Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Pepe Escobar: Sobre o Irã, quem está isolado são os EUA! Comunidade Internacional apóia diálogo com o Irã!


Pepe Escobar: O Irã, o Brasil e “a bomba”

O Irã, o Brasil e ‘a bomba’

30/4/2010, Pepe Escobar, “The Roving Eye”, Asia Times Online

http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/LD30Ak01.html

tradução de Caia Fittipaldi

O ministro das Relações Exteriores do Brasil Celso Amorim foi tão polido quando preciso e claro, em conferência conjunta de imprensa, ao lado de seu contraparte Manouchehr Mottaki em Teerã nessa 5ª.-feira. Amorim disse que “o Brasil está interessado em participar de uma solução apropriada para a questão nuclear iraniana.”

“Apropriada” é palavra em código para “dialogada” – não uma quarta rodada de sanções lançada pelo Conselho de Segurança da ONU, muito menos a opção militar, que o governo Barack Obama insiste, com estridência, em manter à mesa. Assim, ao posicionar-se como um mediador em busca de solução pacífica, o governo brasileiro põe-se em rota de colisão “soft” com o governo Obama.

O presidente Luiz Inacio Lula da Silva do Brasil estará em visita a Teerã, mês que vem. Aos olhos dos falcões do “pleno espectro de dominação” nos EUA, é anátema. Tanto quanto para a ‘mídia’ ocidental de direita, veículos brasileiros inclusos, que não se cansam de martelar Lula, non-stop, por sua iniciativa de política exterior.

Pouca diferença faz que, mais uma vez, Amorim tenha repetido, com destaque, que absolutamente não há consenso na chamada “comunidade internacional” quanto a isolar Teerã. “Comunidade”, mais uma vez nesse caso significa Washington e uns poucos países europeus. O Sul global vota pelo diálogo. O Movimento dos Não-alinhados [ing. Non-Aligned Movement (NAM)] é unanimemente contrário a mais sanções. O Grupo dos 172 (todos os países exceto o Grupo dos 20) é também contra mais sanções.

O Brasil e a Turquia, ambos contrários a novas sanções, ocupam atualmente lugares não-permanentes no Conselho de Segurança da ONU. A posição de ambos é idêntica, em essência, à de China e Rússia – que são membros permanentes do Conselho de Segurança. A tática russa de nada deixar transpirar, e a da China, que concordou com “discutir” pacotes de sanções, têm sido distorcidas e mal interpretadas pela mídia corporativa e vendidas como se esses países estivessem aceitando as exigências de Washington.

Não aceitaram. No encontro dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) em Brasília, há menos de duas semanas, esses países mais uma vez definiram que a ‘solução’ de novas sanções não é solução, e repetiram que toda a questão deve ser decidida pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA).

Em Teerã, Mottaki e Amorim também discutiram a proposta iraniana de troca de combustível nucelar, como “medida para construir confiança” que beneficiaria o Irã, em relação a Washington e capitais europeias. O Brasil ofereceu-se para enriquecer urânio para o Irã.

O problema é que a nova rodada de sanções está sendo discutida em New York exclusivamente entre os cinco membros permanentes mais a Alemanha – e só depois dessa fase a discussão será aberta aos membros não permanentes, como Brasil, Turquia e Líbano, que mês que vem assumirá o assento rotativo do Conselho de Segurança.

O xis da questão

Cada ator tem suas próprias razões para opor-se às sanções. Moscou – que já fornece ao Irã tecnologia de reatores nucleares, além de armas –, sabe que, mais cedo ou mais tarde Washington terá de aceitar o óbvio; que o Irão, produtor chave de energia, é uma potência regional natural. Para Pequim, o Irã é assunto de segurança nacional energética; mais sanções põem sob risco a estabilidade regional e caem na categoria de delírios-desejos da secretária de Estado Hillary Clinton.

Nova Delhi dificilmente não terá visto, até agora, que, no Afeganistão, Washington embarcou em aliança sem volta com Islamabad; a Índia, portanto, precisa de um Irã estável como contrapoder, para enfrentar a influência do Paquistão no Afeganistão, onde o Paquistão pode, outra vez, reengajar os Talibã. Brasília quer expandir os negócios com Teerã; e Lula, por sua vez, não abre mão da ideia de que mais sanções só farão abrir caminho para mais guerra, não para evitar guerras.

Os diplomatas, na mais recente reunião dos BRICs, tocaram no xis da questão. Os líderes dos BRICs – o poder atual, novo, multipolar que seriamente se tem dedicado em manter sob xeque as ambições de hegemonia dos EUA – avaliaram atenta e cuidadosamente todos os sinais complexos, desde a carta “secreta” do supremo do Pentágono Robert Gates a Obama, em janeiro passado, na qual revisa as opções militares “que continuam à mesa” contra o Irã, até o discurso do almirante Mike Mullen, da Junta de Comando do Estado-maior, na Columbia University, que disse que o ataque sempre seria sua “última escolha”. Avaliaram o nível de ansiedade de Washington. E concluíram que os EUA não atacarão o Irã.

Talvez estejam errados. Por trás de espessa cortina de espelhos e fumaça na mídia corporativa, há furiosa luta de gatos em curso em Washington, entre os ativistas do “espectro de plena dominação” – desde is militares ao pessoal do Instituto “American Enterprise”. Mas só discutem uma coisa: quando atacarão o Irã, ou mais cedo, ou mais tarde.

Entre os falcões está decidido que Washington jamais permitirá ao Irã “adquirir capacidade nuclear”. É o mesmo que falar de guerra preventiva. O “crime” do Irã, até aqui, teria sido já ter um programa de energia nuclear aprovado pelo Tratado de Não-proliferação e inspecionado como se ante o juiz do Juízo Final.

Nesse cenário de ansiedade altíssima, não importa que o Líder Supremo do Irã aiatolá Ali Khamenei tenha recentemente pregado o total desarmamento global e repetido sua fatwa, contra, até, o uso de armas de destruição em massa. São haram (proibidas) nos termos da lei islâmica.

O Pentágono, via Gates, insiste na ofensiva – ameaçando o Irã com uma explícita “todas as alternativas continuam à mesa”, quer dizer, bomba atômica incluída; e Obama, em obra prima de duplifalar orwelliano, acrescentou que os EUA “manteremos nosso [poder nuclear] de contenção”, como “incentivo” para Irã e Coreia do Norte. Incentivo ao suicídio seppuku, quem sabe?

Assim sendo, o que acontecerá?

Mês que vem, em New York, haverá nova revisão do Tratado de Não-proliferação. O governo Obama já começou a pressionar o Brasil para que aceite um protocolo adicional. O Brasil recusou.

Na essência, o Tratado de Não-proliferação é extremamente assimétrico. Nações que pertençam ao clube da bomba atômica recebem tratamento VIP, em relação aos demais. O protocolo adicional aumenta ainda mais essa discriminação – e dificulta até a pesquisa para finalidades pacíficas, nas nações não-nucleares.

O Brasil que – diferença crucial nesse contexto – ostenta tradição pacifista – defende o direito de qualquer país soberano adquirir “capacidade de tecnologia nuclear”. Foi onde o Irã subiu ao barco, conforme todas as evidências disponíveis. Assim sendo, o Brasil está em evidente rota de colisão com Washington, no que tenha a ver com o Tratado revisto de Não-proliferação. Para Brasília, seria submeter-se à interferência estrangeira.

Quanto às sanções, Washington precisa cair na real. Acreditar que os BRICs ou países da Ásia ou Europa deixarão de comprar gás e petróleo do Irã; que não venderão gasolina ao Irã, e que os bancos iranianos não encontrarão meios de continuar a operar na economia global (eles têm parceiros, por exemplo, nos Emirados Árabes Unidos e na Venezuela) é viver no País das Maravilhas.

As majors chinesas do petróleo já vendem gasolina diretamente ao Irã. Em 2012, o Irã terá dobrado a produção de gasolina, depois de expandir 10 refinarias, e está investindo cerca de 40 bilhões na construção de sete novas refinarias. O Irá continuará no negócio dos produtos do petróleo – principalmente com as “stans” da Ásia Central. O que mostra, por exemplo, que pode importar gasolina contornando o sistema bancário internacional.

E, sobretudo, há o mercado negro. Jordânia e Turquia contrabandeiam rios de petróleo para fora do Iraque ‘sancionado’ durante os anos 90s. Com novas sanções sobre o Irã, será a vez de uma nova geração de iraquianos ganharem a sorte grande. Quanto à ditadura militar do mulariato em Teerã, os mulás adorarão consumir seus lucros de energia para reforçar seu escudo protetor.

Os líderes dos BRICs – Lula entre eles – podem, sim, ter visto a estrada por trás da cortina de espelhos e fumaça. Bomba? Mas que bomba? Todos sabem que o Irã não pode fabricar uma bomba, por exemplo, em Natanz, não, com certeza, enquanto as instalações forem inspecionadas até o esqueleto descarnado pela IAEA. Suponha-se que o Irã supere a Coreia do Norte, engane todos os inspetores, dê um chapéu no Tratado de Não-proliferação e decida fabricar uma bomba em local secreto. Precisariam de quantidades enormes de água e energia – e os satélites lá estão, para ver qualquer movimentação desse tipo.

Os líderes dos BRICs já concluíram, isso sim, que Washington nada pode fazer quanto a o Irã adquirir “capacidade nuclear”, além de invadir o país, em edição conjunta remix das operações Tempestade no Deserto + Choque e Pavor, e provocar um banho de sangue para troca de regime.

Nem rodadas e mais rodadas de sanções conseguirão excluir essas opções. Bombas “de precisão” israelenses, dos EUA ou híbridas, poderão, no máximo, atrasar um pouco o processo iraniano – e, isso, sem considerar as muitas possibilidades de retaliação. Tudo isso considerado, só há uma solução viável.

Washington tem de sentar-se à mesa com Teerã com o tal “punho aberto” realmente aberto e examinar todas as opções diplomáticas, à busca de um pacote abrangente de segurança para o Oriente Médio – pacote o qual, é claro, terá de incluir a total desnuclearização; quer dizer, fim, também, para as bombas atômicas “secretas” de Israel.

Difícil, só, saber se o governo Obama – acossado pelos falcões da guerra por todos os lados – sobreviverá a esse desafio.

Link:

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/pepe-escobar-o-ira-o-brasil-e-a-bomba.html

Zé Dirceu: Há uma parceria eleitoral entre a 'Folha' e o PSDB! Pesquisas do Datafolha possuem sérias falhas de metodologia!


Parceria Eleitoral

por Zé Dirceu

Há uma semana escrevi neste espaço que, nas eleições presidenciais de 2010, já estão à solta mais lobos em peles de cordeiro do que podemos imaginar. A conclusão veio a partir das suspeitas que foram propaladas pelo jornal Folha de S.Paulo sobre a confiabilidade dos resultados da mais recente pesquisa do instituto Sensus.

Mais do que um questionamento metodológico, hoje vemos que a motivação do jornal é a defesa da candidatura presidencial de José Serra. Afinal, tão logo a Folha lançou dúvidas sobre a pesquisa Sensus, o PSDB entrou com ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o instituto. No entanto, apresentou como argumento principal os dados colhidos em Santa Catarina, quando deveria ter usado as referências nacionais —um erro crasso.

É preciso frisar que se trata de argumento pueril dizer que o trabalho do Sensus, há mais de duas décadas no mercado e responsável pelo acompanhamento mais consistente dos Governos de Lula e de Fernando Henrique Cardoso, pode ser comprometido por um erro no registro do sindicato contratante da pesquisa que foi corrigido. O que importa é a metodologia aplicada.

