Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Financiamentos do Programa de Sustentação do Investimentos aumentam para R$ 372 bilhões!

CMN regulamenta ampliação do Programa de Sustentação do Investimento em R$ 50 bilhões

30/12/2013 - 21h08 - Stênio Ribeiro - Repórter da Agência Brasil


Brasília – O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje (30), em reunião extraordinária, a ampliação do limite de financiamentos subvencionados pela União em R$ 50 bilhões, de acordo com a Medida Provisória (MP) 633, expedida na última quinta-feira (26).
A MP altera a Resolução CMN 4.170, de 2012, que estabelecia as condições necessárias à concessão de financiamentos no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), operado com repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O PSI, criado em 2009 para estimular a produção, aquisição e exportação de bens de capital e a inovação tecnológica, renovado todos os anos, dispunha de R$ 322 bilhões para subvenções da União. Limite ora ampliado para R$ 372 bilhões, além de estender o prazo para concessão de financiamentos até 31 de dezembro de 2014.
Com o objetivo de manter os incentivos à expansão da indústria nacional, o CMN definiu as taxas de juros dos financiamentos, que variaram de 3,5% a 8% ao ano em 2013, e passam para intervalos entre 4% e 8% em 2014, dependendo da área de atuação.
A taxa mais baixa é para ações de inovação tecnológica, aquisição de máquinas e equipamentos, transformadores, desenvolvimento de tecnologia nacional, pró-engenharia ou inovação de produção e aquisição de peças, partes e componentes de máquinas. Os custos mais altos são cobrados nos financiamentos de bens de capital para exportação e nas próprias ações de exportação.
Edição: Aécio Amado
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Produção do pré-sal bate novo recorde e chega a 362 mil barris diários! 4 novas plataformas entrarão em operação!

Produção de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil cresceu 1,2% em novembro

30/12/2013 - 21h50 - Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro - A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil, em novembro, ficou em 2 milhões 342 mil barris de óleo equivalente por dia (boed). Segundo a Petrobras, o resultado é 1,2% maior que no mês anterior, quando foram extraídos 2 milhões 315 mil boed. Se incluída a parcela operada pela Petrobras para as empresas parceiras, a elevação (1,9%) é ainda maior na mesma comparação. 
Na produção exclusiva de petróleo dos campos da empresa no Brasil, a média em novembro (1 milhão 957 mil barris por dia - bpd) ficou próxima ao nível de outubro (1 milhão 960 mil).
Na avaliação da companhia, dois fatores contribuíram para a estabilidade da produção: os novos recordes mensal (339,1 mil bpd ) e diário de produção no pré-sal (362,3 mil bpd) e o início da operação da plataforma P-63 no Campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos, no dia 11 de novembro. 
A empresa destacou, ainda, a entrada em operação de novos poços interligados às plataformas P-26, em Marlim, e P-53, Marlim Leste, na Bacia de Campos, e o início, em novembro, do teste de longa duração (TLD) de Lula Extremo Sul, no pré-sal da Bacia de Santos, por meio do FPSO-Cidade de São Vicente.
Ao longo do mês, a Petrobras realizou paradas programadas para manutenção nas plataformas do Polo Nordeste, FPSO-Cidade de Anchieta e P-53. A medida é para manter as ações de busca do aumento de eficiência operacional na Bacia de Campos.
A companhia informou também que a plataforma P-55, no Campo de Roncador, na Bacia de Campos, está em preparativos finais para início de produção. Ela tem capacidade para processar diariamente até 180 mil barris de petróleo e até 4 milhões de m³ de gás natural. 
Já a plataforma P-58 está em fase de ancoragem no Complexo Parque das Baleias, na área capixaba da Bacia de Campos. A plataforma P-62 começou hoje (30), o deslocamento para sua locação definitiva na Bacia de Campos e a P-61 sairá amanhã (31), pela manhã, também para a Bacia de Campos.
Quanto ao gás natural, foram produzidos, em novembro, pela Petrobras no Brasil, 61 milhões 296 mil metros cúbicos por dia, enquanto no mês anterior atingiu 56 milhões 581 mil metros cúbicos por dia. Depois de incluída a parcela operada pela Petrobras para as empresas associadas, o volume atingiu 68 milhões 794 mil metros cúbicos.

Edição: Aécio Amado
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Safra de grãos brasileira bateu novo recorde em 2013!

