Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 29 de setembro de 2013

Pesquisa CNI-Ibope: Dilma venceria eleição presidencial no 1o. turno!

Se a eleição fosse hoje, Dilma seria reeleita, diz Ibope - do Vermelho



Se a eleição fosse hoje, Dilma Rousseff seria reeleita já primeiro turno, mostra pesquisa do Ibope divulgada nesta quinta-feira (26), encomendada pelo jornal O Estado de S.Paulo . Em todos os cenários estudados, Dilma tem intenção de voto superior à soma de seus três principais adversário na eleição de 2014.


A pesquisa mostra que Dilma Rousseff possui 22 pontos percentuais de vantagem sobre a segunda colocada, Marina Silva (sem partido), diferença quase três vezes maior do que foi em julho, quando era de apenas 8 pontos.

O levantamento do Ibope indica que Dilma cresceu na intenção de voto nos dois cenários estimulados pelo Ibope, enquanto Marina perdeu seis pontos. Agora, a ex-senadora está não só distante de Dilma, mas também sofre a ameaça dos outros candidatos. Quando o cenário das eleições considera Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB), Marina Silva (sem partido) e Eduardo Campos (PSB) como candidatos, a presidente tem 38% das intenções de voto — em julho, ela tinha 30%. Já Marina registrou uma queda de 22% para 16% agora.

O tucano Aécio Neves caiu de 13% para 11%, e Eduardo Campos foi de 5% para 4%. A taxa de eleitores sem candidato continua alta: 31%, sendo que 15% deles dizem que votarão em branco ou anularão, e 16% não sabem responder.

O cenário com José Serra como candidato do PSDB não tem diferenças relevantes: Dilma tem 37%, contra 16% de Marina, 12% de Serra e 4% de Campos. Nessa hipótese, 30% não têm candidato: 14% de branco e nulo, e 16% de não sabe. Não há cenário idêntico a esse em pesquisa anterior do Ibope para comparar.

Nos dois cenários, Dilma tem intenção de voto maior do que a soma de seus três adversários: 37% contra 32% (cenário Serra) e 38% contra 31% (cenário Aécio). Isso indica chance de vitória no primeiro turno. 

Não foi apenas no cenário estimulado de primeiro turno que Dilma se distanciou de Marina. Na simulação de segundo turno entre as duas, a petista venceria a rival por 43% a 26%, se a eleição fosse hoje. Em julho, logo depois dos protestos em massa que tomaram as ruas das metrópoles, Dilma e Marina estavam tecnicamente empatadas: 35% a 34%, respectivamente. Segundo as simulações do Ibope, tanto faz se o candidato do PSDB for Aécio ou Serra. Se a eleição fosse hoje, a presidente venceria ambos por 45% a 21% num segundo turno. Contra Eduardo Campos, a vitória seria mais fácil: 46% a 14%.

O Ibope fez a pesquisa entre os dias 12 e 16 de setembro, em todas as regiões o Brasil. Foram entrevistados 2.002 eleitores, face a face. A margem de erro máxima é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, num intervalo de confiança de 95%.

Com informações dos portais R7 e 247


Link:
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=225240&id_secao=1

Inadimplência de empresas e famílias tem menor taxa desde junho de 2011!

Inadimplência de empresas e famílias tem menor taxa desde junho de 2011, aponta BC

27/09/2013 - 12h46
Kelly Oliveira - Repórter da Agência Brasil

Brasília – A taxa de inadimplência do crédito com recursos livres para as famílias e empresas caiu para 5,1%, em agosto deste ano, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (27). Em relação a julho, houve redução de 0,1 ponto percentual. Essa é a menor taxa desde junho de 2011, quando ficou em 4,94%.
No caso das empresas, também houve redução de 0,1 ponto percentual na taxa de inadimplência entre os meses de julho e agosto, que ficou em 3,4%. A taxa de inadimplência das famílias ficou em 7,1%, com o mesmo nível de redução das empresas em relação a julho. Nesse caso, a taxa é a menor desde julho de 2011, quando ficou em 6,89%.
Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, a continuação do crescimento da renda e do emprego são “fatores determinantes” para que haja redução de inadimplência. Além disso, ele informou que os bancos estão mais seletivos na hora de conceder crédito, principalmente o financiamento de veículos, com melhores garantias e melhor análise do perfil dos clientes. No caso dos veículos, ele também citou parcelas menores de financiamento.
O BC considera como inadimplência atrasos superiores a 90 dias. No caso do crédito com recursos direcionados (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), a taxa ficou estável tanto para empresas (0,5%) quanto para pessoas físicas (1,8%).
Edição: Davi Oliveira

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Plano Nacional de Educação, com 10% do PIB para o setor, passa por CCJ do Senado!

