Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Flame & Citron - Os Resistentes!


"Flame e Citron - Os Resistentes": Um filme imperdível! - por Marcos Doniseti

Postei aqui o trailer de um filme que assisti, hoje, no canal pago 'Telecine Cult' e que recomendo, que é 'Flame e Citron'.

A história se passa na época da Segunda Guerra Mundial, em 1944, na Dinamarca, que foi invadida e ocupada pelos Nazistas e mostra a luta da Resistência para reconquistar a liberdade para seu país e seu povo.

O roteiro é centralizado em dois heróis da Resistência dinamarquesa, Bent e Jorgen (ou Flammen e Citronen, retrospectivamente) e que se dedicam a eliminar dinamarqueses que traem seu país e seu povo e colaboram com os nazistas.

A trama do filme é bastante envolvente, pois a dupla de Resistentes começa a desconfiar que pode estar sendo utilizada para outros fins pelo chefe da polícia de Copenhague e que é um membro da Resistência.

E ainda temos uma história envolvendo Flame, uma misteriosa agente e o chefão da Gestapo na Dinamarca. Mas, não vou entrar em detalhes, para não estragar o filme caso alguns dos leitores deste blog decida assistí-lo.

A fotografia do filme é muito bonita, a reconstituição de época é excelente, os atores são ótimos e a história de heroísmo e de dedicação à causa da Liberdade é emocionante.

Vale a pena conferir.

Links:

http://www.imdb.pt/title/tt0920458/

http://www.imdb.com/title/tt0920458/

Yuan termina 2010 com nova cotação máxima com relação ao dólar!

Yuan termina 2010 com nova cotação máxima com relação ao dólar

DA EFE

Após 11 dias seguidos de altas, o yuan fechou o ano com uma nova cotação máxima com relação ao dólar: 6,6227 yuans por unidade da moeda americana, informou nesta sexta-feira o mercado de divisas chinês.

O recorde confirma a tendência de alta do yuan, depois do Banco Popular da China (banco central chinês) ter se comprometido no meio do ano a reformar o mecanismo cambial para aumentar sua flexibilidade.

Durante anos, parceiros comerciais da China, como os EUA e a União Europeia, solicitaram a Pequim uma valorização drástica de sua moeda, alegando que seu valor era mantido artificialmente baixo para fomentar as exportações chinesas.

O gigante asiático, que já em 2005 liberalizou parcialmente sua moeda, se comprometeu a continuar esta tendência, mas de forma "gradual", sem mudanças bruscas nas taxas de câmbio, para não prejudicar sua economia.

Na última meia década, a moeda chinesa, que em 2005 tinha a cotação de 8,2 yuans por dólar, se valorizou aproximadamente 20% com relação à divisa americana.

A tendência de alta, porém, foi freada após a crise financeira mundial.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/853133-yuan-termina-2010-com-nova-cotacao-maxima-com-relacao-ao-dolar.shtml

Euro tem uma chance em cinco de sobreviver, diz centro de estudos!

Euro tem uma chance em cinco de sobreviver, diz centro de estudos

DA REUTERS, EM LONDRES

A zona do euro tem apenas uma chance em cinco de sobreviver em sua forma atual pelos próximos dez anos devido aos desequilíbrios entre seus membros, disse na sexta-feira um dos principais centros de estudos britânicos.

O CEBR (Centro de Investigação Econômica e Empresarial) disse que a Espanha e a Itália terão que refinanciar cerca de 400 bilhões de euros (US$ 530 bilhões) em bônus soberanos durante a primavera no hemisfério Norte, o que poderia gerar novas crises dentro da zona do monetária, que a partir de 1º de janeiro contará com 17 membros.

"O euro poderia desmoronar nessa altura, ainda que os políticos europeus geralmente sejam capazes de responder a uma crise", disse o chefe executivo da entidade, Douglas McWilliams.

A crise de dívida soberana na Grécia e na Irlanda sacudiu os países da zona do euro este ano, gerando certa especulação de que a Alemanha eventualmente poderia perder a paciência em resgatar a seus vizinhos menos austeros, o que poderia gerar a quebra do bloco monetário.

A chanceler alemã Angela Merkel reafirmou em diversas ocasiões o compromisso de Berlim com o euro, algo que voltou a mencionar em sua mensagem de final de ano ao país na sexta-feira.

"O euro é a base de nossa prosperidade", afirmou. "A Alemanha precisa da Europa e de nossa moeda comum. Para nosso bem estar e para superar todos os grandes desafios mundiais. Nós os alemães assumimos nossa responsabilidade, mesmo quando ela é muito dura".

McWillliams, no entanto, indicou que os profundos desequilíbrios entre as economias frágeis e as mais fortes do grupo, algo que se tornou mais evidente desde a crise de 2008, implicaria em um grande obstáculo para o projeto no longo prazo do bloco europeu.

"Suspeito que o que separará a zona do euro será a impossibilidade da maioria dos países de adotar as medidas austeras necessárias para alcançar maior competitividade em suas economias no longo prazo", disse McWilliams.

"Só damos uma em cinco possibilidades de que [o euro] sobreviva em seu estado atual nos próximos dez anos. Se o euro não acabar, este poderia ser o ano em que ele se debilite substancialmente até a paridade com o dólar", afirmou.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/853268-euro-tem-uma-chance-em-cinco-de-sobreviver-diz-centro-de-estudos.shtml

Estônia se tornará amanhã a 1ª ex-república soviética na zona do euro!

Estônia se tornará amanhã a 1ª ex-república soviética na zona do euro

DA EFE, EM VILNIUS

A Estônia se tornará no sábado a primeira das ex-repúblicas soviéticas a ingressar na zona do euro, que já integra 16 países.

Em julho, os ministros de Finanças da UE (União Europeia) aprovaram a entrada da república báltica na zona do euro a partir de 2011 e fixaram a taxa de câmbio em 15,6466 coroas estonianas por euro.

Para o governante Partido das Reformas, esta foi a maior conquista da Estônia em 2010, junto com a recuperação da confiança e a estabilidade da economia, além da redução do desemprego, que de março a novembro caiu de 14,6% para 10,3%, segundo a agência Regnum.

O ministro das Finanças da Estônia, Jürgen Ligi, ressaltou que ao longo de 2010 o país continuou colocando sua economia em ordem, o que levou ao reconhecimento internacional e ao direito de ingressar na zona do euro.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/853165-estonia-se-tornara-amanha-a-1-ex-republica-sovietica-na-zona-do-euro.shtml

Mudanças no capitalismo global - por Marcio Pochmann!

Mudanças no capitalismo global

O aparecimento de dois novos elementos reestruturadores do capitalismo na passagem do século XX para o XXI torna ainda mais complexo o entendimento acerca do seu funcionamento.

Por Marcio Pochmann, na Revista Fórum

O aparecimento de dois novos elementos reestruturadores do capitalismo na passagem do século XX para o XXI torna ainda mais complexo o entendimento acerca do seu funcionamento. Em primeiro lugar, o movimento de reestruturação do capital global decorre do colapso na liderança dos dois blocos de países que até pouco tempo atrás organizavam o mundo, a partir do final da Segunda Grande Guerra, quando os Estados Unidos assumiram, de fato, a posição de centro hegemônico capitalista.

Inicialmente, já na Grande Depressão de 1873 a 1896, houve concomitantemente um avanço da segunda Revolução Tecnológica, a consolidação do ciclo de industrialização retardatária em alguns poucos países, como EUA e Alemanha.

Em especial essas duas nações insistiram, por cerca de meio século, na disputa da sucessão hegemônica do antigo centro dinâmico mundial liderado pela Inglaterra desde o século XVIII. A efetivação de duas Guerras Mundiais, intermediada pela Depressão de 1929, propiciou condições mais favoráveis para o protagonismo dos Estados Unidos, que desde o início do século XX se pronunciavam como a maior economia do mundo.

Mas toda essa centralização dinâmica mundial na economia estadunidense, sobretudo a partir do segundo pós-guerra, foi tensionada pela existência da Guerra Fria (1947 – 1991).

Depois da bem sucedida Revolução Russa, em 1917, e com a vitória do exército vermelho sobre as forças do nazi-fascismo, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) se constituiu como centro organizador do bloco de países com economia centralmente planejada.

No contexto da Guerra Fria, as duas nações líderes trataram de favorecer a integração do conjunto de países- satélite por intermédio da promoção da produção e comércio externo – ainda que desigual e combinada conforme destacada pela perspectiva teórica do sistema centro-periferia.

Algumas economias nacionais nas regiões latino-americana (Argentina, Brasil e México), africana (África do Sul) e asiática (Coreia do Sul, Taiwan e Singapura) vinculadas ao bloco de países capitalistas, bem como aquelas pertencentes ao conjunto das nações de economia centralizadas (China, Polônia e Bulgária), conseguiram avançar – em maior ou menor medida – na direção da internalização do ciclo de industrialização tardia da segunda metade no século XX.

Estes países foram os que conseguiram transpassar a condição de periferia, sem chegar, todavia, ao centro do capitalismo mundial. A semi-periferia seria o encaminhamento possível no quadro teórico do sistema centro-periferia, posto que não possuíam plenamente uma moeda de curso internacional, um sistema nacional de produção e difusão tecnológica e um sistema de defesa nacional relevante.

Com o colapso no bloco de economias organizadas pelo planejamento central durante a passagem da década de 1980 para a de 1990, a fragmentação da antiga URSS foi acompanhada pela transição quase imediata à condição de nação capitalista periférica.

Ao mesmo tempo, o fim da fase da Guerra Fria nas relações internacionais foi sucedido pela supremacia praticamente imperial dos EUA, pelo menos até 2008, quando a irrupção da crise do capitalismo global impôs o reinício de uma ampla reformulação na dinâmica de integração do conjunto dos países-satélite.

Nesse sentido, a crise global estabeleceu o aparecimento forçado de um segundo elemento reestruturador do funcionamento do sistema centro-periferia capitalista.

Além dos sinais crescentes de decadência relativa dos EUA, constatam-se também indícios do deslocamento do antigo centro dinâmico capitalista unipolar para a multipolarização geoeconômica mundial (Estados Unidos, União Europeia, Rússia, Índia, China e Brasil).

Tudo ainda em fase embrionária, mas já favorecendo a gradual constituição de um novo policentrismo na dinâmica global capitalista em novas bases. Se considerado ainda o curso do processamento de uma revolução tecnológica tem-se os elementos fundadores de mais uma transformação profunda no modo de produção capitalista.

E, em segundo lugar, destaca-se o intenso processo de hipermonopolização do capital, expresso pelo poder inequívoco de não mais de 500 grandes corporações transnacionais a dominar qualquer setor de atividade econômica e responder por cerca da metade do PIB global. O comércio internacional deixa de ocorrer entre nações para assumir cada vez mais a centralidade entre as grandes corporações transnacionais.

Nesses termos, não são mais os países que detêm as empresas, mas as grandes corporações transnacionais é que detêm os países, tendo em vista que o valor agregado gerado nelas tende a ser superior ao PIB da maior parte das nações.

Essas corporações não podem mais sequer quebrar, sob o risco de colocar em colapso o sistema capitalista, o que exige, por sua vez, a subordinação crescente dos Estados nacionais às suas vontades e necessidades. Sem a regulação pública global, em meio ao esvaziamento das antigas agências multilaterais do sistema das Nações Unidas, o poder privado torna-se praticamente absoluto na determinação da produção e nível de preços, sendo insuficiente a perspectiva teórica de procurar compreender a dinâmica da Divisão Internacional do Trabalho somente pela lógica do comportamento das nações.

