Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Venezuela - As raízes do Socialismo Chavista!


Venezuela - As raízes do Socialismo Chavista! - da Revista de História - 
por Rafael Betencourt, via blog do Nassif
Hugo Chávez venceu cerca 'trocentas' eleições e referendos em um país onde se disfruta uma ampla liberdade de imprensa e que tem uma oposição ativa e organizada. E mesmo assim ele é chamado de Ditador? Como tem burros nesse mundo, hein!

A imensa popularidade que move seu governo desde a primeira eleição, em 1998, procura enfatizar uma identidade nacional e latino-americana, a partir do resgate da memória de figuras históricas notáveis como Simón Bolívar, Simón Rodriguez e o general Ezequiel Zamora. A lembrança destes três personagens é chamada de árvore de três raízes.
Poucas figuras políticas chamaram tanta atenção na ultima década quanto o presidente venezuelano Hugo Chávez, que, dias atrás, anunciou seu vice como sucessor, já que voltou a fazer tratamento contra um câncer. Chamado de santo por uns, autoritário, populista e ditador por outros, Chávez criou um discurso político que merece ser analisado para além dos tradicionais estereótipos maniqueístas. A imensa popularidade que move seu governo desde a primeira eleição, em 1998, procura enfatizar uma identidade nacional e latino-americana, a partir do resgate da memória de figuras históricas notáveis como Simón Bolívar, Simón Rodriguez e o general Ezequiel Zamora. A lembrança destes três personagens é chamada de árvore de três raízes.
A criação do socialismo chavista apresenta uma redefinição teórica do socialismo real vivenciado no século XX, que tinha no pensamento marxista sua principal base conceitual. Neste novo projeto venezuelano, a história latino-americana e seus processos de luta anticoloniais que varreram o século XIX tornaram-se a principal referência. A eficiência desse discurso político se deve à forma como Chávez articula a então "Arvora das três raízes" com suas propostas atuais modelando um radicalismo democrático nas práticas institucionais de seu governo.
Bolívar
Chavez cria, a partir do uso desses personagens históricos, o imaginário de uma segunda independência. Simón Bolívar certamente é o mais conhecido das três referências. Nascido em 1783 em Caracas, foi o principal líder das lutas de independência contra o domínio espanhol no século XIX. Durante mais de dez anos lutou pela libertação do território que hoje corresponde à Venezuela, Colômbia e Equador. Seu ideário político foi construído através de suas cartas e discursos, sempre insuflando a ideia da união da América na luta contra os espanhóis. Sob orientação do professor Simón Rodriguez, entrou em contato com o pensamento de Voltaire e Rousseau, e com as ideias emancipatórias do Iluminismo.
A idealização de uma América Latina integrada, como o discurso do presidente Chávez tanto enfatiza, reverbera a ideia de Bolívar de uma Grande Colômbia, uma única nação latino-americana na região, uma união necessária contra a dominação estrangeira. A referência a Bolívar na construção de um discurso nacionalista não era novidade na esquerda venezuelana e remonta aos grupos engajados na guerrilha dos anos 60, como o FALN (Fuerzas Armadas de Liberación Nacional). Porém, sem dúvida, Chávez foi mais bem sucedido ao relacionar Bolívar com um discurso de afirmação de identidades e de resistência à influência norte-americana.
Rodriguez
A segunda raíz da árvore bolivariana, Simón Rodriguez, professor e amigo de Bolívar, nasceu em Caracas no ano de 1769, trabalhou e viveu na Venezuela, Colômbia, Equador, Bolívia, Chile e Peru. Seu trabalho estava centrado na integração dos indígenas latino-americanos e dos escravos negros nas sociedades dos futuros Estados independentes. Na Bolívia, também lutou pela educação pública dos filhos dos indígenas e seu engajamento político sempre foi por meio do papel da educação. Rodriguez foi responsável pela escola primária em Caracas, mas desde sempre a sua briga pela inclusão de negros e pardos lhe causou alguns problemas com as elites locais. Após ser dispensado pela prefeitura da cidade pôde se dedicar à causa da independência.
Foi em Paris, nos tempos de Napoleão, que se encontrou com Bolívar. Nessa época, o mito latino-americano faz um juramento pela independência venezuelana que, transcrito por Rodriguez, chega às mãos de Chávez. Dos seus dias na Europa, Rodriguez percebeu que cabia à América Latina construir seu próprio caminho, independente das influências europeias, arraigadao nas peculiaridade de sua terra. Sua emblemática frase, "Ou inventamos, ou erramos", se transformou em um ponto importante do atual programa bolivariano de governo.
Zamora
O terceiro elemento da árvore é Ezequiel Zamora, líder das forças federais na guerra civil (também conhecida como La Guerra Larga) de 1840 a 1850. Sua luta foi contra a oligarquia de terras, em busca de uma reforma agrária para o país. No entanto, a principal convergência da luta de Zamora ao programa de Chávez é o simbolismo da junção de militares e civis. Zamora foi aclamado pela esquerda como um socialista antes da época, e se intitulava "General da soberania popular" com profundas influências dos movimentos liberais de 1848 na Europa. O general tem um significado especial na vida de Chávez: o avô do presidente marchou junto ao exército da soberania popular de Zamora e, desde sua infância, o atual presidente venezuelano ouve suas histórias.
A última batalha de Zamora aconteceu em 1859 e foi travada em Barinas, na cidade natal de Chávez. A história oral foi a grande responsável pela sobrevivência dos seus feitos, sua constante solidariedade ao campesinato pobre e o clamor pela insurgência contra as elites locais convergem com a ideologia chavista em três slogans do governo atual: Tierra y hombres libres; Elección popular; Horror a la oligarquia.
A referência ideológica aos três personagens refunda a teoria socialista do século XXI criada pelos bolivarianos de Chávez e apresenta um novo projeto ideológico de radicalismo democrático para a América Latina. A ideologia bolivariana então se constrói fundamentada em alicerces da experiência anticolonial venezuelana e latino-americana congregando assim diferentes linguagens políticas sob o mesmo projeto revolucionário.
Apesar dos estereótipos vinculados à sua imagem caricata, é preciso reconhecer que o projeto político de Hugo Chávez é muito mais complexo e atrelado à história venezuelana do que o senso comum sugere. O socialismo chavista revisita três ícones do processo de emancipação do continente frente ao domínio espanhol para se estabelecer na idealização nacionalista de seu excepcionalismo histórico. O enorme apelo popular do discurso chavista, e sua manutenção na presidencia apesar de sua postura controversa, sugerem que mais importante do que taxá-lo de herói ou charlatão é compreender as razões para enorme projeção do seu discurso.
Rafael Betencourt é mestre pelo ISCTE- Instituto Universitário de Lisboa e autor da dissertação O Discurso Contra-Hegemônico dos Direitos Humanos na Revolução Bolivariana (ISCTE, 2012).

