Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O que Marighella faria se a Revolução fosse vitoriosa!

Após a vitória da Revolução - Carlos Marighella, 1968 - por Cynara Menezes, da CartaCapital


Uma das maiores mentiras que a direita brasileira quer impingir à posteridade é que os guerrilheiros que lutavam contra a ditadura queriam vencer não para libertar o Brasil da tirania, mas para implantar outra ditadura, a “ditadura do proletariado”.

Por Cynara Menezes*, na Carta Capital


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Após a vitória da Revolução - Carlos Marighella, 1968
Carlos Marighella (1911-1969) foi um político, guerrilheiro, e poeta brasileiro, um dos principais organizadores da resistência contra o regime militar a partir de 1964.























Cuidado, jovem, não acredite em tudo que lê. Este texto do guerrilheiro Carlos Marighella, o maior inimigo da ditadura militar, que não descansou até assassiná-lo numa emboscada em 1969, diz exatamente o contrário. E é absurdamente atual. Ainda hoje eu apoiaria cada uma dessas resoluções. Fala, Marighella:
 
Com a vitória da revolução, executaremos as seguintes medidas populares:

- Aboliremos os privilégios e a censura;
- Estabeleceremos a liberdade de criação e a liberdade religiosa;
- Libertaremos todos os presos políticos e eliminaremos a polícia política;
- Tornaremos efetivo o monopólio estatal das finanças, do comércio exterior, das riquezas minerais e dos serviços fundamentais;
- Confiscaremos a propriedade latifundiária, garantindo títulos de propriedade aos agricultores que trabalhem a terra;
- Eliminaremos a corrupção;
- Serão garantidos empregos a todos os trabalhadores, homens e mulheres;
- Reformaremos todo o sistema de educação;
- Daremos expansão à pesquisa cientifica;
- Retiraremos o Brasil da condição de satélite da politica exterior norte americana para que sejamos independentes.
 
Cadê a “ditadura do proletariado”? Darcy Ribeiro, que foi ministro da Educação e chefe da Casa Civil do governo João Goulart, também deu seu depoimento: “Jango sempre dizia que com a reforma agrária, com milhões de proprietários, mais famílias iriam comer, viver e progredir, mais gente se fixaria no campo, a propriedade estaria defendida e o capitalismo consolidado. Nada mais oposto, como se vê, ao comunismo”. 

A direita, como sempre, mente. Não se deixe enganar por lobos em pele de cordeiro.

Para saber mais sobre Carlos Marighella, recomendo muito o documentário de sua sobrinha Isa Grinspum Ferraz (na íntegra):

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