os eleitores que dão 76% de aprovação ao governo Lula. Já Serra obtém 32% dos votos nesse segmento. Ciro Gomes (PSB) recebe 11% dos votos dos eleitores que aprovam Lula, e Marina Silva (PV), 7%.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Esses números do Datafolha mostram que ainda está longe de se concretizar a transferência automática dos votos de Lula para sua candidata. Também fica mais nítida a estratégia de Serra, cujas declarações públicas têm sido elogiosas em relação ao atual presidente.

Outro dado relevante é o desempenho de Dilma entre os que consideram o governo Lula apenas regular (20% dos eleitores). Nesse grupo de eleitores não há empate: o Datafolha detectou uma grande vantagem de Serra, que recebe 51% das intenções de voto, contra apenas 9% da petista. Com 10% cada um, Ciro e Marina estão numericamente à frente de Dilma.

Link:

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/03/28/serra-dilma-empatam-na-base-lulista-278711.asp

Popularidade de Lula bate recorde, aponta Datafolha!


Popularidade de Lula bate recorde, aponta Datafolha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu sua melhor avaliação desde que assumiu o cargo, em 2003. Na mais recente pesquisa Datafolha, feita a nove meses do fim do atual mandato, o petista alcançou recorde de popularidade entre os presidentes já avaliados pelo instituto desde 1990: 76% das pessoas ouvidas pelo instituto, entre 25 e 26 de março, disseram considerar o governo Lula ótimo ou bom.

No primeiro levantamento, feito em abril de 2003, o índice era de 43% - sendo que, naquela época, 10% consideravam seu governo ruim ou péssimo (hoje são apenas 4%).

Ainda de acordo com o levantamento, 20% dos entrevistados disseram considerar o governo regular.

A avaliação de Lula teve crescimento entre mulheres e pessoas maiores de 60 anos (de 71% para 75% e de 67% para 73%, respectivamente). Houve crescimento também entre pessoas com renda superior a dez salários mínimos: de 56% para 68%.

Entre as regiões do país, o presidente tem maior popularidade no Nordeste, onde é aprovado por 87% das pessoas ouvidas.

Entre os que aprovam seu governo, 33% demonstram interesse em votar, em outubro, na ministra Dilma Rousseff, enquanto 62% dizem que votarão em José Serra, pré-candidato do PSDB.

A pesquisa, feita com 4.158, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Link:

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/03/27/popularidade+de+lula+bate+recorde+aponta+datafolha+9441227.html

sábado, 27 de março de 2010

Dilma cresceu até Fevereiro! Ofensiva Midiática barra crescimento! É preciso criar fatos novos que tenham grande repercussão para continuar crescendo!


Entre Março de 2009 e Fevereiro deste ano a candidatura de Dilma passou por um ciclo de crescimento, como demonstram as várias pesquisas feitas no período.

Segundo o Datafolha, no período em questão, a candidatura de Dilma saiu de 11% em Março de 2009 (cenário com 4 candidatos) para 23% em Dezembro do ano passado e para 28% em Fevereiro. Agora, em Março, ficou em 27%, demonstrando estabilidade.

O que ocorreu, neste período de tempo, para que Dilma tivesse esse crescimento? Simplesmente, ela se tornou mais conhecida entre o eleitorado e uma parcela maior deste descobriu que ela era a candidata apoiada pelo Presidente Lula e que seria a candidata do PT à Presidência da República.

Na pesquisa Datafolha de Março de 2009 apenas 52% dos eleitores diziam conhecer Dilma e, nesta mesma pesquisa, ela tinha apenas 11% das intenções de voto (cenário com 4 candidatos).

Em Dezembro do ano passado, a pesquisa Datafolha constatou que 80% dos eleitores diziam conhecer Dilma e ela tinha 23% das intenções de voto. Esse índice subiu para 86% na pesquisa do final de Fevereiro, quando Dilma chegou a 28% na pesquisa Datafolha.

É bom esclarecer que o Datafolha considera que basta o eleitor dizer que 'conhece mais ou menos' ou 'que ouviu falar' do candidato para considerar que o mesmo é conhecido dos eleitores, o que é algo muito questionável, no mínimo.

Afinal, será que um eleitor que diz conhecer Dilma 'mais ou menos' ou que 'ouviu falar' dela, tem conhecimento de fatos como o de que Dilma é a candidata do PT à Presidência da República e que será apoiada pelo Presidente Lula? É claro que não, pois se tivesse conhecimento disso, ele responderia que 'conhece bem' a ministra Dilma e não 'mais ou menos' ou que tenha apenas 'ouvido falar' dela.