É nesse novo contexto mundial de mudanças estruturais na dinâmica de funcionamento do capitalismo contemporâneo que a professora Maria Conceição Tavares, mais uma vez de forma corajosa e original, persegue o seu inabalável compromisso com a verdade, questionando os limites do sistema centro-periferia para dar conta de uma realidade distinta da do passado.

Não obstante o seu reconhecimento implícito acerca da importância teórica deste sistema, manifesta dúvidas a respeito de suas possibilidades para permitir a compreensão do capitalismo dos dias de hoje e o de amanhã. Sem o entendimento a esse respeito, qualquer crítica teórica, ainda que necessária e fundamental na perspectiva de fazer avançar o conhecimento e o debate plural e democrático, pode correr o risco da superficialidade, senão o da injustiça.

Nesse sentido, só o tempo pode ser o senhor da razão.

Link:

http://www.revistaforum.com.br/noticias/2010/12/21/mudancas_no_capitalismo_global/

Filme capta o auge dos Rolling Stones em quatro shows no Texas em 1972!


Filme capta o auge dos Rolling Stones em quatro shows no Texas em 1972

THALES DE MENEZES - da Folha de S.Paulo

"Ladies & Gentlemen: The Rolling Stones", finalizado em 1974, era um daqueles filmes muito comentados, mas pouco vistos. Não é mais. Acaba de sair em DVD, 36 anos depois de uma complicada e curta carreira nos cinemas americanos.

As imagens foram gravadas em quatro shows no Texas, em 1972. O palco é simples, espartano, mas o repertório é espetacular.

O grupo vinha de três discos incríveis, revigorado pela entrada do jovem e talentoso guitarrista Mick Taylor no lugar de Brian Jones.

Das 15 músicas no filme, 12 são desses álbuns. Cinco delas eram recém-lançadas, do LP duplo "Exile on Main St.": "Happy", "Tumbling Dice", "Sweet Virginia", "All Down The Line" e "Rip This Joint".

O filme usava a tecnologia Quadrasound. O áudio era direcionado para caixas acústicas nas quatro paredes das salas de exibição. Os cinemas tinham de ser adaptados para dar ao espectador a sensação de estar no meio da plateia do show.

Lançado depois de dois anos de edição, o filme fez carreira de poucos dias em sete cidades americanas.

No ano seguinte, uma edição em estéreo chegou a mais cinemas, mas fracassou. Os Stones já tinham lançado mais dois álbuns e o filme era "coisa velha".

Agora, numa revisão, o que se vê na tela é o auge da banda. Jagger e Richards estão visivelmente felizes, dominam a plateia e várias vezes dividem o mesmo microfone, numa imagem que é um símbolo do rock.

O filme fica para a história como o principal registro da passagem de Mick Taylor na banda. Com apenas 23 anos (seus colegas já eram trintões), toca uma barbaridade.

Seus solos quebram uma imagem na cabeça dos fãs, que escutavam os LPs imaginando Richards tocando.

Inevitável especular como a banda teria prolongado essa ótima fase se Jagger e Richards não "roubassem" de Taylor a música "Time Waits For No One", em 1974. Sua saída fechou um ciclo matador na vida do grupo.

LADIES & GENTLEMEN: THE ROLLING STONES
DIREÇÃO Rollin Bizzer
LANÇAMENTO ST2
QUANTO R$ 36
AVALIAÇÃO ótimo

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/852894-filme-capta-o-auge-dos-rolling-stones-em-quatro-shows-no-texas-em-1972.shtml

Em editorial de 1ª página, 'Le Monde' afirma que Dilma herda um país muito melhor do que aquele que Lula encontrou!

Em editorial de 1ª página, 'Le Monde' lista os desafios de Dilma

DA BBC BRASIL

O prestigioso jornal francês "Le Monde" dedica em sua edição desta sexta-feira um grande destaque à sucessão presidencial no Brasil, com a posse da presidente eleita, Dilma Rousseff, marcada para o sábado.

Em um editorial que ocupa cerca de um terço de sua primeira página, "Le Monde" afirma que ela assume com o país numa situação muito melhor do que a que o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, encontrou ao ser eleito em 2002.

Mas o jornal adverte que Lula deixa o cargo com muitos trabalhos inacabados, deixando vários desafios para sua sucessora, listados pelo editorial.

"A educação continua pobre e desigual. O sistema de saúde funciona em duas velocidades. Violência e insegurança corrompem as metrópoles. A corrupção e o nepotismo na vida pública corroem um país no qual a política é muitas vezes vista apenas como um meio de se enriquecer. A infraestrutura precisa ser desenvolvida rapidamente para enfrentar o desafio especial da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016", lista o jornal.

Para o diário, "Lula deixa para a nova presidente um país ouvido e respeitado na arena internacional", mas que também é alvo de algumas críticas, como em sua relação com o Irã.

Apesar disso, observa o editorial, Dilma já começou a expressar suas diferenças com comentários sobre sua preocupação com os direitos humanos, principalmente das mulheres, no Irã e em outros países.

O jornal comenta que Dilma deve seu "destino glorioso" ao mentor Lula, do qual não tem nem o carisma nem o dom da oratória.

O editorial conclui afirmando que ela deve se esforçar para não decepcionar os quatro em cada cinco brasileiros que, segundo as pesquisas, acreditam que ela fará um governo tão bom ou melhor do que o de Lula.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/853177-em-editorial-de-1-pagina-le-monde-lista-os-desafios-de-dilma.shtml

Vale deve reajustar minério de ferro em até 9% no 1º trimestre!

Vale deve reajustar minério de ferro em até 9% no 1º trimestre!

DO RIO - Especialistas esperam que a Vale reajuste os preços do minério de ferro de 7% a 9% no primeiro trimestre de 2011.

A expectativa é impulsionada pelo avanço do preço do minério de ferro no mercado à vista na China, que chegou a bater US$ 177 anteontem, um patamar próximo da máxima do ano, de US$ 192 em abril.

Segundo a Reuters, a mineradora deve elevar os preços em 8,8% no primeiro trimestre para US$ 149,2 por tonelada.

Mesmo assim, analistas afirmam que 2011 não deve repetir a sequência de aumentos anunciados neste ano.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me3112201016.htm

Vannuchi defende transparência no resgate da história da ditadura!

Vannuchi defende transparência no resgate da história da ditadura - do Vermelho

O ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, defendeu nesta quinta-feira (30) o trabalho de continuidade do levantamento de dados referentes ao período da ditadura “dentro de uma mentalidade de maturidade e coragem”.

Ele participou de lançamento de três livros e uma revista sobre direitos humanos e disse que esconder o que ocorreu durante o regime militar envolve “custos sociais e políticos muito maiores para as Forças Armadas e para a sociedade”.

Para Vannuchi, trazer transparência aos fatos desse período não é ser contra as Forças Armadas. “É contra as Forças Armadas quem sustenta que levantar a história do passado é revanchismo e que seria melhor deixar o assunto bloqueado e sufocado", afirmou.

Na avaliação do ministro, levantar o que ocorreu durante a ditadura não significa querer "condenar ninguém à masmorra, mas [o que se espera é] que o Judiciário decida se haverá punição com a Justiça restaurativa ou a aplicação de penas alternativas. Essa será a forma da sociedade saber quem matou Rubens Paiva ou Honestino Guimarães [perseguidos e mortos na ditadura]", observou.

Segundo ele, revelar a verdade de um período tão crítico faz parte de um processo de reconciliação. "Em nenhuma situação, é possível construir a história fora de uma reconciliação sem preconceitos, discriminação, com violência ou com qualquer tipo de exploração".

Vannuchi disse que o desafio para o próximo ano será aprovar o Projeto de Lei 7376 que cria a Comissão da Verdade.

O ministro lançou os livros Retrato da Repressão Política no Campo, que conta a história de camponeses que viviam sufocados institucionalmente e ainda sofriam com a ação de jagunços; Tortura, obra com textos de autores que participaram do Seminário Nacional sobre Tortura, em maio deste ano, na Universidade de Brasília (UnB); e Direitos Humanos: a Atuação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República entre 2003 e 2010, com oito capítulos e diversas abordagens temáticas, relatando os avanços históricos e institucionais nessa área.

Além dos livros, foi lançada também a revista Direitos Humanos, com ensaios, fotos, notícias e entrevistas sobre a luta pelos direitos humanos no Brasil e no mundo, com a participação de pessoas da área artística e cultural. Essa é a sétima edição da revista.

Fonte: Agência Brasil

Link:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=144592&id_secao=1

Venezuela elimina taxa dupla de câmbio!

Venezuela elimina taxa dupla de câmbio

País promove maxidesvalorização para itens essenciais, ao eliminar cotação menor para alimentos e remédios

Medida visa estimular demanda doméstica e PIB, que deve encolher 1,9% neste ano, após recuar 3,3% em 2009

CAROLINA MATOS - da Folha de S.Paulo

O ministro das Finanças da Venezuela, Jorge Giordani, disse ontem que vai eliminar a dupla taxa de câmbio existente no país.

Passa a valer como cotação única, a partir de amanhã, a de 4,30 bolívares por dólar. E desaparece a relação de 2,60 bolívares por dólar para a importação de produtos essenciais, como alimentos e remédios, criada por Hugo Chávez em janeiro.

A maxidesvalorização da moeda local, portanto, deve ser sentida pela população mais pobre do país.

É uma forma de desestimular o consumo de produtos estrangeiros. E, assim, uma tentativa de aliviar a pressão contra a expansão da economia doméstica.

O PIB deve encolher 1,9% neste ano. Em 2009, houve retração de 3,3%.

A decisão de atuar no câmbio vem antes que Chávez perca, em 5 de janeiro, a maioria de dois terços no Congresso, que lhe permitiu fazer mudanças na Constituição e governar por decreto.

Essa foi a segunda desvalorização do bolívar neste ano. Em janeiro, o governo passou o câmbio -que estava em 2,15 bolívares por dólar desde 2005- para 2,60 bolívares para bens de primeira necessidade. E 4,30 bolívares por dólar para o restante.

Vladimir Caramaschi, estrategista do Banco Crédit Agricole, diz que o fim da taxa dupla na Venezuela "é positivo" porque acaba com uma "situação artificial".

Mas alerta para o risco quanto à inflação no país, hoje em 27% ao ano.

"Com o dólar mais caro, a inflação vai aumentar. Resta saber quais serão as medidas para combatê-la e as consequências sobre o PIB."

Com agências de notícias

Link:


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me3112201022.htm

Lula decide não extraditar Cesare Battisti!

Lula decide não extraditar Cesare Battisti - do Vermelho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (31), em nota, que decidiu pela não extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália.

A nota foi lida por Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores de Lula.

Em novembro de 2009, o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a extradição do italiano, mas definiu que a decisão final caberia ao presidente da República.

No início da semana, o presidente disse que anunciaria sua decisão antes do fim de seu mandato, que termina hoje, dia 31 de dezembro.

O presidente afirmou que se basearia em um parecer sobre o assunto realizado pela Advocacia-Geral da União (AGU). O órgão defendeu que se concedesse o status de refugiado a Battisti.

A demora e cautela do anúncio da decisão se baseavam, além da implicação diplomática, o risco à vida de Cesare Battitsi caso ele regressasse à Itália.

Cesare Battisti foi condenado na Itália pela suposta participação em ações armadas que resultaram na morte de quatro pessoas. Ele alega inocência. Diz que não teve participação nas mortes das quais é acusado.

Relações com a Itália

O ministro de Relações Exteriores afirmou que a decisão brasileira de não extraditar Battisti não prejudicará as relações diplomáticas com a Itália.

