Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Oposição em 2011!

FERNANDO RODRIGUES

Oposição em 2011

BRASÍLIA - Enquanto as pesquisas mostram o favoritismo de Dilma Rousseff (PT) na eleição presidencial, há dúvidas sobre como será a configuração da oposição a partir de 2011. Não está ainda claro o tamanho da derrota de José Serra (PSDB), se vier mesmo a ser confirmada nas urnas.

Uma coisa é perder no segundo turno, dando trabalho ao concorrente direto. Outra, bem diferente, é levar uma sova acachapante e humilhante já no primeiro turno.

Se Serra de fato perder no primeiro turno, terá dificuldades para continuar a comandar o PSDB. Nessa configuração, o partido tem opções incertas sobre quem será seu líder nacional -e comandante da oposição. A rigor, os tucanos parecem cada vez mais confinados apenas a uma parte do Sul, do Sudeste e ao Estado de Goiás.
Por ora, há mais certeza de vitória do PSDB nas eleições estaduais em São Paulo (com Geraldo Alckmin) e Paraná (com Beto Richa). Em Minas Gerais e em Goiás, a disputa continua intensa e incerta.

Do ponto de vista do peso político nacional, São Paulo e Minas Gerais -os dois maiores eleitorados do país- são preponderantes. Assim, a liderança do PSDB estará entre o paulista Geraldo Alckmin e o mineiro Aécio Neves. É difícil imaginar as seções tucanas do Paraná ou de Goiás influindo de maneira decisiva nos rumos da oposição ao eventual futuro governo Dilma.

Nas últimas semanas, o candidato do PSDB ao governo de Minas Gerais, Antonio Anastasia, reagiu. Está virando uma "Dilma do Aécio" entre os mineiros. Já Aécio está prestes a se eleger como um campeão de votos para o Senado.

Com essas tendências se materializando em 3 de outubro, Dilma terá o melhor dos mundos. Uma oposição debilitada e fracionada por dois estilos de comando. Não há nada tão diferente no PSDB como as formas de atuar de Aécio e Alckmin. O PT e Lula nunca sonharam com cenário tão edulcorado.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz3008201004.htm

Lula lidera ofensiva para obter maioria no Senado!

Lula lidera ofensiva para obter maioria no Senado

Das 54 vagas em disputa, os oposicionistas PSDB, DEM e PPS têm candidatos competitivos em apenas 17

Agência Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deflagrou uma ofensiva na televisão e nos palanques para garantir ampla maioria no Senado para um eventual governo de Dilma Rousseff (PT). Das 54 vagas em disputa, os oposicionistas PSDB, DEM e PPS têm candidatos competitivos em apenas 17, segundo as últimas pesquisas.

Lula e Dilma têm usado o horário eleitoral para disseminar mensagens de apoio a candidatos aliados com chances de tirar do páreo os senadores que, nos últimos anos, derrotaram o governo em votações importantes, como a tentativa de prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o imposto do cheque. O presidente também começou a lançar ataques diretos contra os adversários. Na última sexta-feira, seu alvo foi Marco Maciel (DEM), candidato à reeleição em Pernambuco.

Até 3 de outubro, o número de oposicionistas com chances nas pesquisas pode cair. Mesmo antes da ofensiva de Lula, alguns dos principais expoentes das bancadas contrárias ao governo enfrentavam dificuldades para se reeleger, em uma campanha na qual a associação ao presidente tem se mostrado decisiva na conquista do eleitorado.

Entre eles, Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB, e Heráclito Fortes (DEM) são os mais fragilizados na busca por uma das duas vagas em disputa em seus Estados. Efraim Morais (PB), José Agripino (RN) e Marco Maciel, todos do DEM, também estão sob ameaça da onda governista.

Ataque

Apesar de não ter estado na linha de frente da oposição nos últimos anos, Maciel foi alvo de um ataque pesado de Lula na última sexta-feira, durante um comício do PT, no Recife. Sem citar nomes, Lula disse que há candidato que parece estar no Senado "desde o tempo do Império".

"Já foi presidente da Câmara, ministro e até vice-presidente da República. O que ele trouxe para Pernambuco?" A seguir, o presidente conclamou o público a votar em Humberto Costa (PT), líder nas pesquisas, e em Armando Monteiro Neto (PTB), que ameaça tirar de Maciel a segunda colocação.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Link:

http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/lula+lidera+ofensiva+para+obter+maioria+no+senado/n1237764433085.html

José Serra precisa dormir - Por Altamiro Borges!

José Serra precisa dormir - Por Altamiro Borges

É conhecida a fama de notívago do grão-tucano José Serra. No twitter, suas notinhas de até 140 toques são postadas na madrugada. Num exagero de servilismo, Gilberto Kassab, o prefeito da capital paulista, chegou a dizer que “durmo de paletó para atender às ligações do governador”. Muitos aspones já reclamaram, em tom de brincadeira (será?), que eram acionados as altas horas pelo mandatário centralizador. É desta fama e de suas olheiras que surgiu o apelido de vampiro.

Talvez isto explique porque o presidenciável anda tão atordoado, confuso, errático. Num dia, ele afirma que “não sou oposição nem situação” e que pretende ser o “continuador de Lula”. Noutro dia, ele assume o figurino fascistóide de George Bush ou Álvaro Uribe e faz discursos irritadiços contra o atual governo. Prova desta crise existencial foi quando ele tentou associar a sua imagem à de Lula em plena propaganda eleitoral na televisão. Muitos pensaram: Serra enlouqueceu de vez!

O atestado de óbito da Folha

Até a Folha, que nunca escondeu a torcida pelo candidato, desistiu de entender sua esquizofrenia. Em editorial de 21 de agosto, o jornal jogou a toalha e decretou que “a campanha de Serra parece ter recebido o seu atestado de óbito”. A famíglia Frias, que preferia um candidato direitista sem máscara, não engoliu o “parasitismo político” do jingle da campanha serrista que diz “tira a mão do trabalho do Lula/ tá pegando mal/... Tudo que é coisa do Lula/ a Dilma diz/ é meu, é meu”.

Indignada com a “sem-cerimônia dessa apropriação que extravasa os limites da mistificação marqueteira”, a Folha já anunciou que pulou fora do barco do candidato, que “agora se apresenta como ‘Zé’, no improvável intento de redefinir sua imagem pública... Não é do feitio deste jornal tripudiar sobre quem vê, agora, o peso dos próprios erros, e colhe o que merece. Intolerável, entretanto, é o significado mais profundo desse desesperado espasmo da campanha serrista”.

“A desconstrução já começou”

Pouco a pouco, José Serra vai definhando. O valentão Arthur Virgílio, o jagunço Sérgio Guerra, o riquinho Tasso Jereissati e vários outros “aliados” o abandonam para evitar a contaminação nas suas bases. A própria mídia, seu último bastião, já dá sinais de fadiga diante de uma “candidatura nati-morta”, como aponta o blogueiro Luis Nassif. “Muitas vezes previ que a velha mídia procederia à desconstrução da própria imagem que criou de Serra. E o faria com gana, sentindo-se ludibriada por ter apostado em um cavalo manco. Errei o prazo. A desconstrução já começou”.

Pouco a pouco, o bloco neoliberal-conservador desloca sua atenção para as disputas de governos estaduais e de mandatos legislativos. Serra pode virar mais um caso grotesco de “cristianização”. Caso não ocorra erro grave de campanha, Dilma Rousseff caminha para ser a primeira mulher presidenta do Brasil, dando continuidade ao ciclo progressista aberto por Lula. Ela precisará de sólida base de sustentação nos estados, no Senado e na Câmara Federal. A direita parece que já rifou Serra, que “precisa dormir”, mas já cava suas trincheiras para infernizar o futuro governo.

Link:

http://altamiroborges.blogspot.com/2010/08/jose-serra-precisa-dormir.html

Futuro da oposição e o governo Dilma - por Ricardo Kotscho!

Futuro da oposição e o governo Dilma - por Ricardo Kotscho

Na falta de novidades, até parei de escrever sobre a campanha eleitoral nos últimos dias, como vocês devem ter notado. A cada nova pesquisa, a mesma rotina: Serra cai, Dilma sobe e deve vencer no primeiro turno. Se virou rotina, deixou de ser notícia.

No último Ibope, divulgado neste final de semana, o que chegou a ser anunciado como uma guerra entre governo e oposição, poucas semanas atrás, de uma hora era virou um passeio. Dilma abriu 24 pontos de vantagem (51 a 27).

Nem Lula, nem Dilma, muito menos o candidato tucano José Serra poderiam esperar que a eleição caminhasse para este desfecho ainda em meio à campanha, faltando 33 dias para a abertura das urnas.

A esta altura, Dilma está na frente em todos os Estados e regiões, vence nos maiores colégios eleitorais do país, lidera em todas as faixas de renda (menos entre os mais ricos), escolaridade e etárias. E a tendência é crescer mais: 12% dos eleitores ainda não sabem que ela é a candidata do presidente Lula.

Diante destes números acachapantes, até Carlos Augusto Montenegro, o presidente do Ibope, que até outro dia apostava todas as suas fichas na vitória de José Serra, jogou a toalha.

Em entrevista ao semanário IstoÉ, ele foi mais uma vez categórico, como quando me disse, ainda em 2008, durante um almoço no portal iG , na época das eleições municipais, que Gilberto Kassab seria eleito prefeito de São Paulo (como de fato foi) e José Serra era imbatível para a presidência da República.

“O Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff. Tem pesquisas diárias indicando que esta eleição presidencial acabou. Errei e peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana”, afirma ele agora.

Como Montenegro pode estar errando de novo e resultado de eleição só se conhece quando os votos são apurados, é bom ir com cuidado, sem botar os carros diante dos bois.

Mas não é isso que está acontecendo com alguns coleguinhas da imprensa, que até outro dia procuravam dar orientações para a correção dos rumos da campanha demotucana, inconformados com as atuação camaleônica do candidato José Serra e o crescimento firme de Dilma Rousseff.

Parece que eles também entregaram os pontos. De uma hora para outra, viraram suas baterias com ataques ferozes ao candidato de oposição e seus aliados, criticaram a falta de propostas e de bandeiras, cobraram uma atitude mais combativa e, claro, sobrou até para o marqueteiro, o mesmo Luiz Gonzalez de outros carnavais, que virou a nova Geni.

Como o tal “fato novo” tão esperado não surgiu ou ao menos não aconteceu, esgotadas as possibilidades da novela dos misteriosos dossiês que ninguém viu, já dando Serra como página virada, tanto o noticiário como as colunas de opinião passaram a se dedicar a especulações sobre o futuro da oposição e a formação do governo Dilma.

Enquanto se discute se a oposição será liderada por Aécio Neves ou Geraldo Alckmin, no fim de semana já apareceu até a primeira crise do governo Dilma, com a suposta disputa pelo poder entre os “ministros” Antonio Palocci e José Dirceu. Seria tudo muito hilário, não fosse patético.

Link:

http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2010/08/30/futuro-da-oposicao-e-o-governo-dilma/

A natureza neoliberal, retrógrada e ultra-direitista da candidatura Serra! - por Marcos Doniseti!

A natureza neoliberal, retrógrada e ultra-direitista da candidatura Serra! - por Marcos Doniseti

Afinal, a oposição não tem projeto? Claro que tem, mas não pode dizer qual é!

Está se desenvolvendo um debate muito interessante no blog do Nassif a respeito de qual seria o projeto alternativo da oposição para o Brasil. E muitos dos leitores do blog estão dizendo que a coligação do PSDB/DEM/PPS, que apóia Serra, não teria um projeto alternativo para apresentar para o eleitorado brasileiro nestas eleições.

Porém, isso não é verdade!

A oposição demotucana tem, sim, um projeto alternativo, mas ele não pode dizer qual é, pois se o fizer não terá nem 20% dos votos.

O projeto da oposição demotucana é o projeto Neoliberal, que foi exatamente o projeto que eles colocaram em prática durante os 8 anos de governo FHC e que ainda colocam em prática nos estados e municípios nos quais governam.

Vejamos, por exemplo, o caso do governo José Serra no estado de SP. O mesmo, logo depois de tomar posse, elaborou uma lista de 18 estatais que seriam privatizadas, incluindo a CESP e a Nossa Caixa.

O processo de privatização de Serra somente não deslanchou devido ao desinteresse dos investidores e ao fato do governo Lula não ter dado nenhum tipo de apoio ao mesmo.

