Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Wikileaks: O maior vazamento da história, o embaraço de Hillary com o Cablegate e a cumplicidade da imprensa dos EUA - por Idelber Avelar!

Wikileaks: O maior vazamento da história, o embaraço de Hillary com o Cablegate e a cumplicidade da imprensa dos EUA

Liberais e conservadores brasileiros, chegou a hora. Depois do 11 de setembro diplomático desencadeado neste fim de semana pelo mais impactante vazamento da história moderna-- 250.000 comunicações, a maioria secretas, entre o Departamento de Estado e embaixadas estadunidenses ao redor do mundo--, e do completo sufocamento do tema na TV dos EUA, não resta fiapo de credibilidade à ideia da imprensa 'mais livre do mundo', com que tantos brasileiros à direita do espectro político se referem aos conglomerados de mídia norte-americanos. Para quem se lembra da extrema docilidade com que as mídias eletrônica e escrita dos EUA replicaram a patacoada das armas de destruição em massa do Iraque em 2003, esta foi a cereja do bolo. Não importa o partido que esteja no poder (Democratas ou Republicanos), quando se trata dos interesses imperiais estadunidenses, não sobrevive na mídia gringa um farrapo de compromisso com a verdade ou com a pluralidade de pontos de vista. Ponto final. Podemos passar para o próximo assunto? Grato. Continuemos.

Como já tratamos amplamente aqui, os poderosos usam dois pesos e duas medidas nos casos de “vazamento”, “grampo” ou qualquer obtenção de informação que ocorre naquela zona cinza entre o legal e o ilegal. Conforme a conveniência, enfocam-se na forma ou no conteúdo. Assim aconteceu com os dossiês dos aloprados petistas sobre a corrupção realmente existente no Ministério da Saúde de José Serra, do suposto, miraculoso e etéreo grampo sobre Gilmar Mendes e Demóstenes, e da quebra de sigilo da filha de Serra (cuja forma só importava até o momento em que apurou-se que foi tucano mesmo). Inacreditavelmente, aqui nos EUA, tanto o governo como o parlamento só reagiram à montanha de revelações do Wikileaks com ameaças pesadas contra Julian Assange e equipe. Sarah Palin, sem perder a chance de usar o episódio eleitoralmente contra Obama, sugeriu que os EUA "cacem Assange como a Bin Laden". Sobre o conteúdo dos documentos, nem um pio. Para isso, contaram com a sempre dócil imprensa norte-americana que, no pronunciamento de hoje de Hillary Clinton, não fez sequer uma única pergunta que tratasse do conteúdo das revelações.

E revelaram-se coisas para todos os gostos. Os EUA disseram à Eslovênia que lhe conseguiriam uma reunião com Obama caso os eslovenos aceitassem receber prisioneiros de Guantánamo, o que demonstra o tamanho da batata quente em que se transformou o campo de concentração paralegal [pdf] instalado por George W. Bush. Na Alemanha, os EUA ficaram em saia justa. Os vazamentos mostram tentativa de espionagem gringa sobre o Democratas Livres (liberais de centro-direita, uma espécie de DEM desagripinizado) e comentários feitos nos telegramas da embaixada se referem ao Chanceler alemão como “vaidoso e incompetente”. Hillary quis bisbilhotar o histórico de saúde mental da Presidenta argentina Cristina Fernández de Kirchner. Revelou-se que Israel fez lobby incessante, permanente por um (na certa irresponsável e catastrófico) ataque americano ao Irã, embora nem só de lobby sionista viva o interesse bélico anti-persa: também o rei saudita, confirmam os documentos do Wikileaks, fez pressão pelo ataque. Aliás, não são só os EUA que ficam mal na fita com esses cabos. Os governos árabes, com sua tradicional combinação de subserviência ante Israel e obscurantismo e truculência ante suas próprias populações, também receberam algumas boas lambadas com os vazamentos.

Até agora, as duas revelações sobre as quais valeria a pena um exame mais detido, pelo menos do ponto de vista brasileiro, são duas bombas: a primeira, a de que o estado espião e desrespeitoso da lei internacional, que se consolidou com Bush, foi mantido com o Departamento de Estado de Hillary sob Obama. A segunda é de que até os EUA sabiam que o golpe em Honduras, com o qual pelo menos setores de sua diplomacia colaboraram, era uma monstruosa ilegalidade.

Confirmando a primeira bomba, há um espantoso telegrama em que se detalham planos para espionar o Secretário-Geral da ONU, o coreano Ban Ki-moon, que de forma alguma pode ser descrito como alguém hostil aos interesses americanos. Os planos de espionagem incluíam até mesmo o cartão de crédito de Ki-Moon. A ordem veio diretamente do Departamento de Estado de Hillary que, obviamente, em seu pronunciamento de hoje, nada disse sobre o assunto. Nada lhe foi perguntado tampouco.

Sobre a segunda bomba, Cynara Menezes já disse tudo. Durante meses, bizantinos debates sobre a constituição hondurenha serviram para mascarar o fato cabal de que o golpe que depôs Zelaya não tinha um farrapo de apoio na lei internacional ou mesmo na bizarra legalidade estabelecida pela constituição hondurenha. Ancorados principalmente numa retórica da Guerra Fria herdada da mesma diplomacia estadunidense agora desmascarada, os direitecas brasileiros recorreram aos sofismas de sempre para justificar o golpe. Agora, ficou claro: alô, Revista Veja, nem os gringos acreditavam na mentirada.

Sobre o Brasil, até agora, há pouco, a não ser o já conhecido dado de que os EUA tentaram nos impor uma lei antiterrorismo, da qual o governo Lula-Dilma (o cabo faz explícita referência à atuação dela) conseguiu se safar. De novidades nesse front, há a participação de um especialista brasileiro, André Luis Woloszyn, como uma espécie de “consultor” para os estadunidenses interessados em adequar a legislação alheia a seus interesses: “é impossível”, disse ele, “fazer uma lei antiterrorismo que não inclua o MST”. O caso me parece gravíssimo.

As bombas vão se sucedendo com rapidez só comparável à desfaçatez com que a mídia dos EUA as ignora. O Wikileaks repassou seus vazamentos a cinco veículos de mídia: Le Monde, Der Spiegel, El País, Guardian e New York Times. Destes, a cobertura mais tímida e manipuladora, sem dúvida, é a deste último, totalmente focado na punição a Assange e na “legalidade” de seus atos, com pouca coisa sobre o conteúdo embaraçoso para os EUA. Uma manchete no lugar de destaque do site, na noite desta segunda-feira, dizia: “"Vazamentos mostram o mundo se perguntando sobre a Coreia do Norte". Haja óleo de peroba.

PS: Como grande destaque desta segunda-feira, o Presidente equatoriano Rafael Correa ofereceu guarida a Julian Assange, “sem perguntar nada”, para que ele “apresente suas informações não só na internet mas em outros fóruns públicos”. Realmente a Sociedade Interamericana de Imprensa deve ter razão: a “liberdade de imprensa” está ameaçada nos regimes “populistas” latino-americanos. É nos EUA que ela vai bem.

Link:

http://www.idelberavelar.com/archives/2010/11/wikileaks_o_maior_vazamento_da_historia_o_embaraco_de_hillary_com_o_cablegate_e_a_cumplicidade_da_im.php

Os desafios do PT paulista - por Luis Nassif!

Os desafios do PT paulista - por Luis Nassif

O PT traçou um diagnóstico preciso sobre a posição política da classe média paulista (veja abaixo). Havia uma herança conservadora, de Paulo Maluf, que passou para Orestes Quércia e caiu no colo do PSDB, depois de Mário Covas.

O grande desafio até 2014 será reconquistar a classe média – parte da qual já foi do PT - sem perder as classes populares.

Vamos avançar um pouco mais nessa análise.

De fato, havia uma parcela de centro-esquerda intelectualizada simpática ao PT. Esse grupo se desgarrou devido a alguns fatores-chave.

Um deles, a militância sindical na USP, muito radicalizada, que acabou desgostando a muitos intelectuais simpáticos ao PT. A Universidade ainda é grande formadora de opinião.

Outra, o episódio conhecido como "mensalão".

Finalmente, a resistência atroz a qualquer forma de sindicalismo – visão consolidada pelo trabalho diário de demonização do sindicalismo pela mídia.

A cara do PSDB

O pacto com a mídia paulista foi fundamental para a consolidação do PSDB no estado.

Numa ponta, a velha mídia com afinidade ideológica, consolidada na era Serra por uma ampliação dos negócios do Estado. Outra, a mídia radiofônica, pequenas e médias rádios, conquistadas pela ampliação vertiginosa da publicidade oficial.

Mas, por trás disso tudo, há a herança de imagem da era Mário Covas e o papel essencial desempenhado por Geraldo Alckmin. Ele é a cara do PSDB paulista, não Serra nem FHC.

Já comentei várias vezes sobre Alckmin governador. Não é gestor, pensa pequeno, não têm cabeça aberta, não tem visão estratégica, não tem critérios precisos para indicar seus secretários. Prova maior foi a escolha de João Carlos de Souza Meirelles para a Ciência e Tecnologia e, depois, sua indicação para coordenador do programa presidencial. Na última hora, tiveram que recorrer a Yoshiaki Nakano para costurar um documento de 50 páginas, porque Meirelles não conseguia sair do prefácio.

Outra, a de Arnaldo Madeira para o cargo mais importante do governo, o de Chefe da Casa Civil, substituindo Antonio Angarita. Madeira é uma cabeça burocrática, sem conhecimento de gestão, de políticas públicas e de articulação política. Colcocou a Casa Civil exclusivamente a serviço de sua reeleição. Foi responsável pela maior derrota de Alckmin – a perda da presidência da Assembleia Legislativa para Rodrigo Garcia, abrindo espaço para a ascensão de Gilberto Kassab.

Mas, do ponto de vista de partido, Alckmin é um craque, da melhor escola de Mário Covas.

O primeiro traço de sua personalidade é a lealdade partidária. A mesma que fez com que todos os líderes responsáveis do partido fossem com o Beato Salú Serra até o dilúvio, poupando-o de críticas entaladas na garganta para não implodir o partido.

Segundo, tem o sentimento do povo – no caso, a classe média paulista. É educado, discreto, faz a figura do médico de família. Sempre avalio como termômetro a escola das meninas. Dilma é odiada; Serra é tolerado; Alckmin é amado.

Contei para vocês a reação de Bibi e suas coleguinhas com a propaganda eleitoral mostrando Serra entrando em uma casa humilde, pegando a Bíblia e começando a rezar com a família. Soou falso, intrusivo, próprio de pessoas sem uma camada de verniz de educação. Alckmin jamais incorreria nessa demagogia grosseira.

Nas conversas com prefeitos do interior é possível perceber a diferença que faz um governador atencioso e educado – como Alckmin – de um casca grossa como Serra.

Além disso, mesmo limitado como gestor tem bem nítido o sentimento de responsabilidade de governante.

Em uma viagem com ele, na campanha de 2006, desabafou – numa indireta a Serra e a FHC – que jamais esqueceu a lição de Covas, de pelo menos uma vez por semana sair às ruas, misturar-se com o povo, recolher o sentimento da rua.

Esse mesmo sentido de responsabilidade se ouve em relação à sua esposa , Lu Alckmin, ao contrário de Mônica Serra que sempre se manteve ausente das ações sociais do Palácio.