“Não acho que vai ser prejudicada [a relação com a Itália] porque o Brasil tomou uma decisão soberana”, disse Amorim, acrescentando que o parecer da AGU descreve amplamente as razões para não extraditar Battisti.

Nota

A nota divulga à impresa diz que a decisão de não extraditar o ex-ativista italiano foi embasada segundo as cláusulas do Tratado de Extradição assinado entre o Brasil e a Itália, em particular a disposição expressa na Letra F do Item 1, do Artigo 3 do tratado.

Segundo essa cláusula, uma das condições para não autorizar a saída do país é a condição do extraditado. “Conforme depreende do próprio tratado, esse tipo de juízo não constitui afronta de um Estado ao outro, uma vez que a situações particulares ao indivíduo podem gerar riscos, a despeito do caráter democrático de ambos Estados”, diz nota.

O documento informa ainda que o governo brasileiro “manifesta sua profunda estranheza com os termos da nota da Presidência do Conselho dos Ministros da Itália, de 30 de dezembro 2010, em particular com a impertinente referência pessoal ao Presidente da República”.

A decisão do governo Lula é justa, corresponde a um princípio democráico e põe a nu a intolerância e a polítca de ódio do governo direitista da Itália chefiado por Silvio Berlusconi.

Com informações das agências

Link:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=144600&id_secao=1

“Um dia, lá no mundão, uma das donzelas da torre será presidente” - por Luiz Carlos Azenha!

“Um dia, lá no mundão, uma das donzelas da torre será presidente” - por Luiz Carlos Azenha, no Viomundo

Rose Nogueira comprou uma camélia vermelha, para usar na posse de Dilma Rousseff. Com a camélia, pretende levar para a festa todas e todos que não puderam estar lá.

Rose e Dilma foram colegas de presídio Tiradentes, em São Paulo, durante o regime militar.

Naquela época, elas costumavam sonhar com a liberdade dizendo: “Um dia, lá no mundão…” vou fazer isso ou aquilo. “Um dia, lá no mundão…” serei assim ou assado.

“Um dia, lá no mundão”, diz Rose Nogueira por telefone, de Brasília, com seu tradicional bom humor, “uma das donzelas da torre será presidente”.

Ela ri de uma notícia que leu a bordo do avião, em O Globo, que fala nas 11 ex-companheiras de cela de Dilma, todas convidadas para a posse. Talvez estivesse se referindo a esta notícia.

Fica sem saber se o jornal tentou ser irônico ao falar em Grupo das Onze, já que os Grupos dos Onze foram os famosos “comandos nacionalistas” criados por Leonel Brizola, nos anos 60, para resistir ao golpe.

O fato é que Rose é uma mulher extraordinária da mesma forma que muitas mulheres o são. Extraordinária com as pequenas conquistas do dia-a-dia, consciente de que é o elo de uma corrente e que, portanto, é preciso persistir. Persistência não é o forte das mulheres?

“Se não fosse a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho, legislação trabalhista implantada pelo governo Vargas) do Getúlio, ela teria se matado de tanto trabalhar”[Rose sobre a avó, a tecelã Maria Ghilardi Guerra, exemplo de mulher batalhadora]

“Eu apanhava porque eu estava fedida de leite azedo” [Rose sobre a tortura. Quando ela foi presa, o filho era recém-nascido]

“Ela contribuiu mais do que qualquer outra para a mudança do Brasil” [Rose sobre a atuação de Dilma no ministério de Lula]

“Quando a gente tava lá na cadeia ficava muito claro que todas tinham vocação política. A Dilma era a pessoa onde mais isso aparecia. Porque ela tinha uma presença muito forte, ela tinha um equilíbrio nas análises das coisas que, embora ela tivesse 20, 21 anos, impressionava, francamente” [Rose, explicando depois que Dilma defendeu na cadeia a ampliação do mar territorial brasileiro de 12 para 200 milhas, uma proposta dos militares]

“Eu considero que quem fez a luta armada contra o povo brasileiro foi a ditadura” [Rose ao lembrar que milhões de brasileiros se opuseram ao regime militar e que os oportunistas costumam repetir, nos dias de hoje, o bordão usado no passado pelos militares, de que a resistência ao regime queria implantar no Brasil uma ditadura de esquerda]

“A gente naquela época era tratada como coisa” [Rose, sobre as mulheres nos anos 60]

Durante nossa conversa Rose Nogueira lembra que a classe operária brasileira se formou nos anos 30, especialmente com a chegada de imigrantes. E que nos anos 60, na geração dela, os filhos de imigrantes começaram a chegar à universidade. Razão pela qual havia muitos filhos de imigrantes na resistência ao regime militar. Gente que tinha ascendido socialmente mas mantinha sua solidariedade com os de baixo. Como foi, aparentemente, o caso dela.

A jornalista perdeu o pai aos 4 anos de idade. Foi morar com a avó, a Maria “que tinha guerra no nome”. Aliás, a avó de Rose não queria saber de batizar ninguém com o próprio nome. Dizia, “Maria tá condenada ao sofrimento”.

Maria contava que, para não perder o emprego, tinha “atrasado” o parto da mãe de Rose. Escondeu a gravidez com a cumplicidade do chefe. A mãe de Rose nasceu no domingo de Carnaval. Na quinta, dona Maria Guerra estava de volta ao emprego.

A vida de dona Maria foi tocada pela implantação, no governo Vargas, da CLT, quando a jornada de trabalho dela caiu de 14 para 8 horas diárias.

Mais tarde a maternidade assumiria ares dramáticos para a própria Rose. Quando ela foi presa o filho tinha 33 dias de vida. Ela narrou o episódio num livro. O Viomundo, faz algum tempo, reproduziu parte do texto de Rose, em que ela descreve a vida no presídio Tiradentes.

Foi deste período, também, a patética demissão de Rose Nogueira do jornal Folha da Tarde. Ela foi demitida por abandono de emprego quanto até as árvores da Barão de Limeira sabiam que a jornalista do Grupo Folha estava na cadeia. Aqui ela tratou do assunto.

Um caso sobre o qual a Folha ainda nos deve explicações, sem falar no empréstimo de viaturas para a Operação Bandeirantes.

O fato é que a geração de Rose subirá a rampa com Dilma Rousseff, no sábado, em Brasília. Junto com a memória da dona Maria Ghilardi Guerra, que faleceu aos 90 anos de idade. E, de certa forma, com todas as mulheres batalhadoras do Brasil, do passado e do presente.

Terminada a entrevista, Rose liga de novo, para complementar: diz que com a avó aprendeu a importância de combater as injustiças, mas que a militância mesmo começou aos 18 anos, quando se apaixonou por um militante do PCB. Amor + luta. Rima com mulher.

Link:

http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/um-dia-la-no-mundao-uma-das-donzelas-da-torre-sera-presidente.html

Battisti: decisão difícil, mas sensata - por Haroldo Ceravolo Sereza!

Battisti: decisão difícil, mas sensata - por Haroldo Ceravolo Sereza

Reproduzo artigo de Haroldo Ceravolo Sereza, publicado no sítio Opera Mundi (do blog do Altamiro Borges):

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de negar a extradição para a Itália do ex-militante do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo) Cesare Battisti é uma medida difícil e talvez impopular, mas que, em sua essência, está correta.

Num julgamento à revelia, Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália, em 1993, acusado de quatro assassinatos durante os anos 1970. Exilado, viveu na França e no México antes de fugir para o Brasil, onde foi preso em 2007. Em janeiro de 2009, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu refúgio político a ele, após uma decisão contrária, mas apertada (3 votos contra 2) do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados).

Houve, a partir de então, um intenso debate no país, uma enorme pressão do governo italiano, um julgamento em que o Supremo Tribunal Federal questionou o status de refugiado e recomendou uma conduta (a extradição), mas reconheceu que a decisão final ficava a cargo do presidente da República.

A Itália afirma que Battisti não cometeu crimes políticos, mas crimes comuns.

Argumenta que as supostas vítimas das ações armadas do PAC eram pessoas distantes do poder, policiais e pequenos empresários que não estavam ligados às disputas políticas da conturbada década de 1970.

Esse argumento, no entanto, desconsidera alguns dados importantes. O caráter político de um caso assim não pode ser compreendido apenas a partir da vítima. É preciso também levar em conta o sentido que o autor da ação armada dá a ele e, principalmente, o contexto histórico.

A morte brutal de um comerciante, um dos crimes mais lembrados nas acusações contra Battisti, pode ter, sim, um sentido político, e certamente na conflagrada Itália das Brigadas Vermelhas ele foi assim compreendido.

Embora houvesse um alto nível de consenso na condenação das ações armadas, as brigadas eram grupos políticos, que visavam a desestabilizar o governo italiano, e, nesse sentido, pouca diferença faz se ele era democrático ou ditatorial, conservador ou progressista.

Se os brigadistas não obtiveram sucesso, é uma outra questão. Também não obtiveram sucesso na década de 1960 e 1970 os latino-americanos que pegaram em armas contra as violentas ditaduras. Parece evidente, no entanto, que a opção pelas armas da extrema esquerda italiana foi um erro, à semelhança da opção das guerrilhas da extrema esquerda da América Latina no período - mas nem por isso as duas opções deixam de ser políticas.

A acusação de que o crime era comum, e não político, vem sempre a acompanhada da definição de Battisti como um terrorista, o que é paradoxal: os governos não chamam o Maníaco do Parque, o Bandido da Luz Vermelha e outros assassinos em série de terroristas – a rigor, só “recebe” a designação de terrorista quem enfrenta o poder de governos, e não quem tem como alvo apenas pessoas comuns.

Classificar os crimes de Battisti como crime comum é mudar a história, aceitar uma ficção que a Itália incorporou ao discurso político dominante e a suas leis. Mas esse consenso à italiana não pode ser imposto aos outros países, mesmo aqueles com quem o país europeu mantém tratados de extradição, sob o risco de desrespeito à soberania destes países. Mesmos os Estados Unidos, depois do 11 de Setembro, não impuseram ao mundo o reconhecimento de todas regras abrangentes que usam para classificar, no seu território, as “ações terroristas”.

A decisão do governo brasileiro é, assim, bem vinda. Não se trata de um estímulo à impunidade, como podem alguns acreditar. Battisti, preso no Brasil há quase 4 anos, em boa medida já pagou pelos crimes que nem temos tanta certeza assim de que cometeu. Lembremos que a Justiça italiana também levou à prisão um teórico das Brigadas, o filósofo Toni Negri (autor, com Michael Hardt, de “Império”, publicado no Brasil pela Record), com acusações no mínimo questionáveis.

Numa entrevista ao portal UOL, Negri classificou de “insultante” a postura do governo italiano em relação ao Brasil, e lembrou que a França se negou a extraditar uma outra militante em situação semelhante à de Battisti.

Negri também lembra que, de 1979 a 1983, foi mantido em prisão preventiva, sem processo. “Em 1983, houve um eleição parlamentar e eu saí da cadeia porque fui eleito deputado, porque não era ainda condenado. Fiquei preso quatro anos e meio - e poderia ter ficado até 12. Ou seja, quando os italianos dizem que nos anos 70 foi mantido o Estado de Direito, eles mentem. E isso eu digo com absoluta precisão, com base no meu próprio exemplo: fiquei quatro anos e meio em uma prisão de alta segurança, prisão especial, fui massacrado e torturado. Pude deixar a prisão apenas porque fui eleito deputado - do contrário, eu poderia ter ficado na prisão por 12 anos, sem processo. Durante os anos que fiquei na França, exilado, eu fui processado e condenado a 17 anos de prisão, mas que foram reduzidos porque havia uma pressão pública forte em meu favor. Quando voltei para a Itália, fiquei outros seis anos presos e encerrei a questão.”

