Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dilma anuncia a construção de 4 novas universidades federais!

Em coluna, Dilma anuncia construção de 4 novas universidades - do Vermelho

Até 2014, o governo vai criar quatro novas universidades federais e 47 campus universitários, o que vai facilitar o acesso dos estudantes ao ensino superior, informou a presidente Dilma Rousseff na coluna Conversa com a Presidenta publicada nesta terça (31). Ao estudante de Uberlândia (MG) Sandro Gonçalo Alcondo, ela lembrou que 14 universidades e 120 campus foram criados no governo do ex-presidente Lula.


“Esta expansão permitiu ampliar as vagas de ingresso de 139 mil, em 2007, para 243 mil, agora, em 2012”, disse a presidente, lembrando que, por meio do SISU, o governo também aumentou as chances de ingresso em 95 universidades públicas.

Para viabilizar os estudos em universidades particulares, acrescentou a presidenta, os estudantes contam com o Programa Universidade para Todos (Prouni), que já concedeu mais de um milhão de bolsas de estudo, e o Financiamento Estudantil (Fies), com taxa de juros de 3,4% ao ano.

A presidente Dilma também respondeu à corretora de imóveis Eliane Nunes, de João Pessoa (PB), sobre a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, que já recebeu 2,3 milhões de denúncias. Desde 2006, quando a Lei Maria da Penha começou a ser aplicada, 332 mil processos foram abertos e 110 mil agressores, sentenciados. Segundo a presidenta, a Lei Maria da Penha é uma das mais eficientes e severas de todo o mundo.

“Esta lei encoraja as denúncias, garante a integridade física das mulheres e está ajudando a promover uma mudança de cultura no relacionamento entre homens e mulheres.”

Dilma Rousseff também esclareceu à agente de endemias de Itapetinga (BA) Lenira Santos que o Ministério da Saúde, por meio Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti, identifica as áreas onde as larvas do mosquito transmissor da dengue estão mais presentes. Ao determinar os locais de maior incidência, o LIRAa permite às prefeituras e à população a adoção de medidas para prevenir a doença. Outra ação, lançada em 2011 pelo Ministério da Saúde, é o repasse de recursos adicionais para o aprimoramento das medidas de prevenção e controle da dengue. Segundo a presidente, estados e municípios recebem R$ 1 bilhão por ano para as ações de combate à dengue.

“Esse novo incentivo aumenta em 20% esse repasse para os 1.159 municípios prioritários. Ao receber esses recursos adicionais, eles devem assegurar, entre outras ações, que terão a quantidade adequada de agentes de controle de endemias e realizarão as visitas domiciliares recomendadas. Cabe aos municípios definir como serão utilizados os recursos desse adicional, incluindo a fixação dos salários dos agentes.”

Fonte: Blog do Planalto


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http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=174507&id_secao=1

Em Cuba, Dilma condena bloqueio e reafirma parceria!

Em Cuba, Dilma condena bloqueio e reafirma parceria - do Vermelho

Ao visitar Cuba pela primeira vez desde que assumiu o governo brasileiro, a presidente Dilma Rousseff condenou o bloqueio imposto à ilha pelos Estados Unidos há 50 anos. Segundo Dilma, a melhor forma de o Brasil ajudar o país caribenho é furar esse bloqueio e continuar investindo em parcerias que também são estratégicas para o Brasil.


Dilma posa para foto ao lado do presidente de Cuba, Raúl Castro, durante sua primeira visita ao país / Foto: Roberto Stuckert Filho - Presidência da República

"Eu acredito que a grande contribuição que nós podemos dar aqui, a Cuba, é ajudar a desenvolver todo o processo econômico", disse. "A melhor forma de o Brasil ajudar Cuba é contribuir para acabar com esse processo, que eu considero que não leva a grande coisa, leva mais à pobreza das populações que sofrem a questão do bloqueio, a questão do embargo, do impedimento do comércio", disse.

Segundo ela, que chegou a Cuba na segunda (30), a cooperação estratégica com Cuba é favorável aos dois países, pois em áreas como biotecnologia o estado caribenho exibe uma estrutura excepcional e competente, enquanto o Brasil pode aportar uma alta capacidade tecnológica.

Depois de colocar uma oferenda floral no memorial dedicado a José Martí, herói nacional de Cuba, Dilma destacou que seu governo tem o compromisso de contribuir com o povo da ilha, que impulsiona um processo de atualização econômica.

Dilma Rousseff rede homenagem a José Martí / Foto: Omara García Mederos/AIN

 Dilma citou as iniciativas brasileiras em Cuba que ela considera estratégicas, como a política de crédito para compra de alimentos na ilha. Por meio de um crédito rotativo, o Brasil financia para Cuba a compra de produtos alimentícios brasileiros. Essa linha oferece US$ 400 milhões em crédito.

Além disso, o programa federal Mais Alimentos financia a compra de máquinas e equipamentos para a produção de alimentos em Cuba. Nessa modalidade, o crédito oferecido ao país caribenho é de US$ 200 milhões, de acordo com informações da própria presidenta. "É impossível considerar correta a política de bloqueio de alimentos para um povo", enfatizou.

Dilma também destacou a parceria para a ampliação e modernização do Porto de Mariel, estratégico para o comércio externo do país. "Trata-se de um sistema logístico de exportações de bens", disse. Dos cerca de US$ 900 milhões investidos no porto, o Brasil contribui com cerca de US$ 640 milhões. "Nós achamos que é fundamental que se criem aqui condições de estabilidade para o desenvolvimento do povo cubano", disse a presidente, que deixará a ilha nesta quarta, rumo ao Haiti.

Havana e Brasília mantêm relação diplomáticas desde 1943 - interrompidas em 1964 e restabelecidas 22 anos depois - com laços que se fortaleceram a partir da chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governo, uma tendência que permanece com a atual gestão. O Brasil é hoje o segundo maior parceiro comercial de Cuba na América Latina, depois apenas da Venezuela. Atualmente, quase 700 jovens brasileiros estudam na ilha.

Sem dupla moral

Na entrevista coletiva em Cuba, Dilma destacou que os direitos humanos não devem ser usados como arma política. Para a chefe de Estado brasileira, a questão deve ser tratada de uma forma mais abrangente e não como ferramenta para criticar apenas certos países. "O mundo precisa se comprometer em geral. Não é possível fazer da política de direitos humanos só uma arma de interesse político e ideológico. O mundo precisa se convencer que é algo que todos os países do mundo têm de se responsabilizar, inclusive o nosso", disse a presidente.

Dilma afirmou que desrespeitos aos direitos humanos ocorrem em todas as nações, inclusive no Brasil, e citou como exemplo as violações denunciadas na base norte-americana de Guantânamo. A questão dos direitos humanos é com frequência utilizada pelos detratores de Cuba, que, por outro lado, não fazem as mesmas cobranças a outros países, a exemplo dos Estados Unidos e suas práticas de tortura.

"Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro. Nós no Brasil temos o nosso. Então eu concordo em falar de direitos humanos dentro de uma perspectiva multilateral", disse a presidenta, em coletiva de imprensa. "Não podemos achar que direitos humanos é uma pedra que você joga só de um lado para o outro. Ela serve para nós também", encerrou a presidente, negando-se a engrossar o coro do discurso anticubano.

Com agências

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Dívida pública cai para 36,5% do PIB em 2011!

Superávit primário atingiu R$ 128,7 bilhões em 2011 - por Najla Passos, da Carta Maior

O total economizado pelo governo para quitação dos juros da dívida pública, o chamado superávit primário, atingiu R$ 128,7 bilhões, o que significa 3,11% de todas as riquezas geradas pelo país, ou seja, do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, conforme nota técnica divulgada nesta terça (31) pelo Banco Central (BC). A poupança excedeu a meta do governo, que era de R$ 127,9 bilhões. E foi maior do que a registrada em 2010, que atingiu R$ 101,7 bilhões, ou 2,7% do PIB.

Brasília - Em 2011, primeiro ano de mandato da presidenta Dilma Rousseff, cada um dos 190 milhões de brasileiros pagou R$ 677 em impostos para que o governo “honrasse” o pagamento dos juros da dívida pública ao “mercado”. Foi o maior valor nominal já pago pelos cidadãos.

O total economizado pelo governo para quitação dos juros da dívida pública, o chamado superávit primário, atingiu R$ 128,7 bilhões, o que significa 3,11% de todas as riquezas geradas pelo país, ou seja, do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, conforme nota técnica divulgada nesta terça (31) pelo Banco Central (BC).

A poupança excedeu, inclusive, a meta traçada pelo próprio governo, que era de R$ 127,9 bilhões. E foi bem maior do que a registrada em 2010, no último ano de mandato do ex-presidente Lula, que atingiu R$ 101,7 bilhões, ou 2,7% do PIB.

“Este ano, o país conseguiu um excedente de R$ 0,8 bilhões sobre a meta de superávit primário”, explicou o chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel.

Em função dos valores nominais destinados ao pagamento dos juros terem aumentado, a projeção da dívida líquida brasileira em relação ao PIB caiu para o menor patamar já verificado desde o início da série histórica calculada pelo Banco Central, desde 2001.

Representou uma redução de 2,7 pontos percentuais do conjunto de riquezas geradas pelo país: fechou 2011 com R$ 1,508 trilhões (36,5% do PIB), contra R$ 1,534 trilhões (37,5% do PIB) em 2010.

De acordo com Maciel, a perspectiva para este ano é que a dívida líquida, em dezembro, represente um percentual ainda menor do PIB, 35,7%, embora não seja possível prever o quanto isso representará no bolso de cada um dos brasileiros.

“As projeções para 2012 são muito favoráveis, porque a perspectiva é de inflação mais baixa, aumento do crescimento econômico e recua na Taxa Celic”, afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC.

A Lei Orçamentária 2012, sancionada este mês pela presidenta Dilma, reserva outros R$ 140 bilhões para pagamento de juros ao mercado. Isso significa que cada brasileira pagará, em média, durante 2012, mais R$ 736 em tributos que, posteriormente, serão transformados no superávit primário.

