Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Agricultura familiar ganha força na FAO e no G-20!

Agricultura familiar ganha força na FAO e no G-20

Em entrevista à Carta Maior, o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, analisa as mudanças ocorridas na FAO nos últimos anos e as possibilidades de atuação do novo diretor-geral, José Graziano da Silva. Durante muitos anos, lembra, a FAO foi uma sombra da OMC. "Os temas da agenda da FAO eram tratados segundo os interesses de mercado. A partir de 2003, o governo Lula passou a tensionar essa situação a partir de políticas de fortalecimento da agricultura familiar e de combate à fome. Elas influenciaram a agenda da FAO e do próprio G-20, como se viu na recente reunião de ministros da agricultura do grupo.

A vitória de José Graziano da Silva na eleição para a direção-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) reflete, entre outras coisas, uma mudança de posição no interior da entidade em relação à agricultura familiar. 

A avaliação é do ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, que esteve em Roma participando dos esforços do governo brasileiro em favor da candidatura de José Graziano. Em entrevista à Carta Maior, concedida em Porto Alegre, Guilherme Cassel fala sobre o significado da vitória de Graziano, destaca o reconhecimento internacional das políticas brasileiras de incentivo à agricultura familiar e de combate à fome e aponta as possibilidades de fortalecimento da agenda mundial de segurança alimentar.

Carta Maior: Qual o significado da vitória de Graziano para a direção da FAO?

Guilherme Cassel: A vitória de Graziano reflete uma significativa mudança de posição em relação à agricultura familiar. Durante muitos anos, a FAO foi uma espécie de sombra da Organização Mundial do Comércio (OMC). Os temas da agenda da FAO eram tratados fundamentalmente segundo os interesses de mercado. A partir de 2003, o governo Lula passou a tensionar essa situação a partir de um conjunto de políticas públicas voltadas para o fortalecimento da agricultura familiar e ao combate à fome e à pobreza. Com o tempo, essas políticas foram conquistando reconhecimento internacional e incidindo também na agenda da FAO.

É importante assinalar também que, antes da conferência da FAO, ocorreu a reunião do G-20 agrícola (reunião dos ministros da agricultura das vinte principais economias do mundo). O documento final do encontro abre afirmando que o impasse da alta de preços passa por valorizar cada vez mais agricultura familiar e pela regulamentação dos preços dos alimentos. É tudo que viemos dizendo há dez anos.

Carta Maior: Em que pontos, a experiência brasileira de combate à fome ajudou a mudar a própria agenda da FAO?

Guilherme Cassel: Houve um fato muito significativo na 37ª Conferência da FAO. Quando a conferência começou sábado, em Roma, tivemos uma palestra do ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e dos seis candidatos que disputam a eleição para a direção da entidade. Houve um ponto em comum em todas essas falas, a saber, que é preciso enfrentar o tema da segurança alimentar mundial e que não é possível fazer isso sem fortalecer a agricultura familiar. Isso era impensável há alguns anos. Todos falaram em diversificação da produção, sustentabilidade ambiental, menos veneno, menos transgênicos.

Carta Maior: E de que modo essas mudanças na pauta interna da pauta podem abrir novos espaços de negociação em organismos como a OMC?

Guilherme Cassel: A eleição de Graziano, para além das questões mencionadas anteriormente, sinaliza também uma mudança de valores na FAO. Houve uma incorporação de valores que a organização não tinha. Até bem pouco tempo, a agricultura familiar era vista como um assunto de política social e não como um tema de política econômica, que abre outras possibilidades de desenvolvimento. Isso mudou, mas não há milagre neste terreno. A FAO é uma estrutura grande, com uma cultura organizacional muito forte. O principal trabalho da entidade é desenvolver políticas nos países. E neste campo muita coisa pode ser feita.

Carta Maior: Que coisas, por exemplo?

Guilherme Cassel: Maior produção de alimentos e melhor distribuição de alimentos. O Haiti é um bom exemplo. Nas últimas décadas, o país vive de ajuda humanitária, recebendo produção excedente de países exportadores de alimentos que aproveitam essa situação também para regular seus preços internos. Em função dessa dependência, o Haiti nunca conseguiu desenvolver sua agricultura familiar, embora cerca de 95% de sua agricultura seja familiar. Após o terremoto de janeiro de 2010, o Brasil começou a fazer algo diferente, aportando recursos para comprar a produção dos agricultores familiares do Haiti a preços justos. Isso possibilita que eles sigam produzindo no próximo ano.

É esse tipo de coisa que Graziano pode fazer na FAO: implementar políticas para compra de produção, fortalecer a agricultura familiar, enfrentar o tema do subsídio. A conjuntura atual exige políticas dessa natureza. Afinal de contas, na última crise de 2008, cerca de 1 bilhão de pessoas voltaram à situação de insegurança alimentar. É importante destacar que a experiência do Brasil é muito eloquente nesta área e esse foi um elemento decisivo para a eleição de Graziano. Políticas como o Bolsa Família, o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Programa de Aquisição de Alimentos, para citar apenas esses três, vem sensibilizando o mundo. O Brasil nunca teve um candidato antes porque não tinha esse conjunto de políticas como referência. Agora é diferente. Nós já fizemos e sabemos como se faz.

Carta Maior: O fato de as políticas brasileiras de combate à fome e à pobreza terem influencia essas mudanças na FAO pode contribuir, internamente, para o aprofundamento dessas políticas?

Guilherme Cassel: Pode ajudar, sim. Isso vai depender da inteligência do governo federal. Mas essa é uma estrada de mão dupla. A FAO também pode ajudar a aprimorar essas experiências, pois é uma organização que tem muito conhecimento acumulado. O certo é que o mundo está olhando para nós e para as políticas que estamos implementando aqui no Brasil, como o Programa Brasil sem Miséria, tocado pelo MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome), e os programas do MDA (Desenvolvimento Agrário). É uma oportunidade que nunca tivemos.

Link:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17987

Hacker” da Folha é um tiro no pé - por Brizola Neto!

Hacker” da Folha é um tiro no pé - por Brizola Neto!


A Folha publica hoje que um “hacker” invadiu o computador pessoal da então candidata à Presidência da República e o do ex-ministro José Dirceu, e tentou vender dados sobre a correpondência de cada um deles ao PSDB e ao PFL.

Historinha mal-contada.

O tal hacker não invadiu o computador de ambos, mas os do UOL, pertencente à empresa que edita a Folha, onde estavam armazenadas as mensagens. Aliás, nem a matéria o nega.

No caso do ministro Dirceu, o “sofisticadíssimo” método de invasão foi dar um telefonema para o UOL e, dizendo ter perdido a senha, conseguir outra que permitiu o acesso à caixa postal.

Qualquer sistema be-a-bá de caixa postal não fornece isso, a não ser para outro e-mail registrado na abertura da conta.

Eu, se tivesse uma conta de e-mail no provedor UOL, a encerraria hoje mesmo.

A matéria bem que poderia ter um título do tipo “UOL permite violação da privacidade de seus clientes”.

Mas aquilo que é mais grave é que a Folha se tornou cúmplice da violação, ao divulgar conteúdo de natureza pessoal e privada, sem nenhuma questão que envolvesse o interesse público.

Diz que o “hacker” pediu dinheiro ao PSDB e ao DEM, e não diz a quem foi pedido. Nem sequer registra que ele se negou a dar nomes.

A matéria não é uma reportagem, é uma confissão.

E ainda tem um projeto determinando que os provedores guardem os dados de acesso e conteúdo de seus usuários, vejam só…

Depois da ficha falsa de Dilma, ficamos sabendo agora que a Folha acha “normal” violar dados de caixas postais do servidor que pertence a ela mesma…

Link:

http://www.tijolaco.com/hacker-da-folha-e-um-tiro-no-pe/

Astrônomos descobrem o quasar mais distante já visto!

Astrônomos descobrem o quasar mais distante já vistoA elevada massa do quasar não pode ser explicada pelas teorias atuais de formação do Universo.[Imagem: ESO/M. Kornmesser]
Astrônomos descobrem o quasar mais distante já visto

Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/06/2011

Sonda primitiva

Uma equipe de astrônomos europeus utilizou o Very Large Telescope, do ESO, juntamente com outros telescópios, para descobrir e estudar o quasar mais distante encontrado até hoje.

Este farol brilhante, cujo motor é um buraco negro com uma massa dois bilhões de vezes maior que a do Sol, é sem dúvida o objeto mais brilhante descoberto no Universo primitivo. Os resultados deste estudo sairão em 30 de Junho na revista Nature.

"Este quasar é uma importante sonda do Universo primitivo. É um objeto muito raro, que nos ajudará a compreender como é que os buracos negros de massa extremamente elevada cresceram algumas centenas de milhões de anos depois do Big Bang," diz Stephen Warren, o líder da equipe.

Farol cósmico

Os quasares são galáxias muito distantes e brilhantes que se acredita serem alimentadas por buracos negros de grande massa situados no seu centro.

O seu brilho os torna poderosos faróis que podem ajudar a investigar a época do Universo em que estavam se formando as primeiras estrelas e galáxias. O quasar recém-descoberto encontra-se tão distante que a radiação agora captada foi emitida na última fase da era da reionização.

O quasar ULAS J1120+0641 agora nos aparece, portanto, tal como ele era apenas 770 milhões de anos depois do Big Bang - um desvio para o vermelho de 7.1. A sua radiação levou 12,9 bilhões de anos para chegar até nós.

Embora objetos mais distantes tenham já sido observados (Hubble encontra a galáxia mais distante já observada), este quasar recém-descoberto é centenas de vezes mais brilhante que estes objetos. Entre os objetos suficientemente brilhantes para poderem ser estudados em detalhe, este é claramente o mais distante.

Desvio para o vermelho

O quasar mais distante depois deste é observado tal como era 870 milhões de anos depois do Big Bang (desvio para o vermelho 6,4). Objetos similares mais longínquos não podem ser observados em rastreios efetuados no visível, uma vez que a sua radiação, esticada devido à expansão do Universo, cai essencialmente na região infravermelha do espectro.

O rastreio europeu profundo no infravermelho, UKIDSS (sigla do inglês European UKIRT Infrared Deep Sky Survey), que utiliza o telescópio infravermelho do Reino Unido, situado no Hawaii, foi concebido para resolver este problema.

