Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A massificação da Internet Banda Larga é a 'Ley de Medios' dos governos Lula e Dilma para o Brasil! - por Marcos Doniseti!

A massificação da Internet Banda Larga é a 'Ley de 

Medios' dos governos Lula e Dilma para o Brasil! - 

por Marcos Doniseti!

A partir de 2008 a maioria da população que têm acesso à Internet passou a ser originária das classes populares (CDE), demonstrando a crescente massificação da Internet no Brasil. 

A política de comunicação dos governos petistas!

No início do governo Lula, ainda em 2003, a Rede Globo (que estava falida, com um patrimônio líquido negativo) chegou a pedir R$ 2 bilhões emprestados do BNDES. Mas tal empréstimo jamais foi liberado.

Os filhos do Roberto Marinho imaginaram que receberiam do novo governo petista o mesmo tratamento que lhes foi oferecido pelo governo FHC, que liberou um empréstimo do BNDES para a Net, no valor de R$ 200 milhões, em Março de 2002.

Na época, o então ministro da Casa Civil, Zé Dirceu, chegou a dizer que o BNDES não era hospital para salvar empresas privadas falidas, mas que financiava investimentos produtivos. Se ainda não existiam motivos para a Rede Globo detestar Zé Dirceu, a partir daí ela passou a tê-los de sobra.

Tal como muitos dos simpatizantes e eleitores do PT, sou crítico da política de comunicação do governo federal. É um absurdo gastar tanto dinheiro de propaganda com um partido político de oposição eternamente golpista e reacionário como é o PIG (Rede Globo, Veja, SBT, Folha, Estadão, RBS). As famílias que controlam estes verdadeiros latifúndios midiáticos (Marinho, Frias, Abravanel, Mesquisa, Civita, Sirotsky, sempre adotaram posições políticas reacionárias.

Exemplos disso, ao longo da história, não faltam, como o fato do 'Estadão' ter ficado contra a Lei Áurea e a criação das Leis Trabalhistas, da Globo ter feito campanha contra a criação do 13o. Salário, bem como o apoio destes veículos de comunicação aos inúmeros Golpes de Estado que tivemos no Brasil (1954, 1955, 1956, 1959, 1961 e, principalmente, 1964). Quando ocorreu o Golpe de 1964, os jornais fizeram editoriais (tal como 'O Globo') comemorando a vitória do movimento golpista, dizendo que o mesmo iria acabar com a corrupção e restaurar a Democracia no Brasil. Ocorreu exatamente o contrário.

Não é preciso me alongar muito para mostrar o caráter essencialmente golpista e reacionário da Grande Mídia tupiniquim.

O grande problema, nesta área, é o fato de que a grande maioria dos veículos de comunicação (emissoras de rádio, TV, jornais, etc) pertence a políticos. Muitas vezes o 'dono' é um mero laranja das lideranças políticas e tradicionais mais poderosas. 

Sarney, Collor, Henrique Alves, o clã ACM (só para citar alguns) são donos de emissoras de TV que retransmitem a programação da Globo em seus respectivos estados. Agripino Maia e a sua família são proprietários da emissora que retransmite a programação da Rede Record no Rio Grande do Norte. E por aí vai...

Nestas condições, não me surpreende que estes clãs, de características claramente coronelísticas, sejam tão poderosos politicamente.

Surpreendente seria se isso não acontecesse.

E uma 'Ley de Medios' (como a que a Presidenta Cristina Kirchner aprovou na Argentina, com amplo apoio popular e da própria classe política) não é aprovada no Brasil por uma razão bem simples: os políticos não são masoquistas e não darão um tiro de canhão no próprio pé.

A principal fonte do poder político e econômico deles é justamente o controle da mídia. E uma Ley de Medios acabaria com isso.

Assim, sem que tenhamos uma forte pressão popular organizada exigindo a Democratização da Mídia, tudo continuará como está, pelo menos quanto à propriedade dos veículos de comunicação.

Mas isso significa que os governos de Lula e Dilma não fizeram nada para combater e diminuir o poder destes verdadeiros latifúndios midiáticos? Penso que não é bem assim.

O que irá enfraquecer a Grande Mídia, no Brasil, é a revolução tecnológica que está ocorrendo no setor de telecomunicações e que se desenvolve no mundo inteiro, e da qual o Brasil também participa de forma cada vez mais significativa.

Tal revolução midiática tornará as mídias tradicionais (emissoras de TV, rádio, jornais, revistas) totalmente irrelevantes ou, no mínimo, bem menos poderosas e influentes do que são atualmente.

Jornais, revistas, canais de TV, emissoras de rádio, irão se esvaziar de forma irreversível e progressiva. Muitos destes veículos de comunicação irão quebrar, pura e simplesmente, enquanto que outros irão diminuir de tamanho, fechando jornais, revistas, enquanto direcionará os seus investimentos para o ambiente bem mais competitivo (e imprevisível, portanto) da Internet. 
Outros ainda  mudarão de plataforma e passarão a existir apenas na Internet.