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Porque Antonio Palocci e Henrique Meirelles são dois injustiçados! - por Marcos Doniseti!

Porque Antonio Palocci e Henrique Meirelles são 
dois injustiçados! - por Marcos Doniseti!

Palocci e Meirelles fizeram um trabalho fundamental de recuperação da economia brasileira durante o governo Lula. 
Nas últimas décadas, a economia brasileira passou por inúmeras dificuldades, que somente a partir do governo Lula foram superadas.
O governo Collor, por exemplo, afundou o Brasil na maior recessão da sua história. E entre outros absurdos, ele mais do que dobrou a taxa de desemprego, confiscou o dinheiro até da poupança e da conta corrente (levando muitas pessoas ao suicídio), provocou a maior recessão da história do país, com o PIB caindo mais de 4% em 1990 e reduziu o poder de compra dos salários em cerca de 40%. 
O processo de empobrecimento da população em seu governo foi tão significativo que muitas famílias de classe média tiveram, na época, que transferir seus filhos das escolas particulares para as escolas públicas, pois não conseguiam mais pagar as mensalidades. 
Quanto ao governo FHC, ele recebeu do governo Itamar Franco um país cuja economia crescia mais de 5% ao ano, com as contas públicas e externas equilibradas, com superávit comercial de mais de US$ 10 bilhões anuais, com os salários crescendo e o desemprego em queda. 
Mesmo tendo todas as condições para fazer um bom governo, pois recebia o país com a 'casa arrumada', FHC perdeu inúmeras oportunidades de fazer algo de positivo pelo Brasil.
Assim, em seu governo ele tentou colocar em prática políticas que provassem que a sua versão da 'Teoria da Dependência' estava correta. 
Resumidamente, tal 'teoria' diz que mesmo um país que faça parte da periferia do Capitalismo Globalizado poderia conseguir se desenvolver, caso copiasse (como todos os bons alunos fazem) as mesmas políticas que teriam sido responsáveis pelo desenvolvimento dos países ditos desenvolvidos: EUA, Alemanha, França, etc.
Logo, para FHC,  bastava copiar o modelo supostamente 'liberal' dos países ricos e o Brasil conseguiria se desenvolver. 
Assim, FHC preferiu aprofundar o processo de dependência do Brasil em relação aos EUA, deu um Golpe de Estado 'branco' para aprovar a reeleição (com a famosa compra de votos) a fim de concluir a sua obra e , desta maneira, conseguiu jogar fora os avanços que haviam começado no governo de Itamar.
Resultado: 
1) A dívida pública e o déficit público dispararam, pois não havia nenhuma política de controle de gastos públicos;
2) As privatizações prejudicaram o país, principalmente com o racionamento de energia elétrica, o aumento da remessa de lucros para o exterior (pois grande parte das estatais foram vendidas para empresas dos EUA, França, Espanha, etc) e com a demissão de mais de 700 mil trabalhadores qualificados das empresas que foram vendidas, a preço de banana, ao setor privado;
3) O déficit externo e a dívida externa dispararam devido à supervalorização do Real e aos altíssimos juros externos, pois era muito mais barato pégar dinheiro emprestado nos EUA, na Europa, etc, do que no Brasil;
4)  O aumento brutal da dívida externa e do déficit externo assustaram credores e investidores externos. Estes já estavam muito preocupados devido às crises anteriores do México, em 1994-1995, e dos países da periferia asiática (Malásia, Filipinas, Tailândia, Indonésia, Coréia do Sul ) que afundaram na crise em 1997-1998 e quando viram que o Brasil tinha indicadores econômicos e financeiros muito ruins, eles não pensaram duas vezes e tiraram o seu capital rapidamente do Brasil, principalmente no segundo semestre de 1998. 
Com isso, as reservas internacionais líquidas do Brasil viraram pó em poucos meses, terminando o governo FHC em apenas US$ 16 bilhões;
5) Com essa crise, a taxa Selic chegou a inacreditáveis 45% ao ano e o Plano Real, criação do governo Itamar  Franco (afinal, ele foi lançado em 01/07/1994, quando Itamar era o presidente da República), foi para o beleléu no 2o. semestre de 1998. 
Com tudo isso, a economia brasileira estagnou, o número de desempregados cresceu mais de 120%, grande parte da indústria quebrou com a abertura irresponsável da economia (acelerada pela supervalorização cambial) e o nível de emprego na indústria brasileira despencou 31% em seu governo. 
Quanto à Antonio Palocci e Henrique Meirelles, eles foram bem conservadores, principalmente nos quesitos inflação e contas públicas, nos três primeiros anos de governo Lula.
Mas o fato concreto é que eles conseguiram tirar o Brasil da falência em que FHC o havia deixado.
Palocci e Meirelles conseguiram iniciar um processo de redução da dívida pública, do déficit externo e do déficit público. A inflação, que chegou a atingir cerca de 30% anualizados no último trimestre de 2002, foi reduzida, terminando 2006 com uma inflação de apenas 3,1% ao ano. A taxa Selic também começou a ser reduzida já no segundo semestre de 2003. O país recuperou prestígio no exterior e, assim, o risco-país começou a cair e os investidores externos voltaram a acreditar no país. A cotação do dólar, que havia disparado em 2002, chegando a quase R$ 4,00, voltou a cair em 2003. E o dólar caiu tanto que obrigou o Banco Central a comprar quantidades crescentes de dólares no mercado, a fim de evitar uma valorização ainda maior do Real. 
Era o preço que o país pagava pelo sucesso. 
Mas o crescimento expressivo das reservas internacionais, que chegaram a US$ 205 bilhões em 2008, criou um colchão de liquidez que foi fundamental, depois, para que o governo Lula pudesse combater, e com grande sucesso, os efeitos da gigantesca crise financeira que se abateu, inicialmente, sobre o sistema financeiro dos EUA e, posteriormente, o da União Europeia. E a crise foi tão grave que as duas maiores economias mundiais ainda estão longe de se recuperar plenamente da mesma. Muito pelo contrário.
Todo esse trabalho desenvolvido quando Antonio Palocci e Henrique Meirelles comandavam a economia brasileira foi extremamente importante para o país, pois eles acabaram criando as condições para que se iniciasse a retomada do crescimento econômico, para o lançamento do PAC, para a ampliação dos programas sociais (Bolsa-Família, Luz Para Todos, etc), para a adoção de políticas de aumento real do salário mínimo, de geração de empregos com carteira assinada e para o lançamento do Minha Casa Minha Vida. 
Este conjunto de políticas é a principal responsável pela melhoria da distribuição de renda que tivemos a partir do governo Lula e que, agora, tem continuidade no governo Dilma. 

