Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Vendas dos supermercados crescem 3,82% em maio, aponta Abras!


Vendas dos supermercados crescem 3,82% em maio, aponta Abras

da Folha.com

As vendas reais do setor supermercadista em maio de 2010 cresceram 3,82% em relação a maio de 2009, de acordo com a Abras (Associação Brasileira de Supermercados). Em comparação com abril deste ano, houve estabilidade, com 0,03%.

De acordo com a entidade, no acumulado dos cinco primeiros meses, as vendas do setor supermercadista registraram alta de 5,70%, na comparação com igual período de 2009. Os índices são deflacionados pelo IPCA do IBGE.

Em valores nominais, o índice apresentou crescimento de 9,24% em maio em relação a maio de 2009 e alta de 0,46% sobre abril deste ano. O acumulado nominal, nos primeiros cinco meses de 2010, chega a 10,98%, na comparação ao mesmo período do ano passado.

"O setor continua vendendo bem, mantendo a sua trajetória de crescimento dos últimos meses. Mas, em maio, alguns produtos com muito peso nas vendas apresentaram redução de preços (como foi o caso do açúcar e do leite longa vida). A cesta AbrasMercado apresentou deflação em três regiões do país", afirmou o superintendente da Abras, Tiarajú Pires.

Cesta

Em maio, o AbrasMercado, cesta de 35 produtos de largo consumo, analisada pela GfK, apresentou estabilidade em relação a abril deste ano. Já na comparação com maio de 2009, o AbrasMercado apresentou crescimento de 5,56%, passando de R$ 264,59 para R$ 279,31.

Os produtos com as maiores altas em maio, na comparação com abril, foram: cebola, com 14,44%; feijão, com 10,22%; e batata, com 2,97%. Já os produtos com as maiores quedas foram: tomate, com -20,47%; açúcar, com -4,46%; e leite longa vida, com -3,02%.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/759604-vendas-dos-supermercados-crescem-382-em-maio-aponta-abras.shtml

Indústria paulista eleva estimativa de alta do PIB para 7,5%!


Indústria paulista eleva estimativa de alta do PIB para 7,5%

MARIANA SALLOWICZ - da folha.com


A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) elevou sua estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano de 6,0% para 7,5%, segundo os dados divulgados nesta quarta-feira por Paulo Francini, diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas Econômicas) da entidade.

Essa revisão ocorreu devido ao resultado do indicador no primeiro trimestre, que mostrou alta de 2,7% ante os três meses imediatamente anteriores. "Se o PIB não crescesse nos próximos trimestres, o resultado deste ano já resultaria nessa alta [de 6,0%]", justifica.

A expectativa da Fiesp de expansão de 7,5% considera um crescimento de 1,0% em cada um dos próximos três trimestres deste ano, no confronto com o período imediatamente anterior.

Para Francini, a estimativa é até conservadora pois há o risco do crescimento superar esse patamar. Para 2011, a projeção é de elevação de 4,7%.

Em relação à indústria, o crescimento do PIB deve ficar em 11,6% neste ano e em 4,3% em 2011. O segmento que terá maior alta (12,6%) em 2010 deve ser a construção civil, de acordo com a Fiesp.

A entidade estima ainda que o país deverá encerrar o ano com US$ 189,5 bilhões de exportações e US$ 177,6 bilhões em importações. O saldo da balança comercial deve resultar, portanto, em US$ 11,9 bilhões.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/759673-industria-paulista-eleva-estimativa-de-alta-do-pib-para-75.shtml

Atividade da indústria paulista sobe 0,8% em maio!


Atividade da indústria paulista sobe 0,8% em maio

MARIANA SALLOWICZ - da Folha.com

A atividade da indústria paulista subiu 0,8% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). Na série sem ajuste, o INA (Indicador de Nível de Atividade) teve alta de 5,2%.

A alta de maio é a 15ª consecutiva, considerando que os dados de abril foram revisados e apontam alta e não mais queda, como a Fiesp chegou a divulgar.

Na comparação com maio do ano passado, que teve o desempenho afetado pela crise internacional, o indicador de atividade do setor registrou alta de 12,7%. No acumulado dos últimos 12 meses, houve expansão de 3,4% e, de janeiro a maio, de 15,5%.

As entidades revisaram o indicador de abril, de queda de 0,4% para alta de 0,7%, na comparação com março, na série com ajuste sazonal. Sem ajuste, a variação passou de retração de 5,6% para 3,6%.

O nível de utilização da capacidade instalada, que mensura o uso de máquinas e equipamentos nas indústrias, ficou em 82,9% no mês passado, ante 82,0% registrado em abril e 80,8% contabilizado no mesmo mês de 2009, considerando os dados sem ajuste sazonal.

O levantamento mostrou ainda que o total de salários pagos em maio, já descontada a inflação do período, teve alta de 0,3% na comparação com abril e de 7,7% no confronto com igual intervalo no ano passado.

Já as horas trabalhadas na produção subiram 0,5% sobre abril e 8,3% ante o mesmo mês de 2009. As vendas reais da indústria tiveram elevação de 2,3% no comparativo com o mês anterior e 12,5% ante maio do ano passado.

Sensor

O indicador que mostra a percepção dos empresários sobre as perspectivas da economia, mensurado pelo Sensor Fiesp, mostrou piora neste mês. O índice atingiu 55,1 pontos, ante 57,6 pontos verificados em maio. O sensor varia entre 0 e 100 pontos e números acima de 50 indicam otimismo.

Entre os itens que formam o índice, o que teve a maior pontuação foi investimento (59,9), seguido por emprego (58,3), mercado (56,8), vendas (52,1) e estoque (48,2).

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/759645-atividade-da-industria-paulista-sobe-08-em-maio.shtml

Governo confirma uso do FGTS na capitalização da Petrobras!


Governo confirma uso do FGTS na capitalização da Petrobras

HUMBERTO MEDINA - da Folha.com

O governo decidiu manter a possibilidade de uso dos recursos de FGTS no processo de capitalização da Petrobras. Isso significa que trabalhadores que têm ações da estatal, adquiridas com recursos do FGTS, poderão usar até 30% do fundo na compra (subscrição) de novos papéis durante o processo de capitalização da empresa para exploração da camada do pré-sal.

A lei da capitalização foi sancionada nesta quarta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente vetou um único ponto do projeto. Os chamados "campos maduros" (campos terrestres em desenvolvimento ou produção) não poderão ser devolvidos pela Petrobras para serem licitados novamente e compor o pagamento que a estatal fará à União pela cessão onerosa de 5 bilhões de barris de petróleo.

O projeto, da forma como foi aprovado pelo Congresso, previa que apenas produtoras independentes de petróleo e gás pudessem participar da licitação desses campos. Após a sanção, no entanto, esses campos permanecem com a Petrobras, como queria a estatal.

O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse que a assinatura dos contratos de cessão onerosa dos barris de petróleo da União à Petrobras (parte do processo de capitalização) deverá acontecer até 31 de agosto.

O pagamento que a estatal fará a União deverá ser concluídos até o final de setembro.

Recentemente, a estatal petrolífera anunciou o adiamento da capitalização para setembro. Para não atrapalhar a oferta de ações, a estatal queria realizar a operação no fim de julho. A estatal foi convencida, porém a postergar essa oferta e aguardar a conclusão do laudo de avaliação da ANP (Agência Nacional do Petróleo) sobre as reservas da União não licitadas do pré-sal --que serão cedidas à Petrobras e usadas para capitalizar a companhia

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/759575-governo-confirma-uso-do-fgts-na-capitalizacao-da-petrobras.shtml

Trabalhadores espanhóis se mobilizam contra perdas salariais e de direitos!


Greve no metrô causa novo dia de caos em Madri

DA FRANCE PRESSE, EM MADRI

da Folha.com

A continuação da greve dos trabalhadores do metrô de Madri provocou nesta quarta-feira um segundo dia de caos na capital espanhola, com grandes engarrafamentos e ônibus cheios de passageiros.

A linha de acesso ao aeroporto de Madri-Barajas continuava fechada.

"Não há trens", anunciava um cartaz na entrada da estação de metrô Ruben Darío, no centro da capital.

Os funcionários da empresa madrilenha de metrô protestam contra um corte de salários de 5% anunciado pelo governo regional de Madri, que gere o metrô, como parte das medidas de austeridade contra a crise.

O governo regional tomou medidas disciplinares contra 200 empregados por não terem respeitado o serviço mínimo obrigatório de 50% previsto nos casos de greve.

O metrô de Madri transporta 2 milhões de passageiros diariamente.

Os funcionários, reunidos hoje em assembleia geral, decidiram continuar a greve quinta e sexta-feira, mas prometeram que assegurarão desta vez o serviço mínimo.

Os trabalhadores decidiram interromper a greve sábado, domingo e segunda-feira e deverão reunir-se novamente para decidir sobre sua continuação, sem excluir a possibilidade de uma greve com prazo ilimitado.

Quatro funcionários não grevistas do metrô ficaram feridos nesta quarta-feira ao se dirigir ao trabalho, atacados por cinquenta trabalhadores em um piquete de greve, segundo a empresa do metrô madrilenho.

O governo regional, presidido pela direita, prevê alugar ônibus privados para compensar a greve das 12 linhas de metrô.

O porta-voz do governo regional, Ignacio González, reconheceu que "não haverá uma solução" enquanto os sindicatos mantiverem suas posições "absolutamente radicais".

A número dois do governo central socialista, María Teresa Fernández de la Vega, pediu à governadora conservadora da região, Esperanza Aguirre, que "assuma suas responsabilidades" e negocie.

O descontentamento social aumenta na Espanha frente às medidas de austeridade e à reforma trabalhista decidida pelo governo socialista de José Luis Rodrígurz Zapatero.

Depois de uma greve geral na terça-feira no País Basco (norte), estão previstas manifestações nesta quarta-feira em todas as regiões, convocadas pelos dois principais sindicatos, UGT e CCOO, para protestar contra esta reforma, que busca "dinamizar" o mercado de trabalho em um país no qual a percentagem de desemprego supera os 20%.

Para as duas maiores centrais sindicais do país, trata-se de "esquentar os motores" com uma série de modificações contra uma reforma considerada "prejudicial" para os assalariados, antes da greve geral prevista para 29 de setembro no nível nacional.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/759700-greve-no-metro-causa-novo-dia-de-caos-em-madri.shtml

Indústria investiu mais em 2008, apesar do forte impacto da crise, diz IBGE!

Indústria investiu mais em 2008, apesar do forte impacto da crise, diz IBGE

da Folha.com

A empresas do setor industrial investiram mais em 2008, apesar do forte impacto da crise registrado no último trimestre daquele ano. Os investimentos chegaram a R$ 137,9 bilhões, com crescimento nominal de 18,1% ante 2007. Os dados são da Pesquisa Industrial Anual, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O maior volume dos gastos com investimentos foi destinado, em 2008, à aquisição de máquinas e equipamentos --51%, mesmo percentual de 2007. Tal despesa é vista como indispensável por economistas para ampliar a capacidade de produção da economia e afastar, assim, restrições de oferta que possam levar ao aumento da inflação.

Do total investido, 32% ficou com móveis, microcomputadores e outros equipamentos. Uma outra parcela considerável também foi alocada para a compra de terrenos e edifícios --12%.