Plano Nacional de Educação, com 10% do PIB para o setor, passa por CCJ do Senado - da Rede Brasil Atual

Brasília – O projeto de lei que institui o Plano Nacional de Educação (PNE) avançou mais uma etapa em sua tramitação no Senado. A matéria foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) hoje (25). O texto, que exige a destinação, até o final do período de 10 anos, de pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação , será examinado agora na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), última etapa antes da votação em Plenário.
Apresentado pelo governo, o projeto, que tramita no Senado como PLC 103, de 2012, possui 14 artigos e 20 metas. O plano tem duração prevista de 10 anos e tem entre suas diretrizes a erradicação do analfabetismo e a universalização (garantia de acesso) do atendimento escolar.
Um dos principais destaques da proposta é a Meta 20, na qual se determina que, ao final dos dez anos de vigência do plano, os investimentos públicos em educação terão de representar no mínimo 10% do PIB. Inicialmente, o objetivo do governo era chegar a 7%, mas esse percentual foi elevado para 10% durante a tramitação da matéria na Câmara dos Deputados.
Alunos especiais
Um dos obstáculos à votação da matéria na CCJ era o impasse em torno da Meta 4, que visa a garantir o acesso à educação básica para os estudantes com deficiência (os alunos especiais) de 4 a 17 anos. O impasse surgiu após a tramitação do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde o texto foi aprovado com modificações feitas pelo relator, senador José Pimentel (PT-CE).
Após negociações com o Ministério da Educação e entidades que se dedicam a essas crianças e adolescentes, como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), o relator do projeto na CCJ, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), chegou ao texto aprovado nesta quarta-feira. Vital é presidente da CCJ.
Na redação que Pimentel havia dado à Meta 4, os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) às instituições que oferecem ensino especial, como é o caso das Apaes, seriam encerrados em 2016, o que gerou diversos protestos. Vital retirou essa previsão, conforme havia sido antecipado por uma representante do Ministério da Educação durante audiência pública no início da semana passada.
Preferencial
Outra mudança que havia sido feita por José Pimentel se referia à exclusão do termo "preferencialmente" no texto que abre a Meta 4. Essa palavra aparecia na redação aprovada na Câmara dos Deputados, mas foi retirada por Pimentel. Para entidades como a Apae, a supressão desse termo abria uma brecha para que as escolas deixassem de oferecer um acompanhamento diferenciado para os alunos com deficiência. Vital do Rêgo reinseriu a palavra, medida que também foi antecipada pela representante do Ministério da Educação.
A redação proposta por Vital é a seguinte: "Meta 4: universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos, com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica, assegurando-lhes o atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (...)".
Entre as opções de acompanhamento diferenciado, estão as classes especiais (oferecidas pelas próprias escolas, paralelamente às classes regulares), os centros de ensino especial (que se dedicam exclusivamente a esses alunos) e as Apaes.
Rede Privada
Logo após a votação na CCJ, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) alertou para a possibilidade de que a previsão de investimento de 10% do PIB inclua também o ensino da rede privada. "A conta do financiamento da educação, os 10% do PIB previstos pelo Plano Nacional de Educação, não pode incluir o financiamento da educação privada, mas querem nos impor isso. Os 10% têm de ser direcionados única e exclusivamente à educação pública", ressaltou.
Randolfe frisou que levará essa discussão para a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde o projeto será examinado a partir de agora.
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Força Nacional forma 163 agentes para conter tráfico na fronteira!

Força Nacional forma 163 agentes para conter tráfico na fronteira

28/09/2013 - 13h46
Danilo Macedo -Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Força Nacional de Segurança Pública formou hoje (28) 163 policiais militares que atuarão na área de fronteira de 11 estados, combatendo principalmente o tráfico de armas e de drogas a partir de países vizinhos. 
A secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, disse que atualmente há 43 missões em curso no país, com objetivos diferentes – desde atuação em catástrofes, sob o comando do Corpo de Bombeiros, investigações, feitas pela Polícia Civil, até distúrbios civis, com a atuação de policiais militares na manutenção da ordem.
Criada em 2004, a Força Nacional de Segurança tem como diferencial, segundo a secretária, a integração das diversas áreas de segurança do país. “A Força Nacional é hoje uma família do Brasil. Temos policiais cadastrados, de todos os estados brasileiros, prontos a qualquer momento à mobilização, de todas as instituições que compõem a segurança pública. Essa é uma diversidade que nenhuma instituição do país tem.”







O diretor do Departamento da Força Nacional, tenente-coronel Alexandre Aragon, disse aos policiais formados hoje, de 19 estados, atuarão na fronteira do país como a primeira linha de defesa. 
Normalmente, a Força Nacional auxilia as polícias dos estados, quando há solicitação dos governos ao Ministério da Justiça. Os militares passaram por capacitação na base da Força Nacional, na cidade do Distrito Federal do Gama, entre 9 e 27 de setembro. Também participou da cerimônia o adido militar da China, Wang Xiaojun, representando o maior Exército do mundo.
Regina Miki lembrou que a Força Nacional também estará pronta para atuar em casos de crise durante a Copa do Mundo de 2014, sediada por 12 capitais brasileiras. 
“Ficamos na retaguarda das forças estaduais e das forças federais para, em uma eventualidade, entrar em ação. Nossa expectativa, é obvio, é que não atuemos, que fiquemos sempre nessa contenção, mas em necessidade, nosso pessoal está capacitado para tanto", disse.
Edição: Talita Cavalcante
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Aprovação do governo Dilma volta a subir e alcança 54%!