Outra demonstração clara desse caráter neoliberal do governo Serra em SP foi a política de terceirização dos serviços públicos, que foi iniciado no governo Covas, foi intensificado com Alckmin e foi reforçado por Serra.

Inclusive, já em seu curto governo na prefeitura de São Paulo, Serra enviou um projeto de lei para a Câmara dos Vereadores para terceirizar todos os serviços públicos municipais, incluindo Saúde e Educação.

Porém, devido à resistência dos vereadores e do funcionalismo público, a terceirização foi aprovada 'apenas' para a área da Saúde.

Aliás, Serra havia prometido que iria cumprir até o fim o seu mandato na prefeitura de São Paulo, o que não fez, mesmo tendo registrado esse compromisso em cartório... Serra ficou apenas 15 meses à frente da prefeitura paulistana.

Outra característica dos governos Serra, na prefeitura de SP e no governo de SP, foi a recusa em dialogar com as entidades representativas das categorias do funcionalismo público e adotou uma política de arrocho salarial que as empobreceu.

E quando se deparou com movimentos grevistas e reivindicatórios, de várias categorias (policiais, professores, médicos, do Judiciário, estudantes, etc) a postura de Serra foi de recusar o diálogo e em reprimir duramente a tais movimentos. Até mesmo os estudantes e professores foram violentamente reprimidos pela PM.

Tudo isso caracteriza um projeto claramente neoliberal: privatizações, terceirizações, enfraquecimento do setor público, arrocho salarial, criminalização e repressão aos movimentos sociais.

Além disso, basta observar o discurso de campanha de Serra para comprovar o caráter direitista, neoliberal e retrógrado da sua candidatura.

As afirmações de que o PT 'tem ligações com as FARC', os ataques aos governos de Evo Morales e Hugo Chávez, a afirmação de que 'o Mercosul é uma farsa', as críticas feitas por aliados muito próximos de Serra (como Roberto Freire e Jarbas Vasconcelos) ao 'Bolsa-Família' comprovam também esse caráter neoliberal, reacionário e ultra-direitista da candidatura de Serra.

Aliás, outro dia mesmo a própria esposa de Serra, Monica Serra, disse que 'o Bolsa-Família desestimula as pessoas a trabalhar' (faltou ela explicar como, apesar do Bolsa-Família, o governo Lula criou 14 milhões de empregos em 8 anos de governo...). E essas declarações da esposas de Serra foram feitas depois que Serra havia dito, em várias oportunidades, que iria 'dobrar o Bolsa-Família'. Talvez ele queira dizer que irá 'dobrar, rasgar e jogar fora'...

Portanto, é falsa a afirmação de que a oposição do PSDB/DEM/PPS que dá sustentação à candidatura de Serra não tem um projeto alternativo para o país. Eles tem tal projeto, sim, mas não podem vir a público para dizer que farão tudo isso pois sabem que serão fragorosamente derrotados.

Então, resta ao candidato apoiado por FHC, pela Grande Mídia e pela coligação PSDB/DEM/PPS apenas a alternativa de camuflar, de esconder, a natureza do seu verdadeiro projeto político e social, que é o projeto neoliberal, pois a defesa deste não conquista voto de ninguém, muito pelo contrário, apenas tira votos de qualquer candidato que o defenda publicamente e o condena a sofrer uma derrota acachapante e humilhante.

Porém, a população brasileira está demonstrando, ao rejeitar a candidatura do ex-governador paulista que adora espancar professores, que ela já atingiu um grau bastante elevado de maturidade política e irá recusar o apoio à candidatura tucana, cujos partidos, as forças políticas-sociais e a Grande Mídia que a sustentam não fizeram outra coisa que não atacar violentamente a todas as políticas implementadas pelo governo Lula nestes quase 8 anos de governo.

Isso prova de que a tese de que o brasileiro 'não tem memória' está completamente equivocada. Tanto tem memória que está rejeitando a candidatura tucana e consagrando a de Dilma, que caminha para conquistar uma vitória consagradora sobre a candidatura que representa um projeto político neoliberal, retrógrado, anti-popular, anti-nacional e anti-democrático, que é a de Serra.

Brasil, Urgente, é Dilma Presidente!

domingo, 29 de agosto de 2010

Vox Populi/Bahia: Dilma tem 65%, contra 15% de Serra!


A TARDE/Vox Populi: Na Bahia, Dilma está 50 pontos à frente de Serra

Com 90% de identificação como a candidata apoiada pelo presidente Lula para sucedêlo, Dilma Rousseff (PT) aparece com 65% das intenções de votos entre o eleitorado baiano, de acordo com a primeira pesquisa A TARDE/ Vox Populi sobre as Eleições 2010. O segundo colocado, José Serra (PSDB), está 50 pontos percentuais atrás, com 15% das intenções de votos. Com isso, caso as eleições presidenciais fossem hoje, a petista conquistaria 6 milhões de votos no Estado e teria uma frente de 4,7 milhões em relação ao adversário tucano. A terceira colocada, Marina Silva (PV), aparece com 6% de preferência dos baianos.

Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde emquempretende votarsem ter acesso à relação dos candidatos que estão na disputa, a petista aparece com 53%, o que representa mais da metade dos votos entre os baianos. José Serra tem 12%. Em terceiro lugar aparece o presidente Lula, que nem é candidato a nada, com 5% das intenções de votos do eleitorado baiano. Os indecisos representam 21% dos eleitores na pesquisa espontânea.

Em relação à possibilidade de vitória, Dilma é vista como favorita por 75% dos eleitores. Serra é o favorito para 10% dos baianos e 1% acredita que Marina vence a eleição.

O favoritismo de Dilma entre os baianos pode ser explicado pela relação entre ela e o presidente Lula, que é vista como fundamental para a definição de votos entre 49% dos entrevistados. Outros 29% dizem votar a depender do candidato. Apenas 5% dos eleitores baianos afirmam nãovotaremcandidatoàpresidência apoiado por Lula.

O presidente é fundamental na escolha de 61% dos baianos com ensino até a quarta série. Entre os que recebem salário mínimo, a influência de Lula faz a diferença para 58% dos eleitores.

Entre os 29% dos eleitores que têm afinidade com Lula, mas votariam no candidato à presidência a depender de quem ele é, 53% dizem que votam em Dilma. Enquanto isso, 22% desses eleitores poderiam votar em José Serra se ele fosse o apoiado por Lula. Mas a maioria deste eleitorado (59%) não votaria no ex-governador de São Paulo, mesmo que Lula estivesse ao lado dele.

Para 90% dos eleitores baianos não existem mais dúvidas sobre qual é a preferência de Lula entre os candidatos à presidência. Dilma desponta com 90% das indicações, enquanto 9% das pessoas não souberam responder quem seria.O1% restante ficou dividido entre os outros candidatos.

“Dilma é a representante de um governo muito bem avaliado pelos efeitos econômicos”, acredita o diretor presidente do Vox Populi, João Meira. É a economia o que explicaria, por exemplo, a boa avaliação positiva em relação a Lula entre o público com renda superior a cinco salários mínimos. “Apesar de o foco do governo ter sido as pessoas com menor renda, todos se beneficiaram com o impacto que isso trouxe à economia”, explica, em relação à preferência da classe média pela candidata do PT, o que segundo ele estaria se repetindo em todo o País.

O estudo mostra que Dilma vence entre todos os públicos pesquisados. A maior margem dela fica por conta dos votos dos homens e dos jovens com idade entre 16 e 24 anos.

Quase metade dos baianos (49%) deseja que as políticas implementadas pelo governo Lula permaneçam inalteradas no próximo governo. Há 40% que desejam algum tipo de mudança, com a permanência da maioria das políticas. Apenas 3% dos eleitores desejam modificar todas as políticas públicas implementadas por Lula.

É Dilma Rousseff quem aparece como a candidata que vai dar continuidade a essas políticas para 83% dos eleitores. Isso apesar de todo o esforço do tucano José Serra e de Marina Silva (PV), no sentido de garantir a continuidade das políticas públicas.

Link:


http://www.atarde.com.br/eleicoes2010/noticias/noticia.jsf?id=5613987

Serra mente e Kassab o desmente - por Brizola Neto!


Serra mente e Kassab o desmente - por Brizola Neto

Depois de reclamar que Dilma estaria “sentando na cadeira antes da hora” – quem fez isso foi seu ex-guru Fernando Henrique, antes de perder a prefeitura paulista para Jânio Quadros – , José Serra aproveitou a oportunidade de visitar uma associação de nordestinos – aqueles mesmo a quem queria dar o seu Bolsa-Dá o Fora – para fazer o que é a tônica de sua campanha: mentir.

Desta vez, ao dizer que as obras que existem nas comunidades de Heliópolis e Paraisópolis, em São Paulo não são obras federais ou que pouco o Governo federal tem a ver com elas.

Sobre a ida de Lula a Heliópolis, disse que não há nada a ser inaugurado lá: “Eles não fizeram nada por lá (Heliópolis), anunciaram que o Lula irá visitar a comunidade para inaugurar um conjunto habitacional. Tem um dinheirinho federal lá que não deve passar de 20% a 30% (do montante total investido no projeto pela administração tucana).“, disse ele no Estadão.

Já no portal Terra, Serra afirma que “o investimento federal em Paraisópolis foi insignificante. O grosso de tudo que foi feito lá vem do Estado e do município”.

Bem, vamos ver o que diz o site oficial da Prefeitura de São Paulo sobre os convênios para obras nas duas comunidades:

“O complexo de Heliópolis, com cerca de 60 mil moradores, receberá investimentos de R$ 175,5 milhões, sendo R$ 65 milhões da Prefeitura e R$ 110,5 milhões do Governo Federal. ”

Ou seja, o “dinheirinho federal”, que não passa de “20 ou 30%”, representa ” só″ 63% do valor a ser investido. E, como a gente não é mentiroso, registra que o Estado entrou com parcerias com a prefeitura para uma escola, uma escola técnica e três creches.

E quanto foi o dinheiro “insignificante” do Governo federal em Paraisópolis? Voltemos ao site da Prefeitura paulistana :

“Já na área de Paraisópolis, também na Zona Sul, será iniciada obra de urbanização, beneficiando 28,8 mil famílias que residem nas comunidades de Paraisópolis, Jardim Colombo e Porto Seguro. As melhorias estão orçadas em R$ 172,9 milhões, com repasse de R$ 60 milhões do Governo Federal e contrapartida de R$ 112,9 milhões da Prefeitura.“

Aliás, para ajudar José Serra a se lembrar, posto a lista dos investimentos, divulgada pela prefeitura:

Pelos acordos firmados com os governos Federal e Estadual, serão executadas obras nos seguintes locais:

- Jardim São Francisco (com a construção de 900 unidades habitacionais): R$ 114,4 milhões, sendo R$ 55 milhões da União e R$ 59,4 milhões da Prefeitura;

- Boa Esperança/Guarani (com a construção de 165 unidades habitacionais): R$ 25,5 milhões, sendo R$ 17,8 milhões da União e R$ 7,6 milhões da Prefeitura;

- Tiro ao Pombo (com a construção de 192 unidades habitacionais): R$ 17,5 milhões, sendo R$ 12,5 milhões da União e R$ 5,2 milhões da Prefeitura.

- Jardim Nazareth (com a construção de 98 unidades habitacionais): R$ 27,5 milhões, sendo R$ 19,2 milhões da União e R$ 8,2 milhões da Prefeitura;

- Cidade Azul (com a construção de 195 unidades habitacionais): R$ 19,8 milhões, sendo R$ 13,8 milhões da União e R$ 5,9 milhões da Prefeitura;

- Jardim Irene/Rosas/Parque Fernanda (com a construção de 796 unidades habitacionais): R$ 70,8 milhões, sendo R$ 49,6 milhões da União e R$ 21,2 milhões da Prefeitura.

Link:

http://www.tijolaco.com/?p=24407

Dilma tem 76% das intenções de voto no Amazonas, contra 9% de Serra! Governo Lula é aprovado por 95%!


AM: vantagem de Dilma sobre Serra é de 67 pontos, diz pesquisa

Raphael Cortezão - do 'Terra'

Uma pesquisa eleitoral realizada pela empresa Action Pesquisa de Mercado no Amazonas apontou diferença de 67 pontos percentuais entre a candidata petista Dilma Rousseff e o candidato tucano José Serra no Estado.