Segundo o IBGE, 3% teve como destino a compra de veículos e 2% foram gastos em outras aquisições, produção própria e melhorias.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/759283-industria-investiu-mais-em-2008-apesar-do-forte-impacto-da-crise-diz-ibge.shtml

Mercadante conta em livro como governo Lula conciliou crescimento e justiça social!

Mercadante conta em livro como governo Lula conciliou crescimento e justiça social

da Livraria da Folha - na Folha.com


Mercadante mostra como se deu a transformação promovida pelo PT

Lançado na noite de ontem (29), "Brasil: A Construção Retomada" (Terceiro Nome, 2010), do senador e candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, apresenta um balanço dos oito anos do governo Lula, com início em 2003.

A obra é um documento completo das propostas políticas colocadas em prática nesses dois mandatos presidenciais. No prefácio, Luiz Inácio Lula da Silva reafirma que o Brasil pode alcançar o posto de quinta economia mundial até 2016, segundo previsão do Banco Mundial.

A cada capítulo, Mercadante registra e justifica as medidas que permitiram com que o país nos últimos oito anos aumentasse a renda média dos brasileiros.

O senador também descreve como o governo petista conciliou crescimento econômico e maior justiça social e mudou sua imagem no cenário internacional.

Além do teor econômico que pauta o volume, ele avalia os desafios e progressos nacionais nas áreas social, política, ambiental, energética, da defesa, das relações exteriores ao marco regulatório do pré-sal.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/759542-mercadante-conta-em-livro-como-governo-lula-conciliou-crescimento-e-justica-social.shtml

Roda Viva: Dilma mostra firmeza e desmonta “lenda” da oposição!

Roda Viva: Dilma mostra firmeza e desmonta “lenda” da oposição

do Vermelho, no 'Viomundo'

A candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, esteve nesta segunda-feira (28) no estúdio da TV Cultura, em São Paulo, onde gravou sua entrevista ao programa Roda Viva. A ex-ministra chegou à sede pouco depois das 18h. Dilma é a terceira candidata presidencial a participar do programa. Os candidatos José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) também já foram sabatinados pelo pool de jornalistas convidados pelo programa.

Mediado pelo jornalista Heródoto Barbeiro, o Roda Viva desta segunda teve como entrevistadores os jornalistas Germano Oliveira (Chefe de redação da sucursal do jornal O Globo, em São Paulo), Luiz Fernando Rila (editor-executivo e coordenador da cobertura eleitoral do Grupo Estado), Sérgio Dávila (editor-executivo do jornal Folha de S. Paulo) e Vera Brandimarte (diretora de redação do jornal Valor Econômico).

Mesmo sendo encostada na parede muitas vezes com perguntas incisivas, a candidata petista não deixou perguntas no ar e mostrou firmeza nas respostas e conhecimento dos assuntos abordados. Com isso, desmontou uma “lenda” criada pelos oposicionistas de que ela não estaria preparada para participar de sabatinas como a do Roda Viva e que estaria “fugindo” do debate.

A ex-ministra aproveitou a rodada de perguntas para falar sobre a atribuição de que não teria competência para para ser presidente: “Concordo que não tenho experiência eleitoral, mas até acho positivo. Tenho aprendido muito em termos de retorno da população. Entendo que muitos queiram dizer que eu sou um poste, mas isso não me transforma num poste”, disse Dilma.

Entre outros temas, a candidata defendeu as reformas tributária e política, negou que sua campanha estivesse por trás de qualquer “dossiê” contra adversários e disse ser a favor da união civil entre homossexuais.

Leia os principais trechos da entrevista da ex-ministra:

À sombra de Lula

- O presidente sempre será uma das pessoas mais importantes desse processo. [...] Vou querer muito que o presidente me aconselhe, até porque tenho uma relação forte com ele. Lula jamais seria capaz de ter um tipo de interferência [em um possível governo Dilma. [...] Vou querer que o presidente me ajude a aprovar reformas importantes e que ele participe do conselho, mas terei certeza de que ele participará como ex-presidente.

Dossiê

“Se há dossiê, porque até agora eu não vi papel nenhum, se foi feito, não foi pela minha campanha. [...] Até hoje não vi nenhum papel sobre isso. [...] Lanzetta era uma empresa contratada para fornecer pessoal. A gente indicava e ele fornecida uma análise de mídia. Não somos responsáveis pelo o que uma empresa terceirizada [faz]. Nós não somos os únicos clientes [da empresa]. [...] Não podemos aceitar acusações sem provas. Quem acusa é que prova. [...] É importante que o jornal (Folha) mostre os documentos ao público. Enquanto não mostrar as provas, é uma acusação infundada. Não podemos aceitar acusações sem provas”.

Aborto

“Sempre digo uma coisa: não acredito que tem uma mulher que seja a favor do aborto. Não acho que as mulheres fazem aborto porque são a favor. [...] O que eu acho é que mulheres têm o direito de fazer [o aborto] na rede pública porque não se pode deixar, e tem de deixar acessível. Mulheres ricas vão à clínica, as pobres usam a agulha de tricô. Eu protesto que alguém seja a favor do aborto”.

Homossexuais

“Sou a favor da união civil [entre pessoas do mesmo sexo]. A questão do casamento é uma questão religiosa. Eu como indivíduo me posicionaria sobre a religião. Agora, os direitos civis básicos, como aposentadoria, têm de ser reconhecidos de forma civil”.

“Poste”

“Experiência administrativa eu tenho bastante. Presidi o conselho da Petrobras, fui secretária da Fazenda e sempre fui dessa área de energia. [...] Agora, concordo contigo. Eu não tenho experiência eleitoral. Mas fico pensando se isso não é uma vantagem em um quadro em que há tanto desgaste no quadro político. Eu lamento. Nesse período de pré candidatura, tenho tido um contato grande com a população e tenho aprendido muito em termos de retorno. [...] Eu entendo que muitos queiram dizer que eu sou um poste, mas isso não me torna um poste”.

Impostos

“[Sou a favor de] diminuir [a carga tributária] sobre investimento, empresas que têm folhas de salários maiores, fazer uma tributação mais proporcional. Sou a favor de uma avaliação e redução na área de energia elétrica”.

Oposição
“Acredito que eleição a gente deixa claro as nossas diferenças e faz as disputas. Mas ninguém governa se não for pra todos. [...] E se a oposição não for raivosa, [...] dá para governar com todos os partidos. Mas é obrigatório governar com os outros partidos nos governos e prefeituras”.

Dívida pública

“Dizem que a nossa dívida é muito alta. Isso não é verdade”, afirma Dilma, sobre o nível de endividamento do País. Sobre a alta taxa de juros, a candidata diz que “os outros países tão com taxa próxima de zero porque precisavam disso por razões cíclicas. Eles estão fazendo isso porque estão numa situação extremamente complicada. Caminhamos para uma redução célere da taxa”.

Reforma política

“Sou a favor de uma reforma política. Acho que o Brasil precisa de uma reforma política em que haja financiamento público de campanha e voto em lista”.

Link:

http://www.viomundo.com.br/politica/roda-viva-dilma-mostra-firmeza-e-desmonta-lenda-da-oposicao.html

Europa decide limitar bonificações a banqueiros e corretores da Bolsa!

Europa decide limitar bonificações a banqueiros e corretores da Bolsa - DA FRANCE PRESSE, EM BRUXELAS , da Folha.com

Os países da UE (União Europeia) e o Parlamento Europeu chegaram a um acordo para limitar a partir do próximo ano as bonificações de corretores da Bolsa e banqueiros na Europa, cujos excessivos montantes foram alvo de polêmica durante a crise financeira mundial, anunciou nesta quarta-feira a Eurocâmara.

Este acordo prevê que os corretores recebam no futuro 60% de sua remuneração variável (bônus) de maneira imediata, e uma parte substancial de pelo menos 40% depois de um período de pelo menos três anos, de modo que se leve em conta os riscos a longo prazo, afirma o texto aprovado.

Além disso, pelo menos 50% do total dos bônus deverão ser concedidos em ações e o resto em dinheiro.

Esta porcentagem variará para as bonificações que os corretores receberem de imediato: apenas 30% destas somas serão em dinheiro e, no caso de se tratar de cifras muito elevadas, a proporção será reduzida para 20%.

"O Parlamento Europeu confia que o acordo estabelecerá regras rígidas e eficazes, que cobrirão todos os bônus concedidos ou pagos a partir de 2011", indicou a instituição em um comunicado.

Dois anos depois de se desencadear a crise financeira mundial, esta nova norma "transformará a cultura dos bônus e porá fim aos incentivos das tomadas de riscos excessivas", elogiou a eurodeputada socialista britânica Arlene McCarthy.

Segundo o francês Pascal Canfin, do Grupo dos Verdes, com este acordo "70% dos bônus estarão relacionadas com os resultados a longo prazo dos bancos".

Por outro lado, o acordo inclui a supressão da remuneração variável dos dirigentes bancários enquanto suas entidades não tiverem devolvido as ajudas estatais, a não ser que seja justificado, anunciou Canfin.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/759518-europa-decide-limitar-bonificacoes-a-banqueiros-e-corretores-da-bolsa.shtml

Desemprego cai para 13,2% no país em maio, diz Seade/Dieese!

Desemprego cai para 13,2% no país em maio, diz Seade/Dieese

GIULIANA VALLONE - da Folha.com

A taxa de desemprego no país registrou leve queda em maio, passando para 13,2%, ante 13,3% em abril, segundo pesquisa realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e divulgada nesta quarta-feira. O levantamento engloba sete regiões metropolitanas do Brasil.

O índice em São Paulo ficou estável em 13,3%, assim como em Porto Alegre (9,6%) e em Fortaleza (10,6%).

Em Belo Horizonte, o desemprego registrou redução, de 9,9% para 9,6%. Em Recife e Salvador também houve diminuição, de 18,8% para 18,3% e de 19,0% para 18,2%, respectivamente.

No Distrito Federal, houve a única alta entre os índices, de 14,2% para 14,3%.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/759489-desemprego-cai-para-132-no-pais-em-maio-diz-seadedieese.shtml

Estado português veta venda da Vivo à Telefónica!

Estado português veta venda da Vivo à Telefónica

DA REUTERS - na Folha.com


O governo português usou sua golden share na assembleia da Portugal Telecom desta quarta-feira para barrar a venda da participação detida pela operadora portuguesa na Vivo à Telefónica.

A golden share é um percentual de uma empresa detida pelo governo que lhe permite -- independentemente do tamanho de sua participação no negócio -- vetar transações estratégicas.

Assim, o governo rejeitou a venda à espanhola Telefónica, por 7,150 bilhões de euros, de 30% do controle da companhia lusa pela brasileira Vivo.

"A oferta da Telefónica foi derrotada, o governo vetou", disse à Reuters Jorge Felix, presidente do sindicato dos funcionários da Portugal Telecom, na saída da assembleia.

"Setenta e quatro por cento votaram a favor e apenas 26% votaram contra", disse um terceiro acionista.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/759475-estado-portugues-veta-venda-da-vivo-a-telefonica.shtml

Inadimplência das empresas tem maior queda desde 2004, diz Serasa!

Inadimplência das empresas tem maior queda desde 2004, diz Serasa

da Folha.com

A inadimplência das empresas apresentou queda de 9,3% no acumulado dos cinco primeiros meses deste ano ante o mesmo intervalo em 2009, que teve o desempenho afetado pela crise global.