Aprovação do governo Dilma volta a subir e alcança 54% - do Vermelho


O percentual da população que aprova a maneira como a presidenta Dilma Rousseff governa o país registrou um crescimento de 9 pontos percentuais, ao passar dos 45% registrados em julho para 54% em setembro. Em março, antes das manifestações de junho, este índice chegou a seu ápice: 79%. Entre os que desaprovam, o índice caiu de 49%, em julho, para 40% em setembro.


A confiança na presidenta também cresceu e registra 52% ante os 45% de julho. O percentual dos que consideram seu governo ótimo ou bom subiu de 31% em julho para 37% em setembro. Em março, este índice estava em 63%. É o que mostra a pesquisa CNI-Ibope, divulgada hoje (27) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a pesquisa, a expectativa com relação ao restante da gestão subiu 5 pontos percentuais entre os que consideram o governo ótimo ou bom (39%). Para 33%, a gestão é regular. Os que têm expectativas negativas (ruim ou péssimo) caiu de 31% em julho para 23% em setembro. Em março, 65% consideravam ótima ou boa a expectativa com o governo.

A pesquisa foi feita com 2.002 pessoas em 142 municípios, entre os dias 14 e 17 de setembro.

Fonte: Agência Brasil


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http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=225308&id_secao=1

Financiamento imobiliário ultrapassa crédito pessoal em agosto!

Financiamento imobiliário ultrapassa crédito pessoal em agosto

27/09/2013 - 14h07 - Kelly Oliveira - Repórter da Agência Brasil
Brasília – O saldo do crédito para a compra da casa própria pelas famílias ultrapassou o crédito pessoal, em agosto, de acordo com os dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (27).
No mês passado, o saldo do financiamento imobiliário para pessoas físicas ficou em R$ 314,896 bilhões. Em agosto de 2012, esse saldo estava em R$ 233,154 bilhões.
Já o crédito pessoal, incluídas operações consignadas em folha de pagamento, direcionado ao consumo, chegou a R$ 311,515 bilhões, em agosto deste ano, contra R$ 270,538 bilhões em igual mês de 2012.
Apesar dessa expansão do crédito imobiliário, o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, espera moderação, no médio prazo.
Maciel também destacou que as famílias estão deixando uma despesa de consumo, o aluguel, para adquirir a casa própria. “Tem um aspecto social relevante é que o fato de as famílias estarem constituindo patrimônio. Estão trocando uma despesa de consumo por uma despesa de investimento”, disse.
Edição: Juliana Andrade
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Metalúrgicos na base da CUT em São Paulo conquistam reajuste salarial de 8%!

Metalúrgicos na base da CUT em São Paulo conquistam reajuste salarial de 8%

Para dirigentes, as paralisações de 24 horas na semana passada, em 33 empresas, foram fundamentais para a conquista
por Redação RBA publicado 26/09/2013 12:21, última modificação 26/09/2013 13:06
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PAULO DE SOUZA/SINDICATO DOS METALÚRGICOS DO ABC
Campanha Salarial
Ato de entrega, em julho, da pauta da campanha salarial de 2013: dois grupos ainda não fecharam acordo

São Paulo – O reajuste salarial de 8% oferecido pela bancada patronal aos metalúrgicos na base da CUT no estado de São Paulo tem sido aprovado pela maioria da categoria. Até o momento, cerca de 150 mil trabalhadores do ABCa, Salto, Itaquaquecetuba, Cajamar, Bauru e Taubaté, já renovaram o acordo coletivo e encerraram as paralisações. 
Para os dirigentes, as paralisações de 24 horas na semana passada, em 33 empresas, surtiram efeito. Agora, faltam dois grupos patronais para finalizar a campanha salarial.
Na sexta (27), às 10h, representantes da Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT (FEM) têm nova rodada de negociação na Fiesp, em São Paulo, com a bancada patronal do Grupo 10 – lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico, entre outros – último setor que permanece em greve. Aproximadamente 35 mil trabalhadores que compõem esse setor já rejeitaram a proposta de 1,35% de aumento real (acima da inflação). Os trabalhadores da estamparia realizam assembleias até domingo (28) para analisar a contraproposta.
Além das reivindicações econômicas os metalúrgicos conseguiram garantir avanços nos direitos sociais. O presidente da FEM-CUT, Valmir Marques, o Biro Biro, afirma que foram conseguidos direitos, principalmente, para os jovens. “Para eles, há a garantia de que possam prestar os exames vestibulares sem serem prejudicados no trabalho, há garantias de que jornadas sejam adequadas às realidades dos cursos de faculdade, e que quando prestar serviço miliar, há garantia que voltará ao trabalho."
Os metalúrgicoss também garantiram novas cláusulas que beneficiam as mulheres, entre as quais a que garante a realocação da mulher gestante em função compatível com as condições físicas, licença-maternidade para mães adotantes e licença em caso de aborto.
Para José Paulo da Silva Nogueira, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, as paralisações foram decisivas para que o setor patronal admitisse novas propostas. “A economia está melhor, o que é propício para conseguirem acordos melhores. A mobilização, a conjuntura atual, isso favoreceu muito para que fizéssemos bons acordos.”