Uma equipe de astrônomos procurou, dentro da base de dados de milhões de objetos do UKIDSS, aqueles corpos celestes que poderiam ser quasares distantes há muito procurados. Esta busca finalmente deu resultados.

"Demoramos cinco anos para encontrar este objeto," explica Bram Venemans, um dos autores deste trabalho. "Estávamos à procura de um quasar com um desvio para o vermelho maior que 6,5.

Encontrar um que está tão longe, com um desvio para o vermelho maior que 7, foi uma surpresa fantástica. Este quasar permite um olhar profundo à era da reionização, fornecendo-nos assim uma oportunidade para explorar uma janela de 100 milhões de anos na história do cosmos, janela essa que se encontrava anteriormente fora do nosso alcance."

Contra as teorias

A distância do quasar foi determinada a partir de observações obtidas com o instrumento FORS2, montado no Very Large Telescope do ESO (VLT) e instrumentos montados no Telescópio Gemini Norte.

Uma vez que este objeto é relativamente brilhante, é possível obter um espectro da radiação por ele emitida (o que corresponde a separar a radiação nas suas diversas componentes em função da cor). Esta técnica permitiu aos astrônomos obter muita informação sobre o quasar.

Estas observações mostraram que a massa do buraco negro no centro do ULAS J1120+0641 é cerca de dois bilhões de vezes maior que a do Sol. Uma massa tão elevada é difícil de explicar numa época tão primitiva do Universo.

As teorias correntes para o crescimento de buracos negros de massa extremamente elevada predizem um aumento lento da massa à medida que o objeto compacto atrai matéria do seu meio circundante.

Link:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=quasar-mais-distante-ja-visto&id=020130110629

Eleição de Graziano é vitória da política externa do Brasil!

Eleição de Graziano é vitória da política externa do Brasil

Na avaliação do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, eleição de José Graziano da Silva para a direção-geral da FAO é uma vitória da política externa brasileira, do governo da presidenta Dilma Rousseff e da agricultura brasileira. “A eleição do doutor Graziano significa o reconhecimento do êxito da política externa da presidenta Dilma. Disputamos essa eleição com um candidato muito forte (o espanhol Miguel Anges Moratinos). Foi uma disputa política muito dura onde só um vence. É preciso que se reconheça isso internamente", disse o embaixador à Carta Maior.

A eleição de José Graziano da Silva para a direção-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) é uma vitória da política externa brasileira, do governo da presidenta Dilma Rousseff e da agricultura brasileira, disse à Carta Maior o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, Alto Representante-Geral do Mercosul. “A eleição de Graziano significa o reconhecimento da importância do Brasil na área da agricultura, tanto na agricultura voltada para a exportação, quanto na agricultura familiar, onde o país teve um grande desenvolvimento agrário e social nos últimos anos, com programas altamente eficientes”.

Samuel Pinheiro Guimarães enfatizou o significado da escolha para a política externa brasileira. “A eleição do doutor Graziano significa o reconhecimento do êxito da política externa da presidenta Dilma. Disputamos essa eleição com um candidato muito forte (o espanhol Miguel Anges Moratinos). Foi uma disputa política muito dura onde só um vence. É preciso que se reconheça isso internamente. Foi uma vitória do governo e do Brasil”.

José Graziano da Silva assumirá a FAO num momento em que a segurança alimentar mundial voltou a ser tema de preocupação em virtude do preço dos alimentos. Samuel Pinheiro Guimarães lembrou que há uma demanda crescente por alimentos no mundo, o que abre uma grande oportunidade para o Brasil. “Temos a oportunidade de aproveitar essa situação para gerar receita para o país. Internamente, devemos aproveitar para agregar valor aos nossos principais produtos, como açúcar, soja e outros”.

O Alto Representante-Geral do Mercosul também destacou a importância da eleição de Graziano para as políticas de integração na área da agricultura que vem sendo implementadas no bloco sulamericano. “Isso naturalmente vai facilitar o aprofundamento dessas políticas que avançaram bastante nos últimos anos. Já uma cooperação muito estreita nesta área no âmbito do Mercosul, com um intercâmbio muito importante de experiências como o Programa de Aquisição de Alimentos e as políticas de micro-crédito”.

Link:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17974&alterarHomeAtual=1

Pele robótica é construída célula por célula!

Pele robótica é construída célula por célula

Redação do Site Inovação Tecnológica - 30/06/2011

Pele robótica é construída célula por célula
O robô Bioloide está recebendo "enxertos" de pele em várias partes do seu corpo para checagem dos diversos tipos de sensação que a pele robótica pode proporcionar. [Imagem: Andreas Heddergott/TU München]
Um pesquisador alemão apresentou as primeiras "células" de um novo conceito de pele artificial para robôs.

O objetivo é fornecer informações táteis para um robô e, assim, completar a sua "percepção", sobretudo a sua visão artificial, suprida pelos "olhos" das câmeras.

Tal como acontece com a pele humana, quando tocada, a pele artificial poderá, por exemplo, simular um ato reflexo do robô, fazendo-o afastar-se, ou gerar um movimento espontâneo, fazendo com que a máquina use seus olhos-câmera para procurar e identificar a fonte de contato.

Esse tipo de comportamento é especialmente importante para robôs assistentes, ajudantes robóticos de pessoas idosas ou mesmo de robôs exploradores, ajudando a reconhecer novos ambientes.

Células artificiais

A peça central da nova pele robótica é uma placa hexagonal de circuito impresso de 5 centímetros quadrados, que faz as vezes de uma célula da pele artificial.

Para simular o sentido do tato, cada placa contém quatro sensores infravermelhos, que detectam qualquer coisa que se aproxime a menos do que 1 centímetro.

Pele robótica é construída célula por célula
A ideia é miniaturizar as placas, que poderão então ser colocadas lado a lado, formando uma pele com uma estrutura em formato de favo de mel. [Imagem: Andreas Heddergott/TU München]
 
"Nós, portanto, simulamos o toque", explica Philip Mittendorfer, da Universidade Técnica de Munique. "Isso corresponde a um toque suave nos pêlos em nossa pele."

Há também seis sensores de temperatura e um acelerômetro em cada placa hexagonal.

Isso permite que a máquina registre com precisão o movimento dos seus membros individuais, por exemplo, de seus braços e, assim, saiba quais partes do seu próprio corpo acabaram de se mover - úteis quando os membros robóticos são movidos por um impacto ou por uma ação externa.

"Nós tentamos integrar várias modalidades sensoriais diferentes no menor espaço possível," explica o engenheiro. "Além disso, é fácil expandir as placas de circuito para incluir outros sensores, por exemplo, sensores de pressão."

Pele robótica

A ideia é miniaturizar as placas, que poderão então ser colocadas lado a lado, formando uma pele com uma estrutura em formato de favo de mel.

Pele robótica é construída célula por célula
As "células" da pele robótica estão sendo testadas no super braço robótico LWR, fabricado pela agência espacial alemã. [Imagem: Andreas Heddergott/TU München]
 
Os sinais de cada uma das células dessa pele robótica serão enviados para o computador central do robô, que fará as vezes do seu cérebro, por meio das células adjacentes.

Isso permitirá que os sinais viajem por rotas alternativas se alguma conexão falhar.

Por enquanto, está pronto apenas um pequeno pedaço da pele robótica. Estes 15 sensores, no entanto, pelo menos um em cada segmento de um braço robótico, já mostram que o princípio funciona.
Apenas um tapinha leve é suficiente para fazer o braço robótico reagir.

O próximo passo é cobrir inteiramente a superfície do braço robótico com as células sensoriais, formando uma pele artificial completa, dando ao robô uma sensação completa de toque, mesmo no escuro.

Bibliografia:

Humanoid Multimodal Tactile-Sensing Modules
Mittendorfer, P., Cheng , G.
IEEE Transactions on Robotics
June 2011
Vol.: 27 Issue:3 pages: 401 - 410
DOI: 10.1109/TRO.2011.2106330

Link:


http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=pele-robotica&id=010180110630

O que há por trás da fusão Pão de Açúcar e Carrefour - por Brizola Neto!

O que há por trás da fusão Pão de Açúcar e Carrefour - por Brizola Neto!



Do ponto de vista concorrencial, é claro que a união entre Pão de Açúcar e Carrefour não é boa.  A soma das duas redes representa quase 30% do setor supermercadista e isso é um nível de  concentração que dificilmente será aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa da Economia – o Cade, que examina este tipo de fusões – sem que o grupo resultante não concordar em  transferir uma parte significativa dos cerca 1.100 pontos de venda que, juntas, possuem.

Evidente que, salvo uma ou outra superposição geográfica de duas lojas de grande porte, a venda será das unidades menores. e não é provável que faltem compradores.

O mais importante, porém, é discutir porque isso está acontecendo e se o BNDES – através de sua subsidiária BNDESpar – deve participar do negócio.

Negócio, que, aliás, é extremamente complicado. Vamos tentar resumir, ajudados pela excelente matéria publicada hoje no Valor pelas repórteres Graziella Valenti e Vanessa Adachi.

Em 2005, Abílio Diniz vendeu 50% do controle da companhia para o grupo varejista francês Casino. Na venda, houve um acordo para que ele permanecesse como controlador até 2012, quando o controle passaria aos franceses.

O grupo Carrefour, principal concorrente do Casino, vai mal das pernas na França – embora domine lá o setor, contra 12% apenas de participação do grupo Casino -  e  ramo brasileiro de seus negócios era alvo da cobiça do próprio Casino (via Pão de Açúcar) e do americano WalMart, pelo fato de que a matriz queria evitar os prejuízos que colhe aqui, por má administração.

Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart são, pela ordem, as três maiores empresas do ramo no Brasil. A quarta também é estrangeira, a Cencosud, do Chile, que controla as redes Bretas (em Minas) e GBarbosa  (no Nordeste) e fatura R$ 5 bi por ano.

