Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Brizola Neto: Governo Lula reconstrói indústria naval do Rio de Janeiro e lança o 'Celso Furtado'!


Governo Lula reconstrói indústria naval do Rio de Janeiro e lança o 'Celso Furtado'!

por Brizola Neto

Está confirmado: daqui no dia 24 de junho o Rio de Janeiro retorma o que já foi uma de suas grandes vocações industriais e lança ao mar o “Celso Furtado”, um navio de transporte de derivadosde petróleo, com capacidade para 48,3 mil toneladas de carga e 182 metros de comprimento. É o primeiro navio encomendado aos estaleiros fluminenses pela Petrobras desde – pasmem! – 1997.

O Estado do Rio, maior e mais tradicional polo naval do país,depois de um longo “inverno” de treze anos tem agora 16 navios encomendados pela Transpetro, com R$ 2,2 bilhões em investimentos, que é parte dos investiemntos destinados á exploração do pré-sal.O programa vai criar pelo menos 50 mil empregos no Estado, sendo 10 mil diretos e 40 mil indiretos.

O Rio foi o centro da indústria naval brasileira, que chegou a ser segunda maior fabricante mundial nos anos 1970, e foi sistematicamente destruída nos anos 80, com o fim do Fundo Nacional de Marinha Mercante, que financiava a construção de grandes embarcações.

Essa indústria é um orgulho brasileiros. Temos capacidade, temos engenheiros, operários, técnicos capazes mas, por miopia de governantes e empresários, passamos longos anos levando para fora as poucas encomendas navais que tínhamos e negando crédito para a construção aqui.

É um orgulho porque emprega milhares de pessoas, num trabalho duro mas digno, exigente mas recompensador. Empregos de qualidade, para homens e mulheres de valor e qualidade, como os brasileiros que participaram a construção do primeiro dos 49 navios que a Petrobras está encomendando, o superpetroleiro “João Cândido”, lançado ao mar no início deste mês, em Pernambuco.

Nos depoimentos emocionantes dos trabalhadores que moldaram aquele gigante com nossa bandeira, que posto aí em cima, a certeza de que nosso país nunca mais fará a eles a traição de destruir um setor tão importante para nossa afirmação como nação soberana.

Links:

http://www.tijolaco.com/?p=17059

Governo Brasileiro divulga nota de condenação ao covarde ataque cometido por Israel contra a 'Flotilha da Liberdade'!


Ataque israelense à “Flotilha da Liberdade”

31/05/2010 -

Com choque e consternação, o Governo brasileiro recebeu a notícia do ataque israelense a um dos barcos da flotilha que levava ajuda humanitária internacional à Faixa de Gaza, do qual resultou a morte de mais de uma dezena de pessoas, além de ferimentos em outros integrantes.

O Brasil condena, em termos veementes, a ação israelense, uma vez que não há justificativa para intervenção militar em comboio pacífico, de caráter estritamente humanitário. O fato é agravado por ter ocorrido, segundo as informações disponíveis, em águas internacionais. O Brasil considera que o incidente deva ser objeto de investigação independente, que esclareça plenamente os fatos à luz do Direito Humanitário e do Direito Internacional como um todo.

Os trágicos resultados da operação militar israelense denotam, uma vez mais, a necessidade de que seja levantado, imediatamente, o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, com vistas a garantir a liberdade de locomoção de seus habitantes e o livre acesso de alimentos, remédios e bens de consumo àquela região.

Preocupa especialmente ao Governo brasileiro a notícia de que uma brasileira, Iara Lee, estava numa das embarcações que compunha a flotilha humanitária. O Ministro Celso Amorim, ao solidarizar-se com os familiares das vítimas do ataque, determinou que fossem tomadas providências imediatas para a localização da cidadã brasileira.

A Representante do Brasil junto à ONU foi instruída a apoiar a convocação de reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir a operação militar israelense.

O Embaixador de Israel no Brasil está sendo chamado ao Itamaraty para que seja manifestada a indignação do Governo Brasileiro com o incidente e a preocupação com a situação da cidadã brasileira.


Link:

http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/notas-a-imprensa/ataque-israelense-a-201cflotilha-da-liberdade201d

Ligação de Dilma com Governo Lula será reforçada!


Dilma vai colar mais no governo

de 'O Globo'

A estratégia petista de colar propaganda e eventos de governo ao discurso de campanha da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, será intensificada, informam Maria Lima e Gerson Camarotti em reportagem publicada na edição de O GLOBO desta segunda-feira.

Avaliação interna é de que essa associação foi essencial para que ela voltasse a subir nas pesquisas em maio, fazendo com tranquilidade a chamada "travessia no deserto", quando deixou o governo em abril e ficou mais distante do governo Lula.

A agenda governamental foi retomada de forma mais explícita em eventos recentes. Na sexta-feira, por exemplo, Dilma estava em Chapecó, no Oeste catarinense, como se ainda fosse do governo, como estrela do Encontro de Habitação de Agricultura Familiar, ao lado do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. Lá, os dois divulgaram o Programa Nacional de Habitação Rural, segurando uma maquete. Simultaneamente, o site de campanha de Dilma mostrava o evento. O Ministério das Cidades disse que o programa tem previsão de receber reforço de verbas no PAC-2, lançado por Dilma antes de sair do governo.

Em maio, após dar em seu site entrevistas sobre retomada da indústria naval, Dilma esteve ao lado de Lula no lançamento do navio petroleiro João Cândido, em Pernambuco. Desde então, Dilma vem falando sobre a ação do governo para recuperar a indústria naval.

- Com um governo bem avaliado, nossa tarefa é vincular o nome da Dilma ao governo do presidente Lula. Ela fez parte do governo. A campanha é simples. Não tem o que inventar. Dilma fala da recuperação da indústria naval porque Lula falava em 2002 - disse o presidente do PT, José Eduardo Dutra, negando vínculo eleitoral.
O Globo

Link:

http://dilmapresidente.blogspot.com/2010/05/dilma-vai-colar-mais-no-governo.html

Arthur Henrique (CUT) e Paulinho (Força Sindical) fazem críticas a Serra, que reprime os movimentos sociais!


Paulinho faz críticas a Serra e diz que "esse sujeito" não pode ganhar eleição

da Folha.com

FERNANDO GALLO
DE SÃO PAULO

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), fez nesta segunda-feira um discurso de apologia à candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência e atacou o pré-candidato do PSDB, José Serra, a quem chamou de "esse sujeito" por pelo menos três vezes.

"Eu tô falando, e vou falar o nome. Nós não podemos deixar esse José Serra ganhar as eleições. Nós estamos falando e não tem jeito. Eles podem processar, mas nós vamos falar", disse Paulinho em evento no qual os movimentos sociais --dentre eles a UNE, o MST e a CUT-- lançavam um projeto com propostas para o Brasil que pretendem apresentar aos candidatos que concorrerão nas eleições 2010.

O presidente da Força reclamou das quatro multas que recebeu do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) --de R$ 7.500 cada uma; ele disse já ter pago duas --por propaganda eleitoral antecipada em favor de Dilma e as justificou atacando os meios de comunicação.

"Eu acho que quando nós não temos rede Globo, TV Record, meios de comunicação, somos nós que temos de falar. Por que se a gente não falar, fica aí esse sujeito [refere-se a Serra] tentando ganhar a eleição."

O presidente da Força deu a entender aos presentes que Serra representa uma ameaça aos trabalhadores.

"Se esse Serra ganhar, ele vai tirar os direitos dos trabalhadores. Vai mexer no fundo de garantia, nas férias, na licença-maternidade. Por isso temos de enfrentá-lo na rua pra ganhar dele aqui em São Paulo, pra ele aprender como tratar os trabalhadores."

Paulinho terminou o discurso dizendo que os trabalhadores precisam se unir "pra gente manter o projeto do presidente Lula e eleger a Dilma presidente do Brasil".

Na saída, Paulinho já contabilizava a quinta multa para pagar. "Então é isso. Hoje tomei mais uma", disse sorrindo.

O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique, também discursou em tom de campanha. Começou sua fala dando "bom Dilma" aos presentes e, como Paulinho, mirou em José Serra e no governo do Estado de São Paulo.

"É o governo do PPPP. Privatização, presídio, pedágio e paulada em professores e no movimento social", disse. "É disso que se trata a tentativa de PSDB e DEM de voltar a governar este país."

Artur Henrique reclamou das multas que recebeu do TSE por fazer propaganda eleitoral para Dilma e criticou as representações que a oposição tem feito contra a pré-candidata e o PT na corte.

"Estão tentando inviabilizar [a candidatura de Dilma] no tapetão porque não tem apoio popular. Tem todos os veículos de comunicação na mão, mas não tem apoio popular."

O presidente da CUT encerrou seu discurso com um novo trocadilho com o nome da pré-candidata petista.

"Nós precisamos de uma... de uma... de uma... [fazendo som de "Dilma"] de uma mulher para dar continuidade aos projetos sociais e econômicos do governo."

Amanhã (1º), as principais centrais sindicais do país --dentre elas a Força e a CUT-- realizam uma assembleia no estádio do Pacaembu, em São Paulo, na qual esperam reunir mais de 30 mil pessoas.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/743352-paulinho-faz-criticas-a-serra-e-diz-que-esse-sujeito-nao-pode-ganhar-eleicao.shtml

'Estadão': Elogios a Lula e votos em Serra em Ribeirão Preto (estado de SP, governado pelo PSDB desde tempos imemoriais)!


Elogios a Lula e votos em Serra em Ribeirão

Eleitores aprovam políticas do presidente, mas se identificam mais com ex-governador

O Estado de S.Paulo

Na noite de 29 de abril, Ribeirão Preto estava repleta de gente de fora - incluindo os candidatos José Serra e Dilma Rousseff, que vieram para a Feira Internacional de Tecnologia Agrícola (Agrishow). As mesas lotadas de gente de todo o Brasil na tradicional Choperia Pinguim, no centro da cidade, testemunhavam o dinamismo do agronegócio da região. Era noutro Pinguim, no Shopping Santa Úrsula, no bairro de classe média alta de Higienópolis, que se encontravam moradores da cidade naquela noite. Foi lá que o Estado ouviu seis visões diversas, porém confluentes, sobre o País, o governo e a eleição presidencial.

"Sinceramente, não posso reclamar", diz Eduardo Capretti, de 27 anos, gerente de contas de pessoas físicas de um grande banco em Ribeirão Preto, com clientes no interior de São Paulo e no Triângulo Mineiro. "Tenho trabalhado mais, mas as coisas estão acontecendo, tem bastante oportunidade." Uma das explicações é o acesso ao crédito. "Houve políticas do governo federal que facilitaram o crédito para a população, como o empréstimo consignado do INSS", ressalta Eduardo, formado em direito e em administração. "Era um nicho que não era visto. As empresas e os bancos não davam a atenção devida a esse público."

