Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Lula recebe seu sexto título honoris causa em Paris!

Ocupar Wall Street: o que todos querem saber sobre o movimento!

Ocupar Wall Street: o que todos querem saber sobre o movimento - da Carta Maior

É um coletivo de ativistas, sindicalistas, artistas, estudantes, que se reunira antes na campanha “New Yorkers Against Budget Cuts” [Novaiorquinos contra os cortes no orçamento]. Para muitos norte-americanos, essa ação direta não violenta é a única oportunidade que resta para que tenha alguma voz política. E isso tem de ser levado a sério pelos que ganham a vida na imprensa-empresa. Em artigo sob a forma de uma entrevista, ativista do movimento diz a que ele veio.


PERGUNTA: Ouvi dizer que o grupo Adbusters organizou o movimento Occupy Wall Street? Ou os Anonymous? Ou US Day of Rage? Afinal, quem juntou todo mundo lá?

RESPOSTA: Todos esses grupos participaram. Adbusters fez a convocação inicial em meados de julho, e produziu um cartaz muito sexy, com uma bailarina fazendo uma pirueta no lombo da estátua do Grande Touro [ing. Charging Bull], com a polícia antitumultos no fundo. 

O grupo US Day of Rage, criação da estrategista de Tecnologias da Informação, TI [ing. Information Technologies, IT] Alexa O'Brien, que existe quase exclusivamente na Internet, também se envolveu e fez quase todo o trabalho inicial de encontros e pelo Tweeter. O grupo Anonymous – com suas múltiplas, incontáveis e multiformes máscaras – agregou-se no final de agosto. Mas em campo, em New York, quase todo o planejamento foi feito pelo pessoal envolvido na Assembleia Geral de NYC.

É um coletivo de ativistas, artistas, estudantes, que se reunira antes na campanha “New Yorkers Against Budget Cuts” [Novaiorquinos contra os cortes no orçamento]. Essa coalizão de estudantes e sindicalistas acabou de levantar a ocupação de três semanas perto do City Hall, que recebeu o nome de Bloombergville, na qual protestaram contra os planos do prefeito, de demissões e cortes no orçamento da cidade. Aprenderam muito naquela experiência e estavam ansiosos para repetir a dose, dessa vez em movimento mais ambicioso, aspirando a ter mais impacto. Mas, de fato, não há ninguém, nem grupo nem pessoa, comandando toda a ocupação de Wall Street.

PERGUNTA: Ninguém manda? Ninguém é responsável? Como se tomam as decisões?


RESPOSTA: A própria Assembleia Geral tomou as decisões para a ocupação na Liberty Plaza, apenas alguns quarteirões ao norte de Wall Street. (Ali ficava o Parque Zuccotti, antes de 2006, quando o espaço foi reconstruído pelos proprietários da área, Brookfield Properties, que lhe deram o nome do presidente da empresa, John Zuccotti.) Agora, lá vai; vai soar como jargão. 

A Assembleia Geral é um coletivo horizontal, anônimo, sem chefia, sistema de consenso autogerido com raízes no pensamento anarquista,muito semelhante às assembleias que têm conduzido vários movimentos sociais em todo o mundo (na Argentina, na Praça Tahrir no Cairo, na Puerta Del Sol em Madrid e em outros pontos). 

Não é simples trabalhar para gerar consensos novos. É difícil, frustrante e lento. Mas os ocupantes estão usando o tempo e trabalhando sem parar. Quando chegam a algum consenso, o que muitas vezes exige dias e dias de discussões e de tentativas, a sensação de alegria é quase indescritível e inacreditável. Ouvem-se os gritos de alegria por toda a praça. É experiência difícil de descrever, ver-se ali, cercado de centenas de pessoas apaixonadas, empenhadas, rebeladas, criativas e todos em perfeito acordo sobre alguma coisa.

Por sorte, não é preciso discutir tudo nem é indispensável haver perfeito consenso sobre tudo. Há vários (e o número deles aumenta sempre) comissões e grupos de trabalho que assessoram a Assembleia Geral – de comissão de Comida e Imprensa, a grupos de ação direta, segurança e limpeza. 

Todos são bem-vindos e cada um faz seu trabalho, sempre em tácita coordenação com a Assembleia Geral como um todo. A expectativa e a esperança é que, em resumo, cada indivíduo é capaz de fazer o que sabe e deseja fazer e de tomar decisões e agir como lhe parecer mais certo, com vistas ao bem de todo o grupo.

PERGUNTA: E o que esses manifestantes querem obter?


RESPOSTA: Ugh – eis a pergunta de um zilhão de dólares. A convocação inicial, disparada pelo grupo Adbusters pedia que cada um apresentasse uma única demanda: “O que é que você quer?” Tecnicamente, essa pergunta ainda não foi respondida. Nas semanas antes do dia 17/9, a Assembleia Geral de NYC parecia distanciada da linguagem das “exigências” e “demandas”. Isso, para começar. 

E em boa parte porque as instituições do estado, nos EUA, já estão tão infiltradas pelo dinheiro das grandes empresas, que apresentar demandas pontuais não faria sentido algum, pelo menos antes que o movimento crescesse um pouco e ficasse politicamente mais forte. 

Em vez de apresentar uma lista de demandas, optaram por fazer da própria ocupação sua principal demanda – com a democracia direta em ação, acontecendo na praça –, e daí pode ou não sair alguma demanda específica. Se se pensa um pouco, o ato de ocupar já é uma potente declaração contra a corrupção que Wall Street passou a representar. Mas, uma vez que pedir que pense é quase sempre pedir demais à imprensa-empresa de massa nos EUA, a questão das demandas acabou por converter-se em considerável problema de Relações Públicas, para o movimento.

Nesse momento, a Assembleia Geral está no processo de decidir como poderá resolver a questão de unificar as demandas do movimento. É discussão realmente difícil e interessantíssima. Mas não espere demais.

Todos, na praça têm seu próprio modo de pensar sobre o que querem ver acontecer, é claro. Na parte norte da praça há centenas de cartazes de papelão colados, nas quais as pessoas escreveram seus slogans e demandas. Quem passa para e lê, com máxima atenção, ao longo de todo o dia. As mensagens estão por todos os lados, sim, mas também há uma certa coerência entre todas elas. Uma já é, pode-se dizer, unânime: “As pessoas, antes dos lucros”. 

Mas também estão sendo discutidas várias outras questões, que vão do fim da pena de morte, ao desmonte do complexo militar industrial; de saúde a preço acessível, a políticas de imigração mais benignas. E muitas outras coisas. Pode ser difícil e confuso, mas, repito, essas questões estão conectadas, todas elas, num determinado plano, num nível que ainda não se pode ver com clareza.

PERGUNTA: Alguns jornais e televisões estão pintando os manifestantes como sem foco, ou, pior, desinformados e completamente confusos. Que verdade há nisso?

RESPOSTA: É claro. Num mundo tão complexo como o mundo em que vivemos, todos somos desinformados sobre inúmeras questões, mesmo que saibamos muitas coisas sobre algumas poucas questões. 

Lembro de um policial que disse dos manifestantes, no primeiro ou segundo dia: “Eles acham que sabem tudo!” Os jovens são quase sempre assim. Mas, nesse caso, ver a superconcentração de riqueza em torno de Wall Street e a descomunal influência que tem na política, não exige conhecimento detalhado sobre o que faz e como opera um “fundo hedge” ou a cotação de venda das ações da Apple. 

Um detalhe que distingue esses manifestantes é, precisamente, a esperança de que seja possível viver num mundo melhor. Devo dizer que, para muitos norte-americanos, essa ação direta não violenta é a única oportunidade que resta para que tenha alguma voz política. E isso tem de ser levado a sério pelos que ganham a vida na imprensa-empresa.

PERGUNTA: Quantos responderam à convocação dos Adbusters? Que tamanho tem esse grupo? Que tamanho tem hoje e que tamanho algum dia teve?

RESPOSTA: A convocação inicial dos Adbusters previa atrair cerca de 20 mil pessoas para o Distrito Financeiro da cidade no dia 17/9. Apareceram 2 mil, um décimo do previsto, no primeiro dia. Apesar da verdadeira blitz que o grupo dos Anonymous disparou pelas mídias sociais, a maioria das pessoas simplesmente não ficou sabendo da convocação. Para piorar, organizações progressivas tradicionais, como sindicatos e grupos do movimento pacifista em geral, sentiram-se desconfortáveis com a convocação para uma ação tão amorfa, tão sem ‘demandas’. 

A primeira semana foi difícil, a polícia apareceu, muita gente foi presa e muita gente também deixou a praça para descansar e respirar. A imprensa de massa acabou por cobrir as prisões do fim de semana e a brutalidade policial atraiu a atenção de outros jornais e jornalistas. 

Agora, seja dia seja noite, nunca há menos de 500 pessoas na praça, e pelo menos metade dessas pessoas estão vivendo na praça, dormindo aqui. A qualquer momento do dia ou da noite, muitos milhares de pessoas em todo o mundo assistem a cenas filmadas aqui, em transmissões online que não se interrompem nunca, 24 horas por dia, sete dias por semana.

Diferente de outros movimentos de massa, essa ocupação acabou por depender muito de um pequeno grupo de ativistas determinados e corajosos, quase todos muito jovens, que não se incomodam com dormir ao relento e enfrentar a polícia. Mas isso já começou a mudar. As notícias se espalham, a multidão já não é composta exclusivamente de muito jovens, há maior diversidade. 

