Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

As medalhas olímpicas do Brasil e a viralatice cultural tupiniquim! - por Marcos Doniseti!

As medalhas olímpicas do Brasil e a viralatice cultural tupiniquim! - por Marcos Doniseti!

A respeito da participação brasileira nestas Olimpíadas de Londres, quero chamar a atenção para algumas questões importantes, que precisam ser levadas em consideração quando se analisa o resultado alcançado pelo Brasil.

Vamos lá, então:


1) O Brasil NUNCA foi uma potência olímpica;

2) Grande parte das medalhas brasileiras são alcançadas em esportes coletivos, muito populares, de grande visibilidade na Mídia (Futebol; Vôlei - de quadra e de areia), mas que na somatória final do quadro de medalhas pesam tanto quanto uma medalha no Badminton ou na Esgrima, por exemplo, esportes dos quais as pessoas não sabem quase nada;

3) Não se forma um atleta para disputar competições de alto nível em apenas 4 anos. É preciso muito mais tempo do que isso;

4) Esporte, no Brasil, nunca foi prioridade para ninguém (governo, empresários, etc) e em quase todas as modalidades olimpícas o país possui uma estrutura muito precária ou não tem estrutura nenhuma;

5) Na modalidade em que, nas últimas décadas, desenvolveu-se um trabalho sério, criando-se uma excelente estrutura para os seus praticantes, que é o Vôlei, nos tornamos uma das grandes potências mundiais, situação que permanece há, pelo menos, 3 décadas.

Basta ver que a seleção feminina de Vôlei conquistou o bicampeonato olímpico e que a masculina chegou a duas finais olímpicas consecutivas (Pequim-2008 e Londres-2012), sendo ainda a atual Tricampeã Mundial (títulos conquistados em 2002, 2006 e 2010).

Nestes últimos 30 anos raras foram as vezes em que tais seleções de Vôlei não estivessem, pelo menos, disputando as semifinais ou os títulos das principais competições internacionais (Pan-Americano, Mundial, Liga Mundial, Copa do Mundo, Grand Prix e Olimpíada).

E é bom ressaltar que todas estas conquistas são resultado de um trabalho sério, bem organizado, que fornece uma ótima estrutura para os jogadores de Vôlei, desde as categorias de base, nas quais o Vôlei brasileiro também conquista inúmeros títulos importantes.

O Vôlei de Areia também conquista, frequentemente, títulos internacionais importantes e sempre obtém  medalhas olímpicas para o Brasil.

O técnico Bernardinho, por exemplo, já ganhou 1 Olimpíada, 3 Mundiais, 8 Ligas Mundiais, 2 Copas do Mundo e 2 Pan-Americanos apenas com a seleção masculina de vôlei. A Seleção feminina de Vôlei é Bicampeã Olímpica, o que é um feito muito difícil de ser alcançado.

O sucesso do trabalho sério desenvolvido pelo Vôlei brasileiro nas últimas décadas demonstra que se o mesmo for feito nas outras modalidades, o Brasil terá grandes possibilidades de se tornar forte e competitivo nas mesmas. 

6) Para nos tornarmos, de fato, uma potência olímpica será preciso investir fortemente na base, começando esse trabalho nas escolas, onde seriam avaliados potenciais atletas nas mais variadas modalidades. 

Depois, os mesmos seriam trabalhados (selecionando-se os melhores em cada etapa, é claro) em Centros Regionais, Nacionais e, finalmente, em Centros de formação de Atletas de Alto Rendimento.

Quando isso acontecer, finalmente veremos o Brasil transformado numa potência esportiva e olimpíca.

Enquanto isso não acontecer, podem esquecer;

7) Algumas pessoas podem até questionar: Afinal, qual é a necessidade do Brasil se tornar uma potência olímpica? 

Simples: Para chegar a essa situação, de potência olímpica, é preciso fazer muito investimento em educação e na prática de esportes já nas escolas, desde a base, portanto. 

É preciso ampliar o acesso às práticas esportivas, massificando-as, o que irá contribuir, e muito para que milhares de jovens possam alcançar conquistas importantes em suas vidas, afastando-os do caminho das drogas e da criminalidade, e servindo de exemplo a ser seguido por milhares de outros jovens como eles.

Afinal, entre trabalhar como 'aviõezinhos' de traficantes e se tornar um campeão no esporte, o que será melhor para eles e para o país? Nem preciso responder, não é mesmo?

8) Li muitos comentários, na Internet, de pessoas que dizem que o Brasil deixou de conquistar algumas medalhas em função de um suposto, e inexistente, 'complexo de viralatice'. 

Tais pessoas devem pensar que disputar Olimpíada é fácil e que é o mesmo que participar dos Jogos Regionais. 

Uma Olimpíada reúne os melhores esportistas do mundo, que se preparam fortemente, durante vários anos, para disputá-la e conquistar uma medalha, mesmo que de bronze. Inúmeros sacrifícios são feitos para obter essa conquista. 

Por isso, todos os atletas que ganham medalhas dão valor às mesmas, mesmo que não seja aquela com a qual sonharam. 

O choro daqueles, como o dos jogadores do vôlei brasileiro, que perderam a decisão para a fortíssima e tradicional potência que é a Rússia (que nos tempos de URSS dominou o Vôlei por várias décadas... raramente perdiam uma partida) deve-se, em grande parte, justamente em função disso: treinaram muito, se sacrificaram, mas não conseguiram aquilo que almejavam.

Desconhecer o fato de que a Olimpíada é uma disputa de altíssimo nível e que é extremamente difícil conquistar uma medalha é que é uma demonstração de viralatice cultural patética e ridícula.


Link:

Os incontáveis títulos do Vôlei brasileiro:

http://www.cbv.com.br/v1/selecao/hist_resultados.asp

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