Além disso, como já disse anteriormente, os dados divergentes da trajetória dos dois principais candidatos à Presidência, Dilma Rousseff e Serra, foram apresentados pelo Datafolha, não pelo Sensus.

Mas, principalmente, existem razões metodológicas para que as suspeitas recaiam sobre o Datafolha, do mesmo grupo que a Folha, e não sobre o Sensus. Essas razões metodológicas estão assentadas em alguns problemas no tratamento que o Datafolha deu à amostra de sua última pesquisa.

O maior dos problemas é que os pesquisadores do Datafolha não aplicam seus questionários na área rural, que responde por 15% da população brasileira em condições de votar. O instituto pesquisa a intenção de voto nos pequenos municípios, mas não na área rural.

Sabemos que essas pessoas são, em sua maioria, apoiadoras do Governo Lula, justamente porque foram mais beneficiadas nos últimos oito anos. Assim, o Datafolha está ignorando a existência e o peso delas na corrida presidencial.

Mas a amostra do Datafolha apresenta problemas também porque faz controle somente em relação às variáveis sexo e idade. Os dados coletados sobre escolaridade não são ponderados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Assim, o Datafolha trabalha com 45% de pessoas com escolaridade em nível fundamental, quando a PNAD revela haver 55% de brasileiros nessa condição. É novamente um segmento em que a avaliação do Governo Lula é melhor.

Não bastasse isso, o Datafolha também trabalha somente com entrevistados que possuem telefone, não atingindo as pessoas que estão fora dessa cobertura.

Para finalizar, o instituto de pesquisas do grupo Folha apresenta aos entrevistados cartão com os nomes dos possíveis candidatos sem a indicação do partido ao qual pertencem. Muitos sabem que Lula é do PT, mas há elevado número de pessoas que ainda não identifica a ministra Dilma como a candidata do presidente e que representa a continuidade de seu Governo.

Ou seja, a amostra não é representativa da população em geral e os resultados obtidos pelo Datafolha tendem à distorção. Em se tratando de metodologia de pesquisa, são informações no mínimo suspeitas para um instituto que se pretende isento.

Ademais, o comportamento da Folha e do PSDB na operação de questionamento da pesquisa Sensus revelou a existência de uma parceria de fato, com o jornal lançando dúvidas sobre o levantamento e o partido utilizando o noticiário para representar contra o instituto.

Por essas razões, não restam dúvidas de que o Grupo Folha está favorecendo abertamente a candidatura de José Serra. Uma parceria eleitoral.

José Dirceu, 64, é advogado, ex-deputado federal e ex-ministro da Casa Civil

Link:

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/04/30/parceria-eleitoral-287636.asp

Pacote para exportação pode sair na próxima semana!


Pacote para exportação pode sair na próxima semana

do Último Segundo

O governo conseguiu resolver as principais divergências internas que emperravam o anúncio do pacote de medidas de estímulo ao setor exportador. Os técnicos trabalham agora no fechamento dos últimos detalhes para que as medidas sejam divulgadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima semana.

AE | 30/04/2010

O governo conseguiu resolver as principais divergências internas que emperravam o anúncio do pacote de medidas de estímulo ao setor exportador. Os técnicos trabalham agora no fechamento dos últimos detalhes para que as medidas sejam divulgadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima semana. Para acomodar as pressões, foi encontrada uma solução intermediária às propostas dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para a criação de banco de financiamento ao comércio exterior (nos moldes do Eximbank americano) e de uma seguradora pública de crédito à exportação.

Ficou acertado que o banco será constituído basicamente com recursos das linhas de financiamento de comércio exterior já existentes no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Também será criado um fundo garantidor de crédito às exportações, que será gerido provisoriamente pela nova instituição até a criação de uma seguradora pública subordinada ao Ministério da Fazenda.

O MDIC e o BNDES defendiam a manutenção da seguradora no novo banco. No entanto, o Tesouro foi contrário sob o argumento de que a mesma instituição fornecedora do financiamento não deveria avaliar o risco do crédito. Uma fonte do governo disse à Agência Estado que ainda não está definido o valor e a fonte de recursos do fundo garantidor.

Outra decisão é que o banco de fomento ao comércio exterior, que será uma subsidiária do BNDES, não incorporará recursos de linhas de financiamento operadas por outras instituições como o Banco do Brasil. A avaliação da Fazenda é de que o BNDES não tem capilaridade para atender às micro e pequenas empresas exportadoras. Uma reunião técnica está marcada para hoje, no Ministério da Fazenda, para tentar fechar os últimos detalhes.

O pacote também incluirá, como antecipou a Agência Estado, uma mudança na sistemática de devolução dos créditos de PIS e Cofins às empresas exportadoras. A ideia é dar agilidade e evitar novos acúmulos. Esta é a principal reivindicação das empresas que sofrem com o acirramento da competição no mercado internacional. As empresas têm direito à devolução dos tributos pagos sobre os insumos usados na produção de bens exportados, mas a Receita demora até cinco anos para devolver os recursos. No entanto, para não afetar o fluxo de caixa, o governo não resolverá o problema do estoque antigo de crédito retido na Receita.

As medidas também permitirão que micro e pequenas empresas não incluam no faturamento o resultado com as vendas externas. Desta forma, elas poderão permanecer no Simples (sistema de tributação simplificado). No pacote, ainda está a redução de 60% para 40% do porcentual que define uma empresa como preponderantemente exportadora e que garante benefícios tributários do governo. Está em estudo também a redução de tributos que tenham impacto direto no custo do produto brasileiro destinado ao mercado externo.

Embora não seja uma medida para o setor exportador, o governo deve estabelecer que as compras governamentais priorizem os produtos nacionais para ajudar no processo de recuperação da indústria brasileira.

Link:

http://economia.ig.com.br/pacote+para+exportacao+pode+sair+na+proxima+semana/n1237600754302.html

Brizola Neto: Enquanto Serra elogia Lula, aliados do tucano atacam o Presidente!


Serra, seus meninos estão entregando a farsa

por Brizola Neto, no 'tijolaço.com'

Como disse num post anterior, Serra hoje correu a desempenhar seu novo papel de mais lulista que o Lula, saudando no twitter a escolha do presidente brasileiro como um dos mais influentes líderes do mundo. “Bom para o Brasil”. Depois, com a história de se era o primeiro ou não, repetiu: “Bom do mesmo jeito para o Brasil.” Muito bem, mesmo sendo insincero, foi civilizado.

Mas não é assim que a sua tropa age. Vejam o que a Folha Online publicou agora à tarde:

“Para o deputado Paulo Bornhausen (SC), líder do DEM na Câmara, ou a revista “ficou louca ou ganhou um patrocínio de uma estatal brasileira”. “Ele não fez nada para merecer, deve ter servido como um prêmio de consolação por sua saída, ou será usado para sua candidatura para um cargo na ONU”, disse.

O líder do PSDB, deputado João Almeida (BA), concorda que Lula não merecia ser escolhido. “Ele apenas capitalizou os feitos que o Brasil vem conquistando faz tempo.” O tucano disse ainda que o prêmio da “Time” não deve se reverter em votos para a candidata Dilma Rousseff (PT). “O eleitor não é bobo, sabe que ela não é o Lula. Ela agora está se apresentando inteira e mostrando o desastre que é. Isso não vai mudar”, afirmou.”

O Deputado Bornhausen tem uma idéia bastante interessante sobre a imprensa, não acham? De onde será que ele tirou esta idéia sobre a Time, de algum jornal catarinense? E o Deputado João Almeida, com a sua modéstia, talvez se candidate a fazer parte do juri da revista americana. Vamos aguardar também sua opinião sobre o Oscar.

Aliás, com todo o respeito aos jornais do interior, que provincianismo o da Folha, hein, de dar destaque a estas sumidades diante de um acontecimento mundial…

Link:

http://www.tijolaco.com/?p=13497

Governo do RJ criará UPPs em mais 8 favelas até o fim de 2010!


Beltrame anuncia ocupação de 8 favelas até fim do ano

do Último Segundo

Morros do Salgueiro, Andaraí e Macacos são os próximos alvos para a implantação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP)

AE | 29/04/2010 20:04

No segundo dia de ocupação do Morro do Borel e mais seis favelas na Tijuca, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, anunciou que os próximos alvos para a implantação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na zona norte da cidade são os morros do Salgueiro, Andaraí e Macacos, onde um helicóptero da Polícia Militar (PM) foi abatido a tiros por traficantes em outubro do ano passado. Três tripulantes morreram.

No segundo dia de ocupação do Morro do Borel e mais seis favelas na Tijuca, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, anunciou que os próximos alvos para a implantação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na zona norte da cidade são os morros do Salgueiro, Andaraí e Macacos, onde um helicóptero da Polícia Militar (PM) foi abatido a tiros por traficantes em outubro do ano passado. Três tripulantes morreram. "Existe um planejamento que será cumprido até o fim de 2010. Ocuparemos mais oito comunidades até o final do ano", anunciou Beltrame.

De acordo com o secretário, a ocupação na zona norte seguirá a mesma lógica da implantação das UPPs em Copacabana, na zona sul da cidade, onde a polícia ocupou todas as favelas a fim de evitar a migração de traficantes para os morros vizinhos. Quase 500 policiais recém-formados devem ocupar o Morro do Borel e as outras seis comunidades, após as operações do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Dez favelas do Rio estão ocupadas por 7 UPPs.

A PM anunciou que Assis Albano Ferreira da Silva, o "Ratinho", de 38 anos, apontado como um dos gerentes do tráfico no Borel, foi preso hoje na Vila Kennedy, na zona oeste, onde se refugiou após a ocupação. Hoje, não houve confronto entre policiais e traficantes nas favelas da Tijuca. Pela manhã, uma guarnição do Bope prendeu Rafael Reis, de 20 anos, no Morro do Borel. Ele tinha um mandado de prisão e passagens na polícia por tráfico e consumo de entorpecentes. O acusado foi encaminhado para Polinter (Divisão de Capturas da Polícia Civil).

No Morro da Chácara do Céu, Paulo Gomes de Miranda Júnior, de 24 anos, foi preso por agentes do Bope com um quilo de maconha e 50 trouxinhas do entorpecente. No início da tarde, 13 policiais e cinco cães da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar fizeram buscas nas matas por armas e drogas, mas nada encontraram.

A ocupação do Morro da Formiga pelo 6º Batalhão de Polícia Militar da Tijuca contava apenas com quatro homens na manhã de hoje. Questionado, o comandante do 6º BPM, coronel Fernando Príncipe, disse que "um escoteiro seria suficiente para a ocupação", porque, segundo ele, os bandidos haviam deixado o morro.

O governador, Sérgio Cabral, classificou as declarações de equivocadas e afirmou que "houve planejamento". Hoje, em entrevista à Rádio CBN, o coronel Príncipe causou mais polêmica ao admitir a possibilidade de um aumento de assaltos a pedestres e roubos de carros nas ruas da Tijuca, devido à implantação da UPP nos morros. Desta vez, Beltrame rebateu o coronel. "O que vai aumentar é a atividade policial, porque a população saiu do controle do tráfico e vai passar a procurar a polícia para mais registros e denúncias."

Link:

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/beltrame+anuncia+ocupacao+de+8+favelas+ate+fim+do+ano/n1237600544460.html

PT vai ingressar com ação contra tesoureiro do PSDB por campanha suja contra Dilma na Internet!