Mas, como este negócio entre o Pão de Açúcar e Carrefour tem escala mundial, é  bom  ter uma ideia do tamanho destes grupos consultando o relatório deste ano da consultoria Deloitte (aqui, em pdf e em inglês). Lá você verá que o Walmart é o líder mundial, com faturamento de US$ 408 bilhões em 2009, seguido do Carrefour, com US$ 121 bilhões. O Casino aparece em 26º,  com faturamento de US$ 37 bi e o Pão de Açúcar em 75º e US$ 11,8 bilhões.

Só que, em matéria de resultado, o brasileiro lidera com folga mais do que acentuada. De lá para cá seu faturamento cresceu, em reais, 37%. Em dólares, embora não se possa dar o percentual, porque o relatório da Deloitte não dá a data de conversão, isso deve chegar ultrapassar 50%.

Esse crescimento dá ideia do “boom” do setor no Brasil, empurrado pela elevação do poder de compra das classes populares.

Para se ter uma ideia, coloco aí ao lado um gráfico do mercado mundial de produtos de higiene, cosméticos e perfumaria – segunda força de vendas dos supermercados, após os alimentos.

Veja que o Brasil já surge como terceiro mercado mundial no setor, avançando rapidamente.

E no setor de alimentos – carro-chefe dos supermercados – nem é preciso falar, porque todos sabem que não apenas o consumo aumenta como é unânime a avaliação de que eles subiram, sobem e subirão mundialmente de preço.

Aí está porque o setor de varejo atrai a cobiça dos grandes grupos econômicos.

E este setor, no Brasil, ficaria, a partir do ano que vem, com seus maiores grupos – que respondem por cerca de 50% das vendas – sob controle estrangeiro.

Bom, agora o outro ponto. Mesmo sendo para o país não ficar com o setor totalmente internacionalizado, o BNDESpar deveria entrar no negócio, usando dinheiro do Estado?

A Miriam Leitão acha que não e disse hoje no Bom Dia Brasil:

“O nosso dinheiro não tem nada a ver com isso. O BNDES pensar em participar desse processo é estranho. O BNDES não só emprestaria dinheiro, como entraria de sócio na nova empresa. É importante lembrar que o BNDES recebe dinheiro de endividamento público. O tesouro se endivida para colocar dinheiro no BNDES, que pega esse dinheiro para entrar de sócio em um supermercado?”

Está se confundindo - não a Leitão, que sabe exatamente  dissoempréstimo do BNDES com compra de participação acionária – sociedade, se preferirem.

Um dos papéis do BNDES é, sim, ser sócio – e viabilizar negócios – em atividades privadas que se exerçam em larga escala e com níveis de concentração e investimento significativos. E estes negócios devem se pautar por dois critérios: serem impulsionadores de nossa economia, gerando cadeias de produção e comercialização e serem, comercialmente, bons negócios, embora talvez não em prazo, condições e volume de capital que atraiam recursos privados.

Ora, até Merval Pereira e o Carlos Alberto Sardemberg reconheceram, também hoje, na CBN, que o negócio é lucrativo para o BNDES.

E no aspecto estratégico, é bom?

Uma cadeia de supermercados vende o que? Alimentos industrializados. O Brasil, entre suas grandes vocações, produz o que? Alimentos. Evidente que um participação brasileira na segunda rede mundial de supermercados vai auxiliar a colocação de produtos brasileiros em suas gôndolas.

A última questão é: isso é um ganho de poder pessoal para o Sr. Abilio Diniz? Sim. Tornará a nova empresa um “quintal” da família Diniz? Não. Por que?

A reportagem de Graziella Valenti e Vanessa Adachi ajuda a responder.

“Diniz, Casino e todos os atuais acionistas de Pão de Açúcar migrarão para a holding chamada NPA. Nessa nova empresa, que só teria ações ordinárias e o controle disperso na bolsa, Abilio Diniz e família teriam direta e indiretamente 16,9% e Casino, 29,8%. A fatia de Wilkes, participação indireta de ambos, sairia de 25,2% para 20,5%.

O estatuto dessa nova companhia, porém, limita o poder de votar de um acionista a 15% do capital, independentemente da participação econômica detida. Esse dispositivo abre espaço para que Diniz e Casino tenham o mesmo poder político – ainda que o grupo francês tenha quase o dobro em dinheiro investido.

Para preservar a estrutura dispersa do capital, NPA ainda terá em estatuto a previsão de que quem superar 39% de participação deve lançar oferta pública para todos os acionistas.

O primeiro passo, porém, seria transformar o Pão de Açúcar numa companhia apenas com ações ordinárias, embora não listada no Novo Mercado. As preferenciais seriam convertidas em ordinárias na proporção de uma para 0,95.

O segundo movimento é a incorporação da empresa aberta por NPA, que seria sucessora como empresa listada na BM&FBovespa.

Nessa companhia, os atuais acionistas seriam diluídos pela entrada da BNDESPar e do Pactual, com aporte total de R$ 4,6 bilhões, que ficariam com 18% e 3,2% do capital, respectivamente.

Abilio Diniz e família teriam a participação reduzida de 21,4% para 16,9% e Casino sairia de 36,9% para 29,8%. Os minoritários, que hoje detêm 41,6% do Pão de Açúcar, ficariam com 32,1% de NPA.
Em seguida, Pão de Açúcar deveria incorporar Carrefour Brasil, numa transação que daria 31% do negócio ao Carrefour na França.




Nesse momento NPA teria os outros 69% do negócio. Para igualar a participação em 50% para cada lado, os 19% excedentes do NPA seriam trocados por uma participação de 11,7% no capital do Carrefour França em ações preferenciais, incluindo voto mais direitos para participação na gestão.”
Bom, acho que com estas informações você pode avaliar melhor esta complicada e gigantesca negociação.

E não fazer papel de bobo, com o pessoal que fica chiando sobre a “intervenção do estado”, como se estivéssemos tratando de o BNDES estar comprando uma fatia de meia-dúzia de quitandas, para ajudar o patrício Abílio das Verduras.

Porque a desinformação e a superficialidade são grandes maneiras de nos levarem no bico e nos “ajudar” a formar opinião que são autênticos “gols contra”. E este negócio é muito mais complicado, como se disse, do que achar uma promoção de supermercado em encarte de jornal.

PS. Depois de postar este texto, fui ler uma matéria, publicada pela BBC que ajuda a ter noção do tamanho desta guerra e do que representam os apetites internacionais do setor sobre o Brasil, definido como “eldorado” para as grandes redes de varejo. Quem não pensar considerando esta escala, vai errar. E errar, neste campo, significa deixar o país totalmente entregue aos tais apetites. 

Link:

http://www.tijolaco.com/o-que-ha-por-tras-da-fusao-pao-de-acucar-e-carrefour/

BNDES financiará fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour!

BNDES financiará fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour

Dos R$ 5,6 bilhões necessários para a operação, R$ 4,5 bilhões virão do BNDES. Para Mantega, governo não precisa chancelar a operação

Por Redação*

O Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) vai disponibilizar até R$ 4,5 bilhões para viabilizar a fusão entre o Pão de Açúcar e as operações brasileiras do francês Carrefour. O valor total da operação é de 2,5 bilhões de euros, ou R$ 5,6 bilhões.

Segundo informou o BNDES, em nota, a união “abre caminho para maior inserção de produtos brasileiros no mercado internacional”. A nova companhia resultante dessa união se tornará a maior acionista individual do Carrefour na França, com 11,7% de participação.

Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo brasileiro não tem envolvimento no assunto, por se tratar de uma questão comercial. Mantega ressaltou que, embora o grupo tenha um financiamento do BNDES, a operação "não precisa ser chancelada pelo governo". "O BNDES fornece recursos para todos os grupos privados que necessitam no Brasil e a Fazenda não fica fiscalizando a liberação de recursos", disse.

A operação

O grupo francês Carrefour anunciou nesta terça-feira (28/06) ter recebido uma proposta de fusão de ativos no Brasil com os da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), do grupo Pão de Açúcar.

Os acionistas do Pão de Açúcar e dos franceses Carrefour e do Casino, que detém 66% das ações com direito a voto do Pão de Açúcar, terão até dois meses para analisar a operação de fusão, que daria origem à empresa NPA (sigla para Novo Pão de Açúcar).

Se aprovada a fusão, a nova empresa vai repartir o Pão de Açúcar com o grupo francês Carrefour, na base de 50%-50%. O NPA, por sua vez, terá 100% da filial brasileira do grupo Carrefour. O que daria a nova empresa 27% do mercado de varejo brasileiro.

A proposta depende ainda de uma injeção maciça de capital na nova companhia que seria feita através do fundo de investimento Gama (do BTG Pactual) e, principalmente, com os recursos do BNDES.

*Com informações da Agência Estado

Link:


http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/60391_BNDES+FINANCIARA+FUSAO+ENTRE+PAO+DE+ACUCAR+E+CARREFOUR

Portugal e a luz no fim do túnel - por Boaventura Sousa Santos!

Portugal e a luz no fim do túnel - por Boaventura Sousa Santos!

O fantasma que assombra hoje os portugueses tem um nome: a luz no fim do túnel. Neste momento, os portugueses não podem saber se essa luz ao fim do túnel é a luz diurna do ar livre ou o farol de um comboio que corre velozmente em sua direção. Sejam de direita ou de esquerda, ou nem uma coisa nem outra, os portugueses gostariam que a luz que imaginam fosse a primeira mas temem que seja a segunda. Este é o fantasma português e domina por inteiro o sistema político.

O fantasma que assombra hoje os portugueses tem um nome: a luz ao fundo do túnel. Por agora, os portugueses não podem saber se a luz ao fundo do túnel é a luz diurna do ar livre ou o farol de um comboio que corre velozmente em sua direção. Sejam de direita ou de esquerda, ou nem uma coisa nem outra, os portugueses gostariam que a luz que imaginam fosse a primeira mas temem que seja a segunda. Este é o fantasma português e domina por inteiro o sistema político. 

Há também os portugueses que não vêem qualquer luz e a que gostariam de ver não seria ao fim do túnel e sim dentro do túnel, para não baterem com a cabeça nas paredes enquanto caminham. Estes são os portugueses fantasma de que o sistema político não se ocupa.

O fantasma da luz ao fundo do túnel tem dois efeitos políticos. O primeiro é que quem está no governo se serve dele para não respeitar o presente e atuar apenas legitimado pelo futuro que diz controlar. Todas as rupturas com o presente são imagináveis e todas são exigidas para que a luz ao fundo do túnel seja a luz diurna do ar livre. Tudo o que pode ou não ocorrer nos próximos meses condicionará durante décadas a vida dos portugueses.