Outra característica sua – que o identifica com parte da classe média paulista – é o conservadorismo entranhado. E aí se tornou um Maluf e um Serra com mais legitimidade – porque com imagem consideravelmente mais preservada do que os dois.

É conservador nos hábitos, na visão sobre segurança pública, na visão dos movimentos sociais. E tem biografia preservada, vida pessoal discreta. Enfim, tudo o que o conservador paulista queria de um governante.

O desafio do PT

Há inúmeros desafios para o PT, o maior dos quais é resolver seus próprios conflitos internos. Em São Paulo apenas Mercadante e Marta tem uma certa cara de classe média. Terá que apostar em mais quadros.

O segundo ponto é reconquistar a intelectualidade paulista, o que será possível depois do segundo turno das eleições – em que o risco Serra despertou os quadros desiludidos com o PT sobre as conquistas sociais ameaçadas. E aí o projeto Lula – a ser continuado por Dilma – é peça chave.

O grande desafio, no fundo, será a batalha da mídia – que tem nessa classe média seu último reduto.

A batalha da comunicação é que acabará decidindo essa disputa.

Link:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-desafios-do-pt-paulista#more

Dilma e Cabral discutem continuidade das ações de segurança no RJ!

Dilma e Cabral discutem continuidade das ações de segurança no RJ

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou nesta segunda-feira (29) que manterá pelo menos dois mil homens das Forças Armadas colaborando no trabalho de pacificação do Complexo do Alemão. O governador se reuniu nesta segunda com a presidente eleita, Dilma Rousseff, em Brasília, para debater a continuidade das ações na área de segurança pública no Rio.

De acordo com Cabral, a participação dos homens das Forças Armadas será fundamental para evitar que o governo precise adiar o seu calendário de retomada de outras comunidades dominadas pelo tráfico.

“As Forças Armadas hoje fazem a contenção, que é um trabalho muito grande. Outra coisa é o patrulhamento interno. Por força do efetivo que nós precisamos para isso e do nosso calendário de ações que precisamos para outras unidades, nós teremos nesse processo de transição até a chegada da UPP [Unidade de Polícia Pacificadora] que vamos instalar no Complexo do Alemão, que acontecerá no final do primeiro semestre. Vamos precisar da ajuda da força de paz do Ministério da Defesa”, explicou o governador.

O governador disse ainda que manterá o modelo adotado para a pacificação das favelas cariocas e que, se houver nova necessidade, irá recorrer ao governo federal. “Esse modelo que estamos implementado das UPPs já existe há dois anos, deu certo e se mantém. Agora com essa modalidade, tá provado que deu certo. Em outras comunidades igualmente complexas o que a gente percebe é que há uma parceria, uma camaradagem, uma aliança para o bem”, afirmou.

Fronteiras

Para combater o tráfico de armas e drogas, Brasil, Peru e Bolívia vão intensificar ações conjuntas em suas fronteiras. Este trabalho que deverá — a médio e longo prazo — incluir também outros países da América do Sul. O anúncio foi feito pelo ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto após reunião, nesta segunda (29), com o ministro de governo da Bolívia, Sacha Llorenty, em Brasília.

“A América do Sul deve buscar em conjunto soluções para esse problema. E a melhor forma de fazer isso é com cooperação, intercâmbio de informações, é com operações conjuntas”.

Na ocasião, o ministro brasileiro informou que, se houver necessidade, o governo federal editará uma medida provisória (MP) a fim de garantir mais recursos para reforçar as ações de segurança no Rio de Janeiro. O ministro adiantou que as Forças Armadas continuarão dando apoio às ações do governo do estado.

Ações contra o tráfico nas fronteiras

Em dezembro, serão realizadas reuniões entre equipes brasileiras e bolivianas para a apresentação do Vant, veículo aéreo não-tripulado que o Brasil comprou para fazer a vigilância de suas fronteiras, principalmente na região amazônica, e também discutir um plano conjunto de segurança da fronteira.

Na pauta de cooperação também está o combate à lavagem de dinheiro. A ideia é passar à Bolívia os mecanismos e instrumentos usados para o combate financeiro a organizações criminosas, afirmou Barreto.

O ministro da Justiça brasileiro reafirmou que a fronteira do Brasil com a Bolívia – bem como com os demais países da América do Sul – possui uma característica de integração, onde as pessoas têm o direito de ir e vir, “mas não podemos permitir que essa integração também facilite o trânsito da atividade criminosa transnacional”.

Da redação, com agências

Link:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=142597&id_secao=1

EUA defendem ortodoxia liberal só para outros países!

EUA defendem ortodoxia liberal só para outros países

Enquanto defende a ortodoxia liberal para apertar as rédeas dos demais países, os EUA aproveitam sua posição de domínio para dar um show da mais absoluta heterodoxia, com o objetivo de animar os mercados financeiros com uma injeção de liquidez de US$ 600 bilhões, esperando que isso acabe animando o pulso da conjuntura econômica em geral. Ou seja, enquanto os estados da União Europeia tratam penosamente de apertar o cinto e sanear suas dívidas, os EUA encomendam ao banco central a emissão de dinheiro para comprar sua própria dívida. O artigo é de José Manuel Naredo.

José Manuel Naredo - Público(*)

Publicado originalmente no jornal Público, de Madri

Com tanto empenho para “sair da crise” está se perdendo de vista o horizonte de irracionalidade e falta de solidariedade que vinha sendo apontado pela atual globalização financeira. Neste mundo financeiramente globalizado, mas econômica e socialmente fragmentado, as urgências para “sair da crise” acabaram também eclipsando as críticas ao sistema monetário internacional e às práticas que motivaram essa crise.

Em princípio, considerou-se que a crise era o resultado lógico da dinâmica de funcionamento do capitalismo financeiro. Portanto, o objetivo de favorecer a estabilidade do sistema monetário internacional exigia questionar essa dinâmica estabelecendo novos mecanismos de regulação e controle que não chegaram a se concretizar de modo efetivo. O contexto que marcou a recente reunião do G-20 confirmou o desgoverno das finanças planetárias.

Pouco antes dessa reunião teoricamente orientada para coordenar as políticas dos países, os Estados Unidos, líder mundial das finanças, decidiu unilateralmente emitir 600 bilhões de dólares destinados a comprar sua própria dívida pública. Ou seja, enquanto os estados da União Europeia tratam penosamente de apertar o cinto e sanear suas dívidas, os EUA encomendam a seu próprio banco central a emissão de dinheiro para comprar suas próprias dívidas. Depois de tanto criticar Madoff e outros magos das finanças por emitir títulos sem respaldo ou contrapartida alguma, os EUA fazem o mesmo impunemente em uma escala muito maior para recomprar suas próprias dívidas.

Em resumo, enquanto defende a ortodoxia liberal para apertar as rédeas dos demais países, os EUA aproveitam sua posição de domínio para dar um show da mais absoluta heterodoxia, com o objetivo de animar os mercados financeiros com tal injeção de liquidez, esperando que, com isso, acabe animando também o pulso da conjuntura econômica em geral.

Estas medidas já não apontam para incentivar a demanda ou o emprego, mas sim para alimentar diretamente e sem rodeios esse coquetel explosivo de abundante liquidez barata e de desregulação e relaxamento da disciplina financeira que justamente originou a crise. Em vez de favorecer o investimento produtivo mediante estímulos keynesianos, está se preparando o caldo de cultivo propício para que prosperem novas bolhas que serão novamente fonte de instabilidade.

(*) José Manuel Naredo é economista e estatístico

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

Link:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17223

Agência Carta Maior: Como o PSDB recuou do Impeachment em 2005!

COMO O PSDB RECUOU DO IMPEACHMENT EM 2005

LULA MANDOU AVISAR: 'ELES NÃO SABEM O QUE VAI ACONTECER NESTE PAÍS'

"...Este país já tinha criado as condições para o Getúlio Vargas se matar, este país já tinha ameaçado não deixar Juscelino competir (...) Depois, este país cassou o João Goulart. Eu falei: o que eles vão aprontar comigo? E eles tentaram, em 2005, eles tentaram, em 2005.

Só que eles não sabiam que, pela primeira vez, este país tinha eleito um presidente que era a encarnação do povo lá em Brasília.... E, aí, nós fomos para a rua e eles perceberam ... Eu lembro de uma vez que o Sarney foi conversar comigo, eu falei: “Presidente Sarney, eu só quero que o senhor diga lá dentro, para os senadores, o seguinte: se eles tentarem dar um passo além da institucionalidade, eles não sabem o que vai acontecer neste país. Este país teve presidente que foi embora, este país teve presidente que se matou, este país teve presidente que foi cassado e saiu do Palácio. Eu, eles vão saber que eu sou diferente. Eles vão saber, eles vão saber, eles vão saber que não é o Lula que está na Presidência, eles vão saber que a classe trabalhadora brasileira é que chegou à Presidência da República..." (Presidente Lula, em discurso no Maranhã; 01-12)

BRAÇO DE FERRO NO 'ALEMÃO': ARROCHO FISCAL + TRÁFICO X CIDADANIA

A renda per capita mensal no Complexo do Alemão é de R$ 176,90; 30% dos seus 100 mil moradores vivem como miseráveis com R$ 145 mensais; todos os indicadores apontam a inexistência de políticas públicas como a maior responsável pela deterioração da vida dos pobres no Rio. Implantar UPPs nas duas favelas ocupadas pelo Exército custará R$ 2 milhões. A folha salarial mensal será de R$ 4 milhões. O Rio tem 1.020 favelas; 13 UPPs foram implantadas até agora. O Estado brasileiro economizou R$ 9,7 bilhões em outubro para pagar os juros da dívida pública; nos últimos 12 meses, R$ 99,1 bilhões foram destinados a esse fim, o equivalente a 2,85% do PIB. O coro midiático-ortodoxo acha pouco. Pressiona o governo Dilma a acionar a tesoura fiscal já no início do mandato. A ver. (Carta Maior, com Valor, Estadão, Folha- 30/11)

JOBIM FICA E AMORIM SAI? MINISTRO DA DEFESA, DE QUEM?

“Jobim disse que (Samuel) Guimarães odeia os EUA e trabalha para criar problemas na relação...” ( telegrama revelado pela ONG WikiLeaks, em que o embaixador norte-americano no Brasil, Clifford Sobel, relata conversa confidencial com Nelson Jobim, por incrível que pareça, ministro da Defesa do Brasil; Folha 30-11)

(Carta Maior -01/12

Para Zelaya, vazamentos mostram cumplicidade dos EUA com golpe em Honduras!

Para Zelaya, vazamentos mostram "cumplicidade" dos EUA com golpe em Honduras

DA BBC BRASIL

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse que o vazamento de informação da embaixada dos Estados Unidos em Tegucigalpa, "evidenciam a cumplicidade" do governo norte-americano com sua retirada, à força, do poder.

"Ficou evidente a cumplicidade dos EUA ao conhecer previamente a planificação e execução do golpe de Estado e guardar silêncio, assim como seu conhecimento pontual dos fatos posteriores", afirmou Zelaya, em uma carta lida pela rádio Globo, de Honduras.

Para o presidente deposto, que está asilado na República Dominicana, os documentos revelam a "trama" que termina por "deslegitimar" o governo do atual presidente hondurenho, José Pepe Lobo.

"Agora temos certeza de que sempre souberam a verdade", disse Zelaya.

Para Zelaya, que foi levado da casa presidencial ainda de pijamas por militares, em 28 de junho do ano passado, os documentos são uma "revelação de que os EUA estavam muito conscientes do golpe de Estado" e "colocam em sérios apertos a administração Obama".