"O presidente fez um trabalho muito agressivo, muito importante, de puxar parcerias com outros governos e empresas fora do Brasil", elogia Eduardo. "Foi buscar mercados novos em regiões como África e Oriente Médio. No começo foi até criticado por isso." Eduardo apoia a política externa de Lula mesmo com relação a parcerias mais controversas, como com o Irã: "Eu acho que tem de ser pragmático. É um parceiro comercial que ele preza." Ele votou em Lula nas eleições anteriores. "Não sei se voto na Dilma ou no Serra. Preciso entender mais o Serra. Não votei nele (para governador de São Paulo) e me arrependi. Fez um bom governo."

Paulo Sérgio Dalla Bernardina, de 47 anos, que mora em São José do Rio Preto, outra cidade importante do interior de São Paulo, é gerente regional do mesmo banco. "Acho que o País melhorou muito", confirma Paulo, formado em administração de empresas. "Anos atrás se tinha uma expectativa de o salário mínimo chegar a US$ 100, hoje chega a US$ 300", exemplifica. "Claramente, as políticas adotadas pela atual presidência do Lula, que arrastou lá do Fernando Henrique, têm um forte conteúdo social, são voltadas para as classes D e E. As pessoas melhoraram de vida."

"As políticas internacionais são muito claras e o Brasil se fortaleceu muito no cenário internacional", continua Paulo. "O Brasil está muito melhor do que era há 15, 20 anos." Ele não votou em 2006, porque estava viajando. Este ano, pensa votar em Serra. "Por mais que eu ache que as políticas do Lula foram muito boas, acho que o Lula não tem uma boa equipe", explica. "A equipe dele, do PT, José Dirceu e outros, prejudicou muito a imagem de Lula e do Brasil, levou o País a um estado deteriorado de corrupção. Lula tem uma responsabilidade muito grande de não ter atuado em relação à corrupção. Ele ignorou os fatos debaixo de seus olhos, grande parte deles gerada dentro da equipe do PT. Então, não voto no PT."

Os problemas éticos no governo Lula também incomodam Dante Villa Glé, de 27 anos, formado em direito, e que se prepara para um concurso de delegado da Polícia Federal. "Eu não sou ufanista a ponto de achar que Lula foi esse salvador da pátria que ele se vende, o famoso "nunca antes na história desse País", mas acho que ele teve uma postura durante grande parte do governo que foi benéfica em alguns aspectos, mas no geral não aprovo o governo dele, não gosto da figura dele, acho que ele desmoraliza tudo o que vai contra ele", critica Dante. "Não tem uma oposição forte, como o próprio PT fez contra os tucanos. Os tucanos não souberam ser oposição. Então ele se saiu muito bem. Criou uma imagem muito superior ao que foi o governo dele. Acho que o governo não foi tão bem, mas teve seus méritos, embora não muitos."

Corrupção. Dante observa que o governo Lula "não fomentou a Polícia Federal" nem outros órgãos que combatem o "crime de colarinho branco". Ele lembra que o presidente "atropelou" o Tribunal de Contas da União, que tentou embargar obras federais por irregularidades, assim como as operações Satiagraha e Sanguessuga da PF, que "tinham muita gente dele envolvida". "O próprio mensalão me deixou abismado", conta Dante. "Não concordo que, com uma falta de ética desse tamanho, Lula tenha a credibilidade que tem."

"De mil políticos, você tira dez corretos", estima Sebastião Alberto Monteiro, de 56 anos, sócio de uma construtora em Ribeirão especializada em lojas e salas comerciais. "O resto não está preocupado com a Nação, mas consigo próprio. Toda a corrupção que aconteceu no governo Lula nós ficamos sabendo. Nos governos anteriores, não ficamos sabendo. É tudo a mesma coisa. Não muda nada."

Sebastião diz que a construção civil está "bombando", atendendo a uma demanda reprimida ao longo de 15 anos. Embora favoreça seus negócios, ele vê um motivo negativo nesse boom: "A segurança está péssima. O profissional liberal que trabalhava no escritório de casa está se mudando para sala comercial onde encontra segurança para trabalhar, com porteiro 24 horas, câmeras na fachada. Casas residenciais estão se desvalorizando. Abriu-se mercado para condomínios verticais e horizontais." Para o empresário, que estudou até o quarto ano de direito, tanto o governo estadual, responsável direto pela segurança pública, quanto o federal, que repassa as verbas, têm responsabilidade nisso.

Ele não votou em Lula em 2006, mas acha que o governo dele "não está sendo dos melhores nem dos piores". "Tenho afeição muito grande pelo Serra", confessa. "Acho que está no momento de mudar um pouquinho. É uma tentativa. Pode-se até quebrar a cara. Mas acho que a candidata do Lula ainda é muito imatura. Teve uma boa escola, o Lula é um grande professor."

A enfermeira Gabriela Levorato, de 25 anos, do Hospital Escola da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, avalia o governo principalmente pelo ângulo da saúde pública. "Em alguns pontos, teve certo desenvolvimento; noutros setores, retrocedeu, principalmente na saúde", diz Gabriela, que fez pós-graduação em oncologia na PUC de Campinas.

"Nesses três anos de pós-graduação e de trabalho, senti que aumentou muito o número de pacientes, e o de leitos nos hospitais continuou o mesmo, ou quando aumentou não se ofereceu a infraestrutura necessária", critica ela. "Assim como os governos estadual e municipal, o federal também tem sua parcela de responsabilidade. No meu hospital, a responsabilidade é do Estado, e a gente nota um abandono."

PAC. Gabriela observa que é a iniciativa privada que desenvolve a infraestrutura do País, com as concessões de rodovias, ferrovias e portos, e a possível privatização dos aeroportos. "O governo lança o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas na verdade nada sai do papel." Ela votou em Geraldo Alckmin em 2006. "Apesar de Serra ser meu patrão e eu não estar muito contente com ele, como não vou votar na Dilma Rousseff, acho que, se não formar outra opinião, acabo votando no meu patrão."

"O governo tem algumas coisas boas'', pondera Paulo Santiago, de 29 anos, doutor em educação física e professor da USP de Ribeirão Preto. "Eu saí da classe baixa e vejo que quem sai dela tem mais chance de ter uma posição melhor na sociedade", diz Paulo, cuja mãe é costureira e o pai, vendedor de material odontológico. "A classe alta continua em posição favorecida. Quem pagou o preço foi a classe média, que foi mais estrangulada."

Como exemplo, Paulo cita o Programa Minha Casa Minha Vida. "As pessoas de classe mais baixa têm certa facilidade de comprar casa porque o governo dá subsídio de R$ 20 mil para casas de até R$ 100 mil", analisa. "Foi uma intenção boa, mas o mercado imobiliário, que não é bobo, subiu os preços das casas de R$ 80 mil para até R$ 150 mil, o que fez inflacionar o mercado inteiro." Paulo teme que a especulação imobiliária leve o Brasil a uma crise semelhante à dos Estados Unidos.

Eleitor de Lula, o professor nutre dúvidas sobre a candidata do presidente. "Concordo com Ciro Gomes, que disse que a Dilma parece ser boa pessoa, mais centrada, porém não tem experiência", diz ele. "Enquanto o Serra é mais experiente, parece ser mais competente, mas tem esse lado mais maldoso." Ele suspeita que as obras e políticas que levaram ao crescimento econômico, no País e em São Paulo, não tenham resultado de planejamento, mas de cálculo eleitoral.

"Se pudesse não votaria em nenhum dos dois, mas são as opções reais que a gente tem'', lamenta o professor. "Não confio na Dilma por estar vinculada ao PT. Serra é competente, mas faz alianças com partidos que não são confiáveis." Ambos usam muito marketing, reclama Paulo, citando os slogans "Brasil, um País de todos", do governo federal, e "São Paulo, um Estado cada vez melhor", do estadual. "A política virou um grande marketing."

Link:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100530/not_imp558923,0.php

'Estadão': Críticas e elogios se equilibram em SP!


Críticas e elogios se equilibram em SP

Eleitores das classes AB veem pontos positivos e negativos em Lula e em Serra, expressam desilusão com a política e apreço por Marina

O Estado de S.Paulo

Na calçada de um restaurante na Praça Benedito Calixto, no bairro de Pinheiros, oito profissionais liberais e pequenos empresários paulistanos, na faixa de 28 a 46 anos, expuseram, numa noite de sexta-feira, o vasto espectro de modos de pensar que caracteriza a classe média alta de São Paulo. Eles veem pontos positivos e negativos nos governos do presidente Lula e do ex-governador José Serra, e gostam da senadora Marina Silva.

"Tenho as mesmas queixas que qualquer empresário tem: burocracia, carga tributária", enumera Rogério Acquadro, 28 anos, sócio de um escritório de consultoria em informática. "Mas, para mim, tem melhorado." Em 2006, Rogério deixou a segurança de um emprego com carteira assinada para abrir seu negócio. Hoje, fatura entre R$ 200 mil e R$ 300 mil por ano, tem três funcionários e oito clientes.

"A crise do último ano não aconteceu comigo", testemunha Rogério, formado em física. "Ao menos no meu ramo, com meus clientes, não senti." Segundo ele, "as queixas são as mesmas: o imposto é alto, trabalha-se muito e ganha-se pouco, mas as pessoas não se queixam como se queixavam antes". À pergunta sobre se já pensou em como votará, ele responde: "Já. Continuísmo."

"Tem mudanças significativas para pessoas com carência econômica", reconhece Itamar Gonçalves, de 46 anos, coordenador de programas da filial brasileira de uma organização não-governamental internacional, que atua contra o abuso e a exploração sexual de crianças. "O Bolsa-Família é uma necessidade", atesta Itamar. "Isso pode não ser sentido aqui em São Paulo. Mas atuo muito em comunidades carentes de Pernambuco. Lá faz total diferença na vida das pessoas."

Mas Itamar critica a falta de políticas para que as pessoas deixem de precisar do benefício. "O Bolsa-Família não pode se perpetuar, e não vejo solução para ele", diz Itamar, formado em geografia com especialização em psicologia. "Eu gostaria de um governo que criasse condições para as pessoas terem dignidade, sem cair nessa linha assistencialista." Itamar está desapontado com o PT: "Eu tinha uma esperança de que pudesse ser diferente. Com as composições feitas (no Congresso), não vejo diferença entre os governos do PSDB e do PT. A política monetária é a mesma."

"Eu tinha um sentimento de que fôssemos superar a corrupção", continua Itamar. "O governo Lula foi tal e qual (os anteriores), e isso me abalou muito, causou muita descrença. É um governo muito corrupto." Ele pretende votar em Marina, "em busca de alternativa, mesmo sabendo que ela também teria de fazer composições que não seriam muito diferentes". Itamar diz que sua escolha "não é só uma questão programática, mas também de ter pessoas dignas no governo". Ele acha que Marina não tem chances: "É para mostrar que tem uma insatisfação contida."

"As coisas básicas, como segurança, educação e saúde, não melhoram", impacienta-se Camila Aló, de 31 anos. Formada em administração, ela trabalhou durante dez anos em grandes empresas, como Ambev, Nokia e Unilever, da qual saiu há um ano para estudar pedagogia na PUC.

"Para quem tem uma condição de vida ruim, que não é o caso aqui da entrevista, melhorou", admite Camila, que vive da poupança que fez quando trabalhava. "O governo Lula tem uma política totalmente voltada para o social, com que às vezes eu não concordo", afirma ela. "O Bolsa-Família é um escândalo. As pessoas burlam as regras. É uma vergonha, uma enganação."