PT vai ingressar com ação contra tesoureiro do PSDB

do Último Segundo

Partido quer apurar a responsabilidade do tucano por difamações veiculadas na internet contra a pré-candidata Dilma Rousseff

AE | 29/04/2010

O PT vai ingressar nesta sexta-feira com representação no Ministério Público Eleitoral contra o tesoureiro do PSDB, Eduardo Graeff, com o objetivo de apurar a responsabilidade do tucano por difamações veiculadas na internet contra a pré-candidata petista à Presidência e ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

O comando da campanha de Dilma acredita que Graeff convocou um exército de internautas para pôr na rede insultos contra ela. Nos bastidores da cena política circulam informações de que ele é o mentor de uma estrutura de guerra, preparada para bombardear a ex-ministra e o PT.

Petistas atribuem a Graeff a montagem do site "www.gentequemente.org.br", além de ataques anônimos para atingir Dilma. "O PSDB, que vive entrando na Justiça contra nós, não pode se utilizar de instrumentos criminosos e clandestinos para nos atacar", afirmou o presidente do PT, José Eduardo Dutra. "Isso é crime eleitoral."

Link:

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/pt+vai+ingressar+com+acao+contra+tesoureiro+do+psdb/n1237600589211.html

Michael Moore: O sonho americano mudou de endereço!


Reproduzo abaixo a tradução do texto completo escrito por Michael Moore para a revista 'Time', que elegeu o Presidente Lula como o líder mais influente do Mundo. A tradução do texto eu peguei no blog do Azenha, o 'Viomundo':


Moore: O sonho americano mudou de endereço

Tradução do texto publicado pela revista Time, que colocou o presidente brasileiro no topo da lista das pessoas mais influentes na política mundial (PS: A revista esclareceu posteriormente que não se trata de um ranking, mas de uma lista das pessoas mais influentes do mundo):

Luiz Inácio Lula da Silva
By Michael Moore Thursday, Apr. 29, 2010

da revista Time

Quando os brasileiros primeiro elegeram Luiz Inácio Lula da Silva presidente, em 2002, os barões do país [robber barons] checaram o tanque de combustível de seus jatos privados. Eles haviam tornado o Brasil um dos países mais desiguais da terra e então parecia ter chegado a hora da “vingança”. Lula, 64, era um filho genuíno da classe trabalhadora da América Latina — na verdade, um membro fundador do Partido dos Trabalhadores — que tinha sido preso por liderar uma greve.

Quando Lula finalmente conquistou a presidência, depois de três tentativas fracassadas, ele era uma figura familiar na vida nacional. Mas o que levou à política? Foi seu conhecimento pessoal do quanto é duro para muitos brasileiros trabalhar para sobreviver? Ser forçado a deixar a escola na quinta série para ajudar a família? Trabalhar como engraxate? Ter perdido um dedo em um acidente de trabalho?

Não, foi quando aos 25 anos de idade ele viu a esposa Maria morrer durante o oitavo mês de gravidez, junto com o filho, por não poderem pagar um tratamento médico decente.

Há uma lição aqui para os bilionários do mundo: deixem as pessoas terem bom atendimento médico e elas vão causar muito menos problemas para vocês.

E aqui há uma lição para o resto de nós: a grande ironia da presidência de Lula — ele foi eleito para um segundo mandato em 2006 e vai servir até o fim do ano — é de que quando ele tenta colocar o Brasil no Primeiro Mundo com programas sociais como o Fome Zero, desenhado para acabar com a fome, e com planos para melhorar a educação disponível para os trabalhadores do Brasil, faz os Estados Unidos parecerem cada vez mais um país do velho Terceiro Mundo.

O que Lula quer para o Brasil é o que um dia chamamos de Sonho Americano. Nós, nos Estados Unidos, onde o 1% no topo da escala tem mais riqueza financeira que os 95% da base combinados, estamos vivendo em uma sociedade que está ficando rapidamente cada vez mais parecida com a do Brasil.

Lista completa da revista 'Time':

Confira também:

Time elege Bill Clinton o herói do ano

A publicação, que apresenta personalidades de diversas áreas de atuação, apresenta outros 24 políticos mundiais, como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama – em quarto lugar na lista de líderes -; a ex-candidata à vice-Presidência Sarah Palim; entre outros. Além dos cem mais influentes, a Time apresenta ainda as pessoas com mais destaque nas redes sociais, como o ator Ashton Kutcher e o estilista Marc Jacobs.

Veja a lista completa da Time

Líderes

1. Luiz Inácio Lula da Silva
2. J.T. Wang
3. Admiral Mike Mullen
4. Barack Obama
5. Ron Bloom
6. Yukio Hatoyama
7. Dominique Strauss-Kahn
8. Nancy Pelosi
9. Sarah Palin
10. Salam Fayyad
11. Jon Kyl
12. Glenn Beck
13. Annise Parker
14. Tidjane Thiam
15. Jenny Beth Martin
16. Christine Lagarde
17. Recep Tayyip Erdogan
18. General Stanley McChrystal
19. Manmohan Singh
20. Bo Xilai
21. Mark Carney
22. Sister Carol Keehan
23. Sheik Khalifa bin Zayed al-Nahyan
24. Robin Li
25. Scott Brown

Heróis

1. Bill Clinton
2. Kim Yu-Na
3. Mir-Hossein Mousavi
4. Ben Stiller
5. Temple Grandin
6. P. Namperumalsamy
7. Nay Phone Latt
8. Chen Shu-chu
9. Phil Mickelson
10. Didier Drogba
11. Graça Machel
12. Reem Al Numery
13. Sachin Tendulkar
14. Tristan Lecomte
15. Liya Kebede
16. Kiran Mazumdar-Shaw
17. Zahra Rahnavard
18. Jet Li
19. Serena Williams
20. Chief Master Sergeant Tony Travis
21. Karls Paul-Noel
22. Rahul Singh
23. Valentin Abe
24. Malalai Joya
25. Will Allen

Artistas

1. Lady Gaga
2. Conan O'Brien
3. Kathryn Bigelow
4. Oprah Winfrey
5. Valery Gergiev
6. Robert Pattinson
7. Ashton Kutcher
8. Suzanne Collins
9. Taylor Swift
10. Neil Patrick Harris
11. Carlton Cuse and Damon Lindelof
12. Prince
13. Lea Michele
14. Jerry Holkins and Mike Krahulik
15. Simon Cowell
16. Neill Blomkamp
17. Elton John
18. Marc Jacobs
19. David Chang
20. Banksy
21. Chetan Bhagat
22. Sandra Bullock
23. Ricky Gervais
24. Han Han
25. James Cameron

Pensadores

1. Zaha Hadid
2. Elizabeth Warren
3. Douglas Schwartzentruber and Larry Kwak
4. Michael Pollan
5. Atul Gawande
6. Jaron Lanier
7. Victor Pinchuk
8. Lee Kuan Yew
9. Deborah Gist
10. Kathleen Merrigan
11. Steve Jobs
12. Tim White
13. Lisa Jackson
14. Elon Musk
15. Edna Foa
16. Jaime Lerner
17. Paul Volcker
18. Amy Smith
19. Matt Berg
20. Amartya Sen
21. Michael Sherraden
22. Sanjit 'Bunker' Roy
23. Tim Westergren
24. David Boies and Theodore Olson
25. Sonia Sotomayor.


Links:

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/moore-o-sonho-americano-mudou-de-endereco.html

http://www.time.com/time/specials/packages/completelist/0,29569,1984685,00.html

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Lula rebate Serra e defende o Mercosul!


Lula rebate Serra e defende o Mercosul

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou um discurso ao lado do colega venezuelano Hugo Chávez ontem no Itamaraty para rebater, de forma velada, as críticas ao Mercosul feitas pelo pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, e atacar a política externa de Fernando Henrique Cardoso.

Serra afirmou na semana passada, em palestra para empresários mineiros, que o bloco econômico seria uma barreira para que o Brasil faça acordos comerciais. Em entrevista à Folha, ele amenizou a declaração, explicando que o Mercosul "deve ser flexibilizado, para que não seja um obstáculo para políticas mais agressivas de acordos internacionais".

Lula criticou "as pessoas" que não acreditam no bloco (formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e defendeu a integração da América do Sul.

Sem citar nomes, afirmou que, no Brasil, "algumas pessoas não acreditavam na relação do Mercosul" e "queriam a construção da Alca [Área de Livre Comércio das Américas, defendida pelos EUA]".

Lula falou também sobre a consolidação da democracia no Brasil e reclamou do ceticismo sobre sua ascensão política. Segundo Lula, o Brasil não estava preparado "para que um de baixo chegasse à Presidência", mas ele se elegeu e hoje trabalha pelo desenvolvimento da América Latina.

No discurso, ele citou o empresário Octavio Frias de Oliveira, publisher do Grupo Folha, que morreu aos 94 anos, em abril de 2007.

"Tinha um grande jornalista aqui no Brasil, dono de um jornal importante, nosso querido companheiro Frias, da Folha de S.Paulo, que, cada vez que eu ia jantar com ele ou almoçar, ele dizia: "Ô Lula, o andar de cima não vai deixar você subir". E nós conseguimos. Nós conseguimos fazer uma mudança substancial na América Latina. Essa mudança, a gente vai notar os efeitos que ela causou na América do Sul analisando os indicadores sociais de cada país."

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u727656.shtml

Lula é eleito o líder mais influente do mundo pela "Time"!


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encabeça a lista de líderes na edição da revista americana Time das 100 pessoas que mais influenciaram o mundo em 2010, publicada nesta quinta-feira. No texto escrito pelo cineasta Michael Moore, a revista diz que Lula tem lições a dar aos Estados Unidos.

O texto chama Lula de "um filho genuíno da classe trabalhadora da América Latina" e cita as dificuldades vividas pelo presidente no passado, como a necessidade de abandonar a escola na 5ª série para trabalhar como engraxate e o acidente de trabalho que o fez perder um dos dedos da mão.

Para o cineasta, um dos motivos que levaram Lula a entrar na carreira política foi a morte de sua mulher durante o oitavo mês de gestação, por não receber atendimento médico adequado. "Eis uma lição para os bilionários de todo mundo: deixem o povo ter um bom serviço de saúde, e ele irá lhes causar muito menos problemas", diz o texto.

Segundo Moore, Lula trabalha para diminuir as desigualdades sociais no Brasil, enquanto os Estados Unidos enfrentam uma situação de concentração de renda cada vez maior. "O que Lula quer para o Brasil é o que nós costumávamos chamar de 'sonho americano'", diz o texto. "Paradoxalmente, os Estados Unidos, onde a população 1% mais rica detém mais riqueza financeira do que o conjunto dos 95% mais pobres", estão se transformando em uma sociedade que está se encaminhando rapidamente para um cenário semelhante ao brasileiro.

"A grande ironia da presidência de Lula (...) é que mesmo quando tenta impulsionar o Brasil para o Primeiro Mundo com programas sociais como o Fome Zero, destinado a acabar com a fome, e planos para melhorar a educação disponível à classe trabalhadora, os EUA se parecem a cada dia mais com o Terceiro Mundo", diz o cineasta.

Link:

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4406248-EI7896,00-Lula+encabeca+lista+de+lideres+que+afetaram+o+mundo+em.html

Ciro mirou no exemplo do PT - por Maria Inês Nassif!


Ciro mirou no exemplo do PT

Maria Inês Nassif

29/04/2010

O fim da candidatura de Ciro Gomes à Presidência pelo PSB mostra mais do que uma simples opção da direção do partido socialista pela candidatura da petista Dilma Rousseff. É também a confirmação da hegemonia do PT sobre a esquerda do espectro partidário. Esse fato vai além de um ato de vontade do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou de uma opção das pequenas agremiações de esquerda que orbitam a sua volta. É um dado histórico, contra o qual o simples proselitismo é inócuo. Para ameaçar a posição do PT no quadro partidário, é preciso ação orgânica e transformação efetiva dos partidos que hoje são satélites do PT em organizações de massa. É andar muito chão e comer muita grama.