Afinal, como seria promover a melhoria das condições de vida dos assalariados e dos mais pobres com uma inflação descontrolada, com as contas públicas e externas desequilibradas e com o país dependendo do FMI para continuar honrando com os seus compromissos internacionais? 

Sem chance.
Assim, Palocci e Meirelles foram dois dos principais pedreiros que criaram os alicerces das políticas pró-crescimento e de distribuição de renda que o governo Lula adotou e que intensificou a partir de 2006, em especial. 
Por isso, considero que as críticas das quais eles são, frequentemente, vítimas são profundamente injustas. Eles foram muito importantes naquele momento específico da história brasileira, em que era fundamental recuperar a credibilidade, a capacidade de investimento do Estado brasileiro e restaurar a estabilidade da economia. 
E foi exatamente isso que Palocci e Meirelles fizeram. Quando o país precisou deles, ambos se saíram muito bem. 
Por isso entendo que Brasil e o seu povo tem uma dívida com Palocci e Meirelles e, portanto, reconhecer a importância do trabalho desenvolvido pelos dois é o mínimo que se pode fazer. 
Valeu, Palocci!
Valeu, Meirelles! 

Olha só o nível...- por Marcos Doniseti!


Olha só o nível...- por Marcos Doniseti!

Que 'Minha Casa Minha Vida', o que!!! Para algumas pessoas, os moradores desta localidade é que estão vivendo no paraíso. 
Lendo o blog do Nassif acabei encontrando um comentário cujo nível dispensa maiores análises, mas que considerei necessário responder ao mesmo. Além disso, decidi reproduzir aqui no blog os meus comentários sobre as afirmações absurdas que li. Vamos lá, então

1) 'Aumentou o credito imobiliario, dispararam os preços dos imoveis':
R - Assim, a solução é simples: Obrigar todos que compraram casas novas (pelo Minha Casa Minha Vida, em especial) a voltar para os barracos, favelas, cortiços e palafitas nos quais viviam.

2) 'Aumentou a renda da classe C e D, aumentaram-se os preços dos serviços, planos de saúde, educação, aluguel, alimentos (mesmo abaixando os juros, ninguem quer trabalhar com margem de lucro reduzida e ganhar na demanda....Dá muito trabalho)':
R - Portanto, a solução para reduzir os preços de tudo é simples: Arrochar os salários dos trabalhadores para matá-los de fome. Desta maneira, ninguém terá dinheiro para consumir coisa alguma e os preços irão despencar... Eta país lindo e maravilhoso no qual viveremos, hein! Chique no úrtimo!

3) Aumento de empregos informais (que familia que pode ser considerada classe média ganhaando R$ 1000/mês). Essa informalidade é que não é captada pelos dados oficiais e dos analistas econômicos....
R - Bons tempos em que 90% dos empregos gerados no país (no governo FHC, é claro) eram informais, hein!. Afinal, que história é essa dos trabalhadores desejarem desfrutar de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, como 13o. salário, férias e folgas remuneradas, previdência social e coisas do tipo? Isso é coisa para país de 1o. Mundo. Cês tão pensando o que? Voltem para a Senzala e Já!

4) Os especuladores nunca ganharam tanto dinheiro no Brasil, se hoje não ganham com os juros astronomicos, ganham inflacionando o mercado imobiliário(via aquisiçao de imoveis, compra de grupos de imobiliarias etc), executando obras para os governos, prestando serviços para os governos (saúde, segurança, etc);
R - Ué, mas se tudo isso fosse verdade, então porque é que a 'The Economist' pediu a demissão do Mantega? Afinal, estão todos carecas de saber (inclusive o Mantega) que esse panfleto britânico de 5a. categoria adora defender os direitos dos especuladores, certo? Eta povo ingrato, esses neoliberais...

5) - Sonegação de impostos de todos os lados (por mais que tenha melhorado o sistema da Receita Federal)
R - Ué, então porque acabaram com o único imposto que ninguém conseguia sonegar e cujo custo de fiscalização era quase inexistente, que era a CPMF??? Vá entender uma coisa dessas 

6) Investimentos em tecnologia e ciencia incipientes a custas de grande participação de financiamento publico (BNDES), as empresas brasileiras são avessas a riscos (embora elas atribuam essa característica aos servidores publicos);
R - Assim, se o setor privado não manifesta vontade nenhuma de investir em ciência e tecnologia, a culpa é da Dilma, do Mantega, do Bispo, do Papa e do Abominável Homem das Neves? Entendi... 

7) Sistema educacional precário, formou-se uma leva de consumidores e não de cidadãos;
R - E que foi o mesmo sistema educacional que foi responsável pela sua formação, certo? Entendi...

8) Esta é a obra do binômio tucanalha/petralha que assola o país há 18 anos...
R - Quer dizer que antes o Brasil não existia? Ah, bom, tá explicado...

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Feliz 20PT! - por Marcos Doniseti!

Feliz 20PT! - por Marcos Doniseti!


Lula: o Maior Presidente da História do Brasil, com 87% de aprovação popular ao final do seu mandato. Valeu, Presidente Lula! 



Feliz Ano Novo, ou melhor, Feliz 20PT a todos os seguidores e leitores desde humilde blog. 

A tucanada é que vai detestar isso...



Governo Dilma mudou inteiramente a política econômica! - por Marcos Doniseti!

Governo Dilma mudou inteiramente a política econômica! - por Marcos Doniseti!


A popularidade de Dilma já começa a se aproximar da do ex-presidente Lula, que terminou o seu governo com 87% de aprovação. 

O governo Dilma mudou inteiramente a política econômica nestes seus dois primeiros anos de mandato, ao mesmo tempo em que deu continuidade e aprofundou uma série de mudanças graduais que já haviam começado durante o governo Lula. 

Quais foram as mudanças que aconteceram? E qual é a política que vigora a partir de agora?


Bem, para resumir, o governo Dilma enterrou a política econômica cujo tripé vinha do segundo mandato de FHC e que se baseava em 'juros altos, câmbio flutuante e metas de inflação'. 


Essa política foi imposta pelo FMI ao governo FHC depois que o Plano Real desmoronou, durante o ano de 1998, quando as reservas internacionais do país viraram pó.


Com isso, o então governo do sociólogo poliglota (que sabe falar muitas línguas, embora demonstre ter muitas dificuldades com a Língua Portuguesa) recorreu ao mesmo FMI, em Setembro de 1998, pois o país ficou sem reservas internacionais suficientes para conseguir honrar os seus compromissos externos: pagamento de juros da dívida externa, remessa de lucros ao exterior, pagamento de royalties, gastos de turistas brasileiros no exterio, etc. 


Daí, para viabilizar a liberação de um gigantesco empréstimo, no valor de US$ 41,5 bilhões, o FMI exigiu um conjunto de medidas que o governo FHC teria que adotar, senão o dinheiro não seria liberado. 