Agronegócio bateu recordes, mas há previsão de queda de preços para 2014

29/12/2013 - 16h01

 
 Mariana Branco - Repórter da Agência Brasil
Brasília – Crescendo desde o início dos anos 2000, a safra de grãos brasileira voltou a ser recorde em 2013. 
A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é que ela fechará o ano em 186,8 milhões de toneladas. A supercolheita teve reflexos nas exportações, especialmente de milho e soja. 
O milho se beneficiou novamente da quebra de safra nos Estados Unidos e deve encerrar o ano com venda de 25 milhões de toneladas. No caso da soja, as exportações devem ficar em 43 de milhões de toneladas contra a previsão inicial de 38 milhões. 
Os dois produtos ajudaram a absorver os danos causados à balança comercial pela queda na produção e vendas externas de petróleo este ano.
“O agronegócio foi nossa sorte. Era uma receita que não estava prevista”, comenta José Augusto de Castro, presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB). Castro destaca, no entanto, que a entidade estima que haverá queda no preço para algumas commodities em 2014, entre elas a soja e o milho. 
Para a soja em grão, a projeção é que o preço recue dos atuais US$ 540 por tonelada para US$ 490. Para o milho, a previsão de recuo é de US$ 197 para US$ 180 por tonelada.
De acordo com o presidente da AEB, o motivo para a variação do preço é que a produção agrícola tem sido grande nos últimos anos. “O mundo está se acomodando. Sobram soja, cana [açúcar e etanol], café e milho. Você tem uma oferta superior à demanda”, analisa. 
Com a expectativa de queda de preços, o setor privado está apostando na retomada da produção de petróleo para alavancar a balança comercial no próximo ano.
O IBGE prevê ainda que a safra de grãos fique estagnada em 2014, embora em patamares elevados. De acordo com o levantamento mais recente do órgão, a colheita do ano que vem deve superar a de 2013 (186,8 milhões de toneladas) em apenas 63.363 toneladas. A estimativa difere da divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que espera colheita de 195,9 milhões de toneladas. A Conab, no entanto, usa como referência o ano-safra 2013/2014, enquanto o IBGE trabalha com o ano civil 2014.
Apesar dos prognósticos, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, não acredita em desaquecimento das exportações do agronegócio. “Estamos com margem elevada, poderíamos até absorver [queda de preços]. Mas achamos que [o mercado] continuará aquecido no mínimo pelos próximos dois anos. 
Temos previsão para crescimento da população mundial até 2030, o que vai aumentar a demanda por alimentos”, disse. Geller destaca que o Brasil possui áreas disponíveis para expandir a produção agrícola, atualmente em 60 milhões de hectares. “Quem pode suprir essa demanda [por alimentos] é o Brasil”, afirmou.
O secretário atribui o aumento da produção desde o início dos anos 2000, quando estava na casa das 100 milhões de toneladas, à mecanização do setor agrícola e ao investimento em pesquisa, que aumentou a produtividade. 
Para ele, o crédito facilitado e a juros baixos concedido aos produtores rurais também contribuiu para a expansão. Geller reconhece, no entanto, que a infraestrutura de armazenamento e transporte ainda é um gargalo para as exportações agrícolas. “A logística não acompanhou a velocidade do aumento [da produção]. Mas o governo está fazendo todos os esforços”, disse, citando iniciativas como a concessão de ferrovias e rodovias à iniciativa privada.
Edição: Denise Griesinger
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Salário mínimo de 2014 garante maior poder de compra desde 1979!

Salário mínimo de 2014 garante maior poder desde 1979, do Vermelho



A partir de 2014, o novo valor do salário mínimo, R$ 724, garantirá ao trabalhador o maior poder de compra desde 1979. A quantidade de 2,23 cestas básicas que podem ser compradas com o salário reajustado. A informação é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)


O aumento de R$ 46 garante uma média melhor que o recorde anterior, de 2012, quando o mínimo conseguia comprar 2,13 cestas básicas, é mais que o dobro da média registrada em 1995, de 1,02, e representa um avanço de 61% no poder de compra desde 2003. 


Apesar da constante elevação nos últimos anos, só em 2014 os trabalhadores vão recuperar o poder de compra que tinham em 1983. Entre 1984 e 2002, segundo o Dieese, houve uma oscilação que resultou em perda na força de consumo.

Em linhas gerais, o levantamento reafirma a conclusão de anos anteriores: a política de valorização do mínimo, firmada pelo governo Lula em 2005 a pedido das centrais sindicais, tem assegurado um avanço significativo em termos de aumento da renda média do trabalhador brasileiro. 


Desde então o reajuste se dá pela soma do crescimento de dois anos antes com a inflação do ano anterior ao reajuste – fórmula garantida pelo governo até 2023. O mínimo de R$ 724 em 2014 é fruto de um reajuste de 6,78%, resultado variação do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, 1,03%, e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor de 2013, estimado em 5,54%.

Em 2002, fim do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o mínimo valia R$ 200. De lá para cá houve um aumento real de 72,35%, frente a um reajuste nominal de 262% (sem descontar a inflação). O ano de maior aumento real foi 2006, justamente o primeiro após a nova política de valorização do mínimo, com avanço de 13,04%. 


Desta vez, o reajuste será bem menos significativo, 1,18%, segundo resultado mais baixo desde 2003 – superado por 2011, quando o ganho foi de 0,37%.

Em termos de impacto global, o mínimo será reajustado para 48 milhões de pessoas. A maior fatia, 21,4 milhões, é formada por beneficiários da Previdência Social, que sofrerá um impacto de R$ 22,8 bilhões. Em seguida vêm os empregados, 14,3 milhões, e os trabalhadores por conta própria, 8 milhões.

Com isso, entrarão na economia ao longo do ano R$ 28,4 bilhões. Se o governo perde de um lado, com o aumento dos investimentos previdenciários, por outro pode ganhar R$ 13,9 bilhões com o incremento da arrecadação tributária garantida pelo aumento do consumo. 

Fonte: Rede Brasil Atual


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Brasil será a 5ª economia mundial em 2023, indica consultoria britânica!

Brasil será a 5ª economia em 2023, indica consultoria - do Vermelho



Indo contra a maré de análises pessimistas da maior parte dos economistas e colunistas da grande mídia brasileira, o Centro de Pesquisas Econômicas e de Negócios (CEBR, na sigla em inglês) faz uma previsão bastante positiva sobre o Brasil: o país será a quinta maior economia do mundo em 2023.  


A maior economia da América Latina, de acordo com um relatório divulgado pela consultoria britânica, deixará para trás economias desenvolvidas, como Alemanha e Reino Unido, em um período de dez anos (veja gráfico abaixo). Atualmente, o Produto Interno Bruto (PIB) verde e amarelo ocupa a sétima posição no ranking do CEBR, que lista os 30 maiores do mundo. 


O Centro de Pesquisas ressalta que o Brasil já havia passado da sétima para a sexta posição global em 2011, mas que perdeu o posto diante de um baixo crescimento e da desvalorização cambial.

A análise é que o ganho cada vez maior da produtividade no setor agrícola e o acordo comercial histórico firmado entre os países da OMC, na Rodada de Doha, sob o comando do brasileiro Roberto Azevêdo, trarão grandes benefícios para o País. Até lá, o PIB brasileiro saltará, de acordo com o relatório, dos atuais US$ 2,2 trilhões para US$ 3,7 trilhões. Ainda segundo a previsão do CEBR, a maior economia do mundo em 2028 será a China. 