Então, isso mostra que Dilma passou por um ciclo de maior exposição e de conhecimento de sua candidatura por parte dos eleitores e que isso gerou um sensível crescimento nas pesquisas. No Datafolha, Dilma saiu de 11% em Março de 2009 para 27% em Março de 2010 (cresceu 16 p.p.). No mesmo período de tempo, Serra caiu de 41% para 36% (queda de 5 p.p.).

E quais os fatores que contribuíram para esse maior conhecimento do eleitorado a respeito da candidatura de Dilma?

Em primeiro lugar, é claro, a intensa exposição que ela passou a ter ao viajar pelo Brasil inteiro ao lado do Presidente Lula.

Além disso, no final de 2009, o PT exibiu um programa nacional e no qual Dilma e o Presidente Lula promoveram uma espécie de 'bate-bola' durante 10 minutos.

E finalmente, em Fevereiro deste ano, Dilma teve uma grande exposição no Carnaval (seu desempenho durante o mesmo foi excelente, muito superior ao de Serra, que mal conseguiu disfarçar o seu constrangimento em meio à população) e foi escolhida a candidata à Presidente pelo PT e com o apoio declarado do Presidente Lula.

Depois destes fatos, que tiveram grande repercussão entre uma parcela significativa do eleitorado, Dilma novamente cresceu nas pesquisas.

Porém, depois que foi escolhida a candidata do PT para a Presidência, não tivemos mais fatos de grande repercussão junto aos eleitores e que pudessem servir para que Dilma continuasse com este processo de crescimento de sua candidatura.

Além do mais, nas últimas semanas, nós vimos o início de uma clara e nítida ofensiva midiática muito forte e violenta contra o governo Lula, Dilma e o PT, no qual tivemos o seguinte:

1) Capas da 'Veja' explorando o 'caso' Bancoop, que o PIG procurou relacionar com Dilma e com o PT, mesmo não havendo ligação alguma entre eles. Mas, a mentira foi difundida intensamente, seguindo os ensinamentos de Goebbels;

2) 'Caso' da Eletronet, no qual a Grande Mídia atacou o Zé Dirceu e fizeram de tudo para atingir o governo Lula, o PT e a candidatura de Dilma;

3) Propaganda maciça do governo do estado de SP na Mídia, dizendo que o estado de SP 'está cada vez melhor';

4) Ataques contra Lula e Dilma devido a uma suposta 'campanha antecipada' por parte da Grande Mídia. As multas aplicadas ao Presidente Lula pelo TSE podem ter reforçado junto a uma parte do eleitorado a idéia de que isso estava mesmo acontecendo. Mas, se isso não prejudicou Dilma, ajudar, também, não ajudou, certo?;

5) Forte crescimento da exposição de Serra na Mídia e de uma maneira bastante positiva: lembram-se dele na praia, empurrando o carrinho de rodas de uma mulher? E da vez em que ele participou de um passeio ciclístico? Bem ou mal, lá estava Serra, aparecendo de forma positiva na Grande Mídia, que o apóia totalmente, é claro.

Tudo isso ajuda a entender uma eventual estabilidade nas intenções de voto em Dilma e uma recuperação de Serra neste momento da campanha presidencial, que já está a pleno vapor entre os candidatos, a Mídia e os partidos, mas que ainda não chegou à maior parte do eleitorado. Tanto isso é verdade que o Datafolha constatou que, na pesquisa espontânea, 59% dos eleitores não apontam o nome de nenhum candidato para a Presidência da República. E eles, eleitores, não o fazem porque, de fato, sequer estão pensando no assunto, ainda!

A população vai começar a prestar atenção, mesmo, na campanha presidencial, depois da Copa do Mundo e, principalmente, após o início do horário eleitoral. Daí, sim, é que o eleitorado irá se definir com relação à disputa. Até lá, as pessoas irão ‘tocando a vida’.

Mas, o fato é que esta ofensiva midiática (altamente negativa para a candidatura de Dilma, para o governo Lula e para o PT), ocorreu num momento em que a campanha de Dilma não criou fatos novos que tivessem maior repercussão junto ao eleitorado e que pudessem dar continuidade ao seu crescimento. E isso acontece desde que Dilma foi escolhida pelo PT como candidata à Presidente.

Portanto, sempre que Dilma cresceu nas pesquisas, isso foi precedido por alguns fatos positivos e que tiveram grande repercussão junto a uma parcela importante do eleitorado e que, até aquele momento, ainda não conhecia Dilma, ou que desconhecia o fato de que ela será a candidata à Presidente apoiada por Lula.

Exemplos: Dilma cresceu em Dezembro, depois do programa nacional do PT que explorou intensamente a sua ligação com o Presidente Lula. Daí, segundo o Datafolha, ela saiu dos 16% de Agosto de 2009 para os 23% de Dezembro de 2009.