A Itália de Berlusconi resgatou fantasmas dos anos 1970. Não caberia ao Brasil embarcar nesta onda hiperpunitiva contra a esquerda, patrocinada justamente por aqueles que defendem, no Brasil, a anistia sem limites para os agentes de um Estado inquestionavelmente ditatorial.

* Haroldo Ceravolo Sereza é diretor de redação dos sites Opera Mundi e Última Instância

Link:


http://altamiroborges.blogspot.com/2010/12/battisti-decisao-dificil-mas-sensata.html

Niko Schvarz: Um Estado palestino com as fronteiras de 1967!

Niko Schvarz: Um Estado palestino com as fronteiras de 1967

Enquanto os países latino-americanos seguem o caminho indicado pelo Brasil, de reconhecer o Estado palestino independente das fronteiras de 1967, Israel dá as costas ao mundo, intensifica construções ilegais na Cisjordânia e reforça os laços militares com os EUA

Por Niko Schvarz

Há alguns dias (23 de dezembro) o chanceler Luis Almagro e o subsecretário Roberto Conde animaram um debate sobre um balanço da gestão do Ministério, na presença de parlamentares das comissões de Assuntos Internacionais do Parlasul, de diretores de assuntos internacionais dos ministérios e de dirigentes da Frente Ampla, da Comissão de Relações Internacionais da Frente Ampla e de outros setores da sociedade, e deram origem a uma troca de opiniões viva e franca em um tema que, segundo o ânimo coletivo, vai se ampliar.

Uma conclusão primária é que a chancelaria realizou um trabalho intenso e eficaz, que se desdobrará em múltiplas iniciativas em 2011, e que será conveniente adotar medidas para que estas atividades cheguem ao conhecimento das pessoas comuns.

Um dos temas que esteve sobre a mesa foi o reconhecimento do Estado palestino, que o governo assumirá o compromisso de tornar concreto no início de 2011. Será discutido se este reconhecimento, que contará com um apoio generalizado, deve realizar-se (ou não) na base das fronteiras anteriores a junho de 1967.

A resposta deve ser afirmativa, em minha opinião, e o problema das fronteiras não pode ficar no limbo. Assim o fizeram os países latino-americanos que, em rápida sucessão, estão se incorporando ao reconhecimento do Estado palestino, como já o fizeram uma centena de países em todos os continentes. Isso foi expresso na carta do presidente Lula ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, em 3 de dezembro.

O comunicado oficial do Ministério de Relações Exteriores da República Argentina, em 6 de dezembro, diz: a presidente da Nação Argentina, Cristina Fernandez de Kirchner, enviará uma nota ao presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas, pela qual lhe comunicará que o governo argentino reconhece a Palestina como um estado livre e independente, dentro das fronteiras existentes em 1967.

De imediato, sobreveio o anúncio uruguaio e o do presidente Evo Morales, da Bolívia. Em 25 de dezembro os telegramas informaram que o presidente equatoriano Rafael Correa vai assinar também o reconhecimento oficial do Equador ao Estado palestino como livre e independente, com suas fronteiras de 1967, segundo comunicou o presidente a Mahmud Abbas e o embaixador equatoriano na ONU ao seu colega palestino.

O fluxo continua. Chile e México estão avaliando adotar atitude semelhante. No caso do Chile, o chanceler Alfredo Moreno confirmou (dia 23) que o presidente Sebastian Piñera se reunirá com o líder palestino Mahmud Abbas em 1º de janeiro em Brasília, durante a posse de Dilma Rousseff.

Ao mesmo tempo, dez países da União Europeia anunciaram que a elevação do nível de suas relações diplomáticas com a Autoridade Nacional Palestina (ANP) poderá ter lugar nas próximas semanas. Os países europeus que mantêm contato com a ANP, nesse sentido, são Alemanha, Reino Unido, Bélgica, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Áustria, Luxemburgo e Malta. Espanha e França o fizeram anteriormente.

No mesmo dia em que Lula anunciou sua decisão (3 de dezembro) o chefe da missão palestina na França apresentou suas credenciais ao presidente Nicolas Sarkozy em presença da ministra de Relações Exteriores Michele Alliot-Marie em uma cerimônia inédita que mostra a elevação do estatuto da representação palestina na França, decidida em julho, segundo se informa. O presidente Dimitri Medvedev fez o mesmo em nome da Federação Russa.

Fontes diplomáticas israelenses citadas por La Vanguardia, de Barcelona, expressaram o temor de que esta onda de apoio à Palestina procedente da América Latina se converta em um tsunami diplomático global e irreversível.

Depois que se apagaram as chamas do trágico incêndio do Monte Carmelo, o diretor geral da chancelaria israelense, Rafael Barak, enviou (dia 20), um telegrama urgente às embaixadas israelenses recomendando que façam todos os esforços para boicotar as tentativas do governo de Ramalah de obter um reconhecimento.

Previamente, o vice-chanceler israelense, Daniel Ayalon, havia condenado em termos agressivos a conduta de Brasil, Argentina e Uruguai sobre esta questão, além de cobrir de impropérios o presidente Hugo Chávez. O chanceler Avigdor Lieberman é um partidário extremado da continuação sem limites das construções israelenses em território palestino.

O fato é que enquanto o diálogo palestino-israelense está paralisado, as novas construções e colônias israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém oriental se multiplicam. A lista é muito extensa e é acompanhada da destruição de casas habitadas por palestinos, para entregá-las a ocupantes israelenses.

Além disso, telegramas do dia 21 noticiaram a destruição de moradias e pequenos comércios palestinos no bairro de Issaweya em Jerusalém oriental, de uma pequena gráfica reduzida a uma pilha de escombros e metais retorcidos. Vê-se também o espancamento de garotos palestinos na mesma região.

A ONU critica Israel por estas práticas e o acusa de ignorar os apelos do Quarteto (ONU, União Europeia, Rússia e EUA) para deter a construção de colônias em terras palestinas, inclusive Jerusalém oriental (declarações do coordenador especial da ONU para a região, Robert Serry, divulgadas pelo porta-voz oficial da organização, Martin Nesirky).

O governo dos EUA solicitou de Israel uma breve moratória nas construções após o vencimento, em setembro, do prazo estabelecido anteriormente, e recebeu uma negativa contundente de Netanyahu.

A posição de Israel não mudou nem mesmo quando o governo dos EUA lhe ofereceu, em troca, um pacote considerável de incentivos, que incluía 20 aviões de combate F-35 supermodernos, insumos para as Forças Armadas israelenses, 205 milhões de dólares para comprar sistemas de defesa antiaérea, um aumento significativo dos programas de capacitação militar, além da promessa de vetar, no Conselho de Segurança da ONU, toda resolução contra Israel e toda tentativa da ANP de promover a criação do Estado palestino.

E enquanto as construções ilegais israelenses intensificam seu ritmo, em surdina o secretário de Defesa de Israel, Ehud Barak e o chefe do Pentágono, combinaram em Washington os termos de novos acordos militares.

Acrescente-se a tudo isto que um conjunto de personalidades europeias levará uma documentada nota sobre este tema à Presidência do Conselho Europeu que, por sua importância, examinaremos em separado.

Fonte: La República, 27 de dezembro de 2010

Link:


http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=144551&id_secao=9

Lula entrará para a história como um dos líderes políticos mais impressionantes, diz investidor!

Governo Lula é exemplo para outros, diz investidor

El-Erian, da Pimco, diz que petista exerce um "efeito de demonstração"

Para ele, Argentina e Venezuela não estão entre os países que se interessaram em copiar o que foi feito no Brasil

ROBERTO DIAS - da Folha de S.Paulo

Nos idos de 2002, quando investidores corriam do Brasil com medo de Lula e a Bovespa recuava 17%, um nova-iorquino de ascendência egípica ficou famoso ao nadar contra a corrente. Mohamed El-Erian, 52, convenceu a Pimco, maior administradora de fundos de renda fixa do mundo, a comprar mais títulos brasileiros durante a ascensão do PT.

Oito anos depois, diz que o governo Lula teve um "efeito de demonstração", que poderia ser resumido assim: é possível crescer sem assustar o mercado e sem descuidar do combate à pobreza. El-Erian é atualmente presidente-executivo da Pimco, que administra US$ 1,2 trilhão em investimentos.


Folha - Qual foi o momento mais importante de Lula?

Mohamed El-Erian - Foram muitos. Em particular, as primeiras semanas após o segundo turno de 2002. Era um período especialmente vulnerável, e não apenas pelo nervosismo visível no mercado financeiro brasileiro.

O país sentia o impacto negativo do calote argentino de 2001, a incerteza do cenário global e o nervosismo generalizado depois dos escândalos corporativos de Enron e WorldCom nos EUA.

O medo agudo dos mercados em 2002 foi superado por um entendimento crescente de que o presidente Lula tinha vontade e capacidade de buscar disciplina fiscal. E, importante, que faria isso de maneira sustentável ao mesmo tempo em que melhorava a proteção social para os mais pobres.

Lula surpreendeu o sr. em algum aspecto?


R - Sim. Do ponto de vista histórico, é muito incomum ver um presidente recém-eleito conseguir tão rapidamente a aceitação de estratos muito grandes da sociedade. O presidente Lula conseguiu.

Ele entrará para a história como um dos líderes políticos mais impressionantes. Foi capaz de tomar decisões difíceis enquanto mantinha o apoio da população e ganhava a admiração mundial.

Que impacto tem a trajetória do Brasil no governo Lula sobre outros países?

R - O Brasil teve e tem tido um importante "efeito de demonstração". O país agiu como um destacado exemplo para vários outros, não apenas da América do Sul.

Muitos países tentam entender os feitos alcançados pelo Brasil e repeti-los. Esse não é o caso da Argentina e da Venezuela, onde ainda existe preocupação sobre sua capacidade de crescer a taxas elevadas mantendo a estabilidade financeira.

Como é esse "efeito de demonstração"?

R - A Presidência de Lula ensina a outros líderes o que alguns outros países também fizeram: economias emergentes bem manejadas podem atingir uma "fase de ruptura", na qual o crescimento sustentável pode ser alcançado com estabilidade financeira e significativo alívio da pobreza.

É particularmente digno de nota que o Brasil tenha feito isso enquanto navegava numa crise financeira global.

É possível que o Brasil volte a ser como era antes de Lula?

R - É possível, mas não provável. Um dos muitos legados do presidente Lula é a extensão em que ele institucionalizou a responsabilidade fiscal e monetária no Brasil.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me3112201006.htm

Grã Bretanha eleva status da representação palestina!

Grã Bretanha eleva status da representação palestina - do The Independent

Israel vê com preocupação os apoios internacionais que seus vizinhos vão acumulando antes de alcançar um acordo de paz. Equador acaba de reconhecer o Estado palestino soberano após decisão semelhante do Brasil e Argentina.

Agora, é a Grã Bretanha que corre o risco de receber protestos por parte de Israel depois de elevar o status da representação diplomática palestina em Londres, em resposta ao progresso feito por sua liderança na Cisjordânia, nas preparações para a construção de um Estado.

Embora a ação seja mais simbólica do que prática, ela ocorre no momento em que Israel vê com preocupação os esforços palestinos para alcançar o reconhecimento internacional antes das negociações ou acordo de paz. No dia 27, a Autoridade Palestina recusou uma proposta de acordo provisório com Israel que deixava de lado temas conflitivos como Jerusalém e os refugiados.

