O verdadeiro massacre cometido pelo governo do estado de SP, comandado pelo tucano Geraldo Alckmin, contra os moradores do Pinheirinho. Este fato, inegavelmente, manchou a imagem externa do Brasil.
Além das denúncias feitas à ONUN devido aos abusos cometidos pela PM paulista contra os moradores do Pinheirinho, o Bloco de Esquerda, de Portugal, enviou uma carta à presidenta Dilma protestando contra essa iniciativa neonazista do governo paulista.
É bom esclarecer o governo Dilma nada teve a ver com a ação criminosa e brutal que foi ordenada pelo governador Alckmin contra os moradores do Pinheirinho, mas ela é que responde pelo Brasil nestes assuntos.
Abaixo, reproduzo a notícia sobre o protesto feito oficialmente pela Esquerda portuguesa contra a ação violentíssima do governo neonazista pualista do PSDB que foi realizada contra os moradores do Pinheirinho.
A se registrar,no entanto, o comentário infeliz do deputado do PSOL (tinha que ser...) Ivan Valente, que diz que esse é um problema do Brasil. Não é. Esse é um problema do PSDB, que criminaliza e reprime todos os movimentos sociais e populares no estado de SP desde que passou a governar o mesmo, em 1995.
Ao colocar todos no mesmo saco, Ivan Valente presta um desserviço ao Brasil, pois tenta impedir que as pessoas saibam diferenciar, claramente, quem negocia e dialoga com os movimentos sociais (casos dos governos Lula-Dilma e do PT) daqueles que usam da violencia indiscriminada contra os mesmos (casos dos governos do PSDB, de forma generalizada).
Quem pariu Matheus, que o embale.
Bloco de Esquerda envia carta à presidente do Brasil - da Esquerda.net
Bloquistas repudiam a violência policial contra
os mais de 10 mil moradores do bairro do Pinheirinho, no interior do
estado de São Paulo, que nasceu de uma ocupação ocorrida há oito anos.
Ocupação foi feita há oito anos. Os mais de 10 mil moradores perderam moradias e pertences devido à operação de guerra.
Os deputados bloquistas citam relatos divulgados que afirmam que a operação de reintegração de posse causou várias vítimas, “entre elas cidadãos atingidos por balas reais”, e indignam-se pela violência “dos 2000 agentes policiais que recorreram a gás lacrimogéneo e balas de borracha contra uma população indefesa”.
A desocupação do Pinheirinho, bairro popular nascido de uma ocupação ocorrida há oito anos, foi desencadeada no dia 22 de janeiro. Dois mil polícias, apoiados por dois helicópteros, 220 viaturas e 40 cães desalojaram a população, expulsando das suas casas mulheres, crianças e idosos desarmados.
A responsabilidade de toda a violência recai sobre o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, que ordenou a operação de guerra contra pessoas cujo crime era o de assegurar o direito constitucional a uma moradia básica.
O proprietário do terreno é a empresa falida Selecta, do especulador Naji Nahas, que chegou a ser preso em 2008 por evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
Em julho do ano passado, a Justiça paulista mandou devolver o terreno à Selecta.
“O que ocorreu no Pinheirinho foi um verdadeiro estado de exceção. Uma truculência absurda da polícia do estado e da guarda municipal”, disse Antonio Donizete Ferreira, um dos advogados do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).
“Essa desocupação é o próprio retrato do Brasil, que ainda trata as questões sociais como caso de polícia”, afirmou o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), que tentou intermediar negociações quando o caso começou a complicar-se, no início do ano.
Link:
http://www.esquerda.net/artigo/657bloco-de-esquerda-envia-carta-%C3%A0-presidente-do-brasil
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