Embraer

A proposta apresentada aos metalúrgicos da Embraer repõe a inflação do período, medida em 6,07% nos últimos 12 meses, e não apresenta aumento real nos salários. O índice foi rejeitado pelos trabalhadores, que reivindicam reajuste de 13,5%, além da redução da jornada para 40 horas semanais. A jornada atual desses trabalhadores na fábrica é de 43 horas, a maior do setor aeronáutico.
Cerca de 3 mil trabalhadores atrasaram o início das atividades em uma hora, nesta manhã (26). Eles exigem a retomada das negociações e ameçam entrar em greve por tempo indeterminado.
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Contratações temporárias no Natal devem crescer mais que o previsto!

Contratações temporárias no Natal devem crescer mais que o previsto, diz CNC

27/09/2013 - 20h47 - Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou a estimativa de contratação de mão de obra temporária para o Natal. A entidade aumentou a projeção de 1,8% para 2,2% entre setembro e novembro, com 123,4 mil pessoas a serem contratadas. A revisão teve como base uma estimativa de crescimento nas vendas de 4,5% para 4,8%. Segundo a CNC, a projeção de aumento se deve também à menor perspectiva de alta de preços no varejo este ano, de 7,5% para 7,3%.
“O segmento de vestuário segue como o maior responsável pela geração de postos, com previsão de abertura de 69,7 mil vagas (56,5% do total). Em seguida, devem vir os segmentos de hiper e supermercados, com 28,3 mil postos (23%), e de móveis e eletrodomésticos, com 12,1 mil postos (9,8%)”, informou a CNC, em nota.
Outro ramo que deverá apresentar alta nas contratações é o de farmácias e perfumarias, chegando a 5,4%. A expectativa é que um em cada oito trabalhadores temporários seja contratado em definitivo, após as vendas do final de ano.
Edição: Carolina Pimentel
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Pnad 2012 - Brasil continua avançando em todos os indicadores estratégicos!

Governo comemora 'dados fantásticos' da Pnad 2012

Ministra Tereza Campello destaca informações sobre emprego, renda e redução do trabalho infantil
por Danilo Macedo, da Agência Brasil publicado 27/09/2013 16:20, última modificação 27/09/2013 16:24
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VALTER CAMPANATO/ABR
tereza campello
Ministra vai apresentar dados na conferência sobre trabalho infantil no mês que vem
Brasília – A Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios 2012 (Pnad), divulgada hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), anima o governo e mostra que o país e sua população estão “muito melhor”, disse a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, no Palácio do Planalto. 
Para ela, o Brasil continua avançando em todos os indicadores estratégicos.
Quanto à taxa de analfabetismo, que, segundo a pesquisa, aumentou de 8,6% (12,9 milhões de pessoas) em 2011 para 8,7% (13,2 milhões de pessoas) no ano passado, a ministra considerou uma variação da própria amostra. 
“Nossa avaliação é que não houve aumento da taxa de analfabetismo, e sim que ficou estável e que temos de continuar avançando.”
A ministra manifestou entusiasmo com os dados referentes à taxa de emprego e ao aumento de renda da população.
“Se olharmos para o mundo, no trabalho, temos dados absolutamente fantásticos. Cai o desemprego e aumenta o rendimento real em todas as regiões.” 
De 2011 para 2012, o Brasil registrou queda de 6,7% para 6,1% na taxa de desemprego. O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro chegou a R$ 1.507 em 2012, com ganho real de 5,8% em relação aos R$ 1.425 de 2011, reajustados pela inflação.
Tereza Campello comemorou também a queda de 23% no trabalho infantil, na faixa etária entre 10 e 13 anos, e disse que o país tem bons números para apresentar na 3ª Conferência Global sobre Trabalho Infantil, de 8 a 10 de outubro, em Brasília.
“Poderemos abrir a conferência com números muito impressionantes. O trabalho infantil despencou em todo o Brasil”, afirmou a ministra.
Segundo Tereza Campello, o governo ainda analisará os microdados da Pnad e fará uma avaliação mais aprofundada na próxima segunda-feira (30).
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Médica deixa hospital particular para dedicação exclusiva ao 'Mais Médicos'!