Os recursos direcionados ao pagamento dos juros da dívida beneficiam um número pequeno e desconhecido de pessoas, e deixam de ser investidos em serviços para o cidadão comum, como obras de infraestrutura, saúde e educação.

O governo não informa quantos são e nem quem são os credores, mas uma estimativa do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Márcio Pochmann, revela que 20 mil famílias tiram proveito deste “mercado” da dívida.

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Em Cuba, Dilma não 'derrapa' à direita e prega aliança estratégica!

Em Cuba, Dilma não 'derrapa' à direita e prega aliança estratégica - por André Barrocal, da Carta Maior

Em visita a Cuba, Dilma fala sobre Guantánamo, ao comentar direitos humanos, e alfineta embargo dos EUA, ao dizer que Brasil quer cooperar com desenvolvimento cubano. Países fecham nove acordos. Presidenta critica 'práticas violentas' contra movimentos sociais e, com 'muito orgulho', encontra Fidel Castro.


Havana – Segundo líder estrangeiro a fazer uma visita oficial a Cuba em 2012, a presidenta Dilma Rousseff fugiu de “cascas de banana” políticas e diplomáticas que lhe surgiram na primeira etapa dos compromissos desta terça-feira (31). E ainda enfatizou que está na ilha por amizade e desejo de cooperar com o governo e o povo cubanos.

Ao comentar a política de direitos humanos da ilha, lembrou Guantánamo, símbolo de que o grande inimigo da ilha, os Estados Unidos, tem telhado de vidro. Ao falar sobre como o Brasil pode ajudar no desenvolvimento de Cuba, alfinetou o histórico bloqueio imposto pelos norte-americanos e ainda disse que cooperação não deve ser movida por interesse unilateral.

Na entrevista coletiva de cerca de dez minutos que deu à imprensa brasileira e estrangeira, Dilma também mandou recados políticos com significado interno, em resposta a quem quis saber como se poderia interpretar uma agenda que, em uma semana, levou-a ao Fórum Social Temático, em Porto Algere, e a Cuba.

“Vamos falar de direitos humanos? Então nós vamos começar a falar de direitos humanos no Brasil, nos Estados Unidos, uma coisa chamada Guantánamo...”, disse Dilma, logo no primeiro tema levantado durante a coletiva, assunto com potencial para embaraçar as históricas e amistosas relações entre Brasil e Cuba.

Quando foi a Cuba, por exemplo, o ex-presidente Lula sempre fugiu da mesma “derrapagem”, o que também lhe custava críticas – de adversários políticos e da imprensa - de cumplicidade com ditaduras.

“Não é possível fazer da política de direitos humanos só uma arma de combate político e ideológico”, disse a presidenta, para quem o assunto deve ser abordado de forma global. “Direitos humanos não é uma pedra que você joga só de um lado para o outro”, comentando que tem quem atire e possua telhado de vidro, inclusive o Brasil, talvez numa velada referência ao caso Pinheirinho.

Na entrevista, Dilma afirmou que tinha “imenso orgulho” de estar na ilha, onde pretende estabelecer “uma grande parceria com o governo cubano e povo cubano”, “estratégica e duradoura”, para contribuir com o desenvolvimento local, contrapondo-se à postura “do bloqueio, do embargo, do impedimento”, que levam “mais a pobreza e a problemas sérios para as populações”.

Segundo ela, América Latina, Caribe e África são regiões com as quais o Brasil “mais tem obrigação” de construir uma “política decente”. “Não uma política que só olhe o seu interesse, mas seja capaz de construir com o seu interesse, o interesse do outro povo. Eu acho que essa é a novidade da nossa presença internacional.”

Para ajudar a contribuir – e tirar proveito de uma relação que tem dois sentidos -, Dilma e o líder cubano, Raúl Castro, viram seus ministros assinarem nove acordos, depois de uma reunião privada entre os dois, na etapa posterior da agenda da brasileira, depois da entrevista.

A assinatura de atos no Palácio do Governo de Cuba foi precedida da leitura de um comunicado conjunto, em que os dois países ressaltavam a “amizade” histórica existente entre ambos.

Foram fechados acordos pelos quais o Brasil aumenta o financiamento à produção de alimentos em Cuba, na área de transporte, biotecnologia, de melhoria do fluxo de comércio entre os dois países, hoje em US$ 650 milhões por ano.

Tudo se soma agora ao crédito de US$ 650 milhões que o Brasil cedeu a Cuba para ajudar numa das maiores obras em andamento na ilha, o Porto de Mariel, a cerca de 45 minutos de Havana, que Dilma visitaria mais tarde. “[O porto] É fundamental que se criem aqui condições de sustentabilidade para o desenvolvimento do povo cubano”, dissera a presidenta na entrevista.

Na conversa com os jornalistas, Dilma disse que o Brasil é um país pacífico e que faz política internacional dialogando com todos, Cuba, e Estados Unidos (cujo presidente recebeu no ano passado e a quem deve visitar em março), Argentina e União Européia, China e G-20, como aconteceu no ano passado.

E, neste trecho da entrevista, deu sutis - mas perceptíveis - recados políticos internos. Ao rememorar a ida ao Fórum Social, disse que acha “fundamental dialogar com os movimentos sociais”, que passaram 2011 um pouco mau-humorados com a falta de acesso que tiveram 'a presidenta em comparação com a era Lula.

“Não acredito, nem para nós internamente, que as práticas violentas de tratamento de movimentos sociais se justifiquem”, declarou a presidenta, em outra referência velada ao caso Pinheirinho, que ela havia comentado apenas numa reunião fechada (“barbárie”).

“Nem tampouco nós acreditamos que a guerra, o conflito, o confronto, levem a grandes resultados", emendou a presidenta, numa declaração sem endereço mas que pode ser entendida tanto dentro do Brasil, no caso Pinheirinho, quanto em relação à tradicional postura bélica dos EUA.

Quando deu a entrevista, Dilma tinha acabado de participar de uma ceriômia alusiva ao herói da libertação cubana José Martí, em um memorial dedicado a ele na histórica Praça da Revolução, palco dos longos e famosos discursos do líder Fidel Castro, hoje doente e com 85 anos.

Embora não tivesse sido divulgado à imprensa, desde a véspera, segundo a reportagem apurou, já estava certo que Dilma encontraria Fidel, para um visita restrita, na casa do líder cubano, da qual deveriam participar, pelo lado brasileiro, somente o ministro Antonio Patriota (Relações Exteriores) e o assessor para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia. Ela disse que encontraria Fidel "com muito orgulho".

O encontro ocorreria depois do almoço que Dilma teria apenas com seus assessores mais próximos, no hotel em que a comitiva presidencial está hospedada em Havana. Ela chegou ao hotel por volta das 12h20 no horário local, três horas a menos do que a hora oficial do Brasil.

Entre a visita ao Memorial José Martí e o almoço, Dilma tinha se reunido por mais de uma hora com o irmão de Fidel e atual líder cubano, Raúl Castro, hoje com 80 anos. Antes de Dilma, Raúl recebera em Havana, em 2012, para visita oficial, só o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. E ainda não fez viagens ao exterior neste início do 54 ano da revolução.

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Equador está próximo de aprovar a sua 'Ley de Medios'!

Equador: lei de comunicação está na reta final de aprovação -do Vermelho

A nova lei de Comunicação do Equador entrará em vigor nas próximas semanas, após votação final que encerrará um trâmite de três anos de debates em torno de sua formulação. 

O presidente da Assembleia Nacional, Fernando Cordeiro, se reunirá nesta terça (31) com representantes dos canais de televisão para abordar o rascunho final, ao qual considerou "adequado à Constituição e aos tratados internacionais".


Com 128 artigos e 16 disposições transitórias, o projeto regula a difusão de conteúdos violentos ou discriminatórios, demanda responsabilidade no exercício do jornalismo, promove o pluralismo e a diversidade e o respeito aos direitos humanos.

Também determina aos meios de comunicação a difusão de informações e outros conteúdos que ressaltem os valores humanos. Ao mesmo tempo, estabelece punição aos profissionais que abusarem do poder ou ferirem a integridade de terceiras pessoas.

O líder parlamentar destacou que os postulados do projeto estão atualizados com os modelos mais modernos em matéria de comunicação e defesa da liberdade de todas as pessoas.

Mesmo aprovado, o projeto inicial, segundo informação oficial, deverá passar por mudanças importantes e sensíveis em torno da proteção da censura prévia e a responsabilidade dos veículos com os conteúdos difundidos.

A nova lei também incorpora ajustes na redação no que se referem ao acesso dos candidatos aos meios de comunicação, a fim de que participem em entrevistas, debates e programas opinativos durante as campanhas eleitorais.

O presidente do órgão legislativo equatoriano espera poder implementar a nova lei de comunicação a partir da próxima sexta-feira, depois de que o Movimento Aliança PAÍS o submeter a debate durante seis sessões de trabalho.

Cordeiro afirmou que o cronograma contempla a realização de foros de discussão com o apoio das universidades no país para a socialização do conteúdo.

O projeto legislativo encontrou forte oposição dos grupos que monopolizam a informação, os quais se recusaram a submeter-se a normas que norteiam os conteúdos, programação e divulgação no espaço radiofônico.

Pretende-se regular as frequências de forma equitativa (33%) para o setor público, o privado e o comunitário, e estabelecer responsabilidades para garantir o direito pleno dos atores sociais nos processos comunicacionais.

As novas regras promovem o acesso universal às tecnologias de informação e computação, e permite a pessoas afetadas por informações inexatas ou dolosas efetuar a retificação através do mesmo meio.

A nova lei também dissemina a promoção da diversidade cultural e de identidades da nação e demanda uma programação que leve em conta os diferentes idiomas do Equador.

Fonte: Prensa Latina

 

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O Haiti que Dilma visita (contado por Eduardo Galeano)!

O Haiti que Dilma visita (contado por Eduardo Galeano) - por Emir Sader, do seu blog, na Carta Maior


“Os escravos negros do Haiti propinaram uma tremenda surra ao Exército de Napoleao Bonaparte; e em 1808 a bandeira dos livres se alçou sobre as ruínas.