"A política é uma mesmice", queixa-se Camila, que vai votar em Marina. "Acho que ela tem ideias que fogem do padrão, mas não temos a consciência coletiva para fazer isso", afirma, prevendo que sua candidata não será eleita. "Gosto da visão social, mas não da Dilma (Rousseff). Não sou contra o Serra, até porque o PSDB também tem essa preocupação social."

O publicitário Alexandre Martins, de 42 anos, discorda de Camila quanto à saúde. Ele diz que teve infecção intestinal e foi a um posto de saúde em São Roque, a 60 km de São Paulo, onde possui um sítio, foi bem atendido e ganhou remédios. Alexandre, que trabalha num banco, acredita que a saúde melhorou, e atribui isso aos três níveis de governo.

O publicitário conta que demitiu seu caseiro, que tem quatro filhos, e só depois de desempregado ele foi pedir Bolsa-Família. "Em lugares menores, as coisas são mais bem geridas", acha Alexandre. "Lá tem assistente social que passa de casa em casa." Ele votou no senador Cristovam Buarque (PDT) para presidente em 2006. Apesar de seu relativo otimismo, não pretende votar este ano: "Nenhum dos candidatos que estão aí merece meu voto." Numa coisa, Alexandre e Camila concordam: "Lula é populista."

O produtor de eventos Paulo Tosetti, 38 anos, também votou em Cristovam no primeiro turno, e em Lula no segundo. "Tenho restrições com relação ao Serra", diz Paulo, formado em história. "Prometeu terminar o mandato como prefeito e foi candidato a governador. Não confio mais nele." Paulo diz que não sabe muito sobre Dilma. "Foi criada porque o PT perdeu seus candidatos na crise do mensalão. Estou esperando a campanha para conhecê-la mais."

"Economicamente, o Brasil nunca viveu uma época como esta", reconhece Paulo, que abriu sua empresa há nove anos, depois de trabalhar como pesquisador de história e gerente de bar. "Atribuo a um caminho que vem sendo trilhado, desde Itamar Franco, Fernando Henrique e Lula. O mérito que dou ao Lula é que nenhum governo pensou tanto no social quanto o dele."

No ano passado, seu negócio sofreu uma queda forte com a crise econômica mundial. "As empresas não investiam em eventos por medo, não porque não tinham dinheiro", analisa. "Depois se descobriu que era uma marola." Paulo estima que o impacto sobre o Brasil foi menor por ser mais exportador de matéria-prima, para a qual sempre há demanda, do que de serviços ou tecnologia. "O mérito do governo federal foi saber usar isso."

"Para mim, o que mais pesa é o social", diz Paulo. "Aprovo os programas sociais. Podem ser melhorados. Itamar e FHC estabilizaram a economia. Os próximos governos precisam continuar cuidando da estabilidade para poder olhar para o social - saúde, segurança, as condições básicas." Ele acha que Marina se preocupa com isso, mas lhe falta um partido forte. "Quem não tem força do partido para fazer política vai pagar mensalão."

Em 2002, Fernando Molina, de 28 anos, votou em Lula porque achava que o Brasil precisava de mudança. Ele aprovara a estabilização da economia e a privatização por Fernando Henrique Cardoso, mas achava que era hora de "dar chance aos que não tinham chances e também pagam imposto". E, de fato, "essas pessoas melhoraram de vida" no governo Lula, diz ele.

"Não acredito que seja a melhor solução dar alguma coisa, porque as pessoas tendem a dar menos valor àquilo que elas ganham do que àquilo que elas trabalham para conseguir", pondera Fernando, formado em administração de empresas, com MBA. "Mas não é justo eu falar que o Bolsa-Família é uma proposta errada quando vim de uma família que me proporcionou condição de batalhar pelas coisas que tenho. Quem nunca teve nada ter uma oportunidade de ter alguma coisa é justo."

Mesmo assim, Fernando desgostou do governo Lula, por causa de sua aliança com o PMDB de José Sarney. "O PMDB não prega mais nada, só busca permanência nos cargos que tem", critica. "Apesar de eu acreditar que as propostas do PSDB sejam mais certas, Lula tem um grande trunfo, que é o seu carisma, inclusive fora do país", observa. "Votaria no Serra por alinhamento com o PSDB. PT e PSDB fogem dos extremos, caminham no centro", elogia. "O errado é que não procuraram se unir. Preferiram buscar o poder. É muito triste ter de escolher entre um e outro."

Link:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100530/not_imp558905,0.php

'Estadão': Em Marabá-PA, cidade cresce rapidamente e preços dos aluguéias se equiparam aos de SP!


Em Marabá, queixas de impostos elevados
Cidade cresce vertiginosamente, e muitos moradores atribuem êxito a esforço próprio

- O Estado de S.Paulo

É difícil encontrar um marabaense em Marabá. Típico polo de atração da fronteira agrícola amazônica, essa cidade de 200 mil habitantes no sul do Pará é povoada de gente que veio de todas as partes do Brasil em busca de oportunidades na agricultura, na mineração, comércio e serviços. Esse magnetismo deu origem a uma classe média urbana empreendedora, com forte ligação com a economia rural a seu redor, que tende a atribuir seu êxito aos esforços próprios, e a ver no governo mais um estorvo que uma solução.

José Cláudio de Paula, de 38 anos, veio de Rubiataba, interior de Goiás, em 1996, depois que seu pai adquiriu uma fazenda na região. Em 2000, comprou uma parte da Casa da Roça, tornando-se um dos quatro sócios da rede de 12 lojas em 12 municípios do Pará. De lá para cá, abriram mais duas filiais e montaram uma fábrica de sal mineral. Seus clientes perto de Marabá criam principalmente gado; noutras áreas do sul do Pará, o forte é a soja.

Cláudio conta que o seu negócio cresceu entre 2002 e 2006. "Nos últimos quatro anos, estabilizou." Ele atribui a interrupção no crescimento ao fato de a empresa ter mudado seu regime tributário de lucro presumido para lucro real. "Passamos a pagar mais impostos, temos mais ferramentas para avaliar se estamos ganhando ou não e descobrimos que nossa margem de lucro é muito pequena."

"É normal que o governo aperte, ele tem de correr atrás do que é devido, mas, já que está arrecadando muito mais, e praticamente não existe sonegação, deveria diminuir a alíquota", propõe Cláudio, que cursou ensino médio. "O governo tem de aprender a conviver com porcentagem menor de imposto e a devolver em serviços para o contribuinte, o que não tem acontecido."

A única rodovia federal da região é a Transamazônica, que passa asfaltada dentro de Marabá, mas 20 km adiante prossegue de terra. "Há quantos anos a Transamazônica existe e nenhum governo resolveu o problema dela", indigna-se Cláudio. "Continua sem pontes, esburacada, cheia de atoleiros, quase intransitável nessa época de chuva."

Reserva. Cláudio também se queixa da exigência de 80% de reserva legal nas fazendas da Amazônia. Ele lembra que a União incentivou a vinda dos fazendeiros - incluindo seu pai - e a condição para a liberação de recursos era que os proprietários desmatassem - ou "abrissem", no jargão rural - pelo menos 50% das terras. "Era o contrário", aponta. "Estamos sendo obrigados a assinar TAC (Termo de Ajustamento de Conduta, com o Ministério Público) para regularizar nossa criação." Seu pai tem 800 cabeças de gado e 450 hectares. "Não é que piorou com a lei ambiental, mas precisava existir flexibilidade para deixar usar pelo menos 50% da área que foi desmatada, senão fica inviável."

À pergunta sobre que candidato é mais sensível a esses problemas, Cláudio responde: "Talvez hoje o que seria mais sensato - não vou dizer "melhor" - é o José Serra, que tem capacidade de implantar políticas viáveis para manter esse pessoal no campo. Dilma e Marina não têm conhecimento de causa."

É comum ouvir essas queixas em Marabá. "Tem uma política ambiental contra nós", acusa o empresário Seme Alcici Assaf, de 49 anos, distribuidor de frango e de embutidos, com 936 clientes espalhados por 30 municípios da região. "O Ibama nos trata como marginais. Dizem que está destruindo a mata, mas o americano não destruiu a dele?"

Seme aprova o governo Lula, por causa da repercussão do aumento do crédito, do emprego e do poder aquisitivo nos seus negócios. "Voto em quem gera emprego. Meu negócio é vender meu produto", explica. "Esse negócio de mensalão, tenho mais o que fazer do que ficar olhando o que o governo está fazendo, se estão roubando. Um dia prestarão contas com Deus." Seme votou em Serra em 2002 e em Lula em 2006, porque gostou do primeiro mandato. "Não pensei que ele fosse tão bom." Ele se identifica com o presidente: "Lula é peão igual eu. Saiu do nada."

Marabá foi uma das cidades que mais cresceram no Brasil nos últimos anos. Na Avenida Tocantins, no bairro Cidade Nova, onde seis pessoas se reuniram na padaria City Pão para conversar com o Estado, os preços dos aluguéis de apartamentos se equiparam aos de São Paulo.

A catarinense Cíntia Alves de Moraes, administradora de empresas de 36 anos, veio em 2007 de São Paulo, onde trabalhava na cooperativa de ônibus Nova Aliança, atendendo a um convite para implantar o bilhete eletrônico na cidade. "Nesse período, Marabá mudou muito", testemunha Cíntia. Mas ela não vê nisso papel do governo. "O desenvolvimento da cidade é de interesse dos empresários, e não dos governos", diz Cíntia. "O governo federal é falho, principalmente na saúde, na educação e na corrupção", critica Cíntia, que tem empresa de eventos em Marabá. Ela votou em Serra em 2002, em Geraldo Alckmin em 2006 e voltará a votar em Serra este ano. "Não confio na Dilma. Ela é só fantoche de Lula."

A City Pão começou com uma pequena padaria em 2005. Hoje é uma rede de três padarias e restaurantes e uma fábrica de pão. "Acho errado dizer que o governo não tem papel nisso", discorda Nádia, de 41 anos, irmã de Cíntia e gerente da City Pão. "Tudo o que o governo faz reflete no bolso. O governo Lula teve um lado legal, de incentivo ao pequeno agricultor. Criou oportunidades para produzir, mas muitos preferem viver às custas do governo."

Formada em administração, ela votou em Serra em 2002 e em 2006 justificou. Este ano ainda não sabe em quem vai votar. "Vamos ouvir as propostas."

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'Estadão': Agricultores familiares aprovam programas, mas cobram preço mínimo!


Agricultores familiares aprovam programas, mas cobram preço mínimo

Eles se queixam de arcar com ônus dos alimentos baratos, vendidos abaixo do custo, e da falta de propostas dos candidatos para o setor

O Estado de S.Paulo

Nos acostamentos das rodovias federais que cortam o Alto Vale do Itajaí, há um intenso tráfego de tratores de grama puxando pequenas carretas de madeira, que carregam gente e os produtos da região - arroz, milho, feijão, leite, cebola, melancia e outras frutas e verduras. São o símbolo da agricultura familiar que há gerações ocupa terras com áreas médias de 20 hectares, onde predominam descendentes de alemães e de italianos. Suas pequenas produções ganham escala na Cooperativa Regional Agropecuária Vale do Itajaí (Cravil), que reúne 3.500 produtores de 36 municípios.

Numa tarde ensolarada de terça-feira, oito integrantes da Cravil - sete descendentes de alemães e um de italianos -, de diversos municípios da região, sentaram-se numa ampla sala de reuniões da sede da cooperativa, em Rio do Sul, a 200 km de Florianópolis, para conversar com o Estado. Na faixa de idade de 39 a 69 anos, seu ponto de vista é inevitavelmente emoldurado pelos êxitos e fracassos de seu negócio: a produção de alimentos para o mercado interno.

"Não podemos dizer que esse governo foi ruim", começa Frederico Seyffert, de 61 anos. "Só que, como pequenos produtores, tivemos diversos problemas. Com os preços baixando e subindo, tivemos dificuldade de pagar os empréstimos." Pedro Locks, de 51 anos, acrescenta: "O pequeno produtor não tem certeza de que vai poder honrar seus compromissos." Ele recorda que o pior ano foi 2008: "O preço do adubo estava muito alto e entramos muito descapitalizados."

Harry Dorow, de 63 anos, produtor de leite em Itajaí e presidente da cooperativa, explica que os produtores precisariam de garantia do governo para vender seus produtos pelo preço da produção, e não pelo preço de mercado da cesta básica, que fica abaixo do custo. "Esse preço não sustenta o pagamento do crédito."

"Se o governo estabelecesse o preço mínimo com garantia, estaria desempenhando o papel de governo", define Harry. Ele lembra que os produtores tiveram essa garantia durante os governos de José Sarney e de Fernando Henrique Cardoso. Harry explica que os sucessivos governos têm mantido, no papel, uma política de preços mínimos, pelo mecanismo da Aquisição do Governo Federal (AGF). Mas diz que, na prática, as compras, a cargo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atingem um "volume muito irrisório".

Os produtores reconhecem as virtudes de algumas iniciativas do governo. Segundo Pedro Locks, um programa que ajuda muito é o Mais Alimento, que dá dois anos para pagar máquinas agrícolas, com 3% de juros ao ano e dois anos de carência. Já Moacir Warmling, de 43 anos, agrônomo da Cravil, cita o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), destinado ao custeio e ao investimento.

Mas insiste que, se não tem garantia de preço, o produtor compra sementes a um preço alto, na entressafra, e vende sua produção a um preço reduzido pela oferta abundante no período da safra. "Não tem como pagar", conclui Moacir. Além do preço mínimo baseado no custo da produção, o agrônomo acha que o governo deveria estipular uma "renda mínima para o produtor". É apoiado por todos.

Ônus. Os produtores sentem que estão arcando com o ônus pelo preço baixo dos alimentos no Brasil, enquanto enfrentam o preço alto dos insumos, que varia de acordo com o mercado internacional. Segundo Harry, 70% dos alimentos da cesta básica são produzidos pela agricultura familiar. "(O preço baixo) é bom para quem compra comida, mas é ruim para quem produz", observa Adílson Stédile, de 39 anos, o único "italiano" do grupo. "É bom em termos, porque pode faltar no ano seguinte", pondera Pedro, referindo-se à falta de estímulo para plantar.

O Bolsa-Família também é visto desse ângulo. "É uma maneira de escoar a produção e dar alimento aos que precisam", analisa Harry. "Em si, não é ruim. Mas o agricultor, com sua renda baixa, está sustentando esse tipo de programa via alimento barato." Segundo ele, "com o tratamento que a agricultura vem recebendo ao longo dos anos, não só nesse governo", 1% dos agricultores tem abandonado suas terras a cada ano. "Muitos vão morar na favela, precisam de alimento e recebem Bolsa-Família", diz ele, desenhando um círculo vicioso.

O problema, concordam todos, não é a capacidade de produzir, mas de gerar renda. Isso fica patente no êxodo dos jovens, filhos dos agricultores, que deixam suas terras em busca de oportunidades nas cidades. "Na grande maioria das famílias, a idade média passa dos 50", estima Baldoíno Schütze, de 63 anos. "(Nossa terra) está virando dormitório", sorri Henrique Backmeier, de 65. "Como veem que não conseguem renda adequada na produção, os filhos vão para a cidade, procuram outro tipo de trabalho e continuam morando com os pais", explica Harry.

Mão de obra. Frederico tem uma filha e um filho com mais de 30 anos, e um sobrinho de 38 que ele criou, que trabalham nos 33 hectares de terra dele em Pouso Redondo, dos quais 24 hectares de arroz. Já as outras duas filhas com menos de 30 trabalham na cidade - uma casou-se e foi para Manaus. Ele ainda arrenda as terras de três vizinhos: um tem filho farmacêutico, outro tem duas filhas que estudaram direito e o terceiro tem filhos pequenos e não mora na terra.

O filho de Pedro de 26 anos formou-se em direito e está indo trabalhar em Indaial, a 70 km de Rio do Sul; o outro, de 23, tem oficina de eletrodomésticos. A agricultura familiar da região já enfrenta grande dificuldade de encontrar mão de obra. Trabalhadores vêm de Pernambuco para a colheita do algodão.

Eles se queixam também da situação das estradas para escoar a produção. "A BR-470 não tem nem acostamento", diz Pedro. Ela liga a região ao oeste de Santa Catarina, onde se concentra a indústria do Estado, e aos portos de Itajaí e Navegantes. "A BR-282 até um tempo atrás estava feia, agora está boa", observa Baldoíno, referindo-se à outra estrada federal que dá acesso à região. "O novo governo deveria incrementar a estrada de ferro e a navegação fluvial", opina Harry. "Diminuiria nossos custos de transporte e escoamento da produção."

Outra preocupação dos agricultores é com as exigências ambientais. Segundo eles, as normas do Código Florestal Brasileiro - 20% de reserva de mata legal mais as Áreas de Preservação Permanente (APPs), que são as encostas de morro e as beiras de água - não são aplicáveis na região.

"Aqui tem muitas nascentes, rios que cruzam a propriedade inteira", explica Henrique, que admite que já foi multado em sua propriedade de 47 hectares, em que produz milho, feijão e leite. "Se for respeitar, fica inviável." Baldoíno diz que nunca foi multado, mas ameaçado: "O agricultor é tratado como bandido. A polícia vem com fuzil até. Comprou, pagou, e de repente não pode usar." Os agricultores acham que deveriam ser remunerados pelo serviço ambiental de manter as matas.

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'Estadão': Periferia de Curitiba sente boom de trabalho! Até eleitores que não votaram em Lula aprovam gestão e tendem a escolher Dilma!


Periferia de Curitiba sente boom de trabalho

Até eleitores que não votaram em Lula aprovam gestão e tendem a escolher Dilma

O Estado de S.Paulo

Há 18 anos, quando começou a se formar, o bairro Sítio Cercado fazia jus ao nome, com seu aspecto rural. Hoje com 180 mil moradores, é o bairro mais populoso da periferia de Curitiba. Seu comércio acanhado contrastando com a vasta população revela sua natureza de cidade-dormitório, cuja mão de obra se emprega nas áreas centrais da cidade e nas indústrias da Grande Curitiba. A classe trabalhadora de Sítio Cercado vive intensamente o dinamismo da geração de empregos. Num frio fim de tarde de quarta-feira, cinco moradores se reuniram na rádio comunitária do bairro para conversar com o Estado.

O motorista José Aparecido da Silva, de 39 anos, era empregado de um supermercado até dezembro. "Saí porque o serviço era muito puxado, trabalhava sábado, domingo e feriado e o salário era baixo: R$ 700." Agora, ele presta serviços para uma empresa que transporta passageiros em vans para São Paulo, onde fazem compras na Rua 25 de Março. Aparecido sai às 6 horas e volta às 6 do dia seguinte. Por cada viagem, ganha R$ 150. Tira R$ 1.000 por mês. "Trabalho menos e ganho mais."

Sua mulher, uma cabeleireira de 45 anos, também deixou há 6 anos um emprego para abrir o próprio negócio. "Ela trabalhava num salão de gente rica no centro e agora atende a gente pobre aqui", descreve Aparecido. Seu salário era de R$ 1.000. Agora ela tira R$ 1.500 por mês. Ambos estão pensando em formalizar-se pelo programa Pequeno Empreendedor, do governo federal, passando a pagar INSS. "Na minha opinião, melhorou a situação do Brasil", opina Aparecido. "No feriadão as estradas estão lotadas de carros e a rodoviária está cheia. Se estão viajando, é porque está sobrando dinheiro."

Há oito meses, o radialista e eletricista Jânio Silva, de 50 anos, comprou o seu primeiro carro, um Fusca 74, por R$ 2.500. "Acho que nos últimos anos as coisas têm melhorado", diz Jânio, que apresenta um programa de música sertaneja gaúcha na rádio comunitária, e faz bico de eletricista. "Está tendo bastante emprego, às vezes as pessoas é que não estão capacitadas."

É o caso de Adalberto Difert, que não pôde participar de um concurso de agente de saúde do bairro porque não tinha o primeiro grau completo. Aos 55 anos, ele voltou a estudar em fevereiro. Entrou no equivalente à 5.ª série e agora está na 6.ª. "Este ano termino o primeiro grau", anima-se. "Tive de me emendar depois da meia idade. Comecei a sonhar de novo."

Depois de ter trabalhado como auxiliar de escritório, frentista de posto de gasolina e porteiro, Adalberto tornou-se em 1989 sacoleiro de cigarros do Paraguai. Dez anos mais tarde, quebrou, com a desvalorização do real. Desde então, vive de bico, e tira de R$ 500 a R$ 600 por mês pintando portões e casas. Sua mulher, viúva, complementa a renda com uma pensão de R$ 600. O sonho de Adalberto, mesmo, é voltar a ser porteiro.

Diabético e com perda parcial da visão, Armando Ferreira, de 49 anos, está há 3 afastado do trabalho de motorista de ônibus urbano, e recebe um benefício de R$ 1.300, equivalente a 70% de seu salário. Ele se queixa do serviço público de saúde. Sua mulher, de 48 anos, que trabalhava como servente numa creche, também se afastou há 2 anos, por causa de um transtorno psíquico, e recebe R$ 510. Ambos lutam para serem definitivamente aposentados, mas não conseguem. Para garantir o benefício, eles têm de voltar periodicamente ao médico para perícia. Às vezes não conseguem marcar consulta a tempo, e ficam até cinco meses sem receber o dinheiro.

Apesar desses problemas, sua avaliação do governo é "positiva". Graças às facilidades de crédito, Armando conseguiu trocar seu Escort 87 por um Clio 2008, em 60 prestações de R$ 700. "Hoje tenho computador e internet em casa, a R$ 35 por mês." Ele diz que votou em Lula em todas as eleições e não se arrependeu. "Só na área da saúde é que estão tapando muito o sol com a peneira." Por isso, pensa em votar em José Serra, ex-ministro da Saúde: "Na área de saúde ele até que foi bom, introduziu os genéricos. E Lula deixou muito a desejar."

"Lula se imortalizou, caiu nas graças do povo com o Bolsa-Família", elogia Adalberto. "Ele fez o pobre comer picanha. Depois de Getúlio Vargas, ele foi "o cara"." O pintor sentencia: "Em time que está ganhando não se mexe. Se Lula já plantou a mulher e o partido votou, você não vai arriscar a entregar para um partido que vendeu o País", completa, referindo-se à privatização sob o governo do PSDB.

Aparecido lembra que FHC teve o mérito de implementar o Plano Real. "Isso ninguém tira dele." Mas sempre votou em Lula. "Agora acho que a gente tem de manter o que está aí, que é a Dilma."

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'Estadão': Lavradores do sertão da Paraíba dizem que a vida melhorou!


Lavradores do sertão da Paraíba dizem que a vida melhorou

Programas sociais, crédito fácil e obra de represa atingem em cheio trabalhadores de fazendas no interior da Paraíba e definem seu voto

O Estado de S.Paulo

No sertão da Paraíba, os lavradores que trabalham nas fazendas, em troca de diária, merenda e almoço, são chamados de "moradores", porque suas casas ficam dentro das terras dos patrões. Nas fazendas Riachão e Rio dos Peixes, perto de Uiraúna, 464 km a oeste de João Pessoa, moram nove famílias. As nove tiveram seus barracos de taipa (amarração de paus e enchimento de barro) trocados por casas de alvenaria pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), para evitar doenças como o mal de chagas, transmitido pelo barbeiro. É só um exemplo de como os programas do governo federal têm mudado a vida dos sertanejos - com fortes repercussões sobre seu comportamento eleitoral.

Eles começam a trabalhar às 7 horas, param às 11 para o almoço, descansam, retomam às 13 e vão até as 17 horas. Depois do almoço, à sombra de um juazeiro, cinco moradores que faziam uma cerca na Fazenda Riachão, e que recebem diária de R$ 20, conversaram com o Estado sobre o que acham do governo do presidente Lula e sobre as eleições deste ano.

"Para o pobre, ele é muito bom", começa Geraldo Daniel Duarte, o Geraldo Zé das Dores, de 58 anos. "Hoje, acabou os pobres. Mudou muitas coisas", continua Das Dores, capataz da fazenda, sob o olhar de aprovação dos outros. Eles passam a enumerar os programas federais.

O primeiro que Das Dores cita é o Seguro Safra, que segundo ele lhe pagou um total de R$ 550, em cinco parcelas, como indenização pela perda de sua lavoura com a chuva na hora errada no ano passado. O capataz lembra em seguida o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura (Pronaf), que financia investimentos na produção. Ele já fez três saques do Pronaf, por meio do Banco do Nordeste: comprou uma vaca com os primeiros R$ 1.000 e, depois, dois pares de novilhos, por R$ 1.500 cada. "Quando a crise pega, a gente vende a matriz (vaca) e fica com a cria", descreve. "Tem resultado, não tem prejuízo." Ele pagará R$ 500 este ano e R$ 1.000 em 2011. Das Dores conta que a vida de seu pai, aposentado de 89 anos, também "melhora todo ano", graças aos reajustes do salário mínimo. Seu pai costuma dizer: "Ê, governo bom."

"Aqui agora também tem aquele negócio do teste do pezinho", acrescenta Manuel Valdevino da Costa Neto, o Manuel Sabaió, de 53 anos. Ele diz que sua filha de 17 anos tem um bebê de 7 meses, e está encaminhando os papéis para fazer o teste e receber em troca benefício de R$ 2.000. "Isso aqui nunca teve", sentencia Sabaió.

Bolsa-Família. Dos cinco, dois recebem Bolsa-Família. Damião Rodrigues da Silva, o Galego, de 36 anos, conta que ganha R$ 90. Ele tem um filho de 2 anos, e há três recebe o benefício. "Não foi difícil conseguir", testemunha Galego, que com o auxílio compra gás e paga energia elétrica. "Não tem nada do governo que eu não goste", resume. "O melhor presidente que entrou foi Lula."

"Antes, a gente não ouvia falar nada dessas coisas que vêm acontecendo", assegura Geraldo Oliveira, de 58 anos. "O governo de Fernando Henrique foi até mais ou menos." Ele lembra, por exemplo, do Programa Vale Gás. "Nós recebeu num dia e cortou no outro", recorda Oliveira, provocando risos entre os demais. Ele também recebe o Bolsa-Família: "Parece que é R$ 90. Quem recebe é a mulher. Não vejo nem a cor." Mas diz que ela compra material escolar para os netos e paga as contas de água e luz dos três filhos que moram na cidade.

Sabaió recebeu o Bolsa-Escola durante três anos do governo Fernando Henrique e o Bolsa-Família dois anos do governo Lula. Perdeu o direito porque a venda do leite de suas vacas elevou sua renda acima do teto do programa, e porque seus filhos foram crescendo; José Duarte da Silva Júnior, de 25 anos, nunca recebeu porque é solteiro; Geraldo Oliveira, de 58, porque quando o programa chegou seus filhos já eram adultos.

O Programa Luz para Todos, também do governo federal, chegou há dois anos ao Riachão dos Pintos, onde Manuel Sabaió mora. Júnior vive na cidade, mas diz que o programa beneficiou seu pai, que mora numa localidade chamada Siriema. Galego, que mora em Casas Velhas, no município Poço José de Moura, ainda não foi alcançado pelo programa, apesar de ter feito o pedido há um ano. Ele gastou R$ 150 para estender a rede até sua casa. "Mas, quando chegar, eu arranco e vendo o poste."

A simpatia por Lula é anterior a todos esses programas. "Votei todas as vezes em Lula, porque era nordestino e dava valor aos pobres", explica Sabaió. Sua única crítica ao presidente é por não ter tirado do papel a transposição do Rio São Francisco, que ele considera que geraria muitos empregos no Nordeste. "Lula não vai sair este ano? Então, vai dar só um calor", queixa-se. "Vamos ver se a candidata dele vai seguir", continua Sabaió, referindo-se ao engajamento de Dilma Rousseff no projeto. "Acho difícil."

"Eu voto na candidata de Lula", atalha Júnior, com um chapéu de couro que lembra os cangaceiros que atravessaram essa caatinga há um século. As opiniões se dividem quanto a Dilma. O repórter pergunta se uma presidente mulher seria bom, e Júnior reitera que sim. "Se ele dissesse que não estava bom, ia ser preconceituoso", coloca em dúvida Manuel Sabaió. "Eu fico no meio. Acho que não vai resolver tão bem igual o homem." Mas pondera: "Se a mulher continuar o que ele (Lula) fez, tá bom." Geraldo Zé das Dores discorda: "Às vezes, mulher resolve melhor que homem." Oliveira é da mesma opinião: "Eu vou votar na mulher."

Política mulher não é novidade para os moradores da região. Uiraúna, terra da ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina (PSB), é administrada pela médica Glória Geane (PSDB). Na vizinha Santarém da Paraíba, outra prefeita: Lucrécia Barbosa (PMDB).

À pergunta sobre se poderiam votar em José Serra, caso ele prometesse manter todos os programas sociais, Oliveira descarta: "Ele falou em entrevista no jornal que, se chegasse no poder, cortava." A informação gera polêmica. "Corta não", duvida Das Dores. "Se tem o poder, por que não vai cortar?", insiste Oliveira.

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'Estadão': Na Favela do Alemão, eleição ocorre sob o impacto das obras do PAC!


Na Favela do Alemão, eleição ocorre sob o impacto das obras do PAC

Mesmo quem foi prejudicado por alargamento de rua elogia o governo; até a saúde e a educação melhoraram, testemunha moradora

O Estado de S.Paulo

O acesso às ruas que sobem o Morro do Alemão é bloqueado com estacas de aço fincadas em buracos no asfalto. Rapazes armados de fuzis e pistolas automáticas controlam a entrada e a circulação na favela. A polícia não entra, mas o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) converteu o Complexo do Alemão em canteiro de obras, que incluem teleférico com seis estações, centros culturais, conjuntos habitacionais, postos de saúde, escola de ensino médio, creche e urbanização das favelas. Em poucos lugares a intervenção do Estado brasileiro é tão seletiva e os seus paradoxos, tão visíveis.

Ao meio-dia de um sábado, na rua principal do Morro do Alemão, o Estado ouviu três gerações de uma família no alpendre da casa que lhe pertence há 54 anos. Ainda que vivendo no mesmo bairro e pertencendo à mesma família, o impacto do PAC sobre cada entrevistado é diverso - assim como sua visão do governo, dos políticos e das condições de vida na favela e no País.

Laerte Pereira Quaresma, de 61 anos, foi atingido em cheio pelas obras. O bar que ele alugava havia quatro anos foi um dos pontos comerciais e casas derrubados para o alargamento da via. A título de indenização, o governo lhe pagou "aluguel social", em três parcelas de R$ 250. "Achei péssimo", diz Laerte, que há 18 anos possui bar. "O ponto era razoável. Estava trabalhando direitinho." Ele alugou um bar na Penha, onde está tirando entre R$ 1.000 e R$ 1.200 por mês, ao passo que no Alemão ganhava cerca de R$ 2.000.

Apesar disso, Laerte não é contra o PAC. "Se for concretizado igual está no papel, vai sair coisa boa, mas tem que sair do papel", insiste Laerte, que acumulava o bar com o trabalho na recepção de um hospital particular antes de se aposentar há seis anos. Não é o teleférico que empolga Laerte: "É obra de faraó. Não era preciso. É para fins eleitoreiros."

Ele está animado com o alargamento da rua principal do Morro do Alemão, exatamente o que levou à demolição de seu bar: "Para mim, a estrada vai ser muito boa, porque os micro-ônibus vão poder atravessar o morro e ir para outros bairros." Hoje o que há são Kombis que chegam até a metade do morro e têm de dar meia-volta, porque a rua acaba.

Reeleição. "Ainda não vi governo igual a esse", elogia Laerte. "Para mim, foi o melhor. Pobre agora pode ter eletrodomésticos, por causa das facilidades que ele obrigou as empresas a dar para os trabalhadores." Laerte gostaria que Lula continuasse na Presidência, mas reconhece que isso não é permitido pela lei. Ele votou em José Serra em 2002, gostou do primeiro mandato de Lula e votou nele em 2006. Agora, votará em Dilma Rousseff. "Se ela fizer pelo menos metade do que ele fez, ou continuar com o trabalho dele, já tá bom. Ela sendo eleita, ele vai continuar por trás."

Laerte acredita que, mesmo se o resultado for outro, o PAC não deve parar: "O dinheiro é federal. Vai ter de ter continuidade. Até Serra vai continuar. Ninguém vai querer perder essa chance. Serra não está sendo contrário à obra de Lula."

Laerte não fala em causa própria: para o seu negócio, "a diferença foi mínima" no decorrer dos últimos anos; sua aposentadoria de R$ 780 não aumentou e o reajuste "não vale nada", avalia. "Estou dizendo o País em geral, que teve melhora ampla."

Sua mãe, Laura Pereira Quaresma, de 87 anos, concorda: "Ele está fazendo muitas coisas." Laura diz que é bem atendida no posto de saúde, mas não vê diferença em relação a dez anos atrás, por exemplo. Ela recebe um salário mínimo de aposentadoria. "Para mim, que sou sozinha, tá bom", contenta-se Laura, viúva há quatro anos de um encarregado de limpeza aposentado. "Eu votaria no mesmo que está lá",diz Laura, que acredita que por causa da idade não a deixam votar mais (o que não é verdade).

Rogéria Pereira de Souza, de 43 anos, outra filha de Laura, tem há 4 anos um bar em frente à casa da mãe. "Graças a Deus não mexeram nem com meu bar nem com minha casa", diz ela, referindo-se ao alargamento da rua pelo PAC. Como Laerte, ela acha que as obras do PAC saem independentemente de quem se eleger. "(José) Serra não vai querer se queimar por causa de R$ 4,5 milhões."

Rogéria não tem dúvidas de que as condições de vida no Brasil estão melhorando: "Vamos pelo básico. Quando é que pobre comia alcatra, contrafilé, comprava coca-cola todos os dias? Antes, só comia galinha aos domingos. Ovo agora é opção, não necessidade." Para o almoço do Dia das Mães, no dia seguinte, o cardápio na casa de Laura incluiria: lombo de porco, bacalhoada, carne assada, feijão, arroz e macarrão ao alho e óleo. Além dos oito filhos e dos netos, os almoços na casa precisam ter muita comida por causa do movimento de vizinhos: "Todo mundo conhece a gente aqui", explica Laudelina Brum Rosas, a Dina, de 55 anos, outra filha de Laura. "Passam aqui e a gente dá (comida)."

"Até a educação melhorou", continua Rogéria. "As crianças não estudam melhor por falta de incentivo dos pais. O governo paga para os adolescentes estudar, e mesmo assim eles não querem." Por causa de seu bar, Rogéria tem contato direto com os jovens da favela. "Crio uma afinidade muito grande, o que não é bom, porque acontece alguma coisa com esses meninos, fico sentida, porque são gente boa. Estão lá não entendo por quê", diz ela, referindo-se ao envolvimento com o crime.

Seu marido, de 47 anos, trabalhava como agente comunitário de saúde, até ter um tumor raro diagnosticado há 5 anos, passando a viver de cama. Seu tratamento é feito no hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Fundão. Rogéria está contente com o serviço: "Não é fácil conseguir atendimento no Fundão, mas, na hora que precisa, faz todos os exames e recebe os medicamentos." Ela acha que muitas das queixas da população se devem ao fato de não conhecer a finalidade de cada unidade de saúde.

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Classe emergente festeja progressos! 'Estadão', patético, pede ao povo que não vote em Dilma!


Vejam que coisa patética e ridícula, este comportamento do 'Estadão'. O conservador jornal paulistano faz uma reportagem onde reconhece que os mais pobres melhoraram muito de vida durante o governo Lula, mas diz que 'não é necessário que votem em Dilma'!

Tem coisa mais esdrúxula do que isso?

Eta falta de vergonha na cara e dignidade desta nossa Grande Mídia reacionária e troglodita!!

Notícia:

Classe emergente festeja progressos

Com maior facilidade de crédito e elevação do poder aquisitivo, eles melhoraram de vida, mas não é necessário que votem em Dilma

de 'O Estado de S.Paulo'

Muitos eleitores de classe média baixa melhoraram de vida nos últimos anos, e associam seus progressos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No tabuleiro de acarajé do Zé da Chica, perto da praia de Itapuã, em Salvador, quatro integrantes dessa classe emergente se reuniram num fim de tarde para conversar com o Estado sobre a melhora em suas vidas - e as consequências dela nas suas escolhas na eleição presidencial deste ano.

O taxista Luis Estrela, de 34 anos, conta que "afundou em dívidas" entre 1998, no final do primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, e 2003, início do governo Lula. "O poder aquisitivo diminuiu muito", diz, e, com ele, o movimento de passageiros. "Tudo que eu tinha tive que botar na fogueira", recorda Luis. Em 2003, ele devia R$ 30 mil a duas financeiras. "Quando entrou o governo Lula, comecei a respirar." O número de passageiros foi aumentando - ele reconhece que também por causa da violência nos ônibus de Salvador - e os juros dos empréstimos caíram.

Luis reuniu todas as suas dívidas em um banco. "Zerei meu nome nos bancos, cartões de crédito e celular." Comprou um terreno com uma construção por R$ 7 mil à vista e terminou a casa com um empréstimo na Caixa Econômica Federal (CEF) de R$ 17 mil, pelo qual pagou R$ 23 mil, em 24 meses. Equipou a casa com TV de plasma, computador, máquina de lavar, geladeira nova e ar- condicionado. "Coisas que nunca pude ter noutros governos", diz ele. Luis instalou até um DVD player para os passageiros de seu táxi, que é arrendado.

O taxista afirma que ganha entre R$ 4 mil e R$ 4.600 por mês, e paga com facilidade a despesa mensal de R$ 3.500, incluindo o colégio da enteada de 12 anos, o sustento do filho de 1 ano e meio e um plano de saúde. "Graças a Deus, dá para manter uma situação muito boa."

"Para mim, melhorou muito", concorda Cristiane Caetano, de 31 anos, que fez curso técnico de enfermagem e é uma espécie de governanta na casa de duas irmãs de meia-idade. "Consegui financiar minha casa." Cristiane paga prestação de R$ 146 na CEF pelo seu apartamento, que se encaixa bem na sua renda de R$ 800 (salário mínimo de R$ 510 mais diárias de R$ 35, que faz noutras casas).

No dia em que conversou com o Estado, ela tinha colocado anúncio no jornal procurando emprego como enfermeira. "Mando currículo todo dia; nunca me chamaram, talvez por não ter experiência", diz Cristiane, formada há quatro anos em Itapetinga, sua cidade natal, a 562 km de Salvador. Ela não culpa o governo por não ter encontrado vaga em sua área. "Em Itapetinga, todo mundo que fez o meu curso está empregado", diz Cristiane, cuja mãe trabalha como enfermeira em um hospital da cidade. "Lá tem bastante emprego. Trabalhei seis anos na fábrica de sapatos da Azaléia. Meus quatro irmãos também. Mas toda vida quis morar em Salvador." Ela conseguiu seu primeiro emprego em 1999, na época de Fernando Henrique. Não tem opinião sobre o ex-presidente.

O namorado de Cristiane, funcionário da prefeitura de Pojuca, a 67 km de Salvador, não gosta do governo Lula. "Ele é contra o Bolsa-Família", explica Cristiane. "Fala que tem que dar trabalho. Só que muita gente não tem condições de trabalhar." Cristiane cita o caso de uma vizinha de sua família em Itapetinga, largada pelo marido com três filhos pequenos. Com o dinheiro do Bolsa Família, ela abriu uma venda em sua casa, e assim pode trabalhar e ao mesmo tempo cuidar dos filhos.

"Desde a eleição de Lula, facilitou muito", avalia o segurança Arlindo Barbosa da Silva Filho, de 50 anos. "Qualquer pobre tem condições de ter TV, micro-ondas... Antes era mais difícil." Arlindo foi demitido em 2008 de uma grande empresa em Salvador, onde trabalhara 18 anos. Recebeu R$ 46 mil do Fundo de Garantia, indenização e férias e outros R$ 3.800 de seguro-desemprego, em cinco parcelas. Deu R$ 40 mil de entrada num apartamento que vale R$ 120 mil, paga prestação de R$ 400 e cobra aluguel de R$ 500. Juntou o restante com suas economias, investiu quase R$ 20 mil numa casa que já possuía e aumentou o aluguel de R$ 400 para R$ 700.

Além disso, a pensão de sua sogra, cujo marido era ex-combatente da Marinha e funcionário do Correio, deu um salto no governo Lula. Ela recebe R$ 6 mil por mês, que repassa para a filha e o genro. Sua mulher está fazendo curso de publicidade. Como empregado, Arlindo ganhava R$ 700 líquidos. Agora, tira R$ 1.800, somando a renda de aluguéis de R$ 1.200 e os R$ 600 que ganha como motorista autônomo. "Esse governo é bom", resume. "Ficou mais fácil investir e conseguir crédito."

Arlindo tem um carro Vectra financiado em 36 meses, e paga R$ 418 por mês. "Com trabalho honesto, querendo, conseguem-se as coisas." Cristiane completa: "E nome limpo." Ela conta que uma amiga vendedora de produtos Avon comprou um carro. O marido desconfiou e foi averiguar. Explicaram que ela tinha rendimento e nome limpo.

No transcurso do governo Lula, José Antonio dos Santos Vieira, o Zé do Acarajé, de 45 anos, transformou-se em arrendatário e pequeno empresário. Ele abriu seu primeiro ponto de acarajé em Piatã há 16 anos, mas só contratou o primeiro funcionário em 2002. Hoje, tem 10 funcionários, e do ano passado para cá abriu mais dois pontos.

Formado em educação física, Zé do Acarajé é professor da rede estadual. Em 2007, fez empréstimo consignado de R$ 13 mil como servidor estadual no Banco do Brasil e transformou o sobrado em que vivia em sete unidades residenciais, que aluga por R$ 1.700. Paga R$ 380 de prestação. Pegou dinheiro emprestado com sua cunhada, comprou terreno e construiu casa num condomínio na Estrada Velha do Aeroporto. Em sua nova casa, montou uma cozinha industrial. Financiou também a compra de sua picape Saveiro e de um Gol para a filha, que estuda engenharia de produção. Outra faz ciências contábeis. "O governo federal ajudou quando segurou os juros", analisa Zé do Acarajé, que faz último ano de direito. "Se não tivesse essa facilidade de financiamento, eu não teria conseguido fazer o que fiz."

Os entrevistados não gostam de Lula apenas porque melhoraram de vida durante seu governo. "Esse presidente foi o primeiro que teve coragem de mandar prender corruptos, que mostrou os bastidores da política", cita Luis. "Não é que mandou prender, não mandou soltar", assinala Zé do Acarajé. "A Polícia Federal agora está trabalhando", acrescenta Arlindo. "Lula enfrentou os empresários em favor das pessoas de baixa renda. Antes o governo era muito do lado da classe alta. Lula foi o primeiro que olhou para o Nordeste, que era esquecido."

Apesar de estarem satisfeitos com Lula, nem todos definiram em quem vão votar em outubro. "Embora esteja contente com esse governo, ainda tem muito que melhorar, principalmente na educação", diz Zé do Acarajé. "Mesmo gostando de Lula, ainda não escolhi meu candidato", afirma Cristiane. "Não sou ligada em política. Só parei para prestar atenção em Lula porque senti a mudança, que foi um choque mesmo."

"Ainda é cedo para tecer opinião em relação a candidato", declara Arlindo. "Estou em dúvida ainda. Não gosto muito de política. Eu sou Lula. Minha opinião pode mudar até setembro." Luis é bem mais assertivo: "Com o que a gente tinha antes, muda não." Ele já escolheu: "Quero que continue o pessoal de Lula, Dilma. Se continuar como está, já é muita coisa. Não quero que piore. Do jeito que está, está bom demais."

Link:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100530/not_imp558917,0.php

Cepal diz que Governos precisam garantir renda básica à população e defende programas como o Bolsa-Família!


Governos precisam garantir renda básica à população, defende comissão

do Invertia/Terra Economia

Além de recomendar maior participação do Estado na economia, o documento A Hora da Igualdade. Brechas a fechar, caminhos por abrir, lançado pela Comissão Econômica para Países da América Latina e Caribe (Cepal), propõe que os governos adotem programas sociais não contributivos como forma de distribuir renda e melhorar as condições sociais da população dos países da região. É a primeira vez que a Cepal recomenda o sistema de proteção social básica, como o Bolsa Família, por exemplo, os governos dos países latino-americanos e caribenhos.

A Cepal calcula que a adoção, por exemplo, de um programa de renda básica na Argentina, no Uruguai, Chile, na Costa Rica e no Panamá custaria aos cofres públicos entre 1% a 3 % do Produto Interno Bruto (PIB) de cada país. Esse programa incluiria o beneficio da renda básica para as famílias com pessoas menores de 14 anos, com mais de 65 anos e com desempregadas.

O coordenador da Divisão de Desenvolvimento Social da Cepal, Fernando Filgueira, elogiou o Brasil por ter o Sistema Único de Saúde (SUS), criado em 1990. Ressaltou, porém, que o sistema previdenciário brasileiro é deficitário e segmentado.

"Os países precisam substituir, cada vez mas, seus sistemas segmentados e contributivos, por sistemas universais de proteção básica. O Brasil avançou muito, mas ainda não conseguiu resolver o problema da desigualdade", destacou Filgueira. O encontro da Cepal reúne representantes dos 53 países para debater sobre o desenvolvimento econômico, social e ambiental da região e estabelecer prioridades para os próximos dois anos.

Link:

http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201005302044_ABR_79019284&idtel=

Mercado eleva estimativa de avanço do PIB pela 11ª semana! Crescimento da economia previsto para 2010 é de 6,47%!


Mercado eleva estimativa de avanço do PIB pela 11ª semana

do Invertia/Terra Economia

Analistas de mercado consultados pelo Banco Central (BC) ampliaram pela 11ª semana consecutiva a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Segundo boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, o avanço estimado é de 6,47%, ante 6,46% na semana anterior.

Além da projeção para o PIB, consta do boletim Focus a expectativa para a produção industrial, que neste ano deve ter crescimento de 11%, contra os 10,90% previstos anteriormente. Para o próximo ano, a estimativa de expansão da produção industrial foi mantida em 5%.

A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi alterada de 41% para 41,10%, em 2010, e de 39,50% para 39,70%, em 2011. A expectativa para a cotação do dólar permaneceu em R$ 1,80, neste ano, e em R$ 1,85, em 2011.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 14,54 bilhões para US$ 15 bilhões, neste ano, e permaneceu em US$ 4,5 bilhões, em 2011.

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) neste ano, os analistas alteraram a estimativa de US$ 48,05 bilhões para US$ 48,10 bilhões. Para 2011, foi ajustada a projeção de déficit de US$ 57 bilhões para US$ 57,97 bilhões.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) passou de US$ 37 bilhões para US$ 36,50 bilhões, neste ano. Para 2011, foi mantida a previsão de US$ 40 bilhões.

Com informações da Agência Brasil.

http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201005311126_RED_SPE64U02W

Açúcar Guarani/Petrobras paga R$ 345 milhões por usina Mandú!


Açúcar Guarani paga R$ 345 milhões por usina Mandú

Esse é a primeira aquisição feita pela empresa desde que a Petrobras entrou como sócia

André Vieira, iG São Paulo

A Petrobras começa a mostrar sua força no setor de açúcar e álcool. Nesta manhã de segunda-feira, a Açúcar Guarani, empresa na qual a estatal acabou de entrar como sócia, anunciou a compra da Usina Mandú, por R$ 345 milhões. A Cosan e a Bunge eram apontadas como potenciais interessadas pela usina, em Guaíra, interior de São Paulo.


"A aquisição é outro passo na estratégia da Guarani para a ampliação de sua atuação na indústria de cana-de-açúcar do Brasil", afirma a empresa, em comunicado. Com a aquisição, a Guarani aumenta em mais 3,5 milhões de tonelada sua capacidade de moagem.

Com isso, a empresa, que é controlada pelo grupo francês Tereos e a Petrobras, terá capacidade de 20,6 milhões de toneladas, condição que a coloca entre as quatro maiores do País, atrás da Cosan, Bunge e LD Commodities. A compra foi feita pela controlada da Guarani, Cruz Alta Participações S.A.

A Mandú fazia parte da Crystalsev, a trading que pertencia à Santelisa Vale. Com produção de 60% etanol e 40% açúcar, a usina terá condições de cogerar 12 MW de eletricidade nesta safra.

Link:

http://economia.ig.com.br/empresas/agronegocio/acucar+guarani+paga+r+345+milhoes+por+usina+mandu/n1237647179964.html

Odebrecht cria joint venture com gigante europeu EADS no campo da Defesa!


Odebrecht cria joint venture com gigante europeu no campo da Defesa

Trata-se de um acordo de gigantes - a Odebrecht é um dos três maiores grupos empresariais do País e a EADS é a segunda maior corporação do mundo no campo de Defesa

Roberto Godoy, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A organização Odebrecht e o conglomerado europeu EADS DS - Defence & Security, anunciaram esta manhã, em Munique, na Alemanha, a criação de uma joint venture destinada a operar junto às Forças Armadas, organizações governamentais e indústrias nacionais. A nova empresa será instalada em São Paulo.

É um acordo de gigantes - a Odebrecht é um dos três maiores grupos empresariais do País e a EADS é a segunda maior corporação do mundo no campo de Defesa, produtos e serviços militares. De acordo com o superintendente da Odebrecht Industrial, Roberto Simões, "a EADS DS é um parceiro com amplo interesse em transferência de tecnologia avançada".

Simões destacou as capacidades da Odebrecht em projeção geopolítica, marketing internacional e ações comerciais de grande porte."É também uma plataforma de exportações de olho no futuro", disse, lembrando que a EADS pretende ter uma forte atuação - inclusive de produção - fora da Europa até 2020.

O valor do investimento inicial da joint venture será definido até 15 de julho, da mesma forma que a nova marca.

O presidente da EADS DS, Stefan Zoller, disse que o negócio "é a comprovação de nosso compromisso com o Brasil no sentido de criar uma base industrial local por meio de uma cooperação de longo prazo que inclui a transferência de tecnologias".

Os dois parceiros mantém importantes contratos no Brasil no campo da Defesa. A EADS vai fornecer 51 helicópteros pesados para a Marinha, o Exército e a Aeronáutica. Todos serão produzidos na fábrica da Helibrás, em Itajubá (MG). O contrato é da ordem de R$ 1,8 bilhão. A Odebrecht é a parceira dos armadores franceses DCNS no programa Pro Sub, do qual resultarão um estaleiro, uma base naval, quatro submarinos Scorpéne, de propulsão diesel-elétrica e um submarino nuclear - um pacote de cerca de 6,7 bilhões de euros.

Link:

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,odebrecht-cria-joint-venture-com-gigante-europeu-no-campo-da-defesa,20616,0.htm

Confiança na indústria sobe e fica no terceiro maior nível da série!


Confiança na indústria sobe e fica no terceiro maior nível da série

da Folha.com

A confiança na indústria elevou-se em 0,7% entre abril e maio de 2010, ao passar de 115,3 para 116,1 pontos, considerando-se dados com ajuste sazonal. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Este é o terceiro maior nível da série iniciada em abril de 1995, ficando abaixo somente dos índices de novembro de 2007 e março passado (116,9 e 116,5 pontos, respectivamente).

Segundo a FGV, o resultado do ICI (Índice de Confiança da Indústria) revela que o mercado interno continua aquecido em maio.

Em relação aos meses seguintes, "as expectativas, que vinham se tornando menos otimistas nos dois meses anteriores, voltaram a melhorar, embora ainda estejam menos favoráveis que no início do ano", informa em nota.

Já o ISA (Índice da Situação Atual) recuou 0,7% em maio, após 15 meses consecutivos de elevação. Ainda assim, o nível de 119,2 pontos supera o da média registrada no primeiro quadrimestre de 2010 (115,8 pontos).

Já no caso do IE (Índice de Expectativas), a situação é oposta: apesar do avanço de 2,7% em maio, de 110,5 para 113,0 pontos, o índice encontra-se em patamar inferior ao da média dos quatro primeiros meses do ano (114,8 pontos).

O indicador que mede a satisfação com o nível atual da demanda foi o único que evoluiu favoravelmente, entre abril e maio, dos três componentes do ISA. O forte aquecimento da demanda doméstica influenciou o resultado deste indicador, que alcançou 120,8 pontos, o maior desde julho de 2008 (122,4 pontos).

A proporção de empresas que consideram o nível de demanda atual como forte diminuiu de 27,5% em abril para 27,1% em maio de 2010, enquanto a parcela das que o avaliam como fraco reduziu-se de 7,8% para 6,3%.

Em maio, as expectativas para os meses seguintes são mais favoráveis do que as de abril em todos os quesitos que compõem o IE, com destaque para a produção prevista.

Das 1.199 empresas consultadas, 40,5% preveem aumento da produção no trimestre maio-julho e 11,3%, redução. Em abril, estes percentuais haviam sido de 38,4% e 13,2%, respectivamente.

O nível de utilização da capacidade instalada de 85,1% registrou decréscimo entre abril e maio, ao passar de 85,1% para 84,9%. O indicador atual supera a média registrada nos quatro primeiros meses deste ano (84,3%) e a média desde 2003 (83,0%), mas ainda encontra-se abaixo da média dos 12 meses anteriores à crise de setembro de 2008 (85,9%).

Link:

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,confianca-da-industria-sobe-0-7-em-maio-e-atinge-3o-maior-nivel-em-15-anos,not_20597,0.htm

Inadimplência das empresas têm queda recorde!


Inadimplência das empresas bate recorde de queda

Recuo de abril sobre março é o maior para a relação entre estes mesmos meses desde 2004, indica Serasa

iG São Paulo

A inadimplência das empresas recuou 15,3% na variação de abril sobre março de 2010, segundo Indicador Serasa Experian divulgado nesta segunda-feira. Foi a maior queda para a relação entre estes mesmos meses desde 2004, quando houve recuo de 15,1%.

De acordo com os técnicos da Serasa, a queda foi influenciada pelo efeito calendário - abril teve 3 dias úteis a menos que março-, e pelo do fato de que as dificuldades dos negócios estão diminuindo em decorrência do mercado interno aquecido, "que gera receitas suficientes para honrar os compromissos atuais e resgatar as pendências passadas".

No 1º quadrimestre de 2010, em comparação com o mesmo período de 2009, a queda na inadimplência das empresas foi de 9%, sendo também a maior queda nesta relação desde 2004/2003, quando o recuo havia sido de 17,8%.

Na comparação de abril de 2010 com abril de 2009, por sua vez, a inadimplência das empresas registrou decréscimo de 6,5%. Foi o menor percentual na comparação anual desde abril de 2004. No quarto mês daquele ano, a queda foi de 22,2% ante abril de 2003. "Cabe lembrar que 2004 foi um período favorável para a economia brasileira, ano em que o PIB cresceu 5,7%, o crédito com recursos livres para as empresas evoluiu 16,6%, com baixa inadimplência, que regrediu 19,4% sobre 2003."

A perspectiva dos economistas é de que a inadimplência das empresas continue em queda por todo o segundo semestre, buscando seu patamar histórico. A oferta de crédito tende à normalização gradual.

Link:

http://economia.ig.com.br/empresas/inadimplencia+das+empresas+bate+recorde+de+queda/n1237646748468.html

Brasil deve registrar 2º maior crescimento global no 1o. trimestre de 2010!


Brasil deve registrar 2º maior crescimento global

Mercado projeta que País ocupará o 2º lugar no ranking das maiores taxas de crescimento do mundo no primeiro trimestre

da Agência Estado

O Brasil deve ocupar o segundo lugar no ranking das maiores taxas de crescimento do mundo no primeiro trimestre, à frente até mesmo da China. O dado oficial só será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira da semana que vem, mas, levando-se em conta as projeções do mercado financeiro, já é possível cravar que o País será um dos líderes em expansão no período.

O Itaú Unibanco, por exemplo, estima uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 3% nos três primeiros meses do ano, na comparação com o quarto trimestre do ano passado. É uma das projeções mais elevadas de todo o mercado. Em um cálculo anualizado - ou seja, assumindo que o ritmo se manteria pelo resto do ano -, seria o equivalente a crescer 12,6% em 2010.

Para ter uma ideia, a China se expandiu a um ritmo anual de 11,2% entre janeiro e março. O líder do ranking deve ser a �?ndia, que avançou a uma taxa anual de 13,4%. Os Estados Unidos, que ainda lutam para se recuperar da forte crise que atingiu o país em 2008, cresceram 3%.

O economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, observa que há risco de a expansão brasileira no trimestre ser ainda mais forte. O departamento econômico da instituição calcula a alta do PIB mensalmente. Considerando os resultados de janeiro, fevereiro e março nesse levantamento, o crescimento no trimestre seria de 3,6%. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Link:

http://economia.ig.com.br/brasil+deve+registrar+2+maior+crescimento+global/n1237646719101.html

domingo, 30 de maio de 2010

Brizola Neto: O perigo da volta do Serra que “já foi!



O perigo da volta do Serra que “já foi”

por Brizola Neto

O projeto que a direita brasileira traçara, cuidadosamente, para tentar retormar o poder total – porque totalmente do poder ela jamais saiu – está arruinado.

A essência deste projeto era a desinformação e o esfriamento do debate político. O desconhecimento de Dilma, o seu quase anonimato, era o seu trunfo. E, convenhamos, isso correspondia a uma realidade.

Um realidade que prevaleceria, se dependesse apenas do processo político convencional, inclusive das estruturas partidárias que apóiam Dilma, perdidas em composições eleitorais, disputas por “cabeças de chapa” e disputas de “espaço interno”. As estruturas políticas convencionais da nossa “esquerda” estão acomodadas, sofrendo da “modorra” criada por anos de governo, de cargos, de praticar uma política que, embora diferente do ponto de vista dos seus objetivos, ia se tornando semelhante, em matéria eleitoral, à dos políticos conservadores.

Alguns fatores, porém, mudaram esta situação.

O primeiro, e mais importante deles, é que Lula nem de longe trabalhou com a tese de que seu retorno ao poder em 2014 fosse o objetivo central e, portanto, nunca adotou a posição de d’après moi le deluge (depois de mim, o dilúvio, que teria sido uma frase dita por Luís XV, rei da França). E olhem que isso não é raro com governantes populares e bem avaliados, e os mais velhos podem traçar paralelos com o que ocorreu com JK.

Ao contrário. Lula, desde o momento em que escolheu Dilma sinalizou que quem enfrentaria o processo eleitoral não seria o PT ou os partidos da base do Governo, mas ele, pessoalmente. Ele, que pela sua origem e estatura, sabe que o sucesso de seu governo deveu-se não à máquina, mas a si mesmo, quis alguém externo à máquina partidária, que não tinha como desafiá-lo e a quem não restava alternativa de, mesmo sem grande ânimo, senão aderir – para alguns com certo contragosto – à candidatura Dilma.

Tenho certeza que foi enorme o sofrimento pessoal do presidente ao sacrificar Ciro Gomes- que não apenas foi um aliado fiel como é uma figura humana cativante – em nome desta identificação única: Lula é Dilma e Dilma é Lula.

E Lula enfrentou, pra valer, o processo eleitoral. Expôs-se até ao um risco de quebra de sua “unanimidade”, jamais recolheu-se a uma falsa posição de árbitro ou de alheio ao processo, não seguiu o modelo “Bachelet” de manter-se um tanto quanto afastado da dinâmica eleitoral para que um eventual insucesso eleitoral não maculasse sua “canonização” política, o que era algo tão forte que até mesmo Serra – o prévio Serra – não hesitava em exaltar.

Ficou claro o que Lula queria deixar claro: Lula é Dilma e Dilma é Lula.

O segundo fator foi, por conta disso, a lucidez do povo brasileiro. Na sua simplicidade, soube – e está sabendo cada vez mais – ler o que dizia o presidente e corresponder a este entendimento. A adesão à candidatura Dilma espalhou-se como uma imensa hera, incontrolável, por vezes – para escândalo dos sabichões elitistas – de forma aparentemente irracional (mas, no fundo, totalmente lógica e razoável, por identificação a um momento novo na vida do país). Era “a muié do Lula”, termo que nossos “punhos de renda” desprezavam, mas que para o nosso povão, na sua sincera e genial compreensão, resumia perfeitamente o significado da candidatura que ele propunha às massas. Ah, como este nosso povo é lúcido quando os líderes se oferecem a ele como referência!

Ficou-lhe claro que Lula é Dilma e que Dilma é Lula.

O terceiro fator, menos importante do ponto de vista de massas, mas importantíssimo para que o debate formal e midiático não ficasse totalmente sob as rédeas da direita – como sempre aconteceu – foi esta nossa incipiente comunicação via web. As manobras, a parcialidade da mídia, as manipulações das pesquisas, tudo isso que sempre se fez impunemente nos processos eleitorais, de repente, viu-se sob o crivo de dezenas de milhares de olhos e suas contradições foram expostas, escritas num lugar em que centenas de milhares ou até milhões de pessoas poderiam ver.

Se a crise do capitalismo mundial abalou o mundo do pensamento único, foi aqui – e não na mídia convencional – que os outros pensamentos, as outras análises, os outros enfoques, as outras verdades encontraram o seu canal de expressão aberta, já não mais restritas aos circulos acadêmicos, partidários, corporativos.

Uma leitora, num depoimento que me comoveu profundamente, disse outro dia aqui que tinha largado as panelas do jantar de sua família para ler uma determinada análise política. Será que os nossos analistas políticos se dão conta do que vem a ser isso? Será que se dão conta do sentido sublime e genial desta participação de alguém que, para eles, é uma pessoa amorfa, conduzida de forma inciente pelo marketing?

A mudança de posição de Serra, abandonando o “lulismo”, tem dois significados.

O primeiro é que desabou a pretensão da direita de, sob mil artifícios de mídia e de pesquisas (e ambas se confundem, não é?), inaugurar a campanha eleitoral, com o “favoritismo” de Serra. Este favoritismo seria sua legitimação. Seria sua “ligação com o povo”, que o absolveria de ser, como é, o candidato anti-povo.

Ele a perdeu. Ele está fadado a começar a campanha como o candidato das elites , do “grand-monde” , ordem interna e da obediência externa.

E isso quer dizer que seu “teto” baixou para algo como os 30% dos votos que a direita, em geral, consegue reunir em qualquer pleito eleitoral. São estes que Serra busca consolidar. Ninguém ache que o sentimento anti-Lula se resuma aos 5 ou 6% que aparecem como avaliação de “ruim e péssimo” nas pesquisas sobre seu Governo. Ele é correspondente, isso sim, aos 24 ou 26% que não são classificados como “aprovação”.

Você mesmo pode verificar entre o seu círculo de relacionamentos que os que classificam o Governo como “razoável” são, em geral, eleitores do candidato anti-Lula.

Mas não se ganha eleição com 25 a 30%.

É preciso criar uma crise que desestabilize esta tendência natural.

Econômica, seria o ideal. Mas o caminho para isso parece estar fechado pela pujança que a economia brasileira tem, neste momento e, ao que tudo indica, terá nos próximos meses.

Resta a crise institucional. E ai, já vimos que estamos diante de alguém desligado de qualquer princípio ético e moral, que é capaz de mentir, de camuflar, de esconder ou de intrigar de todas as formas.

Nosso dever, aqui nesta nossa pequena janela que lança luz sobre os fatos, é não descuidar e nunca achar que o inimigo está derrotado. Porque ele não segue as regras do jogo democrático e eleitoral.

Vamos vencer, sim. Mas o preço desta vitória ainda nos será muito caro. Virão ainda mil e uma armações, além das que já estão em curso.

Talvez nos sirva o preceito bíblico: vigiai e orai. Mas com um acréscimo: vigiai, orai e lutai.

Comecemos mais uma semana de combate, meus amigos.

Com a serenidade dos que têm a razão a seu lado.

Mas com a dedicação e coragem dos que sabem que estão lutando uma grande batalha histórica.

Link:

http://www.tijolaco.com/?p=16341

Comentários 'twitteiros', rápidos e objetivos!


1) O PSDB se transformou na versão tupiniquim do Partido Republicano de Bush/Cheney/Runsfeld. O PSDB não tem mais cura, não. Torço para que o PSDB vá para a lata de lixo da história, onde é o seu verdadeiro lugar!

2) Afinal, Serra é candidato à Presidência do Brasil ou da Bolívia? É bom ele se decidir logo, pois a eleição está se aproximando.

3) Eliane Cantanhêde está chorando pelo fim 'precoce' do DEM. Isso acontece porque o marido dela é um dos marketeiros do partido e ganha rios de dinheiro fazendo propaganda para o mesmo. Está explicado...

4) Serra disse que, se eleito, irá criar o Ministério da Segurança Pública. Eu já sei quem será o Ministro: Maluf, é claro. E no dia da posse, Maluf irá dizer que 'Agora, a Rota vai pra rua!' e que 'Bandido bom, é bandido morto!'.

5) Jorge Bornhausen afirmou, há alguns anos, que iria acabar com 'essa raça', referindo-se aos petistas... Mas, o partido mais próximo da extinção no Brasil, hoje, é o DEM, que ele mesmo comandou por muitos anos deste os tempos em que ainda se chamava PFL. "Triste" fim o do partido do banqueiro neonazista de Santa Catarina.