A hegemonia petista é produto de uma combinação de contingências históricas e decisões políticas. Fundado em 1980 por integrantes do “novo sindicalismo”, que jamais pegou em armas, e facções egressas da luta armada contra a ditadura, o partido, mais por contingência do que por decisão dos seus atores políticos, fez da síntese do conflito o seu tecido orgânico. O partido formou-se como uma frente de esquerda – e, tomadas as tentativas anteriores nesse sentido, cujo palco foram os jornais alternativos da década de 1970, o PT seria uma aposta no desastre. Não foi. Há duas explicações centrais para isso.

Em primeiro lugar, as facções, ao ingressarem no PT, já haviam feito a inflexão da opção pela luta armada – até porque o inimigo central e comum, a ditadura, se encontrava nos estertores e, antes de sucumbir, havia desmantelado as suas organizações. A queda do Muro de Berlim, em 1989, e o declínio do socialismo real, iniciaram um processo de “hegemonização” interna da opção pelo socialismo democrático – a democracia não mais como um instrumento de chegada ao poder e imposição da “ditadura do proletariado”, mas como objetivo. Não mais um meio, mas um fim.

Em segundo lugar, porque os sindicalistas que fazia parte da experiência de fundação de um partido de esquerda de massas não se incorporaram como coadjuvantes do processo. Aliás, a experiência de mobilização dos setores tradicionalmente representados pela esquerda do espectro partidário, os trabalhadores do setor industrial em especial, dava protagonismo a esses atores políticos mais forjados na prática do que em grandes debates teóricos.

A dinâmica interna do PT incorporou esses dois setores em igualdade de condições. Essa era a condição para que um líder como Lula não fosse engolido pelo processo, ou que um líder como Lula engolisse os grupos políticos que dependiam da habilidade do metalúrgico para mobilizar grandes massas.

Praticamente toda a primeira década do partido foi marcada por uma dinâmica interna de luta pelo poder que tendeu à radicalização. Isso manteve o partido isolado, o que seria mortal para uma organização política em início de carreira, mas o isolamento teve outro efeito, o de fixar no eleitor a identidade do partido. A estratégia camicaze de lançar candidatos para perder serviu ao seu propósito. E uma identidade forte de um líder carismático ajudou esse processo, num país sem tradição de partidos ideológicos. No final da primeira década, o PT era a opção obrigatória para alianças com os pequenos partidos de esquerda. Uma coesão parlamentar contraditoriamente fundada na divisão interna – a obrigação de defesa das posições da maioria – tornou o partido também o centro do bloco da esquerda parlamentar, para desespero da esquerda tradicional.

A primeira eleição de Lula, em 2002, foi a confirmação de uma liderança sobre os demais partidos de esquerda que já era exercida na prática. A grave crise interna de 2005, decorrente do chamado Mensalão do PT, foi um momento de declínio dessa liderança – por alguns meses, durante o período mais agressivo de CPIs e denúncias, a combinação de organicidade tecida na luta interna e liderança que fazia a conversa ideológica com setores de baixa renda ruiu e teria levado junto a hegemonia do PT, se houvesse algum partido de esquerda com condições de assumir o seu lugar. O PPS, principal adversário do “hegemonismo” petista, aproximou-se tanto do PSDB que tornou impossível a diferenciação entre um e outro. PSB e PCdoB tomaram a decisão tática de alinhamento com o PT contra a ofensiva de setores conservadores, mas não tinham nem lideranças tão grandes quanto Lula, nem massas, para assumirem uma posição privilegiada nessa aliança. O P-SOL se desprendeu do PT e tentou voo solo. O recente racha na minúscula legenda, em torno de uma candidatura presidencial, mostra que ainda está longe de ser um partido.

O PSB cresce no vácuo, como opção à polarização PT/PSDB, e tem se aproveitado disso, nos moldes de um partido de formação tradicional. Ciro Gomes foi o integrante do partido que mais entendeu que isso não bastava. A insistência do deputado de formular um projeto para o Brasil utilizando o partido – foi um trabalho quase solitário, mas articulado com as direções estaduais – é um reconhecimento de que a legenda, para ter vida própria, precisa de alguma organicidade ideológica, além de líderes com potencial inegável, como o próprio Ciro e o presidente do partido, Eduardo Campos.

Ciro não prima pela habilidade, é certo, mas conseguiu, por algum tempo, colocar a disputa pela hegemonia do campo de esquerda dentro do foco programático. O parlamentar tentou colocar na agenda o debate sobre o alto preço exigido pelo presidencialismo de coalizão brasileiro e quebrar o falso consenso em torno de uma política monetária que foi descolada do debate político pela adesão aos ditames do neoliberalismo, nos governos FHC, e pelas pressões intensas do mercado financeiro sobre o PT (e sobre ele próprio, que era candidato do PPS) nas eleições de 2002. Não conseguiu romper o impasse entre afrontar a hegemonia do PT ou garantir ao PSB o apoio do partido hegemônico do bloco de esquerda para crescer como os partidos tradicionais. O PSB fez a segunda opção.

Link:

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/04/29/no-psb-so-ciro-entendeu-o-pt/#more-58706

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Nova relação de Boas Notícias sobre o Brasil em 2010!


1) Vale, Votorantim e Andrade Gutierrez ingressam em Belo Monte

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u727050.shtml

2) Desemprego atinge menor taxa para março em 12 anos, diz Seade/Dieese

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u727069.shtml

3) Otimismo do consumidor é o mais alto desde maio de 2008

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u726640.shtml

4) Banco do Brasil e Bradesco devem lançar bandeira própria para cartões

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u726487.shtml

5) Feirão da Caixa terá 450 mil imóveis à venda neste ano no país

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u727116.shtml

6) Gol estima aumento de até 18% no total de passageiros em 2010

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u727222.shtml

7) Emprego na indústria tem melhor trimestre em seis anos, diz CNI

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u727220.shtml

8) Governistas fecham acordo para reajuste de 7% a aposentados

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u726912.shtml

9) Petrobras quer reduzir importação de fertilizantes com fábrica em MS

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u726905.shtml

10) Estaleiro carioca acerta construção de cinco navios para a Transpetro

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u726752.shtml

11) Tarifa de energia cai até 14,5% em Pernambuco

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u726657.shtml

12) Governo vai tabelar tarifas de cartão de crédito

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u726751.shtml

A Grande Mídia perdeu a noção do que é importante! Para apoiar e blindar Serra, vale tudo!


Claramente, a Grande Mídia Golpista deu a um episódio menor (o caso da fotografia de Norma Benguell no site da ex-ministra Dilma) uma importância que ele não possui, apenas com o objetivo de desgastar Dilma.

Fatos de importância infinitamente maior não foram dignos de receber o mesmo tratamento por parte dos jornalistas e da Grande Mídia.

A 'Folha', por exemplo, e que é um jornal notoriamente comprometido com a candidatura de Serra para Presidente da República, chegou até a publicar um texto de Janio de Freitas com chamada na primeira página a respeito da foto de Norma Benguell no site da Dilma, o que é um gigantesco absurdo, dada a pouca importância do fato em si.

Aliás, a própria Norma Benguell soube relevar o fato, tanto que sequer exigiu da campanha de Dilma um pedido desculpas pelo fato e, ainda, elogiou ostensivamente a ex-ministra pelo seu passado de lutas contra a Ditadura Militar Terrorista de 1964-1985.

Vejam se a declaração de Serra de que o Mercosul é uma farsa, de importância e gravidade infinitamente maiores do que o 'equívoco' da foto de Benguell no site da Dilma, recebeu a mesma cobertura? Nem de longe. E olha que esta declaração de Serra gerou até comentários bastante críticos por parte do governo e da grande imprensa da Argentina (caso do jornal 'Clarín'), que ficaram extremamente preocupados com as declarações feitas publicamente pelo candidato do PSDB à Presidência da República.

E é importante perceber que a Argentina não é um país qualquer, como Serra dá a entender pelas suas declarações a respeito do Mercosul. Ela é um dos maiores mercados de exportação do Brasil, principalmente de produtos industrializados. E é um país que, frequentemente, apóia o Brasil em inúmeros casos de política internacional. O governo argentino não deixa de defender os interesses de seu país, é claro, mas é um aliado extremamente importante para o Brasil e pelo qual Serra não conseguiu disfarçar o seu desprezo.

Mas, tal fato não foi considerado, pelos jornalistas da Grande Mídia e pelos seus diretores de redação e de jornalismo, como sendo suficientemente importante a ponto de merecer um texto com chamada na primeira página de um dos principais jornais do país.

Porém, o caso, de pouca relevância para o futuro do Brasil, da foto de Norma Benguell no site da Dilma, já mereceu tal tratamento.

Logo, Serra já cometeu vários equívocos na campanha e os jornalistas da Grande Mídia não o criticaram por isso. Por que? Claramente, porque eles tem um candidato, o próprio Serra, ao qual apóiam ostensivamente e na cara-dura. E faz parte deste apoio o de não criticar o candidato apoiado pela Grande Mídia mesmo quando ele comete deslizes de uma certa gravidade, como foi o caso da declaração de que o Mercosul é uma farsa, que gerou fortes reações tanto do governo como da imprensa da Argentina.

Portanto, Serra é um candidato 'blindado' pela Grande Mídia, que deixa de criticá-lo, mesmo quando faz declarações que gera até reações significativas da imprensa e do governo de um dos países mais próximos do Brasil, que é a Argentina.

Outro fato que demonstra essa 'blindagem' da candidatura de Serra por parte da Grande Mídia é que a cada entrevista que Serra dá ele promete criar um ministério novo para resolver um problema qualquer (segurança, por exemplo).

Assim, no seu governo, e caso continue neste ritmo de promessa de criação de ministérios, teremos uns 70 ministérios, no mínimo, caso Serra vença a eleição presidencial.

Por que Janio de Freitas, Fernando de Barros e Silva e outros jornalistas que não perdem uma oportunidade sequer de atacar Dilma, mesmo que por fatos de pouca relevância para o futuro do país, não comentam estes equívocos de Serra (acabar com o Mercosul, criar conflitos políticos e diplomáticos com a Argentina, que é um dos principais e mais próximos aliados do Brasil) e supervalorizam um episódio tão pouco significativo a respeito de uma mera fotografia num site?

Vai ver que é porque eles colocam as suas paixões políticas acima da razão, o que os cega totalmente na hora de analisar os fatos e de dar aos mesmos a importância que possuem ou que não possuem.

A Grande Mídia brasileira está tão partidarizada e comprometida politicamente com posições de Direita e de Extrema-Direita, e com o apoio à candidatura de José Serra para Presidente, que ela já perdeu completamente a noção do que seja ou não relevante do ponto de vista jornalístico.

Daí, o fato de cometer erros tão grotescos de avaliação a respeito do que é importante ou não é sob o aspecto jornalístico.

Somente em função disso é que declarações sobre o futuro do Mercosul e a respeito da criação de um número interminável de ministérios feitas por um candidato com razoáveis possibilidades de se eleger Presidente da República recebem muito menos atenção do que uma mera fotografia no site de uma candidata.

Faça-me o favor...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Te deram um limão?...Faça uma limonada! - por Briguilino!


Te deram um limão?...Faça uma limonada!

por Briguilino

Acho que a equipe da Dilma responsável pelo Dilma na Web deveria colocar no site a foto completa. Seria uma forma de homenagear todas as mulheres que lutaram contra a ditadura, a favor da democracia.

E, deixa os cachorros latirem... A caravana passa.

Link:

http://dilmapresidente.blogspot.com/2010/04/te-deram-um-limaofaca-uma-limonada.html

Norma Benguell aprova uso de sua foto no site de Dilma e a elogia: "Ela é maravilhosa, uma mulher que sofreu muito. Tomara que ganhe"!