Na sondagem, Dilma venceria no primeiro turno com 76% das intenções de voto no Estado, contra 9% de José Serra, na pesquisa estimulada. O tucano aparece empatado tecnicamente com Marina Silva (PV), que obteve 8% das intenções de voto. Os outros candidatos, juntos, somaram 1%. Brancos e nulos são 1%, indecisos 11%. A margem de erro é de 2,28% pontos percentuais para mais ou para menos.

Dilma Rousseff mantém larga vantagem sobre o adversário tucano na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são informados. A candidata petista obteve 73% das intenções de voto, contra 8% de José Serra, que novamente aparece empatado tecnicamente com Marina Silva, lembrada por 7% dos entrevistados.

O resultado da avaliação administrativa contida na pesquisa indica que Dilma alavancou sua candidatura no Estado principalmente com base na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com a pesquisa da Action, o governo Lula foi avaliado como "ótimo" por 58% dos entrevistados. Outros 37% consideraram o governo "bom" e 4% regular.

Encomendada pela Empresa de Jornais Calderaro Ltda., editora do jornal A Crítica, a pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto, com 1.845 entrevistados em todo o Estado, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 26394/2010, e no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), sob o número de 233952/2.

Governo
Na disputa pelo governo do Amazonas, o governador e candidato à reeleição, Omar Aziz (PMN), aparece na liderança, com 49% das intenções de voto da pesquisa estimulada, contra 37% de seu principal adversário nestas eleições, o senador e ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR). Considerando a margem de erro da pesquisa, Omar seria eleito ainda no primeiro turno.

O percentual de indecisos da pesquisa espontânea para o governo, de 38%, é considerado alto para o período, mas segundo o diretor-presidente da Action, Afrânio Soares, deve diminuir gradativamente nas próximas semanas. Dos eleitores entrevistados, 35% lembraram de Omar Aziz e 24% de Alfredo Nascimento. Os demais candidatos não atingiram 1% de intenções.

Senado

A pesquisa divulgada pelo jornal A Crítica demonstrou o acirramento da briga pela segunda vaga do Amazonas no Senado entre o senador Arthur Virgílio Neto (PSDB) e deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB). O ex-governador Eduardo Braga (PMDB) aparece disparado na sondagem estimulada, com 80% das intenções de voto dos entrevistados, dos quais 70% o tem como primeira opção. Já o senador tucano e a deputada comunista estão empatados com 36%, cada.

Segundo a consulta eleitoral, Vanessa Grazziotin é apontada como primeira opção de voto por 7% dos que informaram que votam nela e outros 29% a indicaram como segunda opção. Entre os que declararam votar em Arthur Virgílio, 12% o tem como primeira opção e 24% como segunda opção.

Link:

http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4649019-EI15319,00-AM+vantagem+de+Dilma+sobre+Serra+e+de+pontos+diz+pesquisa.html

Ibope: Dilma tem 73% das intenções de voto no Maranhão, contra 13% de Serra!


Dilma tem 73% das intenções no Maranhão

Pesquisa Ibope mostra Dilma com 51% das intenções de votos, contra 27% de Serra e 7% de Marina.

Imirante, com informações de O Estado

SÃO LUÍS – A candidata do PT a presidente da República, Dilma Rousseff, tem 73% dos votos do Maranhão, um dos maiores índices do Brasil, segundo a pesquisa Ibope/TV Mirante. O candidato do PSDB, José Serra, tem no Estado apenas 13% das intenções de voto, seguido por Marina Silva (PV), que registra 6%. Dos demais concorrentes, apenas José Maria (PSTU) alcançou 1% das intenções de voto no Estado, segundo o Ibope.

O Ibope ouviu 1.204 eleitores, entre os dias 24 e 26 de agosto. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número 31.301/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 25.634/2010.

Na pesquisa nacional divulgada neste sábado (28), a petista teria 51% dos votos se as eleições fossem hoje, contra 27% do tucano e Marina Silva (PV), 7%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou menos. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo. Os eleitores que responderam que votarão em branco ou nulo somaram 5% e os que se disseram indecisos, 9%.

Dos demais candidatos, Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e Zé Maria (PSTU), nenhum alcançou 1% das intenções de voto. O candidato Rui Costa Pimenta (PCO) não foi citado por nenhum dos entrevistados.

O Ibope ouviu 2.506 eleitores com mais de 16 anos em 171 municípios de terça-feira (24) a quinta-feira (26). A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 26.139/2010.

Todos os detalhes da pesquisa Ibope, você vâ na edição deste domingo (29) do jornal O Estado do Maranhão.

Link:

http://imirante.globo.com/noticias/2010/08/28/pagina252082.shtml

Os erros fatais da aposta na teoria do "poste" - por Luis Nassif!


Nassif: Os erros fatais da aposta na teoria do "poste" - por Luis Nassif

Mais sábio dos estrategistas do DEM, no segundo semestre do ano passado o ex-deputado Saulo Queiroz confidenciava a jornalistas: quando Dilma começar a aparecer na campanha, estaremos perdidos. Saulo estava empenhado em demonstrar ao partido que Aécio Neves seria o único candidato competitivo. Mas pegara a fantasia da mídia de que o "poste" Dilma Rousseff jamais decolaria.

Por Luís Nassif, em seu blog

O desesperado Saulo tentava desviar o Titanic do iceberg que se avizinhava. Fazendo tratamento quimioterápico, com peruca para esconder a perda de cabelos, Dilma já estava saindo da toca. Imagine quando tiver os cabelos de volta, todo arrumadinhos e começar a soltar a prosa mineira com naturalidade, insistia ele, em pânico porque, na outra ponta, o que se tinha a oferecer era José Serra.

Em vão! Assim como acreditou nos analistas econômicos em 1998, e não se preveniu para a maxidesvalorização, agora a mídia acreditava cegamente nos analistas políticos e a oposição acreditava cegamente na mídia - e insistia que bastaria o "poste" ser exposto à luz da campanha para desaparecer.

Até duas semanas atrás, dia sim, dia não, os gênios da análise política diziam - e Serra repetia - que a campanha estava escondendo Dilma. A candidata saía de um tiroteio na CBN. E era acusada de estar sendo escondida. Enfrentava o Roda Viva, e a acusação persistia.

Diziam isso ao mesmo tempo em que acusavam Lula de dar super-exposição a Dilma.

Agora, Dilma aparece... para eles. Conclusão: pegou a herança de votos de Lula e começa a ampliar com seus próprios votos. Em São Paulo, Lula atrai o voto petista; Dilma está avançando nos votos tucanos.

E está a inspirar os analistas póstumos do jornal que, ironicamente, falam em "modas impulsionadas pelo marketing".

Link:


http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=135938&id_secao=1

O fracasso da Grande Mídia Golpista e da oposição demotucana nas eleições de 2010!


Abaixo, respondo a um artigo publicado no blog do Nassif a respeito da derrota humilhante que a Grande Mídia e a oposição demotucana irão sofrer nesta eleição. O texto em questão foi escrito, novamente, pelo Bento. Vamos lá, então!

O fracasso da Grande Mídia Golpista e da oposição demotucana nas eleições de 2010!

por Marcos Doniseti

1) Infelizmente muitos aqui confundem as coisas quando dizemos que precisamos de uma oposição bem constituída e articulada no âmbito dos partidos políticos e lamentamos a perspectiva de sua ausência.

R - Discordo! Quem faz confusão é você, que lamenta o fim de uma oposição troglodita, pré-história, golpista e reacionária, que não trouxe benefício algum para o país e que nunca atuou desta maneira 'bem constituída e articulada' que você diz.

2) Fato é que nunca houve oposição desse tipo no Brasil, e isso explica muito de nossa conturbada trajetória política.

R - Não, mesmo? Portanto, se a oposição do PSDB/DEM/PPS tivesse desenvolvido uma oposição qualificada ao governo Lula eles sairiam ganhando com isso, justamente porque seriam os pioneiros, no Brasil, neste tipo de oposição de alto nível e passariam a ser bem vistos por grande parte da população.

Mas, eles optaram pela baixaria e para as mentiras e se desmoralizaram perante a população e de forma mais do que compreensível. A escolha foi apenas deles, da oposição e da Grande Mídia, e cabe a eles colher os frutos do que plantaram.

3) Então não lamentamos a decadência e eventual extinção política de lideranças fracassadas ou assumidamente golpistas do DEM, PSDB e PPS, lamentamos sim a decadência da oposição enquanto opção viável ao eleitor. Não dá pra misturar as coisas como muitos fazem aqui.

R - Mas foi justamente a postura golpista e reacionária desta oposição, que não fez outra coisa a não ser atacar, duramente, ao governo Lula durante mais de sete anos, que provocou essa derrota acachapante nestas eleições que se aproximam.

Será que eles pensaram que o povo brasileiro iria se esquecer disso? Claro que não. Eles não se limitaram a criticar o governo Lula. Eles fizeram muito mais do que isso, que foi tentar inviabilizar o governo Lula.

E agora os eleitores estão acertando as contas com eles. Apenas isso. E de forma inteiramente democrática, o que é o melhor de tudo.

4) Ninguém lamenta a derrota de Serra, de Maia e de tantos outros políticos vergonhosamente respaldados pela mídia que abriram mão da legalidade e do compromisso para com a democracia em nome da luta sem quartel contra o governo Lula. Mas lamentamos sim que a oposição seja incapaz de apresentar alternativas consistentes, na forma de novas lideranças que encampem um projeto inovador para o país.

R - Essa fatura você deve apresentar ao FHC, Serra, Agripino Maia, Arthur Virgílio, ACM Neto, Roberto Freire, Heráclito Fortes, Miriam Leitão, Tavinho Frias Filho e cia limitada.

Foram eles que insistiram, durante quase oito anos, num discurso pré-histórico e ultrapassado.

A culpa da oposição não ter apresentado um programa alternativo consistente para o país é apenas dela mesma, portanto. Eles tiveram mais de sete anos para fazer isso e não fizeram, porque são medíocres, incompetentes e retrógrados demais.

5) O povo brasileiro, de forma contundente, rejeitou a forma de fazer política desses senhores, mas é preciso avançar mais. É preciso permitir que o povo escolha entre projetos claros para o país e sobre o papel a ser desempenhado pelo Estado na promoção do desenvolvimento.

R - Me parece que o projeto do governo Lula, ao qual Dilma dará continuidade, já é conhecido por todos: crescimento econômico, distribuição de renda, papel ativo do Estado no desenvolvimento econômico e social do país, aumento dos investimentos públicos na infra-estrutura e na área social, distribuição de renda em favor das regiões mais pobres do país (principalmente do Norte-Nordeste), geração de milhões de novos empregos com carteira assinada, aumento real dos salários dos trabalhadores, diálogo permanente com os movimentos sociais (atendendo a várias reivindicações dos mesmos), política externa soberana e independente, defesa da integração da América Latina, prioridade para as relações diplomáticas com os países do hemisfério Sul.

Portanto, o projeto de Lula e de Dilma para o Brasil já é mais do que conhecido.
Quem não apresentou projeto alternativo algum para o país, até o momento, foram as candidaturas da oposição. Cabe a eles corrigir esse erro.

O projeto do governo Lula e da Dilma o povo brasileiro já é mais do que conhecido, portanto. Cabe à oposição apresentar o seu, o que até agora não o fez.

6) É equivocado - e perigoso - concluir que, em razão da falta de seriedade e compromisso democrático dessas figuras decrépitas que ora freqüentam nossa mídia e se auto-denominam "oposição", não há então espaço nem legitimidade para qualquer oposição no país.

R - Há espaço para uma oposição séria, coerente, com propostas alternativas, sim. Falta apenas surgirem lideranças e partidos que se preocupem em fazer isso, o que não aconteceu até o momento. A responsabilidade de fazer isso é da própria oposição e não do governo.

Ou será que você deseja que o Lula, a Dilma, o Michel Temer, o PT, o PMDB e os demais partidos da coligação que apóia Dilma se reúnam e elaborem um projeto alternativo para a oposição demotucana?

Só me faltava essa...

7) Fazer isso é repetir o erro de muitos entusiastas do governo FHC, que, mesmo reconhecendo os muitos erros do partido, ainda se recusavam a aceitar a possibilidade de sucesso de um governo de oposição simplesmente pelo fato de que o PT não teria capacidade nem legitimidade de levar adiante eventuais avanços do governo tucano e quiçá fazer melhor, sobretudo na área social.

