Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Bispo Tutu defende julgamento de Bush e Blaior por Guerra do Iraque!

Nobel da Paz diz que Blair e Bush deveriam ser julgados em Haia pela Guerra no Iraque

Arcebispo Desmond Tutu se recusou a participar de conferência sobre liderança ao lado do ex-premiê britânico

O arcebispo sul-africano Desmond Tutu, prêmio Nobel da Paz e um dos heróis da luta contra o apartheid em seu país, fez duras críticas ao ex-presidente dos EUA George W. Bush e o ex-premiê britânico Tony Blair. Em um artigo ao jornal semanal britânico The Observer publicado neste domingo (02/09), Tutu diz que os dois deveriam ser julgados na corte internacional de Haia, na Holanda, “pela devastação física e moral causada pela [segunda] guerra do Iraque (2003)”.

No artigo, intitulado “Porque eu devo desprezar Tony Blair”, o líder religioso explica porque se recusou a se sentar ao lado de Blair na última semana durante uma conferência internacional realizada em Johanesburgo sobre "liderança".

Tutu diz que os argumentos usados por EUA e Reino Unido para liderar uma coalizão internacional e atacar o país árabe foram baseados em mentiras. O objetivo seria, segundo Tutu, unicamente derrubar o regime de Saddam Hussein. “Não posso sentar ao lado de alguém que justifica a invasão ao Iraque com uma mentira”
.
Leia a íntegra do artigo aqui.

“A imoralidade da decisão dos Estados Unidos e do Reino Unido em invadir o Iraque em 2003, sob a premissa mentirosa de que o Iraque possuía armas de destruição em massa, desestabilizou e polarizou o mundo com uma extensão jamais vista em outro conflito na história”, escreveu o líder religioso.

Em 2003, Bush, com apoio incondicional do governo britânico, invadiu o Iraque sob a justificativa de que Saddam estaria guardando armas de destruição em massa, o que se comprovou, anos depois, que não era verdade. A invasão, no entanto, não foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU e rechaçada por grande parte da população mundial. Uma das grandes dificuldades dos norte-americanos foi enfrentar uma forte oposição da França e da Alemanha, tradicionais aliados.

Tutu lembra também as consequências do conflito na sociedade iraquiana de hoje. “6,5 pessoas morrem por dia em ataques suicidas provocados por explosões de automóveis, de acordo com o projeto Iraqi Body Count; mais de 110 mil iraquianos morreram nesse conflito depois de 2003, e milhões ficaram desabrigados. Até o fim do último ano, cerca de 4500 soldados norte-americanos morreram e mais de 32 mil ficaram feridos”, acrescenta.

Por essa razão, ele afirma que os responsáveis por esses números e perdas de vidas humanas “deveriam seguir o mesmo caminho que alguns de seus pares africanos e asiáticos, que tiveram de responder por seus atos diante da corte internacional de Justiça em Haia (Holanda)”, defende.

Resposta

O premiê britânico, no entanto, parece irredutível em suas convicções.  A resposta veio em seu site na internet, na qual Blair afirma que tem “um profundo respeito pela luta do Arcebispo contra o apartheir – onde estivemos do mesmo lado da luta”. “Mas repetir a velha história de que nós mentimos sobre [as conclusões dos serviços de ] inteligência é completamente errado, como todas investigações independentes já demonstraram”.

Leia a íntegra da resposta do ex-premiê aqui.

O ex-líder trabalhista também disse considerar bizarro o fato de Tutu ter dito que era “irrelevante” se Saddam “era bom ou mau”, pois isso não justificaria a “moralidade” da coalizão para invadir o Iraque, citando diversos massacres atribuídos ao ex-ditador.

Outra justificativa usada por Blair foi  que a economia iraquiana, segundo ele, cresceu três vezes mais do que na época do regime de Saddam, “e os investimentos cresceram enormemente em regiões como Basra”.

Link:
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/24075/nobel+da+paz+diz+que+blair+e+bush+deveriam+ser+julgados+em+haia+pela+guerra+no+iraque.shtml

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