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, foi a principal mediadora dos fracassados acordos para restituir Zelaya ao poder.

Em um dos documentos vazados pelo site WikiLeaks, o embaixador dos EUA em Tegucigalpa, Hugo Llorens, afirma que "não há dúvidas" de que a Corte Suprema e o Congresso Nacional atuaram "ilegalmente" e "inconstitucionalmente" ao derrubar Zelaya e colocar Roberto Micheletti na Presidência.

Zelaya disse que levará os documentos a cortes internacionais. A seu ver, "não há coerência" na postura dos EUA, que "apoiam o ditador para fazer eleições e silenciam sobre a impunidade aos golpistas".

Há exatamente um ano, o governo de fato de Honduras, liderado por Micheletti, organizou controvertidas eleições presidenciais que legitimaram Pepe Lobo no poder.

Para a Frente Nacional de Resistência, que durante mais de três meses realizou protestos diários contra a deposição de Zelaya, Lobo representa a "institucionalização do golpe de Estado".

A legitimidade do atual mandatário também é questionada pela maioria dos países latino-americanos. O governo hondurenho continua afastado da OEA (Organização de Estados Americanos).

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/838272-para-zelaya-vazamentos-mostram-cumplicidade-dos-eua-com-golpe-em-honduras.shtml

Documentos revelam infiltrações políticas dos EUA em diferentes países!

JuDocumentos revelam infiltrações políticas dos EUA em diferentes países

JULIAN ASSANGE - ESPECIAL PARA A FOLHA

Esses documentos mostram a verdadeira história do império americano de 1966 a 2010, da maneira como foi relatada pelas embaixadas de todo o mundo.

São cerca de 285 milhões de palavras sobre intriga diplomática. Se fossem impressas, daria para preencher mais de 3.000 livros.

Os documentos mostram infiltrações políticas dos Estados Unidos em quase todos os países, mesmo naqueles considerados "neutros", como a Suécia e a Suíça. As embaixadas observam de perto a mídia local, o serviço de inteligência, a indústria de armas e de petróleo e fazem forte lobby para todo tipo de empresas americanas.

Os telegramas das embaixadas dos EUA são a coisa mais interessante que eu já li e o vazamento de informações secretas mais importante da história.

É uma riquíssima documentação sobre como o mundo funciona de fato. Antes mesmo do lançamento do Cablegate, os EUA alertaram quase todos os governos do mundo, tal é o medo que regimes abusivos e relações escusas sejam expostos.

CENSURA

O Reino Unido emitiu uma notificação à imprensa, o DA-notice (um pedido oficial para revisar todo material sobre o tema antes da publicação), o que pode ser visto como uma censura velada.

Assim, nas próximas semanas, vamos poder julgar o clima político em dezenas de países através da maneira como eles respondem.

Será que vão se empenhar numa campanha para desviar as atenções ou será que vão fazer uma campanha para mudar a maneira como as coisas são feitas?

Para esse lançamento, começamos a produzir também reportagens em português no nosso site, porque o WikiLeaks tem muitos apoiadores no Brasil.

A filosofia da nossa organização é compartilhada pelos grupos brasileiros que lutam por liberdade na mídia, na imprensa e na internet.

Temos parceria com o "New York Times" e o "Guardian" para chegar ao público que fala inglês, o "El Pais" para os que falam espanhol, o "Le Monde" para francês e "Der Spiegel" para alemão.

PORTUGUÊS

Mas o português também é uma língua muito importante, e a publicação deste material é de grande interesse para os brasileiros --e de grande interesse para definir os rumos do novo governo.

Desde o começo o WikiLeaks foi construído para ajudar a todo o mundo. Injustiça em qualquer lugar é injustiça em todo lugar.

Nós acreditamos que a internet é uma ferramenta que permite que pessoas corajosas se reúnam para lutar por justiça e vencer. Com a ajuda dos internautas, podemos exigir que a nação superpoderosa preste contas a todos.

JULIAN ASSANGE é editor do WikiLeaks

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/837722-documentos-revelam-infiltracoes-politicas-dos-eua-em-diferentes-paises.shtml

Documentos confidenciais revelam que, para EUA, Itamaraty é adversário!

Documentos confidenciais revelam que, para EUA, Itamaraty é adversário

FERNANDO RODRIGUES - DE BRASÍLIA

Telegramas confidenciais de diplomatas dos EUA indicam que o governo daquele país considera o Ministério das Relações Exteriores do Brasil como um adversário que adota uma "inclinação antinorte-americana".

Esses mesmos documentos mostram que os EUA enxergam o ministro da Defesa, Nelson Jobim, como um aliado em contraposição ao quase inimigo Itamaraty.

Mantido no cargo no governo de Dilma Rousseff, o ministro é elogiado e descrito como "talvez um dos mais confiáveis líderes no Brasil".

A Folha leu com exclusividade seis telegramas de um lote de 1.947 documentos elaborados pela Embaixada dos EUA em Brasília, sobretudo na última década.

Os despachos foram obtidos pela organização não governamental WikiLeaks. As íntegras desses papéis estarão hoje no site da ONG, que também produzirá reportagens em português. O site da Folha divulgará os telegramas completos.

Num dos telegramas, de 25 de janeiro de 2008, o então embaixador dos EUA em Brasília, Clifford Sobel, relata aos seus superiores como havia sido um almoço mantido dias antes com Nelson Jobim. Nesse encontro, o ministro brasileiro contribuiu para reforçar a imagem negativa do Itamaraty perante os norte-americanos.

Indagado sobre acordos bilaterais entre os dois países, Jobim citou o então secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães.

Segundo o relato produzido por Clifford Sobel, "Jobim disse que Guimarães 'odeia os EUA' e trabalha para criar problemas na relação [entre os dois países]".

Não há nos seis telegramas confidenciais lidos pela Folha nenhuma menção a atos ilícitos nas relações bilaterais Brasil-EUA. São apenas descrições de encontros, almoços e reuniões.

Ao mencionar um acordo bilateral, Clifford Sobel diz que caberá ao presidente Lula decidir entre as posições de um "inusualmente ativo ministro da Defesa interessado em desenvolver laços mais próximos com os EUA e um Ministério das Relações Exteriores firmemente comprometido em manter controle sobre todos os aspectos da política internacional".

Num telegrama de 13 de março de 2008, Sobel afirma que o Itamaraty trabalhou ativamente para limitar a agenda de uma viagem de Jobim aos EUA.

Ao relatar a visita (de 18 a 21 de março de 2008), os EUA pareciam frustrados: "Embora existam boas perspectivas para melhorar nossa relação na área de defesa com o Brasil, a obstrução do Itamaraty continuará um problema".

CAÇAS DA FAB

Apesar de elogiado, Jobim nunca apresentou em reuniões nenhuma proposta especial aos EUA a respeito da licitação dos 36 aviões caça que serão comprados pela Força Aérea Brasileira.

Em todos os relatos confidenciais os diplomatas dos EUA em Brasília mencionam frases de Jobim que coincidem com o que o ministro declarou em público.

Em uma ocasião, por exemplo, os norte-americanos escrevem: "Compras de fornecedores dos EUA serão mais competitivas quando [o país] autorizar uma produção brasileira de futuros sistemas militares".

Procurado pela Folha, o Departamento de Estado dos EUA se recusou a comentar as comunicações sigilosas.

Uma porta-voz do departamento enfatizou que os países mantêm boas relações. A Casa Branca não respondeu à reportagem até a conclusão desta edição.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/838185-documentos-confidenciais-revelam-que-para-eua-itamaraty-e-adversario.shtml

Peritos encontram ossuário clandestino que pode abrigar corpos de vítimas da ditadura!

Peritos encontram ossuário clandestino que pode abrigar corpos de vítimas da ditadura

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER DE SÃO PAULO

Atualizado às 18h46.

Peritos encontraram na manhã desta terça-feira (30) restos mortais em uma vala que pode abrigar corpos de vítimas da ditadura militar.

Os restos estavam dentro de sacos azuis, no interior do ossuário clandestino localizado sob um canteiro do cemitério de Vila Formosa (zona leste de São Paulo).

Os trabalhos começaram há duas semanas, em busca liderada pela Polícia Federal, e deve prosseguir até sexta-feira (3).

A procuradora da República Eugênia Gonzaga, que acompanhou as buscas, disse que a equipe encontrou "uma camada de sacos azuis, típicos de serviço funerário, embaixo de uma camada de terra de mais ou menos 1,5 m".

O vão subterrâneo onde foram depositados os ossos tem aproximadamente 2,5 m de largura por 3 m de comprimento, segundo a procuradora. Foram 16 sacos retirados até 17h30, fim do expediente.

A única certeza, segundo Eugênia, é se tratarem de ossadas humanas. Mas restos de militantes políticos devem estar mais abaixo, pois as ossadas encontradas hoje "são provavelmente da década de 90 ou mais".

Eugênia acredita que, nos próximos dias, eles detectarão resíduos dos anos 70.

Em outubro, seis ossadas foram exumadas no cemitério de Perus (zona norte da capital).

Documentos obtidos pela família de Virgílio Gomes da Silva serviram de ponto de partida para a varredura em Vila Formosa.

Líder sindical e veterano da ALN (Ação Libertadora Nacional), Virgílio tinha o codinome Jonas e comandou, em setembro de 1969, o sequestro do embaixador americano Charles Elbrick.

Segundo o Ministério Público Federal de São Paulo, envolvido na operação, a próxima etapa consiste numa "pesquisa antropológica": cruzar características da ossada com fotos e dados médicos e dentários dos desaparecidos. Essa fase será tocada pela PF, com auxílio do IML (Instituto Médico Legal).

O Instituto Nacional de Criminalística, da PF, confrontará material genético extraído das ossadas com um banco de DNA formado com material colhido de familiares das vítimas.

Essa parte do trabalho será complicada, pois as ossadas podem estar em condições precárias.

OUTRAS BUSCAS

Uma reforma para reurbanizar o cemitério de Vila Formosa, tocada nos anos 70, na gestão do prefeito Miguel Colasuonno, dificultou a localização dos corpos dos militantes.

No futuro, a PF vasculhará também o cemitério de Parelheiros (zona sul). Resta também analisar cerca de mil ossadas retiradas em 1990 da vala clandestina de Perus, que atualmente estão no cemitério do Araçá (zona oeste).

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/838546-peritos-encontram-ossuario-clandestino-que-pode-abrigar-corpos-de-vitimas-da-ditadura.shtml

WikiLeaks revela que EUA mantêm arsenal nuclear da Guerra Fria na Europa!

WikiLeaks revela que EUA mantêm arsenal nuclear da Guerra Fria na Europa

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Documentos diplomáticos americanos vazados pelo site WikiLeaks nesta semana revelaram que os Estados Unidos ainda mantêm um arsenal de armas nucleares táticas da época da Guerra Fria na Europa, além de sua localização detalhada. A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) condenou o vazamento como "irresponsável e perigoso", mas não confirmou diretamente a existência das armas.

Segundo os telegramas diplomáticos, a maioria das bombas nucleares táticas dos EUA estão na Bélgica, Alemanha, Holanda e Turquia. Apesar da suspeita sempre ter existido, Otan e outros governos se recusavam a confirmar formalmente a existência das armas. A lista incluiria ainda a Itália e o Reino Unido, países não citados nos documentos do WikiLeaks.