E Dilma voltou a crescer em Fevereiro, quando ela se destacou muito durante o Carnaval e o PT lançou a sua candidatura presidencial e com o apoio declarado do Presidente Lula. Depois disso, Dilma saiu dos 23% de Dezembro e foi para 28% no final de Fevereiro.

Assim, a ofensiva midiática extremamente agressiva contra o governo Lula, Dilma e o PT nas últimas semanas ('casos' Eletronet, Bancoop), mais o aumento da exposição de forma positiva de Serra na mídia (devido à propaganda maciça do governo de SP, programa do Datena, passeio ciclístico, empurrar pessoa em carrinho de rodas na praia) e o fato de que a campanha de Dilma não criou, em Março, nenhum fato novo que repercutisse junto ao eleitorado, ajudaria a explicar as razões desta estabilidade momentânea de Dilma e da recuperação parcial de Serra na pesquisa Datafolha.

Porém, como já ressaltei aqui, em outras mensagens, o Datafolha é um instituto que pertence à 'Folha de S.Paulo', jornal que está na linha de frente da campanha presidencial de Serra e o mesmo pode, muito bem, ter dado uma 'forcinha' para Serra nesta pesquisa.

Logo, a prudência recomenda aguardar uma próxima pesquisa do CNT/Sensus ou do Vox Populi para constatar se, de fato, Serra iniciou uma recuperação e se Dilma parou de crescer.

Mas, me parece mais do que evidente que se Dilma quiser continuar crescendo nas próximas pesquisas, a sua campanha terá que se esforçar muito para criar fatos novos que tenham repercussão junto ao eleitorado e que possam permitir a continuidade do seu crescimento nas pesquisas.

Caso a campanha de Dilma se acomode e 'sente' sobre as conquistas já alcançadas e não reaja à ofensiva midiática, as chances de vitória irão diminuir.

A ofensiva midiática contra o governo Lula, contra Dilma e o PT nas últimas semanas mostrou, claramente, que esta será uma campanha bem suja, com todo tipo de falsas acusações e mentiras que serão lançadas, de tempos em tempos, a fim de 'desconstruir' a candidatura de Dilma, inviabilizando a sua vitória.

Cabe ao governo Lula, à campanha de Dilma e ao PT iniciar uma reação, uma nova ofensiva, a fim de sustentar um novo ciclo de crescimento da candidatura de Dilma nos próximos meses, bem como se preparar para combater aquela que será a mais baixa, suja, vil e imunda campanha eleitoral da história do Brasil.

Senão...


Link:

http://datafolha.folha.uol.com.br/eleicoes/2010/2010_index.php

Uma operação midiática de grande escala contra o governo Lula - Por Niko Schvarz!


Uma operação midiática de grande escala contra o governo Lula

Desde o Brasil se denuncia que a partir da primeira quinzena de março foi lançada uma operação midiática em larga escala que aciona todos os instrumentos ao alcance da direita política e do poder econômico contrários ao presidente Lula e ao seu governo, contra a candidata presidencial Dilma Rousseff e contra o Partido dos Trabalhadores.

Por Niko Schvarz *

O começo dessa campanha reconcentrada já é visível nos grandes meios de comunicação quando o país se encaminha às eleições presidenciais a ser realizadas em outubro do ano em curso. Nas redações, o bombardeio midiático é conhecido pelo nome de "Tempestade no Cerrado", que, de algum modo, evoca, devido à sua localização geográfica, ao Palácio do Planalto, sede do governo. A expressão recorda a "Tempestade no deserto" da primeira invasão ao Iraque, em fevereiro de 1991, dirigida pelo general Norman Schwarzkopf, que produziu 70 mil vítimas.

A ordem nas redações da Editora Abril, de O Globo, de O Estado de São Paulo e da Folha de São Paulo é de disparar sem piedade, dia e noite, sem pausas contra esse triplo objetivo (que, na realidade, é um só), para provocar uma onda de fogo tão intensa que torne impossível ao governo e ao PT responder pontualmente às denúncias e provocações.

A cartilha é a seguinte:

1) Manter permanentemente uma denúncia, qualquer que seja, contra o governo Lula nos portais informativos na Internet;
2) Produzir manchetes impactantes nas versões impressas e utilizar fotos que ridicularizem ao presidente e à candidata;
3) Ressuscitar o caso do mensalão de 2005 e explorá-lo ao máximo e, ao mesmo tempo, associar Lula a supostas arbitrariedades cometidas em Cuba, na Venezuela e no Irã;
4) Elevar o tom dos editoriais;
5) provocar ao governo de modo que qualquer reação possa ser qualificada como tentativa de censura;
6) Selecionar dados supostamente negativos da economia e apresentá-los isolados de seu contexto;
7) Trabalhar os ataques de maneira coordenada com a militância paga dos partidos de direita e com os promotores cooptados;
8) utilizar ao máximo o poder de fogo dos redatores.