E a ideia de ocupar território, de não arredar pé, já mostra que gera efeitos mais consistentes do que se poderia esperar de uma marcha tradicional. Afinal de contas, houve uma marcha de 20 mil pessoas por Wall Street dia 12 de maio – protestaram contra o resgate aos bancos e os cortes no orçamento para o funcionalismo público – e quem se lembra daquela marcha?

PERGUNTA: O que seria um cenário de “vitória” para a ocupação?

RESPOSTA: Outra vez, a resposta dependerá de quem tiver de responder essa pergunta. Quando se aproximava o dia 17 de setembro, a Assembleia Geral de NYC realmente viu seu objetivo, outra vez, não como fazer aprovar alguma lei ou iniciar uma revolução, mas como começar a construir uma nova espécie de movimento. Eles queriam fomentar o surgimento de assembleias desse tipo que se vê aqui, em vários bairros da cidade, por todo o mundo, que pudessem ser uma nova base para outro tipo de organização política nos EUA – e contra a inadmissível influência do dinheiro das grandes empresas. 

Isso, agora, está começando a acontecer, quando ocupações semelhantes a essa começam a brotar em dúzias de outras cidades. Outra grande ocupação está sendo preparada há meses , planejada para começar dia 6/10 na Freedom Plaza em Washington, D.C. Os organizadores dessa segunda ocupação estão visitando a ocupação aqui em NY, na Liberty Plaza. Andam por aí, vão e vem, aprendendo o que podem dos erros e acertos.

Já ouvi gente dizer, quando a Liberty Plaza estava cheia de câmeras de TV “Já ganhamos! Vencemos!” Outros dizem que a coisa está só começando. Os dois, em certo sentido, têm razão.

PERGUNTA: E a polícia? Estão também ocupando a praça? Atacaram mesmo com brutalidade? Se eu for à praça, há riscos? O que pode acontecer?

RESPOSTA: A polícia não sai da praça e, sim, houve alguns confrontos muito violentos, assustadores. Também se viram atos de extrema coragem física e moral de gente comum. O pior momento aconteceu no sábado passado, sim, mas, depois daquilo, praticamente não houve mais problemas. Ninguém tem qualquer intenção de ser preso, e praticamente ninguém tem interesse em correr riscos desnecessários ou em instigar a violência contra pessoas ou propriedades. 

Quanto mais pessoas comuns vierem para cá juntar-se ao movimento – aliando-se a gente famosa e celebridades como Susan Sarandon, Cornel West e Michael Moore – menos provável será que a polícia reprima a ocupação. Como se lê num cartaz na Broadway: “A segurança vem dos grandes números! Junte-se a nós!"

De qualquer modo, desafiar os poderes que se encastelam nessa rua – e fazê-lo sem pedir licença e fazendo barulho – não é ação que possa ser 100% segura. Quanto mais o movimento conseguir se impor e falar, mais riscos haverá. Se você quiser vir, boa providência será anotar o telefone da National Lawyers Guild [alguma coisa como a OAB] no próprio braço, por via das dúvidas.

PERGUNTA: Se eu não puder ir à Wall Street, o que mais poderia fazer?

RESPOSTA: Muita gente está trabalhando muito lá mesmo, onde está – é a magia da descentralização. Você pode assistir às transmissões online, distribuir notícias, doar dinheiro, retuitar informes e estimular seus amigos a participar. Pessoas que entendem de máquinas e programas já estão trabalhando como voluntários, para manter no ar as páginas e blogs do movimento e editar vídeos – em coordenação com salas-de-bate-papo IRC e outras mídias sociais. 

Em breve, as discussões sobre ‘demandas’ do movimento serão feitas também online, além de presencialmente, aqui na praça. Offline, você pode juntar-se a ocupações semelhantes que estão começando pelo país ou, se preferir, pode começar sua própria ocupação, onde estiver.

Em todos os casos, você sempre deve lembrar um conselho de uma mulher, na Assembleia Geral na noite de 3ª-feira, que já é um dos vários mantras que circulam: “Ocupe o seu próprio coração”, disse ela. “Com amor, não com medo”.

(*)Nathan Schneider é editor senior de "Killing the Buddha", uma revista online de religião e cultura.

Fonte:
http://www.thenation.com/article/163719/occupy-wall-street-faq

Tradução: Coletivo Vila Vudu

Link:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18594

Brizola Neto: Apertando, ninguém foge!

 Brizola Neto: Apertando, ninguém foge!- do Tijolaço



A nossa imprensa, que tem o estranho hábito de prever que o fim do mundo é na próxima esquina.

Foi assim no caso da taxação da entrada de capital financeiro no país. Taxou-se, e ninguém fugiu.

 Agora, a história de repetiu no caso das importações de veículos.

A Folha, hoje, dá conta que pelo menos duas – a Hyundai e a BMW – já discutem com o governo uma atenuação do regime tributário em troca de instalação de unidades aqui. E a chinesa JAC estuda fazer o mesmo.

Obvio, ninguém quer ficar fora do quarto – ou quinto, isso muda de posição toda hora -  mercado automotivo do planeta,  como você vê na tabela.

Claro que vão continuar a alegar isso e aquilo. E tentar um regime mais suave, nacionalizando itens de menor complexidade – estofamento e forração, rodas, escapamentos, vidros, tubos, fiação, etc -  onde é mais fácil e rápido conseguir fornecedores nacionais.

Nada errado em abater o percentual que nacionalizarem do IPI extra, desde que isso seja feito, como se pretende, dentro de um cronograma que atinja os setores de maior complexidades, commo motorização, câmbio e eletrônica embarcada.

Apertando, em lugar de fugir, é que eles vêm.

Link:
http://www.tijolaco.com/apertando-ninguem-foge/

Sob pressão, Chile amplia em 7,2% orçamento para educação!

Sob pressão, Chile amplia em 7,2% orçamento para educação

Há cinco meses alvo de protestos de estudantes que cobram melhorias na educação, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou na última quinta-feira (29) aumento de 7,2% no orçamento destinado ao ensino para 2012. O ministro da Educação chileno, Felipe Bulnes, acrescentou que manterá a mesa de negociações com os estudantes em busca de um acordo que encerre as manifestações e as paralisações das aulas.
Na quinta, Bulnes se reuniu com os líderes estudantis e dos professores. Pouco depois, Piñera anunciou que o aumento de 7,2% no orçamento para 2012 representará 11,6 bilhões de dólares para a educação. Ainda para este ano, ele disse que deverão ser liberados 4 bilhões de dólares para financiar as reformas na área.

Os estudantes intensificaram as manifestações contra o governo e reivindicaram melhorias na educação. Para eles, além do aumento de recursos para o ensino, o governo deve garantir universidades públicas e gratuitas. Atualmente o ensino superior no Chile é privatizado.

"Nos últimos meses, o país inteiro manifestou seu firme compromisso com uma reforma profunda e urgente de nosso sistema educacional. É, sem dúvida, uma nobre e bela causa que está no centro das prioridades do nosso governo", disse Piñera. Segundo ele, uma das suas determinações é aumentar o acesso das crianças de famílias pobres à educação infantil.

O presidente da Federação de Estudantes da Universidade Católica, Giorgio Jackson, um dos líderes estudantis que negociam com o governo, disse que a proposta de reajuste do orçamento de Piñera será cuidadosamente analisada para depois haver uma manifestação sobre o assunto.

A primeira reunião

José Ancalao, porta-voz da Federação Mapuche de Estudantes e membro da Confederação de Estudantes do Chile (Confech), qualificou a reunião realizada ontem com o governo como "tensa e desorganizada". Segundo ele, nem sequer havia uma pessoa tomando nota do que estava sendo discutido.

A primeira questão que o o ministreo chileno da Educação levantou foi que "os miúdos têm que voltar à escola". A resposta dos estudantes foi, então, a de que não vaia condições para uma mesa de negociação. Segundo Ancalao, Bulnes então advertiu: "tudo bem, então, não voltem à escola, mas eu não vou remarcar as aulas".

De acordo com o estudante, não foi definido um calendário para mesa de diálogo. O úncio consenso foi de que o tema central da próxima reunião será tornar transparentes as posturas a respeito da gratuidade da educação.

"Não pode haver educação gratuita para todos. Não é justo e não tem os recursos", disse nesta sexta-feira o ministro das Finanças, Felipe Larraín, sobre as principais exigências da população chilena.

Analistas previam então pouca luz fim do túnel. E os estudantes, por sua vez, confirmaram hoje a convocação para uma nova jornada nacional de mobilização, na quinta-feira (06), um prelúdio para o plebiscito para a educação, que será promovido pela Mesa Social pela Educação Pública, nos dias 7 e 8.

Com agências


Link:
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=165282&id_secao=7

Grande Mídia repete métodos da UDN e dos IPMs da Ditadura Militar! - por Maria Inês Nassif!!

A UDN, os IPMs e a mídia brasileira- por Maria Inês Nassif, da Carta Maior

O "jornalismo de denúncia" que se tornou hegemônico na grande imprensa traz o componente de julgamento sumário dos IPMs pós-64 e o elemento propagandístico udenista do pré-64. Assume, ao mesmo tempo, as funções do julgamento e da condenação, partindo do princípio de que, se as instituições não funcionam, ele as substitui.

Logo após o golpe militar de 1964, os "revolucionários", inclusive os de ocasião, aproveitaram o momento de caça às bruxas para eliminar adversários. O primeiro ato institucional cuidava de tirar da arena política os que haviam cometido "crimes de opinião", condenados no rito sumário de uma canetada, de acordo com os humores das autoridades de plantão.

