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"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Porque Serra foi o verdadeiro poste desta eleição! - por Marcos Doniseti!

Porque Serra foi o verdadeiro poste desta eleição! - por Marcos Doniseti!

Serra: O candidato invisível!

Ataques de Serra contra Haddad foram ignorados pelo eleitorado do candidato petista.



As três pesquisas realizadas pelos dois institutos, Ibope e Datafolha, neste segundo turno da eleição municipal em São Paulo, mostraram os seguintes resultados:

1a. Pesquisa:

Ibope Haddad 48% X 37% Serra;
Datafolha Haddad 47% X 37% Serra.

2a. Pesquisa:

Ibope Haddad 49% X 33% Serra;
Datafolha Haddad 49% X 32% Serra.

3a. Pesquisa:

Ibope Haddad 49% X 36% Serra;
Datafolha Haddad 49% X 34% Serra.

Quando fazemos uma análise mais detalhada das três pesquisas, verificamos o seguinte:

1) Haddad manteve-se estável durante as três semanas deste segundo turno. Ele saiu de 47%-48% para 49% na segunda semana e continuou com este mesmo índice até o final.

Assim, é possível concluir que todos os virulentos ataques desferidos pela campanha de Serra contra o candidato do PT não resultaram em absolutamente nada. O efeito foi zero. Haddad não perdeu um único voto sequer, durante todo o segundo turno, em função desse festival de baixarias promovido por Serra.

É como se o eleitorado de Haddad tivesse ignorado a existência de Serra durante todo o segundo turno e o candidato do PT estivesse disputando a eleição contra um mero poste. É como se Serra não existisse para esse eleitorado que se dispôs a votar em Haddad.

Parece que os 49% de eleitores paulistanos que manifestam intenção de voto em Haddad pensaram assim: 'Meu voto é do Haddad e ponto final. E o resto não existe'.

Desta maneira, Serra foi o verdadeiro poste desta eleição. Aliás, mais do que um poste, Serra foi o candidato invisível.

E o eleitorado também ignorou, totalmente, o circo midiático montado para divulgar o julgamento da AP 470, no STF, em Brasília. É como se o mesmo estivesse acontecendo em Marte e fosse do interesse de apenas meia-dúzia de advogados e juristas fanáticos por julgamentos e mais ninguém.

Logo, aqueles longos e intermináveis dezoito minutos usados pelo 'Jornal Nacional', em sua ridícula edição do dia 23/10/2012, para atacar o PT, representaram uma enorme quantidade de tempo e de dinheiro jogados na lata de lixo.

Obs: não vi essa matéria, pois não assisto ao 'JN' nem que me paguem, mas li textos e comentários na Internet sobre a edição e um amigo comentou sobre o mesmo comigo.

Os tempos em que bastavam uma edição mal intencionada de uma edição do 'Jornal Nacional' para ajudar a modificar o resultado de uma eleição (como aconteceu no segundo turno da eleição presidencial de 1989, entre Collor X Lula) acabaram.

A dona Rede Gloebbels não é mais tão poderosa quanto pensa que é. Ela até pode conseguir influenciar o comportamento de ministros do STF amedrontados pelo seu poder de 'desconstruir' reputações, mas junto ao eleitorado isso parece que não funciona mais.

Ainda bem.

Entendo que isso aconteceu porque, nesta campanha eleitoral, os paulistanos se preocuparam, de forma exclusiva, com os problemas de sua cidade e com o fato de que a mesma foi, literalmente, abandonada por Serra e por Kassab nos últimos oito anos, o que sacrificou brutalmente a qualidade de vida dos cerca de 11.400.000 habitantes da capital paulista.

E é a recuperação e reconstrução da cidade que interessa, hoje, e mais do que tudo, para o eleitorado da capital paulista, e não um julgamento viciado e altamente suspeito a respeito de fatos ocorridos há sete anos.

E é justamente por isso que Fernando Haddad tem liderado com folga todas as pesquisas eleitorais neste segundo turno e tem tudo para vencer a eleição no próximo domingo e até com uma boa diferença sobre o candidato tucano.