Médica deixa hospital particular para dedicação exclusiva a programa federal

Kátia Marquinis largou carreira como oftalmologista na rede privada para viver o sonho pessoal do trabalho humanitário, na periferia de SBC
por Cida de Olivera, da RBA publicado 29/09/2013 10:23
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© BERNÔ TV /REPRODUÇÃO
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A oftalmologista Kátia Marquinis, que viu no Mais Médicos a chance de engrandecer o currículo e a vida
São Paulo – O serviço humanitário sempre foi um desejo da médica Kátia Marquinis, 39 anos, formada há 15. Enquanto estudante da Faculdade de Medicina de Jundiaí, SP, chegou a considerar a participação em missões de organizações internacionais como Médicos Sem Fronteiras e Cruz Vermelha. 
A realização do sonho foi adiada devido à impossibilidade de dedicação pelo tempo mínimo exigido. 
Mais tarde, durante a residência médica em oftalmologia no Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo, que a aproximou da clínica médica, voltou a sonhar com o serviço.
Especialista em doenças oculares muitas vezes associadas a outros problemas que afetam o organismo, como é a tuberculose ocular e hanseníase ocular, entre outras, chegou a atender no Hospital das Clínicas de São Paulo. E nos 10 anos em que atuou no Hospital Cema, na bairro paulistano da Mooca, no qual também atendia pacientes pelo SUS, conviveu de perto com as dificuldades enfrentadas pela maioria da população no acesso à saúde.
Mais do que reacender seu antigo desejo, o Programa Mais Médicos permitiu a sua realização: “Somos os médicos brasileiros sem fronteiras", diz, numa referência ao trabalho da organização humanitária internacional. "Tenho agora uma  grande chance de um trabalho dessa natureza sem sair do meu país", define a médica, que largou seu emprego como especialista para trabalhar em Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Batistini, periferia de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
Confira a seguir os principais trechos da entrevista que ela concedeu à Rede Brasil Atual:
Por que a senhora aderiu ao programa?
O Mais Médicos me despertou a atenção logo no início. Fui ler a respeito, entender direito o que é o Pacto pela Saúde. E percebi que faz mais sentido quando é visto no conjunto. Aí pensei: é nessa que eu vou. Quando eu estava terminando a faculdade, cheguei a procurar informações para ir pra África, de preferência atuar num país em guerra. Não fui porque não poderia ficar pelo tempo mínimo necessário; eu estava para prestar a residência. O plano acabou meio adiado, mas aí veio o programa federal, sem que eu precisasse sair do meu país. Não preciso ir para fora porque faltam médicos aqui. Precisamos dos ‘brasileiros sem fronteiras’. 
Comecei a pensar: se a gente está precisando de médicos na periferia de cidades ricas não se consegue contratar, imagina nos extremos do país. Como eu já tinha em mim essa vontade de um trabalho humanitário, resolvi aderir.
Teve apoio da família ao largar um emprego de 10 anos?
Saí do hospital para me focar no Mais Médicos. Eu já estava ali havia 10 anos, e queria mudar de vida; já tinha essa coisa em mim. Minha família apoiou. Todos me apoiaram. Quando você faz uma escolha e as pessoas estão vendo que te faz bem, elas apoiam.
Como está sendo o trabalho pelo Mais Médicos?
A UBS aqui, no bairro Batistini, tem uma estrutura muito boa, equipe de saúde da família completa, tem medicamento. Ali se coloca na prática o que o SUS tem de ser. A impressão que tenho é que o SUS vai chegar em sua sua plenitude ali. Tudo muito limpo, padronizado, tem equipe de saúde bucal, funcionários atenciosos com a população, entrosados com a comunidade. Fui muito bem recebida. A gente sente que não é uma consulta só, que a gente vai acompanhar o paciente por um bom tempo.
A senhora está satisfeita?
Tenho participado de curso de formação continuada. Dia desses tive palestra de atualização sobre saúde da mulher. Há previsão de cursos para o ano inteiro. A jornada é de 40 horas semanais e vou receber uma bolsa de R$ 10 mil, que não deixa nada a dever a muitos salários pagos no país. O programa prevê ainda outros benefícios, auxílio refeição, como auxílio moradia, capacitação permanente. Só estou me dedicando ao programa. Deixei tudo para me dedicar a ele.
Por que a senhora escolheu trabalhar na periferia de SBC?
Optei por São Bernardo porque a situação ali é muito semelhante a de outras regiões onde também faltam médicos. Então meu trabalho teria a mesma importância ali como em outro lugar. Daria no mesmo se eu tivesse escolhido Santo André, Diadema. Fico pensando: se no ABC, onde o IDH é altíssimo não tem médico para trabalhar, imagine no resto do país...
Qual a sua avaliação sobre a recepção a seus colegas estrangeiros?
Das manifestações de junho para cá, quando todos foram às ruas pedindo inclusive saúde, acho que todos nós devemos repensar nossas ideias. Todos nós devemos repensar. O estado, nossos governantes e a classe médica. A questão deve ser vista pelo lado humanitário. Se nós estamos precisando de médicos, por que não médicos estrangeiros? Se vai somar, porque não?
Quais as suas perspectivas em relação ao programa?
Acho que esse programa pode ser prorrogado. Fiquei contente de ver o ministro falando esses dias no Congresso que é um programa apartidário, o que me faz pensar que é uma política de Estado. Isso me deixa muito feliz. E fico contente de saber que a gente vai chegar onde precisa chegar, que é aos milhões e milhões de brasileiros que não tinham acesso à saúde, a nada.
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Vendas nos supermercados crescem 10,7% em Agosto!