Norma Benguell aprova uso de sua foto no site de Dilma e a elogia: "Ela é maravilhosa, uma mulher que sofreu muito. Tomara que ganhe"!

Do blog 'Os Amigos do Presidente Lula':

Para entender a história, no "site" na internet de Dilma tem fotos de passeatas da década de 60, misturadas com fotos pessoais de Dilma. A imprensa demo-tucana plantou um factóide dizendo que uma foto da atriz Norma Benguell estaria sendo usada como se fosse uma foto de Dilma. Não existe nada no "site", nenhum texto e nenhuma legenda que leve a tirar essa conclusão. Tudo não passou de interpretação pessoal maldosa de jornalistas demo-tucanos que odeiam Dilma.

A Folha de José Serra (Jornal Folha de São Paulo) procurou a atriz Norma Benguell, em busca de intrigas e ouviu o que não queria:

"Eu não vi, não. Uma amiga viu e me contou. Acho normal. Não tem nada que pedir desculpas [pelo uso da foto]. Fiz parte das passeatas contra a ditadura. Aliás, eu gosto da Dilma. Acho que ela é maravilhosa, uma mulher que sofreu muito. Tomara que ganhe...

... Não estou fazendo campanha. Ainda não. Já fiz do Lula, mas quando ele não era famoso. Ele ia à casa da Lucélia [Santos], e a gente ficava conversando. Agora eu não tenho uma decisão formada. Só simpatizo com a Dilma."

Mais um factóide de fofocas que não deu certo.

Link:


http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/04/norma-benguell-aprova-uso-de-sua-foto.html

Obs: Depois dessa declaração da Norma Benguell, bem que o Janio de Freitas e o Fernando de Barros e Silva poderiam tirar uma férias (e por um bom tempo), pois ambos escreveram artigos absolutamente patéticos e esdrúxulos na 'Folha' de hoje atacando o site de Dilma e campanha pelo uso da foto de Norma Benguell.

Valeu, Norma Benguell! Parabéns por sua postura digna e altiva, de quem se orgulha dos combates que travou, tal como a ex-ministra Dilma.

Produção industrial paulista cresce 18,2% no 1o. trimestre!


Atividade da indústria paulista sobe e bate recorde no trimestre

TATIANA RESENDE


A atividade da indústria subiu 2,8% em março em São Paulo no comparativo com o mês anterior, na série com ajuste sazonal, segundo os dados divulgados nesta terça-feira pela Fiesp (federação das indústrias do Estado) e pelo Ciesp (centro das indústrias). Já na série sem ajuste, o INA cresceu 18%, melhor resultado em seis anos (em 2004 fora de 22,1%).

No confronto com março do ano passado, que teve o desempenho afetado pelo agravamento da crise internacional, o indicador apresentou alta de 20,7%.

No acumulado do primeiro trimestre, houve expansão de 18,2%, o melhor desempenho para um primeiro trimestre da série histórica, iniciada em junho de 2001.

Nos últimos 12 meses, o nível de atividade ainda apresenta queda, de 1,1%.

As entidades revisaram o indicador de fevereiro, de alta de 1,1% para 1,0%, na comparação com janeiro, nos dados com ajuste sazonal. Sem ajuste, a variação passou de acréscimo de 0,4% para 2,9%.

O nível de utilização da capacidade instalada, que mensura o uso de máquinas e equipamentos nas indústrias, ficou em 81,3% no mês passado, ante 76,4% registrado em fevereiro e 77,6% contabilizado no mesmo mês de 2009, considerando os dados sem ajuste sazonal.

O levantamento mostrou ainda que o total de salários pagos em março, já descontada a inflação do período, teve alta de 0,7% ante fevereiro e de 7,3% no confronto com igual intervalo no ano passado.

Já as horas trabalhadas na produção subiram 1,2% e 9,0%, respectivamente, enquanto as vendas reais da indústria tiveram elevação de 4,9% no comparativo com o mês anterior e 13,6% ante março do ano passado.

Sensor

O indicador que aponta a percepção dos empresários sobre as perspectivas da economia, mensurado pelo Sensor Fiesp, mostrou piora neste mês. O índice atingiu 55,9 pontos, ante 57,7 pontos verificados em fevereiro. O sensor varia entre 0 e 100 pontos e números acima de 50 indicam otimismo.

Entre os itens que formam o índice, o que teve a maior pontuação foi mercado, com 61,9 pontos, seguido por investimentos (59,4), emprego (53,1), estoque (52,9) e vendas (52,0).

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u726654.shtml

Grupo Votorantim anuncia 8 novas fábricas no Brasil!


Grupo Votorantim anuncia 8 novas fábricas no Brasil

Rio de Janeiro, 27 abr (EFE).- O grupo brasileiro Votorantim Cimentos anunciou hoje que investirá R$ 2,5 bilhões até 2013 para a construção de oito fábricas de cimento no Brasil.

EFE | 27/04/2010

Rio de Janeiro, 27 abr (EFE).- O grupo brasileiro Votorantim Cimentos anunciou hoje que investirá R$ 2,5 bilhões até 2013 para a construção de oito fábricas de cimento no Brasil.

As plantas serão construídas nos estados do Paraná, Bahia, Ceará, Maranhão, Goiás, Mato Grosso e duas no Pará, para antecipar-se ao "crescimento da demanda por materiais básicos de construção que se espera para que o Brasil possa manter o pleno abastecimento do mercado atual e futuro", informou a empresa em comunicado.

"Queremos trabalhar com certa ociosidade estratégica para poder atender satisfatoriamente ao mercado", explicou o presidente de Votorantim Cimentos, Walter Schalka, em entrevista coletiva.

As novas fábricas, com capacidade para produzir 10 milhões de toneladas de cimento ao ano, fazem parte do plano de investimentos de R$ 5 bilhões previstos pelo grupo para o período entre 2007 e 2013. O investimento elevará a capacidade de produção da empresa para 42 milhões de toneladas de cimento ao ano a partir de 2013, quando a Votorantim contará com 35 fábricas no Brasil, Estados Unidos, Canadá, Bolívia, Paraguai, Chile, Argentina e Uruguai.

Com esse investimento, a companhia se consolida como a maior fabricante de cimento do país, onde já produz 21,3 milhões de toneladas e tem 40% do mercado. De acordo com Schalka, o crescimento do grupo no exterior se deve aos investimentos na Cimpor, cimenteira portuguesa com presença na Espanha, Turquia, Índia, China e alguns países africanos, que a Vororantim adquiriu 40% neste ano. EFE

Link:

http://economia.ig.com.br/grupo+votorantim+anuncia+8+novas+fabricas+no+brasil/n1237597810557.html

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Emir Sader - 1932: revolução ou golpe?


1932: revolução ou golpe?

por Emir Sader

As declarações do Lula no Sindicato dos Metalurgicos de São Bernardo, afirmando que o movimento de 1932 em São Paulo foi um golpe e não uma revolução, acompanhado da constatação de que nenhum espaço público de importância leva o nome de Getúlio, o estadista mais importante do Brasil no século XX, têm uma dupla importância.

Em primeiro lugar, representa uma autocrítica de uma geração de sindicalistas muito hostil ao Getúlio nas suas origens e por um bom tempo. Nascida para a política durante a ditadura militar, aquela geração de sindicalistas desenvolveu forte ojeriza contra o Estado, no que assimilavam desde o regime militar até o sindicalismo nascido com Getúlio, incluindo a oposição ao imposto sindical e ao atrelamento dos sindicatos ao Estado através dele.

Lula reconheceu, a partir da análise comparativa da história brasileira, da sua própria experiência de governo e da atitude da oposição – incluindo a imprensa de direita – as similitudes com a luta do Getúlio. A trajetória da esquerda brasileira entre Getúlio e Lula – que eu analiso no primeiro capítulo do livro “O Brasil, entre o pasado e o futuro”, que organizei com o Marco Aurélio Garcia, publicado pela Boitempo e pela Perseu Abramo – é o fio condutor para entender o Brasil de hoje e a história do movimento popular brasileiro. A inauguração de uma auditório com o nome de Getúlio Vargas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, representa esse importante resgate e a reivindicação da luta nacionalista histórica no Brasil com as lutas contemporâneas contra o neoliberalismo.

No entanto, uma outra conotação é tão importante quanto essa. O movimento de 1932 representou uma tentativa da elite paulista de recuperar o poder, arrebatado pelo Revolução de 1930, que representaria a mais importante e mais popular transformação política que o Brasil teria ao longo de todo o século passado. O movimento tinha um sentido claramente elitista e separatista, com o lema “Non ducor, duco” – “Não sou conduzido, conduzo”, - com a idéia de que São Paulo seria a “locomotiva da nação” e o resto, vagões lentos e pesados, que São Paulo carregava. Tinha um sentido separatista e antinacional, opondo-se aos projetos que Getúlio começava a implementar.

Desde Washington Luis – carioca adotado pela elite paulista, notabilizado por sua frase “A questão social é questão de polícia” – que São Paulo não conseguiu eleger um presidente – até que outro carioca adotado pela elite paulista, FHC, se elegeu. Mesmo sendo o estado mais rico, não conseguia se erigir em líder do país. Os tucanos resgataram esse papel, essa continuidade com 1932, representando a elite branca dos jardins da capital paulista, que busca falar em nome do estado que abriga a maior população nordestina do Brasil.

O governo de FHC traduziu isso da forma mais clara: governo dos banqueiros, que desprezou o desenvolvimento e o resto do país, para priorizar a estabilidade monetária e remunerar aos bancos com taxas de juros que chegaram a 48% - em janeiro de 1999, numa das três crises e cartas de intencao do FMI a que FHC levou o país.

O mesmo sentimento de arrogância, de suposta elite nacional, foi herdado pelos tucanos. As declarações que escaparam a Serra de que a culpa pela deterioração da educação em São Paulo – uma evidência que fala muito mal de quem governou o estado mais rico do Brasil há década e meia – era dos nordestinos, pelo afluxo deles ao estado, expressa esse sentimento de elite “ bem cheirosa” , como se disse agora, com grande eloqüência.

É como se essa elite branca de São Paulo odiasse o Brasil e preferisse ter nascido em um país da Europa ocidental ou nos EUA, sem se dar conta que a São Paulo real representa uma amostra de todo o Brasil, bastando recordar que é a cidade que abriga a maior quantidade de nordestinos. Mas essa elite não se sente ligada ao Brasil, tem uma atitude discriminatória, olha com um olhar superior para os outros estados e regiões.

Os tucanos, com FHC, Serra, representam esse espírito da elite paulista. Luiza Erundina foi um caso de exceção: uma mulher nordestina e de esquerda governando a cidade. Essa elite considera Marta Suplicy como tendo traído suas origens de classe, ao desenvolver uma política social dirigida prioritariamente aos mais pobres.

Ter apontado o papel de Getúlio na história do Brasil, para redefinir o caráter de 1932, como fez Lula, demonstra como os nordestinos imigrantes não têm porque ficar subordinados à visão e aos interesses da elite paulista. Há uma outra São Paulo, que constrói cotidianamente a riqueza do Estado, que não se identifica com a elite dos jardins paulistanos e da imprensa conservadora paulista.

Link:

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=456

Brasil é visto como protagonista político e econômico na imprensa internacional, diz estudo!


Brasil é visto como protagonista político e econômico na imprensa internacional, diz estudo

O Brasil vem sendo percebido cada vez mais como protagonista da economia e política mundiais, constatou a quinta edição do levantamento feito pela agência de comunicação Imagem Corporativa, a partir de referências ao País na mídia internacional no primeiro trimestre deste ano.