E na Internet, os veículos de comunicação tradicionais terão concorrentes, sim, o que não acontece nas mídias tradicionais, onde exercem um monopólio descarado, nos mais variados aspectos: econômico, de opinião, etc. 

Basta ver que, no mínimo, 9 de 10 analistas políticos e econômicos que trabalham para a Grande Mídia são direitistas retrógrados e reacionários. E quem escreve algo que desagrade ao patrão, corre o sério risco de ser demitido sumariamente. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Maria Rita Kehl, que era colunista do 'Estadão' e que foi demitida ao elogiar o governo Lula e o programa Bolsa Família. Com isso, ela nunca mais foi convidada para escrever no 'jornalão' dos Mesquita. 

Já na Internet existe uma diversidade infinitamente maior, em todos os aspectos, com a população tendo acesso a inúmeros blogs, sites, etc, que muitas vezes conseguem até desmistificar mentiras e manipulações grosseiras promovidas, de forma descarada, pela Grande Mídia. 

Enfim, com a massificação da Internet Banda Larga, teremos uma hiper-fragmentação do setor, com milhares de novas fontes de informação disponíveis para toda a população, o que é muito mais democrático, sem dúvida alguma, do que a situação anterior em que meia-dúzia de latifundiários midiáticos decidiam o que os brasileiros poderiam ficar sabendo ou não. 

Me parece que essa (a massificação da Internet Banda Larga) é a verdadeira 'política de comunicação' dos governos petistas, ou seja, apostar no esvaziamento da Grande Mídia reacionária e golpista e promover a disseminação da Internet Banda Larga (e, logo, das Redes Sociais), fazendo com que elas se tornem acessíveis a toda a população.

Basta ver que foram os governos de Lula e Dilma que exigiram que as empresas de telecomunicações barateassem o acesso à Internet Banda Larga e que reduziram os impostos sobre computadores (já em 2007) e smartphones (em 2013).

Com isso, a Internet Banda Larga está passando por um processo de massificação muito rápido no país. Em apenas 12 meses (entre Junho de 2012 e Junho de 2013) 31 milhões de novos acessos foram ativados no país. 

Atualmente, o Brasil já conta com 110 milhões de usuários deste serviço e a sua expansão continuará nos próximos anos. Entre meados de 2012 e de 2013 o crescimento da mesma atingiu espantosos 39% e nestes 12 meses (entre Junho de 2012 e Junho de 2013) 31 milhões de novos acessos foram ativados no país. 

E é bom não esquecer que este crescimento do acesso à Internet está diretamente relacionado com as melhorias econômicas e sociais que o país passou durante os governos Lula e Dilma, com redução da inflação, expansão e barateamento do crédito, aumentos reais de salários, queda dos juros, entre outras, que contribuíram para que tenhamos esse crescimento cada vez mais acelerado da Internet Banda Larga no país. 

E a capacidade dela de influenciar os acontecimentos políticos e sociais no país já ficou claro com as 'Jornadas de Junho', quando milhões de pessoas saíram às ruas de todo o país exigindo serviços públicos de melhor qualidade, mudanças no sistema político e maior participação nas decisões dos governantes. 

Tenho certeza de que, em 2014, a importância da Internet e das Redes Sociais nas eleições será fundamental e começará a rivalizar com o rádio e a TV. 

Assim, 'a ficha irá cair', finalmente, para muitos colunistas da Grande Mídia, retrógrados e preconceituosos, que ainda pensam que a opinião deles é levada em consideração pela maioria dos brasileiros, aos quais teriam o poder de influenciar na hora do voto. 

Quando descobrirem que a situação mudou e que isso acabou, o desespero baterá à porta destes neofascistas.

Então, entendo que são essas mudanças, revolucionárias, no funcionamento da Mídia e das Telecomunicações isso que irão, gradualmente, esvaziar e diminuir o poder da Grande Mídia.

E os governos de Lula e Dilma dão a sua contribuição na medida em que tomaram algumas decisões que facilitaram e aceleraram o processo de inclusão digital que, neste momento, se expande e acelera rapidamente no país. 

É como se os governos de Lula e Dilma decidissem enfraquecer a Grande Mídia comendo pelas beiradas, sem confrontá-la diretamente, mas agindo claramente no sentido de diminuir a sua influência e o seu poder.

Me parece que essa é a 'política de comunicação' dos governos petistas (de Lula e Dilma), ou seja, apostar no esvaziamento da Grande Mídia pela disseminação da Internet Banda Larga entre toda a população brasileira.

Esta é a nossa versão da 'Ley de Medios' criada e aprovada por Cristina Kirchner na Argentina. 

Internet Banda Larga Para Todos Já!

Link:

TV perde espaço rapidamente para a Internet:



Banda Larga cresce 39% em 12 meses e chega a 110 milhões de brasileiros:


Computadores de até R$ 4 mil tem redução de imposto:


'Estadão' está à venda, mas não há comprador:


Governo Dilma zera imposto de smartphones:


O governo Lula e a democratização da Mídia:


Renda dos mais 10% mais pobres cresceu 120% entre 2001-2012, diz IPEA:


'Estadão' e a demissão de Maria Rita Kehl:

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