R - Novamente, foram eles, da oposição demotucana e a Grande Mídia, que erraram.
Quanto ao PT, ele foi punido pelos eleitores em três oportunidades seguidas (1989, 1994, 1998) justamente porque se preocupava mais em atacar quem governava o país do que em apresentar propostas alternativas para o mesmo.

Foi justamente quando Lula e o PT abandonaram tal postura, na campanha de 2002, que ele venceu a sua primeira eleição presidencial.

E isso não foi mera coincidência. Lula e o PT aprenderam com os erros cometidos em 1989, 1994 e em 1998 e por isso venceram em 2002. Cabe à oposição demotucana fazer o mesmo agora. Essa tarefa é apenas dela e de mais ninguém.

8) Muitos desses simpatizantes do PSDB, outrora conhecidos pela temperança e capacidade de diálogo, hoje se converteram no que há de pior em matéria política, sendo incapazes de enxergar absolutamente nada no governo Lula a não ser o que os slogans tão propalados pela direita acéfala afirmam - aparelhamento, totalitarismo, corrupção "genética", etc.

R - Avaliação correta. Mas, justamente por isso que a fatura do atual fracasso da oposição dever ser apresentada à própria oposição e não ao PT e ao governo Lula, como muitos insistem em fazer, incluindo você.

9) Temo seriamente que muitos dos simpatizantes do PT caminhem para o mesmo lado. A forma como alguns deles tratam a candidatura de Marina e antes a de Ciro Gomes já é um sintoma dos males desse pensamento único. Transformam um fato a posteriori, aliás corretamente antecipado por Lula - que essas candidaturas subtraem votos de Dilma e portanto poderiam levar a disputa a um 2º turno que interessa a Serra - em causa a priori, concluindo daí que Ciro e Marina só podem estar a serviço de Serra.

R - Mas, se as candidaturas de Ciro e de Marina não conseguiram decolar é justamente porque não conseguiram convencer uma boa parte dos eleitores e dos atores políticos do país de que eles seriam boas alternativas para governar o país e que fariam um governo melhor do que será o de Dilma.

Ciro, por exemplo, na verdade, jamais contou com a simpatia da maior parte do PSB. Ele sequer conseguiu convencer o seu próprio partido de que a sua candidatura era viável.

Quanto à Marina, ela tenta algo impossível neste momento histórico que vive o país, que é tentar uma conciliação entre PT e PSDB, que são os partidos que mais se digladiam na arena política brasileira. E isso não ocorre apenas em função de uma disputa de poder, mas porque ambos apresentam propostas muito distintas para governar o país.

Os inúmeros ataques da oposição às políticas implantadas pelo governo Lula comprovam a existência de tais diferenças.

Exemplos: Serra critica a realização das Conferências Setoriais, ataca a política externa do governo Lula, chamou o Mercosul de ‘farsa’, o DEM entrou no STF para acabar com o ProUni, lideranças importantes da oposição sempre chamaram o Bolsa-Família de 'bolsa-cachaça', 'bolsa-esmola' e de 'bolsa-vagabundo'. A oposição claramente criminaliza os movimentos sociais, reprimindo-os duramente (veja como Serra tratou os recentes movimentos de funcionários públicos, estudantes, policiais e de professores no governo de SP).

A própria esposa de Serra, outro dia mesmo, disse que o Bolsa-Família desestimula as pessoas a trabalhar mas, ao mesmo tempo, não explica como o governo Lula conseguiu gerar 14 milhões de empregos formais em seus quase 8 anos de governo. Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, disse em entrevista à ‘Veja’ que o ‘PAC não existe’ e que o mesmo seria extinto num futuro governo Serra. Jarbas Vasconcelos e Roberto Freire, dois aliados muito próximos de Serra, não fazem outra coisa que não seja desancar o Bolsa-Família. Roberto Freire já chegou a dizer que ‘o governo Lula é uma fraude’.

Assim, são mais do que evidentes as diferenças entre PT e a oposição comandada pelo PSDB e isso explica o fracasso de Marina em conciliar o inconciliável, o que ajudou a impedir que a sua candidatura decolasse.

E as pesquisas mostram, já há um bom tempo, que o povo brasileiro não quer conciliação alguma. Ele quer apenas a continuidade do governo Lula. As pesquisas são claras em mostrar que 85% dos brasileiros desejam a continuidade de todas ou de quase todas as políticas do governo Lula. E muito antes da campanha eleitoral entrar em sua fase decisiva, mais de 40% dos eleitores diziam que queriam votar em um candidato ‘apoiado pelo Presidente Lula’.

Assim, caso Marina queira ter sucesso em promover essa conciliação entre o PT e o PSDB ela terá que, antes, combinar isso com o povo brasileiro, que é soberano.
Já não basta culpar Lula e o PT pelo fracasso da oposição e agora você também culpa Lula e o PT pelo fracasso de Ciro e de Marina? Fala sério, vai...


10) Confundir uma conseqüência do jogo democrático com uma condição deste é o pior dos equívocos: foi esse erro que levou primeiro tucanos, depois petistas, a achar que "mensalão", "caixa-dois" e outras práticas semelhantes são o "normal" na democracia, aceitando assim a idéia de que o PMDB tem direito de pedir o que quiser sempre, afinal a política é e sempre será uma coisa suja e só líderes maquiavélicos (para parafrasear um saudoso ex-sociológo) tem capacidade de geri-la.

R - Não há nada de ilegítimo no fato do PMDB exigir cargos para poder participar de governos. Nos países ditos desenvolvidos também funciona assim. Recentemente os partidos Conservador e o Liberal-Democrata formaram um governo de coalizão na Grã-Bretanha. Vai me dizer que ambos os partidos não indicaram ninguém para formar o governo? Vai me dizer que eles não dividiram os cargos entre si? Brincou, né?
Quem ajuda a governar, participa do governo. Simples, assim. Não há nenhum crime nisso.

11) Esse erro poderá custar caro ao PT, da mesma forma como custou ao PSDB antes. Lula não viverá nem fará política para sempre, assim como FHc, que se permitiu cair no esquecimento muito mais cedo do que previam seus acólitos mais esperançosos.

R - Somente porque FHC e o PSDB caíram na mediocridade absoluta, isso não significa que Lula e o PT cometerão o mesmo erro, oras! Isso é uma arrematada tolice!

Além disso, o governo FHC foi um fracasso e ele terminou seu mandato com um índice de aprovação de apenas 30%. Enquanto isso, o governo Lula foi um sucesso e o mesmo termina os seus oito anos de governo com uma aprovação de 85%.

Fazer tal comparação, portanto, é de uma completa insensatez! Não há nenhuma lógica nesta comparação absurda e totalmente desprovida de qualquer sentido, portanto.

12) O que virá depois deles? Os otimistas acham que será o melhor dos mundos; eu, que sempre fui um otimista, gostaria de pensar o mesmo, mas me recuso a compartilhar do otimismo de quem acha que mídia e oposição são acessórios dispensáveis numa democracia, e toma toda crítica como ofensa pessoal.

R - E quem foi que disse isso? Cite nomes, por favor.

Ao que me consta, o que ninguém está lamentando é que uma oposição e uma Grande Mídia ultra-reacionárias, anti-populares e anti-democráticas estejam sendo derrotadas, e de forma absolutamente democrática, nesta eleição.

Quanto à inexistência de uma oposição e de uma mídia qualificadas, e como eu já disse inúmeras vezes, reclame com eles. A oposição e a Grande Mídia são os únicos culpados pelo buraco no qual se enfiaram.

O resto é conversa fiada para boi dormir.

13) Não foi o PT que venceu esta eleição, foi Lula - quisera o restante de seu partido tivesse a mesma visão democrática de seu líder e compreendesse esse fato.

R - E o PT não ajudou Lula em nada, não é mesmo?

O PT, por exemplo, não abriu mão de nenhuma candidatura importante para nenhum governo estadual, correto?

Patrus Ananias e Fernando Pimentel, por exemplo, não abriram mão de suas candidaturas ao governo de MG. Nenhum dos dois fez o que Lula pediu, correto?
Lindebergh Farias também não abriu mão de sua candidatura ao governo do RJ, para apoiar a reeleição de Sérgio Cabral, certo?

Em muitos estados, o PT tampouco aceitou formar coligações amplas para a Câmara dos Deputados, mesmo sabendo que, com isso, irá deixar de eleger muitos deputados federais e estaduais, que acabarão sendo eleitos pelas legendas coligadas, não é mesmo?

Uma das notícias mais divulgadas e comentadas nestes últimos meses foi justamente essa: o de que o PT teria aberto mão em excesso de candidaturas a governos estaduais, ao Senado e em aceitar fazer coligações para deputado federal e estadual e justamente para poder viabilizar uma coligação bastante ampla para poder eleger Dilma.

Somente você que não ficou sabendo disso.

Portanto, o que se conclui de seu texto é que o mesmo é totalmente frágil e inconsistente nas argumentações e não tem nenhuma base na realidade. O mesmo não passa de mais uma choradeira infinita e de um trololó interminável a respeito do fracasso da oposição demotucana e da Grande Mídia, que são as únicas responsáveis pela derrota humilhante e acachapante que irão sofrer nesta disputa eleitoral.

Quem pariu Mateus, que o embale!

Link:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-risco-do-pensamento-unico

Se dependesse do DEM, ProUni não existiria - por Elio Gaspari!


ELIO GASPARI - Se dependesse do DEM, ProUni não existiria, na 'Folha de S.Paulo'

Dilma disse a verdade quando acusou o ex-PFL de tentar destruir o programa no STF

EM BENEFÍCIO DA QUALIDADE do debate eleitoral, é necessário que seja esclarecida uma troca de farpas entre Dilma Rousseff e José Serra durante o debate do UOL/Folha.

Dilma atacou dizendo o seguinte: "O partido de seu vice entrou na Justiça para acabar com o ProUni. Se a Justiça aceitasse o pedido, como você explicaria essa atitude para 704 mil alunos que dependem do programa?"
Serra respondeu: "O DEM não entrou com processo para acabar com o ProUni. Foi uma questão de inconstitucionalidade, um aspecto".


Em seguida, o deputado Rodrigo Maia, presidente do DEM, foi na jugular: "Essa informação que ela deu é falsa, mentirosa".

Mentirosa foi a contradita. O ProUni foi criado pela medida provisória 213 no dia 10 de setembro de 2004. Duas semanas depois o PFL, pai do DEM, entrou no Supremo Tribunal Federal com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a iniciativa, e ela tomou o nome de ADI 3314.

O ProUni transferiu para o MEC a seleção dos estudantes que devem receber bolsas de estudo em universidades privadas. Antes dele, elas usufruíam benefícios tributários e concediam gratuidades de acordo com regras abstrusas e preferências de cada instituição ou de seus donos.

Com o ProUni, a seleção dos bolsistas (1 para cada outros 9 alunos) passou a ser impessoal, seguindo critérios sociais (1,5 salário mínimo per capita de renda familiar, para os benefícios integrais), de acordo com o desempenho dos estudantes nas provas do Enem. Ninguém foi obrigado a aderir ao programa, só quem quisesse continuar isento de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, PIS e Cofins.

O DEM sustenta que são inconstitucionais a transferência da atribuição, o teto de renda familiar dos beneficiados, a fixação de normas de desempenho durante o curso, bem como as penas a que estariam sujeitas as faculdades que não cumprissem essas exigências.

A ADI do ex-PFL está no Supremo, na companhia de outras duas e todas já foram rebarbadas pelo relator do processo, o ministro Carlos Ayres Britto. Se ela vier a ser aceita pelo tribunal, bye bye ProUni.

Quando o PFL/DEM decidiu detonar a medida provisória 213, sabia o que estava fazendo. Sua petição, de 23 páginas, está até bem argumentada. O que não vale é tentar esconder o gesto às vésperas de eleição.

Em 1944, quando o presidente Franklin Roosevelt criou a GI Bill que, entre outras coisas, abria as universidades para os soldados que retornavam da guerra, houve políticos (poucos) e educadores (de peso) que combateram a iniciativa.

Todos tiveram a coragem de sustentar suas posições. Em dez anos, a GI Bill botou 2,2 milhões de jovens veteranos nas universidades, tornando-se uma das molas propulsoras de uma nova classe média americana.

