Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sexta-feira, 23 de março de 2012

Mantega a empresários: não é com a fome de trabalhador que seremos competitivos!

Mantega a empresários: não é com a fome de trabalhador que seremos competitivos

Durante reunião no Palácio do Planalto, governo sinalizou com medidas de apoio à indústria, e representantes do setor privado prometem investimentos
 
Por: Redação da Rede Brasil Atual - Publicado em 22/03/2012

Mantega a empresários: não é com a fome de trabalhador que seremos competitivos
Governo prometeu oferecer "facilidades" aos empresários, e lembrou que cabe ao setor privado promover investimentos (Foto: Roberto Stuckert Filho. Presidência) 
 
São Paulo – A reunião entre a presidenta Dilma Rousseff e um grupo de 28 empresários no Palácio do Planalto terminou com promessas das duas partes. De um lado, o governo sinalizou medidas de apoio à indústria, com manutenção da trajetória de redução de juros, desoneração da folha de pagamento e esforço para manter a taxa de câmbio em um nível bom para as exportações.

Ao término do encontro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu a continuidade da aposta no poder do mercado interno como forma de garantir o crescimento da economia. “O Brasil tem de ser competitivo, porém à nossa maneira, e não copiando os instrumentos que os outros estão fazendo”, disse o ministro, que na véspera se reuniu com representantes das centrais sindicais. “Não é fazendo o trabalhador passar fome que vamos deixar o país competitivo. Mas é com o trabalhador ganhando mais e exercendo o mercado consumidor. A massa salarial crescendo significa a demanda crescendo e estimulando investimentos.”

Sobre a folha de pagamento, a proposta é que, no âmbito do Plano Brasil Maior, lançado no ano passado, a alíquota da contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) seja reduzida de 20% para zero e o empresariado opte pelo recolhimento de 1,5% sobre o faturamento.

Mantega apontou que os empresários estão otimistas com as possibilidades de investimento, e disse que o governo fará sua parte com a criação de facilidades para reduzir o custo dos aportes. Como em outras ocasiões, sobraram críticas à carga tributária, considerada excessiva, e às más condições de infraestrutura. “Ouvimos a apresentação de projetos de investimentos de grande magnitude, de US$ 5 bilhões, US$ 15 bilhões e, até, US$ 20 bilhões. Percebemos que os vários setores estão animados para fazer grandes investimentos, de modo a viabilizar esse crescimento maior.”

O governo trabalha para este ano com uma estimativa de crescimento da economia entre 4% e 4,5%. Em 2011, afetado pelo cenário externo, o PIB teve expansão de 2,7%, mas os setores produtivos deram sinais de recuperação a partir do último trimestre, após a adoção de medidas por parte da equipe econômica.

Com informações da Agência Brasil e do Blog do Planalto

Link:

Em sete anos, 63,7 milhões de brasileiros ascenderam socialmente!

Em sete anos, 63,7 milhões de brasileiros ascenderam socialmente

Classe C representa 54% da população, em 2005 esse estrato respondia por 34%

Por: Evelyn Pedrozo, da Rede Brasil Atual  - Publicado em 22/03/2012


Em sete anos, 63,7 milhões de brasileiros ascenderam socialmente
Gastos com supermercados não apresentaram alterações significativas em 2011 (Foto:Almeida Rocha/Folhapress) 
 
São Paulo – A classe C representa 54% da população brasileira, ou seja, 103 milhões de pessoas, com aumento de um ponto percentual em relação a 2010, quando totalizava 101,6 milhões. Na comparação com 2005, quando esse grupo chegava a representar 34% da população, ou 62,7 milhões de pessoas, a participação cresceu 20 pontos percentuais.

Os dados fazem parte da pesquisa O Observador Brasil 2011, divulgada hoje pela Cetelem, financeira do grupo francês BNP Paribas em parceria com o instituto Ipsos. Realizada desde 2005, a pesquisa mostra que 63,7 milhões de brasileiros ascenderam socialmente no Brasil nos últimos sete anos.

A classe C, a que mais cresceu entre 2010 e 2011, recebeu 2,7 milhões de pessoas que deixaram as classes D e E. Para as classes A e B ascenderam 230 mil pessoas, e esse estrato apresenta crescimento considerável também entre 2005 e 2011, deixando de representar 15% da população no primeiro período e saltando para 22%. Ao mesmo tempo, o estudo mostra uma queda vertiginosa dos ocupantes das classes D e E, que passaram de 93 milhões em 2005 para 45,2 milhões em 2011.

Renda

A pesquisa mostra que em 2011, houve novo aumento da renda dos brasileiros, fruto do aumento de renda da Classe C, na qual a renda média disponível cresceu quase 50% e a renda familiar média cresceu quase 8%. Apesar da estabilidade da renda familiar das classes AB e DE, a renda disponível das famílias em 2011 cresceu nas diferentes classes. O aumento da renda disponível em todas as classes sociais indica que houve maior contenção de gastos.

A renda familiar mensal da classe C subiu de R$ 1.338 em 2010 para R$ 1450 em 2011, mas a renda disponível (quando se subtraem os gastos da renda total) cresceu em todas as classes, com destaque para a C, que avançou 50%.

A renda disponível dos indivíduos de menor escolaridade cresceu como reflexo de um 2011 pleno de emprego, em especial nas atividades de média e baixa qualificação. Para as pessoas com nível superior, a renda caiu 5%.

As classes sociais utilizadas no estudo são as definidas pelo CCEB (Critério de Classificação Econômica Brasil), fornecida pela Abep (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa). O conceito não considera a renda, mas a posse de itens como eletrodomésticos, veículos, quantidade de cômodos na casa e grau de instrução do chefe de família.

Gastos

A pesquisa mostra que os gastos em 2011 em relação a 2010 e anos anteriores ficaram estáveis. A classe C foi a única que teve gasto declarado maior. Nas demais, o gasto total da família foi menor que em 2010.