Uma estratégia midiática tucana foi traçada por Drew Westen, um cidadão estadunidense que se apresenta como neurocientista e presta serviços de cunho eleitoral, sendo autor de The Political Brain (O cérebro político) que, segundo dizem, é o livro de cabeceira de José Serra, governador de São Paulo e próximo candidato presidencial do PSDB. A adaptação do projeto corre por conta de Alberto Carlos Almeida, autor dos livros "Por que Lula" e "A cabeça do brasileiro", que atua como politólogo e foi contratado a peso de ouro para formular diariamente a tática de combate ao governo

A denúncia é recheada de exemplos concretos, reveladores de que essa tática já está sendo aplicada nos diários e, rapidamente, chega à Internet. Se referem às falsificações numéricas (em vários casos, de enormes dimensões) para ocultar ou inverter os bons resultados da política econômica e social do governo em matéria de infraestrutura em todo o país, na construção de habitações e no combate da inflação.

Uma campanha especial toma como eixo a Dilma Rousseff e seu "passado terrorista", dizendo que, além de assaltar bancos, tinha prazer em torturar e matar bons pais de família. Também colocam em cena a um filho de Lula. Isto é: a clássica campanha de tergiversações e calúnias; porém, nesse caso, agigantada em suas proporções e na somatória de meios postos à disposição que, sem dúvida, se irão incrementando e subindo o tom à medida que nos aproximemos a outubro.

O leitor poderá apreciar também até que ponto campanhas similares a esta em sua essência vêm sendo realizadas agora mesmo contra governos de esquerda do continente, como acontece com Cuba, Venezuela ou Bolívia, entre outros.

No caso do Brasil, a operação tende a impactar a ascensão da campanha eleitoral por Dilma Rousseff, que reduziu consideravelmente a vantagem inicial de Serra e continua subindo enquanto este desde até situar-se em virtual situação de empate técnico. Também correm a seu favor a notável projeção internacional da política do presidente Lula, expressada estes dias em seu compromisso direto e no terreno para a solução do problema palestino-israelense; bem como seus êxitos internamente. O orçamento da educação foi triplicado em 8 anos, passando de 17,4 bilhões de reais, em 2003, para 51 bilhões, destinando-se grande parte do aumento do PIB para a educação básica; e fevereiro registrou um recorde de 209.425 novos empregos formais, cifra que chega a 390.844 no primeiro bimestre do ano de 2010.

* Jornalista uruguaio que escreve regularmente no matutino La República, o texto foi publicado e traduzido por Adital

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=126658&id_secao=6

Rodrigo Vianna - Diretores da Alstom vão em cana: é o metrô de SP?


Diretores da Alstom vão em cana: é o metrô de SP?

publicada quinta, 25/03/2010 às 18:18 e atualizada quinta, 25/03/2010 às 18:18 | Comentários 28 Comentários

Recebo de um atento leitor o texto que reproduzo abaixo, publicado no "Monitor Mercantil".

A nota informa que três diretores do grupo Alstom foram presos na Inglaterra - por pagamento de propina e corrupção. Entre as obras que a empresa teria ganho com pagamento de propina estariam as realizadas em São Paulo.

Hum...

A Alstom, como se sabe, teve papel de destaque nas obras de expansão do Metrô, durante as gestões tucanas.

Hum...

O pedido de uma CPI sobre a Alstom dorme na gaveta da Assembléia Legislativa de São Paulo. Os tucanos adoram dar paulada em agricultores pobres, fazem CPI do MST em Brasilia.

Mas e a CPI da Alstom?

Recentemente, um deputado do PT chegou a chamar um destacado militante tucano de "Andrea Alstom Matarazzo". Sobre isso, escrevi aqui - http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/deputado-pergunta-onde-esta-andrea-alstom-matarazzo.

O apelido talvez explique porque os tucanos estão tão preocupados com as prisões na Inglaterra.

Talvez, lá, as investigações não sejam para inglês ver.

Leiam aqui matéria da "Folha", de 2008, sobre o caso: "Caixa 2 de FHC citava empresas da Alstom" - http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u419184.shtml

P.S.: Em outra investigação importante, feita pela Policia Federal do Brasil, o nome de destacado líder tucano aparece associado ao de um jornalista (?) que gosta de usar chapéu. Os dois, pelo que indica planilha apreendida pela PF, teriam 50 mil razões para tratar muito bem uma construtora que está sob investigação. Talvez, tenhamos em breve mais detalhes sobre esse caso. O relatório final da PF chegou às mãos de bons repórteres em São Paulo. Receberam dos jornais ordem de não publicar nada sobre o caso - que chegaria muito perto de determinado candidato a presidente da República.