Desde o 25 de Abril de 1974 que o futuro de curto prazo não se parecia tanto com o futuro de longo prazo. A vantagem do governo neste domínio é governar um país habituado a confundir sinais meteorológicos com sinais divinos. À partida, o milagre de Fátima não é mais ou menos credível que o da Troika. Pagam-se promessas com a mesma devoção com que se pagam dívidas. Em ambos os casos, é apreciado ir de joelhos.

O segundo efeito político do fantasma português é dividir duplamente a oposição política de esquerda. A primeira divisão é sobre a própria natureza do túnel. Para uns (PS), não há dúvidas sobre a natureza do túnel: foi sendo construído nos últimos tempos com as dificuldades em manter o Estado social num contexto internacional adverso. 

Para outros (BE e PCP), esse túnel é uma pequena tubagem dentro de um túnel muito maior: o túnel em que a burguesia portuguesa se sentiu fechada desde que, em 11 de Março de 1975, perdeu o controle da revolução de Abril e, em 25 de Novembro de 1975, não pôde impedir que a solução pós-revolucionária fosse a concessão de tantos direitos sociais aos trabalhadores. Ao fundo desse túnel vê agora a luz: a chegada, por fim, do capitalismo liberal ou neoliberal.

Também a burguesia vê um comboio em alta velocidade, mas muito diferente do comboio fantasma, um comboio real que vem por trás e com o objetivo benévolo de a empurrar para a saída do túnel, o comboio da Troika. A burguesia que sai do túnel não é a mesma que entrou nele (é
menos produtiva e mais comerciante, menos CUF ou Lisnave e mais Continente ou Pingo Doce) mas os interesses e o alívio são os mesmos.

A segunda divisão na oposição de esquerda apresenta-se como um duplo dilema. Para o PS, se se vier a verificar que a luz ao fundo túnel era o ar livre, o mérito será da direita, se, pelo contrário, se verificar que a luz era do farol do comboio, nada poderá fazer para o parar, até porque foi este PS quem o pôs em movimento ao negociar com a Troika. Só um outro PS o poderá fazer e para isso é necessário tempo e engenho. 

Por sua vez, o BE e o PCP sabem de antemão que a luz ao fundo do túnel é do farol do comboio e que este se aproxima velozmente, mas, como o túnel é muito grande, nada podem fazer sem a colaboração do PS. O problema é que com este PS não podem colaborar e com o próximo será preciso esperar um tempo que, sobretudo para o BE, pode ser fatal.

Enquanto o fantasma português alimenta o sistema político, os portugueses-fantasma sentem-se sem representação. Entre eles, há os que sabem que a luz que vêem é a do comboio veloz na sua direção e imaginam que se houvesse luz dentro do túnel, talvez fosse possível imobilizar o comboio (por exemplo, renegociando a dívida já) e passar, certamente com dificuldade, ao lado dele a caminho do ar livre. Nesse grupo me incluo e talvez muitos dos jovens indignados ou à rasca.

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FMI adverte para um novo "crash" de crédito!

FMI adverte para um novo "crash" de crédito - do Vermelho

Sonoro sinal de alarme para a economia mundial soou o Fundo Monetário Internacional (FMI), advertindo que os riscos por um novo crash de crédito têm aumentado e destacou que "EUA e Europa brincam com o fogo se não tomarem urgentemente medidas para redução de seus déficits fiscais".

Por Laura Britt, para o Monitor Mercantil


Ainda, o FMI salienta que "a atividade econômica em escala mundial tem sido desacelerada desde o início deste ano e os riscos têm aumentado por causa da ameaça de uma crise política na periferia da Zona do Euro que poderá disseminar-se em outras regiões". 

"Os políticos deverão trabalhar duramente para atingir rápido progresso no que diz respeito o fortalecimento do sistema financeiro", aconselha o FMI em seu relatório semestral (revisto), sobre as perspectivas da economia mundial". 

"A mensagem-chave é que estamos ingressando em uma fase da crise - a denominada fase política da crise - e já é hora para serem tomadas as decisões políticas necessárias, a fim de serem evitados outros problemas", disse apresentando o relatório o responsável para temas monetários e os mercados de capitais do FMI, José Viñals. 

"A oportunidade que apresenta-se hoje para se preparar o sistema econômico e financeiro (...) proporcionando, principalmente, transparência no que diz respeito a soluções no campo da Zona do Euro, poderá ser perdida inesperadamente. Poderá ser perdida por causa de algum evento nos mercados, se um salto repentino para se evitar o risco (que seria provocado por razões alheias) levaria os investidores a limitarem sua tolerância contra as inconsequentes soluções políticas." 

"Poderia, também, se perder por causa de eventos políticos, ou porque os programas de adequação perderiam seu apoio político dos países endividados, ou porque a opinião pública dos países credores se mostraria fadigada de tanto continuar finanaciando estes programas", lê-se no relatório. 

Grécia

"Particularmente para a Grécia, a situação nos mercados não deixou de agravar-se, por causa das preocupações sobre o grau de decisão política que será necessária para que seja posta em execução a adequação e ser garantido o financiamento". De acordo sempre com o relatório do FMI, "no caso de um sério evento de crédito, o choque poderá ser disseminado além da Zona do Euro, tanto pela exposição interfronteiriça dos bancos que têm sido expostos à dívida dos países, quanto também, pela generalizada aversão por risco". 

Entretanto, o FMI soa o sinal de alarme também para os EUA, afirmando que "deverão estruturar, urgentemente, um programa de médio prazo para enfrentarem seus problemas fiscais". 

Nos EUA a feição política da crise deve-se na queda de braço que é travada no Congresso sobre se será permitido ou não o aumento do limite máximo de dívida pública. Uma queda de braço política que ameaça levar o país até inclusive uma provisória interrupção de pagamentos, em uma "falência técnica", conforme não perdeu tempo para alertar a agência internacional de rating Fitch, que advertiu, ainda, os EUA de que "correm o risco de perder sua classificação de capacidade de endividamento AAA". 

Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI, declarou que "enquanto o risco de uma queda dupla para os EUA é pequeno, o crescimento da economia norte-americana, avalia-se, não será acelerado, a fim de reduzir o percentual de desemprego que já atingiu 9,1%". Contudo, o FMI assinalou que o déficit fiscal norte-americano mostra-se, ligeiramente, melhorado este ano por causa, principalmente, do aumento das arrecadações.

Já o déficit de orçamento, avalia-se, se conformará em 9,9% do Produto Interno Bruto (PIB) - isto é, permanecerá novamente em níveis altos, mas terá melhorado em comparação com 10,8% do PIB previstos em abril deste ano.


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http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=2&id_noticia=157462

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Brasil começa a implantar RG com chip no mês que vem!

Brasil começa a implantar RG com chip no mês que vem

Dois milhões de brasileiros em Brasília, Rio de Janeiro e Salvador serão os primeiros a ter o novo cartão de identidade

AE | 29/06/2011 



O RG biométrico, com chip, já começa a ser implementado no Brasil em julho. Neste ano, 2 milhões de brasileiros em Brasília, Rio de Janeiro e Salvador serão os primeiros a ter o novo cartão de identidade (denominado RIC), em fase de testes.

A convocação dos selecionados para trocar a antiga cédula de identidade começou em janeiro e a escolha foi aleatória, segundo o Ministério da Justiça. No primeiro semestre, parte dos eleitores brasileiros também já foi cadastrada para permitir uma mudança para o cartão biométrico no título de eleitor.


Foto: Divulgação - Ric possui chip com dados. Cidadão passa a ter número único baseado em impressões digitais
Nessa primeira fase, todo o custo será bancado pelo governo - o documento biométrico pode custar até R$ 40 e as formas de pagamento ainda não estão definidas (hoje alguns Estados cobram pelo atual RG). Procurada ontem para comentar o assunto, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que ainda não há uma data certa para o Estado integrar o projeto. Ainda deverá ser lançado um processo licitatório (sem data definida).

A mudança no documento deverá atingir, até 2019, 150 milhões de brasileiros. A tecnologia foi contratada de uma empresa suíça, a Covadis, com sede em Genebra, que também trabalha na instalação em outros países do mundo.

Para seu executivo-chefe, Marcelo Correa, as alterações no sistema de identificação brasileiro "serão um teste importante" para a nova tecnologia. Para ele, a grande vantagem do novo formato é a proteção dos dados dos cidadãos, além da redução do risco de fraudes, com o roubo de documentos.



O cartão promete diminuir a quantidade de cópias de documentos que cada cidadão terá de fazer, cada vez que for obrigado a se apresentar a um serviço público. Ele trará um chip com dados da pessoa, informações biométricas e sua impressão digital. Para garantir a proteção dos dados, a Casa da Moeda ficará responsável pelo armazenamento das informações contidas em cada um dos cartões.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/brasil+comeca+a+implantar+rg+com+chip+no+mes+que+vem/n1597052825842.html

BC: Brasil fechará 2011 com 4% de crescimento e 5,8% de inflação!

BC: Brasil fechará 2011 com 4% de crescimento e 5,8% de inflação

O Banco Central (BC) manteve a estimativa de crescimento da economia neste ano. A previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) — soma de todos os bens e serviços produzidos no país — permanece em 4%, segundo o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta quarta-feira (29).

Segundo o BC, o PIB está em um novo ciclo de expansão, após a recuperação da crise financeira internacional de 2008 e 2009. A economia se encontra “em ritmo de crescimento mais condizente com taxas sustentáveis no longo prazo, e que devem levar à diminuição do descompasso existente entre o crescimento da absorção doméstica [demanda por bens e serviços] e a capacidade de expansão da oferta”, aponta o relatório.