Vendas nos supermercados crescem em agosto

26/09/2013 - 16h36
Elaine Patricia Cruz - Repórter da Agência Brasil
São Paulo – As vendas do setor de supermercados apresentaram alta de 0,9% em agosto, em relação ao mês anterior e de 10,70% em comparação ao mesmo mês do ano passado. 
A informação foi divulgada hoje (26) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que reúne mais de 84 mil lojas em todo o país.
Entre janeiro e agosto deste ano, as vendas do setor cresceram 4,95% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Segundo João Sanzovo Neto, vice-presidente da Abras, o aumento das vendas em agosto se deve, em parte, ao fato de o mês ter tido cinco sábados. “Tivemos um mês com 31 dias de vendas e cinco sábados. E o sábado tem uma participação importante no movimento”, disse em entrevista à Agência Brasil.
Outro fator que ajudou no crescimento das vendas foi o cenário macroeconômico. “Teve aumento do emprego, mais oportunidades de emprego sendo criadas, o desemprego caindo e isso implica mais renda no bolso do trabalhador. E também teve o arrefecimento da inflação, o que significa mais poder de compra”, destacou.
De acordo com Sanzovo Neto, a expectativa do setor para os próximos meses é que o crescimento se mantenha. “Os empresários do setor estão otimistas”, disse.
Durante entrevista coletiva concedida na sede da associação, o vice-presidente da Abras também falou sobre a cesta Abrasmercado, que contém 35 produtos incluídos na lista dos mais consumidos no país. Em agosto, houve ligeira queda de 0,16% em comparação a julho deste ano. Com isso, os preços da cesta ficaram praticamente estáveis, ao passar de R$ 356,43 para R$ 355,85.
“Essa estabilidade de preços decorre também de situações que se modificaram e que se estabilizaram no mercado internacional e da tranquilidade maior em relação ao câmbio. Acreditamos que os preços vão se manter estáveis o que, mais uma vez, contribui para o crescimento das vendas”, disse Sanzovo Neto.
O otimismo do setor fez a Abras rever a sua previsão de crescimento para este ano. “Inicialmente projetamos 3,5%. Mas esse resultado [do setor] dos últimos dois meses nos surpreenderam positivamente e estamos projetando, comparando com a base do ano passado, que [o crescimento] se estabilize na casa dos 4%”, disse Flávio Tayra, gerente econômico da Abras.
Edição: Juliana Andrade
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“Transpondo a seca” - por Humberto Costa!

Artigo: “Transpondo a seca”, de Humberto Costa - do blog do Senador Humberto Costa

Foi do economista Celso Furtado que saiu a mais conhecida definição do drama vivido por milhões de nordestinos há séculos. Ele chamou de indústria da seca a estrutura sócioeconômica do semiárido, marcada pela ausência histórica de políticas públicas, a pobreza extrema e a falta de água. Em números, o semiárido representa 57% da área total do Nordeste, 40% de sua população e apenas 30% do seu Produto Interno Bruto (PIB).
Boa parte da população economicamente ativa da região vive da agricultura e da pecuária em pequenas propriedades familiares. São 10 milhões de habitantes, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que sobrevivem de atividades muito vulneráveis às secas e que em épocas de estiagem mal conseguem tirar da terra o alimento para as suas famílias. Calcula-se que dos últimos trezentos anos, 85 deles foram de chuvas escassas, inexistentes ou mal distribuídas no semiárido.
Segundo dados do Ministério da Integração Nacional, todo o Nordeste possui apenas 3% da disponibilidade de água do país. E é do rio São Francisco que sai a maior oferta de toda região: 70%. Não é atoa que o projeto é pensado desde o império. De lá para cá, de Getúlio Vargas a Fernando Henrique Cardoso, todos colocaram no papel propostas.
Foi apenas com a decisão do nordestino, filho do semiárido, Luís Inácio Lula da Silva, que o projeto de transposição rio São Francisco começou a ganhar vida. A obra vem somar a todo o esforço do governo do PT de garantir uma maior distribuição de renda e um maior desenvolvimento da região.
Mesmo com o empenho do ex-presidente, a transposição sofreu com a adequação técnica do projeto básico. A obra teve sua conclusão adiada em três anos. Sabendo da importância do projeto, o Senado Federal criou uma comissão especial, da qual sou relator, para superar os entraves burocráticos e técnicos e garantir a sua conclusão.
Até agora foram realizadas quatro audiências públicas com nomes como o do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. A comissão também vem cobrando explicações de empresas que atrasaram as suas entregas e realizando visitas frequentes aos canteiros de obras. Tudo isso para que o novo cronograma anunciado pelo ministro possa ser de fato confirmado. A expectativa é que até o final de 2014 seja entregue no eixo leste e no eixo norte 100 km de canais de água.
Aguardada há centenas de anos a obra não pode mais esperar. Além de transpor água, ela também transpõe esperança para a população, garante mais empregos e uma perspectiva melhor para uma população que há séculos viveu com uma seca também de oportunidades.
O artigo acima foi originalmente publicado no jornal Diario de Pernambuco no dia 15/09/13. Humberto Sérgio Costa Lima é médico, professor universitário e jornalista. Foi ministro da Saúde entre 2003 e 2005 e, em 2010, se elegeu o primeiro senador do PT de Pernambuco.

Foto: Tássio Alves.
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Consumo nacional da eletricidade aumenta 4,1% em agosto!