Armas nucleares táticas, ou não estratégicas, são normalmente de curto-alcance e incluem mísseis terra-terra com alcance de menos de 500 km e armas lançadas do ar ou do mar com alcance de menos de 600 km. As armas estratégicas compreendem bombas com potencial para destruição em massa. Especialistas ressaltam que as armas táticas podem ser mais perigosas que as estratégicas, já que são menores e mais vulneráveis a roubo.

As bombas B-61, mais antiga arma nuclear dos EUA, foram fabricadas na década de 50. Elas eram parte do esforço de Washington para demonstrar comprometimento com a defesa dos países da Otan durante a Guerra Fria, instalando-as em potenciais campos de batalha.

Recentemente, vários ex-políticos europeus pediram a remoção das armas, dizendo que elas não têm mais propósito prático. Mesmo assim, o arsenal nuclear continua no centro da nova doutrina da Otan, conhecida como "Conceito Estratégico" e adotada durante cúpula em Lisboa (Portugal), neste mês.

Um dos documentos revelados pelo WikiLeaks retrata uma conversa, em 10 de novembro de 2009, entre o embaixador americano na Alemanha, Philip D. Murphy, o secretário-assistente dos EUA Philip Gordon e o conselheiro de política externa da Alemanha, Christoph Heusgen.

Gordon questionou como o governo alemão planejava retirar todas as armas nucleares remanescentes no país e alertou que era importante que Berlim pesasse bem as consequências antes de agir. Como exemplo, Gordon afirmou que, se os EUa retirassem as armas da Alemanha, Holanda e da Bélgica, seria politicamente impossível manter as armas americanas na Turquia --um país que precisa do arsenal.

Heusgen, em reposta, disse que esta era uma proposta especificamente do ministro de relações Exteriores, Guido Westerwelle, e ressaltou que a chanceler Angela Merkel não tinha nada a ver com a história. O ministro, afirma, segundo o documento, "adora esse negócio de desarmamento".

Ele disse ainda que, em sua opinião, não fazia sentido retirar unilateralmente as 20 armas nucleares táticas que ainda estão na Alemanha, enquanto a Rússia mantém "milhares delas". Se a retirada for unilateral, afirma Heusgen, a Rússia vai "sentar e rir" do tema.

As estimativas de especialistas apontam que os EUA têm 1.100 armas nucleares táticas em solo nacional e outros países. A Rússia, por sua vez, teria cerca de 2.000.

Os dois países assinaram em abril uma nova versão do Start, acordo de desarmamento nuclear que pede por uma redução nos arsenais estratégicos dois dois países. O Senado americano, contudo, ainda não aprovou o documento e lança preocupações do que pode acontecer em 2011, quando o primeiro Start expira.

PERIGOSO

A Otan não comentou especificamente a revelação do arsenal, mas criticou o WikiLeaks por vazar informações sigilosas. "Nós condenamos fortemente o vazamento de documentos confidenciais", disse a porta-voz Oana Lungescu.

"Não importa se o material vazado é diplomático ou militar, ele coloca a vida de civis e militares em risco", acrescentou. "É ilegal, irresponsável e perigoso".

Desde domingo, 250 mil documentos confidenciais da diplomacia americana estão sendo revelados pelo WikiLeaks. Os papeis abordam temas que vão do programa nuclear iraniano aos esforços dos EUA para espionar autoridades estrangeiras e até mesmo a suposta ocultação da prisão de terroristas no Brasil.

Os chamados "cables" revelam detalhes secretos --alguns bastante curiosos-- da política externa americana entre dezembro de 1966 e fevereiro deste ano, em um caso que começa a ficar conhecido como 'Cablegate'.

São 251.288 documentos enviados por 274 embaixadas. Destes, 145.451 tratam de política externa, 122.896, de assuntos internos dos governos, 55.211, de direitos humanos, 49.044, de condições econômicas, 28.801, de terrorismo e 6.532, do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

O site, que já causou outras saias-justas para os EUA com a revelação de documentos secretos das guerras no Afeganistão e Iraque, tornou público um mundo secreto dos bastidores da diplomacia internacional. A maioria representa retratos críticos dos EUA a líderes estrangeiros, desde aliados como a Alemanha, Itália e Afeganistão, a nações como Líbia e Irã.

Dificilmente, contudo, estes documentos devem prejudicar os laços diplomáticos de Washington. Com a antecipação do conteúdo dos documentos pela imprensa, a Casa Branca lançou uma campanha na semana passada para alertar os países que seriam provavelmente citados sobre o conteúdo das revelações e alertou ainda o Congresso americano sobre o que estariam nos documentos.

De qualquer forma, o secretário de Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, informou nesta segunda-feira que abriu uma investigação criminal sobre o vazamento, que "põe em perigo não só indivíduos e diplomatas, mas também a relação que temos com nossos aliados no mundo todo".

Ele explicou que o processo será aberto com apoio do Departamento de Defesa, para determinar quem são as pessoas responsáveis pelo vazamento. "Não posso adiantar os resultados, mas a investigação criminal está em marcha", disse a jornalistas.

O presidente americano, Barack Obama, ordenou ainda nesta segunda-feira que todas as agências do governo revejam seus procedimentos de segurança para proteger informações confidenciais.

Segundo um comunicado obtido pela agência de notícias Associated Press, o Escritório de Gerenciamento e Orçamento afirmou às agências que estabeleçam equipes de segurança para garantir que seus funcionários não tenham acesso amplo a informações classificadas que não sejam essenciais para seu trabalho.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/838541-wikileaks-revela-que-eua-mantem-arsenal-nuclear-da-guerra-fria-na-europa.shtml

Senado uruguaio aprova tratado da Unasul e abre caminho para consolidação do bloco!

Senado uruguaio aprova tratado da Unasul e abre caminho para consolidação do bloco

DA ANSA, EM MONTEVIDÉU

O Senado uruguaio aprovou nesta terça-feira a adesão ao tratado constitutivo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), o que faz com que o foro atinja as nove aprovações necessárias para consolidar-se e formar suas instituições.

Os senadores aprovaram o documento após divergências entre a aliança governista, Frente Ampla, e partidos de oposição, Nacional e Colorado, ambos conservadores.

A iniciativa foi sancionada por 20 dos 26 presentes, sendo rejeitada apenas pelos legisladores nacionais e colorados. A intenção dos governistas era que o termo fosse ratificado ainda na última semana, antes da realização da cúpula de chefes de Estado e de governo da Unasul, na Guiana.

Na quinta-feira passada, a Câmara dos Deputados confirmou a iniciativa com 61 votos entre os 67 presentes. Naquele dia, contudo, no Senado, os opositores se opuseram a estudar o texto, sob o argumento de que a Frente Ampla teria a intenção de fazer a análise de "forma grave e urgente", visto que a coalizão pedia que o tema fosse levado na mesma ocasião para votação.

Os presidentes da Unasul, por sua vez, tinham a ilusão de realizar o encontro já com tal aprovação.

Após a promulgação, que precisa ainda ser assinada pelo presidente do país, José Mujica, o Uruguai vai se somar às nações que já se integraram formalmente ao bloco --Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Guiana, Peru, Venezuela e Suriname.

Com o respaldo de nove de seus 12 países-membros, o grupo consolida a sua criação. O próximo desafio da Unasul será agora eleger um novo secretário-geral, posto vago desde o falecimento do ex-presidente argentino Néstor Kirchner, em 27 de outubro.

O também uruguaio Tabaré Vázquez, que governou seu país de 2005 a 2010, está entre os potenciais candidatos ao posto e o anúncio do Senado pode ser visto como um avanço em relação ao tema.

A designação do novo secretário será analisada novamente pela Unasul nesta sexta-feira, quando os líderes sul-americanos voltam a se reunir na Argentina, país que sediará em Mar del Plata a 20ª Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo, marcada para os dias 3 e 4.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/838627-senado-uruguaio-aprova-tratado-da-unasul-e-abre-caminho-para-consolidacao-do-bloco.shtml

Fiesp prevê crescimento de 5% na atividade da indústria paulista em 2011!

Fiesp prevê crescimento de 5% na atividade da indústria paulista em 2011

GABRIEL BALDOCCHI - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) prevê uma desaceleração no ritmo de crescimento da indústria no próximo ano. De acordo com o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da entidade, Paulo Francini, o nível de atividade no setor deve crescer cerca de 5% em 2011.

A indústria no Estado de São Paulo deve fechar este ano com alta de 10% em relação a 2009. Segundo a Fiesp, o indicador que mede o nível de atividade praticamente voltou ao patamar registrado no período pré-crise, de setembro de 2008.

De acordo com Francini, o crescimento de 5% no ano que vem dependerá do avanço das importações, das medidas que o próximo governo irá adotar para o problema e o comportamento do cenário externo.

A indústria brasileira defende mudanças na economia para combater a forte entrada de produtos estrangeiros no Brasil. Os importados se aproveitam da valorização do real em relação ao dólar, num movimento mundial de desvalorização artificial para favorecer exportações. O setor brasileiro classificou o processo de desindustrialização.

Francini rebate a afirmação de falta de investimentos para tornar a indústria mais competitiva. Ele lembra que a subvalorização do iuan chinês chega a 40%, ao mesmo tempo que a valorização do real é de 40%.

Apesar disso, ele mostra otimismo sobre a intenção da próxima equipe econômica de promover ajustes que podem garantir impacto positivo no câmbio.

"O que eu escutei da nova equipe econômica, eu gostei", apontou. O diretor se refere ao anúncio da nova equipe econômica de aumentar a contenção de gastos públicos no próximo mandato, dando espaço para uma redução na taxa básica de juros. Isso ajudaria a conter a valorização da moeda porque tornaria o país menos atraente ao capital estrangeiro.

BUY BRAZIL

No comentário sobre competição externa, o diretor descartou a adoção por parte dos empresários de um movimento de contratação de serviços nacionais entre parceiros da indústria para fortalecer a produção do país.

"A racionalidade que está por trás das importações é uma racionalidade econômica. Por isso, (os empresários) não vão adotar um Buy Brazil", afirmou o diretor em referência à medida governamental americana que privilegia compras nacionais no consumo do setor público.

O governo brasileiro adotou recentemente uma medida de privilégio nacional nas compras públicas. A Medida Provisória 495 dá preferência aos produtos brasileiros que sejam até 25% mais caros do que concorrentes estrangeiros.

Francini reitera a posição quando fala de investimentos. "Ninguém investe por patriotismo. Se investe por interesse de reprodução do valor investido. Não adianta dizer: invista onde você vai perder dinheiro".

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/838518-fiesp-preve-crescimento-de-5-na-atividade-da-industria-paulista-em-2011.shtml

Vendas dos supermercados crescem 3,8% em outubro!

Vendas dos supermercados crescem 3,8% em outubro

DA REUTERS

As vendas reais dos supermercados brasileiros cresceram 3,8% em outubro na relação com o mesmo mês no ano passado, informou nesta terça-feira a Abras (Associação Brasileira dos Supermercados).

Em comparação com setembro deste ano, houve alta de 7,02% nas vendas do setor. No ano até outubro, as vendas reais acumulam expansão de 4,66% sobre igual período de 2009.

Já em termos de volume até outubro as vendas dos supermercados acumulam crescimento de 7% em relação ao mesmo período de 2009. O resultado foi puxado pelas cestas de bebidas alcoólicas, com alta de 16,5%; seguida por não-alcoólicas, com 11,5%.