O item moradia, diferentemente dos gastos com supermercado, energia, gás, água, transporte e remédios, que não apresentaram mudanças significativas, foi o maior gasto do brasileiro em 2011. As despesas com aluguel subiram 14% e as prestações de casa própria, 23%.

O gasto também foi alto com convênios médicos e lazer, assim como as despesas com empregadas domésticas.

Avaliação geral

Em 2011, a nota de avaliação geral do Brasil registrou a primeira queda em comparação aos anos anteriores da pesquisa, com 0.6 ponto menor que a de 2010.

Em 2009 e 2010 o otimismo superou a preocupação e o entusiasmo superou a revolta na percepção dos brasileiros em relação à palavra que para eles melhor descrevia seus sentimentos em relação ao futuro. Em 2011, cresceu a proporção de indivíduos que citaram preocupação e revolta como sentimentos que melhor descreveriam seu futuro.

Otimismo e entusiasmo foram proporcionalmente mais mencionados nas classes A e B, preocupação e revolta foram relativamente mais mencionados nas classes D e E. A classe C se divide entre os que estão otimistas e os que estão preocupados.

Compra

Brasileiros demonstraram cautela na pretensão de compra em 2011 na comparação com 2010, especialmente nos itens carros e computadores de mesa, mas a intenção de comprar imóveis e equipamentos esportivos se manteve.

 A pretensão para pagamento de imóveis à vista cresce em 2012, especialmente nas classes A e B. Também cresce a pretensão de pagar carros à vista em menor proporção do que em 2011.

 O estudo tomou por base entrevistas com 1,5 mil pessoas realizadas entre 17 e 23 de dezembro de 2011.

Link:

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/economia/2012/03/classe-c-chega-a-54-da-populacao-com-renda-de-r-1.450

Candidato da Esquerda cresce e chega ao 3o. lugar na França!

Candidato da esquerda francesa passa líder da extrema-direita em pesquisa eleitoral

Jean Luc Mélenchon sobe cinco pontos e está em terceiro lugar; Sarkozy diminui vantagem de Hollande
 

Na primeira pesquisa de opinião sobre a eleição presidencial francesa realizada após a descoberta do autor dos atentados no sudoeste do país, a grande surpresa foi a ascensão do progressista Jean-Luc Mélenchon. Já a diferença entre o presidente Nicolas Sarkozy e seu principal rival, o socialista François Hollande voltou a diminuir, embora não o suficiente para obter a reeleição em um provável segundo turno.

Efe

O candidato da Frente de Esquerda, Jean Luc Mélenchon

O levantamento do instituto BVA divulgado nesta quinta-feira (22/03) coloca pela primeira vez o candidato da Frente de Esquerda, que participou de dois grandes comícios na última semana em Paris e Marselha, em terceiro lugar. Ele ultrapassa a ultradireitista Marine Le Pen, do Fronte Nacional, e o centrista François Bayroux, do MoDem (Movimento Democrático). Mélenchon subiu cinco pontos percentuais, alcançando 14% de preferência,contra 13% da candidata da extrema-direita, que caiu dois. Bayroux (12%) caiu um ponto.

A pesquisa, divulgada para a rede RTL, Orange e Presse Régionale, entrevistou 926 franceses por telefone via internet entre esta quarta e quinta-feira. Sua última pesquisa havia sido divulgada entre os dias 15 e 16 de março. Ou seja, depois que a população francesa já estava ciente da identidade de Mohamed Mehra, atirador que matou sete pessoas em uma base militar e uma escola judaica nas cidades de Montauban e Toulouse. O crime chocou o país e voltou a levantar questões relacionadas à imigração e integração para o centro do debate político.

Efe

O presidente Nicolas Sarkozy voltou a integrar a campanha nesta quinta-feira

O presidente Nicolas Sarkozy, que obteve bastante exposição na mídia durante o cerco ao atirador, subiu dois pontos percentuais, alcançando 28%, contra 29,5% de Hollande, do Partido Socialista (centro-esquerda).  Segundo Gaël Sliman, diretor-geral da BVA, essa diferença equivale a um empate técnico.

Já nas estimativas para o segundo turno, o líder da UMP (União por um Movimento Popular) não conseguiria sai reeleição. Hollande ainda aparece na frente com oito pontos de vantagem ( 54% a 46%), mesmo tendo diminuído a diferença para quatro pontos.

Link:

 http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/20691/candidato+da+esquerda+francesa+passa+lider+da+extrema-direita+em+pesquisa+eleitoral.shtml

Meu Comentário!


Será que teremos uma reviravolta na eleição francesa, com um candidato da Esquerda podendo chegar a ameaçar um dos dois favoritos e, até, indo para o segundo turno? Eu não ficaria surpreso se isso acontecesse.


A conferir.

Desemprego ainda é grande problema de EUA e Europa, diz Ipea!

Desemprego ainda é grande problema de EUA e Europa, diz Ipea- por Vinicius Mansur, da Carta Maior

Levantamento feito pelo instituto aponta o desemprego como a principal consequência da crise de 2008 para Estados Unidos e Europa. Estudo revela as diferentes performances destes países na geração de empregos e destaca que, especialmente na Europa, saem melhor da crise os Estados que mais mantem a proteção ao trabalho e ao trabalhador.

Brasília - O comunicado “Evolução do mercado de trabalho nos EUA e Europa em decorrência da crise econômica”, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) nesta quinta-feira (22), aponta o desemprego como a principal consequência da crise de 2008 para os países situados no centro capitalista.

Na Europa, o estudo divide os impactos por regiões. Enquanto os países do Norte e do Leste apresentam um padrão de estabilização tendendo à melhora, os países do Sul do continente, aos quais se soma a Irlanda, vivem uma situação dramática.

Nestes países verifica-se um aumento ininterrupto do desemprego entre 2008 e 2011, quando o índice saiu de 8,4% - relativo à População Economicamente Ativa (PEA) - para 15,1%. As taxas mais dramáticas são da Espanha, 21,7%, da Grécia, 17,4% e da Irlanda, 14,4%.

No leste europeu o desemprego chegou a 11,1% em 2010, mas caiu para 9,6% no final de 2011, índice ainda bem acima dos 6,9% pré-crise.