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Monitor Mercantil Digital - 24/03/2010

Diretores da Alstom presos por corrupção

O Departamento de Investigações de Fraudes Financeiras da Grã-Bretanha prendeu nesta quarta-feira, 24/3, em Londres, três diretores que integram o Conselho de Administração do grupo francês Alstom sob a acusação de pagamento de propina e corrupção.

Em nota, o departamento do governo britânico afirmou que suspeita que as propinas foram pagas pela empresa para vencer contratos internacionais, nos quais estão incluídos os firmados com o Metrô-SP nas gestões tucanas (Covas, Alckmin e Serra) e que há lavagem de dinheiro e outros crimes associados ao caso.

Link:

http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/diretores-da-alstom-vao-em-cana-e-o-metro-de-sp


http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=76634

Campo de petróleo de Tupi já produziu 4 milhões de barris de petróleo!


Tupi já produziu 4 milhões de barris de petróleo

Extração equivale a dois dias da produção brasileira, mas óleo já foi usado na produção de gasolina, diesel, querosene e nafta

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro

Talvez o consumidor paulista não saiba, mas já pode ter abastecido o carro com gasolina oriunda do petróleo extraído da camada do pré-sal. Em dez meses de operação, a Petrobras extraiu 4 milhões de barris de petróleo de Tupi, primeiro campo a produzir no pré-sal da bacia de Santos.

O volume equivale a dois dias de toda a produção brasileira de óleo. Extraído das águas profundas, o petróleo do pré-sal é levado ao terminal marítima da estatal em São Sebastião (SP). Dali, segue à refinaria de Capuava (SP) para ser transformado em gasolina, diesel, querosene de aviação e nafta, matéria-prima para petroquímica.

Antes da etapa comercial começar para valer, no entanto, a Petrobras corre para concluir a avaliação técnica do campo de Tupi. Com capacidade de processamento diário de 30 mil barris de óleo, a plataforma Cidade de São Vicente começou os testes em maio de 2009.

A Petrobras procura obter informações valiosas sobre as condições de temperatura, pressão, fluxo de óleo, acidez, entre outros fatores, para definir o projeto de exploração e produção do pré-sal. O poço produtor está ligado à plataforma por meio de tubos que acompanham a profundidade de 5,3 mil metros da superfície.

No começo dos testes, a produção da plataforma foi interrompida porque os materiais não suportaram as condições do reservatório de petróleo. A camada de sal de dois mil metros de espessura, exposta a elevada temperatura e pressão, pode passar do estado sólido para uma consistência pastosa, dificultando a conexão dos poços à plataforma.

Alguns sais da camada exploratória também são solúveis. “Nestas condições, a principal questão é garantir a estabilidade das rochas da espessa camada de sal, que tem até 2 mil metros em algumas regiões, as quais podem fluir e não permitir a continuidade da perfuração dos poços”, relata a Petrobras, em nota.

Foto: Selmy Yassuda Ampliar

Cabos da plataforma de Tupi

Há ainda relatos, não confirmados pela Petrobras, de que o petróleo do pré-sal, mais ácido, obrigou o desenvolvimento de materiais mais resistentes. Os engenheiros de poço precisam definir o revestimento, a geometria específica do poço e a melhor broca de perfuração.

Queima de gás limita produção

A produção de Tupi foi retomada com a extração de 15 mil barris por dia, subindo para 20 mil de barris nas últimas semanas _limite imposto pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). O gerente dos testes, Paulo Buschinelli, explica que o órgão regulador não permite produção maior por causa da emissão de gás carbônico.

Como a produção está em fase de teste, o campo não possui gasoduto ou nenhum outro mecanismo de escoamento de gás natural, extraído com o petróleo. Sem opção, o gás é queimado na torre da plataforma, formando uma gigantesca labareda de fogo.

Novo projeto

Quando o teste de longa duração de Tupi acabar em agosto, a Petrobras começa a fase do projeto piloto. A ideia é produzir 100 barris a partir de dezembro.

Uma nova plataforma substituirá a atual escoando o gás natural de Tupi por um gasoduto de 250 quilômetros de extensão que alcançará a plataforma do campo de Mexilhão, também na bacia de Santos.

Tupi é um dos campos descobertos no bloco BM-S-11. Para explorá-lo, a Petrobras, que é dona de 65% do bloco, se associou à inglesa British Gas (BG) e à portuguesa Galp, que detêm respectivamente 25% e 10% de participação nos campos.

Para o projeto piloto, a Petrobras vai contratar outro navio flutuante, operado empresa Modec. O navio, em obras na China, levará o nome de Cidade de Angra dos Reis.