Mas o Haiti foi, desde ali, um país arrasado. Nos altares das plantações francesas de açúcar se tinham imolado terras e braços, e as calamidades da guerra tinham exterminado um terço da população.

O nascimento da independência e a morte da escravidão, façanhas negras, foram humilhações imperdoáveis para os brancos donos do mundo.

Dezoito generais de Napoleão tinham sido enterrados na ilha rebelde. A nova nação, parida em sangue, nasceu condenada ao bloqueio e à solidão: ninguém comprava dela, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia. Por ter sido infiel ao amo colonial, o Haiti foi obrigado a pagar à França uma gigantesca indenização. Essa expiação do pecado da dignidade, que esteve pagando durante um século e meio, foi o preço que a França lhe impôs para seu reconhecimento diplomático.

Ninguém mais o reconheceu. Nem a Grande Colombia de Simon Bolívar, mesmo se ele lhe deveu tudo. Navios, armas e soldados o Haiti tinha lhe dado, com a única condição que libertasse aos escravos, uma ideia que não tinha ocorrido ao Libertador. Depois, quando Bolívar triunfou na sua guerra de independência, negou-se a convidar o Haiti ao congresso das novas nações americanas.

O Haiti continuou sendo o leproso das Américas.

Thomas Jefferson tinha advertido, desde o começo, que tinha que confinar a peste nessa ilha, porque dali provinha o mal exemplo.

A peste, o mau exemplo: desobediência, caos, violência. Na Carolina do Sul, a lei permitia prender qualquer marinheiro negro, enquanto o seu navio estivesse no porto, pelo risco de que pudesse contagiar a febre antiescravista que ameaçava a todas as Américas. No Brasil essa febre se chamava haitianismo.

Postado por Emir Sader

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http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=878

PSDB de São José dos Campos recebeu R$ 427 mil do ramo imobiliário em 2008!

PSDB de São José dos Campos recebeu R$ 427 mil do ramo imobiliário em 2008 - do Sul21

Felipe Prestes

O comitê municipal único do PSDB em São José dos Campos recebeu R$ 427 mil de doações declaradas de 22 empresas do ramo imobiliário nas eleições de 2008. O valor representa aproximadamente 20% dos R$ 2.109.475 recebidos pelo comitê. Destes mais de R$ 2 milhões do comitê, cerca de R$ 630 mil foram destinados à campanha vitoriosa do atual prefeito Eduardo Cury (PSDB).

O deputado estadual Fernando Capez (PSDB), irmão do desembargador do TJ-SP Rodrigo Capez, que coordenou a ação policial em Pinheirinho, também recebeu bastante apoio do ramo imobiliário nas eleições de 2010. Quinze empresas do ramo doaram um total de R$ 424.462,02 para a campanha de Capez, 38% de tudo o que ele arrecadou (R$ 1.114.443,90).

Pinheirinho tem área de 1,3 milhão de m² e estava ocupada por 1,6 mil famílias desde 2004. A Prefeitura de São José dos Campos obteve propostas dos governos estadual e federal para inscrever a área em projetos habitacionais sem que tivesse que pagar o valor do terreno, que pertence ao especulador Naji Nahas, mas não quis fazê-lo.

Na ação de desocupação, o desembargador Rodrigo Capez esteve no local representando o TJ-SP e ordenou a continuidade das ações — mesmo que liminares da Justiça Federal colocassem um impasse jurídico, só resolvido pelo STJ no dia seguinte à reintegração de posse.
As informações foram extraídas do site do TSE.

Veja abaixo:

Arte: Ramiro Furquim/Sul21
Arte: Ramiro Furquim/Sul21

Links:

http://sul21.com.br/jornal/2012/01/psdb-de-sao-jose-dos-campos-recebeu-r-427-mil-do-ramo-imobiliario-em-2008/


Obama admite assassinatos de civis com o uso dos 'drones'!

Obama admite assassinatos; Paquistão adverte EUA- do Vermelho

O Governo paquistanês classificou nesta terça-feira (31) como "inaceitáveis" os ataques com aviões não tripulados norte-americanos em seu território depois que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reconheceu publicamente pela primeira vez sua existência.




"São ilegais, polêmicos e, portanto, inaceitáveis", escreveu à Agência Efe por mensagem de texto o porta-voz das Relações Exteriores paquistanês, Abdul Basit, sobre os chamados aviões não tripulados apelidados de "drones").

Os EUA bombardeiam com esses equipamentos áreas do Paquistão e, com menos frequência, outros países com os quais também não está tecnicamente em guerra, como o Iêmen e a Somália.

A postura oficial do Paquistão é que os ataques, mesmo eliminando alvos insurgentes, representam um fracasso estratégico, pois geram a cólera da população.

Os "drones" são uma das armas mais usadas por Obama na perseguição aos que o imperialismo norte-americano considera terroristas: em 2010 foram 118 ataques só no Paquistão, frente a 70 do ano passado, um reflexo das turbulentas relações diplomáticas entre ambos os países.

Em conversa com internautas, Obama admitiu pela primeira vez na última segunda-feira o uso de "drones" em ataques a supostos militantes da Al Qaeda e de redes jihadistas presentes nas áreas tribais paquistanesas que fazem fronteira com o Afeganistão.

O presidente disse que os aviões não-tripulados "não fizeram um grande número de vítimas civis" e que os ataques são “precisos”, algo contestado discutido por organizações de direitos humanos para as quais eles matam civis.

Obama acaba, portanto, de admitir que o imperialismo estadunidense está lançando mão de assassinatos “seletivos” de opositores num país estrangeiro. O chefete da Casa Branca, com o maior despudor, confessou dois crimes: o assassinato de ativistas - que na nomenclatura psicótica e bandida da Casa Branca, do Pentágono, da CIA e do Departamento de Estado – são terroristas e a violação da soberania nacional. São atentados aos direitos humanos e à ordem internacional.

Atenção, Conselho de Segurança da ONU, que se reúne hoje para sancionar a Síria: eis um ponto a acrescentar à pauta.

José Reinaldo, com informações da EFE

Link:
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=174483&id_secao=9


Meu Comentário!


Cadê a Rede Globo e o Ali Kamel para protestar contra isso?


Ninguém sabe... Ninguém viu...

Desemprego na zona do euro é recorde em 2011!

Desemprego na zona do euro é recorde em 2011 - do Vermelho

Espanha tem maior taxa de desemprego da EuropaTaxa média de desemprego atingiu 10,4% em dezembro. Situação é pior na Espanha e na Grécia, onde o nível gira em torno de 20%. Áustria, Holanda, Luxemburgo e Alemanha registram números melhores.

A taxa de desemprego na zona do euro alcançou no final de 2011 o maior nível desde a adoção da moeda comum. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (31/01) pelo órgão europeu de estatísticas Eurostat, a taxa média foi de 10,4% em dezembro.

O Eurostat também revisou a taxa de novembro, que passou de 10,3% para 10,4%. Na média do ano, a taxa se manteve estável em relação a 2010, na marca de 10,1%.

Pelos cálculos do Eurostat, cerca de 16,47 milhões de pessoas estavam sem emprego na zona do euro no mês de dezembro. O número representa uma alta de 20 mil na comparação com novembro e de 751 mil pessoas em relação a dezembro de 2010.

Considerando todos os países da União Europeia, a falta de trabalho afetou 23,8 milhões de pessoas em dezembro passado.

As menores taxas de desemprego foram registradas na Áustria (4,1%), na Holanda (4,9%) e em Luxemburgo (5,2%), países não afetados pela crise da dívida que assola a região sul do bloco europeu.

O país em pior situação é a Espanha, onde a taxa de desemprego alcança 22,9%. Na Grécia, outro país em dificuldades, ela é de 19,2%. A situação é especialmente ruim para os jovens espanhóis, já que quase a metade das pessoas com menos de 25 anos não tem trabalho no país.

Número de janeiro na Alemanha

Na Alemanha, o número de desempregados superou de novo a marca dos 3 milhões em janeiro de 2012. Segundo dados do Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha (Destatis), havia 3,082 milhões de desempregados no país, o que corresponde a uma taxa de desemprego de 7,3%.

Em dezembro, o índice havia sido de 6,7%. Apesar da alta, esse é o melhor número para um mês de janeiro em 21 anos. "Estamos surpresos", declarou o chefe da Agência Federal do Trabalho, Frank-Jürgen Weise.

Fonte: Deustche Welle com revisão de Carlos Albuquerque

Link:



http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=174503&id_secao=2

PHA: Globo “relativiza” Dilma sobre Direitos Humanos!

Globo “relativiza” Dilma sobre Direitos Humanos - por PHA!

    Publicado em 31/01/2012


O Ali Kamel não consegue, sequer, surpreender.

Como previu este Conversa Afiada, ele distorceu, fraudou a clara, inequívoca posição do Brasil sobre a questão dos Direitos Humanos.

Dilma espinafrou Obama por causa de Guantánamo e Alckmin por causa da “Nova Canudos” em Pinheirinho, e na Cracolândia.
Dilma não podia ser mais clara: Direitos Humanos não deve ser bandeira só dos Estados Unidos ou da Globo (hoje).

“Quem atira a pedra tem telhado de vidro,” ela observou.

Isso é omitir-se ?

Espinafrar Obama ao lado de Guantánamo, é “relativizar” ?

Quem foi que deu o visto à blogueira dissidente ?

Aí, entra o William Bonner e diz que Dilma “relativizou” a questão dos Direitos Humanos.

Interessante.

A Globo agora é a Madre Superiora dos Direitos Humanos.

E quando os Direitos Humanos eram celebrados na OBAN e no Doi-Codi, na Barão de Mesquita, o que fez a Madre Superiora ?

Naquela época, Direitos Humano para a Globo era coisa de “comunista”.

Não é isso, Dr Roberto ?

Como perguntou o Vasco, indignado com o “relativismo:

Quem tem mais autoridade moral para falar em Direitos Humanos: a Dilma ou o Ali Kame?

Link:
 http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/01/31/globo-relativiza-dilma-sobre-direitos-humanos/

Direitos humanos não devem ser usados como arma política, diz Dilma em Cuba!