Estes movimentos ganharam impulso quando os EUA decidiram, no início de dezembro, abandonar os esforços para convencer o primeiro ministro Benjamin Netanyahu a renovar a moratória de construção de assentamentos em troca de retomar as negociações diretas com os palestinos. O presidente palestino Mahmud Abbas insistiu que não voltaria às conversações sem um congelamento dos assentamentos.

Na semana passada, Equador foi o último de uma série de países latino-americanos, entre eles Brasil e Argentina, a conferir reconhecimento a um Estado palestino com as fronteiras que existiam antes da Guerra dos Seis Dias, de 1967. Israel considera que esses passos – que em si têm pouco significado prático – estimulem a liderança palestina a pensar que podem conseguir um Estado sem negociações diretas.

O governo britânico não tem a intenção de seguir o exemplo latino-americano. Sua elevação do nível da presença palestina foi feita após medidas semelhantes por parte de França, Espanha e Portugal. Em julho, os EUA elevaram o status da representação palestina em Washington, embora apenas ao nível de “delegação geral”, que faz tempo prevalece na maioria dos países europeus, inclusive a Grã Bretanha.

Embora Israel não tenha protestado formalmente por essas decisões, reagiu agudamente em relação à recente decisão da Noruega de elevar o nível do representante palestino em Oslo, no início deste mês. O encarregado de negócios norueguês foi chamado à chancelaria para uma “conversa”, apesar de deixar claro que a decisão não constituía um reconhecimento do Estado palestino.

A medida não teria nenhum impacto prático no trabalho do dia a dia do representante palestino em Londres, atualmente o professor Manuel Hassassian. Mas provavelmente permitiria à delegação denominar-se “missão” e conferiria um direito automático aos futuros representantes de visitar o chanceler quando chegassem a Londres. Mas enquanto o aumento de nível francês previsto para o representante palestino – oficialmente a Organização de Libertação da Palestina – dará o direito de apresentar suas credenciais ao presidente, a decisão britânica não poderia outorgar um direito equivalente, conferido aos embaixadores dos Estados atuais, de apresentar suas credenciais à rainha.

Como a francesa, a decisão britânica significa principalmente um reconhecimento de que o gabinete palestino fez progressos consideráveis no serviço público e na reformada segurança como parte de um plano de dois anos de preparação para um Estado palestino e não para o recente impasse nas negociações.

Quando o chanceler francês, Bernard Kouchner, anunciou o aumento de nível, em julho, assinalou que os palestinos haviam “reorganizado sua administração, tornado transparentes suas finanças públicas e conseguido resultados inquestionáveis a respeito da segurança e do respeito à lei”. Dizendo que a França havia apoiado a criação das “instituições de um futuro Estado”, disse que este era “o momento apropriado” para elevar de nível a delegação geral palestina.

O momento para qualquer decisão britânica foi complicado pela tensão na atmosfera diplomática depois da paralização das conversações. O diário israelense Haaretz informou, na semana passada, que o chanceler Rafael Barak, enviou um telegrama para suas embaixadas alertando-as sobre o esforço diplomático dos palestinos, impulsionado pela falta de progresso no processo de paz, buscando uma resolução da ONU condenando os assentamentos, obtendo o reconhecimento internacional de um Estado palestino baseado nas fronteiras de 1967, e buscando aumentos de nível nas representações diplomáticas na Europa e em outros lugares.

Fonte : The Independent

Link:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=9&id_noticia=144590

Mahmoud Abbas, Presidente da Autoridade Palestina, pede por presença de tropas brasileiras na Palestina!

Líder palestino pede tropas do Brasil

Em entrevista à Folha, presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, defende presença militar na região

Líder também critica o Irã, que seria obstáculo à paz na região por dar apoio aos radicais do Hamas na faixa de Gaza

AMY ADGHIRNI - da Folha de S.Paulo

O Brasil não só merece ter papel atuante na geopolítica do Oriente Médio como também poderia fornecer soldados à missão de paz da ONU que os palestinos querem para proteger um futuro Estado independente.

A afirmação foi feita em entrevista à Folha pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. Ele chegou ontem a Brasília para participar da posse da presidente Dilma Rousseff e agradecer a recente e polêmica decisão do governo Lula de reconhecer a Palestina como Estado.

O Brasil deve integrar uma outra missão de paz da ONU na região, no Líbano, em 2011, enviando uma fragata e pelo menos 150 militares.

Na conversa de 25 minutos com a reportagem, na suíte de um hotel, Abbas fez duras críticas ao Irã, a quem acusou de ser um obstáculo à paz por apoiar o grupo islâmico extremista Hamas, rival do secular Fatah.

Folha - Qual a sua mensagem à presidente Dilma?

Mahmoud Abbas - Direi que estou muito feliz em tê-la conhecido antes da eleição e em poder fazer parte dessa grande festa popular. Temos certeza que ela dará seguimento ao caminho trilhado pelo presidente Lula rumo à paz mundial. As relações bilaterais com o Brasil são excelentes.

O fato de o Brasil ter reconhecido um Estado palestino favorece o projeto aventado meses atrás de se declarar unilateralmente a independência da Palestina?

Abbas - Este projeto não existe de maneira nenhuma. Mas o reconhecimento do Brasil de um Estado palestino nas fronteiras de 1967 [Cisjordânia e Gaza] é um passo gigante rumo à nossa independência. É pela negociação que queremos chegar à solução.

Como o sr. vê as ambições do Brasil no Oriente Médio?


Abbas - O mundo ficou muito pequeno, tudo é interligado. O Brasil é uma potência mundial que merece ter um papel nas grandes questões globais, incluindo a palestina. A geografia pouco importa. Há cooperação política constante entre China, Indonésia, Rússia, África para resolver os problemas de forma mais eficiente, e isso é positivo.

O Brasil deve fornecer tropas e navios à missão da ONU no Líbano. O senhor acha pertinente a ajuda brasileira se estender ao plano militar?

Abbas - O peso político do Brasil é mais importante do que qualquer cooperação militar para ajudar a solucionar os problemas do Oriente Médio. Já está provado que as operações militares têm alcance limitado. Isso dito, não somos contra a presença de forças internacionais na hora de declarar um Estado palestino independente.

A participação do Brasil seria muito bem vinda nesse contingente internacional. Não seria uma força com vocação bélica, mas de manutenção de paz. Israel e EUA já sabem dessa nossa exigência para mantermos nossa segurança no chamado "day after" [dia seguinte]. Ainda não temos uma posição do Brasil sobre essa ideia.

No ano passado, o senhor disse à Folha que pretendia pedir ao presidente Lula que interferisse junto ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, para que parasse de apoiar o Hamas. Teve algum retorno?
Abbas - Não, mas continuamos querendo que o governo brasileiro use suas boas relações com o presidente iraniano nesse sentido. O Irã é motivo de preocupação mundial.

Há quem diga que o Irã é um dos principais obstáculos à paz, por apoiar o Hamas e criar discórdia entre palestinos. Concorda?

Abbas - Concordo plenamente com essa afirmação. O problema, do nosso ponto de vista, é que o Irã está apoiando apenas uma parte do povo palestino, e não sua totalidade. Isso é inaceitável. Já tratamos disso com os iranianos. Explicamos que queremos uma posição mais justa.

O que responde aos que acusam o seu governo de não ter legitimidade, já que o Hamas ganhou o pleito de 2006?

Abbas - Estamos fazendo o possível para obter reconciliação interna. Não estamos negando que o Hamas ganhou as eleições, mas tanto os períodos legislativo e presidencial já haviam terminado. Sim, o Hamas ganhou as eleições legislativas, mas eu ganhei as presidenciais antes.

Estranho o sr. falar de reconciliação palestina após o WikiLeaks mostrar estreita cooperação entre seu governo e os serviços secretos israelenses contra o Hamas.

Abbas - Existe apenas um documento do Wikileaks no qual somos citados. O documento não diz que estávamos envolvidos com os israelenses nessa guerra. O texto diz que Israel nos consultou para saber se queríamos retomar Gaza, e nós respondemos claramente que jamais voltaríamos à região em cima dos tanques israelenses. Não temos nenhuma colaboração com Israel contra o Hamas.

Como está a investigação sobre Mohamed Dahlan [ex-chefe de segurança em Gaza], que teria tentado um golpe para tomar seu lugar à frente da ANP?


Abbas - Há vários pontos de interrogação. O comitê central do Fatah está apurando o caso. Ele não foi expulso do partido, apenas está suspenso de participar das reuniões. Todo mundo é inocente até que se prove o contrário.

Quando o sr. retomará o diálogo de paz com Israel?


Abbas - Quando parar por completo a colonização. Estamos dispostos a entrar nas discussões sobre as questões finais, especialmente segurança e fronteiras. Mas só depois que Israel respeitar a legalidade internacional.

Como o sr. vê a evolução do governo do presidente Barack Obama?


Abbas - Nossa esperança é que Obama se reaproxime do caminho da legitimidade internacional. Temos muita confiança nele. Mas é claro que ele poderia fazer mais.

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http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft3112201001.htm

Médicos cubanos no Haiti deixam o mundo envergonhado!

Médicos cubanos no Haiti deixam o mundo envergonhado - por Nina Lakhani, do jornal britânico The Independent

Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente. Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, destroçado pelo terremoto e pela cólera. Enquanto isso, a ajuda prometida pelos EUA e outros países...O artigo é de Nina Lakhani, do The Independent

Nina Lakhani - The Independent

Eles são os verdadeiros heróis do desastre do terremoto no Haiti, a catástrofe humana na porta da América, a qual Barack Obama prometeu uma monumental missão humanitária dos EUA para aliviar. Esses heróis são da nação arqui-inimiga dos Estados Unidos, Cuba, cujos médicos e enfermeiros deixaram os esforços dos EUA envergonhados.

Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, rasgado por terremotos e infectado com cólera, como parte da missão médica internacional de Fidel Castro, que ganhou muitos amigos para o Estado socialista, mas pouco reconhecimento internacional.

Observadores do terremoto no Haiti poderiam ser perdoados por pensar operações de agências de ajuda internacional e por os deixarem sozinhos na luta contra a devastação que matou 250.000 pessoas e deixou cerca de 1,5 milhões de desabrigados. De fato, trabalhadores da saúde cubanos estão no Haiti desde 1998, quando um forte terremoto atingiu o país. E em meio a fanfarra e publicidade em torno da chegada de ajuda dos EUA e do Reino Unido, centenas de médicos, enfermeiros e terapeutas cubanos chegaram discretamente. A maioria dos países foi embora em dois meses, novamente deixando os cubanos e os Médicos Sem Fronteiras como os principais prestadores de cuidados para a ilha caribenha.

Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente, deixando claro que o Haiti está se esforçando para lidar com a epidemia que já matou centenas de pessoas.

Desde 1998, Cuba treinou 550 médicos haitianos gratuitamente na Escola Latinoamericana de Medicina em Cuba (Elam), um dos programas médicos mais radicais do país. Outros 400 estão sendo treinados na escola, que oferece ensino gratuito - incluindo livros gratuitos e um pouco de dinheiro para gastar - para qualquer pessoa suficientemente qualificada e que não pode pagar para estudar Medicina em seu próprio país.

John Kirk é um professor de Estudos Latino-Americanos na Universidade Dalhousie, no Canadá, que pesquisa equipes médicas internacionais de Cuba. Ele disse: "A contribuição de Cuba, como ocorre agora no Haiti, é o maior segredo do mundo. Eles são pouco mencionados, mesmo fazendo muito do trabalho pesado.".