O ProUni não criou as bolsas, ele apenas introduziu critérios de desempenho e de alcance social para a obtenção do incentivo. Desde 2004 o programa já formou 110 mil jovens, e há hoje outros 429 mil cursando universidades. Algum dia será possível comparar o efeito social e qualificador do ProUni na formação da nova classe média brasileira. Nessa ocasião, como hoje, o DEM ficará no lugar que escolheu.

CONVITE AMIGO

Registro para a crônica da política externa de Nosso Guia:

No final de 2007, quando Gilberto Gil decidiu deixar o Ministério da Cultura, Lula perguntou delicadamente ao chanceler Celso Amorim se não preferiria trocar de pasta, indo para um lugar mais sossegado. Amorim preferiu ficar.

VIVA A TUNGA

Há um novo tipo de sindicalismo no país. Diante da decisão do Ministério do Trabalho de instituir o ponto eletrônico na porta das empresas, dezenas de sindicatos patronais foram à Justiça para impedir o funcionamento da maquininha. Até aí, tudo bem, pois desde que se inventou a jornada de trabalho remunerada o sonho de alguns patrões é tungar algumas horas de serviço de seus empregados, bem como os impostos e contribuições devidos à Viúva.

A novidade veio de onde menos se esperava: são muitos os sindicalistas-companheiros que não querem o ponto eletrônico.

RECEITA DESANDADA

O alto comissariado do Planalto está amargamente arrependido por não ter botado a boca no mundo e a polícia na rua quando vazaram dados sigilosos relacionados com José Dirceu, Antonio Palocci e Marta Suplicy.

Se esse arrependimento fosse pequeno, acrescente-se a ele a tristeza dos comissários ao verificarem que deveriam ter forçado o companheiro Nelson Machado, atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda, a assumir a Secretaria da Receita em 2007, no lugar de Jorge Rachid.

O silêncio protegeu os malfeitores de todos os credos, sobretudo aqueles cujo principal interesse é continuar nos cargos que lhes permitem traficar dados da vida alheia.

UMA DOSE DE OTIMISMO NA VEIA

Saiu nos Estados Unidos um daqueles livros que confundem as controvérsias convencionais e colocam novas ideias, ou novas dúvidas, na cabeça das pessoas. É "O Otimista Racional" ("The Rational Optimist"), de Matt Ridley, um biólogo/ jornalista que já chefiou o escritório da revista "The Economist" em Washington.

Seu recado, parafraseando Joãozinho Trinta, seria o seguinte: intelectual gosta de fim do mundo, quem gosta de progresso é o trabalhador. Flerta-se com o pessimismo durante um esplêndido momento da espécie. Cadê o bug do milênio? E a gripe aviária? E o apocalipse da falta de alimentos? A bomba da superpopulação? O desastre da vez seria a catástrofe ambiental.

Ridley fez um coquetel de Adam Smith ("A Riqueza das Nações") com Charles Darwin ("A Origem das Espécies"), sustentando que o nosso macaco transformou-se no que é sobretudo pela capacidade de trocar coisas e serviços.

Luís 14 tinha 498 criados trabalhando na sua cozinha, mas uma dona de casa parisiense come melhor do que ele. Tomando como referência o ano de 1955, Ridley informa: a renda das pessoas triplicou, a pobreza absoluta caiu de 50% da humanidade para 18%, comem-se 30% mais calorias, a mortalidade infantil foi reduzida em dois terços e um cidadão do Botswana tem hoje a renda de um finlandês em 1955.

Transplantando-se as comparações de Ridley e tomando-se duas estatísticas vitais de Pindorama de hoje, coletadas no banco de dados da ONU, toma-se uma injeção de "otimismo racional". A expectativa de vida do brasileiro de hoje (73,5 anos) está no patamar sueco de 1960, acima do inglês (70,8), americano (70) e do suíço (71,7) da mesma época. A mortalidade infantil (23 crianças mortas para 1.000 nascidas vivas) equivale à de 1960 na Inglaterra (22) e é melhor que a da França e dos Estados Unidos (25) há 50 anos.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2908201023.htm

Programa de Propaganda de Dilma Rousseff - 28/8 (à noite)

Crédito farto, renda crescendo, desemprego em queda e consumo crescente decidem a eleição presidencial, afirmam especialistas!


Crédito farto e consumo decidem o voto do eleitor

Maria Fernanda Delmas, O Globo

Salvo surpresas no caminho, é a economia que está decidindo a eleição.

Economia?

Mais precisamente o poder de consumo, dizem especialistas.

Crédito farto, facilidade de compra de imóveis, emprego e renda em alta, ganho do salário mínimo e Bolsa Família fazem a cama para a candidata do PT, Dilma Rousseff, disparar nas pesquisas.

Cheio de bens em casa, o eleitor não pensa em problemas coletivos, como saúde ou transporte. E liga menos ainda para questões mais abstratas, como a situação fiscal.

Ao longo desta semana, O GLOBO mostrará por que o consumidor está feliz. Como dizia James Carville, estrategista da campanha vitoriosa de Bill Clinton à Presidência dos EUA em 1992: "É a economia, estúpido!"

- Consumo é o motor dessa euforia. Só entre dezembro de 2008 e o mês passado, o crédito à pessoa física nas modalidades mais comuns (exceto imobiliário) subiu 35%, de R$ 275 bilhões para R$ 370 bilhões - isso é quanto os consumidores estão devendo ao sistema financeiro hoje. Sobre os R$ 74,4 bilhões de dezembro de 2002, o avanço é de 396%, bem além da inflação, de 52%.

- As pessoas estão votando com o bolso. Estão consumindo mais numa proporção não vista há 30 anos - afirma o economista Claudio Frischtak.

Link:


http://oglobo.globo.com/pais/noblat/



http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/08/28/credito-farto-poder-de-consumo-fazem-eleitor-querer-continuidade-do-governo-nao-pensar-em-bens-coletivos-917502437.asp

A oposição e as críticas responsáveis!

A oposição e as críticas responsáveis - por sergiolmrivero

do blog do Nassif

Esta produção de auto-engano, baseada nos próprios preconceitos das "raposas" demotucanas e dos "analistas" da grande mídia é uma coisa que, um dia, vai precisar ser estudada pelo pessoal da ciência política.

Não faz sentido pensar na Dilma como um poste. Ela foi a pessoa mais poderosa do governo, depois do Lula, por pelo menos dois anos. Parece o mesmo preconceito idiota que cegou os políticos tucanodemos em relação ao Lula. Se o PT e a esquerda latinoamericana são seus inimigos, o pior erro que eles fizeram foi subestimá-los.

Agora essa turma tá chorando suas pitangas, dizendo que o país vai "ficar sem oposição"...Bom...Numa democracia, caso eles não saibam, é preciso o voto dos cidadãos para que os políticos possam ocupar postos eletivos (ehehehe). Sem voto, não tem deputado, senador ou presidente.

Acredito que estamos vivendo uma época extraordinária no Brasil. Está morrendo o Brasil gestado na ditadura militar. Ainda há muito do legado do período da ditadura por aí, por que as transformações qualitativas, em qualquer processo social, são sempre complexas e cheias de descontinudades. Não existe o novo sem o antigo. Mas, o que parece estar em curso é o debate sobre o que queremos do Brasil do século XXI. Como vencer os grandes desafios do Desenvolvimento (que voltou á agenda) reduzindo a desigualdade social. Lula, por aprendizado, convicções morais e escolha política, tem o grande mérito de ter conduzido, com cuidado e responsabilidade, o país para esta nova agenda.

Quem lê regularmente a imprensa internacional e as publicações especializadas, vê que a percepção global do processo que está acontecendo no Brasil é extremamente positiva. Fica claro para o olhar irônico de gente que escreve no Financial Times que, surpreendentemente, apesar do atraso institucional e das desigualdade, o Brasil está virando, rapidamente, uma robusta e pujante democracia moderna e começa a disputar espaço de influência global, com todos os custos em que isso implica. A imprensa brasileira com, honrosas exceções como este blog aqui, passa longe deste debate, bramindo slogans tolos e preconceitos, falando para um segmento cada vez menor da sociedade brasileira.

Esse discurso que combina soberba e interesse está fortemente desconectado da realidade, o que muita gente ja apontou por aqui. Mais que chavões repetidos à exaustão, os ditos "liberais" precisam meter a mão na massa e estabelecer quais as críticas responsáveis e as propostas concretas que eles tẽm para o desenvolvimento e para a nova agenda imposta a eles pelos prováveis 12 anos de governo do PT.

Sem isso, vai restar a esse povo amargar a derrota, atropelados pelo trem que eles, tolamente, tentaram não ver.

Link:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-oposicao-e-as-criticas-responsaveis#more

As Lições das Pesquisas - por Marcos Coimbra!

As Lições das Pesquisas

De Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Os estudos que o professor Marcus Figueiredo e sua equipe estão fazendo sobre as pesquisas nas eleições presidenciais deste ano são importantes por várias razões. Sediados atualmente na UERJ (depois dos problemas pelos quais passou o Iuperj, a instituição à qual estavam vinculados) formam o grupo brasileiro mais especializado no assunto, com significativas contribuições para a avaliação e o desenvolvimento das pesquisas de opinião em nossa sociedade.

Seu núcleo, o Doxa – Laboratório de Pesquisa em Comunicação Política e Opinião Pública, acompanha, desde 2008, as pesquisas publicadas sobre a evolução das intenções de voto na sucessão de Lula. A base que utilizam são os trabalhos dos quatro institutos que divulgam resultados nacionais mais frequentemente.

O que tem maior regularidade é a Sensus, com as pesquisas que desenvolve para a Confederação Nacional dos Transportes. Dela é, portanto, a série mais completa ao longo do período. A seguir vem o Ibope, que tem um contrato de pesquisas trimestrais com a Confederação Nacional da Indústria. Datafolha e Vox Populi publicaram pesquisas intermitentes até o final do ano passado. Ao longo de 2010, todos divulgaram muitas.

Confirmando o que o Doxa já havia identificado nas eleições presidenciais depois da redemocratização, os quatro institutos fizeram um acompanhamento coerente da evolução das intenções de voto a partir de fevereiro de 2008, data do primeiro levantamento. As discrepâncias entre eles, que viraram assunto há alguns meses, não são relevantes.

Colocando lado a lado as pesquisas dos quatro, vemos uma linha de “evolução natural” da eleição de 2010. Já no final de 2008, quando eram 7 as pesquisas publicadas, percebia-se o sentido apontado pelos levantamentos: Dilma tendia a subir e Serra a cair.

Ao longo de 2009, foram divulgadas 14 pesquisas. O Doxa procurou a função matemática que mais se ajustava aos dados levantados pelos quatro institutos para os dois candidatos, com a qual podia estimar em que lugares estariam em pesquisas futuras (se, naturalmente, os motivos que os haviam levado àquelas posições não se alterassem). Essa função previa que as duas tendências se manteriam: crescimento de Dilma e queda de Serra. Ela havia começado o ano com 13% (segundo a Sensus) e terminado com 23% (segundo o Datafolha). Nas mesmas pesquisas, Serra foi de 43% a 37% e sua vantagem se reduziu à metade.

Em 2010, até 20 de agosto, foram publicadas 26 pesquisas dos quatro institutos. As estimativas feitas a partir dos dados de 2009 previam que Dilma ultrapassaria Serra entre o final de abril e o início de maio, que foi quando, segundo 5 pesquisas feitas naqueles dias, ela aconteceu. Previam que a candidata do PT continuaria a subir e que a distância entre ela e o candidato do PSDB cresceria, que foi o que todas apontaram.

Os quatro institutos foram coerentes entre si e seus resultados coerentes no tempo. Em outras palavras: cada novo resultado de um era coerente com os dos demais e com seus resultados anteriores. Era possível antecipar quase exatamente o que diriam as próximas a ser divulgadas, seja vendo as dos demais institutos, seja levando em conta a série de cada um.

Na reta final da campanha, os únicos resultados que fugiram do esperado foram as duas pesquisas de julho do Datafolha, com o empate entre Dilma e Serra. Já antes, em maio, no momento da ultrapassagem, o instituto havia captado mal o processo, corretamente percebido pela Vox e a Sensus, e, logo a seguir, pelo Ibope.

Mas o positivo é que todos, incluindo o Datafolha, voltaram a ser coerentes no final de agosto.