Os produtos que mostraram as maiores altas de vendas em volume foram cerveja (19,8%), suco de frutas pronto para consumo (18,1%) e queijo (16,6%).

A entidade também apresentou os dados da cesta AbrasMercado, composta por 35 produtos e calculada pela GfK, que em outubro aumentou 3,59% ante o mês imediatamente anterior.

Na comparação anual, o valor da cesta registrou crescimento de 9,6%, passando de R$ 261,57 em outubro de 2009 para R$ 286,70 no mês passado.

Os produtos com maiores altas em outubro sobre setembro foram feijão, tomate e batata, enquanto as maiores quedas foram cebola, água sanitária e biscoito maisena.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/838363-vendas-dos-supermercados-crescem-38-em-outubro.shtml

Inadimplência das empresas tem maior queda em dez anos, aponta Serasa!

Inadimplência das empresas tem maior queda em dez anos, aponta Serasa

da Folha.com

A inadimplência das empresas apresentou a maior queda em dez anos, no confronto de outubro com setembro, segundo indicador da Serasa Experian divulgado nesta terça-feira.

Nesse comparativo, houve recuo de 3,4%, a maior diminuição registrada entre esses meses desde o ano 2000, quando o levantamento começou a ser feito.

A pesquisa também verificou redução na inadimplência em outubro ante o mesmo período em 2009 (-3,8%) e no acumulado dos dez primeiros meses do ano (-6,2%) --em ambos os casos, a maior queda nesses confrontos desde 2004.

Segundo os economistas da Serasa, a inadimplência das empresas continua em queda, refletindo o bom momento da atividade econômica. Depois do desempenho do consumo e da produção entre julho e setembro, devido à política monetária restritiva, a reação esperada para a economia no último trimestre traz expectativas positivas para as finanças empresariais.

Na análise por porte, a inadimplência das micro e pequenas empresas recuou 3,1% em outubro ante setembro e 3,7% no comparativo com o mesmo período em 2009. Entre as médias, as quedas foram de 3,4% e de 9,3%, respectivamente. Quanto às grandes empresas, o decréscimo foi de 13,6% na comparação mensal e de 3,2% na relação anual

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/838286-inadimplencia-das-empresas-tem-maior-queda-em-dez-anos-aponta-serasa.shtml

América Latina reduz pobreza em recuperação pós-crise, diz Cepal!

América Latina reduz pobreza em recuperação pós-crise, diz Cepal

DA EFE, EM SANTIAGO DO CHILE

O número de pessoas em situação de pobreza na América Latina e no Caribe diminuirá, este ano, de 183 para 180 milhões, graças à recuperação econômica, o que significa um retorno aos níveis anteriores à crise de 2009, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira no Chile pela Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe).

Isto revela, além disso, que o impacto da crise em 2009 foi menor que o estimado pela Cepal, que tinha projetado que o número de pobres aumentaria no ano passado para 189 milhões.

Desta forma, a pobreza só aumentou de 33%, em 2008, para 33,1%, em 2009, e para este ano está previsto uma redução para 32,1%, quando a Cepal espera que a economia regional cresça acima da projeção feita em 2009, de 5,2%.

O "Panorama Social da América Latina 2010" da Cepal assinala, além disso, que a indigência diminuirá de 13,3%, em 2009, para 12,9%, em 2010, quando do total de pobres, 72 milhões terão a condição de indigentes, dois milhões a menos que no ano anterior.

A redução das taxas de pobreza e indigência responde à "vigorosa recuperação" mostrada este ano pela maioria dos países da região após o impacto da crise financeira, em 2009.

"Em 2010, serão recuperados os níveis de 2008. Acabou o ciclo de crise onde a recuperação se deu de forma muito mais lenta", destacou nesta terça-feira na apresentação do relatório a secretária executiva da Cepal, a mexicana Alicia Bárcena.

Além disso, "a deterioração de 2009 não reverteu as importantes conquistas" do período compreendido entre 2002 e 2008, quando 41 milhões de latino-americanos saíram da pobreza, ressaltou Alicia.

Segundo o relatório, a pobreza desceu na maior parte dos nove países estudados.

De 2008 a 2009 caiu no Brasil (de 25,8% para 24,9%), Paraguai (de 58,2% para 56%), República Dominicana (de 44,3% para 41,1%) e Uruguai (de 14% para 10,7%), enquanto entre 2006 e 2009 diminuiu também na Argentina (de 21% para 11,3%) e Chile (de 13,7% para 11,5%).

Por outro lado, a pobreza aumentou de 2008 para 2009 na Costa Rica (de 16,4% para 18,9%) e Equador (de 39% paraa 40,2%), enquanto no México subiu de 31,7%, em 2006, para 34,8%, em 2008.

Por outro lado, a crise também não parou o impulso da luta contra a desigualdade, que se manifesta na região desde 2002, já que aconteceu uma queda na maioria dos países analisados, com exceção da Costa Rica, República Dominicana e Guatemala.

A redução da desigualdade se refletiu com maior vigor na Venezuela, Argentina, Brasil, Peru e El Salvador, e a Cepal a atribui ao aumento da renda dos trabalhadores de famílias pobres e das transferências públicas, orientadas a diminuir o impacto da crise.

Concretamente, o gasto público social cresceu fortemente entre 1990 e 2008, tanto em termos absolutos (de US$ 445 para US$ 880 por pessoa) como relativos (de 12,3% para 18,4% do PIB).

Segundo a Cepal, a tendência generalizada em direção a redução da pobreza e da indigência, a melhoria da distribuição de renda e o aumento das receitas das famílias pobres respondem a uma vontade explícita e à capacidade dos países para diminuir os custos sociais da crise.

Durante a crise de 2009, os Governos da região aplicaram políticas para combater a crise e aumentaram o gasto público social, o que unido a uma situação macroeconômica atual propícia, com baixos índices de inflação, explica também a melhora desses índices.

O documento da Cepal reserva, além disso, um espaço especial para a análise da educação na região, considerada um instrumento fundamental para romper a transmissão da desigualdade.

A Cepal assinala que, em média, 49% dos homens e 55% das mulheres entre 20 e 24 anos completaram o ensino médio, enquanto em zonas rurais esses números só chegam a 26% dos homens e 31% das mulheres, e entre jovens indígenas, 22% e 20%, respectivamente.

Ressalta, além disso, que na América Latina os Governos cumprem um papel limitado no financiamento do consumo de crianças e jovens (21% contra 73% das famílias), ao contrário do que ocorre em economias desenvolvidas, onde o Estado (45%) e as famílias (51%) compartilham a responsabilidade.

Link:


http://www1.folha.uol.com.br/mercado/838550-america-latina-reduz-pobreza-em-recuperacao-pos-crise-diz-cepal.shtml

Desemprego ultrapassa 10% na zona do euro e bate recorde!

Desemprego ultrapassa 10% na zona do euro e bate recorde

DA FRANCE PRESSE, EM BRUXELAS

O desemprego na zona do euro alcançou um novo recorde em outubro: 10,1% da PEA (população economicamente ativa). Esse número representa uma leve alta em relação aos 10% de setembro, informou nesta terça-feira o Eurostat (instituto europeu de estatísticas).

Ao todo, há hoje na zona do euro 15,947 milhões de pessoas sem trabalho, 80.000 a mais que em setembro.

Há oito meses, o índice de desemprego da zona do euro, integrada por 16 países, se mantém abaixo dos 10%, nível que jamais havia alcançado desde a criação da moeda única, em 1999.

A princípio, o Eurostat havia indicado que já em setembro o desemprego afetava 10,1% da PEA do bloco, mas nesta terça-feira revisou este número para baixo, a 10%. Em outubro de 2009, o índice era de 9,9%.

No conjunto da União Europeia (integrada por 27 países, incluindo os 16 da zona do euro), o índice de desemprego permaneceu a 9,6%, sem variações em relação a setembro. O número de desempregados aumentou em 84 mil, totalizando 23,151 milhões.

Por país, os menores índices de desemprego são os de Holanda (4,4%) e Áustria (4,8%), e o mais elevado é o da Espanha (20,7%).

Nas duas maiores economias da zona do euro, Alemanha e França, o desemprego afetou 6,7% e 9,8% da PEA, respectivamente.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/838303-desemprego-ultrapassa-10-na-zona-do-euro-e-bate-recorde.shtml

Lula diz que militares ficarão no Rio o tempo que for preciso para estabelecer paz!

Lula diz que militares ficarão no Rio o tempo que for preciso para estabelecer paz

BRENO COSTA - ENVIADO ESPECIAL A ESTREITO (MA)

O presidente Lula voltou a garantir nesta terça-feira todo o apoio necessário ao governo do Rio na estratégia de enfrentamento do crime organizado. Segundo Lula, as tropas das Forças Armadas ficarão no Rio o "tempo que for necessário para garantir a paz".

Na manhã de hoje, o governador Sérgio Cabral (PMDB) assinou o pedido formal ao Ministério da Defesa para a permanência das Forças Armadas no Estado até outubro de 2011.

Lula também não descartou mandar mais soldados para o Rio, caso seja solicitado. "Se em determinado momento, o comandante da operação entender que é preciso mais gente, nós vamos atendê-lo", afirmou.

O Complexo do Alemão foi ocupado domingo (28), com o apoio das Forças Armadas, praticamente sem resistência dos traficantes. Na quinta-feira, policiais já tinham entrado na Vila Cruzeiro, favela vizinha ao complexo. As ocupações ocorreram após uma série de atentados ocorridos na cidade, que resultaram em mais de cem veículos queimados.

Segundo Cabral, os militares devem permanecer nas comunidades até a instalação de novas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). "Eu assinei agora pela manhã um documento solicitando tropas de paz do Exército para que nossa polícia possa continuar fazendo o trabalho de inteligência", afirmou o governador.

Para implantar a UPP do Alemão será preciso um efetivo de 2.000 policiais, o equivalente a 5% da corporação e número pouco inferior ao que já atua nas 13 UPPs em atividade --2.272. Isso acarretará um acréscimo de ao menos R$ 4 milhões na folha salarial --4% dos gastos do Rio com pessoal da PM. O custo para implantar e equipar as unidades deve passar de R$ 2 milhões, financiados por doações da iniciativa privada.

Para as autoridades, os ataques criminosos foram uma retaliação dos traficantes contra a instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nos morros e favelas.

PREJUÍZO

O comandante-geral da Polícia Militar do Rio, Mario Sergio Duarte, estimou em ao menos R$ 100 milhões o prejuízo financeiro causado ao tráfico do Rio com a operação de ocupação do Complexo do Alemão.

Duarte definiu a cifra como "uma paulada" nas finanças do tráfico. "As estimativas da Polícia Militar nos indicam que o impacto de perda de drogas, armas, das próprias casas que eles abandonaram, é de mais de R$ 100 milhões, só ali no Alemão. Como nós ainda temos muita coisa para fazer pela frente, nós ainda teremos um impacto financeiro muito maior."

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/838544-lula-diz-que-militares-ficarao-no-rio-o-tempo-que-for-preciso-para-estabelecer-paz.shtml

Vendas de veículos sobem e novembro é o segundo melhor mês da história do setor!

Vendas de veículos sobem e novembro é o segundo melhor mês da história do setor

As vendas de veículos vão superar a marca de 320 mil unidades neste mês, o que significa que será o segundo melhor mês da história da indústria automobilística no País. O resultado fica atrás apenas do total registrado em março deste ano, 353.734 unidades.

