Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sábado, 15 de setembro de 2012

Serra jogou no Rio Tietê 4 anos de obras antienchente - por Saul Leblon!

Serra jogou no lixo 4 anos de obras antienchente - por Saul Leblon, da Carta Maior



 Rejeitado por 46% da cidade que pretende administrar, o sujeito se destempera. Do alto da rocha granítica da aversão aos seus modos, métodos e metas, ele esbraveja aos céus, bate o pé na terra e não aceita o veredito. Quer quebrar o espelho que o revela. Nisso sua competência é reconhecida: a infâmia, o desrespeito, a mentira, a sabotagem recheiam um embornal político emprestado da velha UDN golpista.

Num mesmo dia, nesta 4ª-feira, ele acionou todas as ferramentas de uma vez. Carlos Lacerda só lamentaria a indigência oratória, mas ele fez o melhor que pode: desrespeitou Dilma, atacou Haddad, demonizou Dirceu, atirou contra o PT e desmereceu Marta.

Não seria um tiro no pé? Não é exatamente esse abuso que o afunda no aterro dos banidos pela opinião pública? Por que Serra não mostra serviço? Por exemplo: o verão está aí. Oito anos de consórcio Serra/Kassab tornaram a cidade menos vulnerável às enchentes? Os eleitores podem confiar nesse legado que indicaria seu acerto em abandonar a prefeitura em 2006 e ainda por cima deixar a metrópole nas mãos de quem ficou?

Na propaganda eleitoral deste ano Serra justifica assim a decisão de largar a Prefeitura para concorrer ao governo do Estado em 2006: 'o Alckmin não podia mais se reeleger, e o Estado estava ameaçado de cair nas mãos do PT, jogando fora a recuperação que vinha desde os tempos do Covas".

Vamos nos limitar às medidas contra enchentes. E avaliar quem jogou fora o quê.

Vejamos. O que fez o governador Serra entre 2007 e 2010? Fatos: a) ele interrompeu os serviços de desassoreamento do rio Tietê, o grande dreno da cidade, por quatro anos seguidos; b) pior, ao não cuidar da manutenção, jogou no lixo R$ 1,7 bi gastos com a limpeza do rio durante o quadriênio anterior, na gestão do seu companheiro de sigla, Geraldo Alckmin.

Quando Alckmin voltou ao governo, do qual Serra saiu para ser derrotado por Dilma, em 2010, teve que recomeçar do zero. Quem diz é o próprio Alckmin. Entre seus compromissos, ele se propôs como meta recuperar a vazão do Tietê anterior à gestão Serra em que 3 milhões de m³ de detritos se acumularam no leito do rio, anulando a retirada anterior de 2,5 milhões de m³.

Esses, o sfatos. Consequências: a irresponsabilidade agravou a frequência e a gravidade das inundações na capital, cuja prefeitura Serra disputa novamente. Mesmo fora da temporada, qualquer precipitação mais forte causa inundações. Assoreado até as tampas, o ralo da cidade verte em vez de drenar.

Agora, o objetivo de Alckmin é devolver ao rio uma vazão de 1.048 m³ por segundo. A mesma capacidade de sete anos atrás, quando Serra chegou e negligenciou a tarefa de pelo menos manter esse desempenho.

Mesmo ele seria insuficiente. Na avaliação técnica, o resgate perseguido por Alckmin já nasce obsoleto: a mancha urbana cresceu, os problemas se agravaram. Seria preciso dobrar a capacidade de vazão pretendida para obter os mesmos resultados perseguidos há sete anos.

Não seria tão complicado --e caro aos cofres públicos-- se Serra não tivesse jogado fora o que disse que iria 'defender' das mãos do PT.

Leia a seguir um texto de 26 de abril de 2012 do insuspeito Estadão. É uma radiografia da imprevidência do governo estadual no período em que Serra ocupou o cargo. O nome do tucano, naturalmente, é poupado. Mas os números liberados pela gestão Alckmin doem mais que as pancadas do embornal udenista.

Link:

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1089

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