O BC também aumentou a projeção para a inflação oficial neste ano. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,2 ponto percentual, para 5,8%, segundo o Relatório Trimestral. A projeção para 2012 passou de 4,6%, no relatório anterior, para 4,8%, mais próxima do centro da meta de inflação para este e o próximo ano, 4,5%. Essa meta tem ainda margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Der acordo com o relatório, a estimativa de inflação menor no próximo ano reflete efeitos de medida adotada em dezembro de 2010 de aumento dos depósitos compulsórios dos bancos no BC, retirando assim recursos de circulação. Também influenciaram a projeção as elevações da taxa básica de juros, a Selic, nas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Nesse cenário, a probabilidade estimada de a inflação ultrapassar o limite superior do intervalo de tolerância da meta (6,5%) em 2011 é 22% e em 2012 fica em torno de 14%.

Da Redação, com informações da Agência Brasil


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http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=2&id_noticia=157472

FMI elege ministra da Economia da França como diretora-gerente!

FMI elege ministra da Economia da França como diretora-gerente

Conselho de Administração do Fundo Monetário Internacional (FMI) antecipa eleição marcada para 30 de junho e anuncia escolha de Christine Lagarde, ministra da Economia da França, para o cargo de diretora-gerente da instituição pelos pŕoximos cinco anos. Em nota oficial, Brasil havia anunciado apoio à francesa contra candidatura do presidente do Banco Central do México, Agustín Carstens.

BRASÍLIA – O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta terça-feira (28/06), em nota oficial, a escolha da ministra da Economia da França, Christine Lagarde, para ocupar o cargo de diretor-gerente da instituição nos próximos cinco anos. A eleição estava marcada para a próxima quinta-feira, mas os 24 membros do Conselho de Administração do FMI, representantes dos 187 países-membros, reuniram-se e anteciparam a decisão. Cristine será a primeira mulher a comandar o Fundo Monetário.

Ela e o outro candidato, Agustín Carstens, presidente do Banco Central do México, haviam se reunido com o Conselho do FMI na semana passada para apresentar seus pontos de vista e defender suas respectivas candidaturas. Na nota oficial, o FMI disse que ambos eram qualificados mas, por consenso, optou por Christine.

Também nesta terça-feira (28/06), mas pouco tempo antes da eleição, o Brasil havia anunciado, em nota oficial do ministério da Fazenda, apoio à candidatura de Christine Lagarde.

Na nota, a Fazenda dizia que a escolha devia-se ao currículo e à experiência de Christine e, também, ao compromisso assumido por ela publicamente e em conversa reservada com o ministro Guido Mantega de continuar o processo de reforma do FMI iniciado pelo ex-diretor-gerente Dominique Strauss-Kahn. O também francês renunciou ao cargo em maio depois de ter sido acusado de molestar sexualmente a camareira de um hotel nos Estados Unidos.

A nota da Fazenda enumerava os compromissos que o governo brasileiro considera mais importantes que precisam ir adiante na próxima gestão do FMI. Os países emergentes precisam ter mais poder de decisão e os pequenos, mais voz. Os próximos gerentes do FMI não têm de ser europeus necessariamente, e a cúpula da entidade precisa se abrir a novas nacionalidades.

A experiência concreta do controle de capitais adotado por certos governos precisa ser estudada pelo Fundo. Os países ricos precisam ser mais supervisionados. E a linha linha de pensamento do FMI tem de ser modernizada, “superando a prevalência do ideário imposto pelas economias avançadas”.

Mantega havia recebido Christine no dia 30 de maio, em Brasília, para negociar o apoio. Dias depois, foi a vez do candidato mexicano, Agustín Carstens.


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Graziano venceu 'golpes baixos' do candidato espanhol, diz Itamaraty!

Graziano venceu 'golpes baixos' do candidato espanhol, diz Itamaraty

Na acirrada eleição pelo comando da FAO, ministério das Relações Exteriores acredita ter vencido 'golpes baixos' do rival espanhol, Miguel Ángel Moratinos, contra José Graziano da Silva. Adversário espalhou que brasileiro era candidato de Lula, mas não de Dilma Rousseff, usou 'prestígio' da realeza espanhola e tentou 'intimidar' países menores, segundo porta-voz do Itamaraty. Em entrevista exclusiva à Carta Maior, Tovar da Silva Nunes revela detalhes da vitoriosa campanha de Graziano e garante: 'Não vamos olhar para trás. A eleição passou.'

BRASÍLIA – José Graziano da Silva, o brasileiro eleito para dirigir a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) nos próximos três anos, foi nomeado assessor especial da presidenta Dilma Rousseff no dia 22 de março. Ocorrida em plena campanha pelo cargo que controla o maior orçamento de todas as agências da ONU, a nomeação foi um lance eleitoral. Buscava neutralizar um dos “golpes baixos” do candidato espanhol, Miguel Ángel Moratinos, que espalhara ser Graziano candidato do ex-presidente Lula, não do governo Dilma.

Uma tese equivocada, segundo o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Tovar da Silva Nunes. Recém-empossada, ainda em janeiro, Dilma fez algumas reuniões com o ministro Antonio Patriota, para definir agendas internacionais e prioridades da política externa. “A eleição na FAO foi uma das prioridades desde o início, a presidenta Dilma não teve dúvidas”, conta Nunes.

Desde então, Patriota sempre “embutiu” o assunto nos contatos com chanceleres pelo mundo. Foi assim ao viajar aos Estados Unidos para preparar a visita do presidente Barack Obama ao Brasil. Ou quando acoampanhou Dilma em viagem oficial à China. Ou quando decolou sozinho para encontros no Sri Lanka, Catar, Egito, Colômbia e Venezeula, por exemplo.

O ponto alto das perigrinações do chanceler, na visão do Itamaraty, foi a reunião de Cúpula da Comunidade do Caribe (Caricom) realizada no fim de fevereiro, na ilha de Granada. Patriota voltava de um encontro do Conselho de Segurança da ONU, passou na Caricom e conseguiu que os 14 países caribenhos assinassem resolução declarando apoio a Graziano publicamente. “Essa ação na Caricom foi decisiva, fundamental para a eleição na FAO”, diz o porta-voz do ministro.

O próprio Graziano esteve em Granada fazendo campanha. Desde janeiro, o brasileiro rodou o mundo pedindo votos. Iniciou a campanha como observador do governo na XVI Cúpula da União Africana, na Etiópia, em janeiro. Passou por 24 países. Em alguns, por mais de uma vez, como a Itália, sede da FAO. Esteve em nações mais destacadas no cenário internacional, como EUA, Rússia e França, mas também em lugares menores, como Fiji e Nova Zelândia.

A seguir, em entrevista exclusiva concedida à Carta Maior, o porta-voz do Itamaraty conta detalhes sobre vitoriosa campanha brasileira pelo comando da FAO.

Como foi a campanha do Graziano?

Tovar da Silva Nunes: Não foi fácil. Havia o reconhecimento de que o candidato brasileiro tinha as melhores credenciais, mas o candidato espanhol insistia em oferecer vantagens a países asiáticos e africanos que ainda não está muito claro quais são. Ele usou o prestígio da realeza espanhola e tentou quebrar a unidade da América Latina. O México não votou no Brasil.

Quais foram os maiores aliados do Brasil?

Nunes: A África do Sul declarou abertamente o voto no Graziano, somos particularmente gratos a eles. A Argentina, quem diria isso em outro tempos, fez campanha para nós, arquitetou muito nos corredores da FAO. Portugal teve um papel importante junto aos países de língua portuguesa. Eu também destacaria o apoio da Indonésia e seu candidato no segundo turno.

Essa aliança com a Indonésia foi negociada ali na hora?

Nunes:
Não, não houve tempo para negociações. Foi uma decisão deles. Os países em desenvolvimento perceberam que não podiam abrir mão dessa oportunidade de ter uma representante dirigindo a FAO, a agência com o maior orçamento da ONU .

Houve alguma decepção para o Brasil?

Nunes:
O México. Embora o voto seja secreto, temos certeza de que o México votou no Moratinos. Lá na FAO, fazíamos reuniões numa sala chamada justamente Sala México, e só quem não se reunia conosco eram eles [os mexicanos]. O México tem problemas parecidos com os brasileiros, tem necessidade de inclusão social como o Brasil, uma pena ter agido assim.

E a China e os Estados Unidos, que foram procurados pelo ministro, como votaram?

Nunes: Os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU não costumam manifestar apoio publicamente, não sabemos.

Quando o governo sentiu que o Graziano ganharia?

Nunes: Só na hora, mesmo. Percebemos que o espanhol tinha uma técnica de intimidação, presenciamos isso com um país da América Latina. Eles diziam: 'vocês não sabem o que estão fazendo votando no Brasil'. Foi uma atitude de força. O Moratinos também espalhou que o Graziano era o candidato do ex-presidente Lula, mas não do governo Dilma. Houve uma tentativa de denegrir a imagem do candidato brasileiro.

Depois da publicação da entrevista nesta terça-feira (28/06), o porta-voz do Itamaraty procurou a reportagem pedindo que fossem feitos alguns esclarecimentos.

Para Nunes, a edição da entrevista errou ao não registrar que, embora a eleição na FAO tenha sido uma disputa difícil, o Brasil "não pretende olhar para trás". Segundo ele, tanto na política externa quanto na FAO, o Brasil tem a intenção de continuar mantendo as melhores relações possíveis com todos os países, independentemente de como eles se posicionaram na eleição. "Não vamos olhar para trás, a eleição passou. O importante agora é olhar para frente", disse.


Carta Maior reconhece que o porta-voz tinha, de fato, feita estas observações durante a entrevista.

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A onda da “bolha de crédito” é para surfar nos juros



É conversa fiada esta “agitação” na mídia sobre um crescimento explosivo do crédito. Isso não existe.
Não apenas o Brasil tem uma relação crédito/PIB ainda muito baixa em comparação a outros países, como você pode ver no gráfico ao lado, com dados de 2009, que não têm grandes alterações hoje, já que a taxa, agora, está em 46,9%.

Um crescimento, aliás, já previsto. E menor até do que o estimado, no ano passado, pelo BNDES, que estimava que essa relação, até 2014, chegasse a 70%.

Forte crescimento do crédito é uma imposição do crescimento econômico e do consumo em qualquer parte do mundo.



O importante é que este crédito esteja economicamente “saudável”, com u, e saldável, com “l”. Isto é, que tenha uma composição, taxas  e prazos adequados e que as condições da economia – produção, vendas, emprego e renda – estejam positivas, como estão, para que possa ser honrado .