Esta tradição remonta a 1960, quando Cuba enviou um punhado de médicos para o Chile, atingido por um forte terremoto, seguido por uma equipe de 50 a Argélia em 1963. Isso foi apenas quatro anos depois da Revolução.

Os médicos itinerantes têm servido como uma arma extremamente útil da política externa e econômica do governo, gahando amigos e favores em todo o globo. O programa mais conhecido é a "Operação Milagre", que começou com os oftalmologistas tratando os portadores de catarata em aldeias pobres venezuelanos em troca de petróleo. Esta iniciativa tem restaurado a visão de 1,8 milhões de pessoas em 35 países, incluindo o de Mario Terán, o sargento boliviano que matou Che Guevara em 1967.

A Brigada Henry Reeve, rejeitada pelos norteamericanos após o furacão Katrina, foi a primeira equipe a chegar ao Paquistão após o terremoto de 2005, e a última a sair seis meses depois.

A Constituição de Cuba estabelece a obrigação de ajudar os países em pior situação, quando possível, mas a solidariedade internacional não é a única razão, segundo o professor Kirk. "Isso permite que os médicos cubanos, que são terrivelmente mal pagos, possam ganhar dinheiro extra no estrangeiro e aprender mais sobre as doenças e condições que apenas estudaram. É também uma obsessão de Fidel e ele ganha votos na ONU."

Um terço dos 75 mil médicos de Cuba, juntamente com 10.000 trabalhadores de saúde, estão atualmente trabalhando em 77 países pobres, incluindo El Salvador, Mali e Timor Leste. Isso ainda deixa um médico para cada 220 pessoas em casa, uma das mais altas taxas do mundo, em comparação com um para cada 370 na Inglaterra.

Onde quer que sejam convidados, os cubanos implementam o seu modelo de prevenção com foco global, visitando famílias em casa, com monitoração proativa de saúde materna e infantil. Isso produziu "resultados impressionantes" em partes de El Salvador, Honduras e Guatemala, e redução das taxas de mortalidade infantil e materna, redução de doenças infecciosas e deixando para trás uma melhor formação dos trabalhadores de saúde locais, de acordo com a pesquisa do professor Kirk.

A formação médica em Cuba dura seis anos - um ano mais do que no Reino Unido - após o qual todos trabalham após a graduação como um médico de família por três anos no mínimo. Trabalhando ao lado de uma enfermeira, o médico de família cuida de 150 a 200 famílias na comunidade em que vive.

Este modelo ajudou Cuba a alcançar alguns índices invejáveis de melhoria em saúde no mundo, apesar de gastar apenas $ 400 (£ 260) por pessoa no ano passado em comparação com $ 3.000 (£ 1.950) no Reino Unido e $ 7.500 (£ 4,900) nos EUA, de acordo com Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento.

A taxa de mortalidade infantil, um dos índices mais confiáveis da saúde de uma nação, é de 4,8 por mil nascidos vivos - comparável com a Grã-Bretanha e menor do que os EUA. Apenas 5% dos bebês nascem com baixo peso ao nascer, um fator crucial para a saúde a longo prazo, e a mortalidade materna é a mais baixa da América Latina, mostram os números da Organização Mundial de Saúde.

As policlínicas de Cuba, abertas 24 horas por dia para emergências e cuidados especializados, é um degrau a partir do médico de família. Cada uma prevê 15.000 a 35.000 pacientes por meio de um grupo de consultores em tempo integral, assim como os médicos de visita, garantindo que a maioria dos cuidados médicos são prestados na comunidade.

Imti Choonara, um pediatra de Derby, lidera uma delegação de profissionais de saúde internacionais, em oficinas anuais na terceira maior cidade de Cuba, Camagüey. "A saúde em Cuba é fenomenal, e a chave é o médico de família, que é muito mais pró-ativo, e cujo foco é a prevenção. A ironia é que os cubanos vieram ao Reino Unido após a revolução para ver como o HNS [Serviço Nacional de Saúde] funcionava. Eles levaram de volta o que viram, refinaram e desenvolveram ainda mais, enquanto isso estamos nos movendo em direção ao modelo dos EUA ", disse o professor Choonara.

A política, inevitavelmente, penetra muitos aspectos da saúde cubana. Todos os anos os hospitais produzem uma lista de medicamentos e equipamentos que têm sido incapazes de acesso por causa do embargo americano, o qual que muitas empresas dos EUA de negociar com Cuba, e convence outros países a seguir o exemplo. O relatório 2009/10 inclui medicamentos para o câncer infantil, HIV e artrite, alguns anestésicos, bem como produtos químicos necessários para o diagnóstico de infecções e órgãos da loja. Farmácias em Cuba são caracterizados por longas filas e estantes com muitos vazios. Em parte, isso se deve ao fato de que eles estocam apenas marcas genéricas.

Antonio Fernandez, do Ministério da Saúde Pública, disse: "Nós fazemos 80% dos medicamentos que usamos. O resto nós importamos da China, da antiga União Soviética, da Europa - de quem vender para nós - mas isso é muito caro por causa das distâncias."

Em geral, os cubanos são imensamente orgulhosos e apóiam a contribuição no Haiti e outros países pobres, encantados por conquistar mais espaço no cenário internacional. No entanto, algumas pessoas queixam-se da espera para ver o seu médico, pois muitos estão trabalhando no exterior. E, como todas as commodities em Cuba, os medicamentos estão disponíveis no mercado negro para aqueles dispostos a arriscar grandes multas se forem pegos comprando ou vendendo.

As viagens internacionais estão além do alcance da maioria dos cubanos, mas os médicos e enfermeiros qualificados estão entre os proibidos de deixar o país por cinco anos após a graduação, salvo como parte de uma equipe médica oficial.

Como todo mundo, os profissionais de saúde ganham salários miseráveis em torno de 20 dólares (£ 13) por mês. Assim, contrariamente às contas oficiais, a corrupção existe no sistema hospitalar, o que significa que alguns médicos e até hospitais, estão fora dos limites a menos que o paciente possa oferecer alguma coisa, talvez almoçar ou alguns pesos, para tratamento preferencial.

Empresas internacionais de Cuba na área da saúde estão se tornando cada vez mais estratégicas. No mês passado, funcionários mantiveram conversações com o Brasil sobre o desenvolvimento do sistema de saúde pública no Haiti, que o Brasil e a Venezuela concordaram em ajudar a financiar.

A formação médica é outro exemplo. Existem atualmente 8.281 alunos de mais de 30 países matriculados na Elam, que no mês passado comemorou o seu 11 º aniversário. O governo espera transmitir um senso de responsabilidade social para os alunos, na esperança de que eles vão trabalhar dentro de suas próprias comunidades pobres pelo menos cinco anos.

Damien Joel Soares, 27 anos, estudante de segundo ano de New Jersey, é um dos 171 estudantes norte-americanos; 47 já se formaram. Ele rejeita as alegações de que Elam é parte da máquina de propaganda cubana. "É claro que Che é um herói, mas aqui isso não é forçado garganta abaixo."

Outros 49.000 alunos estão matriculados no "Novo Programa de Formação de Médicos Latino-americanos", a ideia de Fidel Castro e Hugo Chávez, que prometeu em 2005 formar 100 mil médicos para o continente. O curso é muito mais prático, e os críticos questionam a qualidade da formação.

O professor Kirk discorda: "A abordagem high-tech para as necessidades de saúde em Londres e Toronto é irrelevante para milhões de pessoas no Terceiro Mundo que estão vivendo na pobreza. É fácil ficar de fora e criticar a qualidade, mas se você está vivendo em algum lugar sem médicos, ficaria feliz quando chegasse algum."

Há nove milhões de haitianos que provavelmente concordariam.



Cuban medics in Haiti put the world to shame (The Independent):

http://www.independent.co.uk/life-style/health-and-families/health-news/cuban-medics-in-haiti-put-the-world-to-shame-2169415.html

Link:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17280

Bolsa de Valores tem alta real de 295% nos anos Lula!

Bolsa tem alta real de 295% nos anos Lula

Subida se deve mais à conjuntura global do que a estímulo ao mercado acionário, no qual 210 empresas captaram R$ 353 bi

Embalada na alta de commodities, Bolsa rendeu mais do que aplicações em renda fixa no atual governo

TONI SCIARRETTA - da Folha de S.Paulo

O presidente Lula encerra seus oito anos de governo como o presidente da República que viveu o período mais longevo de exuberância na Bolsa, que se tornou uma alternativa de financiamento do setor privado.

Nos últimos oito anos, a Bolsa teve um ganho real (descontada a inflação pelo IPCA) de 295% no Ibovespa, o termômetro acionário brasileiro, permitindo a 210 empresas captar R$ 352,6 bilhões com a venda de ações.

A valorização da Bolsa, porém, foi mais o resultado de uma conjuntura global ímpar de excesso de capital e de valorização de commodities agrícolas e minerais -várias exportadas pelo Brasil- do que de um esforço de governo para fomentar negócios no mercado de capitais.

O ganho da Bolsa sob Lula é mais do que dez vezes o ganho real de 26,8% da Bolsa no governo FHC, que enfrentou sucessivas crises -México (1995), Ásia (1997), Rússia (1998), Brasil (1999), internet (2000), Argentina e atentados em Nova York (2001).
Sob Lula, a Bolsa subiu em sete dos oito anos de governo -só não em 2008, quando a maior crise desde 1929 impôs queda de 41,2%.

O feito brasileiro, porém, repetiu-se em toda a América Latina e nos demais países emergentes. De 2002 a 2010, as Bolsas de Peru, Colômbia e México tiveram desempenhos superiores à brasileira, com alta acima da inflação local de 1.207%, 575% e 346%, respectivamente, segundo a Economática.

"O governo Lula coincidiu com um grande ciclo de valorização das commodities puxado pela urbanização da China. É difícil comparar com o período FHC, que não tinha a presença chinesa", disse Einar Rivero, autor da pesquisa da Economática.

"São dois mundos diferentes. A China só passa a existir para o mercado de capitais após sua entrada na OMC, em 2001", disse Jason Vieira, do Banco Cruzeiro do Sul.

RENDA FIXA

A Bolsa rendeu tanto no governo Lula que superou até as aplicações em renda fixa, que seguem os juros da dívida pública brasileira, os mais altos do mundo.

Nos últimos oito anos, o CDI (juros dos bancos, que espelham a taxa básica da dívida brasileira) rendeu 90,6% acima da inflação -uma média anual de 8,4% que, somada a um IPCA médio de 5,9%, chega-se a juros anuais de 14,3%.

Com FHC, quando os juros nominais chegaram a 45%, essas aplicações somaram 218,6% acima da inflação.

"O Lula que era radical e temido pelo mercado foi o melhor presidente para a Bolsa. FHC acabou com o "tag along" [extensão do prêmio de controle para os minoritários] para privatizar a Telebrás, que foi uma chaga para o mercado", disse Eduardo Rocha Azevedo, ex-presidente da Bovespa e criador da antiga BM&F.

""Market friendly" não é uma boa descrição do Lula. Não porque ele teria sido o oposto -certamente não foi "unfriendly". A preservação da estabilidade foi uma constante e ajudou. Fora isso, certas medidas tomadas no período Palocci [ex-ministro da Fazenda] ajudaram muito na parte microeconômica", disse Alexandre Schwartsman, economista do Santander.

Nos anos Lula, o dólar desceu de R$ 3,53 para R$ 1,66 -queda de 69,7% descontada a inflação; com FHC houve alta real de 108,1%.

