Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Marina Silva será a grande rival de Dilma na eleição 2014! - por Marcos Doniseti!

Marina Silva será a grande rival de Dilma na eleição 2014! - por Marcos Doniseti!


Marina Silva aparece em 2o. lugar nas pesquisas Datafolha e CNT/MDA mais recentes e disputaria o 2o. turno contra Dilma se a eleição presidencial fosse hoje.

As pesquisas mais recentes feitas pelo Datafolha e pelo CNT/MDA mostram, claramente, que Marina Silva será a principal rival da presidenta Dilma na próxima eleição presidencial. 

Segundo a pesquisa do Datafolha, que foi realizada nos dias 27 e 28 de Junho, o resultado foi o seguinte:

Dilma 30%;
Marina 23%;
Aécio 17%;
E. Campos - 7%.

Já segundo a pesquisa do CNT/MDA, com pesquisa feita entre os dias 7 e 10 de Julho, tivemos os seguintes resultados:

Dilma - 33,4%;
Marina - 20,7%;
Aécio - 15,2%;
E. Campos - 7,4%.

Em ambas as pesquisas vemos que um grande número de eleitores não escolhe candidato. Na pesquisa do Datafolha, a opção 'Nenhum' chega a 23%. Na pesquisa da CNT/MDA o índice chega a 23,3%. Como se percebe os índices são semelhantes e demonstram que quase um quarto do eleitorado não se identifica com nenhum dos candidatos. 

Aliás, isso também acontece  no segundo turno, quando os resultados foram os seguintes:

Dilma - 39,6%;
Aécio - 26,2%;
Nenhum - 34,2%;

Dilma - 38,2%;
Marina - 30,5%;
Nenhum - 31,3%.

Dilma - 42,1%;
Campos - 17,7%;
Nenhum - 41,2%.

Marina - 35,6%;
Aécio - 23,3%;
Nenhum - 41,1%.

Marina - 40,5%;
Campos - 15,1%.
Nenhum - 39,4%.

Esses resultados demonstram, claramente, que os protestos de Junho passado derrubaram a popularidade de toda a classe política e que existe uma desconfiança ainda maior em relação à mesma por parte de uma parcela significativa da população em relação ao que já existia. 

E isso torna muito mais indefinida a disputa presidencial de 2014, pois não se sabe se estes eleitores que, hoje, não escolhem nenhum candidato irão mudar de postura ou não. 



Afinal, esse forte aumento do desencanto popular com a política e com os partidos é momentâneo, fruto das 'Rebeliões de Junho', ou veio para ficar?

Ninguém sabe. 

Mas é interessante notar que Marina Silva foi a maior beneficiária com esses protestos, pois ela é vista, por uma parcela significativa de eleitores, como não tendo uma ligação mais forte com as forças políticas e sociais mais tradicionais, como se fosse uma 'outsider' da política, tal como foram Jânio Quadros em 1960 e Fernando Collor em 1989. Ambos se apresentaram como atuando fora dos esquemas políticos mais tradicionais e acabaram vencendo as eleições que disputaram. 

O problema é que como eles se elegeram num esquema político que desprezava as forças políticas e sociais organizadas da sociedade (Jânio se elegeu pelo pequeno PDC e Collor pelo também minúsculo PRN) e quando assumiram a Presidência os mesmos acabaram entrando em choque com as forças políticas e sociais mais tradicionais e que dominavam o aparato estatal, o Congresso Nacional, etc.  

E o resultado disso foi o que se viu: Isolados politicamente, Jânio renunciou, numa patética tentativa de Golpe de Estado, e Collor foi afastado após um processo de Impeachment que contou com o apoio de cerca de 90% da população brasileira. 

Mas é claro que essa é uma imagem falsa, distorcida, pois Marina foi do PT por muitos anos e, depois, entrou para o PV, pelo qual se candidatou à Presidência em 2010. Mas o mesmo podia se dizer de Collor (que foi da ARENA e do PDS e era membro de uma tradicional família da política brasileira, com o seu pai (Arnon de Mello) tendo sido Senador pela ARENA e com o seu avô - Lindolfo Collor - tendo sido o primeiro Ministro do Trabalho do governo de Getúlio Vargas, que ascendeu ao poder federal através da chamada 'Revolução de 30'.. 

