Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

EUA: urnas mostram estilhaçamento social - por Saul Leblon!


EUA: urnas mostram estilhaçamento social - por Saul Leblon, da Carta Maior


A vitória de Obama sobre Romney por pequena diferença no voto popular reflete o estilhaçamento atual da sociedade norte-americana, que se tornou presa fácil de apelos simplistas da direita - mesmo quando ela é representada por uma caricatura como Romney. 

A supremacia financeira dos últimos 40 anos, grosseiramente condensável no trinômio 'mais credito, menos empregos de qualidade e maior corrosão de direitos' desconstruiu os laços de pertencimento do país que, sintomaticamente hesitou entre Obama e Romney , de fato nem tão antagônicos assim. 

A atomização estrutural do tecido norte-americano nos dias que correm guarda significativa distancia daquele país que deu quatro mandatos a Franklin Roosevelt. A crise que se arrasta há quatro anos e as quatro décadas do vale tudo neoliberal que a antecederam varreram a ordenação da economia, destruíram sua base industrial e a coerência macroeconômica feita da subordinação das finanças ao Estado --maior legado do democrata odiado pela direita. 

Da crise de 29, antecedida de uma revolução proletária na Rússia, Roosevelt ao contrário herdou uma classe operária inquieta, rebelde e arrojada. Seu espessamento sindical foi em parte obra do próprio democrata reformista que recebeu em troca um escopo de sustentação e de coerência impossíveis hoje. 

Reeleito nesta 4ª feira, Obama fez um apelo à união. É formal. Ele sabe: quem quer que ganhasse o pleito de 2012 não uniria os EUA da desordem neoliberal. Não por falta de vontade. Mas porque as rupturas e a dissolução de seus fundamentos agora são muito mais extremadas do que aquelas enfrentadas por Roosevelt, que paradoxalmente dispôs de uma cola social mais densa para salvar o capitalismo de sua própria loucura. 

Na vez de Obama, ao contrário, ficou difícil reconduzir o império à pista da sensatez. A carta do futuro continua com as ruas; e em grande parte será decidida fora do país e à revelia do ocupante da Casa Branca.
Postado por Saul Leblon 

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