A “bolha de crédito” que estourou na crise do “subprime” dos EUA foi antecedida de um longo processo especulativo de troca de títulos “podres”. Não há o menor sinal de que isto esteja acontecendo aqui.

Se olharmos num prazo maior, veremos que retomamos um ritmo de crescimento do crédito compatível com o que havia antes dos “anos neoliberais”. Era de 37% em 1994 e caiu, ao final do período FHC, a 24%. E isso porque o PIB cresceu pouco.



A qualidade do crédito melhorou, porque, contra um crescimento de 20% total, o crédito imobiliário, o de mais longo prazo, cresceu quase 50%. Esse crédito, que representava quase 8% do volume total quando FHC assumiu, caiu a 1,6% no final do seu mandato e só agora volta a representar 4% do volume geral de crédito.

Os prazos também tiveram variação positiva, seguindo num ritmo de ampliação, exceto por uma insignificante redução no prazo para as pessoas jurídicas, normal quando se tem – se como se tem no mercado – uma perspectiva de alta das taxas de juros. Idem com as taxas de inadimplência, que apresentaram oscilações pouco significativas, embora gostem de fazer escândalos sobre isso com variações de  um, dois ou três décimos de pontos percentuais.

Se há algum risco para nossa cadeia de crédito, é o risco cambial.

Do relatório oficial do Banco Central, publicado hoje, sem nenhum comentário da imprensa:

“Os passivos internacionais (do sistema de crédito)  apresentaram expansão trimestral de 14,9% em reais e de 17,5% em dólares, ao atingirem R$268,9 bilhões em março. Nesse sentido, a participação dos passivos internacionais no total de passivos exigíveis do sistema bancário elevou-se para 7,3%, contra 6,7% registrado em dezembro. A exemplo do ocorrido com os ativos, a representatividade dos bancos estrangeiros registrou avanço expressivo, passando a responder por 40,6% dos passivos internacionais, maior valor observado desde dezembro de 2009.”

E não é para financiar geladeira em 12 meses  que se toma tanto recurso em dólar.

O noticiário sobre o assunto segue a tal “lógica de mercado”: se ganha-se dinheiro com juros mais altos, que venham os juros mais altos, e que se dane o desenvolvimento nacional e o consumo dos pobres.

Link:
http://www.tijolaco.com/a-onda-da-bolha-de-credito-e-para-surfar-nos-juros/

Brizola Neto: Os “hackers cheirosos”!

Os “hackers cheirosos”



No vale-tudo para atacar o Governo brasileiro, hoje a D. Eliane “Massa Cheirosa” Cantanhede se superou, com seu artigo “Hackers pela Ética”, tranformando um grupo anárquico, que buscava, confessadamente, a notoriedade que a mídia lhes deu e não parecia interessado em revelações de interesse social, mas em divulgar CPF, listas de e-mail e em “derrubar” sites oficiais.

“Com CUT, UNE e MST fora de combate a partir de Lula, por conveniência ou oportunismo, entra em ação pela ética pública um tal de LulzSec para azucrinar e expor os Poderes da República.”, escreve a colunista.

Ora, esses grupos, se têm de ser responsabilizados por danificarem propriedade pública (arquivos) e impedir o funcionamento dos sites, não devem nem ser demonizados nem endeusados, duas faces de um mesmo processo.

Não são assunto de política, mas de providências tecnológicas e administrativas. Até porque não guardam nenhuma relação com “segredos de Estado”, como se disse, mas com a sabotagem do funcionamento de sites públicos e violação de dados pessoais.

O que estes “hackers” estão fazendo nada tem a ver com transparência, com publicização de atos secretos de governo tomados à sombra do desconhecimento da sociedade, como fez, por exemplo, o Wikileaks.

Aliás, quem melhor respondeu a isso foi um ouro grupo de “hackers”, ontem, no Correio Braziliense:

“Em meio às recentes invasões a sites governamentais, o grupo Transparência Hacker afirma não ter relação com os responsáveis pelos ataques e aproveita o momento para discutir a própria atuação. Segundo seus participantes, a organização, objeto de reportagem do Correio de 21 de maio, tenta se desvencilhar das ações criminosas. “Trabalhamos com dados que são abertos. Nossa luta é divulgar informações governamentais que já são públicas, tornando-as mais acessíveis”, explica o articulador de redes Diego Casaes, 23 anos. Ele desaprova a publicação de dados como telefones de ministros ou o CPF da presidente Dilma Rousseff, por exemplo. “Essas informações são pessoais, não públicas. Entendo que devem permanecer sigilosas, porque dizem respeito à pessoa”, afirma.”

É isso que D. Cantanhede elogia, ao afirmar queo alerta para os governos e demais Poderes é que a sociedade, de alguma forma, está de olho.".

Quando um grupo de hackers tem mais respeito pela privacidade que uma colunista de um jornal como a Folha, quando se trata de atingir o objetivo político de atacar o governo Dilma é bom a gente se cuidar.

Mas, reconheça-se, não apenas a colunista da “massa cheirosa”, mas toda imprensa, sem capacidade de separar seus ódos políticos ao Governo da instituição Estado, deu o tamanho e a projeção que era aquilo que estes grupos, no fundo, pretendiam.

Link:
http://www.tijolaco.com/os-hackers-cheirosos/

A Grécia pode sobreviver? A União Europeia pode sobreviver? - por Randall Wray!

A Grécia pode sobreviver? A União Europeia pode sobreviver? - por Randall Wray

Muitos desejam impor uma austeridade equivalente às sangrias “terapêuticas” medievais. Sustentam que o problema real é a falta de autodisciplina nos países periféricos. E essa ideia é amplamente compartilhada pelas elites desses mesmos países. Essas elites parecem se sentir felizes lançando seus próprios países no abismo da depressão, a fim de desbaratar toda resistência aos cortes salariais e ao fim de todos os programas sociais em favor da população trabalhadora. Essa é sempre a solução preferida pelas elites ignaras. Com este método pretende-se rebaixar os custos salariais nas nações periféricas e tornar a produção mais competitiva. O artigo é de Randall Wray.

Para quem entende a Teoria Monetária Moderna (TMM) sempre foi óbvio que o lançamento da União Monetária Europeia cometeu erros fatais. Sabíamos que na primeira crise financeira e econômica séria, sua própria existência já se veria ameaçada. Em certo sentido, repetiu-se o que ocorreu nos EUA de 1929, às vésperas da Grande Depressão: uma fraude creditícia excessiva, uma excessiva dívida das famílias e das empresas e um boom econômico que durou muito tempo. Qualquer coisa poderia ter disparado a crise que se seguiu, mas foi a descoberta de que a Grécia estava “cozinhando” sua contabilidade o que selou o destino da Eurolândia. E como nos EUA pós-1929, a Eurolandia luta para compreender e para lidar com a crise. Neste momento, desliza rumo a outra grande depressão.

Muitos economistas e autoridades políticas – inclusive alguns suficientemente ortodoxos – começam a reconhecer que o obstáculo atravessado no caminho é a incapacidade para armar uma resposta em termos de política fiscal efetiva. Essa incapacidade nasce da ausência de uma autoridade fiscal em nível europeu. Daí as “semi-medidas” tomadas pelo BCE e outras autoridades para pôr remendos no problema da dívida.
Há um conflito entre as autoridades a respeito da solução do problema, como não poderia ser diferente, dada a ausência de uma autoridade fiscal.

Muitos desejam impor uma austeridade equivalente às sangrias “terapêuticas” medievais. Sustentam que o problema real é a falta de autodisciplina nos países periféricos. E essa ideia é amplamente compartilhada pelas elites desses mesmos países. Essas elites parecem se sentir felizes lançando seus próprios países no abismo da depressão, a fim de desbaratar toda resistência aos cortes salariais e ao fim de todos os programas sociais em favor da população trabalhadora. Essa é sempre a solução preferida pelas elites ignaras. Com este método pretende-se rebaixar os custos salariais nas nações periféricas e tornar a produção mais competitiva.

Essa é também, cabe dizer, a posição dos membros mais poderosos da União Europeia. A prudente Alemanha segurou os salários durante a década passada, fazendo disparar a produtividade. Conseguiu assim converter-se no país com o menor custo de produção na Europa e, passo a passo, pode chegar mesmo a competir com a Ásia. Não na produção baseada em trabalho intensivo barato, mas sim na produção do setor exportador de alto valor agregado.

E essa é também a perspectiva mais comum entre as classes trabalhadoras nos países centrais que compartilham o prejuízo de populações periféricas tanto ociosas como "exageradamente" remuneradas. Mais assombroso ainda que a falsidade dessa atitude é o fato de que se a sangria fiscal e o corte dos salários forem efetivamente implementados nos países periféricos, não demorará para que fábricas comecem a sair da Alemanha, buscando trabalhadores menos custosos. Em outras palavras, o êxito da periferia seria a custa dos trabalhadores alemães que teriam que aceitar salários mais reduzidos para poder competir. O que de todo o modo ocorrerá, estimulado pela perda de postos de trabalho, se a Alemanha não conseguir encontrar mercado para seus produtos fora da União Europeia, onde a demanda cairá indefectivelmente a medida que as nações periféricas mergulhem ainda mais na depressão. O resultado será uma bonita corrida rumo ao abismo, da qual só se beneficiará a elite europeia. Muito bonito.

Para dizer de modo claro, eu não creio que a União Europeia possa chegar a sugar sangue suficiente dos gregos (e dos espanhóis, italianos, irlandeses e portugueses) para que isso possa funcionar. Seria muito mais razoável agora um aumento salarial na Alemanha para conseguir competitividade dentro da União Europeia pela via de elevar o nível geral. Mas tampouco isso parece provável, levando em conta que a Alemanha olha para além das fronteiras europeias, sobretudo na direção do Leste. Por conseguinte, seguirá empenhada em cortar seus próprios custos trabalhistas, e as nações periféricas nunca conseguirão arrastar a Alemanha para um desfiladeiro comum.