Direitos humanos não devem ser usados como arma política, diz Dilma em Cuba

Para a presidente, a questão deve ser tratada de uma forma mais abrangente
 

Em visita diplomática a Cuba, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (31/01) que os direitos humanos não devem ser usados como arma política. Para a chefe de Estado brasileira, a questão deve ser tratada de uma forma mais abrangente. A declaração de Dilma acontece no momento em que grupos anticastristas pressionaram a presidente brasileira a se manifestar sobre o tema.

Durante discurso em frente ao Memorial José Martí, em Havana, Dilma mencionou a prisão de segurança máxima de Guantánamo, em Cuba e controlada pelos Estados Unidos, para exemplificar a maneira como a discussão sobre os direitos humanos não é linear.

Roberto Stuckert Filho/PR - Divulgação

Presidente brasileira participou de cerimônia no tradicional Memorial José Martí

Para a presidente, a existência da prisão, localizada em uma base naval norte-americana, precisa ser revista. “Nós começaremos a falar de direitos humanos no Brasil, nos EUA, a respeito de uma base aqui chamada de Guantánamo. [É preciso falar de] direitos humanos em todos os lugares”, afirmou.
Os EUA são criticados por manterem na prisão dezenas de suspeitos de terrorismo há mais de 10 anos, sem julgamento. Denúncias de organizações que lutam por direitos humanos criticam o tratamento dado aos presos.

“Prefiro falar de outra coisa. Prefiro falar de algo muito importante que é o fato de que o mundo precisa se comprometer, em geral. Não é possível fazer da política de direitos humanos só uma arma de combate político ideológico”, declarou a presidente, que voltou a falar sobre o aspecto brasileiro do tema.

Roberto Stuckert Filho/PR - Divulgação

Dilma se encontrou com o presidente cubano, Raúl Castro, para discutir acordos

“O mundo precisa se convencer de que [os direitos humanos] é algo que todos os países do mundo têm de se responsabilizar, inclusive o nosso. Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro. Nós, no Brasil, temos o nosso. Então eu concordo em falar de direitos humanos dentro de uma perspectiva multilateral. Acho que esse é o compromisso de todos os povos civilizados”, completou.

Dilma Rousseff chegou na noite desta segunda-feira (30/01) à Havana onde assinará vários acordos bilaterais para a ampliação das parcerias entre os dois países. Os contratos devem abranger as áreas da saúde, agricultura, ciências e setor aéreo.

Link:
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19554/direitos+humanos+nao+devem+ser+usados+como+arma+politica+diz+dilma+em+cuba.shtml

Estadão assume que é partido político- por Altamiro Borges!

Estadão assume que é partido político- por Altamiro Borges, do seu blog


Que o jornal O Estado de S.Paulo é oligárquico, isto é fato desde a sua origem, quando publicava anúncios da venda de escravos. Que ele é golpista, isto está registrado na história com as suas conspirações contra Getúlio e Jango. Que ele é neoliberal, isto ficou patente no destrutivo reinado de FHC. Que ele gosta dos tucanos, em especial do Serra, isto ficou explícito na campanha de 2010.

Agora, que o Estadão é um partido de direita, que funciona e age como tal, alguns ainda tinham dúvidas. No último domingo (29), porém, no editorial intitulado “Agora a capital, depois o Estado”, o jornal saiu do armário e se assumiu como ativa organização partidária. Ele conclama a sua militância – os seus fiéis leitores – a se mobilizarem para a batalha eleitoral de outubro próximo.

O medo das eleições municipais

Para o jornal/partido, as forças conservadoras correm sério risco nas eleições municipais na capital paulista, a principal cidade do país, o que torna inviável qualquer projeto de retomada do poder central em 2014. Na sua avaliação, o candidato “armado pelo lulopetismo”, o ex-ministro Fernando Haddad, será o principal adversário na contenda e precisa ser duramente combatido.

O Estadão tem visão estratégica. Teme que a derrota da direita na capital paulista seja “o trampolim [dos petistas] para conquista inédita” do governo do Estado. Neste sentido, o jornal oligárquico critica a divisão do bloco neoliberal-conservador e faz um chamamento à sua urgente unidade. Até parece um manifesto partidário (ou é?). Leia alguns trechos:

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“O maior adversário do PT em São Paulo, o PSDB, não apenas demonstra enorme dificuldade para articular uma candidatura competitiva, como enfrenta o problema adicional de permanecer numa posição ambígua, sem um discurso claro, em relação à prefeitura: não é exatamente situação nem oposição, embora tenha o rabo preso com a gestão Kassab”.

“Para embaralhar ainda mais o quadro, torna-se cada vez mais concreta a possibilidade de Gilberto Kassab fazer algum tipo de aliança do seu PSD com o PT – por paradoxal que isso seja. Segundo o prefeito tem confidenciado aos seus interlocutores, essa é uma opção a que ele está sendo praticamente impelido por aqueles que seriam seus aliados naturais”.

“O que importa é que na disputa pela Prefeitura de São Paulo está em jogo muito mais do que o poder municipal. Um dos fundamentos do regime democrático é a possibilidade de alternância no poder no âmbito federal, que está ameaçado pela perspectiva de o lulopetismo estender seus domínios ao que de mais politicamente significativo ainda lhe falta: a cidade e o Estado de São Paulo. Se existe uma oposição no País, está na hora de seus líderes pensarem seriamente nisso. E agir”.


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Estadão devia registrar o PIG

Tirando o cinismo da tese sobre “alternância no poder” – a não ser que o jornal considere os seus leitores idiotas, que não sabem que o PSDB comanda São Paulo há quase duas décadas –, o Estadão formula uma linha tática bem definida. Não é “ambíguo”. Caso os tucanos não sigam as suas orientações, a famiglia Mesquita até que podia registrar uma nova legenda – o PIG (Partido da Imprensa Golpista). 
 





Paul Craig Roberts: A Próxima Guerra na agenda dos EUA!

Paul Craig Roberts: A Próxima Guerra na agenda dos EUA - do Vermelho

Neste artigo Craig Roberts faz um significativo paralelo histórico: o que estamos a testemunhar é uma repetição da política de Washington para com o Japão na década de 1930, que provocou o ataque japonês a Pearl Harbour. Os saldos bancários do Japão no Ocidente foram apreendidos e o acesso do Japão a petróleo e matérias-primas foi restringido. O objectivo era prevenir ou retardar a ascensão do Japão. O resultado foi a guerra.

Publicado no Odiario.info

Mas é surpreendente que uma tal análise leve no final o autor a apelar ao apoio ao candidato Ron Paul nas próximas presidenciais dos EUA. Por muito maus que sejam os restantes dos candidatos, a alternativa não é certamente este personagem ultraliberal.

A Próxima Guerra na agenda dos EUA

Só os cegos não vêem que o governo dos EUA se prepara para atacar o Irã. Segundo o Professor Michel Chossudovsky, “os preparativos para a guerra contra o Irão (com o envolvimento de Israel e da OTAN) foram iniciados em Maio de 2003.”

Washington instalou mísseis apontados ao Irã nos estados emirados com petróleo que funcionam como seus fantoches, Omã e os Emirados Árabes Unidos e, com poucas reservas, noutros estados fantoches no Médio Oriente. Reforçou a frota de caças da Arábia Saudita. Mais recentemente, enviou 9 000 soldados para Israel, para participar em “jogos de guerra” cujo objetivo é testar o sistema de defesa aérea dos EUA / Israel. Uma vez que o Irã não representa uma ameaça a menos que seja atacado, os preparativos de guerra de Washington assinalam a intenção de atacar o Irã.

Outro sinal de que Washington tem uma nova guerra em agenda é o aumento da retórica e demonização do Irã. A julgar pelas estatísticas, a propaganda de Washington de que o Irã ameaça os EUA através do desenvolvimento de uma arma nuclear foi bem sucedida. Metade do público norte-americano apoia um ataque militar, a fim de impedir este país de adquirir poder nuclear. Aqueles de nós que tentam despertar os nossos concidadãos partem de um deficit que corresponde ao fato de metade da população dos EUA estar sob controle do Big Brother.

Como os relatórios dos inspectores da Agência Internacional de Energia Atómica no terreno no Irã deixaram claro há anos, não há provas de que o país tenha desviado qualquer urânio enriquecido a partir do seu programa de energia nuclear. O estridor de Washington e dos media neoconservadores é infundado. A mentira está ao mesmo nível da reivindicação de que Saddam Hussein tinha no Iraque armas de destruição em massa. Cada soldado dos EUA que morreu naquela guerra morreu em nome de uma mentira.

Não poderia ser mais óbvio que os preparativos de guerra de Washington contra o Irã nada têm que ver com dissuadir o país de construir uma arma nuclear. Qual, então, a sua base?
Em minha opinião, os preparativos do governo dos EUA para a guerra são movidos por três fatores:

Um deles é a ideologia neoconservadora, adotada pelo governo dos EUA, que os leva a usar a sua posição de superioridade militar e econômica para conseguir a hegemonia mundial. Este objetivo faz apelo à arrogância norte-americana e ao poder e sede de lucro que ela serve.

Um segundo fator é o desejo de Israel de eliminar todo o apoio aos palestinianos e ao Hezbollah no sul do Líbano. O objectivo de Israel é dominar toda a Palestina e os recursos hídricos do sul do Líbano. A eliminação do Irã remove todos os obstáculos à expansão de Israel.

Um terceiro fator é o de impedir ou retardar a ascensão da China como potência militar e econômica, controlando o acesso da China à energia. Foram os investimentos da China em petróleo no leste da Líbia que levaram os EUA e os seus fantoches da OTAN a virar-se subitamente contra a Líbia, e foram os investimentos da China em petróleo noutras regiões de África que resultaram na criação, por parte do regime de Bush, do Comando dos EUA para África, o AFRICOM, destinado a combater a influência económica da China com a influência militar dos EUA. A China tem investimentos significativos em energia no Irã, e uma percentagem substancial das importações de petróleo da China provém de lá. Privar a China do acesso independente ao petróleo é a maneira de Washington dominar e encurralar a China.