Segundo o indicador da Serasa Experian divulgado nesta quarta-feira, essa retração é a maior, para o período de janeiro a maio, desde 2004.

Em maio, houve um recuo de 10,9% ante igual mês no ano anterior, registrando também a maior diminuição --considerando apenas meses de maio-- desde 2004.

Já no confronto com abril deste ano, o indicador apresentou elevação de 1,6%. A alta é justificada pelo dia útil a mais no quinto mês do ano e pelo fato do indicador não estar dessazonalizado.

Os economistas da Serasa destacam que a receita de vendas está crescendo em decorrência da economia aquecida, o que tem facilitado a administração do fluxo de caixa das organizações.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/759037-dilma-tem-40-e-serra-35-mostra-vox-populi.shtml

Pesquisa Vox Populi (em votos válidos) mostra: Dilma 48%; Serra 42%; Marina 10%!

Dilma tem 40% e Serra, 35%, mostra Vox Populi

na Folha.com

Pesquisa Vox Populi sobre a eleição presidencial indica que Dilma Rousseff (PT) tem 40% das intenções de voto. José Serra (PSDB) tem 35% e Marina Silva (PV), 8%.

A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para cima ou para baixo.

Os resultados são da pesquisa estimulada. Na modalidade espontânea, Dilma tem 26% e Serra tem 20%, informa o blog do Fernando Rodrigues.

Dilma tem 40% e Serra, 35%, mostra Vox Populi; Marina aparece com 8%
A pesquisa foi feita de 24 a 26 de junho 2010 com 3.000 eleitores. Seu registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é o 16944/2010.

Na pesquisa divulgada em maio pelo instituto, Dilma estava na frente com 38% das intenções, enquanto Serra tinha 35%. No entanto, como a margem de erro era de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estavam tecnicamente empatados.

Ibope

Na semana passada, Dilma também apareceu à frente de Serra na disputa, segundo pesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

O levantamento apontou a petista liderando a corrida presidencial com 40% das intenções de voto. Serra (PSDB) apareceu com 35% e Marina Silva (PV), com 9%.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo. Em um eventual segundo turno, Dilma também bateria Serra por 45% a 38%, de acordo com a CNI/Ibope.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/759037-dilma-tem-40-e-serra-35-mostra-vox-populi.shtml

Nassif: Dilma pode vencer no 1o. turno!

Pode dar primeiro turno

Enviado por Luis Nassif - 30/06/2010

Coluna Econômica

Pode dar primeiro turno nas eleições

É enorme a probabilidade de a eleição presidencial terminar no primeiro turno. É a opinião dos dois mais respeitados institutos de pesquisa de opinião do país: Vox Populi e Instituto Sensus.

Ontem o Instituto Vox Populi soltou sua pesquisa, mostrando vantagem de Dilma Rousseff de 40 a 35% para José Serra. Mas, computando os votos úteis, Dilma salta para 48%, a 2 pontos da vitória no primeiro turno.

20% ainda não se decidiram e a tendência majoritária será por Dilma. Segundo João Francisco Meira, do Vox, as tendências majoritárias nessas eleições são as seguintes:

1. As pessoas sentem que sua situação melhorou e não consideram que haja relação com o governo FHC. Ambos – Lula e FHC – garantiram a estabilidade, mas apenas Lula – segundo essa percepção – garantiu a melhora de vida.

2. As pessoas sentem que, além de sua vida ter melhorado, o governo é bom. Tanto que 80% consideram ótimo ou bom.

3. Há a convicção de que Dilma representa continuidade.

4. Além da desvantagem, o PSDB não terá tempo de TV a mais, para tentar reverter o jogo.

A esses fatores devem ser acrescentados os seguidos erros de condução da campanha do candidato José Serra.

***

O erro mais notável foi a escolha de Álvaro Dias, do Paraná, para candidato a vice – provocando uma crise insanável com o DEM.

Para Ricardo Guedes, do Sensus, só há uma explicação para essa imprudência: a percepção, na campanha de Serra, de que o PSDB poderá perder o sul – fato inédito em campanhas eleitorais. A tática não seria mais a de angariar apoios – o que ocorreria com um candidato do nordeste – mas a de preservar a região.

O Sensus montou para vários clientes vários de discussão em São Paulo, Santa Catarina e Paraná. Nesses grupos, as pessoas são convidadas a dar nota de 0 a 10 aos candidatos tanto no início quanto no final das discussões. Em todos os grupos se observou tendência de crescimento de Dilma e de queda de Serra.

***

A explicação de Guedes é que ocorreu uma antecipação da campanha presidencial. É como se o primeiro turno tivesse terminado agora, diz ele. Nesse período houve exposição dos dois candidatos na mídia, debates, currículos e argumentos colocados, acusações, dossiês. Tudo o que poderia ocorrer no primeiro turno ocorreu agora.

Em Minas Gerais e São Paulo, a verdadeira campanha começa agora, diz ele. No Brasil, não.

***

Submetidos a ataques intensos meses atrás – quando identificaram a possibilidade de vitória de Dilma, quando Serra ainda ostentava imensa maioria -, ambos os institutos saem da refrega com a reputação consolidada.

Para João Francisco, da Vox, o que diferenciou as análises foi o maior conhecimento histórico e político. Outros institutos limitavam-se a pegar números do dia e projetar, ou analisar tendências históricas sem que o Brasil tivesse conjunto de eleições suficiente para permitir extrapolações – da redemocratização para cá foram apenas quatro campanhas.

***

As dúvidas, agora, são sobre a posição do DEM na sua convenção de hoje. Caso desista da coligação, o PSDB terá um horário de TV equivalente ao de um partido nanico.

Link:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/pode-dar-primeiro-turno#more

Brasil será país da América Latina que mais crescerá em 2010, diz Cepal!

Brasil será país da América Latina que mais crescerá em 2010, diz Cepal

DA EFE - na Folha.com

Entre os países da América Latina, o Brasil terá a economia de maior crescimento em 2010, segundo previsão da Cepal (Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe).

De acordo com a secretária executiva da Cepal, a mexicana Alicia Bárcena, as economias da América Latina e o Caribe crescerão 4,5% em 2010, acima dos 4,1% previstos há meses pelo organismo.

"O Brasil terá crescimento acima de 5,5%, talvez até 6%, seguido pelo Uruguai, Peru, Chile e Panamá, que continuam sendo economias bastante fortes", destacou Alicia.

Em dezembro do ano passado, ao apresentar o balanço preliminar de 2009, a Cepal previu que a região cresceria uma média de 4,1% após uma contração econômica de 1,9% no ano passado.

"Agora sentimos que haverá uma grande subida. Vamos anunciar estes números muito em breve, uma taxa de crescimento superior a 4,1%", disse Alicia.

A Bolívia igualmente terá um bom ano pelas suas "exportações de matérias-primas". E também a Argentina, com uma expansão do PIB (Produto Interno Bruto) "acima de 4%".

O México crescerá "acima de 4,1%" graças "ao maior dinamismo dos Estados Unidos".

A economista mexicana disse que, em boa medida, as melhores perspectivas se devem ao alto preço das matérias-primas nos mercados internacionais, uma das principais exportações da região especialmente da América do Sul, que em conjunto "está passando por um bom momento".

Apesar disso, os países do Caribe são motivo de preocupação para a representante da Cepal, principalmente porque ainda não superaram a crise de 2009.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/759118-brasil-sera-pais-da-america-latina-que-mais-crescera-em-2010-diz-cepal.shtml

Banco Central prevê crescimento do PIB de 7,3% em 2010!

Banco Central prevê crescimento do PIB de 7,3% em 2010

EDUARDO CUCOLO - da Folha.com

O Banco Central revisou a previsão de crescimento do PIB (soma dos bens e serviços produzidos no país em um determinado período) de 2010 de 5,8% para 7,3%. A estimativa faz parte do Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quarta-feira.

"Esse aumento da projeção está em linha com resultados divulgados no primeiro semestre do ano e reflete melhora generalizada dos indicadores de atividade, sejam pela a ótica da produção ou pela da demanda", diz o BC no documento.

No primeiro trimestre, o PIB cresceu 9% em relação ao mesmo período de 2009, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/759452-banco-central-preve-crescimento-do-pib-de-73-em-2010.shtml

terça-feira, 29 de junho de 2010

IGP-M de Junho mostra forte desaceleração da inflação!

Índice que reajusta aluguel sobe 5,17% em 12 meses, diz FGV

da Folha.com

A inflação mensurada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços -- Mercado), usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, subiu 0,85% em junho, ante alta de 1,19% em maio, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

No ano, a variação foi de 5,68%, enquanto nos últimos 12 meses foi de 5,17%.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) apresentou alta de 1,09%, ante elevação de 1,49% em maio. O índice relativo aos bens finais teve variação negativa de 0,42%, em junho, taxa idêntica à de maio. Contribuíram para a manutenção da taxa os movimentos em sentidos opostos dos subgrupos alimentos processados (de -1,93% para -2,48%), e bens de investimento (de 0,26% para 1,13%). Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de bens finais (ex) registrou variação de -0,48%. Em maio, a taxa foi de -0,41%.

O índice referente ao grupo bens intermediários variou 0,80%, ante 0,58% em maio. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura -- o maior responsável pela alta do grupo-- passou de 0,57% para 0,78%. O índice de bens intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,78%, ante 0,64% em maio.

No estágio inicial da produção, o índice de matérias-primas brutas variou 3,67%, em junho, queda em relação ao mês anterior cujo índice foi de de 5,83%. Os itens minério de ferro (49,76% para 23,05%), cana-de-açúcar (0,95% para -3,42%) e leite in natura (6,04% para 1,66%) foram os principais responsáveis pela desaceleração do grupo. Ao mesmo tempo, registraram acelerações itens como: laranja (-15,21% para 7,05%), café (em grão) (-2,51% para 3,04%) e milho (em grão) (0,28% para 3,00%).

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) variou -0,18%, em junho, ante 0,49% em maio.
Cinco das sete classes de despesa componentes do índice registraram recuo em suas taxas de variação. O principal recuo da taxa do índice veio do grupo alimentação (0,56% para -1,36%). Neste grupo, as maiores contribuições partiram dos itens: hortaliças e legumes (-1,95% para -8,21%), laticínios (2,74% para -0,86%), arroz e feijão (6,78% para 0,40%) e carnes bovinas (1,99% para -0,11%).

Os grupos habitação (0,60% para 0,40%), saúde e cuidados pessoais (0,80% para 0,46%), educação, leitura e recreação (0,24% para 0,10%) e transportes (-0,11% para -0,17%) também registraram desaceleração. Destaque para os itens: empregados domésticos (1,52% para 0,46%), medicamentos em geral (2,57% para 0,30%), show musical (0,85% para -5,29%) e álcool combustível (-4,98% para -6,35%), respectivamente.

No grupo apresentaram aceleração os componentes vestuário (0,81% para 0,93%) e despesas diversas (0,39% para 0,44%).

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) registrou, em junho, variação de 1,77%, acima do resultado do mês anterior, de 0,93%.

O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/758842-indice-que-reajusta-aluguel-sobe-517-em-12-meses-diz-fgv.shtml

Brizola Neto: Serra e o espetáculo do desmoronamento!


