Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sábado, 19 de outubro de 2013

Pré-Sal exigirá investimentos de US$ 500 bilhões em 12 anos!

Petróleo: trocar investimento por venda futura

18 de outubro de 2013 | 09:32 - por Fernando Brito, do 'Tijolaço'
Há tanto petróleo no pré-sal que, durante muitos anos, teremos de exportar petróleo cru, porque, mesmo com a entrada em operação das refinarias Abreu e Lima, do Comperj e as futuras Premium I e II, no Nordeste – que vão aumentar, no total, em 50% a capacidade de nosso parque de refino – ainda teremos, na virada da década, um excedente de perto de dois milhões de barris diários.
O essencial nisso é que os recursos advindos deste petróleo passem a financiar não apenas os projetos de desenvolvimento social, tecnológico e econômico como, apropriados pela Petrobras, ajudem a bancar os pesados investimentos exigidos pelo novo horizonte de exploração petrolífera que se abre no pré-sal (e também fora dele, como na nova fronteira exploratória de Sergipe, onde ontem foram concluídos os testes do poço de Farfan 1, o segundo do bloco BM-Seal-11, com petróleo leve, adequado a nossas refinarias antigas).
As operações de adiantamento de recursos que a Petrobras está fechando com os chineses para Libra – e coloque a Noruega e a Índia entre outras possibilidades de composição da brasileira – são, basicamente, negócios de venda antecipada de petróleo. Diria, com certa liberdade: venda de barris de petróleo guardados na rocha, em lugar de em tanques. Com uma ressalva importante: quem decide se a velocidade e os volumes extraídos são os adequados ao preço internacional do petóleo é o governo brasileiro, através da Petrosal, que terá poder de veto no comitê gestor do campo.
Essa é a razão do tão alardeado fracasso – que nada! –  que a mídia vê na procura por Libra: além do impasse criado pela espionagem americana, empresas de natureza meramente comercial de geração rápida de caixa,  têm muito menos interesse em condições assim do que as empresas petroleiras estatais, preocupadas, essencialmente, com a garantia de suprimento a seus países. Por isso é que as chinesas estão tão disponíveis e olhe lá se os indianos também não estão, em busca de certo equilíbrio regional por ali.
Hoje, o Valor publica matéria da repórter Cláudia Schüffner que dá ideia dos valores envolvidos apenas na exploração do pré-sal. Veja que a previsão é de inversões perto de meio Trilhão de dólares, mais do que a soma do PAC-1 (de Lula) e 2 (de Dilma).
Depois de lê-la, procure avaliar se podemos mobilizar internamente todos estes recursos. E, no lado oposto, se podemos mobilizá-los sem comprometer o que é essencial: produzi-lo sob controle nacional, e gerando para nós mesmos, e não para o estrangeiro, as encomendas industriais e os empregos em enorme escala e qualidade que essa atividade vai demandar.
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