Até ontem, o número de veículos licenciados estava em 305.877 unidades, cerca de 22% superior em relação a novembro de 2009, e 0,9% maior do que em outubro. A média diária de emplacamentos estava em 16.098.

Ou seja, se a média diária de licenciamentos for mantida, novembro vai terminar com 321.975 veículos comercializados. Os dados incluem também o emplacamento de caminhões e ônibus.

Link:

http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2010/11/30/vendas-de-veiculos-disparam-e-novembro-e-o-segundo-melhor-mes-da-historia-do-setor/

Dilma convida Paulo Bernardo para Comunicações!

Dilma convida Paulo Bernardo para Comunicações

Presidenta eleita acelera montagem do governo; ganha força a permanência de Fernando Haddad na Educação

Adriano Ceolin e Andréia Sadi, iG Brasília | 30/11/2010

A 15 dias do prazo que estabeleceu para a montagem do seu governo, a presidenta eleita Dilma Rousseff resolveu acelerar a escolha dos ministros do restante da Esplanada. Além de acertar com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), a nomeação de Sérgio Côrtes na Saúde, ela definiu o nome de Paulo Bernardo para as Comunicações. Nas últimas horas, também ganhou força a permanência de Fernando Haddad na Educação.

Três fontes diferentes confirmaram ao iG a transferência do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, para as Comunicações. O ministério, porém, é comandado há seis anos pelo PMDB. Por isso Dilma precisa acertar com o partido como será feita a contrapartida. Os peemedebistas sonham emplacar um nome nas Cidades para compensar a perda nas Comunicações. Nesse caso, o mais cotado é Moreira Franco, dirigente nacional do PMDB.

O nome de Paulo Bernardo para as Comunicações vem sendo gestado desde a semana passada, quando ele próprio confirmou ter sido convidado por Dilma para permanecer no governo. Contudo, na oportunidade, não foi revelada qual pasta ele assumiria. Como o iG informou, aliados podem facilitar a entrada de Bernardo do ministério. Presidente de Telebras, Rogério Santanna trabalhou com Bernardo na pasta do Planejamento.

Além das Comunicações, Paulo Bernardo surgiu como opção para as Cidades. A pasta é comandada, desde 2005, pelo PP. O partido, contudo, não apoiou Dilma oficialmente durante a campanha. A presidenta eleita chegou a estudar a divisão do ministério em duas partes: o Saneamento seria mantido pelo PP e a Habitação, com o programa Minha Casa Minha Vida, ficaria com o PT.

No entanto, agora o mais provável é que a pasta das Cidades fique com o PMDB para compensar das Comunicações. O problema é que esse ministério é da cota da bancada peemedebista do Senado. Em abril deste ano, o senador Helio Costa (PMDB) resolveu deixar a pasta para concorrer ao governo de Minas Gerais. Semana passada, ele tentou articular sua volta para se cacifar para assumir a presidência de Furnas, estatal com sede em solo mineiro.

Apesar de brigar por seu espaço nas Comunicações, o PMDB do Senado quer mesmo é manter o comando do Ministério de Minas e Energia. O principal objetivo é promover o retorno do senador Edison Lobão (PMDB-MA) ao comando da pasta. Ele também havia saído do cargo para disputar a eleição em outubro. Reeleito para mais um mandato no Senado, tem o apoio de Renan Calheiros e José Sarney para voltar para a Esplanada.

Em meio às definições de espaços entre os aliados, o ministro Fernando Haddad também aparece com força para ficar na Educação. Ele se enfraqueceu por conta dos problemas da realização do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). No entanto, contou com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é até agora a pessoa que tem mais influenciado Dilma na escolha dos ministros do próximo governo.

Link:

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/dilma+convida+paulo+bernardo+para+comunicacoes/n1237843872254.html

domingo, 28 de novembro de 2010

América Latina deve se preparar para crise mundial prolongada!

América Latina deve se preparar para crise mundial prolongada

Seminário internacional sobre o projeto do Banco do Sul, convocado pela presidência da República do Paraguai terminou com prognósticos compartilhados com relação ao fato de estarmos transitando em meio a "uma crise mundial prolongada" e advertência sobre o fato de que a "América Latina tem uma grande oportunidade", mas ficará em uma situação de "tremenda vulnerabilidade" se não tomar as precauções necessárias a tempo. Encontro também defendeu necessidade da participação dos movimentos sociais na defesa e na implementação do Banco do Sul .

Raúl Dellatorre - Página/12

Publicado originalmente em português no IHU-Unisinos

Com prognósticos compartilhados com relação ao fato de estarmos transitando em meio a "uma crise mundial prolongada" e advertência sobre o fato de que a "América Latina tem uma grande oportunidade", mas ficará em uma situação de "tremenda vulnerabilidade" se não tomar as precauções necessárias a tempo, terminou quinta-feira o seminário sobre o projeto Banco do Sul, convocado pela presidência da República do Paraguai.

Pedro Páez, ex-ministro coordenador de Políticas Econômicas do Equador, e Felisa Miceli, ex-ministra de Economia de Néstor Kirchner, foram os encarregados, respectivamente, do primeiro e último discurso da jornada. "Passaram-se seis anos desde que foram assinados os primeiros acordos para o Banco do Sul e, apesar de que ele já ter a sua ata fundacional, a sua capital e sua sede definidas e a colocação em funcionamento do Conselho de Administração, ele ainda não consegue ser uma realidade. Sem a pressão e o acompanhamento da sociedade, é impossível que os governos realizem esses projetos", destacou Miceli, responsável ainda do Centro de Estudos e Monitoramento de Políticas Públicas da Universidade das Mães da Praça de Maio.

A necessidade da participação dos movimentos sociais na defesa e na implementação de projetos como o Banco do Sul foi um dos eixos das intervenções da tarde no encontro de Assunção. Sua instalação como novo ator político na crise do neoliberalismo, como resposta a necessidades não satisfeitas pelo mercado, foi mencionada em várias intervenções.

Desempregados, comunidades aborígenes, agricultores, operários de empresas recuperadas, grupos microempreendedores e outras formas de organização social com experiências diversas e o papel que lhes cabe em uma nova construção política foram algumas das questões de debate entre os acadêmicos, profissionais e funcionários que participaram desse fórum.

Páez, um dos articuladores e projetista da proposta do Banco do Sul, traçou um quadro cru da crise mundial e de seu provável prolongamento e desenlace. "Não é uma crise financeira que se torna uma crise econômica. Também não é uma crise por corrupção de alguns banqueiros, nem produtos do ciclo endógeno de autodepuração do sistema: é uma crise do regime de acumulação, dos eixos fundamentais da economia atual, dos critérios de rentabilidade e de eficiência. Não é apenas uma crise das políticas neoliberais", assinalou o economista equatoriano, colaborador próximo do presidente do seu país, Rafael Correa.

Em seu diagnóstico, Páez deixou claro que as condições estão dadas para que haja impactos sobre a economia mundial mais graves do que os acontecidos em 2008. "Está desatada uma disputa pela hegemonia, na qual o eixo anglo-saxônico (Estados Unidos e Grã-Bretanha, defensores do dólar como moeda forte) está ferido de morte e, como não pode se recuperar, fará todo o possível para que os demais fiquem piores do que ele", assinalou. Ele defendeu que "o ataque especulativo lançado contra a Europa (e à sua moeda, o euro) entre maio e junho" foi uma demonstração dessa disputa. Ataque do qual resultaram, como resposta para defender o euro, as políticas de ajuste na Grécia, na Espanha, na França e agora na Irlanda.

O economista equatoriano também prognosticou novas bolhas financeiras produzidas pelas apostas especulativas que continuam sendo o fato dominante do sistema financeiro. "Das hipotecas subprime (sobre dívidas de propriedade de alto risco de inadimplência) passou, nos Estados Unidos, às prime e às dívidas soberanas (de países). A superacumulação de capital pela alta concentração continua buscando opções de rentabilidade das bolhas especulativas", assinalou Páez.

Felisa Miceli concordou no diagnóstico. "Quem está por trás das compras de hipotecas?", perguntou-se, para responder imediatamente: "As megacorporações emparentadas aos fundos de investimento. A crise tornou-se em uma maior concentração de recursos, que essa elite empresarial vai continuar derivando ao mercado financeiro. O aparecimento de bolhas financeiras vai ser recorrente. Um cenário muito escuro nos espera".

Ambos coincidiram na imperiosa necessidade de uma nova arquitetura financeira para a região, que permita blindar as economias latino-americanas e promova a integração. "O primeiro instrumento é o Banco do Sul, que não há razões para que não esteja funcionando", apontou Miceli.

Páez afirmou que uma nova arquitetura financeira, com um banco de desenvolvimento regional como primeiro passo, não é suficiente para libertar a região das consequências da crise, mas é uma condição "necessária" frente ao atual marco internacional. Lembrou também a proposta de um sistema de compensação de pagamentos recíprocos que liberte a região da dependência do dólar, mediante uma moeda comum "que não reproduza os defeitos do euro".

Mediante essa moeda, disse, deveria se fixar o valor dos produtos que socialmente se considere benéfico amparar. "Os preços internacionais de hoje não são os corretos, estão distorcidos pela especulação e os subsídios. Qual é o sinal que pode receber um produtor latino-americano para orientar sua produção a partir dessas cotizações? Ele pode tomar decisões de produção eficientes? Em favor do interesse de quem? Assuntos tão delicados como a produção de alimentos ficam subordinados aos vai-véns especulativos. É uma situação tremendamente frágil e implica em uma alta vulnerabilidade para nossas economias se permanecermos atados a ela", expôs o economista equatoriano.

A proposta do Banco do Sul fixa como objetivos a soberania alimentar, energética e de saúde, como áreas prioritárias para financiar e sobre as quais construir um novo modelo de desenvolvimento. Mas Felisa Miceli acrescentou que a América Latina deve assumir "um duplo desafio de integração, entre países desiguais, mas também atendendo as assimetrias internas". Ela assinalou o conflito de países como a Argentina, que, pelo Mercosul, deve atender as assimetrias com o Paraguai e o Uruguai, mas, quando o propõe, recebe a reclamação das províncias do Norte com situações sociais semelhantes às dos países vizinhos. "Se não conseguirmos gerar espaços complementares, é difícil que a soberania seja vista em termos concretos", advertiu

(*) Tradução IHU, de Moisés Sbardelotto

Link:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17222

Assassino de Tim Lopes é preso no Complexo do Alemão!


Assassino de Tim Lopes é preso no Complexo do Alemão

Elizeu Felício de Souza, o Zeu, estava em casa acompanhado pela mulher e filha

Daniel Gonçalves, especial para o iG | 28/11/2010

A polícia prendeu na tarde deste domingo (28) Elizeu Felício de Souza, o Zeu, um dos assassinos do jornalista Tim Lopes e um dos principais nomes do tráfico de drogas da região.

Zeu estava foragido da polícia desde 2007, quando fugiu da prisão no primeiro dia após conseguir o direito do regime semiaberto. Ele cumpriu apenas cinco dos 23 anos a que foi condenado.

O criminoso foi preso em sua casa, no Largo do Coqueiral, dentro do Complexo do Alemão. Ele estava desarmado, acompanhado pela mulher e filha, e não resistiu a prisão.

Link:

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/assassino+de+tim+lopes+e+preso+no+complexo+do+alemao/n1237841652693.html

'Criminosos não usam uniformes', diz comandante da PM do Rio!