O espetáculo do desmoronamento

por Brizola Neto

Estou seguindo para Brasília, onde, aliás, a sessão da Câmara de hoje deve ser um espetáculo em matéria de troca de acusações, ressentimentos e críticas entre os integrantes da aliança serrista. Não vou falar nada sobre isso, lá, porque tenho juízo suficiente para não me meter em briga de comadres, é claro.

O que interessa, nisso, é analisar o que acontece quando se juntam duas coisas: a falta de uma liderança positiva e a ausência de métodos democráticos.

Desde 2002, José Serra é um homem que “constrói” seu espaço político som a demolição. Aliás, talvez num ato falho, meses atrás ele próprio disse que era “gostoso” derrubar prédios, prazer refletido na imagem acima, que ele próprio fez questão de dar à imprensa, agora mesmo, em março

E, de fato, ele tem este prazer também na política.

Em 2002, não há quem não saiba que houve o dedo do serrismo no “Caso Lunus”, que derrubou a candidatura Roseana Sarney. O clã Sarney, aliado natural e desde sempre do ex-PFL e do PSDB se viu jogado – e como pesa – no colo de seus adversários. Pode até nos criar muitos problemas internos, à esquerda, mas tirou um dos pilares de sustentação natural de qualquer candidatura presidencial da direita.

Em 2006, candidato natural à Presidência, refugou de um enfrentamento que era mais promissor que hoje, deixando que Alckmin fosse ao sacrifício de enfrentar um Lula que ele sempre considerou imbatível, herdando eleitoralmente o Governo de São Paulo, que ele considerava uma boa “estufa” para uma candidatura em 2010, quando Lula não poderia disputar. Mas o fez num jogo de marchas e contramarchas, onde tratou Alckmin como um boneco, desgastando-o com uma indefinição que perdurou o quanto lhe interessava.

Com Aécio, não é preciso recordar que métodos utilizou, sempre mantendo uma postura pública cordata, mas disparando torpedos (nem tão submersos assim) contra o colega tucano, alguns deles extremamente ofensivos do ponto de vista pessoal.

Neste episódio do vice, ficou clara a torpeza dos métodos.

Quaquer criança percebe que Roberto Jefferson foi escalado para o papel sujo de comunicar ao DEM que ele seria rebaixado para a terceira divisão e o lugar do vice “que não aporrinha” seria usado na tentativa de implodir a frente de oposição no Paraná.

A escolha de Álvaro Dias tem esta única finalidade.

Com o circo pegando fogo, Serra escafedeu-se. Desapareceu até do Twitter, onde senta praça todas as madrugadas. Reapareceu neste alvorecer, mas falando de abobrinhas, como se nada estivesse acontecendo. Nem uma palavra sobre seus aliados, nem um ato de respeito.

Ele espera para que se digladiem, engalfinhem, se conflitem e, ao final, todos estejam mais fracos e menores.

E que assim, sua vontade reine, absoluta e incontestada.

Seu único problema é que todos já sabem que ele não reinará, talvez, nem sobre as ruínas da destruição que causou.

Link:

http://www.tijolaco.com/?p=19319

Crédito subsidiado chega a 1/3 do total!


Crédito subsidiado chega a 1/3 do total

Empréstimos com taxas controladas pelo governo, abaixo das de mercado, voltam a ganhar força após a crise

Para economistas, alta do crédito direcionado diminui a eficácia da política de juros do BC na economia

EDUARDO CUCOLO - da Folha de S.Paulo

Os empréstimos com juros subsidiados, que não acompanham a variação da taxa básica fixada pelo Banco Central, já respondem por mais de um terço do crédito.

Desde 2004, o aumento do crédito vinha sendo puxado pelos empréstimos com recursos livres, a taxas de mercado. A tendência foi interrompida pela crise do final de 2008, quando o crédito direcionado voltou a ter força.

Esse crescimento vem sendo impulsionado pelos financiamentos imobiliários a pessoas físicas e pelos empréstimos do BNDES a empresas, que respondem por 80% desses recursos. Nos últimos 12 meses, essas duas modalidades tiveram alta de 50%, segundo dados do BC, mais que o dobro da média.

Para alguns economistas, a alta do crédito direcionado, que hoje soma R$ 499 bilhões, reflete a escassez de recursos para financiamentos de longo prazo e é um fator que reduz a eficácia da política de juros do BC para segurar o crescimento da economia.

Outros avaliam que esse último efeito não é significativo, pois a política monetária tem como objetivo frear o consumo, financiado com taxas de curto e médio prazo. Já o crédito direcionado serve a operações de longo prazo, como investimentos.

Neste ano, a taxa básica já subiu duas vezes, de 8,75% para 10,25% ao ano, e a expectativa é que possa chegar a 12% nos próximos meses. O objetivo do BC é tentar reduzir o ritmo de crescimento da economia, que avançou 9% no primeiro trimestre, e evitar que a inflação se afaste do centro da meta, de 4,5%.

TAXAS CONTROLADAS

O crédito direcionado tem como origem, principalmente, recursos dos trabalhadores e da caderneta de poupança. Por isso, sua destinação e taxas são controladas e ficam abaixo dos juros praticados no mercado.

O BNDES, por exemplo, utiliza como referência a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), que está em 6% ao ano desde julho de 2009.

Para Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban (federação de bancos), o aumento na participação do crédito direcionado faz com que o ajuste na taxa básica de juros tenha de ser maior para segurar o avanço da economia, pois parcela grande dos empréstimos não é afetada pela variação da Selic.

Ele afirma, porém, que esse crédito preenche uma lacuna importante, criada pela falta de recursos para financiamentos de longo prazo.

Para o economista Robson Gonçalves, da FGV, o direcionado não reduz a eficácia da política monetária, já que esse crédito acaba sendo influenciado de forma indireta pela variação da Selic.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me2906201002.htm

domingo, 27 de junho de 2010

Rudá Ricci: O jeito paulista de fazer política!


Por Rudá Ricci

O jeito paulista de fazer política

Se o jeito mineiro de fazer política é o mais português e feminino de todo o país, o jeito paulista é o mais norte-americano e masculinizado. O desastre atual do modo serrista de conduzir a campanha e definir o nome de seu parceiro de chapa é a expressão mais acabada do político paulista. Como sou paulista migrante, que vive em Minas Gerais, tenho um olhar caolho sobre a política dos dois Estados. Com este olhar que mira um com parte da visão no outro, vou me arriscar a sugerir um decálogo do jeito paulista de fazer política. Devo perder alguns amigos, mas nunca me acusarão de perder a piada. Vamos ao decálogo:

1) Auto-suficiência

Todo político paulista acredita que nasceu para ser governante do país. Sendo poder em São Paulo, não haveria motivos para não dirigir o país. Afinal, São Paulo é a sexta maior cidade do planeta; tinha o maior acervo de cobras do país (acabou sofrendo o maior incêndio contra o maior acervo de cobras do país); centro corporativo e financeiro da América Latina; é a décima cidade mais rica do planeta; maior população do Brasil; maior registro de migrantes; motor econômico, responsável por 1/3 do PIB nacional. Todos estes dados são ouvidos pelos paulistas desde que nascem. Imaginem o que as mães dos políticos falam para eles desde pequenos? Paulista dificilmente pensa nos outros Estados como iguais. Há, é verdade, uma ponta de inveja em relação aos cariocas, com seu charme praiano. Se um carioca tiver interesse em provocar um paulista, basta dizer que paulista trabalha para carioca poder aproveitar a praia;

2) Arrogância

A conseqüência natural de todo pensamento acima é uma arrogância espontânea de todo político paulista, independente de partido. De Maluf à Marta Suplicy, passando por Serra e FHC, todos destilam este olhar altivo, sempre mirando acima do ombro do interlocutor. Não fala com dúvida. Paulista dificilmente tem alguma dúvida sobre qualquer assunto que diz respeito ao Brasil. A fala é meio que definitiva. Afinal, o Estado sempre deu certo. Há, em toda fala de político paulista, algo de pensamento linear do antigo conceito de progresso. São Paulo, evidentemente, estaria na linha final do progresso. Todos outros Estados estariam abaixo do ranking, tentando chegar ao que São Paulo já é;

3) Ética do Sucesso

Até aqui, político paulista parece uma ave de rapina, olhando fixo para sua presa. Mas é aparência. Paulista sofre consigo mesmo. Ele é seu principal inimigo. Todo paulista procura o sucesso. Sem sucesso é visto como fracasso. Não há meio termo. É fundamental que seja o primeiro em algo. Daí político paulista ter sido sempre o primeiro a construir ou criar algo. O sofrimento é atroz porque é preciso assistir todos os filmes comentados por críticos, todos jogos de futebol transmitidos pelos canais à cabo (não vale canal aberto), fazer todas coleções da revista Caras, reproduzir sem gaguejar o obituário do dia anterior, saber os shows de rock que São Paulo sediará nos próximos cinco anos e assim por diante. Um sofrimento. Tempo é dinheiro ou sucesso. Não existe possibilidade de beber uma cerveja com um amigo depois do expediente sem que não ocorra alguma disputa enciclopédica. Mesmo que seja para discorrer sobre todas cervejas do mundo, seus diversos sabores e harmonização;

4) Disponibilidade total para a guerra

O sucesso no encalço faz do político paulista um guerreiro. Sempre está preparado para o ataque, desde o primeiro "bom dia". A derrota, assim como para o norte-americano, é declaração de incompetência. É sofrido. Acreditem;

5) Força com pouca astúcia

Como sempre está preparado para o ataque, a força é sempre mais cortejada e valorizada por um político paulista que a astúcia. Para que, afinal, perder tempo? Trata-se da fase anterior à Maquiavel, quando os romanos acreditavam que virtú significava virilidade. Daí o jeito masculinizado de fazer política. Todo político paulista escamoteia para não revelar seu lado agressivo e guerreiro. Como escamotear é perda de tempo, não conseguem iludir por muito tempo. Não que não saibam encenar – afinal, "todo ator paulista é melhor" -, mas tem hora para tudo;

6) Estresse

Todos pontos anteriores deságuam no estresse extremo. Político paulista à altura do nome é sempre estressado, dorme pouco, memoriza todos os dados, não improvisa, está sempre atrasado (porque dá a sensação que sempre faz muita coisa importante que o atrasa), deveria comer melhor (mas não tem tempo para questões secundárias), poderia ter tirado 10 ao invés de 9,75 e assim por diante. As olheiras são um adorno que prova que é paulista da gema;

7) Ansiedade travestida de racionalidade

Todo político paulista é ansioso. Mas como bom paulista, não pode revelar este traço de falibilidade. Assim, a ansiedade ganha uma vestimenta providencial: o de racionalidade. Quem é racional não gosta de firulas. É direto, objetivo, "doa a quem doer". Tem algo de gente que parece pouco educada, pouco afável. Não é o que parece. É ansiedade. Paulista tem que correr atrás do sucesso. E, lembre-se: assim que atingir o sucesso almejado, começa nova campanha (já que o sucesso passa a subir de patamar!);

8) Impessoalidade

Tal ansiedade-racionalidade leva à total impessoalidade. Cheira a populismo e falta de tempo o sorriso. Graça ou humor é infantilismo. Perda de tempo. Dizer bom dia ou boa noite é perda de tempo. Ser delicado é perda de tempo. Seria um preâmbulo desnecessário. O foco é o sucesso. Tudo tem que ser muito prático e objetivo. Para político paulista, às vezes o fim justifica os meios. Lembrar de um nome e do passado vale a pena se leva a ganhar pontos no presente e futuro. Caso contrário, é perda de tempo;

9) Corrida contra o tempo

Por este motivo, o tempo é mais veloz para os paulistas. Sempre falta tempo. E o trânsito ainda ajuda a potencializar esta sensação. A conquista do sucesso (e a ansiedade) aumenta a correria. Por este motivo é sempre difícil caminhar com um paulista. Se for paulistano é quase impossível. Em pouco tempo dá a sensação que estamos disputando uma maratona. E, às vezes, o que parece é o que é;

10) Demonstrações públicas

Por tudo o que se disse anteriormente, político paulista é o mais performático de todos brasileiros. Tudo se faz em público. Lembro de Jânio Quadros jogando o livro que Franco Montoro acabara de ler, em pleno debate na televisão. Recordo de Suplicy levantando o cartão vermelho no Senado. Até o ataque ao adversário do mesmo partido tem que ser performático. Porque é preciso que todos saibam do poder que se tem. O político paulista até sabe que não seria bom revelar o quanto é agressivo e competitivo. Mas não consegue se conter. É por demais saboroso o gosto da vitória.