Isso deixa somente duas alternativas. A primeira é uma reestruturação contínua da dívida, com compras do Banco Central Europeu (BCE) pela porta traseira (permitindo que os bancos centrais nacionais comprem a dívida) e com garantias e empréstimos do próprio BCE. Tudo na esperança de que as instituições financeiras portadoras de toda a dívida pública periférica possam, ou bem retirá-la de sua contabilidade, ou bem servir-se do método norteamericano de ir propondo o ajuste na baixa de seus balanços, alargando indefinidamente o processo de ajuste para não reconhecer sua insolvência. O problema é que quase todos os dados econômicos das últimas semanas são ruins – em praticamente todo o mundo – o que torna mais provável que se produza algum tropeço em algum lugar e que isso se propague através dos mercados financeiros tão rapidamente como ocorreu na Crise Financeira Global de 2007.

Muitos bancos europeus ficaram com as nádegas de fora como insolventes sem remédio e a dívida pública dos PIIGs (Portugal, Irlanda, Itália e Grécia) será um problema adicional. O BCE está legitimamente preocupado com os “precedentes” e com os “efeitos de incentivos”. Não se trata das normas reguladoras do que o BCE pode ou não fazer: tem tanta permissão como a Federal Reserve para intervir em uma crise e comprar ou emprestar em troca de praticamente qualquer tipo de ativo. Trata-se daquilo que o BCE entende ser a sua independência. Os mercados veriam um resgate de estilo norteamericano do sistema financeiro europeu (com garantia da dívida pública das distintas nações, por acréscimo) como uma perda da independência. O certo é que o BCE já a entregou, mas se agarra à esperança de poder recuperar de algum modo a virgindade perdida.

Isso deixa somente uma terceira possibilidade: criar a necessária autoridade fiscal. Isso permitiria ao BCE limitar-se à política monetária, cedendo ao Tesouro europeu as rendas para lidar com a crise. Venho sustentando desde 1996 que este é o único caminho para tornar viável o projeto da UE. A teoria econômica subjacente a esse ponto de vista é simples e é a que vale em todos os países desenvolvidos. Com efeito, os EUA são, na verdade, uma União Monetária Norteamericana, mas uma união monetária bem constituída, que dispõe de um Banco Central e de um Tesouro. No entanto, por razões políticas, isso não vai ocorrer na União Monetária Europeia. Estamos agora ainda mais longe disso do que estávamos em 1996, porque a crise fez crescer a hostilidade entre seus membros. Ninguém quer ceder poderes ao centro.

Assim, pois, nada disso vai acontecer. O que resta? Sair da união.

(*) Randall Wray é Professor de Economia da Universidade de Missouri, Pesquisador Sênior do Center for Full Employment and Price Stability, Pesquisador visitante da Jerome Levy Economics Institute da Bard College, Ex-Presidente da Association for Institutionalist Thought (AFIT) e ex-Diretor da Association for Evolutionary Economics (AFEE). Possui Doutorado e Mestrado em Economia pela Universidade de Washington. É autor de diversos livros e artigos na área econômica.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

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Governo federal reduz participação de bancos na dívida pública!

Contra bancos, governo deve cada vez mais para fundos de pensão

Para depender menos dos bancos e tentar pagar juros mais baixos na rolagem da dívida pública, governo intensifica negócios com entidades de previdência. Tesouro Nacional já vendeu neste ano R$ 34 bilhões em títulos para as entidades, cinco vezes mais do que para instituições financeiras. Segundo estrategista do Tesouro, dívida está "concentrada demais" nos bancos. Com Dilma, débito federal total em títulos públicos já cresceu R$ 62 bilhões e atingiu R$ 1,6 trilhão em maio.

BRASÍLIA – A dívida do governo federal em títulos públicos negociados com o chamado “mercado” dentro do Brasil cresceu R$ 62 bilhões na gestão Dilma Rousseff. No fim de maio, somava R$ 1,665 trilhão, informou nesta terça-feira (21/06) a Secretaria do Tesouro Nacional, responsável por administrá-la.

A evolução da dívida em 2011 tem tido um comportamento diferente, quando se observa o dono da fatura. Ou seja, quem tira proveito das vantagens de ser credor e de poder de dizer ao endividado quanto quer ganhar para rolar a dívida no vencimento do papagaio.

Para depender menos dos bancos, os principais credores, e com isso tentar pagar juros mais baixos na rolagem, o Tesouro tenta fazer cada vez mais negócios com entidades de previdência. Sobretudo fundos de pensão de estatais, dirigidos muitas vezes por indicados do governo.

Dos R$ 62 bilhões em dívida nova feita pelo Tesouro em 2011, mais da metade (R$ 34 bilhões) tinha na outra ponta uma entidade previdenciária como cliente. No fim de maio, nenhum credor tinha aumentado tanto sua fatia na dívida. Hoje, aquelas entidades são credoras de 15,7% do débito (eram de 14,21% em dezembro).

O montante negociado pelo governo com o setor previdenciário este ano é quase cinco vezes maior do que os contratos novos fechados com bancos e instituições financeiras em geral (corretoras e distribuidoras de valores).

Estratégia: menos concentração
O coordenador-geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública, Otávio Ladeira, tem feito reuniões periódicas com entidades de previdência para incentivá-las a entrar mais no jogo da dívida. “Temos tido sucesso. Precisamos ampliar a base de investidores”, afirma.

Segundo Ladeira, quanto mais dívida em poucas mãos, pior para o setor público. O poder de barganha para negociar juros menores diminui. Para ele, há “concentração demais” de dívida nos bancos, especialmente nos grandes.

Hoje, bancos e instituições financeiras controlam 30,14% dos títulos públicos. Um pouco menos do que em dezembro de 2010 (30,85%). De janeiro a maio, a dívida federal com eles subiu R$ 7 bilhões.

Nos negócios com fundos de investimento, aconteceu o mesmo. A dívida controlada por eles subiu R$ 7 bilhões em 2011. Mas a participação do setor no bolo total da dívida teve ligeira queda (de 25,71% para 25,21%). Os fundos são o segundo maior credor federal.

Para tentar enfrentar um pouco da gula das instituições financeiras brasileiras, o governo já havia buscado fazer mais negócios com estrangeiros. Na visão do Tesouro, o capital externo aceitaria juros menores porque o lucro no Brasil supera tanto o obtido em qualquer outro lugar, que, ainda assim, vale a pena investir aqui.

Essa política começou em 2006, quando o governo isentou de imposto de renda o lucro dos estrangeiros com títulos públicos. De lá para cá, a participação deles no total da dívida avançou sem parar. Ao fim de maio, estava em 11,45%, depois de aumentar em R$ 8 bilhões desde janeiro.

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Parlamento grego obedece aos mercados e aprova arrocho equivalente a 1/3 do PIB!

PARLAMENTO GREGO OBEDECE AOS MERCADOS E APROVA ARROCHO EQUIVALENTE A 1/3 DO PIB 

Finanças do mundo eufóricas; caos e revolta nas ruas de Atenas. Greve geral teve adesão de 80% dos trabalhadores.Decisão do parlamento foi tomada com vantagem de 17 votos. 



O fetichismo da legitimação parlamentar pode iludir.  Dificilmente um país que está de pernas para o ar voltará à normalidade porque 155 parlamentares à revelia de 3/4  da população assentiram que a Grécia de agora em diante pode viver fora do chão. 


A ordem de comando estapafúrdia dos credores já fora dada há vários meses e a resposta das ruas tem sido uma greve atrás da outra; um protesto seguido de outro. 


Há nisso um aprendizado coletivo de inestimável valor. A greve geral de ontem atingiu todos os setores da economia. 


Em Atenas, apenas o metrô mantinha-se em atividade por ordem do comando grevista para  facilitar o transporte de manifestantes que se concentraram em torno do Parlamento, mas também cercaram portos, paralisando a Grécia por ar, mar e terra. 


De alguma forma a agonia da Grécia indica um ponto de inflexão na longa e dolorosa mas também pedagógica convalescência da crise mundial: quando o intolerável se impõe como rotina, o que seria extraordinário assume contornos de solução. 


O intolerável desta crise atingiu um ponto de mutação desconcertante no caso da Grécia. 


Rumores de defecções na base do governo foram  respondidos pela Comissão Européia, ontem, com ameaças das quais só se tem notícias em episódios de ocupação quando as tropas invasoras chegam as portas do palácio e exigem a rendição incondicional dos derrotados. 


O capital financeiro recolheu o cheque e empunhou a chibata. Na Grécia, a crise financeira mundial assumiu uma transparência vertiginosa. Suas causas e consequencias passaram a ter um novo interlocutor que dificilmente irá silenciar: as ruas.
(Carta Maior; 4º feira, 29/06/ 2011)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Circuito óptico faz cálculos usando apenas luz!

Circuito óptico faz cálculos usando apenas luz

Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/06/2011
Circuito óptico: Porta quântica faz cálculos com luz
A  longo prazo, o objetivo da equipe é construir circuitos maiores, até atingir uma capacidade de cálculo que permita rodar algoritmos quânticos. [Imagem: Okamoto et al./Pnas]


Tudo quântico

Um grupo internacional de pesquisadores construiu um bloco fundamental da computação usando apenas luz.

Os cientistas das universidades de Bristol (Reino Unido), Osaka e Hokkaido (Japão) construíram uma porta lógica com quatro partículas de luz, ou fótons.

Nessa escala, tudo o que se faz normalmente recebe o designativo "quântico", uma vez que as partículas elementares obedecem às leis da mecânica quântica, e não da mecânica clássica.

Desta forma, o que os cientistas fizeram em breve ser empregado em uma vasta gama de tecnologias quânticas, incluindo a comunicação segura e a criptografia, para medições de precisão e, finalmente, para os computadores quânticos.

Porta C-NOT

"Nós construímos um elemento fundamental para o processamento de informações quânticas - uma porta NOT-controlada, ou C-NOT - baseada em uma receita que foi proposta teoricamente há 10 anos," explicou o professor Jeremy O'Brien, coautor da pesquisa.

"A razão pela qual levou tanto tempo para alcançarmos este marco é que, mesmo para um circuito relativamente simples, nós precisamos ter um controle completo sobre quatro fótons individuais chispando por aí à velocidade da luz!" completa ele.

O experimento combina várias técnicas para a construção de circuitos ópticos que devem ser estáveis dentro de uma fração do comprimento de onda da luz, isto é, na faixa dos nanômetros - a base de todo o experimento é um chip óptico construído pela mesma equipe em 2010.