Em 2012, deverá entrar em operação o segundo projeto piloto de produção no pré-sal da Bacia de Santos. Será instalado na área de Guará, no bloco BMS- 9 (vizinho à área originária de Tupi) e terá capacidade para produzir 120 mil barris de petróleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

Reservas da Petrobras

A Petrobras estima que os campos do pré-sal de Santos vão produzir 1,8 milhão de barris em 2020.

Além do piloto de Tupi, a estatal aguarda duas plataformas para Guará e outro poço ao norte de Tupi. Até o fim da década, dez plataformas devem produzir na nova província de Santos.

As reservas estimadas na região variam de 9 bilhões a 16 bilhões de barris de petróleo, sendo Tupi o maior campo, com jazidas que podem conter de 5 bilhões a 8 bilhões de barris.

A Petrobras já informou estimativas também de Guará (1,1 bilhão a 2 bilhões de barris) e Iara (3 bilhões a 4 bilhões de barris).

Link:

http://economia.ig.com.br/empresas/industria/tupi+ja+produziu+4+milhoes+de+barris+de+petroleo/n1237557085075.html

Marcelo Neri: 53,5% dos negros brasileiros já estão na classe média!


53,5% dos negros brasileiros já estão na classe média

Pesquisa do economista da FGV Marcelo Neri também mostra que 47,3% dos mestiços pertenciam às classes A, B e C em 2008

Mais da metade dos negros brasileiros, e pouco menos da metade dos mestiços (pardos), pertencem hoje à classe média, incluindo a classe C, a nova classe média popular.

Segundo recente levantamento do economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais (CPS), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 53,5% dos negros e 47,3% dos mestiços no Brasil pertenciam às classes A, B e C em 2008. Entre negros e mestiços juntos, 48% são de classe média, e 52% estão nas classes D e E, mais características da pobreza. Os porcentuais incluem também os muito ricos, mas que são estatisticamente pouco significantes.

Esses números, tirados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), mostram uma grande evolução nos últimos 15 anos. Em 1993, menos de um quarto dos negros (23,8%) e pouco mais de um quinto dos mestiços (21,7%) pertenciam às classes A, B e C. Tomados em conjunto, apenas 22% dos negros e mestiços estavam na classe média, com quase 80% nas classes D e E.

Os números de Neri revelam que, desde 1993, a proporção de negros e mestiços nas classes A, B e C cresceu cerca de 110%, enquanto a dos brancos expandiu-se em 42%. "Há uma melhora diferenciada dos negros e pardos na classe ABC, já que a proporção deles aumentou mais do que a dos brancos", observa Neri.

André Urani, sócio do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), e diretor do Instituto Natura, tem dados que mostram que a proporção de negros e mestiços, nos últimos 15 anos, cresceu bem mais entre os mais ricos do que entre os mais pobres. Assim, houve um salto de 74%, de 1993 a 2008, na proporção de chefes de família negros e mestiços entre o 1% mais rico do Brasil, e hoje ela atinge 15%. Entre os 10% mais ricos, um em cada quatro chefes de família já é negro ou mestiço.

Para Urani, essa melhora relativa de renda de negros e mestiços se deu antes que a política de cotas pudesse fazer efeito. "Se, de fato, como parece, isso não se deve à política de cotas, então está aberto um campo gigantesco para se investigar as determinantes dessa trajetória e ter políticas públicas que a incentivem."

Mesmo com o avanço de negros e mestiços, a sociedade brasileira ainda está muito longe de ser igualitária em grupos raciais. Os chefes de família negros e mestiços ainda correspondem a mais de 70% entre os pobres e indigentes, segundo a classificação de linhas de pobreza de Urani.

Os dados de Urani e Neri mostram, porém, que, apesar de a situação ainda permanecer ruim, é inegável a tendência de redução da desigualdade de renda de base racial na última década e meia. Hoje, o País já possui uma grande classe média não branca, com 45 milhões de pessoas.

Os dados da série da Pnad revelam que também houve, independentemente da renda, um expressivo aumento na proporção de negros e mestiços no total da população brasileira de 1993 a 2008, de 45% para 50,1% do total.

As possíveis explicações para essa mudança são uma maior disposição das pessoas se identificarem como não brancas (pretos e pardos, na terminologia oficial) nos questionários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e um avanço real demográfico de negros e mestiços relativamente aos brancos. Especialistas em estudos raciais, como o economista Marcelo Paixão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acreditam que a causa pode ser uma combinação desses dois fatores.

Em todas as faixas de renda houve aumento da participação de negros e mestiços, já que eles cresceram bastante na população como um todo. Porém, quando se examina as mudanças na distribuição de negros e mestiços entre as faixas de renda, de 1993 a 2008, fica claro que aquele aumento foi proporcionalmente maior nas camadas mais ricas da população do que nas mais pobres.