No norte, o desemprego aumentou de maneira menos crítica, saindo dos 5,2% em 2008 para 6,8% em 2011.

Fato interessante é que em toda a Europa, ao contrário da maior parte do mundo, não há diferenças expressivas em termos de taxas entre homens e mulheres. “A grande clivagem na Europa é entre gerações. As taxas dos jovens [de 15 a 24 anos] são mais do que o dobro das verificadas no conjunto da população, chegando a mais de 40% na Espanha”, afirma o pesquisador do Ipea, André Campos.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, a saída da crise de 2008 se deu do primeiro para o segundo semestre de 2009, quando o PIB do país voltou a crescer, atingindo os patamares pré-crise em 2011. Entretanto, “esse crescimento é ainda muito frágil por estar calcado em bases muito desiguais. A taxa de desemprego está caindo muito gradualmente, mas se encontra muito acima do que em 2008”, adverte o pesquisador do Ipea.

O estudo mostra que, nos últimos 12 meses, 1,7 milhão de novos empregos não agrícolas foram criados nos EUA, chegando a um total de 132,4 milhões de pessoas nestes postos. Porém, o número é bem inferior aos 138 milhões do início de 2008. Em janeiro deste ano, o país registrou em 15,2% a taxa de desemprego total, que adiciona os trabalhadores em tempo parcial e aqueles marginalmente ligados à PEA.

O documento também alerta para a severidade do desemprego estadunidense. Em janeiro de 2012, cerca de 42% dos desempregados estavam procurando emprego há mais de 6 meses, taxa muito acima de 2007, quando se situava entre 15 e 20%. “É um ponto particularmente tenso, porque o seguro-desemprego normalmente só cobre 26 semanas; legislações aprovadas durante a crise estenderam tal período para 99 semanas, e a sua renovação está em discussão neste momento”, conclui o Ipea.

Importância do Estado

“Os Estados que estão conseguindo manter as políticas do welfare state conseguem sair da crise na frente porque conseguem manter a demanda interna”, concluiu Campos.

Diante da crise econômica mundial, o pesquisador disse que os países centrais, sobretudo os europeus, veem a queda da demanda externa diminuir os postos de trabalho em sua agropecuária, indústria e construção, tornando o setor de serviços - portanto a demanda interna - o principal polo de geração de empregos, um fato inédito. 

“Verificamos que a saída [da crise pelos países centrais] continua calcada no consumo pelas famílias. Os Estados em que há um desmonte das políticas de regulação e proteção laboral, da remuneração, uma nova rodada de flexibilizações dos contratos e das condições de trabalho, etc, não se encontram em condições de adotar essa saída. Isso só corrobora que o consumo das famílias é cada vez menos”, concluiu.

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quinta-feira, 22 de março de 2012

Baixo desemprego e alta do rendimento são recordes em fevereiro no país, aponta IBGE!

Baixo desemprego e alta do rendimento são recordes em fevereiro no país, aponta IBGE - da Carta Maior

O rendimento médio real dos ocupados, já com desconto da inflação, atingiu em fevereiro o nível mais alto da série histórica, iniciada em 2002, com remuneração de R$ 1.699,70. Também a taxa de desemprego no mês, de 5,7%, é a menor já apurada da série, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

São Paulo - A taxa de desemprego registrou 5,7% no país em fevereiro, o menor valor para esse mês desde o início da série, em 2002. Houve um pequeno aumento em relação a janeiro (5,5%), mas uma queda considerável ao apurado em fevereiro de 2011 (6,4%). 

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A população desocupada (1,4 milhão de pessoas) foi considerada estável no confronto com janeiro. Quando comparada com fevereiro do ano passado, recuou 8,6% (menos 130 mil pessoas). 

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,2 milhões) não registrou variação na comparação com janeiro. Na comparação anual, houve uma elevação de 5,4%, o que representou um adicional de 578 mil postos de trabalho com carteira assinada em um ano.

A evolução da renda também é positiva. O rendimento médio real dos ocupados atingiu R$ 1.699,70, o valor mais alto desde o início da série. Ele aumentou 1,2% em comparação com janeiro e 4,4% sobre fevereiro do ano passado.

A massa de rendimento real dos ocupados (R$ 38,7 bilhões) aumentou 1,6% em relação a janeiro. Em comparação com fevereiro de 2011, a massa cresceu 5,8%. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 47,1 bilhões), estimada em janeiro de 2012, caiu 0,7% no mês e subiu 29,6% no período de um ano. 

A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na páginawww.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/.


Fotos: Arquivo 


Link:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19809

Dilma: é preciso defender a indústria e fomentar o crescimento!


Dilma: é preciso defender a indústria e fomentar o crescimento - do Vermelho


A presidente Dilma Rousseff reuniu-se nesta quinta-feira (22) com grande empresários da indústria e do comércio para ouvir suas demandas e discutir o aumento dos investimentos privados com vistas a estimular o crescimento da economia. 


Em declaração à imprensa a presidente deixou clara a necessidade de se ampliar o esforço no que se refere aos investimentos dos empresários para alavancar o Produto Interno Bruto (PIB).
Dilma afirmou durante a reunião com os empresários que não irá "proteger, mas vai defender a indústria brasileira", disse à imprensa Luiza Trajano, presidente da rede de varejo Magazine Luiza.

No último dia 14, a presidente recebeu representantes das principais centrais sindicais e ouviu as demandas dos trabalhadores.

Os dirigentes apresentaram suas reivindicações e agendas de ação para 2012 e salientaram o parco diálogo do governo com o movimento sindical sobre as lutas trabalhistas. Além disso, colocaram para a presidente a preocupação com os impactos da guerra cambial na indústria nacional, com a desindustrialização em curso, que gera desemprego e precariza o trabalho.

No início deste mês, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou que o objetivo do governo é fazer a economia crescer 4,5% em 2012. Se isso for alcançado, será um resultado bem melhor que o de 2011, quando o Produto Interno Bruto (PIB) ficou em 2,7%.

