Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sábado, 27 de outubro de 2012

A estratégia Dora Kramer para o Golpe Constitucional! - por Sérgio Saraiva!

A estratégia Dora Kramer para o Golpe Constitucional - por Sérgio Saraiva, do blog do Nassif


No julgamento da AP 470, o STF se submeteu à vontade da Grande Mídia e condenou vários réus sem provar coisa alguma contra os mesmos, usando como pretexto uma teoria jurídica (do 'Domínio do Fato) criada na Alemanha Nazista. 






Marcos Valério está ferrado, pegou penas que somadas chegam a 40 anos de prisão.
Marcos Valério entrega o Lula e sai numa boa com uma delação premiada.
Obviamente que qualquer declaração de Marcos Valério neste momento seria de validade nula se se baseasse apenas na sua palavra. Obviamente que uma conversa gravada clandestinamente não serve de prova em nenhum tribunal do mundo. Mas estamos em tempos de mensalão no Brasil.
E é nisso que o Instituto Millennium aposta. Ele considera que está no comando do STF e que este julga segundo o critério ditado pelos meios de comunicação sob controle do Instituto. Do que o julgamento do mensalão é bastante sintomático. 
Assim, pegar Lula é fácil, basta criar um "fato" público - a "entrevista" de Marcos Valério envolvendo Lula. O PGR de conhecimento do "fato" considera sua obrigação constitucional denunciar Lula. Joaquim Barbosa - presidente do Supremo- cozinha um foro privilegiado para Lula baseado no conceito que Lula está associado diretamente ao caso do mensalão e que, como esse já é mais do que conhecido, não é necessário um novo processo, basta dar continuidade ao atual. 
Aí entra aquela história de domínio do fato, muita citação de jurista alemão, e a inversão do ônus da prova. Como Lula poderia provar que não fez algo que realmente não fez, mas que os juízes acreditam- e basta isso- que ele fez?
O próprio Joaquim Barbosa mais Celso de Mello, Gilmar Mendes e Marco Aurélio são 4 votos pela condenação. Luis Fux acompanha o grupo por osmose e temos 5 votos. Basta ao PIG bater o bumbo e influenciar só mais um votinho e Lula está condenado.
Aí virá a 3ª e última etapa da "estratégia Dora Kramer" de golpe constitucional, considerando que o próprio julgamento do mensalão foi a primeira e a condenação de Lula sua seqüência.
Em meio à comoção popular pela condenação de Lula, o Supremo, provocado por várias decisões de tribunais de 1ª instância, é chamado a decidir se as leis votadas durante o 1º mandato de Lula têm validade ou se deveriam ser anuladas, pois foram obtidas por voto comprado. O mesmo grupo de juízes decide que não há validade nessas leis. As leis são anuladas. 
Instaura-se o caos no país. 
Pretextando que para situações desesperadoras são necessário ações desesperadas, as "forças vivas da nação", ou seja, o Instituto Millennium, e seus meios de comunicação com o apoio da burguesia e mais a pequena representação parlamentar da oposição declaram inviabilizado o governo Dilma. Falta aqui combinar com as Forças Armadas, mas se elas nada fizerem ou se apoiarem o golpe, neste caso, dá no mesmo. 
Urge restaurar a ordem e a paz institucional no país. O STF declara o Brasil em “estado de exceção” e depõem constitucionalmente a Presidente Dilma e os mandatos de todos os deputados e senadores.
Joaquim Barbosa assume "temporariamente" o comando o país e governa apoiado nas decisões do STF. Agora, na prática, com as funções de conselho de governança
Serão convocadas novas eleições presidenciais após um “breve” período necessário à pacificação do país.
Ficção, teoria conspiratória? Claro que sim, ou pelo menos eu espero que sim.

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