Salvo, então, um ou outro percalço de algum instituto, as pesquisas de opinião nos ajudaram a entender a eleição que estamos fazendo. O trabalho conjunto dos institutos traçou um retrato nítido: uma eleição sem sobressaltos, sem oscilações bruscas, marcada pela previsibilidade.

Seu ritmo foi ditado pela gradual difusão da informação sobre quem encarnava aquilo que a população desejava: a continuidade de um governo aprovado quase unanimemente, seja lá por quais razões. E o consequente crescimento da candidata que a representava.

As pesquisas, mesmo quando seus responsáveis torciam para que dissessem algo diferente, nunca deixaram de mostrar a mesma coisa: o favoritismo de Dilma, que agora ficou evidente para todos.

Link:

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/08/29/as-licoes-das-pesquisas-319687.asp

Nordeste dita a tendência do eleitor na sucessão 2010 - por José Roberto de Toledo!

Nordeste dita a tendência do eleitor na sucessão 2010 - por José Roberto de Toledo, no 'Estadão'

As tendências costumam partir dos centros em direção à periferia. É assim no vestuário, na tecnologia, no design. O que é moda em Milão hoje, será moda em São Paulo amanhã, e em Xiririca da Serra no dia seguinte. E na hora de votar? Onde fica o centro e quem está na periferia?

Na eleição 2010, quem dita a tendência é o Nordeste. Quando José Serra (PSDB) ainda liderava sozinho as pesquisas sobre a sucessão presidencial, os eleitores nordestinos já preferiam Dilma Rousseff (PT). À época, era comum atribuir esse comportamento ao assistencialismo do governo Lula na região.

O tempo mostrou que essa explicação é reducionista e insuficiente. Reducionista porque desde sempre a preferência por Dilma incluiu os nordestino ricos e pobres, escolarizados ou não, com e sem bolsa federal. E insuficiente porque ela não explica o fato de essa tendência ter extrapolado as fronteiras do Nordeste.

A mais recente pesquisa Ibope/Estado/TV Globo dá pistas importantes para se entender melhor o porquê de a “onda vermelha” ter se espalhado de lá para o Norte/Centro-Oeste, para o Rio de Janeiro, depois para Minas Gerais, para São Paulo e finalmente chegar ao Sul do Brasil.

Tudo aponta para a ideia da continuidade. Mas por que o eleitor quer mais do mesmo, em vez de variar um pouco? A fila andou e incluiu dezenas de milhões no mundo do consumo. Mas, tão importante quanto, os eleitores avaliam que ela continua andando. Principalmente no Nordeste.

Na era Fernando Henrique, o controle da inflação trouxe estabilidade e evitou a corrosão da renda de praticamente todos os brasileiros. O efeito lhe rendeu duas eleições presidenciais, mas acabou se esgotando. A economia voltou à letargia. Após oito anos, o eleitor preferiu a ruptura à continuidade.

As políticas sociais e de crédito massificados no governo Lula dão a impressão de que o movimento de inclusão é persistente. Coincidência ou não, o ritmo da economia como um todo se acelerou. Ao gosto nordestino, saiu de um arrastado bolero para um rápido xote.

Na semana passada, o CEO de um dos maiores bancos brasileiros exortava, em um seminário para os principais executivos da instituição: “Precisamos olhar para o Nordeste. O crescimento lá é mais rápido. É onde estão as oportunidades”.

Como exemplo, ele contou a história de um dono de supermercado no Piauí que montou 60 lojas, comprou 300 caminhões e fundou sua própria construtora para garantir a expansão da rede. Tudo nos últimos anos. É um novo mercado se formando. Novos atores emergindo.

Esse movimento foi traduzido pelo marqueteiro João Santana no “seguir mudando”, o mote e o xote da campanha de Dilma. É o gerúndio no poder, mas parece ser também o ritmo da eleição. Como diriam em Milão, o Nordeste é “trendsetter”.

Link:

http://blogs.estadao.com.br/vox-publica/

Para eleitor, Dilma é a mais preparada e Serra governa para ricos!

Para eleitor, Dilma é a mais preparada e Serra governa para ricos

do 'Vermelho.org'

Em três meses, a candidata à Presidência, Dilma Rousseff, da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, passou a ser vista pelo eleitorado como a "mais preparada" para governar o país e administrar áreas como educação, economia e segurança. É o que aponta o detalhamento da última pesquisa Datafolha.

O levantamento feito nos dias 23 e 24 deste mês mostra que a exposição da petista gerou mudanças significativas na visão do eleitor, que agora conhece melhor a candidata.

Dilma hoje é considerada "mais preparada" para ser presidente por 42% dos entrevistados, contra 38% de José Serra (PSDB). Na última pesquisa a incluir essa questão, em maio, Serra tinha 45%, ante 29% dela.

Seu desempenho evoluiu no Sudeste (+ 14 pontos), no Nordeste (+ 18 pontos) e entre os mais jovens, de 16 a 24 anos (+ 17 pontos).

Ela passou o tucano nos quesitos de melhor nome para combater a violência (38% a 30%), cuidar da educação (41% a 31%), manter a estabilidade econômica (49% a 28%) e lutar contra o desemprego (46% a 28%).

Serra mantém a dianteira (47% a 33%) apenas na saúde, área em que concentra sua propaganda eleitoral e da qual foi ministro no governo de Fernando Henrique Cardoso. O salto nos índices de Dilma também está relacionado a seu bom desempenho na TV, onde ela tem apresentado seu projeto: 71% dos que acham a propaganda dela melhor a têm como mais habilitada para o cargo.

Apesar da subida de Dilma em todos os quesitos, Serra é apontado como mais experiente (51% a 31%) e inteligente (36% a 34%). Mas ele perdeu 13 pontos em "experiência", e ela ganhou 14.Dilma é avaliada como mais autoritária (37% a 30%), porém mais simpática (37% a 26%) do que Serra.

Para 41% dos eleitores, Serra defenderá mais os ricos, ante 17% de Dilma. Já 45% dizem que ela governará mais para os pobres, contra 20% do tucano.

Marina Silva (PV) perdeu pontos em todas as áreas. Seu melhor desempenho é sobre defesa dos pobres (13%) e simpatia (14%).

Com Folha de S.Paulo

Link:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=135935&id_secao=1


Meu Comentário!

Dilma é a mais preparada e Serra governa para os ricos: O eleitor brasileiro sabe TUDO!

Respondendo ao texto incoerente de Eliane Cantanhêde!


A sra. Eliane Cantanhêde publicou hoje, na 'Folha', um texto no qual criticou fortemente ao Presidente Lula, chegando até a comparar a prática do seu governo com a da época da Ditadura Militar (ué, mas não era Ditabranda?).

Abaixo, respondo e comento os principais itens do texto da esposa de um dos marqueteiros do PSDB e do DEM, que é o sr. Gilney Rampazzo. Vamos lá, então:

ELIANE CANTANHÊDE

Ideia fixa

1) BRASÍLIA - De Lula: "Eu acho que o empresariado aprendeu muito, o governo aprendeu muito, os sindicalistas aprenderam muito. Acho que a imprensa vai precisar aprender um pouco ainda, porque nunca vi gostar tanto de notícia ruim".

Tradução: ele "deu um jeito" nos que poderiam incomodar. Deveria ter incluído bancos, movimentos sociais, a direita e a oposição. Botou uns no bolso e todos no seu devido lugar: o lugar de dizer amém.

R - Tradução do comentário da Cantanhêde: A imprensa brasileira é linda e maravilhosa. Ela não precisa aprender coisa alguma e tampouco abandonar práticas viciadas, canalhas e desonestas, como a de divulgar informações que estão sob segredo de Justiça (o que é ilegal), publicar fichas policiais falsas (como a da Dilma), bem como falsas acusações de estupro contra o Presidente da República, fabricar dossiês e grampos inexistentes e outras canalhices mil.

E a ‘Folha’ fez tudo isso sem se preocupar em apresentar nenhuma prova dos fatos e também sem ouvir o outro lado, o que são regras básicas de qualquer bom jornalismo... Mas, bom jornalismo é algo que a ‘Folha’ parou de fazer há muito tempo.

2) Só não conseguiu ainda "ensinar" a imprensa. Mas avança nessa direção, depois de arrastar Dilma para a Presidência e os aliados em massa para os governos estaduais e para o Congresso, onde a previsão é de uma maioria como nunca antes neste país. Exceto com a Arena, na ditadura.

R – Comparar a situação atual com a da época da Ditadura é coisa de imbecil ou então de desonesto. Ou é canalhice ou é pura desonestidade intelectual.

Quem diz isso é porque não faz a menor idéia do que seja uma Ditadura. O PSDB governa o estado de SP há quase 16 anos consecutivos e dona Cantanhêde nunca disse que isso é uma Ditadura.

Além disso, não foi o Presidente Lula quem disse que a Ditadura Militar foi uma Ditabranda, mas o jornal para o qual a sra. Cantanhêde trabalha já há muitos anos. Mas, parece que ela não ficou sabendo disso, coitada.

Cuidado, hein, sra. Cantanhêde. Chamar a Ditadura Militar de Ditadura ai na ‘Folha’ é perigoso. Afinal, para a ‘Folha’ a Ditadura foi apenas uma Ditabranda, não é mesmo? Já se esqueceu disso, sra. Cantanhêde?

Outra coisa que a sra. Cantanhêde se esqueceu (de forma bem conveniente, é claro) é que o então governador José Serra ajudou o seu ex-vice prefeito, Kassab, a vencer a eleição para a prefeitura da capital paulista em 2008. E para isso o então governador paulista chegou até a abandonar a candidatura de Alckmin, do seu próprio partido, a fim de eleger o seu sucessor na prefeitura paulistana.

Para isso, Serra usou de forma escandalosa a máquina pública. Mesmo assim, a dona Cantanhêde nunca comparou tudo isso com a época da Ditadura. Por que será, hein?

Além do mais, para Cantanhêde, Serra podia apoiar um candidato aliado para governar a maior e mais rica cidade do país, mas o Presidente Lula não pode dar esse mesmo apoio a políticos aliados que tentam se eleger para os governos estaduais, Senado e para a Câmara dos Deputados.

É disso que se trata, sra. Cantanhêde, ou seja, de uma política de dois pesos e de duas medidas? Explica isso melhor, por favor.

Será que o motivo de tamanha incoerência é que a sra. Cantanhêde é casada com um marqueteiro dos tucanos e dos demos, que é o Sr. Gilney Rampazzo?

Assim, para Eliane Cantanhêde, Lula não pode apoiar os seus aliados (em eleições livres, diretas e plurais, algo que nunca aconteceu na época da Ditadura Militar), mas o PSDB pode governar SP por toda a eternidade e Serra pode apoiar quem ele quiser para o cargo que bem entender?

Porque tanta incoerência?

Explica isso, por favor, sra. Cantanhêde.

E essa é a mesma imprensa que a dona Judith Brito, ex-executiva da ‘Folha’ e presidente da ANJ, disse que se comporta como um partido político de oposição, pois os partidos de oposição (PSDB, DEM, PPS) são muito fracos, tadinhos.

Então, a Grande Mídia tem que atuar para compensar essa fraqueza. Mas, desde quando é função da Mídia atuar como um partido político de oposição? Desde nunca, é claro. Mas, vá explicar isso para a Sra. Cantanhêde. Ela não irá entender coisa alguma, é claro

Outra coisa: os partidos de oposição ao governo Lula são fracos porque? Talvez porque o povo brasileiro não goste deles e lhes recuse o voto, o que é algo perfeitamente democrático.

Logo, a comparação da atuação de Lula com a época da Ditadura é algo completamente desprovido de lógica ou de sentido.

3) Os escândalos contra tudo e todos surgiram da parceria do Ministério Público, da imprensa, de funcionários exemplares (ou contrariados) e do PT, até desembocarem em CPIs. No poder, o PT tentou explodir os velhos parceiros. E as CPIs?

R – Pergunta para o Alckmin e para o FHC, oras!

Afinal, o primeiro bloqueou a instalação de 70 CPIs durante o seu governo em SP. E o segundo impediu a instalação de outras 44 CPIs no Congresso Nacional.

Ao mesmo tempo, estes mesmos demotucanos viviam pedindo a instalação de CPIs para investigar qualquer denúncia corriqueira quando se tratava do governo Lula. E a imprensa vivia dando apoio para isso.

A oposição demotucana parou com isso, agora, porque é ano eleitoral e porque Lula se tornou um Presidente, como disse José Serra, ‘acima do bem e do mal’.