E agora, Marina Silva recorreu à ajuda de vários partidos tradicionais (PSDB, DEM), bem como ao apoio de lideranças religiosas fortemente conservadoras (Malafaia, Feliciano) para poder conseguir o número necessário de assinaturas a fim de criar o seu partido (a tal 'Rede Sustentabilidade') que sequer possui a expressão 'partido' no nome, como se isso fosse motivo de vergonha.

É como perguntou o José Simão: Afinal, a Marina Silva está criando um partido político ou um Bloco de Carnaval? Ou ainda seria, questiono, uma ONG?

Ela tem que decidir... Afinal, a eleição presidencial está cada vez mais perto, não é mesmo?

Jean Wyllys, deputado federal pelo PSOL-RJ, por exemplo, criticou Marina Silva pelo fato dela querer submeter direitos de minorias a plebiscitos e referendos e que isso é expressão de uma política velha e conservadora, no que ele está absolutamente certo, aliás. 

Além disso, quando foi questionada a respeito do governo Dilma, Marina disse uma frase que é uma verdadeira pérola de oportunismo político: 'Novo partido não será nem oposição, nem situação'.

Mais vago, oportunista e genérico do que isso é impossível. 

Aliás, esse me parece ser o grande problema de Marina: Ela procura se esquivar de tudo quanto é tomada de posição, a respeito de todos os assuntos, procurando promover um malabarismo político de matar de inveja o mais pragmático dos políticos tradicionais. Ela tenta, assim, agradar aos seguidores de Marco Feliciano e do movimento LGBT ao mesmo tempo, o que não é possível, é claro. 

Afinal, Marina Silva é favorável à união civil de homossexuais ou não? Ela defende o aborto, tal como está estipulado na lei atual, ou quer restringir ou mesmo eliminar tal lei? 

Marina Silva defendeu Marco Feliciano, que é contra os direitos das mulheres. Será que o eleitorado de Marina sabe disso? 

E sobre a construção de grandes obras de infra-estrutura (usinas hidrelétricas, rodovias, ferrovias, aeroportos, portos, etc) que são fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do Brasil, o que Marina Silva tem a dizer a respeito? Ela é a favor ou contra a realização de tais obras? Elas terão continuidade caso seja eleita Presidenta da República ou, em nome da preservação ambiental, elas serão interrompidas? E se tais obras forem abandonadas, em nome do meio ambiente, como ela pretende conciliar isso com a necessidade de se melhorar as condições de vida da população, não apenas agora, mas também no caso das futuras gerações de brasileiros, para os quais o crescimento econômico é fundamental, pois sem tais investimentos o Brasil não crescerá e nem irá gerar os empregos necessários que irão beneficiá-las? 

Em uma entrevista concedida para o programa 'Roda Viva', da TV Cultura, em Dezembro de 2010, Marina Silva disse que, no caso da construção da Usina de Belo Monte, seria necessário resolver uma série de problemas ambientais, relacionados aos índios, aos peixes, etc, para depois fazer a obra. 

Mas, questiono: Quanto tempo isso levaria? Ela faz ideia? E se não fosse possível resolver tudo, o que ela faria? As obras seriam abandonadas? Ela não diz. 

E quando Marina Silva é questionada sobre qual será a sua posição em alguns temas mais polêmicos, ela diz que fará um festival de 'plebiscitos' e 'referendos' para decidir a respeito de tudo. Oras, tudo bem fazer plebiscitos e referendos, mas quando eles acontecerem, qual será a posição de Marina nos mesmos? 

Em relação ao casamento gay e à liberação do uso da maconha, ela diz ser contra ambas as medidas. E Marina também diz ser contra a adoção de crianças por casais homossexuais. E sobre o aborto? Ela defende um plebiscito sobre o assunto, bem como fazer um outro sobre a questão da liberalização do uso da maconha.

O curioso é que Marina adotou posição contrária à realização de um plebiscito a respeito da Reforma Política, defendido pela Presidenta Dilma. 

Afinal, porque Marina Silva é favorável a fazer plebiscitos sobre os temas (polêmicos e complexos) do aborto e da liberação da maconha e não é a favor de se promover um plebiscito a respeito da Reforma Política? Alguém explica isso, por favor?

Vá entender tamanha contradição... 

Muito pior do que ter um candidato que defende políticas que são claras, mesmo que elas sejam prejudiciais para a maioria da população é ter um outro candidato (a) cujas posições ninguém sabe quais são ou que diz que fará inúmeros plebiscitos (menos sobre a Reforma Política) a respeito dos mesmos. E este é o caso de Marina Silva. Na última eleição presidencial foi assim que ela se comportou, o que, aliás, gerou fortes críticas do candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio. 