Nesta quarta-feira (21), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que o índice referente à produção registrou 46,5 pontos, ante os 45 pontos de janeiro e os 50,4 pontos de fevereiro do ano passado. Foi o sexto mês consecutivo que esse índice apresentou pontuação abaixo dos 50 pontos (os valores vão de 0 a 100 e abaixo de 50 apontam queda da produção). Os números são da Sondagem Industrial de fevereiro.

Alerta para a indústria nacional

Também nesta quarta, as centrais sindicais reuniram-se com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e com o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. A oportunidade foi para discutir a proposta do governo sobre as reivindicações apresentas pelas centrais na reunião com a presidente no último dia 14.

Na oportunidade foram discutidos a luta pela isenção de Imposto de Renda (IR) sobre os ganhos relativos à Participação de Lucros e Resultados dos trabalhadores PLR, o fim do fator previdenciário, a política econômica e o processo de desindustrialização em curso.

Wagner Gomes declarou à imprensa que o ministro da Fazenda assegurou durante a reunião que a questão da indústria está sob controle. Afirmou também que o governo tem o controle da situação e que irá tomar as medidas necessárias para evitar maiores danos.

“Esperamos que o governo se dê conta, com rapidez, da realidade que estamos vivendo. Estão havendo demissões em diversos setores da indústria brasileira, especialmente por conta da política macroeconômica atual. Estamos disposto a dialogar e colaborar com o governo para que o Brasil avance”, ressaltou Wagner Gomes.

Segundo ele, os números são claros: em 2011, o Brasil viu um crescimento de apenas 0,3% de sua indústria. Além disso, o país também viu o crescimento de seu Produto Interno Bruto (PIB) se limitar a apenas 2,7% no ano passado.

Em declaração à imprensa, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou, nesta quinta-feira (22), que o governo continuará fazendo políticas de intervenção no câmbio e tomará medidas para reduzir os custos financeiros, manter a política de redução de juros e assim conter o processo de desindustrialização. 

Segundo ele, conter a valorização do real é uma das metas, assim se garantirá a competição das mercadorias brasileiras. “Um dos maiores desafios neste momento é o câmbio, pois coloca os produtos brasileiros em condição de inferioridade no mercado. Mantega considera que o país tem mercado consumidor forte, mas vem perdendo terreno para os produtos importados com o dólar enfraquecido frente ao real”. 

Sobre os juros, Mantega afirmou que o governo continuará tomando medidas que reduzam os custos financeiros, e que o juro básico do país continuará recuando. E citou a ação para forçar o recuo dos spreads bancários - diferença entre o custo de captação e a taxa efetivamente cobrada ao consumidor final.

Da Redação, com agências



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http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=178895&id_secao=2



Banda larga móvel dobrou no País em 2011!


Banda larga móvel dobrou no País em 2011 - do Vermelho


Balanço aponta que número de acessos passou de 20,6 milhões em 2010 para 41,1 milhões no ano passado


O brasileiro está a cada dia mais conectado. Mesmo quando está fora de casa ou do trabalho. Segundo balanço da Huawei, da área de soluções para redes de telecomunicações, divulgado nesta terça-feira (20) o serviço de banda larga móvel quase dobrou no País em 2011, passando de 20,6 milhões de acessos em 2010 para 41,1 milhões no ano passado.

De acordo com a Teleco, parceira no desenvolvimento do balanço, este número pode chegar a 73 milhões em 2012, e a 124 milhões em 2014. A tendência de crescimento é confirmada pelos dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na segunda-feira, 19. Segundo os números referentes ao mês de fevereiro deste ano, o País registrou 47,2 milhões de acessos 3G (banda larga móvel), o que representou alta de 4,62% em relação ao mês anterior.

Em 2011, o serviço estava disponível para 84% da população do País, o que representou um incremento de 15,7% e superou as metas estabelecidas pela Anatel para 2016. O levantamento mostra ainda que 48,6% dos municípios brasileiros eram atendidos pelo serviço no ano passado. Em 2010 este número era de 23,4%.

A banda larga fixa, por sua vez, apresentou crescimento de 19,6%, indo de 13,8 milhões em 2010 para 16,5 milhões no ano passado. Segundo as projeções da Teleco, o Brasil deve atingir a marca de 20 milhões de acessos em 2012, podendo chegar a 30 milhões até o ano da Copa do Mundo de 2014. A cobertura do serviço também cresceu. Em 2011, 99,8% dos municípios brasileiros já eram atendidos, contra 81,1% em 2010.

Fonte: Meio & Mensagem



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http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=178771&id_secao=6

Xeique saudita conclama árabes a destruirem igrejas cristãs!


Xeique saudita conclama árabes a destruirem igrejas cristãs - do Vermelho


O xeique Abdul bin-Abdulla, suprema autoridade espiritual da Arábia Saudita, exortou a destruir todos os templos cristãos que se encontram na península Arábica. Esta declaração do líder dos muçulmanos chocou não somente a comunidade internacional de cristãos mas também os próprios adeptos da doutrina do profeta Maomé.


Diversos órgãos da mídia informam que esta posição chocante da autoridade muçulmana foi uma resposta à interpelação da Sociedade de Ressurreição da Cultura Islâmica do Kuweit. 

Esta organização não-governamental exige a adoção de uma lei que proíba a construção de novas igrejas cristãs no país. Os militantes da sociedade pediram o conselho do seu líder espiritual – o xeique Abdula Aziz bin-Abdulla, que goza de prestígio absoluto neste reino muçulmano sunita. 

O líder espiritual alegou uma regra antiga, que reza que na região apenas o islã "pode e deve ser professado", tendo proposto às autoridades dos países que integram o Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo Pérsico a não construir mais templos cristãos e liquidar os já existentes.

Esta “fatwa”, isto é, o veredicto do xeique, surpreendeu até os adeptos do islã. “É possível que as palavras do mufti tivessem sido erradamente interpretadas”, – foi assim que o vice-presidente da Direção Espiritual Central dos Muçulmanos da Rússia, Albir Krganov,comentou a “fatwa” na entrevista à Voz da Rússia.