Entre as medidas impostas pelo FMI, estavam a adoção das políticas de câmbio flutuante (que foi apenas adiado para depois da eleição, a fim de garantir a vitória de FHC), de uma política de superávit primário e de metas de inflação. 


Esse tripé de política econômica vigorou até o final 2005, quando o governo Lula decidiu não renovar o acordo com o FMI. Daí, o mesmo passou a ter uma margem de manobra muito maior para promover mudanças, mesmo que graduais, na política econômica. E as mudanças foram aceleradas a partir do início da crise financeiro global que atingiu em cheio as economias dos países ricos (EUA, UE, Japão) e que ainda estão longe de se recuperar da mesma. 


Uma das principais inovações do governo Lula, em 2006, foi a criação do PAC, que visava aumentar os investimentos públicos em infra-estrutura e na área social. Os programas de inclusão social, que já existiam, como o Bolsa-Família, foram ampliados, aumentando substancialmente o número de famílias beneficiadas e o valor médio pago às mesmas. A política de aumento real do salário mínimo, adotada desde 2003, foi intensificada. 


Além disso, a taxa Selic, que era de 25% ao ano no final do governo FHC, foi sendo reduzida, terminando 2010 em 12,5% ao ano, metade do que era em 2002, portanto. A política de valorização do salário mínimo, com aumentos reais anuais garantidos por lei, e a criação de 15 milhões de empregos com carteira assinada contribuíram decisivamente para aumentar o poder de compra dos salários e elevar a massa salarial no país. 


Ainda no governo Lula, o superávit primário foi reduzido em 0,5% do PIB e a criação do PAC, elaborado em 2006 e adotado em 2007, elevou os investimentos públicos, inclusive com parte deles sendo abatido do superávit primário, o que levou a uma nova queda do mesmo. 


Tudo isso gerou melhoria da distribuição de renda, com a renda do trabalho aumentando a sua participação na renda nacional (passou de 39% para 43% do PIB, segundo o economista Marcio Pochmann).


Essas políticas distributivas foram responsáveis pela ampliação do poder de compra dos trabalhadores e aumentaram significativamente o tamanho do mercado consumidor do país, que passou a incluir mais de 65% da população. 



Lula iniciou um processo de mudanças que, agora, é intensificado no governo Dilma, beneficiando os trabalhadores e fortalecendo o país. 
Segundo a FGV, 50 milhões de brasileiros subiram de classe sócio-econômica durante o governo Lula: Quase 10 milhões passaram a fazer parte das classes A/B e outros 40 milhões subiram para a Classe C. E esta passou a incluir a maioria absoluta da população brasileira, algo inédito na história do país. 

Porém, apesar destas políticas terem resultado em melhorias significativas no padrão de vida da população assalariada e dos mais pobres (o que explica a elevada popularidade do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma). 


Mas o tripé de política econômica ainda permanecia, embora de forma atenuada, a partir do fim do acordo com o FMI, no final de 2005. Entre as mudanças graduais promovidas na época tivemos  a redução do superávit primário e a queda da taxa real - Selic - em quase 50% durante o governo Lula, caindo de 12,5% para 6,5% ao ano entre 2003-2012. Porém ainda um terceiro elemento dessa política que precisava ser resolvida, que era a excessiva valorização do Real frente ao Dólar. 


Em Dezembro de 2002, o dólar estava cotado a R$ 3,54, enquanto que em Julho de 2011 ele havia caído para R$ 1,56, o que representou uma queda de 56% no valor da moeda americana. Isso encareceu os produtos exportados pelo Brasil e barateou as importações. 


Junto com a forte valorização do Real entre 2003-2011, tivemos a adoção (a partir da crise financeira global de 2008) de uma política de juros reais negativos e de maxidesvalorização de suas moedas adotadas pela China, EUA e, mais recentemente, pela União Européia.


Com isso, vimos setores importantes da indústria brasileira (principalmente o de bens intermediários) passarem a sofrer muito com essa combinação de fenômenos, acarretando a perda de mercado para a mesma, tanto no Brasil, como no exterior, inclusive na América Latina (está é o maior mercado de exportação da indústria brasileira). 


Os maiores beneficiários dessa combinação de políticas, que eram prejudiciais para a indústria brasileira, foram os extremamente baratos produtos industriais chineses, que contam com os benefícios gerados por uma mistura de descarado dumping cambial (graças a uma moeda chinesa extremamente desvalorizada) com um deslavado dumping trabalhista (que é viabilizado graças os baixos salários pagos aos trabalhadores chineses). 


Estes salários reduzidos dos trabalhadores chineses são possíveis também devido à excessiva oferta de mão-de-obra (afinal, a população chinesa chega a 1.500.000.000 habitantes), à intensa repressão governamental contra o movimento sindical e também graças à  inexistência de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. 


E tudo isso acontece num país que se diz 'Comunista'. Acredite, se quiser.... 


Mas, nestes dois primeiros anos do governo Dilma, o fato concreto é que esse tripé de política econômica foi inteiramente abandonado, o que resultou na adoção de uma nova política econômica.

Como já vimos, o governo Lula já vinha atenuando essa política, mas ela ainda estava em pé ao final do seu governo.


Mas o governo Dilma aprofundou esse processo de mudanças e enterrou, de forma definitiva, a política econômica herdada dos tempos em que o FMI governou o Brasil, a partir de 1998, quando FHC recorreu ao mesmo, e que se baseava, como já afirmei em 'juros altos, câmbio flutuante e metas de inflação'. 


Várias medidas adotadas pelo governo Dilma deixam bem claro que esse tripé foi abandonado e é sobre isso que irei comentar agora. Vamos lá, então:



Classes A-B-C tiveram um crescimento expressivo durante o governo Lula, enquanto a D-E diminui rapidamente, caminhando para a extinção.

1) Superávit Primário:


O FMI criou essa expressão para designar os recursos usados pelos governos para pagar os juros e as amortizações da dívida pública. Mas, de fato, não existe superávit primário nenhum. 


Superávit somente existe quando o Estado arrecada mais do que gasta e isso não acontece, praticamente, em nenhum país do mundo. Quase todos os governos do mundo tem déficit público nominal, ou seja, gastam mais do que arrecadam. 


Assim, superávit primário é apenas um nome que se deu para o pagamento do serviço da dívida pública. 


No Brasil, o governo FHC não praticou política alguma de superávit primário em seu primeiro mandato e, com isso, o déficit público nominal foi gigantesco. A média anual deste, no período de 1995-1998, foi de espantosos 6,7% do PIB. 


Para efeito de comparação, entre 2004-2009, a média anual foi de apenas 2,6% do PIB. Nos últimos 12 meses (Dezembro de 2011 a Novembro de 2012), ele ficou em 3% do PIB. 