Se o Presidente Lula não tivesse 85% de aprovação, os pedidos de CPIs para investigar o seu governo continuariam acontecendo diariamente.

Mas, tais partidos sabem que atacar um Presidente tão popular é suicídio político-eleitoral. Tanto isso é verdade que, nesta campanha eleitoral, até José Serra tenta se apropriar da imagem do Presidente Lula, o mesmo cujo governo a sra. Cantanhêde e os demotucanos atacaram violentamente durante todos estes anos.

Aliás, muitos candidatos do PSDB e do DEM pelo Brasil afora usam da imagem do Presidente Lula, mesmo com os seus partidos tendo feito uma oposição virulenta e radical ao governo Lula.

Hipocrisia pouca é bobagem, parece ser o lema da oposição.

Sobre CPIs os tucanos sabem tudo, portanto, e é a eles que a sra. Cantanhêde deveria dirigir os seus questionamentos.

4) Já no primeiro ano, 2003, o PT lançou a Lei da Mordaça contra o MP. Depois, o Conselho de Jornalismo contra a imprensa e, por fim, o projeto contra funcionário que fala ou vaza documento.

R – Tudo isso é mera opinião, não baseada em fatos e muito menos na realidade concreta.

Leis que regulamentam a atividade da imprensa existem em todos os países democráticos, informação esta que a sra. Cantanhêde omite em seu texto. E ninguém diz que tais países são ditatoriais por causa disso. Nem a sra. Cantanhêde.

Além disso, as leis valem para todos. Mas, parece que a sra. Cantanhêde desconhece este fato e defende que os jornalistas possam acusar, julgar e condenar quem eles bem entenderem e sem apresentar prova alguma que corrobore o que dizem.

Portanto, para Cantanhêde, os jornalistas podem cometer o crime que bem entender e eles jamais deverão ser julgados por isso, pois as leis não se aplicam a eles, somente aos outros.

Parece que a sra. Cantanhêde é uma das pessoas que, pelo jeito, não aprendeu coisa alguma com o caso da ‘Escola Base’.

Quanto à vazar documentos, essa prática é ilegal e criminosa. Que a sra. Cantanhêde defenda isso, mostra que tipo de ‘jornalismo’ ela promove, ou seja, um jornalismo que está acima das leis, que valem apenas para os outros, é claro.

5) Não vingaram, mas devem estar adormecendo por trás das investidas de Lula.

R – Isso é mera conjectura. Ou a sra. Cantanhêde apresenta alguma prova do que diz ou então que retire a acusação.

Isso é uma prática anti-jornalística, pois nenhum jornalista sério e digno de nome tenta adivinhar o que se passa na mente de um governante.

Jornalista sério faz jornalismo, ou seja, investiga, apura e confirma as informações. Depois de confirmadas é que elas são divulgadas.

Cantanhêde já se esqueceu de tudo isso, é claro, talvez porque ela não seja jornalista de fato, mas apenas uma empregada de um partido político de oposição ao governo Lula e que possui ligações íntimas com o PSDB e com o DEM.

E isso explica tantas incoerências e contradições da parte dela.

E que história é essa, agora, de querer adivinhar o que o Presidente Lula está pensando? Será que a sra. Cantanhêde está avaliando a possibilidade de abandonar o jornalismo para se tornar vidente ou algo do tipo? Se ela pretende trocar o jornalismo pelo tarô ou pelos búzios, então que não se esqueça de nos avisar, ok?

6) Ele é um fenômeno sob vários aspectos. Tem 80% de popularidade, sua candidata caminha para comemorar uma votação histórica, e o novo governo vai assumir com a perspectiva de mais de 7% de crescimento econômico.

R – E o Presidente Lula conseguiu tudo isso apesar de ter enfrentado o mais poderoso partido de oposição que já existiu neste país, que é o Partido da Imprensa Golpista, cuja existência foi confirmada pela própria presidente da ANJ, a sra. Judith Brito. E é isso que desagrada a sra. Cantanhêde.

Afinal, onde já se viu um Presidente da República ser tão violentamente atacado, durante tantos anos seguidos e, mesmo assim, terminar o seu governo com uma popularidade tão elevada?

No texto, faltou muito pouco para a sra. Cantanhêde tentar desqualificar o povo brasileiro, embora isso é algo que está claramente implícito no mesmo.

Lula conseguiu tamanha popularidade mesmo tendo sido violentamente atacado durante quase oito anos por uma imprensa que não se cansou de lançar falsas acusações contra ele e o seu governo e de tentar sabotar todos os seus planos e políticas.

E é justamente isso que incomoda a sra. Cantanhêde, que ultimamente não tem feito outra coisa a não ser choramingar a derrota da candidatura Serra, que foi, desde o início, patrocinada pelo PIG para o qual ela sempre trabalhou.

7) Logo, com tudo para dar certo. Basta não errar.
Em vez de estar leve, feliz, deliciando-se diante da estrondosa vitória que se avista, Lula está armado, atiça os cães da internet e mira a imprensa, para desqualificar o último reduto do contraditório, da crítica, da investigação.

R – Oras, a imprensa não fez outra coisa, durante quase oito anos, a não ser acusar Lula e o seu governo de tudo quanto é mentira e com acusações comprovadamente falsas, como a de estupro, por exemplo.

Agora, o Presidente Lula está acertando as contas com aqueles que não fizeram outra coisa a não ser tentar derrubá-lo do governo. Que mal há nisso?

Ou será que a sra. Cantanhêde está querendo censurar o Presidente Lula, impedindo-o de se manifestar livremente?

Logo se vê quem é que está com saudades da Ditadura Militar.

Com relação ao ‘contraditório, crítica e investigação’ isso foi algo que o PIG nunca fez durante os oito anos de governo Lula.

O que a Grande Mídia fez neste período foi outra coisa, totalmente diferente: lançar falsas acusações contra o Presidente Lula e sem apresentar nenhuma prova das mesmas (inclusive a acusação de estupro), publicar uma ficha policial falsa de Dilma, divulgar informações sobre dossiês e grampos inexistentes, entre muitas outras canalhices cometidas por essa mesma imprensa que a sra. Cantanhêde tanto defende.

Lançar críticas consistentes e fundamentadas, apresentar propostas alternativas, divulgar informações corretas e que tenham sido previamente apuradas e confirmadas? Esqueça. Isso é algo que a Grande Mídia nunca fez durante o governo Lula.

Afinal, o papel da imprensa durante o governo Lula não era esse (ou seja, o de fazer Jornalismo) mas o de atuar como um partido político de oposição, tal como confessou a sra. Judith Brito, presidente da ANJ e ex-executiva da ‘Folha’.

8) O que pretende com isso? Unanimidade? Nelson Rodrigues dizia que a unanimidade é burra. Em política, tende a ser perigosa. Bem não faz, e pode fazer muito mal. Inclusive subir à cabeça.

R – Não! Nada disso!

O Presidente Lula está apenas acertando as contas com aqueles que sempre o desprezaram por não falar inglês, por não ter um diploma de curso superior, por não se submeter à vontade de segmentos de elites retrógradas e anti-democráticas e que apoiaram e sustentaram uma Ditadura Militar de 21 anos, que não fizeram outra coisa a não ser lançar acusações falsas e mentirosas contra ele e o seu governo e que agiram sempre no sentido de derrubá-lo da Presidência da República, cargo para o qual foi legitimamente eleito, mesmo que para isso tivessem que jogar o país numa gravíssima crise.

Além disso, o Presidente Lula sabe que essa Grande Mídia foi derrotada nesta eleição, mas que a mesma não irá desistir de continuar usando seus métodos desonestos de atuação política e que continuará sabotando o futuro governo de Dilma, tentando inviabilizar as políticas que esta irá implementar.

Portanto, o Presidente Lula demonstra que tem plena consciência de que ele venceu uma batalha (importante, é verdade) mas que a guerra continuará, pois não foi ele que iniciou esta guerra, mas os seus inimigos e que estes não desistirão enquanto não recuperarem para si o controle do governo federal e não aniquilarem com os seus adversários (Lula, Dilma e o PT em especial).

Eles guerrearam contra Lula e continuarão guerreando contra Dilma.

O que o Presidente Lula está dizendo é: Vocês querem guerra, então vocês a terão!

Entendeu, agora, ou prefere que eu desenhe, sra. Cantanhêde?

Link:


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2908201004.htm

sábado, 28 de agosto de 2010

Eleição 2010 - O jogo é jogado!


O jogo é jogado - do 'Estadão'

Seja qual for o resultado das eleições, PT e PSDB continuarão a dar cartas no processo político, diz pesquisador

Ivan Marsiglia - O Estado de S. Paulo

A semana começou com pesquisas colocando a candidata do Partido dos Trabalhadores, Dilma Rousseff, 20 pontos à frente de seu principal adversário, o tucano José Serra. E terminou com o tiroteio em torno da sindicância da Receita Federal sobre a violação do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e outras três pessoas ligadas ao comando do partido - com direito até a pedido de impugnação da campanha petista.

O jogo continua, portanto. E, para analisar as táticas e os lances em profundidade dos principais times em disputa pela bola da vez no Planalto, o Aliás convidou Fernando Papaterra Limongi, professor titular da Universidade de São Paulo e um dos principais nomes da ciência política brasileira. Mestre pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em 1988 e doutor pela Universidade de Chicago em 1993, Papaterra Limongi acaba de voltar de uma temporada de um ano na Universidade Yale, em New Haven, nos EUA, onde ministrou aulas de política comparada das democracias latino-americanas.

Nos últimos anos, o pesquisador se dedicou a uma análise sistemática da série histórica de eleições presidenciais brasileiras desde a redemocratização. Viu, no processo político brasileiro, mais constâncias que incongruências. "De 1994 para cá, as eleições se resumiram à competição entre dois partidos, PT e PSDB", diz Limongi, que crê na continuidade desse quadro de alternância no poder das duas principais agremiações do País.

E não corrobora a argumentação do colega Bolívar Lamounier de que, na eventualidade de uma vitória de Dilma, após oito anos de presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, o País corre risco de "mexicanização" - com o PT convertido em uma espécie de versão brasileira do PRI, o Partido Revolucionário Institucional, que ficou por seis décadas no poder no México. "Dizia-se a mesma coisa quando o PMDB saiu vitorioso das eleições em 1986", lembra.

Na visão do professor, a explicação é o tal feel good factor, de que falou a revista britânica The Economist, em uma formulação mais elegante do célebre bordão americano que diz "é a economia, estúpido!" Limongi sustenta: "O eleitor é conservador".

E, assim como o foi em 1998, mantendo na cadeira o presidente do Plano Real, Fernando Henrique Cardoso, teme reverter a maré boa do governo Lula. Por isso mesmo, também não assina embaixo dos que criticam a performance de Serra: "Ele fez tudo certinho desta vez".


Estadão - O sr. estudou os resultados das eleições presidenciais desde a redemocratização. A que conclusões chegou?

Fernando - Trabalho com a série histórica das eleições em busca de padrões. Alguns são evidentes: de 1994 para cá, as eleições se resumiram à competição entre dois partidos, PT e PSDB. Hoje pode parecer óbvio, mas em 1989 não se adivinhava nada disso: foi uma eleição aberta, fragmentada, com a decisão sobre quem passaria ao segundo turno acontecendo voto a voto. A disputa entre Lula e Brizola foi travada na casa decimal.

Outros, durante a campanha, tiveram oportunidade de viabilizar-se. O que se nota ali? Que ninguém fez coalizão. Em 1994, já há uma restrição no número de candidaturas, mas com competição entre vários partidos grandes.

Essa competição, vencida de um lado pelo PSDB, fechando a centro-direita do País, e seguida pelo PT, fechando a centro-esquerda, definiu o que aconteceria dali para a frente. A vitória do PSDB está ligada ao Plano Real, mas também à coligação com o PFL - permitindo que o partido, que não tinha penetração no Nordeste, viesse a ter.

Do outro lado, o voto no PT de 1989 explica o de 1994, com uma subida pequena, em torno de 5%. Em todos esses anos, qual é a terceira força que participa da campanha? Enéas em 1994, Ciro em 1998, Garotinho em 2002, Heloísa Helena em 2006 e deve ser a Marina Silva em 2010. Não há constância.

Estadão - O que explica o atual crescimento do PT?