"Já na época do profeta Maomé existiam diversas crenças e templos de diversas confissões. Adeptos de diversas religiões vinham ter, inclusive, com o próprio profeta. De um modo geral, o Alcorão reza que uma pessoa tem o direito de não ser muçulmano e, inclusive, ateu. Por isso, não entendo bem as palavras do prezado mufti. Hoje em dia, a tentativa de criar um Estado monoreligioso está condenada ao fracasso. Os templos cristãos existem em diversos países muçulmanos, da mesma maneira que existem mesquitas nas cidades da Europa. O mundo moderno é multiforme. O mais importante é que os representantes de diversas confissões se respeitem mutuamente, que não haja uma linguagem da hostilidade e apelos a ações radicais".

Atualmente nos Emirados Árabes Unidos vivem cerca de 800 mil cristãos e existem menos de dez igrejas de diversas confissões. Existe também um templo ortodoxo da Igreja Russa, construído com a permissão das autoridades em fins de 2011. 

O Patriarcado de Moscou está preocupado com o destino dos fiéis russos e dos seus irmãos na fé cristã. O arcebispo Mark de Egorievsk, chefe do Departamento de Instituições da Igreja Ortodoxa Russa no Estrangeiro, manifestou na entrevista à Voz da Rússia a esperança de que este apelo do xeique não seja atendido, nem apoiado.

"Na Rússia sempre vivemos em paz com os nossos irmãos muçulmanos e temos ouvido permanentemente que o Islã é uma religião da paz. Eu pessoalmente conheço muitos muçulmanos e respeito-os como pessoas crentes e líderes religiosos. Esta declaração do mufti saudita vai totalmente contra aquilo que sabemos sobre o islã. Espero que esta declaração tivesse sido feita sob o efeito de certas emoções. Mas as emoções não são o melhor companheiro de uma pessoa que se deve guiar pela razão".

A própria Direção Espiritual do Reino não confirma a existência da “fatwa" sobre a eliminação dos templos cristãos. Mas, mesmo o boato sobre esta declaração peremptória do líder espiritual da península Arábica pode provocar não somente uma onda de vandalismo injustificado em relação aos templos do país, mas também provocar uma série de massacres contra os dissidentes em todo o Oriente Médio. 

Sabe-se que nos últimos anos já houve um êxodo de adeptos da doutrina cristã desta região. Somente durante o último ano, cerca de 75% dos cristãos residentes na Líbia deixaram este país. A diminuição brusca do número de cristãos se verifica também na Tunísia. No Egito, o número de cristãos não ultrapassa 10% da população. Uma situação mais ou menos idêntica se regista no Sudão, na Eritreia e na Somália.

Caso a "fatwa" tivesse saído da boca de uma autoridade religiosa do Irã, a mídia ocidental – e a brasileira, a reboque – estaria promovendo uma nova cruzada contra o país persa. Como a origem é a Arábia Saudita, ditadura submissa aos Estados Unidos, a notícia não passa de mera curiosidade.

Com informações da Voz da Rússia



Link:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=178765&id_secao=9


Rendimento médio do trabalhador atinge valor mais alto desde 2002!


Rendimento médio do trabalhador atinge valor mais alto desde 2002 - do Vermelho


A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou em fevereiro seu valor mais alto desde 2002, quando começou a medir. O rendimento médio do trabalhador brasileiro nesse mês foi de R$ 1.699,70. O valor reflete diretamente no poder de compra das pessoas economicamente ativas, gerando um aumentou de 1,2% em comparação a janeiro e 4,4% em relação a fevereiro de 2011.



Os dados foram divulgados nesta quinta-feria (22), pelo IBGE. Segundo o gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do instituto, Cimar Azeredo, o resultado foi impulsionado pelo aumento do salário mínimo, que apresentou alta de 14% no início do ano, ao passar de R$ 545 para R$ 622. “Esse recorde foi causado principalmente pelo aumento do salário mínimo, que é o principal indexador de muitos grupamentos de atividades, de muitas classes de trabalhadores, e foi um dos maiores responsáveis pelo movimento”, explicou.

Azeredo acrescentou que a dispensa de trabalhadores temporários, o que geralmente ocorre no início do ano, pode ter contribuído também para elevar a média dos rendimentos. “Esses trabalhadores temporários, em geral, ganham menos. Com a saída deles [do mercado de trabalho], a média dos rendimentos tende a subir”, afirmou.

Os maiores impactos do aumento do salário mínimo foram na indústria e no comércio. O documento aponta que São Paulo registrou em fevereiro de 2012 o maior rendimento médio (de R$ 1.813), seguido pelo Rio de Janeiro (R$ 1.805).

De acordo com o levantamento, cinco das seis regiões metropolitanas observadas pelo IBGE tiveram aumento no rendimento em fevereiro deste ano na comparação com fevereiro de 2011: Recife (6,7%), Salvador (18,6%), Belo Horizonte (7,0%), Rio de Janeiro (0,4%) e São Paulo (5,4%). Apenas Porto Alegre (-2,4%) apresentou diminuição.

Fonte: Agência Brasil



Link:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=178896&id_secao=2

Em 2011 cresceu faixa de renda chamada de “Classe C"!


Em 2011 cresceu faixa de renda chamada de “Classe C” - do Vermelho


No ano passado, 2,7 milhões de brasileiros mudaram o perfil de renda, deixando de fugurar nas chamadas faixas D e E para fazer parte da classificação C. Além disso, 230 mil pessoas saíram da classe desta faixa de renda e entraram para as categorias melhor remuneradas (A e B).


A maior da parte da população (54%) fazia parte da faixa de renda classificada como C em 2011, uma mudança em relação ao verificado em 2005, quando a maioria (51%) estava nas faixas D/E. Um total de 22% dos brasileiros está no perfil da faixa de renda A/B, o que também representa um aumento em comparação ao constatado em 2005, quando a taxa era 15%.