Assim, em 1993, os chefes de família negros e mestiços representavam 68% do total abaixo da linha de indigência definida por Urani, o que subiu para 73% em 2008. O crescimento da fatia, de 8,3%, porém, foi bem menor do que o aumento na proporção total de chefes de família negros e mestiços naquele período, que foi de 23%. Já entre os riquíssimos (1% mais rico da população), a parcela de chefes de família negros e mestiços saiu de 8,8% para 15,3%, o que significa uma expansão de 74%.

Link:

http://economia.estadao.com.br/noticias/not_11138.htm

SERRA USA POLÍCIA SECRETA INFILTRADA NOS MOVIMENTOS SOCIAIS:A DITADURA VEM AÍ! - por Miguel Grazziotin


A foto acima, feita ontem durante o conflito entre a polícia política de Serra/PSDB e os professores paulistas acabou por desmascarar as intenções e ações nazifacistas do governador paulista e seus apoiadores.

Em princípio se achou que seria um manifestante, no caso um professor, que estari socorrendo o policial emquestão.

Hoje a mídia dominante informa que era um policial militar à paisana.

Fato grave.

Notem a foto em cima.

Vemos que o policial está de barba, não uma barba de um dia de folga, por exemplo, mas de dias, no mínimo. Sabemos também que policial não pode andar barbado, logo a conclusão que tiramos é que se trata de um policial da P2, a polícia secreta paulista.

Perguntamos então:

O que estava fazendo este militar ali?

Não basta apenas responder que era policial à paisana passando por acaso.

Nem mesmo responder que era um policial à paisana para “observar de dentro” a manifestação, o que já bastaria para um protesto formal dos porfessores e uma indignação dos “defensores da liberdade” da mídia comprada.

MAS, o principal detalhe é a barba!

O policial em questão estava trabalhando dentro do movimento há muito tempo. Sua caracterização, usando barba é a prova concreta e definitiva.

Vemos então, caros leitores, que Serra/PSDB e companhia estão usando táticas totalitárias, para atacar os trabalhadores que “ousam” se organizar e defender seus direitos.

TÃO importante quanto, é o fato de que esta descoberta nos autoriza a pensar:

1. Quantos policiais disfarçados estavam presentes no ato público?

2. Foram eles orientados a iniciar os ataques para justificar a violência?

3.Quantos policiais estão atualmente infiltrados em sindicatos e no movimento popular. A mando de quem e por que motivo?



Acho que a Assembléia Paulista, se prestasse para algo, visto que engaveta toda CPI contra o PSDB, abrisse uma CPI para esclarecer o que a polícia militar de Serra anda fazendo contra a população.

Estamos diante de um fato muito grave.

A liberdade de cada um de nós está sob ameaça. Este senhor do PSDB, está nos mostrando claramente o que faz e o que fará, contra aqueles que não seguirem suas ordens e desejos.

Ainda há tempo de nos organizarmos e banir este político do mapa.

Ou correremos o risco de viver em uma ditadura acobertada pela mídia.

http://miguelgrazziotinonline.blogspot.com/2010/03/serra-usa-policia-secreta-infiltrada.html#ixzz0jP7pIxQU

Datafolha/Pesquisa Espontânea: Dilma 16%, contra apenas 8% de Serra!


Qualquer pessoa que realmente entende de pesquisas eleitorais sabe que voto consolidado, mesmo, é o voto espontâneo, que é aquele que o eleitor declara sem que se apresente nenhum nome a ele previamente.

A pesquisa estimulada, que é aquela que recebe grande divulgação da Mídia, serve apenas para dizer qual é o candidato mais conhecido do eleitor e de quem este tem um nível de lembrança maior. Nada além disso.

Logo, a pesquisa que realmente vale é a espontânea e esta é que deveria receber maior divulgação da Mídia e não a estimulada.

Mas, como a ministra Dilma (candidata do PT e que é apoiada pelo Presidente Lula) lidera na pesquisa espontânea e o segundo colocado é o Presidente Lula, empatado com o Serra (ambos tem 8%), está explicado porque ninguém da Grande Mídia dá destaque algum para a pesquisa espontânea.

Na mais recente pesquisa Datafolha (espontânea), Dilma tem 12%, o ‘candidato do Lula’ e ‘o candidato do PT’ tem, juntos, mais 4%. Logo, Dilma já tem 16% na espontânea e não 12%, possuindo o dobro de votos de Serra, que tem apenas 8% das intenções de voto na pesquisa espontânea. E o Presidente Lula ainda aparece com 8%, embora não possa ser candidato. E é muito provável que esse eleitor queira votar num candidato apoiado pelo Presidente Lula. Assim, Dilma tem potencial para chegar a 24% na pesquisa espontânea, o triplo das intenções de voto em Serra.