Somente no segundo mandato (1999-2002), e por imposição do FMI, é que o governo FHC trabalhou com uma política de superávit primário, o que aconteceu a partir do acordo feito com o FMI no final de 1998. Inicialmente,  o governo tucano procurou atingir uma meta anual de 3,25% do PIB e, depois, a elevou para 3,75% do PIB.




O governo Lula, em seu primeiro mandato, elevou o mesmo para 4,25% do PIB. Depois, ele voltou a ser reduzido para cerca de 4% do PIB. E mais recentemente ele caiu para 1,9% do PIB (Dezembro de 2011 a Novembro de 2012). 

Entre 1995 e 2012, o superávit primário acumulou os seguintes resultados (em % do PIB):


1995 - 0,4%;
1996 - 0,1%;
1997 - 1,0%;
1998 - 0,0%;
1999 - 3,3%;
2000 - 3,5%;
2001 - 3,6%;
2002 - 4,0%;
2003 - 4,3%;
2004 - 4,6%;
2005 - 4,4%;
2006 - 3,9%;
2007 - 3,9%;
2008 - 4,1%;
2009 - 2,1%;
2010 - 2,8%;
2011 - 3,1%.
2012 - 1,9% (Dezembro de 2011 a Novembro de 2012). 

Nota-se que durante o primeiro mandato de FHC, o superávit primário virtualmente não existiu, atingindo uma média anual de apenas 0,38% do PIB. Apenas no segundo governo FHC, é que o mesmo procurou praticar uma política de superávit primário, cuja média anual foi de 3,55% do PIB entre 1999-2002. 


Já no primeiro governo Lula, no período de 2003-2005, o superávit primário médio anual foi de 4,4% do PIB. Daí, ele sofreu uma pequena redução para 4% do PIB (entre 2006-2008). E ele foi novamente reduzido, para 2,45% do PIB (no período 2009-2012).


Assim, a redução do superávit primário, ainda de forma gradual, começou justamente DEPOIS que o governo Lula decidiu não renovar o acordo com o FMI.


E uma nova redução do superávit primário, mais significativa, aconteceu depois da grave crise financeira global que começou em 2008 e que atingiu inicialmente os EUA e, mais recentemente, a União Européia;


Desta maneira, o superávit primário caiu de 4,4% do PIB (entre 2003-2005) para 2,45% do PIB (entre 2009-2012), acumulando uma queda de 44.3% entre um período e outro.

E como a prioridade do governo Dilma para 2013 é o de acelerar o crescimento econômico, dificilmente este superávit primário, de 1,9% do PIB, será elevado no próximo ano. O mais provável é que ele permaneça neste mesmo patamar, que já é suficiente para se promover a redução da dívida líquida do setor público. Mesmo com este superávit primário reduzido de 2012, a dívida pública caiu de 36,4% do PIB, em 2011, para 35% do PIB em 2012. 


E um dos motivos dessa queda do endividamento público foi a forte queda da taxa Selic, que caiu para o menor patamar da sua história, 7,25% ao ano, o que caracteriza um juro real negativo se levarmos em consideração o IGP-M de 2012, que foi de 7,82%. Essa queda da Selic continuará se refletir em 2013, permitindo aumento dos investimentos públicos, pois o gasto com juros da dívida pública irá diminuir com a queda da mesma. 


Portanto, está encerrada a 'era do superávit primário' na economia brasileira. 


A atual combinação de uma taxa Selic real próxima de zero ou negativa e a redução da dívida pública (que caiu de 51,5% do PIB, em 2002, para 35% do PIB atualmente) permitem ao governo Dilma reduzir o superávit primário e elevar os investimentos públicos, sem que isso resulte no aumento da dívida pública. Até porque, com mais investimentos a economia brasileira crescerá mais e isso irá aumentar a arrecadação de impostos, o que permitirá a continuidade da redução do endividamento público. 



Embora sejam muito criticados, o fato é que Palocci e Meirelles tiveram um papel importante na recuperação da economia brasileira, que estava virtualmente falida no final do governo FHC. Eles reduziram a inflação, os juros, a dívida pública e o déficit externo, criando condições para a retomada do crescimento econômico.  Sem tais medidas, o PAC e os programas sociais não existiriam ou teriam uma dimensão muito reduzida. 

2) Câmbio Flutuante:

A partir do acordo com o FMI, em Setembro de 1998, o governo FHC se comprometeu com uma política de câmbio flutuante, abandonando a política de valorização do Real que implantou-se no país a partir do Plano Real, em 01/07/1994. 


A razão fundamental para a mudança foi a fuga de capitais que o país sofreu durante o ano de 1998 e que foi provocada pelo brutal aumento da dívida externa (que atingiu 45% do PIB) e do déficit em transações correntes que ocorreu no primeiro governo de FHC. 


Os resultados do déficit externo entre 1994-2002 foram (em % do PIB):


1994 - 0,3% 

1995 - 2,4%;
1996 - 2,8%;
1997 - 3,5%;
1998 - 4,0%;
1999 - 4,3%;
2000 - 3,8%;
2001 - 4,2%;
2002 - 1,5%.
2003 - 0,75%;
2004 - 1,8%;
2005 - 1,6%;
2006 - 1,25%;
2007 - 0,11%;
2008 - 1,7%;
2009 - 1,5%;
2010 - 2,2%
2011 - 2,1%.
2012 - 2,3% (Janeiro-Novembro).



Notem que no último ano do governo de Itamar Franco, as contas externas brasileiras estavam equilibradas. 


Foi a partir do governo FHC (que começou em 1995) que o déficit externo teve um crescimento muito rápido, chegando a 4% do PIB justamente em 1998, quando ocorreu a fuga de capitais. E esta dá justamente porque os credores e investidores externos estavam muito bem informados sobre essa deterioração das contas externas do país e passaram a temer que o Brasil decretasse moratória, o que acarretaria gigantescos prejuízos para os mesmos. 


Isso ocorreu até porque o rumo que a economia brasileira tinha tomado, a partir do Plano Real, era semelhante ao de países como o México, Tailândia, Indonésia, Filipinas, Malásia e Coréia do Sul. Nestes, também tivemos uma forte valorização da moeda nacional, que gerou imensos déficits nas balanças comercial e em transações correntes. 


Com isso, as contas externas destas nações também passaram por um rápido processo de deterioração nos anos anteriores (no México aconteceu depois que o mesmo abriu a sua economia para aderir ao NAFTA, o que se deu entre 1988-1994), razão pela qual também eles também sofreram com uma rápida fuga de capitais que jogou essas economias em uma crise econômica e social gravíssima nos anos seguintes. 


Este processo se repetiu no Brasil e fizeram com que as reservas  internacionais acumuladas até aquele momento se transformassem em pó em poucos meses. No fim de 2002, o Brasil contava com apenas US$ 16 bilhões em reservas internacionais líquidas. 


Sem reservas, não havia mais como manter os compromissos internacionais em dia e isso obrigou o governo FHC a se comprometer com a mudança da política cambial. 



Acima, o exato instante em que o brilhante ministro Guido Mantega respondia ao estúpido editor da revista britânica 'The Economist', que pediu a sua demissão, e que é o mesmo panfleto vagabundo que defende o Neoliberalismo suicida e criminoso. 

Mas, por pressão do então presidente dos EUA, Bill Clinton, a política cambial do governo brasileiro somente foi alterada em Janeiro de 1999, pois se a alteração fosse promovida aina durante a campanha eleitoral, isso poderia provocar a derrota de FHC para Lula na eleição presidencial que se realizou em Outubro de 2002. 

No governo Lula, a adoção de uma política externa e comercial que aproximou o Brasil de países emergentes cujas economias cresciam rapidamente (e, logo, as suas importações também, principalmente de minérios e alimentos, como ferro, soja, suco de laranja, carnes, etc), como a China e a Índia, acabou por levar a um rápido processo de expansão das exportações do país. 


A China começou o seu processo de integração ao mundo do Capitalismo Globalizado ainda no governo de Mao Tse-Tung, quando este recebeu Richard Nixon de braços abertos. E a partir da década de 1980, as reformas econômicas iniciadas por Mao foram aprofundadas e aceleradas no governo de Deng Xiaoping, veterano líder revolucionário e o mais capaz e respeitados dos líderes do Partido Comunista Chinês. Suas reformas transformaram a China na grande locomotiva da economia mundial. 

O governo Lula teve a capacidade de perceber a importância dessa mudança que se processava  na economia mundial naquela época e estabeleceu uma parceria estratégica com a China e, também, com a Índia (outra economia que começou a crescer rapidamente, embora com um certo atraso em relação à China). Com isso, o governo Lula abriu novos mercados para as exportações brasileiras, que cresceram rapidamente. 

Desta maneira, as exportações do Brasil passaram de apenas US$ 60 bilhões, em 2002, para mais de US$ 202 bilhões em 2010. E em 2011 elas atingiram os US$ 256 bilhões. 


E o superávit comercial acumulado no governo Lula chegou a US$ 259 bilhões. No governo Dilma, entre Janeiro de 2011 e Novembro de 2012, o superávit comercial brasileiro já chega a quase US$ 47 bilhões. 


Assim, desde 2003, o Brasil já atingiu um superávit comercial de US$ 306 bilhões de dólares. 


Além do superávit comercial, os investimentos externos diretos (produtivos) também cresceram muito no Brasil durante o governo Lula. 

Veja os números:


2003 - US$ 10,1 bilhões;

2004 - US$ 18,2 bilhões;
2005 - US$ 15,2 bilhões;
2006 - US$ 18,8 bilhões;
2007 - US$ 37,4 bilhões;
2008 - US$ 45,0 bilhões;
2009 - US$ 22,8 bilhões;
2010 - US$ 48,4 bilhões;
2011 - US$ 66,6 bilhões;
2012 - US$ 60,0 bilhões (Janeiro-Novembro).

Nota-se que, a partir do governo Lula, tivemos um crescimento expressivo do superávit comercial e do investimento externo direto no país, o que permitiu um forte crescimento das reservas internacionais líquidas, que passaram de US$ 16 bilhões (2002) para US$ 378,6 bilhões atualmente. 


Com reservas internacionais tão imensas, o governo brasileiro passou a ter condições de controlar a cotação do dólar. E foi exatamente isso que o governo Dilma. 


Assim, a partir do segundo semestre de 2011, o governo brasileiro passou a estimular a valorização do Dólar e a desvalorizar o Real. Entre Julho de 2011 e Dezembro de 2012, o dólar passou de R$ 1,56 para R$ 2,05. 


Assim, o Real sofreu um desvalorização significativa neste período, o que estimula as exportações e a substituição de importações. O objetivo principal desta medida é beneficiar o setor industrial brasileiro, principalmente aqueles setores que mais sofriam com a concorrência de produtos importados. 


Atualmente, fica claro que o Banco Central controla a cotação do Dólar, jamais permitindo que ele cai abaixo do patamar de R$ 2,00 e tampouco tolerando que ele ultrapasse os R$ 2,10. E como ele tem reservas internacionais de US$ 378 bilhões em suas mãos, é claro que nenhum especulador, por mais doido que seja, terá a ousadia de enfrentar a autoridade do governo. 


Tal política pode muito bem ser considerada como de 'câmbio administrado', onde o Banco Central é que determina qual é a cotação máxima e a mínima que ele considera como benéfica para o país. 


Assim, a política de 'câmbio flutuante' também chegou ao fim. 


3) Metas de Inflação:


Tal como aconteceu com as políticas de superávit primário e de câmbio flutuante, as metas de inflação também foram impostas pelo FMI ao governo FHC. 



O Presidente Lula direcionou a política externa brasileira no sentido de fortalecer as relações com a América Latina e com os demais países emergentes, beneficiando as exportações do país, que cresceram quase 327% entre 2003-2011.

O objetivo de tal política era manter a inflação sob controle, estabelecendo-se um piso (2,5% ao ano), um centro (4,5% ao ano) e um teto (6,5% ao ano) para a mesma. 

Porém, a política do Banco Central sempre foi bastante conservadora, visando sempre atingir o centro da meta, que há vários anos é de 4,5% ao ano.


E para isso, o BC tratava de usar, principalmente, a taxa Selic, elevando-a sempre que a inflação não convergisse para o centro da meta determinada. E isso era feito mesmo quando a inflação era provocada não por um processo de rápido aumento de demanda, mas por fatores como a especulação desenfreada com o valor das commodities (minérios, alimentos) no mercado financeiro internacional e que acabavam chegando ao país, provocando o aumento dos preços e, é claro, a elevação da inflação.


No governo Dilma, tal política também foi abandonada.


Primeiro que o BC passou a trabalhar não mais para atingir o centro da meta (4,5% ao ano), mas com o teto da meta de inflação. Assim, atualmente, o BC procura fazer com que a inflação fique, no máximo, sempre próxima dos 6,5% ao ano ano. 


Assim, não existe mais a obrigação de levar a inflação para o patamar de 4,5% ao ano, que era política adotada na época de Henrique Meirelles. E isso abriu espaço para uma política mais agressiva de redução da taxa Selic. 


Desta maneira, a taxa Selic foi substancialmente reduzida no governo Dilma, caindo de 10,75% ao ano, no final de 2010, para os atuais 7,25% ao ano. E mesmo assim, a inflação ficou em 6,5% em 2011 e acumula 5,5% nos últimos 12 meses (Dezembro de 2011-Novembro de 2012). 


E isso aconteceu mesmo com o Dólar passando de R$ 1,65 (cotação de 03/01/2011) para R$ 2,04 no dia 28/12/2012. Logo, nos dois primeiros anos do governo Dilma, o Dólar se valorizou em torno de 23,6%. 


Uma forte queda da taxa Selic e uma significativa valorização do Dólar não resultaram, entretanto, no aumento da inflação. 


O IPCA fechou o último ano do governo Lula em 5,9%, passando para 6,5% em 2011 e 5,5% nos últimos 12 meses. 


Assim, a taxa média de inflação dos dois primeiros anos do governo Dilma, de 6% a.a., é virtualmente igual à inflação do último ano do governo Lula. 


Portanto, a desvalorização do Real e a forte queda da taxa Selic que tivemos no governo Dilma não provocaram o aumento da inflação, que se manteve no mesmo patamar daquele em que ela se encontrava no último ano do governo Lula. 


E porque isso aconteceu? 


Porque o governo Dilma passou a controlar a inflação usando de mecanismos diferentes, como a redução de impostos e a desoneração da folha de pagamento, bem como adotando uma forte redução dos juros nos bancos públicos, o que levou os bancos privados a acompanhar esse processo (pois passaram a sofrer uma forte concorrência dos bancos públicos). 


Agora, para 2013, uma nova medida adotada pelo governo Dilma, que é a redução das tarifas de energia elétrica entre 19% e 28%, também irá contribuir para a redução de custos das empresas e, logo, também ajudará no controle da inflação.


Portanto, depois dos processo de mudanças graduais que tivemos no governo Lula, e que melhoraram consideravelmente a situação econômica-financeira do Brasil (aumentando as exportações e o superávit comercial, elevando fortemente as reservas internacionais, aumentando o salário mínimo, criando políticas de inclusão social, gerando 15 milhões de empregos com carteira assinada, reduzindo a inflação, o desemprego e os juros) o governo Dilma teve como implementar medidas ainda mais fortes no sentido de reduzir juros, diminuir os custos de produção, desvalorizar o Real, e mesmo assim, dar continuidade às políticas que o governo Lula havia implantado.


Assim, no governo Dilma, o salário médio real dos dos trabalhadores cresceu 7% desde Janeiro de 2011, passando de R$ 1.690,00 mensais para R$ 1.808,00. O número de empregos formais criados em 2011-2012 já passa de 3.620.000 e a taxa de desemprego atingiu o seu menor nível em Novembro deste ano (4,9%, a menor taxa para o mês em toda a história). 



O governo Lula aproximou o Brasil das grandes potências emergentes, criando os BRICS, política essa à qual o governo Dilma deu continuidade. Submissão aos EUA? Isso é coisa de tucano que adora tirar os sapatos para entrar na terra de Tio Sam. 

Não é à toa, portanto, que a popularidade de Dilma já chegou aos 77% e ela é a favorita disparada para vencer a eleição presidencial de 2014, tendo quase 60% e 64% dos votos válidos na pesquisa  mais recente do Datafolha.

Logo, o governo Dilma cumpre com a sua missão histórica, que é a de dar continuidade ao governo Lula e aprofundar e acelerar o processo de mudanças que o mesmo havia iniciado. 



Links:


Para entender o jogo da economia - por Luis Nassif:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/para-entender-o-jogo-da-economia


Taxa de desemprego cai para 4,9% em Novembro, a menor da série histórica para o mês:


http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/12/taxa-de-desemprego-cai-para-49-em-novembro-mostra-ibge.html


Pesquisa Datafolha mostra Dilma com 60% a 64% dos votos válidos:


http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2012/12/datafolha-dilma-vence-no-1o-turno-com.html


Resultados da Balança Comercial brasileira entre 1993-2012:


http://www.portalbrasil.net/economia_balancacomercial.htm


Superávit comercial brasileiro chega a US$ 18 bilhões até meados de Dezembro de 2012:


http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=567


Exportações do Brasil chegam a US$ 202 bilhões em 2010:

http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2011/01/03/exportacoes-brasileiras-fecham-2010-com-recorde-historico


Exportações brasileiras chegam a US$ 256 bilhões em 2011:


http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2012/01/exportacoes-brasileiras-registram-crescimento-de-27-em-2011.html


Governo Dilma reduz tarifas de energia entre 19% e 28%:


http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-12-18/senado-aprova-mp-que-reduz-conta-de-energia


Desoneração da folha de pagamento já beneficia 42 setores da economia:


http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-12-19/comercio-varejista-sera-beneficiado-com-desoneracao-da-folha-de-pagamentos


Classe C passa a incluir 54% dos brasileiros:


http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-03-22/classe-c-passou-ser-maioria-da-populacao-brasileira-em-2011-mostra-pesquisa


Poder de compra do salário mínimo cresce 92,6% desde 2003:


http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2012/12/governos-lula-e-dilma-reajustam-salario.html


Cotação do dólar desde 2001 (valor médio mensal):


http://www.acsp.com.br/indicadores/IEGV/IEGV_DOLAR.HTM


Dívida Pública cai para 35% do PIB em 2012:


http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=6&id_noticia=202253


Superávit Primário entre 1999-2003:


http://www.uel.br/projetos/ssrede/SuperavitPrimario.pdf


Superávit Primário em 2011:


http://economia.estadao.com.br/noticias/economa%20geral,governo-cumpre-superavit-primario-cheio-em-2011-depois-de-2-anos,101175,0.htm


Superávit Primário despenca 42% em 2012:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-12-31/em-ano-de-crise-governo-reduz-superavit-primario-e-passa-olhar-para-resultado-nominal-das-contas-publ


Juros bancários caem para menos de 30% ao ano, menor patamar da história:


http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20121028120159&cat=economia&keys=juros-bancos-caem-ao-nivel-mais-baixo-mas-inadimplencia-segue-alta


Superávit primário despencou 42% em 2012!


Em ano de crise, governo reduz superávit primário e passa a olhar para resultado nominal das contas públicas


31/12/2012 - 9h50 - Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
Brasília – Em um ano de crise, o governo afrouxou os cintos e reduziu o esforço fiscal para manter a economia aquecida. Assim como em 2009 e 2010, o superávit primário – economia para pagar os encargos da dívida pública – foi a principal vítima da política de reduções de impostos e de aumento dos gastos federais.
Para especialistas, esse movimento esconde uma mudança na execução da política fiscal. Em vez de se ater às metas de superávit primário, cujo resultado não inclui as despesas com os juros da dívida pública, o governo está cada vez mais empenhado em manter sob controle o déficit nominal, rombo nas contas públicas depois que os juros da dívida são pagos. Para isso, a equipe econômica confia na queda dos juros.
Depois de o superávit primário começar a declinar no meio do ano, somente em novembro, o governo admitiu que tinha reduzido a meta de esforço fiscal. Ao usar um mecanismo que permite o abatimento de R$ 25,6 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da economia de gastos, a equipe econômica reduziu a meta de R$ 139,8 bilhões para R$ 114,2 bilhões.
No mês passado, o setor público consolidado (União, estados, municípios e estatais) teve o primeiro déficit primário do governo da presidenta Dilma Rousseff, com resultado negativo de R$ 5,515 bilhões. Para alcançar a meta reduzida para 2012, o governo terá de recorrer aos dividendos das estatais. Apesar desses entraves no cumprimento da meta fiscal, os números mais recentes do Banco Central mostram que o déficit nominal está contido.
De novembro do ano passado a novembro deste ano, o superávit primário do setor público caiu de 3,34% para 1,93% do Produto Interno Bruto (PIB) no acumulado em 12 meses. No mesmo período, no entanto, o déficit nominal cresceu apenas de 2,38% para 2,98% do PIB, um dos níveis mais baixos do mundo. A razão para isso está na queda dos juros.
Com a redução da Selic, taxa básica de juros da economia, para 7,25% ao ano, o menor nível da história, o governo passou a pagar menos encargos para administrar a dívida pública. No acumulado em 12 meses, a despesa com os juros que incidem sobre o endividamento do governo caiu de 5,72% do PIB, em novembro de 2011, para 4,91% no mês passado.
Para o professor de economia Robson Gonçalves, da Fundação Getulio Vargas (FGV), a ênfase no controle do resultado nominal representa uma evolução da política fiscal, à medida que os juros caem e reduzem a necessidade de economizar para pagar os encargos da dívida pública. “Com a Selic baixa, não faz sentido o governo manter a meta alta de superávit primário. A própria queda dos juros permite a redução responsável do superávit primário sem pôr em risco o déficit nominal”, diz.
ministro da Fazenda, Guido Mantega, evita confirmar se o governo cumprirá integralmente a meta de superávit primário em 2013 <. No entanto, o economista-chefe da Corretora Convenção e ex-secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fernando Montero, adverte que a recuperação do esforço fiscal será mais difícil no próximo ano por causa das dúvidas em relação à velocidade do crescimento da arrecadação federal, prejudicada em 2012 pela desaceleração da economia e pelas desonerações de impostos.
“O carregamento das receitas para 2013 é ruim. As próximas declarações de ajuste do Imposto de Renda das empresas refletirão os resultados ruins de 2012. Além disso, existem desonerações cujo impacto só aparecerão ano que vem. O próprio governo pode manter a ideia da meta, mas deixa cada vez mais claro que não vai fazê-la”, avalia.
Apesar de considerar válida a redução do superávit primário para estimular a economia em momentos de crise, Montero acredita que a eficácia desse instrumento está se esgotando. “O governo quer tirar do primário mais do que ele pode dar. A equipe econômica segura o aumento do combustível, diminui a tarifa de energia e desonera a indústria, mas essas medidas reduzem a margem para reduzir o esforço fiscal”, alerta.
Edição: Juliana Andrade
Link:

Brasil continuará com pleno emprego em 2013, diz ministro!


Brasil continuará com pleno emprego em 2013, diz ministro - do Vermelho


Enquanto a Grande Mídia neofascista perde tempo com idiotices (STF, Joaquim Barbosa, etc), que nada tem a ver com a vida da população, o povo continua trabalhando, ganhando mais e melhorando de vida. 

O emprego continuará em alta no Brasil em 2013 com a perspectiva positiva do cenário econômico, que deverá ter crescimento no Produto Interno Bruto (PIB) maior do que o registrado em 2012. A avaliação foi feita pelo ministro do Trabalho, Brizola Neto, que aposta na manutenção das baixas taxas de desemprego do país, cuja média de janeiro a novembro de 2012 alcançou 5,6%, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


“A perspectiva que se abre é a melhor, até porque nós tivemos um ano, do ponto de vista econômico, que não foi dos melhores, mas conseguimos manter a taxa de desemprego em níveis que nunca tínhamos visto na história do país. Nas regiões metropolitanas tivemos índices de pleno emprego, apesar da intensa crise internacional. A expectativa é que se consiga aquecer ainda mais o mercado de trabalho, atingindo o pleno emprego também no resto do país”, disse o ministro.

Brizola Neto reconheceu que a crise global afetou com mais força a indústria nacional, mas disse que informações preliminares apontam para uma retomada no crescimento. “Esses dois últimos anos foram duros para a indústria, mas os indicadores do último trimestre são alentadores, mostrando que a economia já começa a girar em torno de 3%, o que é animador para o próximo ano. O aquecimento vai demandar mão de obra e por isso é importante garantir qualificação aos trabalhadores e competitividade à economia, agregando conhecimento, tecnologia e inovação”, declarou.


Fonte: Agência Brasil

Link:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=202311&id_secao=2


Candidato de Centro-Esquerda lidera pesquisa na Itália!

Candidato de Centro-Esquerda lidera pesquisa na Itália! - do Opera Mundi

Acima, o líder das pesquisas na Itália, Pier Luigi Bersani. 

Pier Luigi Bersani é o favorito para liderar o próximo governo,com 36,2% das intenções de voto

O líder de centro-esquerda Pier Luigi Bersani é o favorito entre os italianos para liderar o próximo governo, seguido em segundo e terceiro lugares pelos ex-primeiro-ministros Mario Monti e Silvio Berlusconi, mostrou uma pesquisa neste domingo (30/12).

Bersani marcou 36,2%, enquanto Monti tem 23,3% e Berlusconi tem 21,8%, mostrou a pesquisa realizada pelo instituto de pesquisa eleitoral CISE para o diário Il Sole 24 Ore. A pesquisa com 1.309 italianos foi realizada entre 22 de dezembro e 28 de dezembro.


Quem ganhar as eleições de 24 e 25 de fevereiro terá de lidar com uma profunda recessão e aumento do desemprego na terceira maior economia da zona do euro, bem como manter as finanças públicas sob controle. Ex-comissário europeu, Monti foi nomeado para liderar um governo não eleito de especialistas para salvar a Itália da crise financeira um ano atrás.

Ele é o preferido de investidores internacionais, da Igreja Católica, e do setor de negócios, e tem sido amplamente creditado com o restabelecimento da credibilidade da Itália após os anos de escândalos de Berlusconi. As coligações que vão apoiar os principais candidatos ministeriais ainda não estão concluídas.

* Com informações da Agência Reuters


Link:

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/26312/candidato+de+centro-esquerda+lidera+pesquisa+na+italia.shtml


Meu Comentário!


A população européia tem duas opções: ou rompe com

esse neoliberalismo suicida e criminoso, que está 

aumentando rapidamente o desemprego, a pobreza e a 

miséria em todo o Velho, ou futuramente ela irá 

enfrentar crescentes conflitos políticos, econômicos e 

sociais.