É o que mostra a sétima edição da pesquisa Observador Brasil 2012, feita pela empresa Cetelem BGN, do Grupo BNP Paribas, em parceria com o instituto Ipsos Publics Affairs.


O levantamento indica ainda que a capacidade de consumo do brasileiro aumentou. A renda disponível, ou o montante de sobra dos ganhos, descontando-se as despesas, subiu de R$ 368, em 2010, para R$ 449, em 2011, uma alta de pouco mais de 20%. Na faixa de renda classificada como C, houve um aumento de 50% (de R$ 243 para R$ 363).

Enquanto a renda média familiar das faixas A/B e D/E ficaram estáveis, na C cresceu quase 8%. Mas a pesquisa mostra que em todas as faixas houve um aumento da renda disponível, que ultrapassou R$ 1 mil, entre os mais ricos.

“O aumento da renda disponível em todas as faixas indica que houve maior contenção de gastos”, destaca a equipe técnica responsável pela pesquisa. 

Fonte: Agência Brasil


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http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=178884&id_secao=2

O contraponto tucano a Petrobras!

O contraponto tucano a Petrobras - por Saul Leblon, da Carta Maior



Numa entrevista famosa de 2009, ao portal da revista Veja, FHC justificou a venda da Vale do Rio Doce, entre outras razões, ao fato de a 2ª maior empresa de minério do mundo ter se reduzido -na sua douta avaliação - a um cabide empregos, 'que não pagava imposto, nem investia'. Notícias frescas da Receita Federal abrem um contraponto constrangedor à discutível premissa fiscal tucana. 

A Vale foi acionada e dificilmente escapará, exceto por boa vontade de togados amigos, de pagar R$ 30,5 bilhões sonegados ao fisco durante a década em que esteve sob o comando de Roger Agnelli. O calote, grosso modo, é dez vezes maior que o valor obtido pela venda da empresa, em 1997. Ademais do crime fiscal, o golpe injeta coerência extra aos personagens desse episódio-síntese de uma concepção de país e de desenvolvimento desautorizada, de vez, pela crise mundial.

Filho dileto do ciclo tucano das grandes alienações públicas, Roger Agnelli -presidente da Vale do Rio Doce de 2001 a 2011 -- foi durante anos reportado ao país como a personificação da eficiência privada e das virtudes dos livres mercados na gestão das riquezas nacionais. 

Com ele, graças a ele, e em decorrência da privatização-símbolo que ele encarnou, a Vale tornou-se uma campeã na distribuição de lucros a acionistas. Vedete das Bolsas, com faturamento turbinado pela demanda chinesa por minério bruto, que o Brasil depois reimportava, na forma de trilhos, por exemplo, --a única laminação para esse fim foi desativada pelo governo FHC-- a Vale tornou-se o paradigma de desempenho corporativo aos olhos dos mercados. 

Um banho de loja assegurado pelo colunismo econômico, ocultava a face de um negócio rudimentar, um raspa-tacho do patrimônio mineral alçado à condição de referência exemplar da narrativa privatista. A 'eficiência à la Agnelli' lambuzava o noticiário. Da cobertura econômica à eleitoral, era o argumento vivo a exorcizar ameaças à hegemonia dos 'livres mercados' instaurada na era tucana. Projetos soberanos de desenvolvimento, como o da área de petróleo, eram fuzilados com a munição generosa da Vale. 

A política agressiva de distribuição de lucros aos acionistas --na verdade um rentismo ostensivo, apoiado na lixiviação de recursos existentes, sem agregar capacidade produtiva ao sistema econômico-- punha na Petrobrás o cabresto do mau exemplo. Era a resiliência estatista nacionalisteira, evidenciada em planos de investimento encharcados de preocupação industrializante e 'onerosas' regras de conteúdo local. 

A teia de acionistas da Vale,formada por carteiras gordas de endinheirados, bancos e fundos, com notável capilaridade midiática, nunca sonegou gratidão ao herói pró-cíclico do boom das commodities metálicas. Enquanto o mundo mastigava avidamente o minério de teor de ferro mais elevado do planeta, Agnelli foi de vento em popa, incensado a cada balanço, seguido de robustas rodadas de distribuição de lucros.

No primeiro soluço da crise mundial, em 2008, o herói pró-cíclico reagiu como tal e inverteu o bote: a Vale foi a primeira grande empresa a cortar 1.300 trabalhadores em dezembro, exatamente quando o governo Lula tomava medidas contracíclicas na frente do crédito, do consumo e do investimento. A Petrobrás não demitiu; reafirmou seus investimentos no pré-sal, da ordem de US$ 200 bilhões até 2014. Se a dirigisse um herói dos acionistas, teria rifado o pré-sal na mesma roleta da Vale: predação imediatista, fastígio dos acionistas e prejuízos para o país. 

Em seu último ano na empresa, Agnelli distribuiu US$ 4 bi aos acionistas. Indiferente aos apelos de Lula, recusou-se a investir US$ 1,5 bi numa laminadora de trilhos que agregasse valor a um naco das quase 300 milhões de toneladas de minério bruto exportadas anualmente pela empresa. Resistiu no cargo até consumar-se a derrota de José Serra.Com a vitória de Dilma, o conselho foi destituído, em abril de 2011. 

Agora se sabe que o centurião do credo tucano --e dos bolsos dos acionistas-- não se valia apenas da alardeada proficiência administrativa para cumprir as metas da ganância rentista. Além de pagar apenas 2% de royalties ao país, a Vale no ciclo Agnelli notabilizou-se por sonegar R$ 30,5 bilhões em Imposto de Renda e CSLL aos cofres públicos. 