Em comparação com o primeiro trimestre de 2009, a exposição brasileira deu um salto expressivo, passando de 671 para 1.111 matérias, sendo que cerca de 82% delas possuem teor positivo.

Entre os principais assuntos abordados estão a forma como o Brasil enfrentou a crise financeira mundial, sua consolidação como potência emergente, a participação no socorro às vítimas do terremoto do Haiti e as eleições presidenciais.

A pesquisa foi feita com base em matérias publicadas em jornais, revistas e agências de notícias de 11 países: Asahi Shimbun (Japão), China Daily (China), Clarín (Argentina), El Mercurio (Chile), El País (Espanha), Financial Times (Reino Unido), The New York Times (EUA), Le Monde (França), RIA Novosti (Rússia), The Economic Times of India (Índia), The Economist (Reino Unido), The Times of India (Índia), The Globe and Mail (Canadá), Wall Street Journal (EUA) e Washington Post (EUA).

Link:

http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2010/04/26/brasil-e-visto-como-protagonista-politico-e-economico-na-imprensa-internacional-diz-estudo/

FGV diz que excesso de gastos públicos e baixo investimento são mitos que devem ser revistos!


Encontrei no blog do Guilherme Barros dois textos muito bons a respeito de um estudo feito pela FGV sobre os gastos públicos no Brasil, que são os seguintes:


1) FGV diz que excesso de gastos públicos e baixo investimento são mitos que devem ser revistos


Um dos mais tradicionais centros do conservadorismo brasileiro, a Fundação Getúlio Vargas, decidiu atacar o que chamou de dois grandes mitos do debate sobre as contas públicas.

A crítica está na Carta do Ibre, que começa a circular esta semana na revista Conjuntura Econômica.

O texto é polêmico e promete dar o que falar.

No editorial, a instituição simplesmente desmonta as teses da gastança no setor público e de que o baixo investimento do governo se deve à limitação de recursos.

Diz a Carta: “São dois grandes mitos do debate sobre as contas públicas no Brasil. O primeiro diz respeito à possibilidade de melhora do desempenho fiscal com um “choque de gestão” que ataque as ineficiências do Estado brasileiro, e venha a gerar uma substancial economia das despesas de custeio da máquina pública.

O segundo mito é apontar, “como único motivo do baixo investimento do governo federal, os recursos limitados liberados para esse fim, uma vez que o grosso da receita pública seria direcionado para os gastos correntes”.


2) “Não há gastança desenfreada e descontrolada do Estado”, diz a FGV

A parte mais polêmica da Carta do Ibre, sem dúvida, é a que trata do mito do gasto público para custeio.

A partir de uma análise minuciosa das despesas de custeio do governo de 1999 a 2009, o texto chega a pelo menos duas importantes conclusões.

A primeira de que “o grande salto da despesa pública federal entre 1999 e 2009 não se deveu a uma gastança desenfreada e descontrolada em benefício de pequenos grupos orbitando em torno do Poder Executivo”.

Segundo o documento, “ainda existem grandes e aparentemente injustificáveis distorções que merecem reavaliação, como o sistema de pensões absurdamente generoso. De maneira geral, no entanto, o aumento do Estado naquele período correspondeu à implantação de um projeto de sociedade com maiores e relativamente melhores serviços públicos essenciais, e com maciças transferências sociais e previdenciárias para grupos específicos, porém bastante amplos, como idosos, pobres, funcionários públicos e suas respectivas famílias”.

A outra conclusão é de que o volume dos gastos de custeio indica que, independentemente do tamanho ser adequado ou não (o que só um estudo muito mais detalhado poderia dizer), ele não é suficientemente inchado para que daí saia o grande ajuste fiscal brasileiro.


Links:

http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2010/04/26/discussao-sobre-contas-publicas-tem-de-ser-repensada-diz-fgv/


http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2010/04/26/%e2%80%9cnao-ha-gastanca-desenfreada-e-descontrolada-do-estado%e2%80%9d-diz-a-fgv/

domingo, 25 de abril de 2010

Proposta de Serra para o Mercosul levará Brasil a perder mercado nos países da América do Sul!


Opositores da proposta de Serra para o Mercosul veem risco de perda de mercado

CLAUDIA ANTUNES
da Sucursal do Rio

Se acabar com a Tarifa Externa Comum do Mercosul, que é pautada pelas tarifas brasileiras, o Brasil perderá mercado para terceiros países, como a China, nos quatro vizinhos do bloco --e principalmente na Argentina, seu terceiro maior parceiro comercial.

Além disso, a ideia de que sozinho será mais fácil negociar acordos corre o risco de ser frustada pelo protecionismo agrícola de grandes mercados, como EUA e Europa, e pela abertura que teria que ser feita no setor industrial brasileiro, bastante protegido.

Esses são alguns dos argumentos dos que criticam a proposta do tucano.

Seus defensores dizem que ela criaria regras mais estáveis no Mercosul hoje nem união aduaneira nem zona de livre comércio perfeitas e que liberaria o país para ousar mais, driblando o descompasso entre as políticas econômicas brasileira e argentina.

Em estudo de 2007, o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesp, afirma que é possível "flexibilizar" o Mercosul sem o custo político de mexer nos tratados fundadores do bloco.

Ele sugere mudar a Resolução 32, aprovada em 2000 pelo Conselho de Ministros, que veta a negociação individual de tratados com terceiros _exceto os membros da Aladi (Associação Latino-Americana de Integração), com os quais já havia acordos de preferências tarifárias antes do Mercosul.

No artigo, Barbosa diz que a preservação da TEC poderia ser resolvida com a inclusão, nos tratados individuais, de cláusulas de prazos de convergência com os demais.

Diretora do Cindes (Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento), Sandra Polónia Rios concorda em que, formalmente, revogar a Resolução 32 bastaria. Mas o espírito dos tratados seria afetado.

"Ao anunciar que cada país pode negociar com quem quiser, quebra-se a ideia de que juntos teremos maior poder de barganha. É difícil politicamente porque é reconhecer o fracasso dessa tentativa de integração profunda."

Ela diz que a mudança poderia criar mais incerteza entre os agentes externos. A União Europeia, por exemplo, tem mandato para negociar com o Mercosul _se for só com o Brasil, terá que haver nova decisão dos europeus.

Para Rios, o Brasil deve abrir mais seus mercados aos vizinhos sul-americanos, que concentram a demanda por seus produtos industriais, a fim de obter contrapartidas em avanço comercial.

Link:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u725580.shtml

Pesquisa Vox Populi em Pernambuco: Dilma tem 50%, contra 25% de Serra! Eduardo Campos lidera com 56% para o governo do estado!




A pesquisa de intenção de votos requisitada pelo PT nacional e que serviu para afastar a possibilidade de João Paulo se tornar o pré-candidato do PT ao Senado em Pernambuco foi divulgada neste domingo. O material ¿ que até este final de semana era um mistério ¿ foi produzido pelo instituto Vox/Populi, registrado e, assim, fornecido para imprensa. Foram escutados mil eleitores de 58 municípios de Pernambuco. Os dados têm margem de erro de até 3,1%.

O levantamento feito para saber a situação eleitoral dos pré-candidatos ao Governo de Pernambuco, Senado e Presidência apresentou o seguinte resultado: na pesquisa espontânea para o Governo do Estado - sem apresentação de nomes para escolha - Eduardo Campos (PSB) possui 25%, contra 10% de Jarbas Vasconcelos (PMDB). Na estimulada - onde as opções de voto são anunciadas para o pesquisado - o socialista atinge 56% e o peemedebista 29%.

Para o Senado, a pesquisa espontânea mostra Marco Maciel (DEM) com 5%, João Paulo (PT) - já fora do páreo - com 4%, 3% para Humberto Costa (PT), Armando Monteiro Neto (PTB) apresenta 2% e Sérgio Guerra (PSDB) fica em último com apenas 1%.

Os percentuais se alteram na pesquisa estimulada. Na primeira opção para o Senado, com a exclusão do nome de João Paulo, Humberto Costa lidera com 31%, Marco Maciel teria 29%, Armando Monteiro apresenta 17% e Sérgio Guerra 8%.

Na pesquisa espontânea para Presidência, Lula ¿ mesmo impedido de ser candidato ¿ aparece em primeiro lugar com 28%, seguido de Dilma Rousseff (PT) com 20%, José Serra (PSDB) com 9%. Ciro Gomes (PSB) e Marina Silva (PV), ambos com 2%.

Já na estimulada, Dilma Rousseff apresenta 50%, José Serra tem 25%, Ciro Gomes tem 8% e Marina Silva chega aos 4% das intenções de votos.

Link:

http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4399499-EI15332,00-Vox+Populi+pesquisa+mostra+Eduardo+Campos+na+frente+em+PE.html

Respondendo a um eleitor tucano a respeito do Governo Lula, de Dilma e da eleição presidencial de 2010!


Um eleitor tucano (Reginaldo Gadelha) entrou aqui no blog e publicou a seguinte mensagem:

“Reginaldo Gadelha disse:
O lulla escolheu a dilma porque os nomes conhecidos do pt estão envolvidos ou implicados em ilícitos penais.
Uma vergonha, o lulla precisou "pegar" a dilma que era do PDT para sair candidata a Presidencia da República, pq o pt não tem nomes limpos.
Há outro problema, se o candidato a Vice Presidente for o Temmer o pt vai ter mais prejuizo do que ganho, já que sabemos que o PMDB é o partido mais vulnerável no panorama politico brasileiro.
É um partido conhecido por negociar cargos, vantagens, interesses escusos.
O lulla está ferrado, a dilma vai perder, ele não vai ser nomeado Secretário Geral da ONU porque os EUA não vão deixar, não vai ter cargo no FMI nem no Banco Mundial. Há outra coisa; nunca mais vai receber premios disso ou daquilo, pois sua atuação no caso de Cuba entornou o balde.
Vai restar ao lulla voltar pro sindicato.
Triste fim para o sujeito que se achava "o cara"”.


Abaixo, publico a minha resposta ao Reginaldo Gadelha:


Errado, Reginaldo Gadelha! O Presidente mais popular da história do Brasil, Lula, escolheu a Dilma por ter ficado bastante satisfeito com o desempenho político-administrativo dela na reestruturação do setor de Energia no seu primeiro mandato, entre 2003-2005, quando Dilma foi ministra das Minas e Energia, e depois como ministra-chefe da Casa Civil (entre 2005/2010), onde comandou e coordenou a implantação de programas como o PAC 1, o do petróleo do Pré-Sal e o ‘Minha Casa, Minha Vida’.

Aliás, depois que Dilma ocupou o ministério das Minas e Energia nunca mais tivemos racionamento de energia elétrica no Brasil, tal como aquele que ocorreu no governo FHC durante vários meses seguidos.

E foi graças, em grande parte, aos programas que a então ministra Dilma coordenou na Casa Civil que o Brasil iniciou um novo ciclo de crescimento econômico sustentado e tais medidas deram resultados tão bons que o Brasil foi um dos últimos países do mundo a ser afetado pelo colapso global do Neoliberalismo especulativo emtre 2007/2009 e também foi um dos primeiros países a superar os efeitos desta mesma crise.

E Dilma não era do PDT quando entrou para o governo Lula. Desde 2001 que ela já era filiada ao PT e já havia ocupado cargos nos governos de Tarso Genro, na prefeitura de Porto Alegre, e de Olívio Dutra, no governo do estado do RS. Logo, sua afirmação está totalmente errada! Procure se informar melhor antes de escrever tanta bobagem!

Dizer que o PT não tem nomes limpos é outra mentira deslavada!