Consumo nacional da eletricidade aumenta 4,1% em agosto

26/09/2013 - 15h25
Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O consumo nacional de energia elétrica aumentou 4,1% em agosto, o equivalente a 38.686 gigawatts-hora (GWh), em comparação com igual mês do ano passado, informou hoje (26) a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com a divulgação da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica.
Segundo a resenha, no mês passado, o consumo de energia na indústria ficou 1,6% acima do de agosto de 2012, atingindo 15.883 GWh.
O consumo residencial avançou 7% e foi o item que mais contribuiu para a alta nacional. Nas regiões, os maiores aumentos ocorreram no Sul (10,2%) e Nordeste (9,9%). Segundo a EPE, no Sul, o frio rigoroso, com temperaturas abaixo de zero, fez aumentar o uso de aquecedores e, no Nordeste, o aumento foi impulsionado pelo aumento nas vendas de eletrodomésticos.
Na Região Sudeste, o consumo aumentou 4,8%. São Paulo, principal mercado da região, teve crescimento de 4,8%. No ano, o consumo residencial no estado apresenta alta de 4,3%.
Ainda segundo a EPE, o consumo do setor de comércio e serviços subiu 4,7% (6.597 GWh), influenciado pelo efeito estatístico (base elevada em 2012) e o da indústria, 1,6% (15.883). 
O estudo aponta ainda que os setores eletrointensivos seguem com  consumo de energia elétrica em retração, enquanto outros segmentos têm evoluído positivamente, contribuindo para o bom desempenho no consumo industrial, principalmente nas regiões Sul e Centro-Oeste.
Edição: Nádia Franco//O texto foi alterado às 16h32 para corrigir informações no primeiro parágrafo: em agosto, o consumo nacional de energia cresceu 4,1% em relação a igual mês de 2012. O aumento de 1,6%, atribuído erroneamente ao consumo nacional, refere-se à indústria e tem a mesma base de comparação 
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Cuba põe em marcha projeto econômico mais importante do país!

Cuba põe em marcha projeto econômico mais importante do país - do Vermelho


O governo cubano publicou, nesta segunda-feira (23), as regras do funcionamento da Zona Especial de Desenvolvimento (ZED) Mariel, classificada como uma obra fundamental “para o presente e o futuro econômico do país”. As zonas permitirão ao país aumentar a exportação, a substituição efetiva de importações, os projetos de alta tecnologia e de desenvolvimento local, assim como gerar fontes de emprego.


Em janeiro deste ano, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou com o presidente cubano Raúl Castro, numa visita às obras de ampliação do Porto Marie /Foto: Ricardo Stuckert

As regras começam a valer para a ZED de Mariel em 1º de novembro. O complexo, localizado na região oeste de Havana, é o mais importante projeto de infraestrutura em construção em Cuba e é financiado, majoritariamente, por recursos brasileiros oriundos do BNDES, que emprestou quase US$ 700 milhões para a reforma do porto, que seráinaugurado pela presidenta Dilma Rousseff em janeiro de 2014.

A ZED de Mariel é a principal aposta do governo de Cuba para tentar se aproveitar da situação geográfica do país num futuro pós-ampliação do canal do Panamá, previsto para 2015, e sem embargo econômico dos EUA.

A Fenavid, empresa brasileira de vidro, e farmacêuticas já demonstraram interesse em se instalar na ZED, a 40 km de Havana. Outras empresas já instaladas em Cuba, como a Souza Cruz, discutem transferir projetos de expansão para a área.

Com informações do jornal Granma e da Folha online


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http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=224983&id_secao=7

Porto de Mariel pode trazer novo modelo de crescimento para Cuba!

Porto de Mariel pode trazer novo modelo de crescimento para Cuba - do Vermelho


Um projeto de 900 milhões de dólares para modernizar o porto de Mariel, situado a 40 quilômetros da capital de Cuba, Havana, deverá entrar em plena operação no prazo estipulado, em 2015. Construído e administrado por parceiros brasileiros e cingapurianos, ele inclui instalações portuárias para acomodar os novos e maiores navios de contêineres, seguindo a expansão do Canal de Panamá e também uma zona de processamento de exportações e nova infraestrutura de comunicações e transporte terrestre.


Adalberto Roque / AFP
Raúl Castro
O presidente de Cuba, Raul Castro (à esq.) acena no aeroporto José Martí, em Havana, em 21 de setembro. A modernização do porto deve reforçar a economia cubana





















A confirmação do rápido avanço das obras sustenta nossa previsão de uma aceleração do crescimento do PIB a partir de 2017.

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O envolvimento de parceiros estrangeiros na construção, administração e futuro desenvolvimento do esquema salienta sua importância. Os parceiros trouxeram capital, tecnologia e perícia muito necessários para desenvolver a instalação, de modo que possa competir no plano internacional, assim como para encorajar o processo de reforma econômica. Entretanto, a determinante crucial dos retornos do projeto em longo prazo será a política dos Estados Unidos.

Parceiros e rivais internacionais

Desde sua concepção, o projeto Mariel foi desenvolvido conjuntamente com parceiros estrangeiros. A obra de construção do porto e instalações associadas, que começou em 2010, é administrada pela Odebrecht, um grupo brasileiro, por meio de sua subsidiária, Compañía de Obras en Infraestructura (COI). O banco de desenvolvimento estatal do Brasil, BNDES, está fornecendo 80% das finanças em quatro etapas. 


Os últimos relatórios sugerem que o primeiro cais entrará em operação em janeiro de 2014, a tempo de ser inaugurado pela presidente do Brasil, Dilma Rousseff, quando ela fizer uma visita oficial a Cuba para participar da cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (Celac) – seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, percorreu a obra com o presidente cubano, Raúl Castro, em janeiro deste ano. 

A China está fornecendo grande parte do equipamento de transporte de cargas, parte do qual chegou nas últimas semanas. A empresa de Cingapura PSA International vai administrar o porto sob um acordo assinado em 2011.