Com o velho truque de contabilizar em subsidiárias no exterior ganhos de fato auferidos pela matriz, surrupiou ao país quase um ano de faturamento da empresa (da ordem de R$ 37 bi em 2011). Com o processo movido pela Receita Federal , fecha-se um ciclo, mas ainda resta um personagem importante da história a ser desmascarado. Na mencionada conversa entre camaradas, no portal da "Veja", em 2009, FHC admitiu que "teve resistência psicológica" à venda da Vale. E deu crédito ao impulso de entusiasmo engajado que o motivou: "O Serra foi um dos que mais lutaram a favor da privatização da Vale. Digo isso porque muita gente diz assim: 'O Serra é estatizante...' Mas não: ele entendeu isso. Da Light também. O Serra... (foi dos que mais lutaram)". ( Para conferir:http://www.youtube.com/watch?v=gVgruNHLBz4&feature=player_embedded#!)
Postado por Saul Leblon 

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segunda-feira, 19 de março de 2012

O caos afegão; clima na Otan é de derrotismo e desorientação!


O caos afegão; clima na Otan é de derrotismo e desorientação - do Vermelho


"A situação existente no Afeganistão é caótica. Os últimos acontecimentos fizeram ruir o projeto de uma retirada negociada das tropas de ocupação que preservasse a imagem dos EUA no mundo. Nas bases estadunidenses e da Otan alastra uma atmosfera de derrotismo e desorientação", diz nota dos editores do portal português O Diário.info. Acompanhe a íntegra da nota:


"A chacina de 16 camponeses na Província de Kandahar por um sargento provocou no país uma onda de indignação. Nas semanas anteriores soldados estadunidenses tinham urinado sobre cadáveres de afegãos por eles abatidos, oficiais do exército queimaram exemplares do Alcorão no pátio de uma base militar, um grupo de marines desfraldou em público uma bandeira com a suástica nazi.


A reação afegã gerou pânico no Pentágono. Sucederam-se manifestações de protesto em todo o país. Dois oficiais superiores dos EUA foram mortos a tiro no Ministerio do Interior numa zona de alta segurança. O alto comando estadunidense, alarmado, proibiu a partir de agora a presença dos seus militares em qualquer tarefa de cooperação em edifícios do governo afegão.

Como podem os EUA e a Otan - pergunta-se em Washington - preparar os 300 mil homens do exército e da polícia do Afeganistão aos quais seriam transferidas no próximo ano as responsabilidades da "Segurança" se os recrutas matam os seus instrutores?

O balanço de onze anos da guerra afegã é desastroso. A maioria do território está sob controle da Resistência (na qual lutam inclusive quadros do Partido Popular marxista da Revolução). As tropas estrangeiras, em muitas cidades, somente saem dos quartéis para realizar patrulhas.

Todos os projetos de reconstrução econômica e política fracassaram. As plantações da papoula do ópio e a produção de heroína aumentam sob a protecção de altos funcionários ligados ao narcotráfico; a corrupção mergulha as raízes nos próprios Ministérios; a fome é uma realidade em muitas províncias.

Sondagens recentes promovidas nos EUA revelam que mais de 50% dos eleitores são favoráveis à retirada das tropas estadunidenses do Afeganistão antes de 2014.

As desculpas hipócritas do Presidente Obama pelos últimos crimes cometidos no país não alteram a realidade. A cota de popularidade do Presidente caiu para 41%.

O caos afegão força o sistema de poder imperial a rever toda a sua estratégia para a Ásia Central e o Médio Oriente. A campanha para a reeleição de Obama pode ser decisivamente afetada pelo rumo dos acontecimentos no Afeganistão".

Fonte: O Diário.info



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http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=178359&id_secao=9 


Robert Fisk: O massacre no Afeganistão não foi loucura!


Robert Fisk: O massacre no Afeganistão não foi loucura - do Vermelho


Começa a cansar-me esta história do soldado louco. Era previsível, é claro. Nem bem o sargento de 38 anos - que massacrou no último domingo (11) 16 civis afegãos perto de Kandahar, incluindo nove crianças - retornou para sua base, os especialistas em Defesa e os meninos e meninas dos centros de pensamento já anunciavam que ele havia enlouquecido. 

Por Robert Fisk, em La Jornada


Não era um perverso terrorista sem entranhas - como seria, é claro, se fosse afegão, em especial talibã -, mas apenas um cara que foi à loucura.

Essa mesma bobagem foi usada para descrever os soldados estadunidenses homicidas que realizaram uma orgia de sangue na cidade iraquiana de Haditha. Com a mesma palavra se descreveu o soldado israelense Baruch Goldstein, que massacrou 25 palestinos em Hebron, algo que fiz notar neste mesmo jornal, poucas horas antes que o sargento enlouquecesse de repente, na província de Kandahar.

Ao que parece, enlouqueceu, anunciaram jornalistas. Um homem "que provavelmente havia sofrido algum colapso (The Guardian)", um soldado perverso (Financial Times), cujo distúrbio (The New York Times) foi sem dúvidas (sic) perpetrado em um acesso de loucura (Le Figaro).

Sério? Sepõe-se que acreditamos nisso? Claro, se estivesse completamente louco, nosso sargento teria matado 16 de seus colegas norte-americanos. Ele teria matado seus companheiros e, em seguida, atearia fogo aos corpos. Mas não, ele não matou estadunidenses; escolheu matar afegãos. Houve uma escolha. Por que, então, matou afegãos?

Há uma pista interessante em tudo isso, que não tinha aparecido em reportagens da mídia. Na verdade, a narração dos fatos foi curiosamente lobotomizada-censurada, inclusive por aqueles que têm tentado explicar o terrível massacre em Kandahar. Lembraram a queima de exemplares do Alcorão - quando soldados norte-americanos em Bagram jogaram os livros sagrados em uma fogueira - e as mortes de seis soldados da Otan, incluindo dois norte-americanos, que vieram depois. 

Mas explodam-me em pedaços se não esqueceram - e isso se aplica a todas as matérias sobre o recente massacre - uma afirmação notável e extremamente significativa do comandante em chefe do Exército estadunidense no Afeganistão, o general John Allen, há exatamente 22 dias. Na verdade, foi uma declaração tão inusitada que eu recortei as palavras em meu jornal matutino e coloquei o recorte na minha pasta para referência futura.