Link:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-jeito-paulista-de-fazer-politica?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Ricardo Kotscho: Vice faz campanha de Serra desandar


Vice faz campanha de Serra desandar

por Ricardo Kotscho

Até o candidato José Serra entrou no circuito para tentar acalmar os demos, indignados com a indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para vice na chapa de oposição, mas os líderes do DEM continuam soltando os cachorros, e já ameaçam romper com a aliança na convenção marcada para o dia 30, quarta-feira.

“Vamos esperar ele indicar o nome do DEM. Se não indicar, vamos aprovar o nosso nome”, ameaçou Rodrigo Maia, o presidente dos demos. E se isto acontecer? O principal aliado dos tucanos pode não ter muitos votos, depois da lambança de José Roberto Arruda, no governo de Brasília, o único do partido, mas ainda dispõe de dois minutos na televisão, fundamentais para a campanha de Serra.

Enquanto isso, Álvaro Dias, que na véspera admitiu abrir mão da indicação para evitar o rompimento com o DEM, ontem voltou atrás e já saiu atirando como candidato a vice no primeiro microfone que encontrou pela frente, em Cuiabá. Bateu pesado em Lula, no governo e no PT, dando sinais de como será a campanha daqui para a frente se o seu nome for confirmado.

No Twitter, a guerra entre tucanos e demos continua. O ex-prefeito Cesar Mmaia, pai do presidente do partido e candidato a senador, mandou ver: “O PT sacrifica seus interesses regionais a favor da candidatura nacional. O PSDB faz exatamente o contrário. Alías, o sotaque do senador Dias vai chegar muito bem ao Nordeste. Argh!!!!!!!!!!!!!!!!!”

***

Os tucanos tiveram mais de seis meses para achar um vice na chapa de José Serra. Desde que Aécio Neves jogou o boné e tirou o time da disputa presidencial, no final do ano passado, e descartou qualquer possibilidade de ser o vice de Serra, esta novela frequentou o noticiário político.

Dezenas de nomes foram cogitados, até o de uma vereadora que é presidente do Flamengo, mas o candidato não se fixou em nenhum deles, deixando a decisão para a última hora.

A quatro dias do prazo fatal para indicar o nome do vice, o país ficou sabendo da indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) pelo Twitter do aliado petebista Roberto Jefferson, bem na hora do jogo do Brasil contra Portugal. Nem os roteiristas do “Zorra Total” ou do Renato Aragão, nem mesmo os marqueteiros dos adversários seriam capazes de montar tamanha sequência de trapalhadas.

A escolha do nome de Álvaro Dias se deu por eliminação, na noite de quinta-feira, numa reunião de José Serra com Sergio Guerra e Jutahy Magalhães, fiéis escudeiros do candidato. Consultados, os aliados PPS e PTB logo aprovaram a indicação, mas se esqueceram de combinar com o DEM, o principal partido da coligação, que só ficou sabendo da novidade pelo Twitter de Jefferson. Seus principais líderes botaram a boca no mundo e, a partir daí, a coisa desandou de vez.

Dava um filme, uma comédia de pastelão político. A seleção brasileira já estava em campo, quando Jefferson parou sua moto para abastecer no interior de Minas, a caminho de Tiradentes, onde iria participar de um encontro de motoqueiros, quando foi informado pelo celular por Guerra, e imediatamente jogou a notícia no ar.

Em Bragança Paulista, onde assistiria ao jogo do Brasil ao lado de Alckmin e Quércia, a cadeira reservada para Serra ficou vazia até os 12 minutos do segundo tempo, quando o candidato apareceu. Ao final, fez comentários sobre o jogo, mas nada falou sobre a escolha do vice. Jogou o abacaxi para Sergio Guerra.

Depois do jogo, cada um foi para um lado. Serra seguiu de helicóptero para Campinas e, de lá, voou para Parintins, nos confins da Amazonia. Sergio Guerra foi ao Rio para pegar Rodrigo Maia, o indignado presidente do PFL, e seguir com ele para Sergipe, onde iriam tentar resolver mais um problema de palanque estadual. No caminho, procurariam acertar os ponteiros. Pelo jeito, não acertaram.

O indicado Álvaro Dias voou para Cuiabá, onde participaria de uma convenção do PSDB. Ao ser informado sobre o imbroglio com o principal aliado, foi logo avisando: “Se o DEM tiver que sair, antes saio eu”.

No final da noite, sem conseguir acalmar os demos, que só aceitavam Aécio Neves numa chapa puro-sangue, colaboradores de Serra já admitiam a hipótese de um recuo, segundo o noticiário da Folha. Na coluna Painel, a novela virou motivo de chacota: Álvaro já estaria sendo chamado de “vice Porcina”, o que foi sem nunca ter sido.

O estrago causado na campanha de Serra pela escolha de Álvaro Dias e a forma como seu nome foi anunciado na hora do jogo do Brasil, sem que o DEM fosse consultado, ainda levará alguns dias para ser avaliado, mas uma coisa já é certa: a aliança, que já não ia bem das pernas, foi seriamente abalada.

Por que a escolha recaiu exatamente sobre Álvaro Dias, que colocou ele mesmo seu nome na mesa das discussões, quando a questão do vice já caminhava para um impasse?

A razão apresentada pelos tucanos não poderia ser mais frágil e singela: o objetivo principal seria atrair seu irmão, o senador Osmar Dias (PDT-PR), que há semanas balança entre ser candidato à reeleição em aliança com o PSDB ou se candidatar a governsador com o apoio do PT e do PMDB. Estariam em jogo dois milhões de votos.

Na escolha do vice, sempre pesam três fatores: buscar um nome em região onde o candidato a presidente está mais fraco, atender a um partido aliado e somar mais votos para a chapa. No caso de Dias, nenhum dos três foi atendido, já que se partiu para uma chapa puro-sangue, com algúem de uma região (Sul) onde Serra já lidera as pesquisas e de um Estado (Paraná) com colégio eleitoral limitado.

Na nota de apenas três linhas em que oficializou o nome de Álvaro Dias, já no final do dia, em Sergipe, Sergio Guerra o apresentou como “um senador de grande coerência e capacidade”. Já em Partintins, José Serra nada disse: “Estou fora do ar desde que embarquei”.

Antes disso, porém, o noticiário da internet já tinha dado a ficha de Álvaro Dias: expulso do PSDB em 2001, por defender a criação de uma CPI para investigar denúncias de corrupção no governo FHC, no ano seguinte ele foi candidato a governador do Paraná pelo PDT e apoiou Lula no segundo turno.

Em 2003, no começo do governo Lula, reivindicou uma embaixada na Europa e, como não foi atendido, tornou-se um dos mais ferozes opositores no Senado, com grande visibilidade no “Jornal Nacional”, onde aparece quase todo dia com sua voz de locutor de FM. Mas, se este fosse um critério, o da visibilidade na TV, a chapa William Bonner-Fátima Bernardes seria imbatível…

Assim como Dilma Roussef teve problemas na largada da campanha, apontados aqui no Balaio, José Serra chega ao meio da corrida eleitoral em seu pior momento: em queda nas pesquisas (o último Ibope deu 40 a 35 para Dilma, com a rejeição já tendo batido nos 30%), os palanques estaduais ruindo e, agora, com a trapalhada da escolha do vice ameaçando a unidade da coligação que o apóia.

Pior do que tudo isso, foi a baixaria da vereadora tucana Mara Gabrilli, que perguntou esta semana em seu Twitter: “Você confiaria seus filhos para Dilma de babá”? Se estas forem as novas armas empregadas na campanha eleitoral para desqualificar a candidata de Lula, é sinal de que já bateu o desespero no QG tucano.

Esta tática de amedrontar os eleitores, tentando fazer de Dilma uma bruxa malvada, tem tudo para dar errado, como já vimos com Regina Duarte na campanha de 2002.

Na mesma hora em que tucanos e demos se estranhavam sobre a indicação do vice, na tarde de sexta-feira, Dilma Rousseff era recebida na casa do megaempresário Abílio Diniz para um encontro com 38 mulheres representantes da chamada “elite branca” de Cláudio Lembo. Ninguém saiu de lá assustado. Ao contrário: “Foi um espetáculo”, limitaram-se a dizer duas loiras de meia-idade que saíam apressadas em seus carros, segundo a Folha.

Ainda faltam três meses para os brasileiros irem às urnas. Claro que o candidato da oposição ainda pode reverter o quadro que, no momento, lhe é bastante desfavorável. A campanha na televisão ainda nem começou. Resta saber o que José Serra terá a apresentar como novidade, além de Àlvaro Dias, tendo no outro programa Lula ao lado de Dilma.

Link:

http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2010/06/26/vice-faz-campanha-de-serra-desandar/

Comentários curtos e breves sobre a campanha presidencial!


1) Marcos Coimbra disse em seu artigo, que reproduzi aqui no blog, que o eleitor se cansou do Serra de tanto que ele apareceu na TV. Também, o Serra não diz coisa com coisa e fica naquele discurso vazio e bocó de sempre. Ele é o verdadeiro Zé Tro-lo-ló.

2) Serra me lembra uma música antiga da eterna Legião Urbana, cuja letra diz "Fala demais porque não tem nada a dizer".

3) O DEM está ameaçando romper a aliança com o PSDB, se não puder indicar o Vice. E Rodrigo Maia disse que o DEM irá indicar o Vice, queira Serra ou não, na sua Convenção Nacional na próxima quarta-feira.

4) Aliás, mesmo que indique o Vice, depois desta crise me parece que algumas das principais lideranças do DEM irão se preocupar somente com a própria eleição e abandonarão a candidatura do Zé Tro-lo-ló.

5) Tasso Jereissatti fez um discurso de 23 minutos e não citou o Serra. Até a Yeda Crusius fez discurso sem citar o Zé Tro-lo-ló... Vai de mal a pior a candidatura tucana. Nem os aliados de PSDB o citam em discurso.

6) Serra está tão animado com os últimos acontecimentos, que sequer apareceu na Convenção do PPS que declarou apoio à sua candidatura. Muy amigo, este Serra, hein!

7) Enquanto a campanha de Serra se afunda numa crise interminável, a campanha de Dilma navega em mares calmos e tranquilos, crescendo a cada pesquisa divulgada.