Fonte: Brasil247


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http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=232594&id_secao=2

Campanhas salariais injetam bilhões na economia, e sindicatos destacam ganhos sociais!

Campanhas injetam bilhões na economia, e sindicatos destacam ganhos sociais


Acordos de algumas das principais categorias devem somar R$ 12 bilhões nos próximos 12 meses
São Paulo – Campanhas de bancários, químicos, metalúrgicos, petroleiros e trabalhadores nos Correios, no segundo semestre de 2013, resultaram em um acréscimo nos salários de aproximadamente R$ 12 bilhões. A média de aumento real (acima da inflação) dessas categorias profissionais pode ser calculada entre 1 e 1,5 ponto percentual, segundo o Dieese. 
O percentual é menor, se comparado ao mesmo período do ano anterior, que apresentou ganhos nos salários acima da inflação entre 2 e 2,5 pontos. Mas, segundo análise do coordenador técnico sindical do Dieese, Airton Gustavo dos Santos, o resultado é positivo considerando a situação da economia e a resistência patronal.
"No começo deste ano, a projeção para crescimento econômico brasileiro estava entre 4% e 4,5%, mas ao longo do ano foi ficando mais claro que seria difícil alcançar essa meta e as negociações se dificultaram. 
Com a nova perspectiva econômica que começou a se desenhar, o setor patronal começou a ficar com o pé atrás e mais resistente. Podemos dizer que as negociações do segundo semestre foram mais difíceis do que as do primeiro, mas mesmo com ganhos reais menores as categorias tiveram reajustes significativos", avalia Santos.
Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), havia 513 mil bancários no Brasil em 2012 . Com o reajuste de 8% nos salários da categoria, estima-se a injeção de aproximadamente R$ 2,8 bilhões na economia até agosto do ano que vem. 
A quantia é 14,5% maior do que a do ano passado. Somada a participação nos lucros ou resultados (PLR), o valor sobe para R$ 8,7 bilhões. Para se ter ideia, os lucros do Bradesco e Santander, no primeiro semestre de 2013, totalizaram R$ 8,8 bilhões. O do Itaú, R$ 7,1 bilhões.

Acordos nacionais

“Foi uma das campanhas mais difíceis que já tivemos. Os bancos tinham uma estratégia muito bem desenhada com o terrorismo da inflação, mas nós olhávamos sempre para os altos lucros do setor financeiro, que vai bem em qualquer situação”, disse o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro. 
Ele também destaca a inclusão de cláusulas em convenção coletiva, como a proibição do envio de torpedos aos bancários fora do horário de trabalho e adesão ao Programa Vale-Cultura, que proporciona R$ 50 por mês para trabalhadores com salários até R$ 3.390 para ser usado em bens e atividades culturais.
No setor estatal, de acordo com estimativas do Dieese, os reajustes alcançados pelos trabalhadores dos Correios e pelo petroleiros somam aproximadamente R$ 130 milhões mensais – Correios, R$ 31 milhões, e petroleiros, R$ 98 milhões. A estimativa leva em consideração o salário médio, antes e depois dos reajustes, e o número de trabalhadores em cada segmento.
Com data-base em 1º de agosto, os funcionários dos Correios viram novamente a campanha salarial terminar sem acordo negociado diretamente entre as partes. A direção da empresa ingressou com dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinou reajuste de 8% para os 122 mil funcionários em todo o país.
Na Petrobras, o resultado econômico "relativamente satisfatório" não é a principal conquista dos trabalhadores em 2013, segundo o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antônio de Moraes. "Para nós, o grande avanço foi pactuar um seguro para os terceirizados, tendo em vista que é muito comum as empresas contratadas não pagarem a esses trabalhadores direitos básicos, como 13º salário ou férias, quando expiram os seus contratos."
De acordo com a FUP, a categoria é formada por aproximadamente 85 mil trabalhadores diretos e outros 300 mil terceirizados. A nova cláusula de convenção coletiva garante a criação de um seguro, para onde será destinado de 1% a 5% do valor dos contratos de empresas terceirizadas com a Petrobras. “Há mais de seis anos tentamos fechar algum acordo neste sentido e agora os direitos desses trabalhadores estarão garantidos”, disse Moraes.
Os petroleiros tiveram reajuste de 8,56% na remuneração mínima por nível e regime (RMNR), o que representa aumento real entre 1,82% e 2,33%. Mas também garantiram avanços no plano de cargos e salários e implementação de auxílio-medicamento, que funcionará como um plano de assistência médica, em que a empresa custeia mensalmente uma determinada quantia, para não haver mais custos com medicamentos. 
Em troca, os trabalhadores terão desconto fixo mensal de R$ 2,36 a R$ 14,17, de acordo com a faixa de renda. “Foi uma ótima campanha, não só do ponto de vista econômico, que sem dúvida apresenta ganhos reais consideráveis, mas também em direitos estruturantes”, avalia o coordenador-geral da FUP.

Indústria paulista

O resultado da campanha salarial dos trabalhadores dos ramos químico, cosmético e plástico do estado de São Paulo representará impacto mensal de R$ 61 milhões, segundo levantamento do Dieese, com base em dados da Rais e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em 12 meses concluídos em outubro de 2014, os ganhos serão de aproximadamente R$ 817 milhões.
“Desde o governo Lula, em 2003, tivemos quase 25% de aumento real e, assim, conseguimos repor parte das perdas que tivemos durante o governo FHC. Nosso grande desafio era manter essa conquista, porque esse é o grande ganho, não perder de vista a reposição da inflação e aumento real nos salários”, afirma o coordenador-geral da Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico no Estado de São Paulo (Fetquim-CUT/SP), Raimundo Suzart.
Com data-base em 1º de novembro, os químicos tiveram reajuste de 7,5% nos salários, sendo 1,8% aumento real.
Já o reajuste de 8% obtido pelo 259 mil metalúrgicos do estado de São Paulo, da base da CUT, vai representar cerca de R$ 929 milhões na economia de 47 municípios, até a próxima campanha salarial. O valor é 22% superior ao do ano passado, segundo levantamentos da subseção do Dieese na Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT) e da federação estadual da categoria (FEM-CUT).
“Conquistar 1,82% de aumento real, sem dúvida, reflete um dos maiores acordos. Além disso, a campanha foi vitoriosa no campo social, porque conquistamos avanços importantes nos direitos que beneficiaram as mulheres metalúrgicas, estudantes e os trabalhadores do chão de fábrica em geral”, afirma o presidente da FEM-CUT, Valmir Marques da Silva, o Biro Biro. “Os resultados financeiros são muito importantes, mas essa é uma disputa de renda que devemos fazer em toda a sociedade, porque o único caminho para a construção de um país justo é a distribuição e valorização da renda dos trabalhadores."