Allen disse aos seus homens: esta não é a hora da vingança pelas mortes de soldados norte-americanos nos distúrbios de quinta-feira. Alertou que eles deveriam resistir a qualquer tentação de revidar, depois que um soldado afegão matou dois norte-americanos. "Haverá momentos como este, em que vocês estarão procurando o significado dessas mortes", continuou. "Momentos como este, em que suas emoções serão governadas pela raiva e pelo desejo de vingança. Esta não é a hora da vingança; é a hora de olhar no fundo de sua alma, de recordar a sua missão, lembrar a sua disciplina, lembrar-se de quem vocês são."

Foi um chamado extraordinário, vindo do comandante em chefe dos EUA no Afeganistão. O general se viu forçado a dizer para o seu exército, supostamente bem disciplinado, profissional, de elite, que não cobrasse vingança aos afegãos aos quais, supostamente, está ajudando/ protegendo/ educando/ adestrando, etc. Teve que dizer aos seus soldados que não cometessem assassinato.

Eu sei que os generais diziam essas coisas no Vietnã. Mas no Afeganistão? As coisas chegaram a esse extremo? Temo que sim. Porque, por mais que eu não goste de generais, tenho lidado com muitos deles pessoalmente, e geralmente têm uma ideia bastante acertada do que acontece em suas fileiras. E eu suspeito que o general John Allen já havia sido advertido por seus oficiais de que seus soldados estavam irritados com as mortes que se seguiram à queima de exemplares do Alcorão e, talvez, tivessem decidido empreender uma escalada de vingança. Por isso tratou de um modo tão desesperado - em uma declaração tão impactante como reveladora - de prevenir um massacre exatamente como o que ocorreu no último domingo.

No entanto, essa mensagem foi completamente apagada da memória dos peritos quando eles analisaram essa matança. Não se permitiu em seus relatos nenhuma alusão às palavras do general Allen, nenhuma referência, porque, naturalmente, isso teria tirado o nosso sargento do grupo dos enlouquecidos e lhe teria dado um possível motivo para o massacre. Como de costume, os jornalistas tiveram que meter-se na cama com os militares para procriar um louco e não um assassino. Pobre rapaz: andava mal da cabeça. Não sabia o que fazia. Não é de admirar que o tenham tirado do Afeganistão tão rápido.

Todos tivemos nossos massacres. Há My Lai (aldeia vietnamita onde, em 16 de março de 1968, centenas de civis, na maioria mulheres e crianças, foram executados por soldados do exército dos Estados Unidos), e nosso próprio My Lai britânico, em uma aldeia da Malásia chamada Batang Kali, onde os guardas escoceses - envolvidos em um conflito contra os insurgentes comunistas - assassinaram 24 indefesos trabalhadores da borracha, em 1948. 

Claro, pode-se argumentar que os franceses na Argélia foram piores que os norte-americanos no Afeganistão - diz-se que uma unidade de artilharia francesa fez desaparecer 2 mil argelinos em seis meses -, mas isso é como dizer que somos melhor que Saddam Hussein. Certo, mas veja que parâmetro de moralidade.

É disso que se trata. Disciplina. Moralidade. Valor. O valor de não matar por vingança. Mas quando se está perdendo uma guerra que se finge estar ganhando - me refiro ao Afeganistão, é claro -, suponho que isso seja esperar demais. Parece que o general Allen perdeu seu tempo.

Tradução: Joana Rozowykwiak



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http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=178507&id_secao=9 


sábado, 17 de março de 2012

Mesmo com crise global, Brasil gerou 294 mil empregos formais em 2012!

Número de postos de trabalho tem menor resultado frente a 2011 - do Vermelho

O Ministério do Trabalho, através do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgou nesta sexta-feira (16) que o Brasil criou em fevereiro 150,6 mil empregos formais. Este foi o segundo melhor desempenho do setor para os meses de fevereiro.



No entanto, mesmo que o número tenha superado o resultado de janeiro, quando foram criados 118,9 mil empregos, em fevereiro de 2011 esse número foi mais que o dobro, atingindo o número 347 mil postos.

Na estatística do Ministério, mesmo com trajetória ascendente, somando os dois primeiros meses do ano, foram abertas apenas 293.987 vagas, frente a 500 mil empregos criados no primeiro bimestre de 2011.

O Caged também apontou que o mês de fevereiro registrou um número recorde de demissões: 1,589 milhão, contra 1,740 milhão de admissões (o segundo maior resultado para o mês).

Segundo o Ministério do Trabalho, no acumulado do ano, foram gerados 294 mil novas vagas de trabalho com carteira assinada.

Em termos setoriais, seis das oito áreas pesquisadas pelo Caged registraram aumento das vagas de trabalho. O setor de serviços teve o segundo maior saldo de vagas para fevereiro, com 0,6% de alta em relação a janeiro (ou seja, 93,1 mil postos), seguido pela construção civil, com geração de 27,8 mil vagas, e indústria de transformação, que criou 19,6 mil postos.

Já o setor de comércio e o de agricultura tiveram mais demissões do que contratações em fevereiro: 6,6 mil e 425 vagas, respectivamente, foram fechadas no mês anterior.

O estudo também apontou que a região Sudeste foi a que apresentou maior crescimento, foram gerados 93.266 novos postos; na Sul foram 39.522 vagas; na Centro-Oeste 23.457 e na Norte, 3.965. A exceção foi a região Nordeste, que por motivos sazonais, ligados às atividades sucroalcooleiras, apresentou queda de 9.610 postos.

O estado que gerou mais empregos foi São Paulo, com 55.754 vagas, seguido por Minas Gerais, com 21.031. O setor de Serviços foi que mais contribui para o bom desempenho da região Sudeste, com mais de 57 mil novas vagas de trabalho formal. No Sul, o estado de Santa Catarina ficou com 15.719 postos, Paraná com 14.075 e o Rio Grande do Sul com 9.728. A Indústria de Transformação foi a que mais se destacou na região sulista, criando 18.977 postos, seguida pelo setor de Serviços, com 14.393.

Com informções da Agência Brasil e do Ministério do Trabalho.


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http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=178380&id_secao=2