Os Inquéritos Policiais Militares (IPMs) davam conta dos opositores que não podiam ser enquadrados na acusação de subversão: eram tribunais que, simultaneamente, investigavam e condenavam acusados de corrupção. Sem direito à defesa num caso e no outro, os políticos incômodos aos novos donos do poder saíam de cena, pelas listas de cassados publicadas pelo Diário Oficial, ao arbítrio dos militares, e pelos resultados de inquéritos aos quais não tinham acesso nem para saber por que estavam sendo cassados.

A bandeira da anticorrupção tomada pelos militares do braço civil da revolução, a velha UDN, que havia comovido as classes médias, foi consumada pelos IPMs. A presteza da exclusão de "políticos corruptos" [aqui entre aspas porque os processos não foram públicos e eles não tiveram direito à defesa] do cenário por esse mecanismo era um forte apelo às classes que apoiaram o golpe, ideologicamente impregnadas pelo discurso udenista anticorrupção que prevaleceu na oposição a João Goulart, antes dele a Juscelino Kubitschek, antes de ambos a Getúlio Vargas, na falta de uma proposta efetiva que permitisse a essa parcela da elite conquistar o poder pelo voto.

Era, no entanto, uma via de mão dupla: ao mesmo tempo em que satisfazia os anseios de moralização da política da classe média e das elites (o número de punições e a exposição pública dos supostos meliantes conta muito mais para o público conservador do que a justeza da condenação), era um instrumento de reacomodação das forças políticas civis que se dispunham a dar apoio ao poder militar. A delação - tanto política como moral - foi usada para redefinir a geografia do mando local, os grupos preferencialmente perfilados ao novo governo.

O fiscal de quarteirão não era um parceiro a ser desprezado pelo novo regime: foi uma peça importante na reacomodação de forças políticas e deu número, volume amplificado, às supostas apurações de denúncias de corrupção. Quanto maior o número de cassações por desvio de dinheiro público que saíssem no Diário Oficial, mais a imagem de moralização era imprimida ao poder militar, independentemente da culpa efetiva dos punidos. Os inocentes jamais tiveram chances de provar a sua inocência. Mesmo devolvidos à vida pública após 10 anos de cassação (essa era a punição), carregaram por toda a vida a pecha de "cassado por corrupção".

Existiam os casos de políticos notoriamente corruptos, é lógico, mas após 10 anos de cassação eles voltaram à arena eleitoral dispostos a convencer os seus eleitores de que eles haviam sido injustiçados. Tinham mais capacidade para isso do que os punidos injustamente, até porque eram chefes de grupos políticos locais e nesses lugares a política de compadrio se misturava e se aproveitava da corrupção para manter votos em regiões de baixa escolaridade e muita fome.

É tênue a linha que separa o julgamento sumário - pelo Estado ou por instituições que assumem para si o papel de guardiães plenipotenciários da justiça e da verdade - da injustiça. O "jornalismo de denúncia" que se tornou hegemônico na grande imprensa traz o componente de julgamento sumário dos IPMs pós-64 e o elemento propagandístico udenista do pré-64. Assume, ao mesmo tempo, as funções do julgamento e da condenação, partindo do princípio de que, se as instituições não funcionam, ele as substitui. Da mesma forma que o IPM, a punição é a exposição pública. E, assim como os Estados de regimes autoritários, o direito de defesa é suprimido, apesar da formalidade de "ouvir o outro lado"?.

Este é um lado complicado da análise da mídia tradicional porque traz junto o componente moral. Antes de assumir o papel de polícia e juiz ao mesmo tempo, consolidou-se como porta-voz da moral udenista. Hoje, as duas coisas vêm juntas: o discurso de que a política é irremediavelmente corrupta e a posição de que, sem poder na política institucional, já que está na oposição, a mídia pode revestir-se de um poder paralelo e assumir funções punitivas. A discussão é delicada porque, não raro, quem se indispõe contra esse tipo de poder paralelo da imprensa é acusado de conivente com a corrupção, mesmo que a maioria das pessoas que ouve o argumento reconheça que o julgamento da mídia tradicional é ilegítimo, falho e tem um lado, isto é, não é imparcial.

O marketing da moralidade vende muito jornal e revista na classe média, mesmo quando os erros do julgamento sumário pelas páginas da imprensa sejam muitos e evidentes. O udenismo também tem o lado da propaganda política, de desqualificação do processo democrático - não está em questão o fato de que existem políticos corruptos, mas a ideia de que a política é, em si, corrupta.

Diante desse histórico da imprensa brasileira, a notícia da tal Folhaleaks é particulamente preocupante. Em vez de Wikileaks - uma organização não governamental que lida com informações vazadas de governos e as submete ao escrutínio da apuração de veículos para divulgação - é Folhaleaks: um canal aberto a denúncias anônimas, que podem envolver os mais diversos e obscuros interesses por parte de quem denuncia. O risco é que essa forma de captação da informação reinstitua a política da denúncia do fiscal de quarteirão, mas desta vez executada não pelo Estado, mas como demonstração do poder de fazer e desfazer reputações que se autodelegou a mídia.

(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo.


http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5230

The Economist parou para ouvir Lula exportar a fórmula da marolinha!

The Economist parou para ouvir Lula exportar a fórmula da marolinha

O presidente Lula palestrou em Londres, na Inglaterra, num encontro promovido pela revista "The Economist", tradicional leitura da elite da Inglaterra e dos EUA.

Lula continuou defendendo, como solução para a crise econômica mundial, aplicar o mesmo que fez em seu governo, responsável por transformar "a tsunami em marolinha". É o estímulo ao mercado interno, principalmente de países em desenvolvimento e pobres, onde uma melhor distribuição de renda faz milagres para aquecer a economia.

Antes da palestra, Lula encontrou-se com o ex-primeiro ministro britânico Gordon Brown para colocar as conversas em dia. Brown é do Partido Trabalhista da Inglaterra, o maior partido de esquerda de lá, e compartilhou com Lula algumas posições em comum nas diversas negociações multilaterais, quando estavam no governo.


 
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/09/economist-parou-para-ouvir-lula.html#.ToZaIU933fI.twitter

Protestos anti-Estados Unidos tomam conta do Paquistão!

Protestos anti-Estados Unidos tomam conta do Paquistão - do Vermelho

Protestos anti-Estados Unidos por partidos religiosos tomaram conta de várias cidades do Paquistão nesta sexta-feira (30), um dia depois que líderes políticos se reuniram para rejeitar as acusações norte-americanas de que Islamabad apoiava militantes.

Acusações de um general dos EUA de que a agência de espionagem paquistanesa havia apoiado o ataque deste mês a uma missão dos EUA em Cabul reforçou o sentimento anti-norte-americano em um país onde pesquisa em junho mostrou que cerca de dois terços da população consideram os Estados Unidos como inimigos.

"A visão prevalecente no Paquistão é de que, por causa do nosso alinhamento com os Estados Unidos, nossos problemas aumentaram," afirmou Talat Masood, general aposentado e analista militar. "A visão da América é a oposta: 'Porque vocês não estão se alinhando conosco, seus problemas estão aumentando'."

Em Hyderabad, cerca de 900 pessoas de um grupo anti-xiita, cujo braço militante foi acusado de matar milhares de xiitas paquistaneses desde os anos 1990, queimaram uma imagem do presidente Barack Obama e gritaram "A América é a assassina."

Em Lahore, ao menos 800 pessoas protestaram na sede do maior partido religioso do Paquistão, o Jamaat Islami (JI). "Vai América, vai!," bradava a multidão irritada.

Outro protesto do JI em Peshawar, a noroeste de Islamabad, atraiu cerca de 200 pessoas. Eles fizeram um macaco caminhar sobre uma bandeira norte-americana estendida na estrada e gritaram "Cemitério da América - Waziristão, Waziristão," referindo-se às áreas tribais na fronteira com o Afeganistão que é um celeiro de grupos militantes.

Fonte: Reuters

Link:
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=165335&id_secao=9

Internet popular começa a ser oferecida por empresas de telefonia fixa em 344 municípios a partir de amanhã !

Internet popular começa a ser oferecida por empresas de telefonia fixa em 344 municípios a partir de amanhã

30/09/2011 - Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil 

Brasília – A partir de amanhã (1º), moradores de 344 municípios poderão contratar internet com velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps) a R$ 35, dentro do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). As empresas de telefonia fixa que firmaram termos de compromisso com o governo para participar do programa confirmaram o início das ofertas, encaminhando ao Ministério das Comunicações a lista de municípios a serem atendidos na primeira fase.

A expectativa é que até o final do ano o número de municípios atendidos chegue a 544. O valor do serviço pode chegar a R$ 29,90 nos estados onde haverá isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Os termos de compromisso firmados com as empresas de telefonia Oi, Telefônica, Algar Telecom e Sercomtel determinam os principais requisitos a serem cumpridos pelas empresas, como preço e velocidade. Também estabelecem que as operadoras não poderão fazer venda casada, ou seja, obrigar o consumidor a comprar outro produto além da conexão à internet, mas poderão ofertar internet móvel onde não for possível por meio da fixa.

A operadora Oi informou que já começou a oferecer hoje, em 100 municípios, o serviço de internet chamado Oi Velox nos moldes do PNBL. A empresa também vai oferecer um pacote de serviço que inclui a internet e o telefone fixo por até R$ 69,90 mensais, ou R$ 64,80 nos estados com isenção de ICMS. O modem será cedido em regime de comodato, e o provedor de acesso à internet não será cobrado. Até o fim do ano, as ofertas do Oi Velox serão estendidas para outras 200 cidades e, até o fim de 2014, a todos os 4.800 municípios da área de atuação da empresa.

