Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 28 de outubro de 2012

Haddad: Íntegra do discurso da vitória!


Haddad: Íntegra do discurso da vitória!



Minhas amigas e meus amigos,

Pela vontade soberana dos paulistanos sou, agora, o prefeito eleito de São Paulo. Uma alegria imensa e uma enorme responsabilidade dividem espaço no meu peito. O sentimento mais forte, porém, é de gratidão.

Quero agradecer, em primeiro lugar, aos milhões de homens e mulheres que me confiaram o voto. Em seguida, à minha família : minha mulher Ana Estela, minha filha Carolina e meu filho Frederico, que fizeram muitos sacrifícios para me ajudar nesta jornada.

Quero agradecer, do fundo do coração, ao presidente Lula pela confiança, orientação e apoio, sem os quais seria impossível lograr este êxito. Quero agradecer, fortemente, a presidenta Dilma pela presença vigorosa na campanha, pelo estímulo pessoal, e o conforto nos momentos mais difíceis.

Quero agradecer aos partidos coligados do primeiro turno, nos quais sintetizo minha homenagem na figura da valorosa companheira Nádia campeão, minha vice.

Quero agradecer aos apoiadores que ampliaram nossa corrente no segundo turno, nos quais sintetizo minha homenagem e agradecimento nas figuras do querido deputado Gabriel Chalita e do vice-presidente Michel Temer.

E quero, fazer um agradecimento super especial ao meu grande partido, o PT, que se lançou de corpo e alma nesta luta pacífica em favor do povo de São Paulo.

Como seria impossível enumerar os milhares de batalhadores diretos, sintetizo meu agradecimento e minha homenagem na figura decisiva e equilibrada do coordenador da minha campanha, o vereador Antonio Donato.

Por último, quero agradecer a todos meus opositores, porque me obrigaram, nesta campanha, a extrair o melhor de mim para poder superá-los em uma disputa limpa e democrática.

Minhas amigas e meus amigos,

Fui eleito pelo sentimento de mudança que domina a alma do povo de São Paulo. E sei da enorme responsabilidade de todos que são eleitos pela força deste signo.

Ser eleito pela força da mudança, significa não ter tempo a perder, não ter medo. De enfrentar, nem ter justificativas a dar para tornar este sonho realidade.

Significa não ter paciência nem pedir paciência; mas significa, antes de tudo, traçar prioridades e unir a cidade em torno de um projeto coletivo.

Meu objetivo central está plenamente delineado, discutido e aprovado pela maioria do povo paulistano: é diminuir a grande desigualdade existente

Em nossa cidade; é derrubar o muro da vergonha que separa a cidade rica e a cidade pobre.

Somos uma das cidades mais ricas e, ao mesmo tempo, uma das mais desiguais do planeta.

Não podemos deixar que isso siga, assim, por tempo indeterminado, exatamente no período em que o Brasil vem passando por uma das mudanças sociais mais vigorosas do mundo.

A prefeitura tem um papel importante nisso, pois é ela que cuida da oferta e da qualidade de alguns dos serviços públicos mais essenciais, como a saúde, o transporte, a educação, a habitação, entre outros.

Melhorar estes serviços é também uma forma concreta de distribuir renda, diminuir os desequilíbrios, aumentar e garantir a paz social. Sei que esta não é uma tarefa fácil, dada a complexidade dos problemas que vem se acumulando, ao longo dos anos.

Mas se São Paulo não conseguir resolver seus problemas, que cidade no Brasil, e no mundo, conseguirá faze-lo?

O fracasso de São Paulo seria o fracasso deste genial modelo de convivência, que a humanidade desenhou, ao longo dos séculos, para sobreviver e ser feliz: esta invenção insuperável do gênio humano, que se chama cidade.

E as cidades foram inventadas para unir e não para desunir; para proteger e não para fragilizar; para acarinhar e não para violentar; para dar conforto e não sofrimento.

São Paulo tem seus grandes problemas, mas tem suas próprias soluções. O Brasil moderno nasceu aqui, e o surpreendente Brasil do novo milênio também nascerá aqui, se corrigirmos nossos erros, se superarmos.

A inércia, se quebrarmos o imobilismo e se recuperarmos a alma criativa e o espírito de empreendedorismo que sempre foram a marca de São Paulo.

O mais fundamental, porém, é agregarmos a tudo isso, uma profunda consciência social.

É hora, repito, de fazer nascer uma nova São Paulo, capaz não apenas de se autocriticar, ou de se lamentar, mas de se reconstruir.

O primeiro passo, que quero dar a partir de hoje, é fazer com que a prefeitura recupere seu papel de liderar as forças criativas, produtivas e sociais da cidade.

Nossa intelectualidade nunca perdeu sua capacidade de pensar, mas a prefeitura perdeu interesse de atraí-la para um trabalho parceiro.

Nossas forças produtivas nunca deixaram de crescer e progredir, mas a prefeitura se inibiu no papel de desenhar políticas urbanas de desenvolvimento, capazes de corrigir as distorções urbanísticas e abrir novas perspectivas para a cidade.

Nossos movimentos sociais nunca deixaram de pensar, defender e expressar as ideias e sentimentos dos setores mais desprotegidos, porém a prefeitura deixou de ouvi-los com a constância e sinceridade necessárias.

É hora, portanto, de atrair, unir e estimular as forças vivas e o pensamento paulistano para um trabalho, acima de interesses individuais ou partidários.

Para esta ação convido todas as mulheres e todos os homens de São Paulo, jovens e velhos, de todas as classes sociais e de todas as colorações partidárias.

Mas não conseguiremos esta meta, se também não nos abrirmos cada vez mais para o Brasil e para o mundo.

São Paulo não é uma ilha política, tão pouco uma cidade de muralhas.

São Paulo precisa firmar parcerias vigorosas, na esfera pública, com o governo federal; e, na esfera privada, com o que exista de mais avançado em pensamento e tecnologia no mundo.

Sei que contarei com o apoio decisivo do governo da presidenta Dilma, mas potencializarei este apoio apresentando propostas e projetos criativos e irrecusáveis.

Não adianta o governo federal se dispor a ajudar, se não fizermos a nossa parte, apresentando a contrapartida da criação e da execução.

São Paulo tem que voltar a ser farol e antena, farol para iluminar seus passos e os passos do Brasil.

Antena para captar o que exista de mais moderno e para transmitir o que crie de mais diferenciado para nosso país e para o mundo.

Mas, como já disse, São Paulo tem que ser, antes de tudo, uma cidade-lar : um teto digno, limpo e decente, onde, de baixo do qual, toda família possa realizar seu sonho de ser feliz.

Muito obrigado.

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