Comunicados de impressa citaram várias companhias brasileiras que manifestaram interesse em montar fábricas em joint-ventures em uma zona especial de desenvolvimento de 500 quilômetros quadrados que está sendo criada ao redor do porto. Elas incluem duas fábricas de ônibus, Marcopolo e Busscar (a última já monta ônibus em Cuba desde os anos 1990), assim como a Fanavid, uma fábrica de vidro que espera se instalar para atender os mercados cubano, brasileiro e caribenhos.

Cuba não é o único país do Caribe que atualmente moderniza suas instalações portuárias na expectativa de que os navios "Post-Panamax", mais profundos e largos (que poderão transportar o triplo de contêineres e reduzir os custos por contêiner em cerca de 50%), levarão a um desvio das rotas comerciais globais para a região. 


Os rivais de Cuba nas Bahamas, República Dominicana, Colômbia, Jamaica, Trinidad e Tobago e Panamá estão investindo fortemente em suas instalações. Para o projeto cubano, o envolvimento do Brasil, uma das maiores economias da região, e da PSA International, uma das maiores operadoras multinacionais de portos do mundo, são importantes sinais de confiança nas perspectivas do projeto.

Reformas necessárias para a zona especial
O projeto Mariel terá um forte impacto em Cuba, como um dos maiores investimentos em infraestrutura das últimas duas décadas e como um impulso extra no processo de reformas econômicas. Sua capacidade anual inicial de operar com um milhão de contêineres é o triplo da do porto de Havana, que já foi um dos mais importantes das Américas. 


Quando Mariel estiver em operação, o plano é limpar a baía de Havana (incluindo o fechamento de sua usina energética, altamente poluente) e desenvolver novas instalações habitacionais e turísticas muito necessárias.

Zona Especial de Desenvolvimento Mariel será a primeira do gênero e exigirá nova legislação. Uma lei que está sendo elaborada pretende atrair mais investimento do que uma experiência anterior fracassada com zonas de livre comércio no final dos anos 1990 – abandonada em 2004 devido ao desinteresse de fabricantes estrangeiros. Desta vez, há esperança de que a combinação da extensa infraestrutura portuária com a atual abertura da economia cubana gere maior entusiasmo dos investidores.

O novo terminal também influenciará revisões da lei de investimento estrangeiro em Cuba, esperada para dentro de um ano, após um longo período de revisão. As empresas estatais cubanas serão estabelecidas dentro do porto. O processo de lhes conceder maior autonomia para reinvestir os lucros, definir o nível de preços, salários e bônus e adaptar-se às condições de mercado por meio da diversificação da produção se destina a melhorar a produtividade e a rentabilidade, para permitir que elas concorram com as companhias estrangeiras que se estabelecerem em Cuba.

Entretanto, uma descentralização mais significativa da tomada de decisões ainda depende do processo de unificação da taxa de câmbio. Para o novo e crescente número de empresas não estatais, o porto oferecerá novas oportunidades de uma série de serviços, possivelmente incluindo distribuição. Até agora, seu envolvimento direto no comércio internacional se restringiu ao setor turístico, mas a expansão do comércio internacional e do recarregamento de navios que surgirá do desenvolvimento de Mariel provavelmente aumentará a pressão por uma maior abertura nesse sentido.

A grande questão: acesso ao mercado norte-americano

A maior incerteza sobre o futuro de Mariel como instalação de recarregamento envolve as sanções norte-americanas. Uma das principais consequências da mudança nos custos comparativos que surge da expansão do Canal de Panamá será que um quarto das cargas da Ásia que atualmente são descarregadas na costa oeste dos EUA (segundo estimativas do setor) será desviado pelo canal para atingir portos na costa leste do país. 


No entanto, embora os concorrentes de Cuba sejam capazes de oferecer serviços para recarregar e transferir essa carga destinada aos EUA, Cuba será excluída sob as atuais leis norte-americanas, que não apenas bloqueiam todas as exportações de Cuba para o mercado norte-americano e a maioria das importações dele (com exceção de produtos agrícolas e muito poucos artigos médicos), como também impede que os navios que atracaram em portos cubanos naveguem para os EUA.

Apesar de Mariel poder extrair uma renda substancial do comércio com outros países que não os EUA, o nível de atividade e rentabilidade seria extremamente aumentado se as sanções fossem levantadas. Ao empreender um investimento tão grande no projeto Mariel, Cuba, juntamente com seus parceiros internacionais, parece ter apostado na possibilidade de uma conquista em médio a longo prazo. 


A política oficial de Cuba permanece ligada às sanções econômicas e o poder do lobby cubano-americano anti-Castro na política norte-americana até hoje se mostrou um dissuasor eficaz da liberalização. Entretanto, há certos sinais de que o presidente dos EUA, Barack Obama, está dando passos cautelosos em direção à reaproximação. Nos últimos meses, negociações oficiais EUA-Cuba referentes a migração e a restauração de um serviço postal direto têm servido para aumentar a confiança.

Embora uma normalização das relações no período da previsão não faça parte atualmente de nosso cenário básico, o investimento substancial em Mariel e o fato de que Raúl Castro deverá se aposentar em 2018 são sinais tentativos de um potencial avanço, posteriormente.

Fonte: Economist Intelligence Unit na Carta Capital


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http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=7&id_noticia=225239