Neste sentido, Marina reproduz, de certa maneira, o mesmo discurso vazio, oportunista e genérico que foi usado por Celso Russomanno na eleição municipal de 2012 e que funcionou muito bem durante grande parte da campanha, com o candidato do PRB tendo liderado a maior parte da mesma. 

Isso não é muito contraditório, não, Marina?

Durante toda a campanha eleitoral, o candidato do PRB à prefeitura da capital paulista se esquivou de apresentar propostas concretas para governar (tal como Marina também o faz) e quando se aventurou a fazer isso, enfiou os pés pelas mãos e defendeu um projeto de cobrar tarifas de ônibus mais caras para os usuários que percorressem um trajeto mais longo. E como a imensa maioria dos eleitores que diziam que iriam votar em Russomanno residiam nas periferias mais distantes do centro da capital paulista, ele despencou nas pesquisas e ficou fora do segundo turno da eleição quando os eleitores tomaram conhecimento do teor da sua proposta.

A questão é: Marina conseguirá se viabilizar como uma candidata presidencial com reais chances de vitória caso mantenha este discurso que não diz nada com coisa alguma? Tenho sérias dúvidas a esse respeito.

Mas inegavelmente ela foi a candidata que mais se beneficiou com as 'Rebeliões de Junho', que tomaram conta das ruas do país durante duas semanas. De todos os candidatos, Marina foi aquela que obteve o maior crescimento nas pesquisas. 

Senão, vejamos os resultados das pesquisas do Datafolha dos dias 6-7 de Junho e de 27-28 de Junho:

Datafolha:

06-07 de Junho:

Dilma - 51%;
Marina - 16%;
Aécio - 14%;
E.Campos - 6%;
Nenhum - 13%. 

27-28 de Junho:

Dilma - 30%;
Marina - 23%;
Aécio - 17%;
E.Campos - 7%;
Nenhum - 23%.

Nota-se que, entre uma pesquisa e outra, Marina cresceu 7 p.p., Aécio 3 p.p. e Campos apenas 1 p.p. E a opção 'Nenhum' foi aquela que teve o maior crescimento, passando de 13% para 23%. Enquanto isso, Dilma perdeu 21 p.p. 

E na mais recente pesquisa do CNT/MDA tivemos um dado que chama muito a atenção, que é aquele que mede o potencial de voto dos candidatos. 

Segundo essa pesquisa, os resultados a respeito do potencial de voto de cada candidato foram os seguintes:

Dilma - 51,2%;
Marina - 53,2%;
Aécio - 45,3%;
Campos - 29,9%.

Nota-se que Marina é quem possui o maior potencial de voto entre todos os candidatos. 

Marina Silva é fortemente criticada por sua postura contraditório em relação aos direitos das minorias. 

Segundo a pesquisa CNT/MDA, 9,5% dos eleitores dizem que ela é a 'única candidata na qual votariam'. Outros 43,7% dizem que ela é uma candidata na qual 'poderiam votar'. No caso de Dilma, os números são 20,5% e 30,7%, respectivamente. No caso de Aécio, eles são de 5,9% e 35,4%. E no caso de Eduardo Campos, os números são de 2,8% e 27,1%. 

Assim, hoje, embora Marina Silva apareça atrás de Dilma nas intenções de voto, tanto no primeiro, como no segundo turno, ela se posiciona, inegavelmente, como sendo a maior rival de Dilma na eleição presidencial.

Embora a sua candidatura seja, na verdade, frágil do ponto de vista partidário (basta ver as dificuldades que ela tem para criar a sua 'Rede Sustentabilidade') e Marina tenha militado em partidos políticos tradicionais por muitos anos (PT e PV) e pelos quais construiu a sua carreira política, o fato é que ela ainda é vista como sendo uma espécie de 'outsider' da política por grande parte dos eleitores, tal como aconteceu com Jânio e Collor. Ela, assim, tem grandes chances de receber os votos de 'protesto' de muitos eleitores brasileiros que estão cansados das práticas políticas que enxergam como sendo viciadas e corrompidas dos partidos e dos políticos tradicionais.