O próprio Mauro Paulino, diretor do Datafolha, realçou o fato (em artigo reproduzido neste blog) que 59% dos eleitores declaram, na pesquisa espontânea, que não sabem em quem votarão para Presidente.

Somente quando os índices de intenção de voto das pesquisas estimulada e espontânea estiverem bem próximos é que se poderá considerar a pesquisa estimulada como aquela que retrata a realidade eleitoral. Mas isso, quase sempre, acontece apenas depois que começa o horário eleitoral no rádio e na TV.

Até lá, está quase tudo em aberto, ainda, em termos de disputa eleitoral mas, claramente, Dilma tem uma vantagem sobre Serra entre os eleitores cujos votos estão consolidados. Serra somente tem vantagem na pesquisa estimulada porque já disputou muitas eleições, é muito mais conhecido entre o eleitorado do que Dilma e o grau de lembrança que o eleitorado tem dele também é muito maior do que o de Dilma.

Apenas quando todos os candidatos estiverem igualados em todos estes quesitos é que, de fato, a disputa eleitoral entrará na sua fase decisiva.

Emir Sader: Quem acredita na FSP (Força Serra Presidente)?


Emir Sader

na Carta Maior

27/03/2010

Quem acredita na FSP (Força Serra Presidente)?

Menos de duas semanas depois de ter que se render às inquestionáveis tendências de subida da candidatura da Dilma e de estagnação e até mesmo descenso da de Serra, a FSP (Forca Serra Presidente) se apressou em fazer uma nova pesquisa, que nem esperou a tradicional divulgação de domingo, saindo no sábado.

Sem que nenhum fato político pudesse explicar, fizeram o que se imaginaria que um adepto da campanha serrista faria: levantar o animo depressivo da campanha opositora, tentando evitar o anti clímax do lançamento no dia 10 de abril da candidatura do Serra.

A manipulação – que já havia estado presente na não qualificação de empate técnico na diferença de 4 pontos – agora se revela abertamente. A FSP (Forca Serra Presidente) faz parte da direção da campanha do Serra e qualquer divulgação de pesquisa tem que ser caracterizado como manobra da campanha opositora.

Quem acredita na FSP (Forca Serra Presidente), depois de tudo que tem feito, desesperadamente, particularmente nestes últimos tempos, em que tiveram que abandonar a postura de aparente segurança na vitoria do seu colunista, o atual governador de São Paulo (ex presidente da UNE e ex prefeito de Sáo Paulo, ambos cargos abandonados por ele sem concluir o mandato), para se jogar, já sem nenhum escrúpulo, na campanha serrista?

Quem acredita no jornal que emprestou seus carros para dar cobertura à repressão da ditadura militar? Quem acredito no jornal que anunciou que haveria dezenas de milhões de vitimas da gripe suína no Brasil? Quem acredita no jornal que divulgou ficha falsa da Dilma? Quem acredita no jornal que publicou na primeira pagina artigo de suposto psicanalista acusando o governo de ter assassinado (sic) a mais de cem pessoas no acidente da TAM em Congonhas?

Quem acredita na FSP (Forca Serra Presidente), dirigida pelo filho do proprietário e não por nenhum tipo de eleição publica e democrática? Quem acredita em quem dirige o jornal porque é Frias Filho, filho do dono e não por algum tipo de mérito próprio que pudesse ter?

Quem acredita na FSP (Forca Serra Presidente) se o candidato que apóiam é colunista permanente do jornal, circula pela redação como se fosse sua casa, indica jornalistas vinculados a ele para cargos do jornal – como a diretora da redação de Brasilia, colunista da página 2, indicada por ele, conforme declaração de membro do Comite Editorial do jornal?

Como acreditar na FSP (Forca Serra Presidente) se se transformou no Diario Oficial Tucano (DOT), partido da direita brasileira, que dirigiu catastroficamente o país durante 8 anos – tendo mudado a Constituicao durante seu mandato para se beneficiar, com a compra de votos de parlamentares -, com todo o apoio desse jornaleco da Barão de Limeira?

Quem ainda acredita na FSP (Forca Serra Presidente)? Como se fez campanha no Chile, com Allende, contra o correspondente dessa imprensa no Chile, com o lema EL MERCURIO MIENTE, aqui devemos espalhar por todas partes, sobre a FSP (Forca Serra Presidente) e sobre seus congêneres, plásticos e toda forma de divulgação com o lema:

A FOLHA MENTE.
O GLOBO MENTE.
A VEJA MENTE.
O ESTADAO MENTE.
Porque A DIREITA MENTE.

Postado por Emir Sader às 03:55

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=436