Para o estrangeiro, aplicar no Brasil rendeu duas vezes: na aplicação local (ações e juros) e na alta do real, que subiu 56,4% descontada a inflação nesses oito anos.
Em dólares, a Bolsa rendeu 1.204% desde 2003.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me3112201002.htm

Lula diz que última "obra do impossível" foi eleger Dilma!

Lula diz que última "obra do impossível" foi eleger Dilma - do Vermelho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira (30), durante inauguração simultânea de obras em Brasília, que a última obra 'do impossível' realizada foi "eleger uma mulher presidente da Republica neste país", ao falar sobre a preparação do Brasil para receber as Olimpíadas e a Copa do Mundo, já no governo da presidente eleita, Dilma Rousseff.

"Estamos terminando o ano e entregando para a companheira Dilma um momento muito bom para a história do Brasil. A companheira Dilma vai fazer um extraordinário governo", afirmou.

Lula participou de inauguração de três obras por meio de teleconferência. São as obras da Usina de Foz de Chapecó, na divisa entre o Rio Grande do Sul com Santa Catarina, da agência da Previdência Social de Caetés (PE) e da terceira cascata de enriquecimento de urânio das indústrias nucleares do Brasil, em Resende (RJ).

Ele afirmou que as filas para conquistar a aposentadoria acabaram durante sua gestão. "Nós acabamos com as filas na Previdência. Fizemos uma campanha política que terminou ontem e ninguém mostrou filas. Ninguém mostrou porque ninguém quer mostrar uma sala bonita, com ar condicionado", afirmou.

Segundo o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, o governo conseguiu fazer uma economia de R$ 750 milhões com a mudança na forma de pagamento dos beneficiados e levantamentos. "Conseguimos acabar com a fila, humanizar o atendimento correto e atencioso para o aposentado", disse.

O presidente também brincou com um agricultor da cidade de Caetês, em Pernambuco, onde ocorreu a inauguração da agência da Previdência Social. Através de um link montado em Brasília, Lula pediu para que o agricultor Cícero guardasse parte de sua aposentadoria recém-conquistada para que os dois possam dividir uma cerveja. "Não gaste tudo não, Cícero. Guarde um pouco porque você me deve uma cervejinha", brincou.

Ao falar sobre as inaugurações do setor energético, Lula disse que o Brasil venceu o debate sobre a "questão da energia limpa". "O Brasil tem autoridade moral e política porque ninguém tem a quantidade de energia limpa que o Brasil tem". Segundo ele, será mais importante "ensinar" outros países do que ouvir "palpites" sobre a produção energética.

Com informação das agências

Link:


http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=144585

Balanço-2010: Cenário mundial de incertezas - Por Altamiro Borges!

Balanço-2010: Cenário mundial de incertezas - Por Altamiro Borges

I- O fantasma da crise econômica

1- Os trabalhadores do mundo inteiro acompanharam, tensos e temerosos, a crise que se abateu sobre a economia capitalista desde a falência do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008. Afinal, em todas as recessões econômicas, sejam nas mais suaves ou nas mais profundas, os que vivem do trabalho são sempre as principais vítimas, com a explosão do desemprego, o arrocho dos salários e a precarização trabalhista.

No caso desta crise, ela teve um agravante. Ela começou no coração do sistema capitalista, nos EUA – e não na sua periferia. Detonada a partir do estouro da bolha especulativa no setor imobiliário, o chamado subprime, ela logo atingiu o setor financeiro, levando à falência centenas de bancos.

Na sequência, indústria e comércio sentiram seu impacto, cuja concordata da GM foi o caso mais grave. Diferente das crises cíclicas anteriores, esta foi e ainda é uma crise estrutural e sistêmica, cujos efeitos deverão ser mais prolongados e destrutivos.

2- No rastro devastador da crise, que logo contaminou as economias “avançadas” da Europa e do Japão, cerca de 16 milhões de trabalhadores foram sumariamente demitidos e inúmeros governos reduziram investimentos nas áreas sociais e impuseram leis de precarização trabalhista.

Estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela que apenas nas 20 maiores economias do planeta o desemprego ceifou 6 milhões de postos na indústria, 3 milhões na construção civil e 2,3 milhões no comércio.

Culpados pela crise, os capitalistas novamente jogaram seu ônus nas costas dos assalariados. Numa prova de cinismo, eles rasgaram os dogmas neoliberais, que pregavam o desmonte do Estado, da nação e do trabalho e que foram os culpados pela eclosão da recessão.

O poder público, antes satanizado e reduzido a “estado mínimo”, foi acionado para salvar avarentos capitalistas. George W. Bush e Barack Obama saquearam dos cofres públicos trilhões de dólares para socorrer bancos, indústrias e comércio.

Para os ricaços, tudo e com célere urgência; para os trabalhadores, o brutal ônus da crise – como sempre ocorreu no sistema de exploração capitalista.

3- A grave retração mundial confirmou que o capitalismo é um sistema de crises periódicas. Elas fazem parte da sua dinâmica, com todas suas chagas sociais. Mas também revelou que o sistema não cai de maduro. Ele desenvolveu mecanismos para se safar do completo colapso.

No auge da crise, em meados de 2009, muitos analistas sonharam com reformas do sistema, com a adoção de medidas de controle de agiotagem financeira e de maior justiça social.

Mas isto não ocorreu. O capitalismo mantém a sua dinâmica de exploração do trabalho, de concentração das riquezas nas mãos de uma minoria e de especulação rentista.

A crise não foi terminal, como muitos previam. Mas ela também ainda não está superada, como os apologistas do capital agora bravateiam. Nas potências capitalistas, ela continua causando instabilidade política e enorme insegurança para os trabalhadores.

Na maior parte da periferia do sistema, seus efeitos ainda são sentidos, inclusive nos países da América Latina mais dependentes do mercado externo. Os sinais de novos repiques da crise mundial ainda assombram os povos, como um fantasma que ronda o mundo capitalista.

4- No livro “A queda livre”, ainda não traduzido no Brasil, o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz demonstra que a elite capitalista ainda está distante de enfrentar os gargalos que levaram a mais brutal crise do sistema das últimas décadas.

Na prática, o egoísmo capitalista encara como “uma nova normalidade” o desemprego alto, o baixo crescimento da economia e o desmonte dos serviços públicos. Eles já tratam como natural a chamada “doença japonesa”, que afeta este país há vários anos, explica o ex-economista-chefe do Banco Mundial.

Para manter seus privilégios, os ricaços exigem cortes nos gastos sociais para que sobre mais dinheiro dos tributos na salvação desta minoria de parasitas. Stiglitz analisou as medidas adotadas nos primeiros oito meses deste ano e chegou à conclusão que a crise capitalista vai ser prolongada, com enormes prejuízos aos trabalhadores – cortes de salários, demissões em massa, retirada de direitos trabalhistas, redução de investimentos nas áreas sociais.

A anarquia capitalista cobra seu preço no coração do sistema.

5- Nos EUA, epicentro da crise, o desemprego alcançou o recorde histórico de 10% em 2009 – o dobro de 2008. O déficit público, decorrente do salvamento aos poderosos, já engoliu US$ 12,36 trilhões do erário e o Orçamento para 2011 prevê cortes de US$ 1,6 trilhão nos gastos sociais – o que agravará o drama de milhões de miseráveis deste país símbolo do capitalismo. O socorro até agora dispensado às poderosas corporações ainda não surtiu efeito.

Em abril último, a comissão de valores mobiliários dos EUA (SEC) acusou os 19 maiores bancos do país de usarem artifícios contábeis para desviar fortunas dos cofres públicos. Já a auditoria federal teme pela capacidade de sobrevivência da GM, apesar dos US$ 13,4 bilhões que garfou da União.

Na Europa, o quadro é ainda mais grave. A Grécia faliu e outros primos pobres da continente, como Portugal, Irlanda e Espanha, estão no buraco. Para o Banco Central Europeu, há forte risco de “novas turbulências econômicas”. “Podemos já ter entrado na próxima fase da crise”, afirma Jürgen Stark, executivo do BCE. Algumas economias inclusive já ameaçam abandonar a moeda única da região, o Euro.

6- Já nos países mais frágeis do sistema, na África e na maior parte da Ásia e da América Latina, o impacto da crise mundial é devastador. A miséria é uma tragédia social que se alastra. Recente relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) comprova que o número de pessoas que passam fome no mundo beira um bilhão em decorrência da crise capitalista.

“Nunca houve tanta gente passando fome no mundo”, garante Gustavo Chianca, representante da FAO. Crianças com menos de dois anos compõem a metade do contingente que padece na subnutrição. Dos 122 países pesquisados, 29 deles, principalmente no Sul da Ásia e na África Subsaariana, têm níveis de fome descritos como “extremamente alarmantes”.

Enquanto o dinheiro público escoa para salvar os ricaços, os pobres são abandonados pelo capitalismo – sem comida, sem saneamento básico, sem trabalho... sem perspectiva de futuro.

7- Como em outros momentos históricos, a grave crise das maiores economias capitalistas abriu espaço para o crescimento de alguns países da periferia do sistema – o que reforça a tese de que, na lógica do desenvolvimento combinado e desigual do capitalismo, a crise pode se tornar uma janela de oportunidades. Isto é que explicaria a situação distinta do chamado Bric, que reúne as economias do Brasil, Rússia, Índia e China.

Segundo previsões do Banco Mundial para 2010, a China terá um crescimento de quase 10% no seu PIB; a Índia pode beirar os 7%; e o Brasil deve superar os 6%. A Rússia, que foi destruída pela restauração capitalista, é que apresenta maiores dificuldades – mesmo assim, ela está em melhores condições do que várias potências capitalistas.

Um dos segredos desta situação favorável dos Bric é que estas nações não seguiram o receituário neoliberal imposto pela ditadura financeira – de desmonte do estado, da nação e do trabalho. Elas ainda possuem empresas estatais fortes, bancos públicos de peso, maior capacidade dos governos de regulação e indução econômica e mercados internos protegidos. A negação do neoliberalismo foi decisiva para que estes países fossem os últimos a entrar em crise e os primeiros a sair dela.

II- Instabilidade política e ofensiva belicista

8- A grave crise promoveu alterações no quadro político mundial, o que tem reflexos na luta dos trabalhadores. Nos EUA, a retração econômica e a agressiva política externa de George W. Bush foram responsáveis pela eleição do primeiro presidente negro desta nação racista. Barack Obama foi eleito com a promessa de mudança, mas até agora só causou decepção. Tanto que seu índice de popularidade já despencou – de 72% na posse para menos de 50% na atualidade.

Vacilante, ele não enfrentou o poderoso complexo financeiro/industrial/militar, bancou trilhões de dólares para os rentistas e abrandou até a sua reforma do sistema de saúde.

No campo externo, Obama segue os passos genocidas de Bush. Ele reforçou a ocupação militar do Afeganistão, apóia Israel contra os palestinos e, o mais preocupante, dá fortes sinais de uma nova escalada militar – com o risco de guerras contra Irã e Coréia do Norte, o que pode lançar a humanidade numa completa barbárie de conseqüências desastrosas.

Historicamente, as guerras sempre foram um instrumento usado pelo capitalismo para superar suas graves crises econômicas. Obama vai virando um refém dos setores mais direitistas dos EUA, alojados no Partido Republicano, que ameaçam desestabilizar o seu governo e exigem uma política mais militarizada e expansionista.

9- Já a Europa, continente envelhecido, presencia o crescimento de forças nitidamente fascistas, que utilizam o discurso xenófobo para jogar a sociedade contra os imigrantes.