A Telefônica também iniciou hoje a oferta de banda larga dentro do PNBL, direcionando o serviço para 229 cidades do estado de São Paulo. Segundo a empresa, o pacote que inclui telefonia fixa e internet custará a partir de R$ 57,30. No caso da banda larga fixa, a oferta é um valor de R$ 29,80 e não inclui, promocionalmente, nenhum tipo de limite de downloads. A Telefônica também já oferece, por meio de sua empresa de telefonia móvel, a Vivo, internet móvel a R$ 29,90 em mais de 1,5 mil cidades onde a operadora possui rede 3G.

As operadoras de telefonia móvel TIM e Claro também já firmaram acordo com o governo para oferecer internet por meio da tecnologia 3G com velocidade de 1 Mbps a preços populares. No caso da TIM, as primeiras localidades atendidas são do Distrito Federal e de Goiás e a expectativa é contemplar 1.000 cidades até 2012. A Claro já está oferecendo internet móvel para os 515 municípios onde já tem cobertura 3G.

Na próxima semana, o Ministério das Comunicações vai publicar na internet uma lista completa dos municípios onde já está havendo oferta de banda larga a preços populares. Ontem (29), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, garantiu que o governo vai acompanhar e cobrar das empresas o cumprimento do termo de compromisso. Segundo ele, as empresas estão oferecendo o serviço antes mesmo do prazo estabelecido pelo ministério.

Edição: Lana Cristina

Link:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-09-30/internet-popular-comeca-ser-oferecida-por-empresas-de-telefonia-fixa-em-344-municipios-partir-de-aman

Lula em Paris: imprensa sabuja dá vexame - por Ricardo Kotscho!

Lula em Paris: imprensa sabuja dá vexame - por Ricardo Kotscho, do Balaio do Kotscho

lula paris Lula em Paris: imprensa sabuja dá vexame

Por que Lula e não Fernando Henrique Cardoso, seu antecessor, para receber uma homenagem da instituição? 

Começa assim, acreditem, com esta pergunta indecorosa, a entrevista de Deborah Berlinck, correspondente de "O Globo" em Paris, com Richard Descoings, diretor do Instituto de Estudos Políticos de Paris, o Sciences- Po, que entregou o título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Lula, na tarde desta terça-feira.

Resposta de Descoings:

"O antigo presidente merecia e, como universitário, era considerado um grande acadêmico (...) O presidente Lula fez uma carreira política de alto nível, que mudou muito o país e, radicalmente, mudou a imagem do Brasil no mundo. O Brasil se tornou uma potência emergente sob Lula, e ele não tem estudo superior. Isso nos pareceu totalmente em linha com a nossa política atual no Sciences- Po, a de que o mérito pessoal não deve vir somente do diploma universitário. Na França, temos uma sociedade de castas. E o que distingue a casta é o diploma. O presidente Lula demonstrou que é possível ser um bom presidente, sem passar pela universidade".

A entrevista completa de Berlinck com Descoings foi publicada no portal de "O Globo" às 22h56 do dia 22/9. Mas a história completa do vexame que a imprensa nativa sabuja deu estes dias, inconformada por Lula ter sido o primeiro latino-americano a receber este título, que só foi outorgado a 16 personalidades mundiais em 140 anos de história da instituição, foi contada por um jornalista argentino, Martin Granovsky, no jornal Página 12.

Tomei emprestada de Mino Carta a expressão imprensa sabuja porque é a que melhor qualifica o que aconteceu na cobertura do sétimo e mais importante título de Doutor Honoris Causa que Lula recebeu este ano. Sabujo, segundo as definições encontradas no Dicionário Informal, significa servil, bajulador, adulador, baba-ovo, lambe-cu, lambe-botas, capacho.

Sob o título "Escravocratas contra Lula", Granovsky relata o que aconteceu durante uma exposição feita na véspera pelo diretor Richard Descoings para explicar as razões da iniciativa do Science- Po de entregar o título ao ex-presidente brasileiro.

"Naturalmente, para escutar Descoings, foram chamados vários colegas brasileiros. O professor Descoings quis ser amável e didático (...). Um dos colegas perguntou se era o caso de se premiar a quem se orgulhava de nunca ter lido um livro. O professor manteve sua calma e deu um olhar de assombrado(...).

"Por que premiam a um presidente que tolerou a corrupção", foi a pergunta seguinte. O professor sorriu e disse: "Veja, Sciences Po não é a Igreja Católica. Não entra em análises morais, nem tira conclusões apressadas. Deixa para o julgamento da História este assunto e outros muito importantes, como a eletrificação das favelas em todo o Brasil e as políticas sociais" (...). Não desculpamos, nem julgamos. Simplesmente, não damos lições de moral a outros países.

"Outro colega brasileiro perguntou, com ironia, se o Honoris Causa de Lula era parte da ação afirmativa do Sciences Po. Descoings o observou com atenção, antes de responder. "As elites não são apenas escolares ou sociais, disse. "Os que avaliam quem são os melhores, também. Caso contrário, estaríamos diante de um caso de elitismo social. Lula é um torneiro-mecânico que chegou à presidência, mas pelo que entendi foi votado por milhões de brasileiros em eleições democráticas".

No final do artigo, o jornalista argentino Martin Granovsky escreve para vergonha dos jornalistas brasileiros:

"Em meio a esta discussão, Lula chegará à França. Convém que saiba que, antes de receber o doutorado Honoris Causa da Sciences Po, deve pedir desculpas aos elitistas de seu país. Um trabalhador metalúrgico não pode ser presidente. Se por alguma casualidade chegou ao Planalto, agora deveria exercer o recato. No Brasil, a Casa Grande das fazendas estava reservada aos proprietários de terra e escravos. Assim, Lula, silêncio por favor. Os da Casa Grande estão irritados".

Desde que Lula passou o cargo de presidente da República para Dilma Rousseff há nove meses, a nossa grande imprensa tenta jogar um contra o outro e procura detonar a imagem do seu governo, que chegou ao final dos oito anos com índices de aprovação acima de 80%.

Como até agora não conseguiram uma coisa nem outra, tentam apagar Lula do mapa. O melhor exemplo foi dado hoje pelo maior jornal do país, a "Folha de S. Paulo", que não encontrou espaço na sua edição de 74 páginas para publicar uma mísera linha sobre o importante título outorgado a Lula pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris.

Em compensação, encontrou espaço para publicar uma simpática foto de Marina Silva ao lado de Fernando Henrique Cardoso, em importante evento do instituto do mesmo nome, com este texto-legenda:

"AFAGOS - FHC e Marina em debate sobre Código Florestal no instituto do ex-presidente; o tucano creditou ao fascínio que Marina gera o fato de o auditório estar lotado".

Assim como decisões da Justiça, criterios editoriais não se discute, claro.

Enquanto isso, em Paris, segundo relato publicado no portal de "O Globo" pela correspondente Deborah Berlinck, às 16h37, ficamos sabendo que:

"O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido com festa no Instituto de Estudos Políticos de Paris - o Sciences- Po _, na França, para receber mais um título de doutor honoris causa, nesta terça-feira. Tratado como uma estrela desde sua entrada na instituição, ele foi cercado por estudantes e, aos gritos, foi saudado. Antes de chegar à sala de homenagem, em um corredor, Lula ouviu, dos franceses, a música de Geraldo Vandré, "para não dizer que eu não falei das flores.

"A sala do instituto onde ocorreu a cerimônia tinha capacidade para 500 pessoas, mas muitos estudantes ficaram do lado de fora. O diretor da universidade, Richard Descoings, abriu a cerimônia explicando que a escolha do ex-presidente tinha sido feita por unanimidade".

Em seu discurso de agradecimento, Lula disse:

"Embora eu tenha sido o único governante do Brasil que não tinha diploma universitário, já sou o presidente que mais fez universidades na história do Brasil, e isso possivelmente porque eu quisesse que parte dos filhos dos brasileiros tivesse a oportunidade que eu não tive".

Para certos brasileiros, certamente deve ser duro ouvir estas coisas. É melhor nem ficar sabendo.

Link:
http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2011/09/28/lula-em-paris-imprensa-sabuja-da-vexame/

Investimentos privados irão colaborar para modernizar aeroportos, afirma Dilma!

Aeroportos: iniciativa privada modernizará setor até 2041

A concessão de aeroportos à iniciativa privada vai garantir a infraestrutura necessária do sistema de transporte aéreo pelos próximos 30 anos, disse nesta sexta 30) a presidenta Dilma Rousseff. “É no horizonte de 2041 que nós vamos fazer as concessões de alguns aeroportos”, informou ela ao participar de um fórum promovido pela revista Exame, em São Paulo.

As melhorias nos aeroportos não têm, de acordo com Dilma, vinculação específica com a Copa do Mundo de 2014 e com as Olimpíadas de 2016, mas sim, com o atendimento das necessidades da população. “Nós temos que fazer aeroportos para nós mesmos".

Para a presidenta, as empresas privadas têm um papel importante e complementar na execução das grandes obras que o país necessita. “O setor privado deve ser parte responsável pela modernização da infraestrutura do nosso país”, destacou. Dilma defendeu ainda as parcerias público-privadas (PPPs) como forma de aumentar a eficiência e reduzir gastos.

Fonte: Agência Brasil


Link:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=165323&id_secao=1

Meu Comentário!

Desde que o setor privado respeite todas as leis do país (sociais, trabalhistas, previdenciárias, etc) e não se aproveite dos usuários no momento em que este fizer uso dos serviços prestados por estas empresas particulares, não vejo problema algum em que as mesmas invistam na ampliação e na modernização da infra-estrututa do país.

Até porque isso irá contribuir para o crescimento do país. 


Então, nestas condições, tais investimentos são muito bem-vindos.



Governo não vai combater crise arrochando salários, afirma Dilma!