Em andamento

Entre as principais campanhas deste período também estão os comerciários, com data base em 1º de setembro. As reivindicações de aproximadamente 2,5 milhões de trabalhadores, representados pela Federação dos Empregados no Comércio no Estado de São Paulo, foram entregues em 5 de agosto, mas a campanha ainda não foi concluída. Alguns sindicatos que representam os trabalhadores dos segmentos varejista e lojista estão fechando acordo com reajuste de 8,5%.
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EUA em histeria devido à influência chinesa no mundo e na América Latina!

EUA em histeria devido à influência chinesa no mundo e na AL - por Patrício Montesinos, do Vermelho



O decadente império dos Estados Unidos está histérico e desesperado diante do crescente avanço internacional da China e de sua influência na América Latina, região ainda considerada pela Casa Branca como o seu quintal e onde Pequim intensifica seus vínculos políticos, econômicos e comerciais.


Por Patrício Montesinos, em Cubadebate


Na opinião de especialistas, são numerosos os exemplos que demonstram que o gigante asiático ganha terreno de Washington em todo o mundo e particularmente na América Latina, em detrimento do velho domínio norte-americano sobre a Pátria Grande.

A China incrementou suas relações em todas as esferas com os países latino-americanos envolvidos em processos revolucionários, como Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Equador e Cuba, para citar apenas alguns, e empreende megaprojetos conjuntos de desenvolvimento econômico e social nessas nações.

Entre os mais recentes figuram o “Grande Moradia”, da Venezuela, o canal interoceânico na Nicarágua e uma ferrovia na Bolívia, além da montadora de automóveis em Cuba, entre outros já materializados ou em execução.

Ao mesmo tempo, o que tira o sono de Washington é o denominado eixo sino-russo, que sem dúvida alguma modificou a correlação de forças no mundo e pôs em estado de coma sua até agora supremacia unipolar.

Moscou também aprofundou as relações com a América Latina em diferentes campos, e ademais, junto a Pequim, conseguiu impedir no Conselho de Segurança das Nações Unidas que o regime norte-americano consumasse sua pretensão de invadir a Síria, com o respaldo de seus aliados da União Europeia (UE) em crise.

Informes de imprensa difundidos recentemente dão conta de que o binômio China-Rússia pode levar à bancarrota os Estados Unidos que, diga-se de passagem, parecem apostar na força, como estão acostumados a fazer para conseguir frear a influência de ambas as potências.

Outras informações publicadas nas últimas horas revelaram que Washington planeja uma eventual guerra biológica contra o território russo, enquanto reforça sua capacidade militar no Japão para preparar uma suposta agressão militar ao gigante asiático.

Ambos os possíveis planos dos Estados Unidos não são outra coisa senão o esperneio próprio de um império que transita para seu desmoronamento, que por sua política agressiva perde cada vez mais influência, e se vislumbra que seu poderio planetário está sentenciado à morte.

Implicar-se em conflitos bélicos com Moscou ou Pequim seria cavar sua própria sepultura.

*Jornalista espanhol, correspondente do sítio Cubadebate em Madri.

Fonte: Cubadebate / Blog da Resistência [www.zereinaldo.blog.br]


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http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=9&id_noticia=232660&utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter&utm_campaign=adrianomoutinho

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Greenpeace é financiado com dinheiro do petróleo, Grande Mídia e de indústrias poluentes!

Greenpeace é financiado com dinheiro do petróleo, Grande Mídia e de indústrias poluentes! - do blog do Prof. Julio Sosa


A organização ecologista mais famosa do mundo recebe doações de grandes magnatas do petróleo, do setor automotivo e da mídia. O caso mais gritante é o dos Rockefeller — acionistas e fundadores de petrolíferas como a Exxon Mobil. Sua fundação financiou o Greenpeace com mais de um milhão de dólares.

Por Manuel Llamas, no blog Libertad Digital



O Greenpeace, a organização ecologista mais famosa e, possivelmente, poderosa do mundo, é financiado por meio de doações voluntárias, que seus membros realizam anualmente. 

Segundo rezam seus estatutos, a fim de "manter sua total independência, o Greenpeace não aceita dinheiro procedente de empresas, governos ou partidos políticos. Levamos isso muito a sério e controlamos e devolvemos os cheques quando são provenientes de uma conta corporativa. Dependemos das doações de nossos simpatizantes para levar a cabo nossas campanhas não violentas para proteger o meio ambiente".

Entretanto, tal lema não inclui as generosas doações que habitualmente a organização recebe de grandes fundações e organismos sem fins lucrativos que, curiosamente, pertencem a grandes famílias e magnatas vinculados ao petróleo, ao sistema financeiro, aos meios de comunicação e, inclusive, à indústria de automóveis.

Como assim? A ONG ambientalista por excelência financiada com dinheiro gerado por alguns dos setores produtivos mais contaminantes do planeta? Uma investigação mias acurada nas opacas contas desta organização revela grandes segredos e, sobretudo, muitas surpresas.

O Greenpeace conta com múltiplas filiais, espalhadas por todo o mundo, mas uma das mais poderosas e influentes é, sem dúvida, a sede estabelecida nos Estados Unidos. A franquia do Greenpeace local conta com quatro fachadas: Greenpeace Foundation, Greenpeace Fund Inc., Greenpeace Inc. e Greenpeace Vision Inc..