O que estamos a testemunhar é uma repetição da política de Washington para com o Japão na década de 1930, que provocou o ataque japonês a Pearl Harbor. Os saldos bancários do Japão no Ocidente foram apreendidos e o acesso do Japão a petróleo e matérias-primas foi restringido. O objetivo era prevenir ou retardar a ascensão do Japão. O resultado foi a guerra.

Apesar da sua desmedida arrogância, Washington entende a vulnerabilidade da sua Quinta Frota no Golfo Pérsico e não arriscaria perder uma frota e 20 000 homens a menos que fosse para ganhar uma desculpa para um ataque nuclear ao Irão. Um ataque nuclear ao Irã alertaria a China e a Rússia de que poderiam sofrer o mesmo destino. Como consequência, o mundo enfrentaria um risco de cataclismo nuclear maior do que no tempo do impasse EUA-URSS, que assegurava uma destruição mútua.

Washington está a colocar-nos numa situação fora de controlo. Declarou que o eixo “Ásia-Pacífico” e o Mar da China Meridional são áreas de “interesse nacional dos EUA”. Qual o sentido destas palavras? O mesmo que teria a China declarar o Golfo do México e o Mar Mediterrâneo como áreas de interesse nacional da China.

Washington colocou 2 500 fuzileiros, prometendo a chegada de mais, na Austrália, com que fim? Proteger a Austrália da China ou ocupar a Austrália? Cercar a China com 2 500 fuzileiros navais? Não significaria nada para a China, se Washington colocasse 25 000 fuzileiros navais na Austrália.

Se formos aos fatos, as palavras duras de Washington não constituem senão uma provocação sem sentido ao seu maior credor. E se a idiotia de Washington fizer com que a China passe a temer a possibilidade de Washington e os seus fantoches europeus e Reino Unido se apoderarem dos seus saldos bancários e se recusarem a honrar as participações da China de 1 bilião de dólares em títulos do Tesouro dos EUA? Irá a China retirar os seus saldos dos enfraquecidos bancos dos EUA, Reino Unido e Europa? Irá a China atacar primeiro, não com armas nucleares, mas com a venda do seu bilhão de dólares em títulos do Tesouro de uma só vez? Seria mais barato do que a guerra.

A Reserva Federal teria de imprimir rapidamente mais 1 bilhão de dólares para comprar os títulos, caso contrário as taxas de juros dos EUA iriam disparar. O que faria a China com um 1 bilhão de dólares acabados de imprimir? Na minha opinião, a China iria livrar-se de tudo de uma vez no mercado de câmbio, porque a Reserva Federal não pode imprimir euros, libras britânicas, yen Japonês, franco suíço, rublo russo e yuan chinês para comprar a sua moeda recém-impressa.

O dólar norte-americano seria esmagado. Os preços de importação dos EUA (que agora incluem, graças ao offshoring, quase tudo o que os norte-americanos consomem) subiriam. Os 90% que vivem com maiores dificuldades seriam ainda mais esmagados, atraindo ainda mais os seus opressores em Washington. O resto do mundo, antecipando a guerra nuclear, libertar-se-ia dos dólares, já que Washington seria um alvo de ataque primário. Se os mísseis não forem lançados, os norte-americanos levantar-se-ão no dia seguinte na condição de país falido do terceiro mundo. Se os mísseis forem lançados, serão poucos a despertar.

Enquanto norte-americanos, precisamos de nos interrogar sobre o que está em jogo. Porque é que o nosso governo provoca deste modo o Islã, a Rússia, a China, o Irã? Que propósito, quem estão a servir? Certamente não a nós.

Quem beneficia do fato de o nosso governo falido se lançar em mais guerras, desta vez não contra países indefesos como o Iraque e a Líbia, mas a China e a Rússia? Pensarão os idiotas em Washington que o governo russo não sabe por que razão a Rússia está a ser cercada com bases de mísseis e sistemas de radar? Acreditarão os imbecis que o governo russo cairá na sua mentira de que os mísseis são dirigidos contra o Irã? Só os idiotas que se sentam à frente da Fox “News” acreditariam que se trata aqui verdadeiramente de uma arma nuclear iraniana.

Quanto tempo mais irá o governo russo permitir à National Endowment for Democracy (Fundação Nacional para a Democracia), que é uma fachada da CIA, interferir nas suas eleições através do financiamento dos partidos da oposição liderada por nomes como Vladimir Kara-Murza, Boris Nemtsov, e Alexei Navalny, que protestam todas as eleições ganhas pelo partido de Putin, acusando sem qualquer prova, mas fornecendo a Washington, que, sem dúvida, paga muito bem, propaganda de acordo com a qual as eleições foram e serão roubadas?

Nos EUA, ativistas como estes seriam declarados “extremistas internos” e sujeitos a um duro tratamento. Nos EUA, mesmo os pacifistas estão sujeitos a invasões de domicílio pelo FBI e a investigações dos tribunais.

O que isto significa é que “o criminoso estado russo” é uma democracia mais tolerante do que os EUA ou os seus estados europeus e que o Reino Unido.

Para onde vamos a partir daqui? Se não quisermos caminhar para a destruição nuclear, os americanos têm que acordar. Jogos de futebol, pornografia, e centros comerciais são uma coisa. A sobrevivência da humanidade é outra. Washington, isto é, o “governo representativo”, consiste somente de uns quantos interesses poderosos. Esses interesses privados, e não o povo americano, controlam o governo dos EUA.

É por isso que nada que o governo dos EUA faça beneficia o povo norte-americano.
A atual colheita de candidatos presidenciais, com excepção de Ron Paul, representa os interesses no controlo. A guerra e a fraude financeira são os únicos valores norte-americanos que restam.

Voltarão os norte-americanos a dar o esplendor da “democracia” a governar por uns poucos, participando nas próximas eleições manipuladas?

Se tiver que votar, vote em Ron Paul ou num candidato de um terceiro partido mais radical. Mostre que não apoia a mentira que é este sistema.

Deixe de ver televisão. Deixe de ler os jornais. Deixe de gastar dinheiro. Quando faz qualquer destas coisas, está a apoiar o mal.

Traduzido e publicado pelo Odiario.info


Link:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=174374&id_secao=9

Corajoso na hora de reprimir pobres e movimentos sociais, Alckmin foge de protestos!

Alckmin cria gabinete antiprotesto para fugir de manifestantes - do Vermelho

Depois de sofrer duras críticas e ser acusado publicamente – por diversas forças progressistas e representantes dos movimentos sociais – de promover no estado de São Paulo uma política repressiva e violenta, o Palácio dos Bandeirantes irá adotar um novo método para tentar driblar protestos em agendas do governador Geraldo Alckmin.


A política higienista de Alckmin na região da Cracolândia, centro de São Paulo, e a violenta ação da policial durante a desocupação da comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos, reforçaram nas redes sociais e no seio dos movimentos sociais o enfrentamento contra a política antidemocrática imposta pelo PSDB no estado.

Para evitar que o governador passe por saias justas e tenha que encarar frente a frente uma população cada vez mais insatisfeita com seu governo, foi ‘instituído’ o gabinete antiprotesto. O objetivo é vigiar as manifestações organizadas nas redes sociais – promovendo assim mudanças em sua agenda pública.

Nos últimos seis dias, Alckmin não foi a dois eventos em que sua participação estava prevista. Ambos foram marcados por atos contra o governo, detectados previamente pela subsecretaria de Comunicação e por um assessor de Alckmin.

O primeiro furo na agenda oficial foi na última quarta-feira (25) – aniversário de São Paulo –, quando o governador deixou de participar de missa na catedral da Sé pelo aniversário da cidade. A decisão foi tomada na noite que antecedeu o evento, após reunião com os secretários da Casa Civil e da Comunicação.

A missa ficou marcada pelas imagens do prefeito Gilberto Kassab sendo atingido por ovos atirados por cidadãos que protestavam contra a desocupação de Pinheirinho. Ciente da manifestação, e em mais uma demonstração de bravura, o governador preferiu se poupar e perguntou se o vice, Guilherme Afif Domingos, poderia representá-lo.

O mesmo aconteceu no último sábado (28), quando Alckmin faltou à inauguração da nova sede do Museu de Arte Contemporânea (MAC). Também houve protesto na saída do evento, mas dessa vez, além de ovos, os manifestantes levaram sacos com chuchus para arremessar contra as autoridades.

Dessa vez, o eleito pelo governador para representá-lo junto aos manifestantes foi o secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Andrea Matarazzo. No entanto, a escolha parece não ter sido a mais acertada. Matarazzo se descontrolou e discutiu com os manifestantes. Mais um lamentável episódio de um governo que parece não ter sido forjado na democracia.

Em nota, a assessoria de imprensa do governo negou que Alckmin tenha faltado à inauguração do MAC. Disse que o governador não havia confirmado presença tanto que cumpriu outra agenda, na região da Nova Luz. O texto diz ainda que Alckmin não foi à missa do aniversário de São Paulo "por uma questão familiar".

Em mais um exemplo de que o governo está desalinhado aos direitos democráticos dos cidadãos, a assessoria do governo chama os manifestantes de “grupelhos truculentos”.

Da Redação - Mariana Viel 


Link:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=174434&id_secao=1

Grande Mídia não engole o sucesso da Petrobras! - por Mino Carta!

Sessenta anos depois - por Mino Carta

"O petróleo é nosso". Esta batalha os vetustos donos do poder perderam. Foto: José Vieira Trovão / Ag. Petrobras

Há 60 anos, estudante de Direito na Faculdade do Largo de São Francisco, cheguei a me sentir pessoalmente atingido pelos editoriais dos jornalões. Mania de grandeza, a minha.

A velha e sempre nova academia tornara-se um centro importante das manifestações que agitavam o País consciente à sombra do lema “O Petróleo É Nosso”. Bandeira altiva e justa, desfraldada na perspectiva de um futuro que imaginávamos muito próximo. A mídia reagia enfurecida, clamava contra tamanho atrevimento, forma tola de nacionalismo a ignorar a nossa incompetência e nossos compromissos internacionais.