Governo não vai combater crise arrochando salários, afirma Dilma

A presidente da República, Dilma Roussef, afirmou nesta sexta-feira, 30, que o governo brasileiro não planeja descarregar sobre as costas da classe trabalhadora o ônus da crise, numa alusão ao que vem acontecendo em países europeus como Grécia, Portugal e Espanha.

"Nós não vamos nem achatar salário, nem precarizar mercado de trabalho ou manipular a taxa de juros" para enfrentar a crise internacional proveniente dos países desenvolvidos, prometeu a presidente.

Vergados sob a crise da dívida e submetidos à ditadura do FMI, Grécia, Irlanda e Portugal estão adotando receitas de ajuste fiscal que impõem sacrifícios inéditos à classe trabalhadora, com cortes de emprego, salários e benefícios. Em vez de animar a economia, os pacotes aprofundaram a crise e geraram revoltas entre os trabalhadores e trabalhadoras.

“Com coragem e com ousadia nós vamos atuar de forma defensiva (…). Nós queremos competir e nós queremos garantir que a nossa competitividade real não seja manchada por mecanismos informais de redução da nossa competitividade, sejam cambiais, financeiras e de qualquer tipo”, afirmou a presidente.

Segundo Dilma, o Brasil está em melhores condições para enfrentar a crise do que em 2008, pois tem reservas superiores a US$ 350 bilhões e, ainda, "US$ 420 bilhões em depósitos compulsórios”, enquanto governos de outros países já gastaram praticamente toda a munição e continuam no pântano, com elevado nível de desemprego e baixo crescimento. “Mas não achamos que somos uma ilha isolada, sabemos que a instabilidade financeira tem grande potencial de contágio", ressalvou Dilma.

Protecionismo


Para Dilma, a piora no cenário da economia em países desenvolvidos é normalmente acompanhada por aumento no protecionismo dos mercados - fato que está no radar do governo brasileiro. "Estamos alertas, porque sabemos que a diminuição do ritmo nas economias é acompanhada por um acirramento do protecionismo", disse a presidente durante evento em São Paulo.

Ela defendeu as parcerias público-privadas como forma de modernizar a infraestrutura do Brasil sem fazer com que outros setores paguem o preço, ponderando que não se deve esperar que o problema seja resolvido em 10 anos. "Acreditamos que esta forma é a mais correta, a mais produtiva e a mais barata”.

Papel do Estado


A presidente assegurou que o Estado nacional tem um papel fundamental no desenvolvimento econômico, especialmente quando se trata de investimentos em infra-estrutura. Numa referência às duas “décadas perdidas” (1980 e 1990), lembrou que o país ficou “20 anos sem investir [no setor]. Ou melhor, investimos um pouco, mas muito menos do que era preciso investir", salientou.

Dilma afirmou que o Brasil precisa construir aeroportos não apenas para eventos esportivos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, mas para criar uma capacidade sistemática de produção. "Vamos fazer concessões de aeroportos tendo no horizonte o ano de 2041. É para este ano que vamos orientar as concessões de aeroportos. Em outros, 2031", disse a presidente.

Serviços de qualidade


Ela também se referiu à necessidade do setor público prestar serviços de qualidade, uma demanda que cresce na medida em que o país consegue ume melhor distribuição da renda, já que a baixa qualidade dos serviços públicos é incompatível com a melhoria da renda dos cidadãos.

Enfatizou o programa de construção de milhares de creches e pré-escolas, bem como o esforço para formação profissional dos jovens e dos trabalhadores. O Brasil deve, em sua opinião, continuar com o crescimento sustentável da economia e a garantia mobilidade social e intensificar de forma mais sistemática “o debate sobre o nosso projeto de nação”.

Industrialização


Numa crítica velada à política neoliberal de desindustrialização adotada pelos tucanos, a presidente lembrou no governo Lula “puxamos a indústria naval pelo cabelo, ela tinha desaparecido em 2003”, embora seja uma indústria fundamental. “Este país não pode ser um produtor só de matéria-prima, tem de ser um país industrial”, proclamou.

Dilma não se furtou a falar dos juros. “Graças ao nosso compromisso de robustez fiscal, estamos dando espaço para que o Banco Central, diante da crise, possa realizar uma cautelosa e responsável redução da taxa básica de juros”, disse a uma plateia de empresários e executivos que participam de um fórum promovido pela revista Exame nesta sexta, 30, em São Paulo.

Da Redação, com agências

Link:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=165334&id_secao=1

Carta Maior: BRASIL SE ARMA CONTRA A RECESSÃO MUNDIAL: FHC ACHA 'PRECIPITADO'!

BRASIL SE ARMA CONTRA A RECESSÃO MUNDIAL: FHC ACHA 'PRECIPITADO'

Governo amplia protecionismo à indústria e vincula crédito do Pronaf  à aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas com pelo menos 60% de conteúdo nacional. 

Medida identica,com requisito de 65% de nacionalização, foi tomada em relaçao ao setor automobilísco. 

Nessa  mesma direção, a Presidenta Dilma anunciou um pacote de incentivos à indústria  da defesa (leia matéria nesta pág). Trata-se de usar o poder de compra do Estado para fomentar e manter o nível do investimento na crise. 

Exigência de conteúdo nacional norteará também o acesso a incentivos fiscais na produção de computadores, tablets, televisores etc Ações refletem a convicção de que é preciso fortalecer o mercado interno ante a perspectiva de longa contração na economia internacional.

Ilustra esse diagnóstico o drástico recuo nas cotações das commodities, que em setembro registraram as maiores quedas  desde a crise de 2008. 

Outro sintoma: o efeito irrelevante da ampliação (acanhada para o tamanho da crise) do Fundo Europeu de resgate financeiro que teve o apoio alemão esta semana. No dia seguinte as Bolsas despencaram. 

O mundo escorrega para a recessão. Mas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso saiu a campo, na 5ª feira, segundo o jornal Valor Econômico, para qualificar como ' precipitado' o corte nas taxas de juros no Brasil. 

Reconheça-se no tucano o mérito da coerência. Em crises mundiais anteriores, na sua gestão, a resposta sempre foi doutrinariamente ortodoxa e pró-cíclica: aumento dos juros, arrocho no salário mínimo, redução do crédito, cortes brutais no gasto público, perda de receita fiscal e salto no endividamento público. 

Com alguns efeitos colaterais, a saber: quebra do Estado, perda de reservas, colapso da infraestrutura, desemprego e fuga de capitais. 

A avaliação veio nas urnas em 2002, 2006 e 2010.
 
(Carta Maior; 6º feira,30/09/ 2011)

Grande mídia e oposição tucana ainda irão canonizar Lula!

O descrédito da grande imprensa e da oposição - por Eduardo Guimarães, do Escrevinhador

publicada sexta-feira, 30/09/2011 


Pesquisas revelam descrédito da grande imprensa e da oposição

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania


Na semana que termina, foram divulgadas duas pesquisas de opinião que permitem conclusões que vão além daquilo que pretenderam apurar. Uma delas foi feita pelo Instituto Análise, do sociólogo Alberto Carlos Almeida, autor do livro A Cabeça de Eleitor, e a outra é de autoria do sociólogo tucano Antonio Lavareda.

Ambas revelam um quadro desalentador para uma oposição que, a despeito de contar com um apoio propagandístico e estratégico da grande imprensa que dispensa maiores comentários, há quase uma década vem fracassando em voltar a ser uma real alternativa de poder, aos olhos da população.

O que mais chama atenção é a resiliência da popularidade do ex-presidente Lula. Nove meses após deixar o poder, período durante o qual tem sofrido uma campanha negativa na imprensa ainda maior do que a que permeou seus dois mandatos, e ainda não tendo mais os meios de se manifestar que a Presidência da República concede naturalmente aos seus ocupantes, sua popularidade está mais forte do que nunca.

A pesquisa do instituto Análise mostra que, após oito meses (foi fechada em agosto) de governo Dilma, a boa lembrança de Lula continua intacta entre o eleitorado e influenciando decisivamente o jogo político e eleitoral. Para Alberto Almeida, coordenador do instituto, um dos dados que chamam mais atenção é a permanência da popularidade de Lula – o que o torna um fator de extremo desequilíbrio no jogo presidencial.

Durante o seu governo, Lula alcançou 80% de aprovação (ótimo + bom). Agora, com a artilharia da mídia contra si, as teses sobre “herança maldita”, as “marchas contra a corrupção” convocadas pela mídia e que visam seu período de governo, a aprovação do ex-presidente subiu e chegou a 82%. Segundo Almeida, “Isso significa que o eleitorado está com saudades de Lula”.

Ironicamente, a pesquisa divulgada pelo jornal Valor Econômico revela ainda um fato que, analisado pelo prisma correto, mostra que a grande imprensa, além de não ter credibilidade para desmoralizar Lula, pode estar reduzindo a popularidade da presidente Dilma com sua tentativa de forjar uma suposta ruptura política e administrativa de seu governo com o de seu padrinho político.

A aprovação ao governo Dilma é exatamente a metade da de seu antecessor: 41% de  “ótimo” e “bom”. E enquanto 3% dos entrevistados consideram que Lula foi ruim ou péssimo, 16% avaliam Dilma como tal. Nesse aspecto, as tentativas da presidente de tentar manter uma relação civilizada com a imprensa podem estar sendo vistas como “traição”.

A pesquisa também mostra que o governo Lula se tornou medida de comparação para o povo. Os que aprovam a administração Dilma Rousseff justificam a opinião com a percepção que têm de que a presidente está “dando continuidade ao que o Lula fez”.