8) Quem deve estar se divertindo muito vendo a candidatura de Serra indo ladeira abaixo é o ex-governador de MG, Aécio Neves, que desistiu da pré-candidatura em favor do ex-governador de SP. Ele deve estar pensando algo como 'Eu te disse, não disse? Mas eu te disse...".

Marcos Coimbra: Ausência de discurso levou eleitor a se cansar do 'tro-lo-ló' de José Serra!


Para onde apontam os números

Marcos Coimbra

Saiu uma nova pesquisa nacional do Ibope, que confirma as que foram feitas recentemente pela Vox Populi e pela Sensus. Os dois institutos já antecipavam o que agora indica o Ibope, talvez por utilizarem amostras mais sensíveis.

Nessa pesquisa, a vantagem de Dilma sobre Serra - ela com 40% das intenções de voto, ele com 35% - é ainda pequena, perto da margem de erro de 2 pontos percentuais, se raciocinarmos com o pior cenário para a candidata do PT (no qual ela teria 38%) e o melhor para o do PSDB (em que ele ficaria com 37%). Como essa conjugação é pouco provável, o mais certo é afirmar que ela assume a dianteira, mas sem se distanciar do adversário. Se fosse só isso, caberia apenas dizer que a pesquisa é boa para Dilma.

Na verdade, porém, ela é melhor do que parece à primeira vista, o que permite dizer que é muito favorável à petista.

De um lado, ela mostra que Dilma continua a crescer tirando votos de Serra, em um processo análogo ao que a matemática chama "jogo de soma-zero".Nele, o ganho de um é idêntico ao prejuízo do outro, o que produz um saldo sempre nulo: mais cinco menos cinco é igual a zero.

Na política, isso acontece quando só existem dois candidatos de direito (por exemplo, no segundo turno) ou de fato (como está ocorrendo agora, quando perto de 80% dos eleitores ficam entre Dilma e Serra). Somente 20% ainda não sabem o que farão ou pensam fazer diferente: votar em outros nomes, anular ou deixar em branco. Como quase não há alterações nos nulos e brancos e Marina não se mexe, permanecendo estacionada nas pesquisas de todos os institutos há algum tempo, as únicas mudanças se dão entre as pessoas que saem de Serra e vão para Dilma (ou vice-versa, mas em proporção muito menor).

Quanto à pequena indecisão residual no voto estimulado, ela decorre da dificuldade que as campanhas têm de atingir algumas faixas do eleitorado refratárias à comunicação política, formadas por eleitores que podem, em muitos casos, continuar tão indecisos até o final que sequer comparecerão para votar.

Para Dilma, o bom, nesse processo, é que, a cada deslocamento de eleitores de Serra para ela, os números dobram. Por exemplo: se Serra perder outros três pontos e ela os receber, a distância entre os dois subirá seis pontos.

Se, então, estiver em curso (como parece) essa tendência, a perspectiva de vitória da candidata do PT no primeiro turno se torna concreta, mesmo imaginando que Marina não mingue e até cresça um pouco. Quanto aos nanicos, alguns respeitáveis, tudo indica que a possibilidade de crescimento é remota.

A segunda razão da nova pesquisa do Ibope ser tão favorável a Dilma é o período de realização. Seu campo foi iniciado no dia seguinte à veiculação do programa do PSDB em rede nacional e prosseguiu enquanto estavam no ar suas inserções, logo após a propaganda do DEM e do PPS, igualmente dedicadas a Serra. O fato de toda essa mídia não ter conseguido, ao que parece, provocar o aumento de suas intenções de voto, era previsível, mas veio como ducha de água fria naqueles que torciam para que melhorassem.

Não havia, no entanto, maiores motivos para imaginar que Serra iria crescer. Como acontecera no fim de 2009 em situação semelhante (quando ele coestrelou com Aécio a propaganda tucana, sem subir), voltamos a ver que seu nível de conhecimento é tão elevado que ele não ganha quando seu tempo de televisão aumenta. Em linguagem publicitária: sua imagem parece ter atingido o ponto de saturação, a partir do qual novos investimentos em propaganda apresentam retorno decrescente ou, quem sabe, negativo (quando há risco de perda de imagem com mais exposição).

Na interpretação amiga de quem deseja que ele vença, houve quem dissesse que foi a Copa do Mundo que o prejudicou, como se o interesse por ela fizesse com que a opinião pública ficasse indiferente à comunicação política enquanto a bola rola. A tese seria admissível se não fosse contrariada por tudo o que conhecemos de eleições passadas, como a de 2002, quando Ciro Gomes cresceu mais de 15 pontos em plena Copa, impulsionado pela propaganda partidária que, desta feita, não ajudou Serra.

Com a perspectiva de encerramento da fase de pré-campanha com Dilma em clara dianteira, a eleição pode se encaminhar para uma definição antecipada: talvez comecemos a etapa final, da propaganda na televisão e no rádio, com a eleição resolvida na cabeça da maioria dos eleitores. Para que isso se confirme, falta pouco.

Comentário

É evidente a diferença de peso entre as análises de Coimbra e os jornalistas-analistas da mídia. Depois de identificar uma tendência central nas eleições - a de que o crescimento de Dilma seria paralelo ao grau de conhecimento dos eleitores do fato de que é candidata de Lula -, solta mas uma avaliação decisiva: a de que a imagem de Serra atingiu ponto de saturação e que isso embotou qualquer eficácia na exposição dela no horário gratuito.

Ainda por sobre, ainda disparou uma ironia sobre as avaliações "amigas" de que o horário gratuito foi atrapalhado pela Copa.

De onde vem essa saturação? Da forma exagerada com que meios de comunicação vêm divulgando sua imagem, do fato de ter uma imagem pesada, não simpática, e do fato da imagem não vir acompanhada de discurso - o que a torna tão previsível que o aumento da exposição cansa.

Link:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/superexposicao-de-serra-anulou-horario-gratuito

Os erros de Serra e as razões da sua derrota!


Um leitor do blog do Nassif, chamado Augusto, disse o seguinte no mesmo: "O que ocorre hoje com a campanha Serra é apenas pontual.".

Inspirado nesta frase, escrevi um longo texto analisando quais foram os principais erros da campanha de Serra e porque Dilma vencerá a eleição. Aliás, estou convencido de que mesmo que Serra e a oposição tucano-democrata não tivessem cometido erro algum, Dilma venceria do mesmo jeito. Vamos lá, então:


Os erros de Serra e as razões da sua derrota!

por Marcos Doniseti

Os problemas da campanha de Serra não são pontuais. Eles já ocorrem há muito tempo e podem ser listados:


1) Demora excessiva para assumir a sua candidatura, mesmo depois que Aécio desistiu e ficou claro que ele, Serra, seria o candidato tucano à Presidência da República;

2) Ausência de um vice que amplie o arco de apoio político da candidatura e a sua representatividade na sociedade;

Enquanto isso, Dilma já tem um Vice há vários meses, que é Michel Temer, representante do PMDB, o maior partido do Brasil e que se uniu quase que totalmente em torno do seu nome, o que é algo incomum em se tratando de PMDB;

3) Inexistência de coordenação política: Como o DEM, velho e antigo aliado dos tucanos em todo o Brasil, ficou sabendo que Álvaro Dias iria se tornar o vice de Serra? pelo twitter do Roberto Jefferson, um aliado recente de Serra... Se isso não tivesse acontecido, de fato, ninguém acreditaria nesta possibilidade, tal o amadorismo que isso demonstrou;

4) Falta de propostas claras, nítidas e concretas para os principais problemas do país. Ninguém conhece, até o momento, uma proposta sequer de Serra para governar o Brasil, o que deixa o eleitorado totalmente no escuro quanto ao futuro do país caso ele seja eleito Presidente.

Enquanto isso, Dilma deixa bem claro, para todos, qual é o seu discurso: dar continuidade ao governo Lula, avançando, aprofundando e melhorando o que este já fez;

5) Ausência de compromisso claro com a redução da pobreza e das desigualdades sociais, que é a grande marca do governo Lula, junto com o diálogo com todos os segmentos sociais e de todo o país;

6) Indefinição quanto à questão das privatizações, que são muito mal vistas pela maioria absoluta do eleitorado, sim, principalmente fora do estado de SP;

7) Falta de uma definição clara quanto ao posicionamento adequado em relação ao governo Lula. Uma hora Serra diz que Lula 'está acima do bem e do mal'. Em outro momento compara Lula com os reis absolutistas franceses. Este é um comportamento típico de uma 'biruta de aeroporto', o que deixa os eleitores ainda mais perdidos quanto à natureza da candidatura de Serra: Afinal, ele apóia o governo ou é de oposição radical?

É muita indefinição para pouca campanha.

Com tantas indefinições, seria surpreendente que Serra não caísse nas pesquisas.

Ainda mais que a campanha de Dilma seguiu a estratégia correta, ou seja, que foi a de ligá-la fortemente ao Presidente Lula (algo inevitável devido ao importante papel desempenhado pela ex-ministra durante o governo atual e ao apoio do Presidente à sua candidatura) e mostrar que ela é a candidata de Lula.

A campanha de Dilma deixou bem claro, desde o início que, se fosse eleita, ela daria continuidade ao governo Lula, mas procurando melhorar o que já foi feito e que não é pouco, como: redução da inflação, diminuição do desemprego, da pobreza, da miséria e das desigualdades sociais, prestígio e credibilidade internacional crescentes do Brasil pelo mundo afora, recuperação das capacidade de planejamento e de investimento do Estado brasileiro, entre muitas outras melhorias e conquistas que o país alcançou durante o governo Lula.

Além disso, o candidato do PSDB sempre teve, pelo menos, 35% dos votos nas pesquisas. O problema é que ele está nesse patamar há mais de 2 anos, desde que se fizeram as primeiras pesquisas eleitorais. Serra não ganhou um mísero voto deste então.

Portanto, estes 35% podem ser, de fato, não apenas o piso, mas também o teto de Serra. Assim, disso ele não passa. Pelo menos não passou, nos últimos dois anos.

E porque ele não passa deste teto de 35%? Creio que isso tem a ver com as indefinições de Serra que listei no início do texto e, também, com uma séries de erros cometidos pela sua campanha, que comento abaixo.

Por exemplo: Os tucanos dizem que Dilma cresceu porque atrelou a sua imagem pública à do Presidente Lula.

Mas, que isso seria feito, está mais do que óbvio.

O problema é que a oposição tucana-democrata não apresentou nenhuma 'vacina' contra tal estratégia da campanha de Dilma, a não ser ficar entrando na Justiça Eleitoral com pedidos de punição ao Presidente da República. Isso foi, claramente, totalmente insuficiente, como ficou claro com a continuidade do crescimento de Dilma nas pesquisas.

Além disso, mais cedo ou mais tarde, o eleitorado em seu conjunto iria acabar descobrindo o óbvio, ou seja, de que Dilma é a candidata do Presidente Lula e isso levaria ao rápido crescimento dela nas pesquisas eleitorais.

O fato de que este atrelamento entre as imagens públicas de Lula e de Dilma tenha se dado de maneira gradual é que fez com que o crescimento dela nas pesquisas se processasse da mesma maneira, gradualmente, crescendo alguns pontos a cada pesquisa realizada.