Os jornalões mastigavam fel diante de um duplo desafio: contra as irmãs do petróleo e, pior ainda, contra o império americano em plena Guerra Fria, contra aquele Tio Sam chamado pelo Altíssimo a nos defender da ameaça marxista-leninista. Era a irredutível vocação de súdito-capacho pronunciada com a pompa do estilo cartorial, próprio dos editoriais daquele tempo, e deste até.

Outros textos de Mino Carta:

O BBB a serviço das trevas

As atuais incompatibilidades da democracia e do capitalismo
A decadência dos EUA

Nos jornais de hoje leio que a direção da Petrobras foi trocada pela presidenta Dilma, insatisfeita com a gestão e determinada a controlar mais de perto o desempenho da estatal. Onde será que os perdigueiros das redações colhem informações? Antes de incomodar meus pacientes botões, anoto a observação de um amigo: “Na própria reunião de pauta”. Ou seja, antes de sair a campo, o perdigueiro sabe, pela ordem da chefia, o que haverá de contar aos amáveis leitores.

Da boca de Lula já ouvi a seguinte consideração: “Se o presidente da República conta no máximo com oito anos de mandato, por que o diretor de uma estatal deveria ter mais?” A troca da guarda na Petrobras estava decidida há tempo, mas a presidenta Dilma não tem motivo algum de insatisfação a respeito da gestão de José Sergio Gabrielli.

É do conhecimento até do mundo mineral que, sob o comando de Gabrielli, o valor de mercado da Petrobras fermentou de 14 bilhões de dólares para 160, o pré-sal foi descoberto e o Brasil tornou-se o 11º produtor de petróleo do mundo. Segundo The Economist, por essa trilha chega a quinto até 2020.

As pedras sabem também que Dilma Rousseff, depois de ocupar a pasta de Minas e Energias no primeiro mandato de Lula, ao assumir a Casa Civil passou a acumular a presidência do Conselho de Administração da Petrobras e manteve estreita ligação com Gabrielli. Talvez a mídia nativa continue aquém do mundo mineral. Reconheça-se, contudo, a sua coerência.

Ao longo dos últimos 60 anos, o petróleo ficou claramente nosso e a Petrobras tornou-se uma realidade empolgante, mas a mídia não mudou. Em relação a estas questões, a sua contrariedade se mantém, além de transparente, patética.

Por 60 anos a fio, os barões do jornalismo não perderam a oportunidade de tomar o partido do Tio Sam e das irmãs do petróleo até ensaiar a revanche ao propor a privatização da nossa estatal.

Devemos atribuir a um milagre o fato de que Fernando Henrique não tenha atendido aos insistentes, poderosos pedidos. Certo é que a tentação o roçou perigosamente. Quem sabe caiba um agradecimento especial a Nossa Senhora Aparecida se os editorialões acabaram por cair no vazio.

Agrada-me recordar 1952 e aquele fervor juvenil. Ali nasceu a Petrobras com a chancela de Getúlio Vargas, figura contraditória de estadista manchada pelo período ditatorial e valorizada pela visão do futuro, partilhada, por exemplo, pela juventude do Largo de São Francisco.

Getúlio era então o presidente eleito, empenhado em firmar os caminhos da industrialização inaugurados por obras como Volta Redonda, as Leis do Trabalho, a criação do salário mínimo. A imprensa só enxergava então os riscos da mudança, ameaça para tudo aquilo que representava.

A Petrobras seria mais um pecado getulista, a ser pago, juntamente com os demais, pelo tiro que ecoou no Catete na manhã de um dia de agosto de 1954. Ocorre-me que o desespero do suicida tenha aflorado com prepotência ao perceber a resistência insana dos vetustos donos do poder e ao imaginar por isso um futuro bem mais distante do que esperavam os moços do Largo.

Link:
http://www.cartacapital.com.br/politica/sessenta-anos-depois/?autor=42

O PT é forte por estar enraizado na sociedade! - Marcos Coimbra!

Partidos em crise - por Marcos Coimbra, da CartaCapital

No Brasil, as legendas nunca tiveram ambiente propício para se enraizar. Em nossa história, sempre tenderam a ser breves, pouco presentes na vida social e vistas com desconfiança. Onde estão as agremiações que representam o Brasil de hoje? 

Por Marcos Coimbra. Foto: Valter Campanato/ABr

Se há uma coisa com a qual todo mundo concorda quando se discute política é que os partidos são fundamentais na democracia. Até existem partidos em países não democráticos (como as legendas únicas de ditaduras à esquerda e à direita), mas não há democracias sem eles.

No Brasil, os partidos nunca encontraram, porém, ambiente propício para se enraizar e se desenvolver. Em nossa história, sempre tenderam a ser breves, pouco presentes na vida social e vistos com desconfiança.

Também pudera. Saímos de um regime de limitada participação no Império para uma República onde as restrições continuavam imensas. Nosso eleitorado era pequeno e decidia a respeito de poucas coisas. Tudo de relevante se resolvia nas confabulações da elite.

Atravessamos os 50 anos entre a Revolução de 1930 e a redemocratização de uma ditadura a outra. A cada mudança, os partidos existentes eram extintos e criavam-se novos. Seria querer demais que estabelecessem vínculos profundos com a sociedade.

Os que surgiram em 1945 duraram apenas 20 anos, mas foram os que mais marcaram nossa vida política. Até pouco tempo atrás, ainda era possível encontrar pessoas que se identificavam mais com eles do que com os atuais. PSD, UDN e PTB, ao lado de outras legendas menores ou regionais, ainda estão presentes nas referências de nossa cultura.

Nenhum morreu de morte natural, causada pela perda de representatividade ou o desinteresse dos eleitores. Em sinal paradoxal de respeito, os militares os extinguiram por Ato Institucional específico, como que reconhecendo sua importância e o quanto poderiam representar de obstáculo ao modelo de sistema político que queriam implantar.

Por que será que a democracia pós-redemocratização não conseguiu produzir organizações partidárias semelhantes? Este já é o mais longo período com democracia contínua que tivemos. Onde estão os partidos que expressam o Brasil de hoje?

Só temos certeza de um: o PT. É o maior (em termos de simpatia popular e número de militantes), o mais organizado (com vida interna estruturada e dinâmica), o mais bem-sucedido (com um terceiro mandato presidencial sucessivo) e o mais nacional (com presença expressiva em municípios e comunidades do País inteiro) de todas as legendas que existiram em nossa história.

Por que só o PT? Por que não surgiu algo equivalente ou parecido em nenhum outro lugar do espectro ideológico? É evidente que nem todos os brasileiros são petistas. A se crer nas pesquisas, a maioria, aliás, não é. Então, por que nenhum veio ocupar o vazio existente?

Neste início de governo de Dilma Rousseff, os partidos de oposição atravessam sua pior crise. Ao contrário do que se falou logo após a eleição de 2010, quando houve quem dissesse que os resultados mostravam que era grande o sentimento oposicionista no País, estão confusos, desnorteados, em conflitos internos.

O DEM, sucessor da velha Arena criada pelos militares, parece um doente em fase terminal. Que futuro pode ter um partido incapaz de resistir ao assédio de alguém da importância política de Gilberto Kassab? Qualquer um vê o dedo de José Serra por trás desse PSD de agora, mas não deixa de ser lamentável a trajetória da antiga Frente Liberal. Hoje, o melhor destino para os que restarem será a incorporação ao PSDB.

Esse, cindido por brigas internas irreconciliáveis, perde filiados históricos e não consegue se desvencilhar de lideranças que o prendem ao passado. Anda tão mal que seu principal intelectual propõe que invente alguém para representar. Sem o “povão” que lhe deu as costas, Fernando Henrique Cardoso sugere ao partido tornar-se porta-voz das “novas classes médias”. Como se os partidos primeiro existissem e depois fossem à procura de quem os quer.

É possível que só tenhamos um PT pela simples razão de que só ele foi um partido que nasceu na sociedade, se organizou aos poucos e cresceu ao atrair gente comum. Se houve um partido, em nossa história, que se desenvolveu de baixo para cima, foi ele. Não é apenas isso que explica seu sucesso, mas é onde começa.

Dizendo o óbvio: o PT é forte por estar enraizado na sociedade. Os outros estão em crise por lhes faltar o “povão”.

Arábia Saudita deportará cristãos etíopes que rezavam em grupo!

Arábia Saudita deportará cristãos etíopes que rezavam em grupo - do Opera Mundi

Medida ocorre no momento em que país inaugura centro de discussão religiosa

As autoridades sauditas planejam deportar 35 cristãos etíopes que foram detidos por "reunião ilícita" em dezembro do ano passado na cidade de Jidá. Segundo denúncias da HRW (Human Rights Watch), eles participavam de uma cerimônia de oração privada.

Em comunicado, a HRW também acusou a polícia saudita de submeter a revistas íntimas 29 mulheres que faziam parte do grupo que foi detido.

Os etíopes tinham se reunido para rezar no dia 15 de dezembro, período do Advento Cristão, na casa de um dos detidos, quando a polícia invadiu o local, segundo o relato de três envolvidos ao HRW.

"Enquanto o rei Abdullah bin Abdelaziz (da Arábia Saudita) monta um centro de diálogo inter-religioso, sua polícia pisoteia os direitos dos crentes de outras religiões", disse o investigador da HRW Christoph Wilcke no comunicado.

Wilcke acrescentou que o governo saudita "deve mudar suas formas intolerantes antes de promover o diálogo entre religiões no exterior".

Em outubro, Arábia Saudita, Espanha e Áustria assinaram em Viena a criação de um centro internacional para o diálogo inter-religioso, que pretende ser um instrumento para a prevenção e solução de conflitos.

O financiamento será em grande parte da Arábia Saudita, através da criação de um fundo para que o centro seja politicamente independente, e Riad cobrirá qualquer falta de recursos financeiros, se necessário.

A entidade, que contará com o Vaticano como observador, terá um diretório de nove membros que representarão as cinco religiões mais numerosas do mundo: o cristianismo – através da igrejas católica, ortodoxa e anglicana –, o islã (com um representante sunita, um xiita e outro wahhabista) – o judaísmo, o hinduísmo e o budismo.