A maior parte dos governos do continente está sob controle de partidos de direita, que promovem contra-reformas da Previdência, impõem medidas de precarizaçao do trabalho, arrocham brutalmente os salários e desmontam o estado de bem-estar social construído no pós-guerra.

A situação dos trabalhadores europeus é de acelerada regressão dos direitos.

Ângela Merkel (Alemanha), Nicolas Sarkozy (França) e Silvio Berlusconi (Itália) estão na linha de frente desta onda direitista na Europa. Seus governos também reforçam os traços imperialistas e belicistas, almejando principalmente maior expansão no Leste Europeu, destruído pelo tsunami capitalista, e no sofrido continente africano.

A Europa, sob a hegemonia de forças de caráter fascista, abandona a bandeira da paz e reforça o discurso guerreiro dos EUA, o que agrava a situação de instabilidade no mundo atual.

10- Diante deste triste cenário, os trabalhadores europeus resistem, mas ainda numa correlação de forças adversa. As oito greves gerais na Grécia são a resposta às tentativas de regressão dos direitos trabalhistas e previdenciários. Em Portugal, prestes a cair no desfiladeiro, também foram realizadas três greves gerais neste ano.

Na França, que sofre a pior recessão desde o pós-guerra – o PIB recuou 2,2% em 2009 –, desde março ocorrem sucessivas paralisações contra o pacote de maldade do governo direitista de Nicolas Sarkozy, que visa congelar salários e elevar o tempo de aposentadoria dos franceses.

Na mais recente greve geral, realizada em outubro passado, o país quase entrou em colapso com o fechamento de dez das doze refinarias de petróleo e a escassez de combustível. Desde a sua chegada ao poder, em maio de 2007, Sarkozy tem sofrido gradual perda de popularidade e corre sério risco de derrota nas eleições de 2012. Ele prometera “mais trabalho”, mas a taxa de desemprego na França bate recorde – atingindo 10% em setembro.

Já na Itália, Silvio Berlusconi é hostilizado devido ao seu projeto regressivo de reforma da Previdência Social. Na Inglaterra, a ocupação de fábricas falidas prossegue. A luta de classes deve se aguçar na Europa, que vive a tensa disjuntiva: progresso social ou fascismo!

III- Riscos de retrocesso na América Latina

11- Na América Latina, o cenário também não é dos mais tranqüilos. Após a heróica luta contra as ditaduras militares, o continente oprimido virou o principal laboratório mundial das políticas neoliberais.

A partir do Consenso de Washington, firmado pelas elites empresariais em 1989, um tsunami devastou os países da região com a privatização das empresas estatais, redução do papel do estado, abertura de fronteiras contrária à soberania nacional, corte de investimentos públicos e retirada de direitos trabalhistas.

A taxa de desemprego bateu recordes históricos; a informalidade superou os índices de trabalho formal; os salários perderam peso no Produto Interno Bruto (PIB); a miséria e a barbárie se alastraram na América Latina.

O neoliberalismo se tornou hegemônico, elegendo e reelegendo presidentes comprometidos com os seus dogmas, afinados com a ditadura financeira e alinhados servilmente com os EUA.

Uma parcela dos trabalhadores, inclusive, foi seduzida pelos slogans midiáticos contra os servidores públicos, os direitos previdenciários e trabalhistas e a soberania das nações. A manipulação neoliberal, porém, não durou muito tempo.

12- De continente laboratório das políticas neoliberais, a América Latina se transformou, a partir do final da década de 1990, na vanguarda da luta contra o neoliberalismo. Apesar da devastação do trabalho, que fragmentou e tornou mais complexa a classe trabalhadora, o sindicalismo não se curvou e resistiu à brutal ofensiva do capital. Novos movimentos sociais passaram a jogar papel de maior protagonismo no hemisfério.

Fruto desta resistência ativa, onze presidentes neoliberais foram depostos e os candidatos identificados com esse receituário destrutivo e regressivo foram rechaçados nas urnas. Com concepções distintas e ritmos diferenciados, reflexos da realidade da luta de classes em cada país, novos governantes passaram a adotar políticas de fortalecimento do estado, de reversão do processo de privatização, de maior investimento em programas sociais e de diálogo mais democrático com os movimentos sindicais e populares.

A hegemonia neoliberal deu lugar a uma guinada à esquerda na América Latina.

Os novos governos também perceberam que precisavam investir na integração regional; divididos diante do império estadunidense, estes países se desintegrariam. Em curto espaço de tempo, o sonho de uma América Latina mais unida ganhou contornos mais nítidos.

A proposta dos EUA da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), que transformaria todo o continente numa colônia escravizada, foi enterrada pela luta dos povos. Houve a retomada do Mercosul, que agora deixa de ser uma mera união aduaneira e passa a ter maior papel político – inclusive com a eleição para o parlamento do Sul (Parlasul).

Criou-se a Unasul, unindo toda a América do Sul, e avançam as articulações da Alba (Aliança Bolivariana para as Américas).

A integração também dá passos no terreno econômico, com a construção do gasoduto regional, e no campo militar, com a constituição do Conselho de Defesa Militar do Sul. Neste aspecto, mesmo a polêmica presença de soldados do Brasil no Haiti – país devastado por ditaduras e desastres naturais – representa um revés da ação militarista dos EUA no continente.

13- Estes expressivos avanços, porém, não estão imunes a risco. Ainda campeia a desigualdade social nesta região devastada pelo colonialismo, ditaduras e neoliberalismo. As experiências em curso também revelam limitações, não conseguindo enfrentar os seus problemas estruturais.

Para agravar o cenário, os EUA tentam retomar a ofensiva no seu “quintal”, após uma fase de sensível perda de influência política e econômica. Não dá para subestimar a agressividade deste império, que tem muitos interesses em jogo na região.

Um breve balanço confirma que ele obteve recentes vitórias e recupera terreno no continente, seja através de golpes, ocupações militares e até mesmo pela via eleitoral. Ainda na gestão de George Bush, os EUA reativaram a 4ª Frota, composta por navios nucleares que vigiam os mares do hemisfério sul, ameaçando os governos progressistas da região e a cobiçando as riquezas do pré-sal.

Em maio de 2009, o empresário direitista Ricardo Martinelli venceu as eleições no Panamá; em junho, o “democrata” Barack Obama foi cúmplice do golpe em Honduras, o que fez ressurgir o fantasma das ditaduras; no mesmo período, os EUA anunciaram a criação de seis bases militares na Colômbia; já no Haiti, o trágico terremoto serviu de pretexto para o envio de milhares de soldados ianques.

Na eleição do Chile, Michele Bachelet, apesar da sua popularidade, não conseguiu transferir votos para o seu candidato Eduardo Frei. A direita saiu unificada e as forças de centro à esquerda apresentaram três candidaturas. Resultado: o barão midiático Sebastián Piñera, totalmente servil à política externa dos EUA, venceu o pleito para o delírio da direita latino-americana.

Agora, no final de setembro, forças militares tentaram um golpe no Equador.

Treinados e financiados pelos EUA, os golpistas deram um baita susto, mas foram barrados pelo povo nas ruas, que garantiu o retorno do presidente Rafael Correa.

14- Estes reveses indicam que a guinada progressista na América Latina corre perigo. A opção por programas sociais distributivos, pela retomada do papel indutor do estado e pela integração latino-americana, entre outros avanços, pode ser abortada com o regresso de gestores neoliberais, que pregam o “alinhamento automático” com os EUA.

Há sinais de alerta na Argentina, onde a direita ruralista e rentista joga na desestabilização do governo Cristina Kirchner; na Venezuela, onde ressurgem conspirações golpistas e a direita avançou nas eleições de setembro; na Bolívia, sempre sob a ameaça da divisão territorial; e principalmente nos países da América Central, agora sob o espectro assustador do retorno dos golpes e ditaduras militares.

Mas, como apontou recente artigo do jornal britânico Guardian, a aposta decisiva para os rumos da América Latina se dá no Brasil devido ao seu peso geopolítico na região. “Embora as autoridades do Departamento de Estado sob Bush e Obama tenham mantido postura amigável, é obvio que se ressentem das mudanças na política externa brasileira que aliaram o país a outros governos social-democratas do hemisfério e se ressentem da posição independente do Brasil em relação ao Oriente Médio, ao Irã e a outros lugares”.

O destino da América Latina será decidido no Brasil, garante o Guardian.

Dilma Rousseff, a primeira mulher eleita presidente do país, terá muitos desafios pela frente.

Link:

http://altamiroborges.blogspot.com/2010/12/balanco-2010-cenario-mundial-de.html

Alckmin dá o troco e elimina 'serristas' de secretariado!

Novo secretariado de São Paulo resgata PSDB alckmista

Das 26 pastas do primeiro escalão do governo Alckmin, 11 são ocupadas por tucanos; maioria é de rivais políticos de José Serra

DANIELA LIMA e CATIA SEABRA

DE SÃO PAULO

O governador eleito, Geraldo Alckmin (PSDB), finalizou ontem a montagem de sua equipe de secretários. Ele deixou 11 das 26 pastas nas mãos de tucanos -a maioria umbilicalmente ligados a ele, mas desafetos do correligionário José Serra.

O organograma montado pelo governador eleito resgatou o PSDB "alckmista", recolhido desde 2006 após a derrota na disputa presidencial para o presidente Lula, e massacrado em 2008, na eleição municipal contra Gilberto Kassab (DEM).

Alckmin deixou nas mãos de aliados históricos áreas estratégicas da administração. E, mesmo onde optou por perfis técnicos, submeteu os escolhidos à chancela de políticos de sua confiança, como o deputado federal eleito Gabriel Chalita (PSB) e o secretário de Transportes, Saulo de Castro Abreu.

Chalita indicou nomes para as secretarias de Educação e Ação Social, e Saulo para a pasta de Justiça.

Alckmin fechou seu time ontem com a indicação dos deputados federais reeleitos José Aníbal e Julio Semeghini, ambos de PSDB, para as pastas de Energia e Gestão Pública, respectivamente; e a manutenção de João Sampaio, sem filiação partidária, na Secretaria de Agricultura.

Além de Aníbal e Semeghini, os últimos alckmistas a serem anunciados, o comando do governo contará com os deputados federais tucanos Silvio Torres e Edson Aparecido.

DESCONTENTAMENTO

Serristas receberam com melindre as escolhas. O descontentamento também afetou o PMDB, que acabou fora do primeiro escalão.

Serra chegou a pedir pela manutenção de alguns nomes, como Paulo Renato (Educação) e Mauro Ricardo (Fazenda). Alckmin não atendeu aos apelos.

A despeito dos pedidos, o novo governador decidiu manter apenas sete secretários, em maioria, selecionados pela proximidade que cultivaram com ele.

As exceções são os preservados pelo perfil técnico, como João de Almeida Sampaio (Agricultura), Antonio Ferreira Pinto (Segurança) e Lourival Gomes (Administração Penitenciária).

Para aliados de Serra, o secretariado alckmista aponta para uma disputa pelo comando dos diretórios municipal e estadual do partido, em março, quando o PSDB fará suas convenções.

Link:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po3112201013.htm


Meu Comentário!

Quando Serra venceu a eleição para o governo de SP em 2006, o mesmo tirou do governo do estado de SP todas as pessaos que eram politicamente ligadas ao Alckmin.

Agora, Alckmin fez a mesma coisa com Serra.

Como diz o famoso ditado popular: "Quem com ferro fere, com ferro será ferido!".

Estão vendo como esses tucanos 'se amam'?

Com esse governo, Alckmin está dizendo: Bye Bye Serra Forever (como diria o PHA)!