O projeto Activist Cash, criado pelo Center for Consumer Freedom  — uma importante associação de consumidores estadunidenses —, revela algumas das fontes de financiamento mais polêmicas deste grupo apologista da ecologia.

O projeto surgiu com a ideia de levantar informações sobre o perfil e os recursos econômicos dos grupos anticonsumo. E, como não podia deixar de ser, a entidade dedica um espaço exclusivo para o Greenpeace. Segundo o Activist Cash, o Greenpeace recebeu importantes doações das seguintes fundações, tal e como revela o gráfico abaixo:


Agora, quem são estes grupos? São fundações que pertencem a algumas das famílias mais ricas do mundo, cujas fortunas procedem dos negócios do petróleo, do setor automotivo e os grandes grupos de comunicação estadunidense. O blog Desdeelexilio investigou estas cifras para conferir a quantia e a veracidade de tais doações e o resultado é o seguinte:

O fluxo de dinheiro entre as franquias do Greenpeace com sede nos Estados Unidos é constante. A legislação americana obriga estes organismos a apresentarem anualmente uma declaração de impostos na qual figuram as rendas e as despesas.

A informação anual do pagamento de impostos de tais filiais se encontra nos denominados IRS Form 990 (Return of Organization Exempt From Income Tax). Em tais documentos oficiais, aparecem em detalhes algumas das tais doações ao longo dos últimos anos.

Rockefeller Brother´s Fundation: US$ 1,15 milhões de dólares

De 2000 a 2008 a fundação da família Rockefeller financiou o Greenpeace com US$ 1,15 milhões. A fortuna dos Rockefeller procede dos negócios petrolíferos.

John D. Rockefeller fundou a empresa Standard Oil, que chegou a monopolizar o negócio do petróleo no princípio do século 20. Entretanto, o governo dos Estados Unidos acusou a empresa de monopólio e decretou sua divisão em 34 empresas, embora os Rockefeller mantivessem sua presença nas mesmas.

A mais famosa é, atualmente, a Exxon Mobil Corporation, uma das maiores multinacionais petrolíferas do mundo. Os descendentes de John D. Rockefeller são acionistas da Exxon Mobil. Embora minoritários, possuem todavia uma grande influência e peso na empresa. Os Rockefeller também têm ou tiveram presença em grandes bancos como o JP Morgan Chase & Co (Chase Manhattan Bank), o Citybank, que, por sua vez, possuem participações em grandes petrolíferas internacionais.


Marisla Foundation: US$ 460 mil

Tal fundação também é conhecida sob o nome de Homeland Foundation. Foi fundada em 1986 pela poderosa família Getty. J. Paul Getty fundou a petrolífera Getty Oil, agora nas mãos da russa Lukoil.


Turner Foundation: US$ 450 mil

A Turner Foundation foi criada por Robert Edward Turner em 1990. Ted Turner é um dos grandes magnatas da comunicação nos Estados Unidos, dono de conhecidas cadeias de televisão como CNN, TNT e AOL Time Warner, entre outras coisas. Doou em apenas três anos US$ 450 mil ao Greenpeace.


Charles Stewart Mott Foundation: 199.000 dólares

Charles Stewart Mott foi o pai do terceiro grupo industrial automotivo do mundo, a General Motors. Antes de declarar-se falida, em junho de 2009, esta indústria fabricava seus veículos sob marcas tão paradigmáticas e pouco contaminantes como Buick, Cadillac, Chevrolet, GMC, GM Daewoo, Holden, Opel, Vauxhall e o famoso Hummer, que participa da ocupação do Iraque sob o nome de Humvee.



No fim das contas, não deixa de ser supreendente que uma das organizações ecologistas mais ativas contra a emissão de CO2 na atmosfera aceite suculentas somas de dinheiro de algumas das principais referências mundiais do setor petrolífero e automobilístico. Sobretudo, se for levado em consideração que o Greenpeace realiza campanhas que acusam os céticos da mudança climática de receberem dinheiro do setor petrolífero e de grandes empresas industriais.



Fonte: Libertad Digital

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Pleno emprego e Bolsa Família desmobilizam luta pela terra no Brasil!