Aliás, esta foi uma das principais razões para que acontecessem as 'Rebeliões de Junho' no Brasil. A corrupção e os fortes ataques aos partidos políticos e instituições Republicanas, com as tentativas de invasão do Palácio dos Bandeirantes, do Congresso Nacional, da Assembleia Legislativa do RJ, foram um claro sinal deste desgaste significativo da classe política e de suas práticas junto a um segmento bastante significativo da população brasileira. 

Assim, não foi à toa que a popularidade de todos os governantes, de todos os partidos e de todas as instituições despencou com as gigantescas manifestações populares de Junho. 

Para muitos eleitores, Marina não compactuaria com as práticas políticas tradicionais, mantendo uma certa 'pureza' em relação às mesmas, embora esteja se aliando ao PSDB e a Silas Malafaia para poder criar o seu novo partido e tenha defendido Marco Feliciano de forma pública recentemente. 

Mas parece que muitos eleitores ou desconhecem estes fatos ou não dão a eles à devida importância e continuam a acreditar que Marina Silva será a 'Princesa Guerreira' que irá limpar o Brasil de políticos nefastos e corruptos. Aliás, não foi à toa, também, que o ministro Joaquim Barbosa seja bem visto por estes manifestantes que demonstram o seu desencanto e frustração com a classe política tradicional.

Pesquisa Datafolha feita entre os manifestantes na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 20/06/2013, mostra que Joaquim Barbosa é o preferido de 30% deles, contra 22% de Marina Silva, em segundo lugar. Dilma com 10%, Aécio com 5% e Eduardo Campos com apenas 1% ficaram bem atrás. 


O grande problema é que esse tipo de postura, aparentemente apartidária, de Marina Silva (cujo partido sequer tem a expressão 'partido' no nome, a fim de passar a ideia de que o mesmo seria 'diferente de tudo o que está aí') não representa nenhuma novidade na política brasileira e é, de fato, bastante perigosa, até pela fragilidade do partido que Marina tenta criar. 

Com um partido tão frágil, quanto a sua 'Rede', um governo de Marina Silva ficaria totalmente dependente dos políticos tradicionais que dominam o Congresso Nacional. Jânio e Collor tentaram evitar isso. Deu no que deu... Marina seguirá o mesmo caminho deles ou se renderá às práticas políticas bastante conhecidas e repudiadas por grande parte da população brasileira? 

Afinal, como Marina poderia governar sem ter uma grande base de apoio no Congresso Nacional? Sem chance. Jânio e Collor tentaram fazer justamente isso e
 fracassaram. 

Porque com Marina Silva seria diferente?
A refletir. 

Links:

Pesquisa Datafolha de Junho de 2013: 

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/06/1303668-dilma-perde-apoio-e-eleicao-de-2014-iria-para-o-2-tuno.shtml

Pesquisa CNT/MDA de Julho de 2013:

http://www.cnt.org.br/Imagens%20CNT/PDFs%20CNT/Pesquisa%20CNT%20MDA/Relatorio%20SINTESE%20-%20CNT%20JULHO2013%20-%20R114%20-%20FINAL.pdf

Militantes do novo partido de Marina pedem assinaturas em ato organizado por Silas Malafaia:

http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2013/06/05/rede-de-marina-coleta-assinaturas-em-passeata-anti-gay/

PSDB ajuda Marina Silva a criar o seu novo partido:

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/97582/

Movimento LGBT se afasta da Rede de Marina Silva:

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/93807/

Marina Silva defende Marco Feliciano:

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/marina-defende-feliciano-segundo-jornal

Marina Silva: Novo partido não será nem de oposição e nem de situação:

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,novo-partido-nao-sera-nem-oposicao-nem-situacao-diz-marina,997725,0.htm

Marina Silva comenta sobre a usina hidrelétrica de Belo Monte:

http://www.youtube.com/watch?v=nVdZaWH9PSA

Plínio de Arruda Sampaio questiona Marina sobre plebiscitos a respeito de temas polêmicos:

http://www.youtube.com/watch?v=lXSd7XwPe_w

Marina Silva critica a realização de Plebiscito sobre Reforma Política:

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,marina-critica-plebiscito-e-diz-que-eleitor-quer-mudanca,1050623,0.htm

Datafolha: Joaquim Barbosa e Marina Silva lideram pesquisa entre os manifestantes em SP:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/06/1299095-joaquim-barbosa-lidera-corrida-presidencial-entre-os-manifestantes.shtml

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