Para os que previsivelmente dirão que a pesquisa do instituto análise é “comprada”, que o instituto é “petista” etc., vale analisar pesquisa levada a cabo pelo cientista político tucano Antonio Lavareda, pesquisa que, na semana que termina, pôs o PSDB em pânico.

Caciques tucanos se insurgiram contra a divulgação da pesquisa devido ao quadro tétrico que revelou, pois confirma todos os dados da pesquisa do instituto análise e mais alguns outros, todos altamente negativos para a oposição. Revela que, hoje, tanto José Serra quanto Aécio Neves não teriam a menor chance numa disputa com Dilma e muito menos com Lula.

Por fim, o PT pode dormir tranqüilo por conta da forma como o alto escalão tucano avaliou a pesquisa de Lavareda. Ao menos na visão do presidente do partido, Sergio Guerra, os tucanos devem insistir nas táticas de luta pelo poder que permearam a década passada.

Em primeiro lugar, a idéia “brilhante” dos tucanos é a de insistir ainda mais na teoria de que tudo que Lula realizou se deve ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Julgam que, apesar de a grande imprensa repetir essa teoria há quase 10 anos, ela ainda não se fixou na mente do eleitorado porque nas campanhas eleitorais o ex-presidente costuma ser “escondido” pelo seu partido.

A avaliação tucana não debita essa ocultação de FHC pelos seus pares à péssima lembrança que seu governo deixou nos brasileiros e que foi a responsável pela tentativa praticamente desesperada de votarem no enigma Lula em 2002, buscando como que uma última alternativa para um país que parecia não ter jeito antes de o PT chegar ao poder.

Por absurdo que pareça, a interpretação da oposição declarada e da dissimulada é a de que FHC só não desfruta de bom conceito por conta de não ser suficientemente exaltado e, assim, imprensa e oposição partidária podem passar a empreender uma forte campanha pela reabilitação de seu “legado”.

E não fica só nisso, o delírio conservador. Devido ao grande “sucesso” das campanhas moralistas que a direita empreendeu contra o governo Lula e que continua empreendendo contra o governo Dilma, a avaliação do presidente do PSDB e da parcela do partido que o apóia é a de que se deve insistir ainda mais na criminalização do PT e do ex-presidente Lula.

É possível prever, assim, que, nos próximos meses, oposição e mídia devem intensificar o denuncismo contra o legado de Lula e contra o governo Dilma, bem como a exaltação da era FHC e a difusão da tese de que tudo que está acontecendo de bom hoje no país se deve a um governo que terminou, em 2002, sob forte desaprovação da sociedade.

Dilma, Lula e o PT deveriam agradecer aos adversários. Se bobear, ainda farão com que Lula seja canonizado.

Link:
http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/pesquisas-revelam-descredito-da-grande-imprensa-e-da-oposicao.html

Grande vitória contra a privatização da Saúde que os tucanos querem impor em SP - por Zé Dirceu!

Grande vitória contra a privatização da Saúde que os tucanos querem impor em SP - por Zé Dirceu!
Publicado em 30-Set-2011
 
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Pela 2ª vez a Justiça de São Paulo impede que o governo tucano do Estado prossiga com seu plano nefasto de privatização da Saúde, com a oficialização da "dupla porta" de entrada em hospitais da rede pública, uma para o paciente do sistema público e outra para os pagantes de convênios e planos de saúde privados.

Desde o meio desse ano o governo Geraldo Alckmin (PSDB) tenta implantar o decreto que destina (na prática, reserva) 25% dos leitos de hospitais da rede pública a convênios e planos particulares. Até já definiram por onde iniciariam essa privatização, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octávio Frias de Oliveira (ICESP) e o Hospital dos Transplantes.

A Promotoria Pública de São Paulo recorreu à justiça contra a medida e no começo deste mês, o juiz Marcos de Lima Porte, da 5ª Vara da Fazenda Pública já havia negado pedido do governo, afirmando que o decreto de Alckmin é uma "afronta ao Estado de Direito e ao interesse da coletividade".

Governador recorre e TJ-SP perde na Justiça


O governador recorreu contra essa decisão, mas agora o Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP) negou-lhe o recurso. Dessa forma, obriga Alckmin a esperar o julgamento final da ação civil pública movida pela Promotoria contra a destinação dos leitos aos convênios.

Na negativa, inclusive, o desembargador José Luiz Germano, da 2ª Câmara de Direito do TJ-SP é muito claro: "Estado ou as organizações sociais por ele credenciadas, não têm porque fazer o atendimento público da saúde com características particulares".
Alckmin tem se defendido afirmando que seu decreto visa apenas levar convênios e planos de saúde privado a pagarem pelo atendimento na rede pública para a qual encaminham a maioria de seus pacientes. Os tucanos têm como um de seus princípios fundamentais a política de privatização, mas envergonham-se sempre de assumi-la. (Leia mais neste blog)

Convênios e planos não pagam de jeito nenhum

Sabem, também, que a desculpa de Alckmin e de seu decreto é esfarrapada, porque os convênios não pagam. Há 13 anos, desde 1998 quando a obrigatoriedade desse pagamento foi instituída, eles manobram e protelam a tramitação na Justiça do processo que os obriga a pagar pelo atendimento de seus pacientes na rede pública.

Em sua sentença o desembargador Germano derruba a desculpa de Alckmin destacando que já há duas leis que permitem a cobrança dos planos pelo serviço feito de forma pública - uma do governo federal e outra do próprio governo de São Paulo. "A saúde é um dever do Estado, que pode ser exercida por particulares. (Mas) Esse serviço público é universal, o que significa que o Estado não pode distinguir entre pessoas com plano de saúde e pessoas sem plano de saúde", afirma o magistrado.

A decisão do TJ-SP foi considerada "histórica" pelo promotor de Justiça e Direitos Humanos Arthur Pinto Filho. "É a primeira vez que um tribunal brasileiro dá uma decisão tão forte, que deixa claro o absurdo que é o decreto do governo de São Paulo. Foi uma vitória da sociedade brasileira", disse.

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http://www.zedirceu.com.br//index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=1&Itemid=106

PSDB não tem estratégia, planos ou rumo! - por Zé Dirceu!

No tucanato, fofocas, boatos e intrigas proliferam como mato - por Zé Dirceu, Publicado em 30-Set-2011



A comunicação feita há dois dias pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) a seus pares parlamentares  em jantar na casa do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), de que deve disputar o Palácio do Planalto em 2014 "contra Lula ou Dilma" foi a senha para desencadear uma série de boatos na seara tucana.

Nos bastidores do tucanato as interpretações são as mais diversas, mas terminam convergindo para alguns pontos de consenso.

1º, ele teria feito o anúncio por causa do sucesso (e visibilidade) do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ao eleger a mãe, deputada Ana Arraes (PSB-PE) para o TCU; 2º, porque Eduardo já estaria em campo em pré-campanha presidencial; 3º, porque o mineiro Aécio quer combater chapas que tem surgido para o Planalto com Eduardo na cabeça e ele de vice; e 4º , porque o PSD nasceu com tal ímpeto e número de parlamentares que se os tucanos não fizerem algo já, o novo partido elege mais prefeitos em 2012 e mais deputados em 2014 do que o PSDB.

Como vocês vêem, fofocas, boatos e plantações na seara tucana proliferam como mato...Mas o fato, o verdadeiro, é que os tucanos estão perdidos. Não tem estratégia, plano e rumos nacionais, a não ser esmagar a oposição em Minas Gerais e aparelhar a máquina pública em São Paulo - os dois principais Estados que governam - com fins eleitorais.

Foto: Valter Campanato/ABr


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Renda do americano em queda!

Renda do americano em queda - do Vermelho

A renda dos americanos caiu pela primeira vez em quase dois anos em agosto, um sinal sombrio para uma economia que depende da disposição dos consumidores em gastar.

O relatório do Departamento de Comércio dos Estados Unidos mostrou na sexta-feira que a renda pessoal do americano caiu 0,1% no mês passado, depois de magros ganhos nos meses anteriores. A última vez que a renda pessoal diminuiu no país foi em outubro de 2009.

O consumo subiu 0,2%, informou o Departamento de Comércio, depois de um ganho de 0,7% em julho e queda de 0,2% em junho. Economistas consultados pela Dow Jones Newswires esperavam um aumento de 0,2% no consumo e de 0,1% na renda pessoal.

A economia americana está crescendo lentamente, contida por uma elevada taxa de desemprego que não deve retroceder muito no próximo ano, segundo as previsões de economistas.

O Federal Reserve, o banco central americano, vem tentando estimular o crescimento desde que a recessão terminou mais de dois anos atrás. O presidente do Fed, Ben Bernanke, sinalizou nesta semana que está preparado para tomar medidas menos convencionais se a economia dos EUA continuar piorando.

O consumo é a força vital da economia americana. Com um crescimento tão fraco, as pessoas estão tendo de gastar suas poupanças. Com a queda da renda pessoal, a taxa de poupança diminuiu em agosto para 4,5% — o menor nível desde dezembro de 2009.

Os preços mais altos estão golpeando os consumidores, mas a inflação não parece ser uma ameaça para a economia, de acordo com indicadores incluídos nos dados divulgados sexta-feira.

Fonte: Blog do Nassif, publicado originalmente no Wall Street Journal


Link:
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=165311&id_secao=2

Estado de SP ocupa 25º lugar no ranking de salários de delegados da Polícia Civil!