Pleno emprego e Bolsa Família desmobilizam luta pela terra no Brasil, diz estudo

Acampamento do MST no Paraná. O movimento ainda é o principal na luta pela reforma agrária no Brasil. 
Relatório aponta que conjuntura econômica e transferência de renda afastaram trabalhadores rurais das ocupações de terra. Como consequência, assentamentos apresentam queda
São Paulo – A conjuntura econômica favorável dos últimos anos, com baixos índices de desemprego, e os programas assistenciais do governo federal têm desestimulado os trabalhadores rurais brasileiros a embarcarem na luta pela reforma agrária. 
Essa é uma das principais conclusões do Relatório Dataluta 2012, que será publicado na próxima segunda-feira (6).
“Há disponibilidade de formas de aquisição de renda por meio do trabalho. Mesmo que não seja emprego formal, bem remunerado, há disponibilidade de trabalho no país. As pessoas passam a ter alternativas para obter pelo menos o mínimo. Isso desmobiliza a luta pela terra”, explica Eduardo Girardi, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Presidente Prudente (SP) e um dos coordenadores do estudo.
Em entrevista à RBA, Girardi explica que a possibilidade de sobreviver, ainda que seja com o pouco dinheiro distribuído pelo Bolsa Família, é uma das principais responsáveis pela redução no número de ocupações de terras no país. Em 2012 foram registrados 253 episódios. É um número baixo, se comparado com os índices de 1999, quando houve 856 ocupações, mas demonstra crescimento se observarmos os números de 2010, com 184.
O baixo número de ocupações reflete no baixo número de novos assentamentos construídos no país em 2012: apenas 117. De acordo com o Relatório Dataluta, o auge da destinação de terras para a reforma agrária ocorreu em 2005, com 879 novos assentamentos. “Podemos afirmar que a partir de então tem havido um decréscimo constante no número”, explica Girardi. “O Estado faz assentamento mediante pressão dos movimentos sociais.”
O estudo aponta ainda que no ano passado 436 mil pessoas se envolveram em manifestações que pediam acesso à terra no país. Apesar de ter se afastado do noticiário, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ainda é o grupo que mais promove ocupações no país, seguido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). No total, há 116 movimentos sociais organizados no campo brasileiro. Apenas 23 organizaram ocupações em 2012.
Girardi aponta que o país destina cada vez mais terras à agricultura, mas ressalva que o crescimento da estrutura fundiária ocorre de maneira concentrada. “A maior disponibilidade de terras ocorre paralelamente à manutenção dos níveis de concentração”, pontua. “Ou seja, novas terras estão indo para as mãos das mesmas pessoas que já são proprietárias.”
O relatório apontou um crescimento de 6,3 milhões de hectares na estrutura fundiária brasileira. A que se deve esse aumento?
Basicamente, à expansão da fronteira agrícola, regularização fundiária e grilagem de terras. Esse número não é obtido por detecção via satélite, mas por novas terras registradas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), e que passaram a ter documentos legais ou pessoas que se declaram como suas donas. 
O avanço da fronteira agrícola não significa necessariamente desmatamento imediato. 
A pessoa pode se declarar posseira de uma área que ainda é floresta, mas, a partir do momento em que ela consegue a propriedade da terra, ela vai desmatá-la para transformá-la em capital. Porque a agricultura tradicional ainda é predominante.
O relatório mostra que as ocupações de terra diminuíram no país. Isso está relacionado a uma possível perda de força política dos movimentos do campo, como MST?
Essa é uma questão que inclusive discutimos no último encontro da Rede Dataluta. Uma das razões para essa diminuição é a própria conjuntura econômica do país. Há disponibilidade de formas de aquisição de renda por meio do trabalho. Mesmo que não seja emprego formal, bem remunerado, há disponibilidade de trabalho no país. As pessoas passam a ter alternativas para obter pelo menos o mínimo. Isso desmobiliza a luta pela terra.
Ou seja, tem a ver com as conquistas sociais dos últimos dez anos?
Não sei se seriam conquistas sociais, mas há possibilidade de obtenção de renda via trabalho. A maior parte desses empregos paga apenas um salário mínimo. E a gente sabe que um salário mínimo não supre todas as necessidades de uma família. 
Outra razão para a queda no número de ocupações tem a ver com os programas de assistência social, que servem para que as pessoas pelo menos não passem fome, porque o valor também é muito baixo. 
Também é outro fator que contribuiu para a diminuição do número de pessoas dispostas a se sujeitar à luta pela terra – porque a luta pela terra é árdua. Fazer acampamentos por anos, em condições precárias, enfrentar pessoas armadas etc. 
Acaba que essa situação toda desencoraja as pessoas a participarem das ocupações.
Houve uma espécie de pacificação da luta pela terra no país?
Pacificação tem a ver também com redução da violência. E não trabalhamos com dados de violência. A violência normalmente recai sobre os movimentos de resistência. Mas o fato é que o número de ocupações diminui bastante a partir dessa conjuntura de crescimento econômico. Isso não quer dizer que os problemas no campo foram solucionados: concentração, exploração do trabalhador rural etc.
Também não quer dizer que as ocupações possam voltar a crescer. Em um cenário em que não haja essa conjuntura econômica favorável, podemos ter um novo momento de crescimento das ocupações no campo.
A redução no número de ocupações também se relaciona à redução no número de assentamentos?
Justamente. O Estado faz assentamento mediante... se pegarmos a partir da década de 1990, temos a criação de assentamentos mediante pressão dos movimentos sociais. Diminuindo a pressão, também diminui o ritmo de criação de assentamentos. 
Uma coisa está relacionada à outra. O auge do número de assentamentos ocorreu em 2005. Podemos afirmar que a partir de então houve um decréscimo constante no número de assentamentos. Foram de 879 em 2005 para 117 em 2012.
Houve alguma mudança de orientação no governo para essa redução?
A principal explicação é mesmo a redução no número de ocupações e de reivindicações dos movimentos. Criar assentamento tem implicações em relações de poder, orçamento, tudo isso. Mas a presidenta Dilma Rousseff declaradamente disse que preferia dar melhores condições aos assentamentos existentes em vez de criar novos assentamentos e deixá-los nas mesmas condições dos atuais. Mas a gente não está vendo nenhum tipo de melhoria nos assentamentos que já existem.
A criminalização da luta pela terra também contribuiu para a redução dos assentamentos?
Os movimentos têm atribuído à ação judicial um peso muito importante para que a luta se tornasse mais tímida. Em conversa com os membros dos movimentos, dizem que essa maior atuação do Judiciário com relação à luta pela terra é um dos motivos para explicar o número de ocupações e, por consequência, de assentamentos.
O MST ainda é o principal movimento no campo. Qual é seu papel hoje?
O MST está sofrendo com a diminuição do número de pessoas dispostas a lutar pela terra. Seu impacto e sua visibilidade pública também acabam diminuindo, porque o número de ações diminui. O MST foi uma grande referência para os movimentos sociais no período em que o número de ocupações era bastante significativo. Talvez, no futuro, com uma possível retomada das ocupações, o MST retome essa dimensão.
Como o sr. avalia a política agrária do governo Lula e Dilma?
Eu esperaria algo mais reformador.
Quantas famílias se estima que sejam a clientela da reforma agrária no país?
Mas não é possível conhecer esse número, porque, afinal, quem seria a clientela da reforma agrária? Essa pessoa que vive com salário mínimo e Bolsa Família, por exemplo, é cliente da reforma agrária? É um cliente em potencial? Se a conjuntura econômica favorável desaparece, ela vai ser novamente um potencial beneficiário? Difícil saber. 
Outra questão: os potenciais beneficiários são apenas aqueles que lutam, que fazem ocupação, ou aqueles que podem jamais ter feito ocupação, mas que se enquadram nas características socioeconômicas? Temos nos assentamentos brasileiros 933.836 famílias. Esse número, na verdade, é a capacidade dos assentamentos. Pode haver mais ou menos. Há lotes com assentados e agregados. E há lotes vazios.
No relatório também entram dados sobre a luta pela terra dos indígenas?
Sim, entra o número de ocupações de terra feitas por indígenas, que tem aumentado. 
Primeiro, aumentou o conflito porque o agronegócio, principalmente com a expansão do setor sucroalcooleiro e madeireiro, está avançando sobre as terras indígenas, e os indígenas passaram então a requerer demarcação, porque as áreas não estavam demarcadas. Aí você tem o surgimento de ocupações de terras por indígenas. 
Chamamos de ocupações de terras, mas na verdade são retomadas, que ocorrem sobretudo no Mato Grosso do Sul, noroeste do Paraná e algumas regiões do Nordeste, como o sul da Bahia.
Uma análise geral do relatório apontaria que a reforma agrária e a distribuição de terras está avançando ou retrocedendo no país?
Está paralisada. Tanto a concentração, quanto a luta, quanto os assentamentos.
Estão todos paralisados, mas paralisados no contexto brasileiro: 400 mil pessoas lutando pela terra é significativo. Mas não é tão significativo quanto já foi no passado.
Quando foi o auge de mobilização?
Começamos a fazer o levantamento em 2000. O maior número entre 2000 e 2012 foi em 2007, quando havia 629.029 pessoas envolvidas em manifestações no campo. 
Antes de 2000, não temos os dados. Mas, provavelmente, nos momentos de pico das ocupações de terras tivemos efetivos de pessoas maior do que esse.
Link:

A massificação da Internet Banda Larga é a 'Ley de Medios' dos governos Lula e Dilma para o Brasil! - por Marcos Doniseti!

A massificação da Internet Banda Larga é a 'Ley de 

Medios' dos governos Lula e Dilma para o Brasil! - 

por Marcos Doniseti!

A partir de 2008 a maioria da população que têm acesso à Internet passou a ser originária das classes populares (CDE), demonstrando a crescente massificação da Internet no Brasil. 

A política de comunicação dos governos petistas!

No início do governo Lula, ainda em 2003, a Rede Globo (que estava falida, com um patrimônio líquido negativo) chegou a pedir R$ 2 bilhões emprestados do BNDES. Mas tal empréstimo jamais foi liberado.

Os filhos do Roberto Marinho imaginaram que receberiam do novo governo petista o mesmo tratamento que lhes foi oferecido pelo governo FHC, que liberou um empréstimo do BNDES para a Net, no valor de R$ 200 milhões, em Março de 2002.

Na época, o então ministro da Casa Civil, Zé Dirceu, chegou a dizer que o BNDES não era hospital para salvar empresas privadas falidas, mas que financiava investimentos produtivos. Se ainda não existiam motivos para a Rede Globo detestar Zé Dirceu, a partir daí ela passou a tê-los de sobra.

Tal como muitos dos simpatizantes e eleitores do PT, sou crítico da política de comunicação do governo federal. É um absurdo gastar tanto dinheiro de propaganda com um partido político de oposição eternamente golpista e reacionário como é o PIG (Rede Globo, Veja, SBT, Folha, Estadão, RBS). As famílias que controlam estes verdadeiros latifúndios midiáticos (Marinho, Frias, Abravanel, Mesquisa, Civita, Sirotsky, sempre adotaram posições políticas reacionárias.

Exemplos disso, ao longo da história, não faltam, como o fato do 'Estadão' ter ficado contra a Lei Áurea e a criação das Leis Trabalhistas, da Globo ter feito campanha contra a criação do 13o. Salário, bem como o apoio destes veículos de comunicação aos inúmeros Golpes de Estado que tivemos no Brasil (1954, 1955, 1956, 1959, 1961 e, principalmente, 1964). Quando ocorreu o Golpe de 1964, os jornais fizeram editoriais (tal como 'O Globo') comemorando a vitória do movimento golpista, dizendo que o mesmo iria acabar com a corrupção e restaurar a Democracia no Brasil. Ocorreu exatamente o contrário.

Não é preciso me alongar muito para mostrar o caráter essencialmente golpista e reacionário da Grande Mídia tupiniquim.

O grande problema, nesta área, é o fato de que a grande maioria dos veículos de comunicação (emissoras de rádio, TV, jornais, etc) pertence a políticos. Muitas vezes o 'dono' é um mero laranja das lideranças políticas e tradicionais mais poderosas. 

Sarney, Collor, Henrique Alves, o clã ACM (só para citar alguns) são donos de emissoras de TV que retransmitem a programação da Globo em seus respectivos estados. Agripino Maia e a sua família são proprietários da emissora que retransmite a programação da Rede Record no Rio Grande do Norte. E por aí vai...

Nestas condições, não me surpreende que estes clãs, de características claramente coronelísticas, sejam tão poderosos politicamente.

Surpreendente seria se isso não acontecesse.

E uma 'Ley de Medios' (como a que a Presidenta Cristina Kirchner aprovou na Argentina, com amplo apoio popular e da própria classe política) não é aprovada no Brasil por uma razão bem simples: os políticos não são masoquistas e não darão um tiro de canhão no próprio pé.

A principal fonte do poder político e econômico deles é justamente o controle da mídia. E uma Ley de Medios acabaria com isso.

Assim, sem que tenhamos uma forte pressão popular organizada exigindo a Democratização da Mídia, tudo continuará como está, pelo menos quanto à propriedade dos veículos de comunicação.

Mas isso significa que os governos de Lula e Dilma não fizeram nada para combater e diminuir o poder destes verdadeiros latifúndios midiáticos? Penso que não é bem assim.