'Criminosos não usam uniformes', diz comandante da PM do Rio

Coronel Mário Sérgio Duarte diz que precisará de tempo para prender traficantes do Alemão e afirma que operação pode durar meses

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro | 28/11/2010

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, afirmou que as operações policiais no Complexo do Alemão - área que reúne 14 favelas na zona norte do Rio - podem levar meses para chegar ao fim. Ao explicar a dificuldade enfrentada pela polícia para prender os cerca de 500 traficantes que estariam no local, ele afirmou que a polícia não age com base em estereótipos.

"Os criminosos não usam uniformes para serem facilmente identificados, e nós não queremos criar estereótipos", afirmou. "Neste momento, em que ocupamos a favela, eles tiram as armas e tentam fugir. Precisaremos de tempo para conseguir identificar essas pessoas, mas vamos chegar lá. Não trabalhamos com estereótipos, mas a nossa experiência nos permite identificar até um olhar suspeito", afirmou o coronel Mário Sérgio.

O comandante disse que não pode garantir o que vai acontecer nas próximas semanas nem quando a operação no Complexo do Alemão vai acabar. "As operações podem durar meses", avaliou.

Sobre a possível fuga de traficantes por meio da tubulação de esgoto local, Mário Sérgio Duarte disse que a tese surgiu a partir de informações fornecidas por moradores da comunidade e estão sendo averiguadas. "Estamos verificando tudo. O momento é de encontrar esses criminosos. Essas informações que os moradores nos dão estão ajudando muito. Pedimos que eles continuem, que liguem para o Disque-Denúncia."

O comandante-geral da Polícia Militar afirmou que uma hora depois do início das operações de segurança no Complexo do Alemão muitos moradores já estavam saindo às ruas das favelas. "Alguns, de forma tímida, estão até nos cumprimentando", finalizou.

Balanço

Aguardada desde ontem, a operação que resultou na ocupação do Morro do Alemão teve início às 7h59 deste domingo. Até o meio da tarde, os policiais haviam apreendido toneladas de drogas, armas, munição e outros suprimentos que serviram para abastecer o crime organizado na região.

Os números oficiais sobre as operações de busca, entretanto, ainda permaneciam desconhecidos. A Secretaria de Segurança Pública do Rio convocou uma entrevista coletiva às 19h, quando será apresentado um balanço completo da ação no Complexo do Alemão, contemplando o número total de presos, armas e drogas apreendidas.

Além do secretário José Mariano Beltrame, o comandante-geral da Polícia Militar e o chefe da Polícia Civil também estarão presentes. Autoridades da Polícia Federal e das Forças Armadas que participam das operações são esperadas.

Link:

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/criminosos+nao+usam+uniformes+diz+comandante+da+pm+do+rio/n1237841626374.html

Como surgiu o império das armas e drogas!


Como surgiu o império das armas e drogas - no O DIA Online

Guerras, traições e mortes marcam a história do Complexo do Alemão, o maior barril de pólvora do Rio

POR JOÃO ANTÔNIO BARROS

Rio - Uma indústria de dinheiro e sangue. O império das armas do Complexo do Alemão começou a ser erguido nos anos 90. Sempre com guerras, traições e mortes. E um exército de quase 300 homens armados com fuzis e pistolas de última geração, que transformou a quadrilha numa potência militar, aniquilou inimigos e obrigou milhares de moradores do subúrbio da Leopoldina a viver sobre um barril de pólvora. Bem mais: virou a sucursal da fronteira Brasil-Paraguai — espécie de zona franca do crime, onde bandidos de outras favelas passam o dia negociando drogas.

A história de 20 anos de domínio do tráfico começa a ser escrita nos bairros da Penha, Ramos e Olaria por Orlando da Conceição Filho, o Orlando Jogador. Criado no Engenho da Rainha, o ex-soldado da quadrilha de Amarílio da Glória Venâncio, o China, derrubou o chefe e assumiu, em 1990, o controle do Morro do Alemão. Em dois anos, arrendou as bocas das comunidades vizinhas (uma novidade à época) e estendeu seus limites até o Complexo da Penha. Alguns cederam território em troca de pensão mensal. Quem resistiu, acabou morto.

Primeira quadrilha a ter fuzis AR-15

Jogador lançava o Complexo do Alemão como nova opção de entreposto do Comando Vermelho às quadrilhas da Zona Sul, que viviam em guerra. E foi graças a toques de marketing, como o de garantir “qualidade” aos consumidores, que transformou bocas de fumo de baixa rentabilidade em próspero negócio. Segundo levantamento da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal, em 1993 a quadrilha vendia 10 quilos de cocaína por semana. Parte do dinheiro era investido na “proteção” do império, com a compra de armas sofisticadas — o traficante foi um dos primeiros do Rio a adquirir os fuzis americanos AR-15.

Nesta época, Jogador contava com 100 homens armados, sendo 20 na sua proteção pessoal. Outra razão para o ‘sucesso’ estava nos laços estreitos que sempre fez questão de dizer que mantinha com a polícia: assim, ficava distante da cadeia e livre da ação dos inimigos.

O tamanho do império despertou a cobiça. Seu maior parceiro, Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, tramou a emboscada que terminou com a morte do traficante e 14 aliados, em junho de 94, e rachou o CV. Uê não durou muito no comando. Foram três meses até chegar ao poder Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, então um rapaz de 17 anos. É ele quem, atualmente preso, comanda a onda de terror que tem apavorado o Rio nos últimos dias.

Ao assumir o poder, VP levou ao Alemão a política “faca entre os dentes”: eliminou quem o desafiava e lançou ofensiva para matar Uê e vingar a morte de Jogador. Em 2002, Uê foi morto carbonizado dentro do Presídio de Bangu 1. Para isso, VP teve apoio de Fernandinho Beira-Mar.

Dezenas de mortes em ações policiais

O Complexo do Alemão guarda a história de pelo menos três grandes ataques da polícia lançados nos últimos anos e com 55 mortos. A última, há três anos, 19 pessoas morreram. Nas investidas, o alvo sempre foi a quadrilha de Marcinho VP, que não só herdou o arsenal de Jogador como ampliou o paiol — hoje, ele contaria com pelo menos 200 fuzis e metralhadoras ponto 30.

Com as guerras e tiroteios, as bocas de-fumo no complexo não registram a frequência de usuários dos anos 90. Mas para o tráfico pouco importa: a receita de VP triplicou desde que assumiu a distribuição de maconha e cocaína para outros morros do Rio. E mais: passou a investir nos bailes funk para atrair jovens de classe média e vender drogas. Além disso, há a cobrança de propinas do transporte alternativo.

Nos complexos do Alemão e da Penha vivem hoje os “donos” do tráfico do Chapadão, Juramento, Mangueirinha, em Caxias, e até Marcelo da Silva Leandro, o Marcelinho Niterói, homem de confiança de Beira-Mar. Sem contar os traficantes expulsos das favelas ocupadas pelas Unidades de Polícia Pacificadora.

A quadrilha de Marcinho é acusada de vários homicídios, entre eles o do jornalista da TV Globo Tim Lopes. O repórter foi sequestrado e morto quando produzia matéria sobre prostituição infantil e tráfico nos bailes funk da Vila Cruzeiro, em 2002. O principal acusado, Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, foi condenado a 28 anos e seis meses de prisão.

Link:

http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/11/como_surgiu_o_imperio_das_armas_e_drogas_127550.html

Polícia do Rio e Forças Armadas passaram no vestibular do Alemão - por Walter Fanganiello Maierovitch!!


Polícia do Rio e Forças Armadas passaram no vestibular do Alemão - por Walter Fanganiello Maierovitch

–1. Ainda não se sabe se os soldados do Comando Vermelho (CV), — instalados num dos quartéis generais do tráfico de drogas—, conseguiram fugir durante a noite e a madrugada. Ou, apenas, deixaram os seus postos de resistência armada e se esconderam debaixo das camas dos vários barracos.

O certo é que a operação da invasão do morro pelas forças de ordem foi um sucesso. Passamos no vestibular e que venham as Rocinhas e quejandos.

Os representantes da sociedade, ou melhor, os nossos representantes, agentes da ordem, foram impecáveis. Mais um território recuperado, diante de uma situação de secessão. Com o controle do espaço físico comunitário já se pode falar em liberdade para os cidadãos e restabelecimento do controle social pelo Estado.

O sub-chefe do tráfico da Vila Cruzeiro, um jovem apelidado de Mister M, se rendeu antes da invasão do Complexo do Alemão para onde fugira. Com isso, mostrou como estava o clima de medo entre a bandidagem.

Quando da anterior invasão da Vila Cruzeiro, os bandidos saíram em humilhante fuga. E as forças do Estado, para evitar derramamento de sangue e uma imagem negativa do Brasil no exterior, não cometeu a ilegalidade de metralhar ou fuzilar os soldados do CV. Nesse particular, o presidente Lula deve ter respirado aliviado uma vez que não seria nada fácil, em fim de mandato, sair carimbado como conivente em massacres: em São Paulo e em face do massacre da unidade prisional do Carandiru, o governador Fleury, — que negou autorização e o secretário de segurança pública assumiu haver dado a ordem de invasão, não consegue se livrar da imagem do massacre. Não concorreu à última eleição em face de, anteriormente, não ter logrado se reeleger deputado federal.

A vitória obtida na invasão do Complexo do Alemão, – no momento estão sendo realizadas “varreduras” para busca de criminosos escondidos, de drogas armazenas e armas deixadas–, dá a certeza de que o governo do Rio pode, com apoio Federal, prosseguir nas implantações das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs). O grande desafia será na Rocinha.

Pelos levantamentos, 600 membros da “confederação criminal” formada por delinqüentes das organizações CV e Amigos dos Amigos (ADA) resistiam, no Complexo do Alemão, até pouco antes da invasão. É quase certo que alguns bandidos conseguiram fugir durante a noite e madrugada, quando perceberam a iminência da invasão.

–2. O jornal Folha de S.Paulo, em primeira página, informa sobre um levantamento realizado. Na cidade do Rio de Janeiro o tráfico de drogas “empregaria” 16 mil pessoas e estas venderiam 100 toneladas de drogas por ano.

Diante dessas informações, volto ao tema do post de ontem, ou seja, a “desassociação”.

Como todos sabem, os jovens, –nas comunidades onde o crime organizado detém controles de território e social–, são atraídos pelo poder, lucro e protagonismo na comunidade. São os “soldados” da base da hierarquia.

Ora, as Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) voltam-se à retomada de espaços físicos (territórios) o controle social. Em síntese, o morador recupera a cidadania, a liberdade ambulatória e as liberdades públicas. Os jovens das facções criminosas, no entanto, migram para outras áreas, na certeza de que continuarão a sobreviver do tráfico de drogas.

Não existe no projeto de UPPs previsão para instituição, por lei, da “desassociação”. Ou seja, a possibilidade de o jovem mudar de lado e ser beneficiado. Tudo condicionado ao ingresso em programas ressocializadores, de educação à legalidade democrática. Uma assistencia para mudar de vida: não estou a propor PAC para os soldados da criminalidade. O certo, é que as cadeias e presídios ficarão abarrotadass desses jovens, caso exitosa a repressão que está em curso.

