Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

'Não vai ter Copa' - Separando o joio do trigo! - por Breno Altman!

'Não vai ter Copa' - Separando o joio do trigo! - 
por Breno Altman!




Vamos separar o joio do trigo. 

A consigna "Não vai ter Copa", é um bizarro apelo insurreicional - não para derrubar governo, mas um evento, e daí encontrar forças para derrotar eleitoralmente a presidente Dilma. Setores da direita apostam fichas nessa hipótese. Grupos de ultraesquerda, ensandecidos pelo ódio antipetista ou atrapalhados pela ingenuidade, fazem coro.

Está palavra-de-ordem deve ser duramente criticada, pois não passa de guarda-chuva para ações que interessam apenas às filas do reacionarismo e da restauração.

Outra coisa, no entanto, são os protestos legítimos dos setores populares que foram prejudicados pelas políticas de organização da Copa - por exemplo, através de remoções forçadas sem a devida compensação. Ou que demandam a melhoria dos serviços públicos a partir dos mesmos parâmetros dos estádios para o campeonato mundial.

Estas iniciativas - com pauta concreta, representatividade social e organização democrática - não podem ser consideradas antagônicas à realização da Copa ou ao campo de esquerda, ao PT ou ao governo de Dilma. Ao contrário: devem ser apoiadas e respondidas com esforços de diálogo sincero, rechaçando-se tanto a baderna de provocadores quanto a violência policial.

Foi boa, nesse sentido, mesmo que um pouco atrasada, a iniciativa da presidente Dilma, ao determinar que a secretaria-geral da Presidencia assuma a interlocução direta com os movimentos sociais que têm reivindicações a apresentar acerca da Copa. 

O "esquema federativo", até agora vigente, não funciona. Deixou governos estaduais, inclusive aliados, de mãos livres para a prática de barbaridades. O exemplo mais brutal destes malfeitos, sem dúvida, é a administração de Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro, que atropela direitos sociais e recorre à truculência da polícia militar nos mesmos moldes dos governos tucanos de Alckmin e Anastasia.

A realização de uma Copa bem-sucedida, afinal, também depende de ampliar seus benefícios à população do entorno, de desenvolver infra-estrutura permanente nas cidades e de respeitar os movimentos sociais como principal vetor de articulação. 

A esquerda não deve temer as ruas e as mobilizações. Tanto para enfrentar a oposição golpista e sua linha auxiliar de aloprados quanto para construir, ao lado do povo, soluções para os grandes problemas das metrópoles nacionais.


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https://www.facebook.com/breno.altman

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