Investigação precária por falta de verba faz São Paulo perder policiais civis

São Paulo ocupa 25º lugar no ranking de salários de delegados da Polícia Civil. A cada 15 dias, corporação perde um delegado, segundo associação 
 
Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual - Publicado em 30/09/2011


São Paulo – A segurança pública no estado de São Paulo atingiu a “pior situação possível”, afirma a  presidenta da Associação dos Delegados de Polícia do estado de São Paulo (Adpesp), Marilda Pinheiro. Um dos motivos, segundo ela, é a falta de investimentos no setor há pelo menos duas décadas. Neste ano, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) investiu, até agosto, apenas 11% dos R$ 470,2 milhões destinados à pasta, de acordo com dados do Sistema de Informação e Gerenciamento do Orçamento (Sigeo).

"Os cortes são sentidos na desmotivação e êxodo de profissionais da Polícia Civil e pela péssima qualidade do serviço que está sendo prestado", constata Marilda, em entrevista à Rede Brasil Atual. A remuneração dos delegados paulistas está entre as piores do país. Policiais civis do estado têm o 25º salário mais baixo da federação (confira o quadro).

O especialista em segurança pública Guaracy Mingardi avalia que cortes podem levar o estado a  regredir a níveis do começo da década de 1990. “(O governo) não pode deixar de fazer, sob pena de ter de fazer em dobro no ano seguinte”, avalia, em entrevista ao Jornal Brasil Atual. “Há ações que exigem investimentos constantes. Todo ano tem de replicar o investimento. É o caso da frota de veículos. Eles se desgastam em dois ou três anos e exigem investimentos”, complementa.

De acordo com o deputado estadual Luiz Cláudio Marcolino (PT-SP), houve contingenciamento de recursos para infraestrutura – ampliação e manutenção das delegacias de polícia do estado – e principalmente na gestão de mão de obra. “Recurso há, dinheiro existe. O que falta é vontade política do governo do estado de São Paulo de garantir mais segurança.”

Os programas de inteligência policial, reaparelhamento da polícia e de formação e capacitação dos policiais civis também foram afetados pela redução de investimentos. A inteligência policial perdeu R$ 20 milhões de orçamento, e até agosto teve 22,8% do orçamento utilizado. O reaparelhamento da polícia teve 11,7% de execução orçamentária e a capacitação de policiais civis executou 31,8% do valor destinado ao trabalho.

Devido aos baixos salários, a cada 15 dias a polícia civil paulista perde um delegado, segundo a Adpesp. "Eles mudam de carreira ou vão para o Paraná ganhar o dobro", afirma Marilda Pinheiro. O salário dos delegados paulistas, atualmente em R$ 5.810,30, é o terceiro pior do país, apesar de o estado ser a principal força econômica nacional e, por isso, o maior arrecadador de impostos. De 180 candidatos admitidos em concurso público em 2009, 45 já deixaram o trabalho.
 

Ranking de salários da Polícia Civil

Estados Salário de delegados
Distrito Federal R$ 17.223,50
Amapá  R$ 13.757,29
Paraná R$ 11.779,56
Rio de Janeiro R$ 10.690,11
Maranhão R$ 10.162,76
Mato Grosso R$ 10.013,80 
Rondônia R$ 9.900,79
Rio Grande do Norte  R$ 9.900,00
Piauí  R$ 9.609,00
 Tocantins  R$ 9.477,35
 Roraima  R$ 8.800,00
Goiás R$ 8.748,00
Sergipe R$ 8.469,00
Mato Grosso do Sul R$ 8.041,60
Acre R$ 8.000,00
Ceará R$ 7.937,54
Alagoas R$ 7.799,26
Bahia R$ 7.372,06
Rio Grande do Sul R$ 7.094,98
Espírito Santo R$ 6.961,81
Amazonas R$ 6.743,94
Paraíba R$ 6.200,00
Santa Catarina R$ 6.200,00
Pernambuco R$ 5.855,00
São Paulo R$ 5.810,30
Minas Gerais R$ 5.714,35
Pará R$ 5.219,04

A defasagem é mais explícita, diz Marilda, quando se compara o valor pago em São Paulo ao salário dos delegados do Distrito Federal, de R$ 17.223,50. A escassez de profissionais inclui ainda os escrivães e a precariedade atinge o aspecto material. “Faltam impressoras e modens para os policiais trabalharem”, descreve a delegada.

Clamor social

A precariedade da corporação paulista se reflete principalmente na dificuldade de investigar crimes, uma das atribuições da corporação – à Polícia Militar cabe o trabalho ostensivo nas ruas, embora alguns tipos de ocorrências possam ser apresentadas a batalhões.

"Como um delegado que trabalha em cinco distritos policiais ou em várias cidades tem condições de investigar?", aponta Marilda. Só casos de "clamor social", que chegam à imprensa são investigados. "Como pode quem tem função de investigar priorizar a vida ou o crime mais importante?"

A lacuna na investigação tem consequência em atividades do Judiciário e pode provocar aumento da delinquência. "Quando não se leva ao Judiciário a autoria (de crimes), o que começa com furto pode acabar com latrocínio (roubo seguido de morte). Não se tem justiça dessa forma”, critica Marilda Pinheiro.  Ela define como um "engodo" e um "estelionato" o fato de que a maior parte dos boletins de ocorrência registrados em delegacia da polícia civil paulista sequer sejam investigados..

Para a presidenta da associação, melhorias na segurança pública passam, obrigatoriamente, por melhores salários e condições de trabalho e participação social. “A sociedade precisa participar. Estou muito preocupada porque o nosso trabalho lida com a vida e a liberdade do ser humano, ao mesmo tempo.” A reivindicação dos delegados paulistas é por remuneração paritária ao da Polícia Federal.

 Link:
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidades/2011/09/com-cortes-em-investimentos-so-casos-de-clamor-social-sao-investigados-pela-policia-civil-diz-delegada


Governo não deve ceder a lobby de importadores de automóveis! - Zé Dirceu!


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Na questão do IPI sobre veículos, o governo está errado - por Zé Dirceu! - Publicado em 30-Set-2011
 
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Leio que o governo decidiu não revogar a alta do IPI determinada para carros importados, mas programa aliviar esse imposto para montadoras que se instalarem no país e que estabeleçam prazo para atingir 65% de conteúdo nacional em sua produção.

A ideia que, inclusive, já estaria em discussão com a Receita Federal, seria estabelecer para estas novas indústrias automobilísticas uma cobrança de IPI escalonada.

Está errada essa sua política. O governo não pode ter ilusões! Há uma guerra comercial e cambial no mundo que só tende a se agravar.

Não pode, então, ceder à pressão dos importadores de veículos. Até porque, mesmo com IPI elevado, importar carros com câmbio (moeda) administrado em outros países e flutuante aqui é voltar a situação anterior - em um ano cresceu a importação sem limites, desenfreada mesmo.

Foto: ABr

Link:


http://www.zedirceu.com.br//index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=1&Itemid=106

Michael Moore: Venham todos ocupar Wall Street

Michael Moore: Venham todos ocupar Wall Street - do Viomundo

Após visitar os acampados em Wall Street e declarar seu apoio ao movimento de ocupação, o cineasta e ativista Michael Moore publicou uma nota em seu blog chamando pessoas de todo o país para se reunirem aos manifestantes em Nova York. Ele considera o fato histórico: “É a primeira vez que uma multidão de milhares toma as ruas de Wall Street”. A manifestação segue sendo ignorada pela “grande imprensa”.

Redação de Carta Maior

A manifestação “Ocupar Wall Street chega ao décimo dia ignorada pela grande imprensa e cada vez mais “gritante” na mídia alternativa e blogs. As milhares de pessoas permanecem acampadas no local, enfrentando policiais cada vez mais violentos.

Lawrence O´Donnel, apresentador de uma emissora de TV alternativa, mostra em seu programa “The last World” a cena de um jovem sendo agredido. Ele questiona: “Por que os policiais estão batendo neste rapaz?”

Em seguida, Lawrence reapresenta a mesma cena em câmera lenta e explica: “Os policiais estão batendo no jovem porque ele está armado com uma câmera de vídeo”. Outra cena do programa mostra duas mulheres gritando muito após terem sido atingidas por spray de pimenta. Lawrence condena a brutalidade: “As pessoas são inocentes, pacíficas, não podem ser agredidas nem presas”.

O que causa espanto ainda maior, acrescenta o jornalista, é a falta de reação de quem assiste ao espetáculo de horror de braços cruzados. “Ninguém faz nada a favor dessas pessoas”, denuncia, afirmando que a violência policial contraria a lei, é crime. Diz ainda que a ação policial tem uma explicação: o governo sabe que a manifestação não terminará enquanto a população nas ruas não for ouvida.

Um internauta posta o programa de Lawrence no Youtube e pede: “Por favor, transformem isto num viral”, explicando que tem poucas linhas para expressar o horror que está ocorrendo nas ruas. Ele assina “moodyblueCDN” na postagem.

Abaixo do vídeo, segue o comentário: “E aqui vamos nós aos bastidores de Matrix”, comparando a bem engendrada política imperialista ao enredo do filme de ficção científica, no qual os personagens têm os destinos traçados por máquinas e só podem romper esse circuito de manipulação quando surgir o salvador.

Outro vídeo da internet mostra os jovens e sua demanda: “quem for honesto nos dará apoio, quem for heróico se juntará a nós”.

Lucas Vazquez está entre os jovens de Wall Street, é um dos organizadores do protesto, segundo um vídeo. Ele dá uma declaração tranqüila, mostrando-se surpreso com a reação dos policiais.

Os dez dias de protestos já deram origem a um documentário, O verão da Mudança (Summer of Change), de Velcrow Ripper. Ripper navega na praia hippie dos anos 1960 ao propor: “Como esta crise global pode se transformar em uma história de amor?”. O documentário foi produzido pela Evolve Love. 