Se esta ligação das imagens públicas de Lula e de Dilma, perante o conjunto do eleitorado, tivesse ocorrido de maneira repentina, o crescimento dela nas pesquisas também se processaria da mesma forma. Mas, inevitavelmente, isso acabaria acontecendo.

E foi isto que Serra e a oposição tucana-democrata não perceberam ou para o qual não deram valor algum, subestimando de forma nítida o potencial de crescimento de Dilma, há quem consideravam um 'mero poste' de Lula e uma figura pública sem personalidade política própria. Estavam convencidos disso e que os eleitores pensariam exatamente igual à eles. Novamente, isso não aconteceu.

Agora, é tarde demais para remediar este gravíssimo erro de avaliação.

Além do mais, Serra é candidato à Presidente, no mínimo, desde que se elegeu governador de SP, há quase 4 anos.

E o que ele fez, neste imenso período de tempo, para diminuir as resistências ao seu nome junto ao eleitorado que apóia Lula e que aprova o governo deste?

Quais os gestos, atitudes e políticas que Serra adotou, no governo de SP, que comprovariam que caso ele fosse eleito Presidente do país não iria promover uma mudança radical de orientação nas políticas e programas implantados pelo governo Lula e que são fortemente aprovadas pela população? Alguém conhece alguma iniciativa de Serra neste sentido? Eu, não. Ninguém conhece. E por um motivo muito simples: Elas não existiram.

Na verdade, as políticas de Serra no governo paulista reforçaram ainda mais o seu nítido caráter conservador, direitista, reacionário, truculento, repressivo e totalmente refratário a qualquer tipo de diálogo com os movimentos sociais organizados. Os policiais, professores e estudantes do estado de SP que o digam...

Serra e a oposição tucano-democrata não perceberam que o eleitorado não é louco de dar um cheque em branco para eles somente porque dizem que o candidato tucano é mais preparado e mais experiente do que Dilma. Esta, pode não ter disputado eleição alguma até o momento, mas já possui uma rica experiência administrativa e é a candidata apoiada por um Presidente aprovado por 85% da população. E quase todos os principais partidos da base de sustentação do governo Lula se uniram em torno de Dilma.

E todas as pesquisas são claras num ponto: certa de 75% dos eleitores desejam a continuidade de todas ou de quase todas as políticas adotadas pelo governo Lula. O desejo de mudança está fora desta disputa. Ele existiu em 2002, quando Lula venceu porque soube simbolizar e capitalizar este desejo. Agora, em 2010, ele não existe, o que deixou a oposição tucano-democrata e Serra numa 'sinuca de bico'.

Afinal, se a oposição e Serra atacam o governo Lula, correm o risco de perder muitos votos. E se não o atacam, acabam não se diferenciando do governo e de sua candidata, levando o eleitor a votar em Dilma.

Outro grave erro cometido por Serra e pela oposição é que eles, claramente, subestimaram o potencial imenso de crescimento de Dilma, dizendo que ela não passava de 'um poste' e que os brasileiros não elegeriam uma candidata inexperiente em disputas eleitorais.

Demorou para que a oposição percebesse que Dilma não era poste nenhum e que possui, sim, um perfil e uma personalidade política próprias, mesmo sem ter experiência eleitoral.

A população, é claro, sabe que Dilma é uma novata em disputas eleitorais, mas não dá a este fato uma importância tão gigantesca quanto aquela que a oposição atribui. Isso é algo totalmente secundário nesta campanha eleitoral.

Mais importante, para os brasileiros, neste momento, é o compromisso claro de que o futuro governo Dilma preservará as linhas mestras e dará continuidade às conquistas e avanços do governo Lula e que ela não é nenhuma maluca ou incendiária que colocará tudo isso em risco.

O resto é perfumaria!

Logo, Serra e a oposição do PSDB/DEM subiram no salto alto e adotaram uma virtual postura de 'já ganhou' e, agora, colhem os frutos de todos os erros de avaliação que cometeram, com Dilma liderando as pesquisas e abrindo uma vantagem crescente sobre o candidato do PSDB nas mesmas.

Aliás, tal vantagem de Dilma tende a crescer mais ainda depois do início do horário eleitoral no rádio e na TV e no qual o Presidente Lula irá dizer explicitamente (o que não pode fazer hoje), todos os dias, que Dilma é a sua candidata à Presidente da República.

O fato é que Serra teria que oferecer muito mais para a população do que isso que está mostrando até o momento caso quisesse, de fato, vencer a eleição presidencial.

Assim, da mesma forma que o então candidato Lula teve que, em 2002, assumir o compromisso público e explícito de preservar a estabilidade econômica, de manter o controle da inflação e o respeito aos contratos para poder vencer a eleição presidencial, bem como se dispôs a fazer alianças com setores mais conservadores e ligados aos intesses empresariais e das classes médias, que sempre rejeitaram o antigo discurso agressivo do PT de 'Fora FMI'', ''Não ao pagamento da dívida externa', etc, Serra e a oposição teriam que ter feito, já há algum tempo, o mesmo tipo de mudança em seu discurso e em sua postura política. E não o fizeram.

Na campanha eleitoral de 2002, Lula não ficou somente no discurso de que preservaria a estabilidade econômica e que teria canais abertos ao diálogo com setores mais moderados da política e da sociedade brasileiras caso vencesse as eleições.

Lula adotou medidas que mostravam que ele estava falando sério e que este discurso não era apenas para ganhar eleição. Entre as atitudes tomadas pela campanha de Lula, tivemos:

1) A divulgação da 'Carta aos Brasileiros';

2) A aliança com o PL;

3) A escolha de um dos maiores industriais do país, José Alencar, para ser o seu Vice;

4) A formalização de alianças eleitorais com líderes conservadores como ACM, José Sarney e, no desenrolar da campanha, com grande parte das lideranças do PMDB, PTB, até do PFL;

5) O envio de economistas do PT aos EUA e Europa (como Guido Mantega) para conversar com investidores e com os governantes destes países a fim de acalmá-los quanto à uma eventual vitória de Lula.

Tudo isso demonstrou que Lula falava sério quando dizia que, se fosse eleito, a estabilidade seria preservada, os contratos seriam respeitados e que manteria o diálogo com todos os setores sociais do país, bem como com a comunidade internacional.

E depois que se elegeu Presidente, Lula manteve este compromisso, ganhando credibilidade dentro e fora do país.

Serra teria que fazer o mesmo, hoje, que Lula fez em 2002, mas no sentido de se preservar o legado do governo Lula e das conquistas políticas, econômicas e sociais deste e que não são poucas, como os próprios brasileiros reconhecem ao dar a Lula o maior índice de aprovação, a um Presidente da República, da história do país.

Assim, pergunta-se:

1) Onde está a 'Carta aos Brasileiros' de Serra dizendo que as conquistas econômicas e sociais do governo Lula serão preservadas e ampliadas? Cadê o compromisso de Serra em manter uma política externa soberana, independente e que projetou o Brasil mundialmente? Não existem.

Na verdade, uma das primeiras manifestações de Serra na campanha foi classificar o Mercosul como sendo uma 'farsa' e, logo depois, atacou o governo boliviano, com dados falsos e mentirosos, responsabilizando-o pelo tráfico de cocaína para o Brasil.

2) Quem é o José Alencar de Serra? Quem é o líder político e social, ligado aos movimentos sociais e aos partidos que sustentam o governo Lula, que é respeitado por estes, e que Serra escolheu para ser o seu vice, mostrando que manteria um canal aberto de diálogo com os mesmos? Não existe. Nunca existiu. Afinal, Serra nunca se preocupou com isso.

E a escolha de Álvaro Dias, que é um antigo membro da 'tropa de choque' da oposição tucano-democrata e que atacou Lula duramente durante todos estes anos, piorou ainda mais a situação de Serra perante o eleitor que, hoje, deseja a continuidade das políticas adotadas pelo governo Lula.

Álvaro Dias como seu vice, reforça ainda mais o caráter conservador e anti-Lula da candidatura de Serra.

Se isso é parte de uma estratégia para PERDER a eleição, então ela está absolutamente correta.

3) Cadê o diálogo com os movimentos sociais e com os setores mais beneficiados pelas políticas de redistribuição de renda do governo Lula? Aliás, a dura e violenta repressão aos movimentos reivindicatórios dos estudantes, dos policiais do estado e dos professores estaduais promovida pelo governo Serra em SP deixou claro, para os movimentos sociais, que um eventual governo do candidato tucano seria caracterizado pela truculência e pela repressão pura e simples a tais movimentos. Dialogar? Conversar? Sem chance.

4) Quem são os interlocutores de Serra junto ao movimento sindical, com o MST, com os partidos que fazem parte da base de sustentação do governo Lula, como o PMDB, PSB, PC do B e PDT?

Ninguém sabe, ninguém viu.

E é justamente por tudo isso que o discurso de Serra de que dará continuidade às políticas e programas do governo Lula cai no vazio. Ninguém leva esse 'tro-lo-ló' de Serra à sério, pois o mesmo não é acompanhado de gestos e atitudes que mostrem, na prática, que esse discurso não é meramente eleitoreiro e oportunista e que, portanto, mereça ser levado à sério.

Essa ladainha oportunista do Serra não passa de mero 'tro-lo-ló' pensa, corretamente, o eleitor.

O que Serra e a oposição tucana-democrata não perceberam, fundamentalmente, é que o grande legado do governo Lula não se limita, apenas, a uma série de significativas melhorias econômicas e sociais.

Um dos grandes avanços do governo Lula foi o fato deste ter mantidos canais abertos para dialogar com todos os segmentos sociais e colocando, inclusive, em seu governo, representantes de todos estes segmentos. Os banqueiros estão representados no governo Lula, mas os bancários também. O agronegócio tem representantes no governo Lula, mas os sem-terra, os trabalhadores rurais e os ambientalistas também tem. Temos grandes empresários fazendo parte do governo Lula, mas também temos inúmeros representantes do movimento sindical. Sem falar das políticas adotadas em relação às mulheres e às chamadas minorias, que também possuem representantes no governo Lula.

Há conflitos, políticos e sociais, entre todos estes segmentos que participam do governo Lula? É claro que sim. Afinal, eles representam interesses distintos e conflitantes e que se chocam constantemente, tanto na sociedade, como dentro das instituições do Estado.

Mas, aí é que entra o 'árbitro' Lula, que faz a intermediação entre todos eles, distribuindo 'cartões amarelos e vermelhos' quando alguns deles exageram na dose e bancam o Felipe Melo, entrando de forma desleal no adversário.

Assim, o governo Lula não se consolidou apenas porque melhorou as condições de vida dos trabalhadores e dos mais pobres, reduzindo substancialmente a pobreza e a miséria no país, ou porque respeitou os contratos e manteve a inflação sob controle.

O sucesso do seu governo deve-se, também, ao fato de que Lula soube dialogar com todos os setores da sociedade e procurou fazer a intermediação entre todos eles, porém caminhando, claramente, no sentido de se reduzir as desigualdades sociais e regionais, a pobreza e a miséria, mas sem abandonar a estabilidade e sem desrespeitar os contratos, sem tentar 'reinventar a roda'.

E é este clima de diálogo, junto com estas significativas conquistas econômicas e sociais, que a imensa maioria da população deseja preservar.