O que irá enfraquecer a Grande Mídia, no Brasil, é a revolução tecnológica que está ocorrendo no setor de telecomunicações e que se desenvolve no mundo inteiro, e da qual o Brasil também participa de forma cada vez mais significativa.

Tal revolução midiática tornará as mídias tradicionais (emissoras de TV, rádio, jornais, revistas) totalmente irrelevantes ou, no mínimo, bem menos poderosas e influentes do que são atualmente.

Jornais, revistas, canais de TV, emissoras de rádio, irão se esvaziar de forma irreversível e progressiva. Muitos destes veículos de comunicação irão quebrar, pura e simplesmente, enquanto que outros irão diminuir de tamanho, fechando jornais, revistas, enquanto direcionará os seus investimentos para o ambiente bem mais competitivo (e imprevisível, portanto) da Internet. 
Outros ainda  mudarão de plataforma e passarão a existir apenas na Internet.

E na Internet, os veículos de comunicação tradicionais terão concorrentes, sim, o que não acontece nas mídias tradicionais, onde exercem um monopólio descarado, nos mais variados aspectos: econômico, de opinião, etc. 

Basta ver que, no mínimo, 9 de 10 analistas políticos e econômicos que trabalham para a Grande Mídia são direitistas retrógrados e reacionários. E quem escreve algo que desagrade ao patrão, corre o sério risco de ser demitido sumariamente. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Maria Rita Kehl, que era colunista do 'Estadão' e que foi demitida ao elogiar o governo Lula e o programa Bolsa Família. Com isso, ela nunca mais foi convidada para escrever no 'jornalão' dos Mesquita. 

Já na Internet existe uma diversidade infinitamente maior, em todos os aspectos, com a população tendo acesso a inúmeros blogs, sites, etc, que muitas vezes conseguem até desmistificar mentiras e manipulações grosseiras promovidas, de forma descarada, pela Grande Mídia. 

Enfim, com a massificação da Internet Banda Larga, teremos uma hiper-fragmentação do setor, com milhares de novas fontes de informação disponíveis para toda a população, o que é muito mais democrático, sem dúvida alguma, do que a situação anterior em que meia-dúzia de latifundiários midiáticos decidiam o que os brasileiros poderiam ficar sabendo ou não. 

Me parece que essa (a massificação da Internet Banda Larga) é a verdadeira 'política de comunicação' dos governos petistas, ou seja, apostar no esvaziamento da Grande Mídia reacionária e golpista e promover a disseminação da Internet Banda Larga (e, logo, das Redes Sociais), fazendo com que elas se tornem acessíveis a toda a população.

Basta ver que foram os governos de Lula e Dilma que exigiram que as empresas de telecomunicações barateassem o acesso à Internet Banda Larga e que reduziram os impostos sobre computadores (já em 2007) e smartphones (em 2013).

Com isso, a Internet Banda Larga está passando por um processo de massificação muito rápido no país. Em apenas 12 meses (entre Junho de 2012 e Junho de 2013) 31 milhões de novos acessos foram ativados no país. 

Atualmente, o Brasil já conta com 110 milhões de usuários deste serviço e a sua expansão continuará nos próximos anos. Entre meados de 2012 e de 2013 o crescimento da mesma atingiu espantosos 39% e nestes 12 meses (entre Junho de 2012 e Junho de 2013) 31 milhões de novos acessos foram ativados no país. 

E é bom não esquecer que este crescimento do acesso à Internet está diretamente relacionado com as melhorias econômicas e sociais que o país passou durante os governos Lula e Dilma, com redução da inflação, expansão e barateamento do crédito, aumentos reais de salários, queda dos juros, entre outras, que contribuíram para que tenhamos esse crescimento cada vez mais acelerado da Internet Banda Larga no país. 

E a capacidade dela de influenciar os acontecimentos políticos e sociais no país já ficou claro com as 'Jornadas de Junho', quando milhões de pessoas saíram às ruas de todo o país exigindo serviços públicos de melhor qualidade, mudanças no sistema político e maior participação nas decisões dos governantes. 

Tenho certeza de que, em 2014, a importância da Internet e das Redes Sociais nas eleições será fundamental e começará a rivalizar com o rádio e a TV. 

Assim, 'a ficha irá cair', finalmente, para muitos colunistas da Grande Mídia, retrógrados e preconceituosos, que ainda pensam que a opinião deles é levada em consideração pela maioria dos brasileiros, aos quais teriam o poder de influenciar na hora do voto. 

Quando descobrirem que a situação mudou e que isso acabou, o desespero baterá à porta destes neofascistas.

Então, entendo que são essas mudanças, revolucionárias, no funcionamento da Mídia e das Telecomunicações isso que irão, gradualmente, esvaziar e diminuir o poder da Grande Mídia.

E os governos de Lula e Dilma dão a sua contribuição na medida em que tomaram algumas decisões que facilitaram e aceleraram o processo de inclusão digital que, neste momento, se expande e acelera rapidamente no país. 

É como se os governos de Lula e Dilma decidissem enfraquecer a Grande Mídia comendo pelas beiradas, sem confrontá-la diretamente, mas agindo claramente no sentido de diminuir a sua influência e o seu poder.

Me parece que essa é a 'política de comunicação' dos governos petistas (de Lula e Dilma), ou seja, apostar no esvaziamento da Grande Mídia pela disseminação da Internet Banda Larga entre toda a população brasileira.

Esta é a nossa versão da 'Ley de Medios' criada e aprovada por Cristina Kirchner na Argentina. 

Internet Banda Larga Para Todos Já!

Link:

TV perde espaço rapidamente para a Internet:



Banda Larga cresce 39% em 12 meses e chega a 110 milhões de brasileiros:


Computadores de até R$ 4 mil tem redução de imposto:


'Estadão' está à venda, mas não há comprador:


Governo Dilma zera imposto de smartphones:


O governo Lula e a democratização da Mídia:


Renda dos mais 10% mais pobres cresceu 120% entre 2001-2012, diz IPEA:


'Estadão' e a demissão de Maria Rita Kehl: