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"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

quarta-feira, 1 de maio de 2013

1º de Maio não é Dia do Trabalho, mas do Trabalhador!

1º de Maio não é Dia do Trabalho, mas do Trabalhador - 

Por Eduardo Guimarães


Primeiro de Maio é uma dia de luta dos trabalhadores do mundo inteiro por condições dignas de vida e se inspirou nas lutas operárias pela conquista da jornada de 8 horas diárias que aconteciam na Europa e nos EUA durante o século XIX. No final, deste greves com esse objetivo também começaram a acontecer no Brasil.

As sutilezas do capitalismo para criar sustentáculos ideológicos a um processo que, em sua essência, sobrepõe o lucro monetário ao bem estar social como direito de todos, após uma centena e tanto de anos de lenta e progressiva conversão do mundo aos seus dogmas erigiu uma parafernália ideológica geradora de efeitos literalmente alucinógenos.

Massas humanas entoam alegremente cânticos capitalistas compostos por poucos que as veem como ferramenta para acumularem recursos que deveriam servir ao bem estar de muitos. E o que é pior: explorando os que o capitalismo enxerga como máquinas, não como congêneres de espécie dos donos do capital, que, tanto quanto estes, têm sangue e ossos e não engrenagens.

Um exemplo de como o mundo – e, nesse contexto, sobretudo como este país – foi dominado pelo capitalismo está na forma como nos referimos a um dia em que não se comemora o trabalho, mas o trabalhador. A despeito disso, referimo-nos ao 1º de maio como dia da atividade laboral e não daquele que a executa.

A própria escolha da data nada tem que ver com uma atividade (o trabalho), mas com homens e mulheres que há mais de uma centena de anos (1886), nos Estados Unidos, lutaram para que seres humanos fossem tratados como tal e, assim, que fossem libertados de jornadas de trabalho desumanas, nas quais ficavam à disposição do patrão durante 2/4 dos dias.

O equívoco semântico do uso da expressão “dia do trabalho”, portanto, distorce o sentido da data, levando as pessoas à ideia de que no 1º de maio se comemora o ato de trabalhar, quando o que se comemora é a luta dos trabalhadores por condições mais dignas de trabalho, um preceito civilizatório que em 127 anos ainda não vigora plenamente no Brasil.

Ainda vigem, aqui, condições aviltantes de trabalho, remunerações indignas que nenhum país civilizado paga aos que movem as engrenagens do capitalismo ao longo de jornadas que, nos grandes centros urbanos, deixaram de ser de um terço das 24 horas do dia e se tornaram cerca de metade devido ao tempo necessário ao deslocamento de casa para o trabalho...

O espírito que norteou a criação da data comemorativa de 1º de maio, porém, não interessa ao capital. A data foi adotada pelo socialismo europeu no século passado, sobretudo pela Rússia, e, ironicamente, nunca pelos norte-americanos por conta da carga ideológica que encerra – eles comemoram o dia do trabalhador em setembro.

O 1º de maio lembra que sem luta e revolta contra o sistema não teria sido abolida a escravidão velada que imperava nas relações entre o trabalho e o capital. Chega, portanto, a ser uma heresia dizer que o 1º de maio é o “Dia do Trabalho”. Hoje, como nunca, é preciso que as sociedades entendam que a humanidade nunca venceu sem lutar.


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