E é isso que Serra e a oposição não perceberam que é essencial nesta campanha presidencial. E mesmo que eles tivessem percebido tudo isso e não tivessem cometido nenhum destes erros colossais, primários mesmo, não há nada, de fato, que garantisse a vitória de Serra nesta eleição.

Não se pode esquecer, jamais, que Serra estaria lutando contra o governo do Presidente Lula, que é o mais popular da história do país e que possui uma ligação umbilical com os setores populares e excluídos da população.

Lula tem muito crédito, também, porque é um líder originário tanto dos setores populares organizados (no caso, o sindical) , como dos desorganizados politicamente (os miseráveis sertanejos nordestinos que migraram para SP em busca de uma vida melhor e que sonham em ascender socialmente através do seu próprio esforço). E o Presidente Lula também deixou bem claro, há muito tempo, que faria de tudo para eleger Dilma.

Assim, por tudo isso, acredito que mesmo que Serra tivesse feito tudo certo nesta campanha, ainda assim ele acabaria derrotado por Dilma. E também por Lula.

Talvez a eleição fosse mais difícil e mais disputada, e fosse decidida apenas no segundo turno, com um resultado mais 'apertado', mas mesmo assim Dilma acabaria saindo vencedora da disputa, pois representa e simboliza, melhor do que qualquer outra candidatura, o desejo de continuidade do governo do Presidente Lula.

Com os inúmeros erros de avaliação, brutais e primários, cometidos por Serra e pela oposição, o que se avizinha, no entanto, é um surra monumental de Dilma sobre o candidato tucano.

Que estes erros desta oposição retrógrada, brutal e primária sirvam de lição, pois se não servirem, outra surra monumental acontecerá daqui a 4 anos.

Quem viver, verá.

sábado, 26 de junho de 2010

Zé Dirceu critica capacidade de articulação política de Serra!


Dirceu critica capacidade de articulação política de Serra

BRENO COSTA - da Folha.com

O ex-deputado federal José Dirceu (PT-SP) criticou a capacidade de articulação política do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra. Segundo Dirceu, Serra "não consegue apresentar ao país nem uma coalizão política e partidária, nem um programa de governo".

Dirceu se referia ao conflito deflagrado ontem entre o DEM e o PSDB após a indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para a vice de José Serra. O DEM reivindica a vaga, e ameaça deixar a coligação do tucano se não houver recuo por parte do PSDB.

"A falta de aliança do Serra, a falta de palanque, o estilo pessoal dele, pode agravar a situação dele", disse Dirceu, que participa hoje da convenção estadual do PT, que lança a candidatura do senador Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo.

O ex-deputado minimiza a importância do episódio na campanha de Dilma Rousseff, que, segundo a última pesquisa Ibope, ultrapassou Serra (40% x 35%) nas intenções de voto.

"Não vejo uma relação direta com a nossa campanha. Acho que é mais um problema da campanha do PSDB. A nossa campanha independe disso", afirmou à Folha.

Segundo Dirceu, "Serra apoiou a campanha dele, até agora, em denúncias e em críticas ao governo e ao presidente [Lula]".

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/757642-dirceu-critica-capacidade-de-articulacao-politica-de-serra.shtml

Tucano do Rio teme debandada de prefeitos! No RS, Lorenzoni (DEM) diz que pesquisa é alerta para 'humildade e valorização dos parceiros'!


Tucano do Rio teme debandada de prefeitos

No RS, Lorenzoni diz que pesquisa é alerta para 'humildade e valorização dos parceiros'

Alfredo Junqueira, Tiago Décimo, Evandro Fadel e Elder Ogliari - O Estado de S.Paulo

O presidente do PSDB do Rio, José Camilo Zito, afirmou que o resultado da pesquisa CNI/Ibope, com Dilma Rousseff (PT) à frente de José Serra (PSDB), vai dificultar ainda mais a campanha do tucano no Estado. Segundo ele, prefeitos do partido já o avisaram de que vão pedir votos para Dilma.

"Isso já vinha ocorrendo porque o uso da máquina é muito forte. Em alguns municípios, mesmo administrados pelo PSDB, esse uso de máquina faz com que os prefeitos entrem para a campanha deles", disse Zito, que também é prefeito de Duque de Caxias, principal cidade administrada pelo PSDB no Rio.

A pesquisa CNI/Ibope abriu espaço para pelo menos um aliado do tucano no Rio Grande do Sul criticar o comando da campanha. "A fotografia do momento serve para uma reflexão: é preciso humildade e valorização dos bons parceiros", afirmou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM).

A frase reflete uma circunstância regional. Lorenzoni lamenta que o segundo palanque gaúcho, que DEM, PTB e PPS articulavam em torno do petebista Luís Augusto Lara, e oferecido ao PSDB ao longo de 40 dias, não tenha se viabilizado por falta de interesse dos tucanos. "Essa composição tinha grande poder de mobilização na região metropolitana de Porto Alegre, que concentra 4 milhões de votos, e na qual o PT é muito forte", diz Lorenzoni.

Paraná. Principal difusor da campanha tucana no Paraná, o ex-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB) minimizou os números da pesquisa. "A campanha ainda não começou", argumentou. "Há uma exposição excessiva da adversária, aproveitando eventos com o presidente Lula."

Para Richa, não deve haver mudança na campanha Serra, que tem poupado o governo Lula de críticas mais duras. "É o estilo dele, não adianta querer mudar para uma campanha agressiva porque nem cairá bem com o Serra."

"Dono" do palanque de Serra na Bahia, o candidato do DEM ao governo do Estado, Paulo Souto, não quis comentar a pesquisa. Mas integrantes de sua campanha criticaram a concentração de exposição de Serra na mídia no período da Copa do Mundo.

Link:


http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,tucano-do-rio-teme-debandada-de-prefeitos,571892,0.htm

Em 1998, FHC não participou de um único debate e não concedeu uma entrevista sequer durante toda a campanha eleitoral! Esqueceram disso, tucanada?


Dilma, Serra, FHC e os debates!

por Marcos Doniseti

Na campanha pela reeleição, em 1998, FHC NÃO PARTICIPOU DE UM ÚNICO DEBATE. Aliás, ele não concedeu uma entrevista sequer durante toda a campanha.

Apesar disso, nunca vi nenhum tucano e tampouco algum jagunço da Grande Mídia Golpista reclamar disso.

Além disso, é mentira que Dilma não irá a debates. Ela já anunciou que irá participar, sim, de debates nas Redes de TV abertas.

Outra coisa: Dilma irá fazer picadinho de Serra nestes debates, tal como fez com Agripino Maia quando este o questionou a respeito de ter mentido, sob torturas, na época da Ditadura Militar, a fim de proteger seus companheiros de luta.

Na verdade, esse desespero dos tucanos para que Dilma participe de debates somente surgiu depois que ela começou a crescer nas pesquisas e ultrapassou o candidato do PSDB nas mesmas.

Antes disso, ninguém falava em fazer debate algum, o que prova que Serra é que não queria debater.

E tem outra coisa: os debates não influem em praticamente nada no resultado final da eleição. Quem os assiste, na sua maioria, são eleitores com posição já definida, que já escolheram os seus candidatos.

Essa gritaria dos tucanos por debates é mais uma demonstração clara do desespero que já atingiu a cúpula tucana-democrata, que se apavora cada vez mais com a derrota que se aproxima.

E podem se preparar, tucanos e demos, pois a surra que Dilma irá aplicar em Serra será muito, mas muito grande, mesmo.

Associação com Lula impulsiona avanço de Dilma!


Associação com Lula impulsiona avanço de Dilma

Intenção de voto na petista subiu 20 pontos porcentuais em 3 meses entre os que se dizem dispostos a eleger um candidato apoiado pelo presidente

do 'Estadão'

Daniel Bramatti - O Estado de S.Paulo

A última pesquisa CNI/Ibope mostra que, em três meses, a intenção de voto na petista Dilma Rousseff subiu 20 pontos porcentuais no eleitorado "lulista" - formado pelos que se dizem dispostos a eleger um candidato apoiado pelo presidente.


Os lulistas são aproximadamente metade da população - 53% em março e 48% em junho, segundo o Ibope. Nesse contingente, Dilma tinha 50% das intenções de voto há três meses, e agora concentra 70%.


O avanço ajuda a explicar o crescimento da preferência pela petista no eleitorado total. Desde março, ela subiu 7 pontos porcentuais, para 40%, e ultrapassou o tucano José Serra, que tem 35%.

A candidata ainda tem a explorar um "filão" de 30% de lulistas que demonstram preferência por outros candidatos ou não sabem em quem votar, por desinformação ou incoerência. Esse grupo forma cerca de 11% do eleitorado total.

O grau de desinformação ou incoerência cai à medida que sobe a escolaridade. Apenas 9% dos lulistas com curso superior não se definiram por Dilma. Entre os que estudaram até a quarta série do ensino fundamental, o índice chega a 37%.

Oposição

Assim como Serra tem eleitores entre os simpatizantes do presidente, Dilma tem eleitores nos segmentos não-lulistas da população, mas neles perde por larga margem para o candidato do PSDB.

Como era de se esperar, o tucano lidera entre os que preferem votar em um candidato de oposição a Lula, com 75%. Dilma aparece com apenas 3%, atrás da candidata do PV, Marina Silva, com 15%. Esse grupo, porém, representa apenas 10% do eleitorado total.


Um contingente mais expressivo, de 37% da população, é o que afirma que não levará em conta a posição do presidente na hora de votar. Nesse grupo, Serra vence Dilma por 54% a 14%. Marina aparece com o mesmo porcentual da petista.


Regiões

Os lulistas se distribuem de forma desigual pelo País. Na Região Nordeste, eles são 67% da população. No Sul, apenas 31%. As duas regiões são, respectivamente, os principais redutos eleitorais de Dilma e Serra.

A petista tem 17 pontos de vantagem entre os nordestinos (47% a 30%). É no Nordeste que ela tem também sua menor taxa de rejeição (16%). Entre os sulistas, o tucano lidera por 42% a 34%. Apenas 22% dos moradores do Sul dizem que não votariam de jeito nenhum no tucano.


Na divisão do eleitorado por renda, há mais brasileiros que se dizem influenciados por Lula entre os mais pobres. Eles são 62% dos que têm renda familiar de até um salário mínimo e 56% dos que ganham de um a dois salários.



Os lulistas na faixa de renda mais baixa são também os mais desinformados a respeito da opção do presidente na eleição: 40% deles não sabem que Dilma é apoiada por ele.


Diferenças de gênero também aparecem ao se analisar a composição do eleitorado que pretende seguir a orientação de Lula nas urnas. Entre os lulistas homens, 76% já se definiram por Dilma; entre as mulheres, o índice baixa para 65%.

Avaliação do governo

Dilma tem 49% das intenções de voto entre os eleitores que consideram o governo Lula ótimo ou bom e apenas 4% entre os que avaliam a administração como péssima. Já Serra tem 31% e 50% nos dois segmentos, respectivamente.

Tomando-se como universo apenas os eleitores da candidata do PT à Presidência, a aprovação ao governo é de 93%. Entre os que pretendem votar em Serra, 66% consideram o governo ótimo ou bom.

Do total da população, 75% têm avaliação positiva sobre a gestão e 85% aprovam o desempenho pessoal do presidente. No Nordeste, a aprovação a Lula chega a 90%. No Sul, esse índice é de 80%.

Link:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100626/not_imp572394,0.php