Na Itália, –quando do combate às Brigadas Vermelhas e outras organizações eversivas–, percebeu-se ( e é contado no livro Le Due Guerre do magistrado Giancarlo Caseli, que é o juiz que combateu o terror e a máfia siciliana) que uma quantidade enorme de jovens, - usados como massa de manobra–, estavam presos e receberiam penas altíssimas. Então, criou-se o instituto jurídico da desassociação: dá para imaginar um jovem de 18 anos condenado à pena de 30 anos de prisão como sairá do cárcere ?

Em tempo: a Itália vivia uma normalidade democrática quando começou o movimento terrorista, cuja principal organização tinha o nome de Brigadas Vermelhos. O presidente era o socialista Sandro Pertini ( foi preso pelos fascistas ao tempo de Mussolini e dividiu a cela com o notável Antonio Gramnsci). O combate ao terrorismo deu-se, como observava o respeitado e saudoso Pertini, dentro da legalidade, sem normas ou cortes de exceção.

Para se desassociar, bastava o interessado enviar ao magistrado uma declaração de que havia deixado a organização criminosa especial a que pertencia. Aí, o jovem era colocado em liberdade e o processo criminal arquivado.

Para o sucesso das UPPs não há outra saída. Volto a afirmar: com o sucesso das operações repressivas e a difusão, pelo Estado, de um programa de desassociação (com emprego ou seguro desemprego) muitos jovens mudariam de lado. Até no meio do embate.

–3. No processo penal brasileiro, (e foi uma luta de 20 anos para se chegar a esse ponto e onde fui taxado de visionário muitas vezes) adotou-se o modelo italiano da “delação premiada” (colaboradores de Justiça).

Instalou-se na legislação o chamado “direito premial”. Com efeito, pode-se criar, também, um prêmio à dessasociação. Não é racional encher as cadeias com um “exército” de jovens, microtraficantes, e que servem à criminalidade organizada pré-mafiosa.

–4. Registro. Na Itália, ainda não se aplicou a desassociação aos casos de Máfia (só delação premiada aos “pentiti”-arrependidos).

Os candidatos à desassociação, — e que insistem numa legislação a respeito, são os “ex-chefes” mafiosos que estão em regime de cárcere duro e completamente isolados das suas organizações, ou seja, Cosa Nostra, ´Ndrangheta, Camorra, Sacra Corona Unita.

Todos estão condenados e são londas as suas penas de privasão de liberdade. Um dos interessados no instituto da desassociação é Totó Riina, sanguinário chefe dos chefes. Riina responde por 600 homicídios, como mandante e ficou foragido 23 anos, sem tirar o pé da Sicília e sem perder o governo da organização.

Para esses velhos mafiosos, por evidente, não dá para se cogitar em desassociação.

–5. PANO RÁPIDO. Com a tomada do Complexo do Alemão foi dado um passo inicial. Não podemos nos enganar e o secretário de segurança do Rio de Janeiro, com muita transparência, deixa claro que o projeto só estará pronto em 2014.

O primeiro passo, frise-se, foi seguro, dentro da legalidade. Passamos no vestibular. Uma grande alegria.

– Walter Fanganiello Maierovitch–

Link:

http://maierovitch.blog.terra.com.br/2010/11/28/policia-do-rio-e-forcas-armadas-passaram-no-vestibular-do-alemao/

Moradores elogiam conduta dos policiais durante operação!


Moradores elogiam conduta dos policiais durante operação - do R7

Muitas pessoas acompanham a movimentação dos agentes nas ruas - Monique Cardone, do R7
| 28/11/2010

Acostumados à truculência dos policiais nas revistas, os moradores do Complexo do Alemão ficaram surpresos com a abordagem dos agentes durante a operação na comunidade. Procurado pela reportagem do R7, um senhor, que preferiu não se identificar, elogiou a conduta da polícia e deu total apoio às ações do Estado.

- Eles foram muito educados, não reviraram tudo e não fizeram zona. Estou satisfeito com a forma que eles entraram. Têm meu apoio, porque os bandidos têm que sair.

Mais cedo, apesar do intenso tiroteio, quando a polícia invadiu, os moradores pareciam acostumados à situação. Muito deles, na linha de fogo, acompanhavam a movimentação dos policiais sentados, calmamente, parecendo alheios a tudo que os cercava.

- A gente está acompanhando a movimentação da polícia porque queremos que eles tirem os traficantes da favela para a comunidade ficar em paz.

Link:


http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/moradores-elogiam-conduta-dos-policiais-durante-operacao-20101128.html

Imprensa internacional repercute ocupação do Complexo do Alemão!


Imprensa internacional repercute ocupação do Complexo do Alemão - no Extra Online

Erika Azevedo

RIO - A ocupação do Complexo do Alemão pela polícia na manhã deste domingo já começa a repercutir na imprensa internacional.

No artigo "Polícia do Rio começa a invadir esconderijo de quadrilha", o site do jornal americano "The New York Times" traz uma declaração do comandante geral da Polícia Militar, o coronel Mario Sergio Duarte, anunciando a "vitória" da operação e que a resistência dos bandidos havia sido menor do que o esperado: Mas a publicação destacou que a ocupação do complexo ainda não estava concluída e que ainda havia tiroteios no local.

O site do serviço de notícias britânico BBC , foi outro que noticiou a ocupação, destacando o esforço das autoridades brasileiras para que a operação deixe a cidade mais segura, visando a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O correspondente da BBC no Brasil, Tim Vickery, afirmou que "limpar a área dos traficantes fortemente armados é uma tarefa complexa em uma área de alta densidade populacional (...) As autoridades podem estar vencendo essa batalha contra os traficantes, mas eles ainda têm que ganhar a guerra".

Os jornais franceses "Le Monde" e "Libération" também deram destaque à notícia.

No "Le Monde", a matéria "No Rio, ataque contra traficantes continua" ressalta o ineditismo da operação no país: "A polícia anunciou ter tomado o controle de um suposto bastião de traficantes de drogas em um complexo de favelas na Zona Norte do Rio de Janeiro. Mas a operação, em uma escala nunca vista no Rio, continua enquanto a polícia realiza uma busca nas casas da comunidade".

Já o "Libération", sob a manchete "Polícia anuncia ter assumido controle de bastião de traficantes no Rio", destaca a grandiosidade da operação, que reuniu mais de 2.600 homens - da elite da polícia a fuzileiros navais - no Complexo do Alemão, onde vivem cerca de 400 mil pessoas. A matéria citou o coronel Mario Sergio Duarte, que afirmou: "Agora, é um trabalho de paciência. Vamos fazer buscas de casa em casa. Não haverá um só local que não será verificado".

Link:

http://extra.globo.com/rio/plantao/2010/11/28/imprensa-internacional-repercute-ocupacao-do-complexo-do-alemao-923129812.asp

'Fizemos história nesse domingo', diz policial sobre ocupação no Complexo do Alemão!!


'Fizemos história nesse domingo', diz policial sobre ocupação no Alemão - do G1 RJ

'Na Vila Cruzeiro foi mais difícil', garante ele. Muitos policiais disseram que esperavam que o pior.

Thamine Leta Do G1 RJ

'A minha satisfação é poder trazer a paz a essa comunidade. Fizemos história reconquistando a Vila Cruzeiro e o Alemão', disse o policial civil Henrique Cerqueira, que participou da ocupação do Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, na manha deste domingo (28).

"Na Vila Cruzeiro foi mais difícil. Lá, os criminosos não sabiam que iríamos invadir. Aqui no complexo, não foi surpresa, tinha data e hora marcada. Mas fizemos história nesse domingo", acrescentou.

Muitos policiais que participaram da invasão, disseram que esperavam mais dificuldade na ocupação. "Eu esperava muito mais do Alemão. Estava preparado para o pior. Não foi fácil, agora temos que achar o lugar em que esses criminosos estão escondidos", disse o policial civil, Hélio.

Enquanto a polícia vasculha becos e casas nas comunidades, os moradores começam a circular pelas ruas do Alemão. Aos 9 anos, Daniel, disse nunca ter ouvido tantos gritos e tiros na rua.

"Nunca passei por isso. Fiquei em casa, esperando acabar. Vim na rua agora, mas não gosto de ver tanta polícia", desabafou.

Já a estudante Andressa, de 16 anos, moradora do Morro do Adeus, tem certeza que sua vida vai mudar. "Eles (os criminosos) vão ter que sair, eles não tem opção. Eu estou acostumada com tiro, achei normal a movimentação. Mas estou feliz", disse.

PM afirma que chefes do tráfico se entregaram
O relações públicas da Polícia Militar, coronel Lima Castro, afirmou por volta das 11h25 deste domingo (28) que alguns chefes do tráfico no Alemão, já se entregaram à polícia. O número e o nome dos suspeitos, no entanto, ainda não foi divulgado.

"A varredura no Alemão pode durar dias. Isso porque acreditamos que existam ali 5 mil moradias e cerca de 200 criminosos continuam ali dentro", diz o coronel Lima Castro.

Pouco antes disso, a polícia chegou à mansão do traficante conhecido como “Pezão”, que seria o chefe de tráfico do Alemão. O imóvel estava vazio. Segundo o delegado Marcos Vinícius Braga, trata-se de um imóvel triplex, com hidromassagem, discoteca, ar-condicionado em todos os cômodos, assim como TV de LCD.

“Eu nunca vi nada igual, é muito, melhor do que muita casa no Leblon, nunca vi disso”, disse o delegado, que afirmou que o traficante destruiu todos os cômodos antes da chegada da polícia.
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Aos poucos, polícia toma favela

Depois de entrar no Alemão, por volta das 8h, aos poucos, a polícia vai tomando conta da região. Agentes chegaram à uma região conhecida como Coqueiral, no alto de uma das favelas. Deste ponto, os traficantes tinham visão privilegiada e podiam ver tudo o que acontecia na favela, inclusive a movimentação da polícia.

Segundo o delegado Ronaldo Oliveira, chefe das delegacias especializadas do Rio de Janeiro,
houve pouca resistência, e a polícia levou cerca de 2 ou 3 horas para chegar ao local. Mas ressaltou que a situação é "preocupantemente tranquila e que a quadrilha é covarde e perigosa". O delegado disse ainda que o trabalho de vasculhar casa a casa vai continuar.

Durante a ocupação , os blindados passaram por várias barricadas montadas pelo tráfico. Há dez suspeitos detidos, entre eles uma mulher. Os suspeitos chegaram num ônibus da polícia, do alto da favela.

Entre as apreensões, há seis toneladas de maconha e grande quantidade de armas.

Policiais vão vasculhar cerca de 30 mil casas
Já o relações públicas da Polícia Militar, coronel Lima Castro, afirmou que o momento é de fazer a varredura do terreno. "É um trabalho minucioso, que requer paciência. São cerca de 30 mil residências, 100 mil moradores", afirmou o coronel Lima Castro.

A preocupação, segundo o coronel, é com os moradores, já que há possibilidade de os criminosos estarem escondidos em casas da comunidade. "Eles (criminosos) são muito covardes, estão acuados. Nesse momento é cada um por si. Então podem fazer pessoas reféns, se esconder em casas de moradores", considerou o coronel Lima Castro.

"Por isso peço cautela aos moradores", disse o relações públicas da PM. "Permaneçam em suas casas e, se saírem, não carreguem nada nas mãos para que não sejam confundidos com os criminosos", alertou o coronel.

"Nossa obrigação é proteger a nossa vida e a dos moradores", concluiu Lima Castro.

Link:

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/rio-contra-o-crime/noticia/2010/11/fizemos-historia-nesse-domingo-diz-policial-sobre-ocupacao-no-alemao.html