A adição de cada fóton adicional não é uma tarefa trivial, uma vez que todas as partículas devem ser idênticas em todos os quesitos - algo sem comparação no mundo clássico.
Porta lógica com fótons

"A capacidade de implementar uma porta lógica usando fótons é fundamental para a criação de circuitos em maior escala e até mesmo de algoritmos," diz O'Brien.

Em 2003, pesquisadores japoneses haviam construído uma porta C-NOT usando qubits de estado sólido.

A equipe espera aplicar seus resultados de imediato para o desenvolvimento de novas abordagens para a comunicação quântica, para a medição e, em seguida, em ferramentas de simulação - teoricamente, uma porta C-NOT pode ser usada para simular qualquer sistema quântico.

"Cada vez que adicionamos um fóton, a complexidade dos problemas que passamos a ser capazes de investigar aumenta exponencialmente. Assim, se um circuito quântico de um fóton tem 10 saídas, um sistema de dois fótons pode dar 100 resultados, um sistema de três fótons pode dar 1.000 soluções e assim por diante," explica O'Brien.

Algoritmos quânticos

A simulação de processos quânticos é essencial, dentre outras, nas pesquisas com supercondutores e com a fotossíntese artificial.

"Nossa técnica pode melhorar nossa compreensão desses processos importantes e ajudar, por exemplo, no desenvolvimento de células solares mais eficientes," diz o cientista.

Outras aplicações incluem o desenvolvimento de novos materiais de alta tecnologia e medicamentos.
A longo prazo, o objetivo da equipe é construir circuitos maiores, até atingir uma capacidade de cálculo que permita rodar algoritmos quânticos.

Link:


http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=circuito-optico-porta-quantica-calculos-luz&id=010110110628

Brasil bate recorde em queda de desigualdade social!

Brasil bate recorde em queda de desigualdade social

O país apresenta hoje a metade da população de miseráveis que tinha há oito anos, são 28 milhões de pessoas ou15,32% dos brasileiros. A queda da desigualdade social é um feito notável não só entre os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que crescem com concentração de renda, como entre os países desenvolvidos, onde o índice de desigualdade vem aumentando desde 1985. É o que mostra a pesquisa “Emergentes dos Emergentes”, divulgada nesta segunda (27) pelo Fundação Getúlio Vargas. 

A queda da desigualdade social no Brasil já há dez anos consecutivos resulta principalmente de investimentos em educação e em programas sociais, mostrou o estudo.

Hoje esse índice apresenta a menor marca dos últimos 50 anos, atingindo 51% de queda só no Governo Lula.

Paralelamente, o resto do mundo vê o mesmo índice subir há décadas, inclusive nos países nórdicos, como Suécia e Finlândia, que integravam o bloco dos países mais igualitários do mundo.

Pilares da igualdade

O maior acesso à educação, que vem se intensificando igualmente já há dez anos, contribui para menor desigualdade social, embora os analfabetos é que tenham tido maior aumento de renda no Brasil entre 2001 e 2009.

Segundo o coordenador da pesquisa do CPS/FGV, Marcelo Neri, a renda do grupo cresceu 47% no período enquanto a renda dos que possuem pelo menos superior incompleto caiu 17%.

A distribuição do Bolsa Família é outro pilar da luta contra a desigualdade, produto tipo “exportação”, segundo Neri, que os chineses já estão estudando com o objetivo de implantar localmente e melhorar as condições sociais no país.

Finalmente, o microcrédito, segmento de negócios em que o Brasil também lidera na América Latina, está sedimentando a inclusão da população carente nos quadros produtivos da economia.

Um exemplo deles é o Crediamigo do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Ele instituiu uma importante política pública destinada aos trabalhadores informais no meio urbano que não tinham acesso ao crédito e tornou-se o 2º. maior programa de Microcrédito da América Latina e o 1º do Brasil, com 806 mil clientes ativos.

Também é reconhecido como o melhor programa de microfinanças da América Latina pela revista “Microfinanzas Américas”, publicada pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Essa população que se beneficia do microcrédito para chegar ao mercado e os trabalhadores de baixa renda ou massa de desempregados que conseguiu recuperar postos de trabalho se beneficiam não apenas da disponibilização de crédito, mas também da maior oferta do emprego formal.

Em 2010 foram criados 2.2 milhões de novos empregos, prova de que, declarou Neri a uma emissora de tevê, a carteira de trabalho ainda é o grande símbolo deste grupo, apesar de o empreendedorismo avançar rapidamente.

Da redação com agências


Link:


http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=157351&id_secao=1

PHA: Lan house faz o que o Bernardo não faz!

PHA: Lan house faz o que o Bernardo não faz - do Conversa Afiada



Saiu no Tijolaço, do bravo Brizola Neto:

O que as teles não fazem, é a lan house que faz


A pesquisa divulgada hoje pela Folha de S. Paulo só comprova – se isso ainda precisasse ser provado – a necessidade de implantação imediata do Plano Nacional de Banda Larga.


Não é crível que um país dependa de “lanhouses” para praticamente a metade dos usuários de internet ter acesso à rede em condições razoáveis de qualidade.


De qualidade, porque de preço, a R$ 2 a hora, como indica a pesquisa, certamente não é.


É um retrato, também, da incapacidade e do pequeno interesse das telefônicas em prover acesso razoável a seus usuários, pois se perto de 90% dos dominícílios possuem telefone fixo ou móvel, e o computador já ser um bem disponível em cerca de 40% dos domicílio, o fato de ainda metade dos acessos ser feita de lan-houses demonstra que é a inviabilidade de conexão em preço e qualidade viáveis que nos leva a estes números.


O Tijolaço, não é segredo para ninguém, tem uma posição de princípio sobre setores estratégicos da economia – como petróleo, energia hidroelétrica, determinadas atividades minerais – pertencerem e serem geridos pelo Estado.


Assim é, também, nas telecomunicações.


Há, porém, uma diferença essencial entre esta e os demais.


Aqueles, podem esperar que o Estado brasileiro se reconstrua, após o desmonte que vem sofrendo desde o final dos anos 70, para explorá-los. A riqueza potencial está lá e, mais importante do que explorá-la rápido, é explorá-la bem, em favor da população.


Nas telecomunicações, ocorre o inverso. Dotar o país e a população de acesso à comunicação – e comunicação é, hoje, transmissão de dados – tem de ser para já. E já ainda é tarde.


É compreensível que, em função da necessidade de resultados, o Ministro Paulo Bernardo esteja procurando soluções que utilizem a infraestrutura e, sobretudo, a capilaridade da rede das operadoras de telefonia.


Mas é importante jamais deixar de lembrar que elas são concessionárias de telefonia, não de acesso à internet.


E não parar, por um segundo que seja, os investimentos para dotar o país de uma rede de transmissão de dados poderosa e geograficamente bem distribuída.


Se é para isso que o poder público quer se desonerar dos pesados investimentos de distribuição domiciliar de sinal, muito bem. Desde que haja preço e qualidade e – sobretudo – punição para o descumprimento de metas quantitativas e qualitativas, é claro.


Mas não para deixar o sistema como é, porque foi isso que nos levou a ficar na mão das teles.


E, de outro lado, é preciso agir ao menos no regramento da distribuição domiciliar, para permitir a competição e o barateamento neste serviço.


Há várias providências imediatas a serem tomadas, pela União, pelos estados e municípios.


A primeira, e mais importante, é democratizar o uso das redes físicas de telefonia, que podem, sem prejuízo de seu funcionamento, suportar o tráfego de dados em frequências diferentes. É o famoso e impronunciável unbudling, que jamais é regulamentado de forma eficiente e acessível.


Mas há várias outras, que dependem de que o poder público, em todas as esferas, pare de achar que conexão com a internet é artigo “de luxo” e não uma necessidade de serviço básico comparável a qualquer outra, como água e luz.


Algumas são de extrema simplicidade e baixíssimo custo, como, por exemplo, estabelecer a obrigatoriedade de instalação de antenas para recepção de internet via rádio em todas as novas constuções multifamiliares ou condominiais, com cabeamento a cada domicílio. O custo é, praticamente, zero e há centenas de provedores de pequeno porte ávidos por explorar este serviço, capazes de arcar com os custos de distribuição do sinal.


As concessionárias de água, esgotos, eletricidade e gás também podem ser obrigadas, para obter financiamento, a utilizar tecnologia bitubo – a Paraíba já tem estruturas assim funcionando, com ótimos resultados  – em suas novas redes, criando uma opção de distribuição de acesso que vá reduzindo o “monopólio do poste”.


As próprias lan-houses, aos milhares, são importantes pontos de ação para a democratização do acesso. Uma política de licenciamento, isenção de impostos, garantia de preço baixo nas duas pontas – do provedor e ao usuário -, e de uso sinérgico com outras atividades públicas e privadas é indispensável para que o parco direito à comunicação que estes milhões de pessoas vêm tendo seja potencializado e ampliado. Até porque é um micronegócio, de baixíssima lucratividade, mas que, como mostra a pesquisa, têm um enorme valor social.


Enfim, isso é matéria para técnicos. Para nós, o mais importante é entendermos que o acesso à internet se tornou não apenas uma necessidade, mas um direito básico e inalienável do cidadão. E que, por isso, o Estado não pode abrir mão de ter não apenas o controle, mas os meios próprios para provê-los.


Se é necessário, para a agilidade, usar o potencial instalado dos concessionários, que se o faça, com regras e controle sérios  e bem definidos. E que não fiquem dependendo exclusivamente da Anatel. Mas que não se perca de vista nem por um dia que é preciso dotar o país de uma rede poderosa e ampla de transmissão de dados sob controle do próprio Estado, porque só ele pode fazê-la e só ele pode garantir que todos a ela tenham acesso.


Até porque, com o desenvolvimento tecnológico e o crescente valor econômico e social que as telecomunicações agregam às atividade humana e ao progresso, comunicação é algo que custa cada vez menos, mas vale cada vez mais.


Clique aqui para ler “Bernardo é o Greenspan da telefonia: virem-se”.

Link:
http://www.conversaafiada.com.br/economia/2011/06/27/lan-house-faz-o-que-o-bernardo-nao-faz/