2) A única oscilação significativa que ocorreu nas três pesquisas realizadas, neste segundo turno, pelo Ibope e Datafolha, se deu com a candidatura de Serra. E ela aconteceu justamente em função da participação de Silas Malafaia na campanha tucana.

Bastou este pastor intolerante e de mentalidade medieval entrar na campanha, ao lado de Serra, e atacar Haddad usando de um suposto 'kit gay' (na verdade, tratava-se de um projeto que visava combater a homofobia nas escolas públicas, o que é mais do que correto, aliás) que o candidato tucano despencou 4 pontos na pesquisa Ibope (caindo de 37% para 33%) e 5 pontos na pesquisa do Datafolha (caindo de 37% para 32%) nas pesquisas realizadas na segunda semana de campanha deste segundo turno.

Daí, vendo o estrago que Malafaia havia feito em sua campanha, Serra o mandou de volta para o seu lugar de origem e não se ouviu mais falar do dito cujo (e nem do tal 'kit gay) na campanha municipal paulistana.

Com isso, ao abandonar essa desastrada estratégia de 'Malafaia-kit gay', Serra se recuperou, parcialmente, e chegou a 36% no Ibope e 34% no Datafolha na terceira pesquisa dos dois institutos, que foram divulgadas ontem. E mesmo assim o candidato tucano ainda não voltou aos 37% que possuía na primeira semana deste segundo turno, o que mostra o estrago que a participação de Malafaia teve para Serra.

Fora essa oscilação que aconteceu com Serra, o segundo turno foi de uma estabilidade praticamente total durante as três semanas de campanha. E no caso de Haddad, ela foi notável, como se ele estivesse sozinho na disputa, como eu já disse aqui.

Aliás, essa condição de Serra como sendo um mero poste, ou até como sendo um candidato virtualmente invisível (pois tudo o que ele disse neste segundo turno foi solenemente ignorado pelo eleitorado), não é nenhuma novidade.

Vejam que, quando as primeiras pesquisas para esta eleição foram feitas, Serra alcançava cerca de 35%-36% das intenções de voto. E ele termina a campanha neste segundo turno com o mesmo percentual que possuía no final de 2011. Assim, desde aquela época, Serra não conquistou um único voto sequer, limitando-se a manter os mesmos votos que tinha há cerca de 10 meses.

Aliás, isso também aconteceu com Serra na eleição presidencial de 2010.

Na primeira pesquisa que o Datafolha realizou com o nome de Dilma, no início de 2008, a então ministra da Casa Civil aparecia com meros 3% das intenções de voto, enquanto que Serra tinha 38% (votos totais). Daí, Serra terminou o primeiro turno da eleição presidencial com cerca de 33% dos votos válidos e, no segundo turno, obteve 44% dos votos válidos, o que dá, praticamente, o mesmo percentual (em votos válidos) que ele possuía no começo de 2009.

Assim, durante quase dois anos de campanha para a presidência da República, Serra também não conquistou um único voto adicional sequer, limitando-se a manter o mesmo eleitorado que tinha no começo da disputa.

Desta forma, Serra parece ser um poste, que ilumina (e atrai) apenas cerca 40% dos eleitores (em votos válidos) mas que é totalmente ignorado pelos demais 60%, como se ele fosse invisível.

Não importa o que Serra fale ou faça, pois ele somente consegue os mesmos votos dos mesmos eleitores de sempre, sem conquistar mais nenhum voto durante as campanhas, por mais longas que estas sejam e independente do fato do noticiário da Grande Mídia ser totalmente favoràvel às suas pretensões políticas.

E isso explica porque ele foi derrotado por Dilma em 2010 e, agora, está prestes a perder a eleição municipal para Haddad de uma forma que ele sequer imaginava.

Com essa mais do que certa, e também previsível, derrota para Haddad, pode-se concluir que Serra irá se transformar num poste apagado.


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