Fernando - É possível notar um crescimento constante do PT, eleição a eleição, até 2002, quando dá um salto e ganha. Tenho lido análises ressaltando um "aumento significativo" no apoio ao PT entre 2002 e 2006. Mas acho que esse crescimento é de magnitude menor do que se supõe. Houve, sim, adição de votos de outros eleitores em momentos específicos, mas o petismo mantém-se mais ou menos constante, na faixa dos 18%, 20% do eleitorado. Nos últimos anos, ganhou eleitores de baixa renda nas cidades do Nordeste e perdeu parte dos mais educados e ricos do Sudeste.

O PSDB, por sua vez, deixou escapar esses eleitores pobres quando sua aliança com os pefelistas se desfez em 2002 e a economia se deteriorou. Em 1994, a argumentação do governo Fernando Henrique era a de que estavam "arrumando a casa" para crescer depois. Tanto que, em 1998, a composição do segundo ministério privilegiou os desenvolvimentistas. Mas aí vem a crise asiática e o eleitor diz "é hora de dar o poder a outro".

Estadão - O que explica a atual vantagem de Dilma sobre Serra?

Fernando - Entre 2006 e 2010, o PT está retendo o eleitorado que conquistou e ampliando-o por uma razão simples: o País vai bem. Os estudos sobre eleições presidenciais nos EUA são unânimes: a principal variável para explicar resultados eleitorais é a economia.

Diante dessa demonstração de força eleitoral de Lula, há quem diga que esse predomínio de PT e PSDB no País tem dias contados. É sempre arriscado fazer futurologia. Mas quando você analisa a série histórica, é confrontado com isso: PT e PSDB continuam controlando a eleição presidencial.

Para o PSDB perder esse monopólio da oposição, a capacidade de ser o polo de convergência que lança o candidato de oposição, terá que pisar muito na bola. Sobretudo porque a única alternativa existente seria o PMDB e ele já está muito atrelado ao PT.

O PSDB tem potenciais candidatos à presidência com expressão nacional - coisa difícil de se constituir, que não se faz da noite para o dia em um país tão grande e politicamente organizado em torno dos Estados.

Alckmin já foi candidato e tem recall. Aécio continua em evidência e seu candidato em Minas, Anastasia, cresce nas pesquisas. O governador do Paraná, Richa, é outra liderança emergente. O que acontece é que a oposição tomou um choque de realidade agora. Mas nada inesperado, diante do tal feel good Factor...

Estadão - Ou seja, boa parte do eleitorado sente-se satisfeita e tem receio de mudar.

Fernando - Por que iria? O eleitor é conservador. Foi conservador em 1998, quando poderia ter dito "o Plano Real nos trouxe uma melhora, mas o crescimento não veio". Esperou e só falou "é a vez da oposição" quando a situação ruim se perpetuou - o que, como pessoalmente acho, não teve muito a ver com a gestão do PSDB, mas com as circunstâncias internacionais. Simplesmente, deu azar. O mundo não estava legal (risos). E o mundo agora está legal.

Estadão - O sr. não vê sinais de mudanças no espectro partidário brasileiro?

Fernando - Não. Você pode dizer isso: o PT, na oposição, tinha mais consistência no seu voto, soube se comportar e capitalizar como oposição. O PSDB demorou para aprender, e não sei se já sabe. Mas enfrentou um momento mais difícil para ser oposição. O PT lá atrás podia dizer que "faria tudo diferente". Hoje, Serra fala em "fazer melhor". Não tem como evitar. Daí surge esse temor diante da possibilidade de duas derrotas seguidas. Mas os tucanos sempre dependeram mais desse fator coordenação que, por exemplo, de uma base social.

Estadão - Essa semana circularam notícias de que o PT pretende facilitar a 'transição' para seus quadros de políticos que estão em desconforto na oposição. É um tipo de cooptação?

Fernando - O que aconteceu quando o PT chegou ao poder? Ele não cooptou para dentro do partido, não inchou por migração partidária. O PSDB sim, atraiu quadros e costuma fazê-lo nas prefeituras de outros partidos em cidades do interior.

Estadão - Mas no primeiro mandato de Lula, os partidos nanicos da base aliada incharam.

Fernando - Sim. O que o PT faz é ceder lugar. Mas não atrai quadros, não é um partido-ônibus ou um partido-constelação. Pelo contrário, perdeu quadros descontentes para o PSOL - que não teve sucesso, não conseguiu eleger um vereador sequer na cidade de São Paulo. E perdeu todo um primeiro escalão colhido pelos escândalos, incluindo potenciais candidatos à Presidência: Dirceu, Palocci, Gushiken, Genoino.

O que o PT fez para manter a coalizão unida para esta eleição presidencial é notável. Teve estratégia de partido unido. Chegar em Minas Gerais e decidir entregar a candidatura ao PMDB, em uma eleição que Patrus Ananias e Fernando Pimentel tinham chance de ganhar, não é pouca coisa. Lula e o PT privilegiaram a sucessão presidencial. Deu certo.

Estadão - O sociólogo Chico de Oliveira disse certa vez que Lula é 'uma árvore frondosa em torno da qual não nasce grama'. Essa presença de um presidente glorificado em uma popularidade de 79% inibe o surgimento de novas lideranças no País?

Fernando - Peço vênia para discordar do Chico nesse ponto. Cresceu a Dilma, o que não é pouco. Quando, no fim do mensalão, no meio daquela crise toda, Lula antecipou o seu nome, muita gente achou que era precipitação, que ele havia escolhido mal ou que Dilma seria um balão de ensaio a ser queimado depois. Mas o plano deu certo porque o verdadeiro jogo era manter o PT e a coligação unidos e chegar fortes à eleição. Foi uma estratégia de partido, que não se deve exclusivamente a Lula.

Estadão - E a estratégia do PSDB? Tem se falado de erros na escolha do vice de Serra e até seu caráter supostamente 'desagregador'. É uma crítica pertinente?

Fernando - Ao contrário. Eu compararia isso àqueles comentários de campeonato de futebol, quando quem está vencendo invariavelmente fez "bom trabalho de base" e quem está atrás "não soube planejar". Se você comparar o Serra de 2002 com o de 2010 vai ver que ele deu um show desta vez. Fechou tudo, compôs com o DEM na Prefeitura de São Paulo, reincorporou Alckmin ao governo. Se tivesse conseguido Aécio para vice seria melhor, mas isso se mostrou impossível. Acontece que o cenário, agora, é muito favorável ao governo. Em contrapartida, a estratégia do PT tem seu lado arriscado. Ao jogar exclusivamente na Presidência e abandonar competições estaduais, pode comprometer sua base. O que se refletirá na composição da futura Câmara. É fato que o PT tem tentado compensar dizendo "cedo os Estados mas não abro mão do Senado". Mas, se Dilma ganhar, há risco de o PMDB sair excessivamente fortalecido, o que aumentaria seu peso na coalizão.

Estadão - A tal 'partilha do pão' de Michel Temer.

Fernando - A visão que as pessoas têm de um governo de coalizão é de que o partido no poder dá um pedaço do governo para ser consumido pelo aliado. Como se ele recebesse um sorvete para se lambuzar. Não é bem assim. Quando se "ganha" um ministério é preciso desempenhar. Ou não se sustenta. E, no sistema representativo, partido que tem voto tem direito a uma parte do Estado.

Estadão - Em um artigo no ‘Estado’, o cientista político Bolívar Lamounier alertou para o risco de 'mexicanização' do Brasil caso o PT vença - e se transforme em uma espécie de PRI, que se eternizou no poder no México. Concorda?

Fernando - É um cenário muito pouco provável. Ainda que o PSDB perca o Planalto, irá controlar Estados importantes, terá recursos e votação nacional superior a 20%. A competição partidária não desaparecerá.

Estadão - Octavio Paz diz que, no México, o PRI construiu uma fachada democrática para um controle político de um único partido.

Fernando - É diferente. No México houve uma revolução lá atrás, fraudes eleitorais... E o PRI é fenômeno singular na história latino-americana. Também vale lembrar que, no Brasil, o PT não está sozinho, mas associado ao PMDB, o PP, o PSB. Não é um cenário próximo do que foi o mexicano. Aqui, o PT foi bem-sucedido na Presidência e está sendo retribuído por isso. Nada mais normal no funcionamento da democracia. Veja que já se falou em "mexicanização" do Brasil antes: após as eleições de 1986, quando o PMDB saiu vitorioso e houve quem também o comparasse ao PRI.

Estadão - O sr. acaba de dar um curso em Yale sobre política comparada na América Latina. A tendência à continuidade no poder em países como a Argentina, a Venezuela e a Colômbia, é um risco para a democracia?

Fernando - Há um temor exagerado na América Latina com relação ao problema da reeleição e do limite de mandatos. Ele é fruto de uma visão um pouco estereotipada da história política do continente, que enfatiza o caudilhismo do passado. E, aí, perde-se o aspecto comparativo com outras democracias.

Há regimes parlamentaristas em que o primeiro-ministro permanece mais de 20 anos no poder. Na maior parte deles, além de não haver limite de permanência, o primeiro-ministro tem liberdade para definir quando será a eleição, antecipando-a para momentos oportunos.

Evitar reeleições também tem custo: impede que líderes testados e competentes sejam reeleitos. É evidente que, em qualquer país, o exercício do poder pode ser usado para promover uma desigualdade na competição. Mas isso não necessariamente está ligado à pessoa do governante.

Às vezes, forjar uma nova liderança, formar um "poste" do zero, pode ter um custo ainda mais alto para a sociedade. E aí estou pegando carona em um artigo do José Antonio Cheibub, estudioso do presidencialismo, que saiu na Texas Law Review.

Estadão - A alternância de poder não é um bem em si, com partidos e grupos políticos testando agendas diferentes para um país?

Fernando - Ela é positiva. O que quero dizer é o seguinte: quem está no governo tem vantagem, mas o fato de um presidente não poder se candidatar não a diminui significativamente. O fundamental é minimizar as vantagens de quem está no poder.

Estadão - Como se faz isso? Há alguns dias, Lula prometeu articular, fora do Planalto, a reforma política que não fez em oito anos de governo. Que tipo de reforma o Brasil precisa?

Fernando - Tenho me colocado contra as propostas de reforma política. Em geral, elas são mal fundamentadas do ponto de vista empírico e teórico, baseiam-se em informações incompletas sobre a realidade e são tiros no escuro sobre os efeitos que causariam. O que se tentou até agora, como a verticalização e a cláusula de barreira, deu errado.

O maior risco que vejo após a eleição deste ano é PT e PSDB se unirem em torno de uma reforma política. Eles têm todo o interesse em fechar o sistema eleitoral, em uma espécie de bipartidarismo. Claro que o PMDB deve resistir a isso. Mas temo menos um PRI à brasileira do que esse tipo de aliança por cima: a oligopolização do sistema partidário por dois partidos que originalmente competem entre si.

Elevar o custo de entrada no sistema político, por exemplo - como faz o modelo distrital ao tornar mais difícil para um político obter a primeira cadeira -, dificulta a oxigenação e a renovação do sistema partidário. Foi o que aconteceu na velha Venezuela, e acabou dando no Chávez.

Estadão - E a questão do financiamento das campanhas, que gerou escândalos que respingaram em quase todos os partidos brasileiros?

Fernando - Mexer no financiamento de campanhas é ainda mais perigoso. Se optar-se pelo financiamento estatal, ele será distribuído conforme o voto na eleição anterior. O que irá fechar o sistema integralmente. A parte mais cara das campanhas hoje é o espaço na TV, que já é público.

E se alguma coisa o mensalão nos ensinou foi que o problema está no conluio entre agências de propaganda e gastos futuros do governo. Para isso, seria uma boa estabelecer um órgão que controle quem ganha as contas do governo e das estatais. Da mesma forma que há uma comissão regulatória na bolsa de valores. E tirar do sistema político a decisão sobre quem ganha a conta do Banco do Brasil, da Petrobrás, etc.

Eu também restringiria o número de nomeações para cargos de confiança, que cria uma pressão desnecessária sobre o governante, passa uma imagem negativa e politiza a gestão. De resto, é dar tempo ao tempo.

O Brasil viveu algo que nenhum país do mundo viveu: a transição do bipartidarismo para o multipartidarismo sob democracia. E com o mercado eleitoral funcionando. Ganham-se e perdem-se Copas, mas estamos jogando o jogo.

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http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,o-jogo-e-jogado,601734,0.htm