Aluizio Mercadante, Marta Suplicy, Tarso Genro, Patrus Ananias, Ricardo Berzoini, Fernando Pimentel, Jacques Wagner, Olívio Dutra, entre muitos outros, poderiam ter sido escolhidos por Lula para ser o candidato do PT à Presidente. Nenhum deles enfrenta qualquer problema com a Justiça ou com a Lei. E isso é algo que não se pode dizer de Kassab, Yeda Crusius, Marconi Perillo, Eduardo Azeredo, Leonel Pavan, José R. Arruda, entre outros lideres importantes do PSDB/DEM.

Logo, foi o excelente trabalho que Dilma fez durante tantos anos seguidos, em dois ministérios importantes do seu governo, que convenceram o Presidente Lula de que Dilma era a pessoa certa para ser a candidata à Presidente pelo PT e com o apoio dos partidos da base governista.

Agora, se o PMDB é um partido tão vulnerável, assim, como você diz, então porque o PMDB participa dos governos estaduais do PSDB em SP, MG e no RS, por exemplo? Na capital paulista, a vice de Kassab (eleito com o apoio de Serra) é Alda Marcoantônio, do PMDB paulista, que é controlado totalmente por Orestes Quércia.

Quero ver vocês, tucanos, explicarem isso...

E somente um ingênuo pode acreditar que o PMDB é o único partido que possui integrantes que se envolve em irregularidades.

Está aí o escândalo do José R. Arruda e o pedido de cassação do Kassab, ambos do DEM, aliado tucano desde sempre, que não me deixam mentir. Sem falar dos escândalos envolvendo a Yeda, Marconi Perillo, Leonel Pavan, Eduardo Azeredo, que são todos líderes importantes do PSDB em seus estados e que estão encrencados com a Justiça devido a denúncias como improbidade administrativa, desvio de recursos, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro do narcotráfico, entre outras.

Quanto à dizer que a Dilma irá perder, isso é mero chute da sua parte.

Ela ainda é desconhecida para mais da metade do eleitorado brasileiro (53%, segundo o Ibope) e, mesmo assim, já está virtualmente empatada com Serra nas pesquisas que não foram manipuladas (como as do Datafolha, que entrevista quase metade dos eleitores em SP, não faz pesquisas nas áreas rurais – onde vivem 15% dos eleitores brasileiros – e que não informa quais os partidos dos candidatos quando faz as suas pesquisas, não entrevista eleitores em suas residências e tampouco numera os questionários das entrevistas, abrindo uma imensa brecha para manipular os resultados das mesmas).

E olhe isto acontece mesmo com o o nível de conhecimento de Serra pelos eleitores sendo muito maior do que o de Dilma. Enquanto Dilma é conhecida por apenas 47% dos brasileiros, Serra já é conhecido por 69%. Estes são dados da mais recente pesquisa do Ibope, que analisei detalhadamente em texto publicado ontem por mim aqui mesmo, neste blog.

No Nordeste, por exemplo, onde o Presidente é mais popular e o desejo de continuidade do governo Lula é mais forte, 66% dos eleitores ainda não conhecem Dilma. Mesmo no Sudeste este índice chega a 48%.

Portanto, Dilma somente não está liderando as pesquisas com folga devido ao fato de que a maioria absoluta dos brasileiros não a conhece, ainda.

Quando isso acontecer, ela irá disparar e vencerá a eleição no 1º. Turno.

E pensar que o Presidente Lula perdeu prestígio no exterior porque defende a autodeterminação e a independência de Cuba é piada e fruto de mera desinformação. Primeiro que a defesa da independência cubana pelo governo Lula vem desde o início do mandato, em 2003. Logo, não começou agora. E este fato é mais do que conhecido por toda a comunidade internacional.

Além disso, mesmo dentro dos próprios EUA, hoje, o sentimento dominante entre a população estadunidense é o de que as relações diplomáticas entre Cuba e os EUA deveriam ser restabelecidas. São minoritários, hoje, nos EUA, os que defendem a manutenção do Bloqueio contra Cuba e que não aceitam que os dois países voltem a ter relações diplomáticas normais.

E mesmo depois desta campanha midiática internacional contra o governo cubano, foram publicados artigos elogiosos ao Presidente Lula na imprensa internacional e o governo da Índia chegou a dizer que se Lula for candidato ao cargo de Secretário-Geral da ONU, então ele terá o apoio do governo indiano. Somente você que não ficou sabendo disso.

O prestígio do Brasil e do Presidente Lula no exterior é tão grande que ele recebeu o prêmio ‘Estadista Global 2009’ do Fórum Econômico Mundial no final do ano passado, em Davos. Foi a primeira vez que o prêmio foi entregue e o homenageado foi quem? O Presidente Lula.

Morram de inveja, tucanos!

Esta não foi a única demonstração do prestígio de Lula no cenário internacional. Tivemos muitas outras. Exemplo: Quando o Presidente Lula visitou o Reino Unido, a Rainha Elizabeth II fez questão de se reunir com o Presidente Lula a fim de questioná-lo a respeito de como o seu governo havia conseguido impedir que o Brasil fosse tão afetado pela crise global quanto outros países (como foi o caso dos EUA, da Alemanha, do Japão, da França, da Itália e do próprio Reino Unido). Mas, é claro que a Grande Mídia Golpista não deu destaque algum para essa informação.

E Lula nunca se achou o ‘Cara’. Ele jamais faltou tal coisa. Foi o Presidente Obama quem o considerou como tal. Somente você que não ficou sabendo disso, pois é muito mal informado.

E quem terá um triste fim nestas eleições serão vários dos principais líderes oposicionistas do PSDB/DEM, incluindo José Serra e FHC, que fizeram críticas acirradas ao governo Lula durante mais de 7 anos mas que, agora, às vésperas da eleição, querem posar de amigos de Lula, devido à imensa popularidade deste e do seu governo.

Até Serra, Agripino Maia, FHC, já fizeram alguns elogios ao mesmo governo Lula contra o qual eles lançaram tão fortes e virulentos ataques durante tanto tempo, desde 2003.

Os líderes do PSDB/DEM, agora, adotam uma postura de lobo em pele de cordeiro para iludir e tentar enganar o eleitorado brasileiro, a fim de convencê-lo de que não irão mudar muitas coisas caso Serra seja eleito Presidente e que darão continuidade a quase tudo que o governo Lula está fazendo, o que é uma deslavada mentira.

Mas, os ataques ao Bolsa-Família (que os tucanos sempre chamaram de 'bolsa-esmola', 'bolsa-cachaça' e de 'bolsa-vagabundo) as declarações de Serra dizendo que o Mercosul é uma ‘farsa’ e que o PAC não existe provam que, tal postura, é meramente eleitoreira e é uma encenação mentirosa e desonesta destinada a tentar enganar o povo brasileiro a fim de vencer a eleição de qualquer maneira, mesmo que seja a base de um festival interminável de repetiras, que Serra e seus aliados do PSDB/DEM/PPS irão repetir durante toda a campanha eleitoral deste ano.

Porém, tenho certeza absoluta de que os brasileiros não se deixarão enganar por esse discurso falso, mentiroso, hipócrita, incoerente e eleitoreiro de Serra, do PSDB e do DEM e dos seus aliados, e elegerão Dilma para Presidente da República e já no 1º. Turno.

Brasil, Urgente, é Dilma Presidente!

Não somos daqueles que entregam seu país, diz Dilma!


Não somos daqueles que entregam seu país, diz Dilma

LUCIANA NUNES LEAL - Agência Estado

Em discurso para militantes do PT do Rio de Janeiro durante o Encontro Estadual do partido, a pré-candidata a Presidência Dilma Rousseff respondeu aos adversários que menosprezam a capacidade administrativa do atual governo e fez referências indiretas às privatizações na gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso. "Nós não fugimos da luta, não esmorecemos e não entregamos os pontos. Não pensem que nos atemorizam. Não somos daqueles que entregam o seu país, seu Estado, seus municípios", disse.

"Diziam que o presidente Lula não saberia governar porque não tinha diploma universitário. Eles nunca entenderam que o presidente Lula tem diploma de Brasil, pós-graduação em democracia e é doutor em desenvolvimento econômico e social", discursou a ex-ministra na quadra da Escola de Samba Portela, em Madureira, na zona norte da capital fluminense.

Dilma voltou a dizer que é possível eliminar a pobreza na próxima década. "Nós descobrimos o modelo correto de desenvolvimento: crescimento com as pessoas podendo subir na vida", afirmou a pré-candidata, que teve no palco a companhia do governador Sérgio Cabral, do prefeito Eduardo Paes (ambos do PMDB), do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, do ministro das Cidades, Márcio Fortes, do ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc e do pré-candidato ao senado pelo PT, Lindberg Farias.

Depois de cumprimentar militantes e integrantes da Portela, Dilma deixou a quadra da escola e volta na tarde de hoje para Brasília, conforme informou sua assessoria.

Link:

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,nao-somos-daqueles-que-entregam-seu-pais-diz-dilma,542851,0.htm

Dilma diz que tem todas as credenciais para ser candidata!


Dilma diz que tem todas as credenciais para ser candidata!

LUCIANA NUNES LEAL - Agência Estado

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse que mantém a admiração e a amizade pelo deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), mas afirmou que tem "todas as credenciais" para disputar a eleição. Irritado com o PT e o próprio PSB, que pressionam pela retirada de sua candidatura à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes afirmou na semana passada que o tucano José Serra é mais preparado que Dilma para o cargo.

"Ciro Gomes está na razão dele para dar a opinião dele, mas tenho todas as credenciais para ser candidata. Tenho experiência nos três níveis da federação e participei de todas as lutas políticas do País. Na Casa Civil, eu coordenei os principais projetos da Presidência", declarou Dilma.

A pré-candidata deu as declarações ao chegar à quadra da escola de samba Portela, em Madureira, zona norte da capital fluminense, para participar do Encontro Estadual do PT, que aprovou apoio à reeleição do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e o lançamento da pré-candidatura ao senado do ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias.

"O único palanque do PT no Rio é o palanque do Sergio Cabral", afirmou Dilma. Sobre o apoio do ex-governador do Estado Anthony Garotinho, que disputará o governo estadual pelo PR, a ex-ministra afirmou que o comando de sua campanha vai decidir as condições de participação de Dilma.

Link:

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-diz-que-tem-todas-credenciais-para-ser-candidata,542854,0.htm

Maria da Conceição Tavares - O PT, como entidade, tem de fazer o que Lula fez!


Reproduzo abaixo uma fantástica e absolutamente imperdível entrevista com a espetacular Maria da Conceição Tavares (que acabou de completar 80 gloriosos anos), que é uma Estrela que ilumina a mente e o coração dos brasileiros lúcidos e que lutam pela construção de uma Nação justa, democrática, livre, soberana, solidária, igualitária e fraterna.

Muitos anos de vida, e de luta, para você, Grande Dama!

A entrevista foi concedida para a revista 'Teoria e Debate' e foi publicada na primeira edição de 2010 (Janeiro/Fevereiro; ver link abaixo).

Entrevista:

PT deve colar no lulismo!

Entrevista com Maria da Conceição Tavares

Com a trajetória de um grande partido no século 20, resta saber como o PT prosseguirá nesse caminho. Segundo a economista Maria da Conceição Tavares, uma opção é organizar o subproletariado beneficiado com as políticas sociais

por Rose Spina

Revista Teoria e Debate – Janeiro/Fevereiro de 2010


Pergunta - Professora, ao completar 30 anos o PT fecha um ciclo, marcado com o fim do governo de Lula. É sobre a fase que se inicia que gostaríamos de ouvir sua opinião.