Link:
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/michael-moore-venham-todos-ocupar-wall-street.html

No fundo do poço, PSDB e DEM indagam sobre o futuro!

No fundo do poço, PSDB e DEM indagam sobre o futuro - do Vermelho

Unidos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, durante os dois mandatos de FHC, de triste memória, e nas candidaturas derrotadas à Presidência da República dos tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, o PSDB e o DEM, depois de sucessivos fracassos eleitorais, percebem que estão quase no fundo do poço e encomendam pesquisas temáticas que os reorientem no esforço de reciclagem.

Em coluna publicada nesta quinta-feira (29) no site Congresso em Foco, o jornalista Rudolfo Lago informa que o PSDB está analisando a pesquisa que encomendou ao consultor de marketing político Antonio Lavareda. Para Lago, os tucanos tentarão fazer “do limão, uma limonada”, já que os dados revelados pela sondagem “não são nada bons”. De início, um parêntese sobre o consultor dos tucanos. Trata-se do mesmo “gênio” do marketing político que sugeriu ao PFL rebatizar-se de DEM.

Os tucanos tiveram o dissabor de constatar que a presidente Dilma Rousseff e, especialmente, o ex-presidente Lula gozam de altíssima popularidade. E que, se as eleições fossem hoje, o partido neoliberal que se diz social-democrata não teria a menor chance numa disputa com qualquer um dos dois. Melhor que FHC continue em sua campanha, útil para a educação da sociedade, pela descriminalização do uso da droga e organize debates diletantes com seu estreito círculo de pretensos sábios. E que Serra se dedique aos bastidores da pequena e provinciana política para escolher o candidato tucano à Prefeitura paulistana.

Ainda segundo as informações de Lago, os tucanos estão em busca de uma “estrada a percorrer” e empenhados em remover um obstáculo. Para ele, “o problema para o PSDB é que esse obstáculo foi o nome escolhido em duas das últimas três eleições presidenciais para representar o partido na disputa: José Serra”, figura identificada ao que não funcionou nos últimos anos. É um veredito devastador para o ex-candidato, mas também para o ex-presidente FHC, porquanto é indisfarçável que o que não funcionou foi o seu governo, conotado não só como neoliberal, conservador, reacionário mesmo, mas também como governo corrupto.

A solução mágica que uma das alas do tucanato oferece é a candidatura do senador Aécio Neves à Presidência da República em 2014. Alguns apressados acham que o anúncio deve ser feito o quanto antes. O colunista informa que o presidente do partido, Sérgio Guerra, já declarou que sua intenção é antecipar o lançamento da próxima candidatura do PSDB à Presidência, definindo-a logo depois das eleições municipais do ano que vem. Inevitavelmente, as disputas municipais de 2012 conhecerão uma luta fratricida entre os tucanos nos bastidores e em público, como prelúdio de 2014. A tendência maior é o isolamento de Serra e o predomínio de Aécio.

Contudo, o dado mais significativo revelado pela pesquisa é que com Serra ou Aécio, o futuro do PSDB é sombrio e a quarta derrota consecutiva em eleições presidenciais é o cenário mais previsível.

O desespero do DEM

Também o DEM andou fazendo pesquisas, numa desesperada tentativa de vislumbrar uma luz no fim do túnel. A agremiação direitista encontra-se sob o impacto não só das derrotas eleitorais, como também da sangria de quadros e parlamentares que debandam para o recém-criado PSD, partido de centro-direita liderado pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab e que passou a contar entre as suas figuras mais proeminentes reacionários notórios como Índio da Costa, candidato derrotado a vice-presidente nas últimas eleições, na chapa de José Serra, e a senadora Kátia Abreu, inimiga dos camponeses e da reforma agrária.

O DEM acredita que as indicações da sondagem de opinião pública feita pelo Instituto GPP, são de que deve acentuar ainda mais suas posições de direita. "O partido tem que reforçar que é um partido de valores, aqueles que são majoritários na sociedade, que é uma sociedade conservadora", argumentou o vice-presidente nacional do DEM, José Carlos Aleluia.

O DEM também decidiu apostar na política do quanto pior, melhor. Para eles, se a crise financeira mundial piorar e atingir o Brasil, as dificuldades do governo nas áreas de segurança, saúde e educação ficarão evidentes e abriria uma oportunidade para a oposição retomar o poder.

"O pau da barraca deles é a economia", afirmou o vice-presidente do DEM.

O finado Sérgio Motta, ex-ministro de FHC e, à época do seu governo, uma das figuras máximas do PSDB, previu que o partido ficaria 20 anos no poder. Tudo indica que o vaticínio se cumprirá ao revés.

Da Redação, com informações do Congresso em Foco e da agência Reuters

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=165249&id_secao=1

Amy Goodman: Os 99% que ocuparam Wall Street!

Amy Goodman: Os 99% que ocuparam Wall Street - do Vermelho

Se dois mil ativistas do movimento conservador Tea party se manifestassem em Wall Street, provavelmente haveria a mesma quantidade de jornalistas cobrindo o acontecimento. Duas mil pessoas ocuparam de fato Wall Street no sábado.

no Democracy Now!

Não levavam cartazes do Tea party, nem a bandeira de Gadsden com a serpente em espiral junto à ameaça “Não te metas comigo”. Mas sua mensagem era clara: “Somos os 99% da população que não toleram mais a cobiça e a corrupção do 1% restante”, diziam.

Ali estava uma maioria de jovens protestando contra a especulação praticamente incontrolável de Wall Street, que provocou a crise financeira mundial.

Um dos multimilionários mais conhecidos de Nova York, o prefeito Michael Bloomberg, comentou sobre o momento que vivemos: “Muitos jovens saem da universidade e não encontram trabalho. Foi isso que aconteceu no Cairo e em Madrid. Não queremos este tipo de distúrbio aqui”. Distúrbio? A Primavera Árabe e os protestos na Europa se trataram disso?

É provável que, para desilusão do prefeito Bloomberg, o que aconteceu no Egito e na Europa seja justamente o que inspirou muitas pessoas a ocupar Wall Street.

Em comunicado recente, a coalizão de organizações que protestam em Nova York informou: “No sábado, realizamos uma assembléia geral com duas mil pessoas. Na segunda-feira, às 20h, ainda estávamos ocupando a praça, apesar da presença policial constante. Estamos construindo o mundo que queremos, tomando por base a necessidade humana e a sustentabilidade, no lugar da cobiça das empresas”.

Falando de Tea Party, o governador do Texas, Rick Perry, tem provocado polêmica durante os debates presidenciais republicanos com sua declaração de que o elogiado sistema de previdência social dos Estados Unidos é “uma estafa do tipo Ponzi”.

Charles Ponzi se dedicou a fraudar milhares de pessoas em 1920 com a promessa enganosa de que receberiam enormes ganhos a partir de investimentos. Uma típica estafa Ponzi consiste em tomar o dinheiro de vário investidores e os pagar com o dinheiro de novos investidores, em vez de pagar a partir de ganhos reais.

O sistema de previdência social dos Estados Unidos é de fato sério: tem um fundo confiável de mais de 2,6 bilhões de dólares. A verdadeira estafa que ameaça o povo estadunidense é a insaciável ganância dos bancos de Wall Street.

Entrevistei um dos organizadores do protesto Ocupemos Wall Street. David Graeber é professor em Goldsmiths, Universidade de Londres, e é autor de vários livros. Sua obra mais recente é Dívida: os primeiros 5.000 anos. Graeber assinala que, em meio à crise financeira de 2008, renegociaram-se dívidas enormes de bancos.

No entanto, pouquíssimas hipotecas receberam o mesmo tratamento. Graeber disse: “As dívidas entre os mais ricos ou entre governos sempre podem ser renegociadas e, de fato, sempre foi assim na história mundial. Não estão gravadas em pedras. Em termos gerais, quando os pobres têm dívidas com os ricos, automaticamente as dívidas se convertem em uma obrigação sagrada, mais importante do que qualquer outra coisa. A idéia de renegociá-las é impensável”.

O presidente Barack Obama recentemente propôs um plano de criação de emprego e maiores esforços para reduzir o déficit público. Uma das propostas é o chamado “imposto aos milionários”, que conta com o apoio do multimilionário e partidário de Obama Warren Buffet. Os republicanos denominaram o imposto de “guerra de classes”.

Graeber explica: “Durante os últimos 30 anos vimos os mais ricos de nossa sociedade liderarem uma guerra política contra todos os demais, e esta é considerada a mais recente disputa, uma medida totalmente disfuncional do ponto de vista político e econômico. Esse é o motivo pelo qual os jovens simplesmente abandonaram qualquer idéia de recorrer aos políticos. Todos sabemos o que acontecerá. Os impostos de Obama são uma espécie de simulação com caráter populista, que todos sabem que será rechaçado. Na realidade, o que provavelmente vai acontecer é que haverá mais cortes nos serviços sociais”.

Lá fora, na manhã fria de quarta-feira, os manifestantes iniciaram o quarto dia de protestos com uma marcha em meio à forte presença policial. Fizeram soar a campanhia de abertura da “bolsa do povo” às 9h30, exatamente na mesma hora que soa a campanhia da Bolsa de Nova York.

Enquanto os banqueiros continuam seguros dentro de seus bancos resgatados, lá fora, a polícia prende manifestantes.

Em um mundo justo, com uma economia justa, caberia perguntar: quem deveria estar passando frio lá fora? Quem deveria ser preso?

Fonte: Estratégia & Análise. Traduzido a partir do espanhol traduzido para o português por Rafael Cavalcanti Barreto

Link:
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=165292&id_secao=9