Link:

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19533/arabia+saudita+deportara+cristaos+etiopes+que+rezavam+em+grupo.shtml

Meu Comentário!


A Arábia Saudita é o mais obscurantista e repressivo governo do mundo inteiro. 

Mas os EUA e a UE não fazem absolutamente nada contra a mesma.
 

Já contra o Irã, muito menos repressivo do que a Arábia Saudita, as sanções são aplicadas.


Hipocrisia pouca, é bobagem.


A vingança dos dinossauros - por Mauro Santayana!

A vingança dos dinossauros - por Mauro Santayana, da Carta Maior

Os leitores se recordam dos anúncios patrocinados pelo governo Collor, quando o caçador de marajás iniciava o processo de entrega dos bens nacionais aos estrangeiros, em nome da modernidade. Os que defendiam o patrimônio público eram desdenhosamente identificados como dinossauros.

Os leitores se recordam dos anúncios patrocinados pelo governo federal durante o mandato de Collor, quando o caçador de marajás iniciava o processo de entrega dos bens nacionais aos estrangeiros, em nome da modernidade. Os que defendiam o patrimônio público eram desdenhosamente identificados como dinossauros, ou seja, animais dos tempos jurássicos. Iniciou-se, com o confisco dos haveres bancários, o processo de desnacionalização da economia, sob o comando da senhora Zélia Cardoso de Melo e do economista Eduardo Modiano, nomeado presidente do BNDES com a missão de desmantelar o setor estatal e entregar suas empresas aos empreendedores privados que se associassem às multinacionais.

Naquela época publiquei artigo na Gazeta Mercantil, em que fazia a necessária distinção entre os dinossauros – uma espécie limpa, sólida, quase toda vegetariana – e os murídeos: camundongos, ratos e ratazanas.

É difícil entender como pessoas adultas, detentoras de títulos acadêmicos, alguns deles respeitáveis, puderam fazer análise tão grosseira do processo histórico. Mas eles sabiam o que estavam fazendo. Os economistas, sociólogos e políticos que se alinharam ao movimento neoliberal – excetuados os realmente parvos e inocentes úteis – fizeram das torções lógicas um meio de enriquecimento rápido.

Aproveitando-se dos equívocos e da corrupção ideológica dos quadros dirigentes dos países socialistas – que vinham de muito antes – os líderes euro-norte-americanos quiseram muito mais do que tinham, e resolveram recuperar a posição de seus antecessores durante o período de acumulação acelerada do capitalismo do século 19. Era o retorno ao velho liberalismo da exploração desapiedada dos trabalhadores, que havia provocado a reação dos movimentos operários em quase toda a Europa em 1848 (e animaram Marx e Engels a publicar seu Manifesto Comunista) e, logo depois, a epopéia rebelde da Comuna de Paris, com o martírio de milhares de trabalhadores franceses.

Embora a capitulação do Estado se tenha iniciado com Reagan e Thatcher, no início dos oitenta, o sinal para o assalto em arrastão veio com a queda do Muro de Berlim, em novembro de 1989 – coincidindo com a vitória de Collor nas eleições brasileiras. Não se contentaram os vitoriosos em assaltar os cofres públicos e em exercer a prodigalidade em benefício de seus associados do mercado financeiro. A arrogância e a insolência, nas manifestações de desprezo para com os pobres, que, a seu juízo, deviam ser excluídos da sociedade econômica, roçavam a abjeção. Em reunião realizada então na Califórnia, cogitou-se, pura e simplesmente, de se eliminarem quatro quintos da população mundial, sob o argumento de que as máquinas poderiam facilmente substituir os proletários, para que os 20% restantes pudessem usufruir de todos recursos naturais do planeta.

Os intelectuais humanistas – e mesmo os não tão humanistas, mas dotados de pensamento lógico-crítico – alertaram que isso seria impossível e que a moda neoliberal, com a globalização exacerbada da economia, conduziria ao malogro. E as coisas se complicaram, logo nos primeiros anos, com a ascensão descontrolada dos administradores profissionais – os chamados executivos, que, não pertencendo às famílias dos acionistas tradicionais, nem aos velhos quadros das empresas, atuavam com o espírito de assaltantes. Ao mesmo tempo, os bancos passaram a controlar o capital dos grandes conglomerados industriais.

Os “executivos”, dissociados do espírito e da cultura das empresas produtivas, só pensavam em enriquecer-se rapidamente, mediante as fraudes. É de estarrecer ouvir homens como George Soros, Klaus Schwab e outros, outrora defensores ferozes da liberdade do mercado financeiro e dos instrumentos da pirataria, como os paraísos fiscais, pregar a reforma do sistema e denunciar a exacerbada desigualdade social no mundo como uma das causas da crise atual do capitalismo.

Isso sem falar nos falsos repentiti nacionais que, em suas “análises” econômicas e políticas, nos grandes meios de comunicação, começam a identificar a desigualdade excessiva como séria ameaça ao capitalismo, ou seja, aos lucros. Quando se trata de jornalistas econômicos e políticos, a ignorância costuma ser companheira do oportunismo. Da mesma maneira que louvavam as privatizações e a “reengenharia” das empresas que “enxugavam” as folhas de pagamento, colocando os trabalhadores na rua, e aplaudiam os arrochos fiscais, em detrimento dos serviços essenciais do Estado, como a saúde, a educação e a segurança, sem falar na previdência, admitem agora os excessos do capitalismo neoliberal e financeiro, e aceitam a intervenção do Estado, para salvar o sistema.

Disso tudo nós sabíamos, e anunciamos o desastre que viria. Mas foi preciso que dezenas de milhares morressem nas guerras do Oriente Médio, na Eurásia, e na África, e que certos banqueiros fossem para a cadeia, como Madoff, e que o desemprego assolasse os países ricos, para que esses senhores vissem o óbvio. Na Espanha há hoje um milhão e meio de famílias nas quais todos os seus membros estão desempregados.

Não nos enganemos. Eles pretendem apenas ganhar tempo e voltar a impedir que o Estado volte ao seu papel histórico. Mas o momento é importante para que os cidadãos se mobilizem, e aproveitem esse recuo estratégico do sistema, a fim de recuperar para o Estado a direção das sociedades nacionais, e reocupar, com o povo, os parlamentos e o poder executivo, ali onde os banqueiros continuam mandando.

Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.

Link:

Fernando Morais versus Yoani Sánchez!

Fernando Morais versus Yoani Sánchez- por Altamiro Borges

Conhecido defensor de Cuba e um dos jornalistas mais renomados do Brasil, autor do clássico “A Ilha” e do recém-lançado “Os últimos soldados da guerra fria”, Fernando Morais não se curva diante do endeusamento midiático da dissidente Yoani Sánchez. De Porto Alegre, onde participou do Fórum Social Temático, ele foi taxativo: “Não mexerei um palito pela blogueira cubana”.

O motivo é simples. Para ele, toda a campanha midiática em defesa de Yoani Sánchez e as críticas à revolução cubana “só ajudam o inimigo” – os Estados Unidos, que mantêm um criminoso bloqueio à ilha. “Sou defensor da liberdade de expressão. Mas, em primeiro lugar, defendo o direito de 11 milhões de cubanos que estão sendo espezinhados pelos americanos”.

Sem inocência diante dos EUA

Fernando Morais participou de um debate na sexta-feira (27) sobre o seu novo livro, “Os últimos soldados da guerra fria”, que trata da prisão e condenação nos EUA dos cinco cubanos que investigavam as ações terroristas da máfia de Miami. Ele conhece a fundo as provocações patrocinadas e financiadas pelo império contra a revolução cubana e não se ilude com o alarde midiático.

“Já perdi a inocência com os Estados Unidos. Na política externa, não faz a menor diferença se é democrata ou republicano. Quem meteu os americanos nas piores aventuras externas foram os democratas”, argumentou. Para ele, o governo Obama “não mudou absolutamente nada” nas relações com Cuba e mantém o bloqueio, as provocações e os subsídios à conspiração na ilha.

Em defesa da soberania cubana

“Em nome das minhas convicções, não posso apoiar uma moça que vem dedicando sua vida a combater a revolução. Eu não vou mexer um palito para que essa moça venha ao Brasil”, concluiu. Fernando Morais reconhece que há erros e limitações em Cuba, mas afirma que isto não justifica as tentativas do império para derrubar o regime cubano, ferindo sua soberania e independência.
 




Justiça? Nahas faliu e mora em mansão!

Justiça? Nahas faliu e mora em mansão - da Rede Brasil Atual, via Vermelho

Nahas quebrou a Bolsa do Rio deixando um rastro de dívidas que deveria alcançar seus bens. Sua holding Selecta S/A faliu quando seu esquema falhou. A Justiça do Rio de Janeiro condenou o especulador e tipificou o crime como falência fraudulenta. Nahas recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o processo ficou "dormindo" até prescrever, livrando-o da condenação. Um primeiro sinal da falência da nossa Justiça.

Mansão do Nagi Nahas
A lei para os ricos é uma e para os pobres é outra
 
Por razões que só o Judiciário e os governos tucanos podem explicar, Nahas fica falido e não é ele quem é despejado de sua mansão. Quem é tirado de suas casas desumanamente são 1,7 mil famílias no Pinheirinho, em São José dos Campos, num terreno que pertencia à Selecta e pelo qual deve milhões de reais em impostos não pagos.

A constatação de que Nahas continua vivendo em sua mansão – com quadra de tênis, piscina e elevador, entre outros luxos –, sem ser despejado, prova que a lei para os ricos é uma, e para os pobres é outra.

O Judiciário pode gastar páginas e mais páginas, recorrendo a leis e mais leis para explicar como essa situação chegou a tal ponto, mas todo esse compêndio não passará dos autos que atestarão a falência da Justiça no Brasil.

Diante disso, fica a pergunta: quem fará a "reintegração de posse" da Justiça para o povo brasileiro?

Fonte: Rede Brasil Atual



Link:
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=174394&id_secao=1

Honduras pós-golpe de Estado torna-se recordista mundial de assassinatos!