Resposta - Nesses últimos anos quem cresceu foi Lula; o partido não cresceu tanto quanto sua maior liderança. Como Lula cresceu basicamente no subproletariado, estou muito de acordo com o artigo de André Singer (“Raízes sociais e ideológicas do lulismo”)1 e, ademais, são elucidativos os dados apresentados pelo cientista político Wanderley Guilherme dos Santos2, que mostram como aumentou o eleitorado.

Como ele chama a atenção, vivemos uma situação de “eleitores em busca de partidos que substituem partidos em busca de não eleitores”. Nas décadas de 50, 70, 80, eram os partidos que recebiam os votos, mas depois não. Com o enorme crescimento da urbanização, aumenta muito o subproletariado, então ficamos na base das figuras carismáticas e um certo bonapartismo.

Há características do eleitorado que vão determinar de alguma maneira o que o PT tem de fazer se quiser prosseguir com sua trajetória vitoriosa e tentar levar a população um pouco para a esquerda. A maioria das votações se apresenta polarizada, pobres contra ricos. Entre os pobres, é claro que Lula ganha. Parece o pai dos pobres, tem características parecidas com as de Getúlio – bem claro, apenas parecidas, uma vez que tem autonomia diferente, não há manipulação e ele mesmo é oriundo do subproletariado.


Pergunta - Então, no caso de Lula, a senhora refuta a tese do populismo?

Resposta - Sim, Getúlio era das classes dominantes, e por isso, nesse caso, dava para discutir populismo, o que não cabe na situação de Lula, que é o próprio popular. Então, temos um governo extremamente popular que se deve a ele por sua identificação de classe, com os debaixo. Quando digo os debaixo não é com os metalúrgicos, é com a camada mais baixa mesmo, com aqueles que vieram do Nordeste...

Quando se vêem as faixas de renda, é claro o quadro pobres contra ricos, a barreira é até cinco salários mínimos. O problema é que o subproletariado também tem um conservadorismo popular. Se as pesquisas da Fundação Perseu Abramo estiverem corretas, são tanto de esquerda quanto de direita, já o centro é classe média.

É engraçado os que tentam explicar a popularidade de Lula pelo fato de ele também ter agradado aos ricos. Isso é uma besteira, os ricos são uma minoria escandalosa neste país. Outro fator relevante que a esquerda tem mania de esquecer é que estabilização é uma coisa que interessa ao povo. Os outros têm indexação dos títulos, indexação da renda, e se prejudicam menos.

Como que a inflação não tem importância, se quem se ferra mais com ela é o povo? A combinação políticas sociais, aumento do salário mínimo, previdência social para os do campo – aqueles que não teriam esse direito contributivo – ajudou muito a melhorar a distribuição de renda e a incorporação social. E essa gente que é incorporada não necessariamente é de esquerda.

Pergunta - Não há corte ideológico, são todos beneficiados com uma política de governo. Então, o PT se vê sem Lula candidato...

Resposta - Agora tem de separar o lulismo do petismo. Uma coisa é a próxima eleição, pode ser – e espero que assim seja – que Lula consiga passar seus votos para Dilma, mas isso não tira a necessidade de o PT propriamente dito ser majoritário no eleitorado lulista. É evidente que, no Brasil, a direita clássica está mal e a esquerda está melhor. De toda maneira, para essa faixa de 50% da população a opção esquerda e direita não é clara.

Pergunta - E o que faz o PT diante disso?

Resposta - Pois é. O PT tem como opção organizar esse subproletariado, que não é a sua raiz, pois o partido organizou o campo com as bases da Igreja, o proletariado com as bases sindicais e os intelectuais de classe média com a base ideológica. Na base ideológica está perdendo, disso não há dúvida, mas a direita também está perdendo. A população atual parece mais desideologizada que a das décadas anteriores.

A escola de quadros do partido tem de prestar atenção aos dados sociais, não adianta formular táticas e estratégias de mobilização eleitoral e partidária que atinjam apenas a base antiga. O PT já tinha perdido na juventude, que agora vem novamente se aproximando, não sei por que razão, se pelo charme de Lula ou se porque o partido voltou a ser mais ativo com esse segmento.

Pergunta - Atualmente, vem dando mais atenção e espaço à juventude.

Resposta - O partido tem de trabalhar mais com os jovens e com a faixa enorme do subproletariado, provavelmente organizando. E isso não significa organizá-la apenas por intermédio da base dos movimentos sociais, pois estes têm altos e baixos. É preciso algo mais estrutural, quero dizer, além dos segmentos clássicos, como mulher, jovem, raça, o partido deve se dedicar ao subprolerariado. Talvez tenhamos de avançar nas pesquisas, é preciso ver os cruzamentos. Singer conclui que na verdade há um conservadorismo popular.

Não há nada de espantoso nisso, porque em uma sociedade de massas urbanizada não há como ter opção ideológica. Isso a Europa já havia descoberto a partir da década de 30. É preciso estar atento para não fazer um discurso excessivamente ideológico, quando não é o caso.

Trata-se de atender às carências, saber o que precisam, organizá-los. É uma tarefa pesada, e nós não vamos deixar de ter subproletariado nos próximos trinta anos. Nos próximos dez seguramente não, trinta para mim é longo prazo, eu já estou com 80. Esse é um dos pontos centrais.

E os diagnósticos sociais, as políticas sociais, a mobilização social têm de ser pesados. Não dá mais para repousar no movimento sindical, que é uma das espinhas dorsais do partido, também não dá mais para repousar na Igreja Católica, com todo o respeito que mereça, porque há os pentecostais, que abrigam o subproletariado. O setor religioso também tem de tratar com atenção.

Importante ainda é a questão da intervenção do Estado. Paradoxalmente, de esquerda ou de direita, hoje todos acham que tem de haver maior intervenção estatal. É preciso saber qual a natureza da intervenção, sobretudo porque temos de um lado as políticas sociais e de outro a política econômica, e esta, embora favoreça os pobres ao estabilizar, é muito ortodoxa, favorece mais os ricos. Não tem de tomar por garantida e confundir política de estabilização com política econômica ortodoxa. Não se pode achar que ao não ter inflação já está resolvido o problema.

Mas creio que no programa de governo de Dilma isso estará claro. E acho que o partido já percebeu que ao fim do período de oito anos uma das vitórias de Lula foi não só retomar o crescimento e fazer política distributiva como ter mantido a estabilidade. Nunca tivemos um período tão tranquilo desse ponto de vista, como nesses dois mandatos do presidente Lula, até chegar a crise, na qual, por ser uma crise mundial, até nos saímos bem.

Então, é menos uma questão econômica e mais uma análise das pesquisas e qual o tipo de linguagem e modo de se comunicar a ser empregado. É bacana infraestrutura. É claro que sem infraestrutura não vamos a lugar nenhum em matéria de desenvolvimento econômico. Mas a expressão desenvolvimento econômico em si, hoje, é muito abstrata. Desenvolvimento social, direitos sociais, incorporação e democracia social, parece que são as expressões.

Além do que a população não foi ouvida sobre autonomia nacional e questão nacional. Não tenho idéia de como a população reage à política externa. De qualquer maneira soberania nacional é uma coisa que tem de ser mantida, pois sem isso fica difícil. Aí vemos a reação no exterior, como Lula é respeitado. De novo, uma coisa é o Lula e outra é o PT. De que ele é o estadista do povo não há dúvida no mundo. Outro dia até um sociólogo tucano concordou.

Pergunta - Por mais que isso incomode, eles têm de concordar. A grande questão é se ele passa parte de seus mais de 80% de popularidade para fazer a sucessora.

Resposta - Como Lula é uma figura fora de série o tempo inteiro, talvez até seja mais fácil ele passar a votação para a candidata que para o partido. Isso é o que veremos este ano, que é decisivo para fazer o diagnóstico do que precisa ser feito. O partido organicamente está ruim. As tendências estão um pouco confusas. Resta saber se foi o lulismo que esvaziou o petismo. Aparentemente, sim. Se não, vamos ver este ano. Uma coisa é passar o voto para a candidata a presidenta – é difícil mas é possível –, outra coisa é passar o voto para o PT. Veremos como o partido reage eleitoralmente este ano.

Pergunta - O que o PT precisa mostrar é que parte do que o governo Lula fez consta do programa partidário.

Resposta - Mas as teses das tendências nos encontros e congressos não mostram isso. Os elaboradores do partido são todos intelectuais de classe média. E quem disse que classe média entende de povo? O PT já teve mais lideranças populares, a começar pelo próprio Lula, por Olívio Dutra. Enfim, a estrutura de classes nas lideranças do partido parece que está meio arrevesada. Que os intelectuais do partido queiram, com toda a razão, uma nação mais republicana, mais democrática, apontando para o socialismo, tudo bem, eu também quero.

Mas precisam traduzir isso para uma linguagem inteligível para o povo. Senão, como recrutar? Republicano, democrático, como explicar esses conceitos? Não é fácil, estamos vendo a discussão em torno dos direitos humanos. É tudo muito confuso, e daí fica um discurso genérico e segue-se a temática – mulheres, reforma agrária, negros, tudo segmentado. Os dados mostram que Lula teve tanto votos à esquerda quanto à direita, a faixa em que teve menos votos foi do centro. E majoritariamente tem pobres de direita.

E aí vamos continuar com a luta de classes formal, como aprendemos, do século 19, ou vamos aceitar que tem ricos versus pobres num país tão desigual quanto o nosso? Eu acho que tem de pôr o acento nas desigualdades, regionais, de renda, de acesso.

Pela análise dos dados e pelo que vejo na rua, foram o ataque às desigualdades e a linguagem popular de Lula que permitiram a identificação. Os núcleos do partido estão muito desativados e há algumas lutas fratricidas nas prévias pré-eleitorais. O PT precisa ficar atento à sua organização em todos os níveis, se quiser ter o partido mais aderente à realidade socioeconômica do país.

Outra coisa pela qual o PT deve lutar, e diz respeito a todos os partidos, é a reforma política, pelo menos o financiamento público. É um absurdo o que um deputado federal gasta para se eleger. Quando me elegi, em 1994, paguei a campanha com palestras, livros. Hoje se fosse candidata isso não seria possível.

No fundo, o maior problema é como que se passam as modificações táticas e estratégicas e de estrutura do partido para colar mais no fenômeno eleitoral, e não menos. Senão, será sempre preciso fazer eleição na base desses sujeitos que vão para a TV, custam uma fortuna e é uma chatice repetir o que eles dizem... Marqueteiros. Não há muito como ficar sem isso porque televisão é de massa, mas pode modificar a linguagem. Fazer com que a linguagem seja menos parecida com a dos adversários. São coisas muito complicadas sobre as quais eu não tenho certeza.

O que eu tenho certeza é que, quando não se tem um partido que segure uma crise no país, esta pode jogar o subproletariado para a direita ou para um populismo de direita, que não é o caso.

Pergunta - Explique melhor isso, por favor.

Uma crise pesada como a de 1930 jogou todo o subproletariado para a direita. Aliás, essa era a convicção marxista, então ficaram convencidos ainda mais, chamavam lumpemproletariado. Não é porque as tendências são boas que não é possível ter um revés. É possível, sim. Eu vivi no Chile e sei que isso é possível.

Penso que o PT tem a obrigação de consolidar a sua estrutura, adequar a sua linguagem de comunicação de massa para colar no lulismo. Tem de colar nos problemas da sociedade, não adianta dizer que tem de ser ético, tem de colar nos movimentos sociais. Sim, mas vai fazer isso a partir de análises objetivas? No século 20 fomos um partidaço, agora é século 21. O PT, como entidade, tem de fazer o que Lula fez. ✪

Link:

http://www.fpa.org.br/uploads/TD86-conctavares.pdf