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"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 29 de setembro de 2013

Metalúrgicos na base da CUT em São Paulo conquistam reajuste salarial de 8%!

Metalúrgicos na base da CUT em São Paulo conquistam reajuste salarial de 8%

Para dirigentes, as paralisações de 24 horas na semana passada, em 33 empresas, foram fundamentais para a conquista
por Redação RBA publicado 26/09/2013 12:21, última modificação 26/09/2013 13:06
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PAULO DE SOUZA/SINDICATO DOS METALÚRGICOS DO ABC
Campanha Salarial
Ato de entrega, em julho, da pauta da campanha salarial de 2013: dois grupos ainda não fecharam acordo

São Paulo – O reajuste salarial de 8% oferecido pela bancada patronal aos metalúrgicos na base da CUT no estado de São Paulo tem sido aprovado pela maioria da categoria. Até o momento, cerca de 150 mil trabalhadores do ABCa, Salto, Itaquaquecetuba, Cajamar, Bauru e Taubaté, já renovaram o acordo coletivo e encerraram as paralisações. 
Para os dirigentes, as paralisações de 24 horas na semana passada, em 33 empresas, surtiram efeito. Agora, faltam dois grupos patronais para finalizar a campanha salarial.
Na sexta (27), às 10h, representantes da Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT (FEM) têm nova rodada de negociação na Fiesp, em São Paulo, com a bancada patronal do Grupo 10 – lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico, entre outros – último setor que permanece em greve. Aproximadamente 35 mil trabalhadores que compõem esse setor já rejeitaram a proposta de 1,35% de aumento real (acima da inflação). Os trabalhadores da estamparia realizam assembleias até domingo (28) para analisar a contraproposta.
Além das reivindicações econômicas os metalúrgicos conseguiram garantir avanços nos direitos sociais. O presidente da FEM-CUT, Valmir Marques, o Biro Biro, afirma que foram conseguidos direitos, principalmente, para os jovens. “Para eles, há a garantia de que possam prestar os exames vestibulares sem serem prejudicados no trabalho, há garantias de que jornadas sejam adequadas às realidades dos cursos de faculdade, e que quando prestar serviço miliar, há garantia que voltará ao trabalho."
Os metalúrgicoss também garantiram novas cláusulas que beneficiam as mulheres, entre as quais a que garante a realocação da mulher gestante em função compatível com as condições físicas, licença-maternidade para mães adotantes e licença em caso de aborto.
Para José Paulo da Silva Nogueira, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, as paralisações foram decisivas para que o setor patronal admitisse novas propostas. “A economia está melhor, o que é propício para conseguirem acordos melhores. A mobilização, a conjuntura atual, isso favoreceu muito para que fizéssemos bons acordos.”

Embraer

A proposta apresentada aos metalúrgicos da Embraer repõe a inflação do período, medida em 6,07% nos últimos 12 meses, e não apresenta aumento real nos salários. O índice foi rejeitado pelos trabalhadores, que reivindicam reajuste de 13,5%, além da redução da jornada para 40 horas semanais. A jornada atual desses trabalhadores na fábrica é de 43 horas, a maior do setor aeronáutico.
Cerca de 3 mil trabalhadores atrasaram o início das atividades em uma hora, nesta manhã (26). Eles exigem a retomada das negociações e ameçam entrar em greve por tempo indeterminado.
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