Honduras pós-golpe, recordista mundial de assassínios - por Renato Pompeu, do seu blog

Em artigo no jornal americano The New York Times, em http://www.nytimes.com/2012/01/27/opinion/in-honduras-a-mess-helped-by-the-us.html?_r=1, Dana Frank, especialista em assuntos latino-americanos, além de notar que, segundo a ONU, Honduras tem a maior taxa de homicídios em relação à população em todo o mundo, e que sua segunda cidade, San Pedro Sula, é mais violenta do que a tristemente célebre Ciudad Juárez, do México, observa:


"Desde o golpe de 28 de junho de 2009 que depôs o presidente eleito democraticamente de Honduras, José Manuel Zelaya, o país tem caído mais profundamente num abismo de direitos humanos e de segurança. Esse abismo é em boa parte obra do Departamento de Estado".

E mais: "Grande parte da imprensa nos Estados Unidos tem atribuído essa violência somente ao tráfico de drogas e às gangues. Mas foi o golpe que abriu as portas para um vasto aumento no tráfico de drogas e na violência, e ele desencadeou uma onda contínua de repressão patrocinada pelo Estado".

Ainda: "Um golpe que os Estados Unidos não contiveram, uma eleição que os EUA aceitaram, permitiram agora que a corrupção crescesse como cogumelo".

Link:

http://renatopompeu.blogspot.com/2012/01/honduras-pos-golpe-recordista-mundial.html

Por que a Grande Mídia não cobra direitos humanos em Guantánamo?

Mídia não cobra direitos humanos em Guantánamo nem que EUA devolvam a área a Cuba- por Zé Dirceu, do seu blog, Publicado em 30-Jan-2012

 

A presidenta Dilma Rousseff inicia hoje visita a Cuba e a agenda de nossa mídia é a de sempre: cobrar da presidenta que faça manifestações públicas em defesa dos direitos humanos na Ilha e que até receba ou se encontre com dissidentes.

Destaca a questão dos direitos humanos, fazendo de conta que não existe um bloqueio econômico a Cuba que se constitui em uma violação diária das leis internacionais já que condenado por todos os países (exceção de Israel, Estados Unidos e mais dois países-nações) em todas as assembleias-gerais anuais das Nações Unidas.

Base de Guantánamo
Nossa imprensa faz questão de esquecer Guantánamo (enclave norte-americano na Ilha), símbolo maior da violação dos direitos humanos, da legalização da tortura, da prisão sem julgamento, do isolamento total dos presos e da negação de todos os seus direitos constitucionais. Fora as mudanças na legislação norte-americana, cada vez mais restritiva dos direitos individuais a pretexto de combater o terrorismo.

Omitem o diálogo do governo cubano com a Igreja

Não se fala sobre o diálogo em desenvolvimento com a Igreja cubana, sobre a libertação dos presos políticos e das mudanças que não são poucas e nem superficiais na economia e na sociedade cubanas. A verdade é que até hoje a dissidência, ou a oposição cubana, está marcada pela dependência política e financeira à embaixada norte-americana.

O que não significa que não exista oposição em Cuba e um sentimento de insatisfação pró-mudanças, o que o próprio governo reconhece. A grande questão é como se expressará esta oposição e que canais serão criados no país para seu pleno exercício. Esta oposição hoje não tem um projeto de poder e nem de país.

Não tem sequer apoio na maioria do povo cubano, o que não tira o seu legítimo direito de se expressar. Mas esta informação - não têm projeto nem apoio -  não pode, não deveria ser omitiada por nossa mídia das informações sobre o país. O que fica claro é que a maioria dos cubanos apóia o governo e as mudanças comandadas pelo primeiro-ministro Raul Castro, quer o fim do bloqueio econômico e o reatamento com os EUA.

Reformas cubanas merecem todo apoio


Quem não quer são as sucessivas administrações democratas e republicanas norte-americanas, prisioneiras do peso eleitoral da imigração cubana na Flórida e do uso político-eleitoral do tema cubano. O que o povo cubano não quer e não apóia é nenhuma volta ao passado. Muito menos aos modelos de transição dos países da Europa Oriental ou da ex-URSS.

O povo cubano quer preservar suas conquistas na Saúde, Educação, Previdência, Segurança Pública. E principalmente suas independência política e soberania como Nação, frente ao Império.

Devemos apoiar e não nos opor às mudanças realizadas em Cuba. Continuar a defender o fim do bloqueio e o fechamento da base de Guantánamo, prometido pelo presidente Barak Obama em sua campanha eleitoral de 2008; sua devolução a Cuba; e o restabelecimento das relações diplomáticas, comerciais e políticas entre Cuba e os EUA dando, assim, o direito ao povo cubano de definir seu destino e futuro, sem interferências externas e imposições imperiais.

Link:

http://www.zedirceu.com.br//index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=1&Itemid=106

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Em 2012, reestruturação econômica global irá se acelerar! - por Joseph Stiglitz!

Os perigos de 2012 - por Joseph Stiglitz, do Vermelho

O ano de 2011 será recordado como a época em que muitos estadunidenses que sempre tinham sido otimistas começaram a renunciar à esperança. O presidente John F. Kennedy disse uma vez que a maré alta eleva todos os barcos. Mas agora, com a maré baixa, os estadunidenses não só começam a ver que quem tem mastros mais altos se elevou muito mais, enquanto que muitos dos barcos menores foram destroçados pela água.


Nesse breve momento em que a maré montante estava, efetivamente, subindo, milhões de pessoas acreditaram que tinham boas probabilidades de cumprir seu “sonho americano”. Agora também esses sonhos estão sendo retirados.

Em 2011, as poupanças dos que haviam perdido seus empregos em 2008 ou 2009 já tinham sido gastas. O seguro desemprego havia terminado. Os anúncios de novas contratações - ainda insuficientes para incorporar os que habitualmente se somam à força de trabalho – significavam pouco para cinquentões com poucas esperanças de voltar a ter um emprego.

De fato, as pessoas de meia idade que pensaram que estariam desempregadas por uns poucos meses, têm-se dado conta a esta altura de que, na realidade, foram aposentadas à força. Os jovens graduados universitários com dezenas de milhares de dólares de dívidas em créditos educativos não podiam encontrar nenhum emprego. As pessoas se mudaram para casas de amigos e os pais se tornaram pessoas sem teto. As casas compradas durante a bolha imobiliária ainda estão no mercado, ou foram vendidas com prejuízo. Mais de 7 milhões de famílias estadunidenses perderam seus lares.

O obscuro ponto vulnerável da bolha financiera das décadas anteriores também ficou completamente exposto na Europa. As vacilações pela Grécia e a devoção dos governos nacionais chave pela austeridade começaram a implicar uma pesada carga no ano passado. A Itália se contagiou. O desemprego espanhol, que se tinha mantido em cerca de 20% desde o começo da recessão, aumentou ainda mais. O impensável - o fim do euro – começou a ser visto como uma possibilidade real.

Este ano parece encaminhado a ser ainda pior. É possível que os Estados Unidos solucionem seus problemas políticos e adotem finalmente as medidas de estímulo de que necessitam para reduzir o desemprego a seis ou sete por cento (é demasiado pedir o nível anterior à crise de quatro ou cinco por cento). Mas isto é tão pouco provável, assim como que a Europa se dê conta de que a austeridade por si mesma não resolverá seus problemas. Pelo contrário, a austeridade só exacerbará a desaceleração econômica. Sem crescimento, a crise da dívida – e a crise do euro – só piorarão. A longa crise que começou com o colapso da bolha imobiliária em 2007 e a recessão que a seguiu, continuarão.
Ademais, é possível que os países com os mercados emergentes mais importantes, que contornaram exitosamente as tormentas de 2008 e 2009, não ultrapassem tão bem os problemas que se percebem no horizonte. O crescimento brasileiro já se deteve e isso gera ansiedade entre seus vizinhos latino-americanos.

Enquanto isso, os problemas de longo prazo - inclusive a mudança climática e outras ameaças ambientais, e a crescente desigualdade na maioria dos países do mundo – continuam aí. Alguns inclusive pioraram. Por exemplo, o alto desemprego deprimiu os salários e aumentou a pobreza.

A boa notícia é que solucionar estes problemas de longo prazo ajudaria a resolver os de curto prazo. Um maior investimento para adaptar a economia ao aquecimento global ajudaria a estimular a atividade econômica, o crescimento e a criação de emprego. Impostos mais progressivos, que redistribuísem das renda altas às médias e baixas, simultaneamente reduziriam a desigualdade e aumentariam o emprego ao impulsionar a demanda total. Os impostos mais elevados sobre os ricos poderiam gerar receitas para financiar o necessário investimento público, e proporcionar certa proteção social para os que menos têm, incluídos os desempregados.

Inclusive sem ampliar o déficit fiscal, esses aumentos de “orçamento equilibrado” nos impostos e o gasto reduziriam o desemprego e aumentariam o produto. O que preocupa, contudo, é que a política e a ideologia em ambos os lados do Atlântico, mas especialmente nos EUA, não permitirão que nada disto ocorra. A fixação no déficit induzirá a cortes no gasto social, piorando a desigualdade. De igual maneira, a persistente atração para a economia de oferta, apesar de toda a evidência contra isso (especialmente em períodos de alto desemprego), evitará que aumentem os impostos sobre os que mais têm.

Inclusive antes da crise houve um reordenamento do poder econômico - de fato, uma correção de uma anomalia com 200 anos de história, em que a participação asiática no PIB global caiu de cerca de 50% a, em certo ponto, menos de 10%. O compromisao pragmático com o crescimento que se percebe atualmente na Ásia e outros mercados emergentes destaca frente às equivocadas políticas ocidentais, que, impulsionadas por uma combinação de ideologia e interesses criados, parecem quase refletir um compromisso para evitar o crescimento.

Como resultado, a reestruturação econômica global provavelmente se acelere. E quase inevitavelmente dará lugar a tensões políticas. Com todos os problemas que enfrenta a economia global, seremos afortunados se estas pressões não começarem a se manifestar dentro dos próximos doze meses.

Fonte: Cubadebate

Link:
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=174043&id_secao=2