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"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Petrobras - 7 novas plataformas de extração de petróleo começarão a operar em 2014!

Produção de petróleo volta a crescer no Brasil em 2014 -  por Nicola Pamplona, do Brasil Econômico, via iG, 03/01/2014

Com sete novas plataformas em operação, Petrobras quer reverter três anos de queda

Plataforma P-55 deixa o Estaleiro Rio Grande rumo ao campo de Roncador, na Bacia de Campos.

Com o início das operações de sete plataformas ao longo de 2014, a Petrobras espera reverter a curva de queda na produção nacional depetróleo, que perdura há três anos. Apenas no primeiro semestre, a expectativa da estatal é adicionar uma capacidade de 500 mil barris por dia, por meio de três novas unidades.
No apagar das luzes de 2013, a companhia iniciou as atividades da P-55, no campo de Roncador, que também contribuirá com o incremento da produção ao longo de 2014. Para analistas, o Brasil deve fechar o ano com alta no volume de petróleo produzido pela primeira vez desde 2011.
O setor teve peso significativo no resultado da balança comercial em 2013, contribuindo com um déficit de R$ 20,27 bilhões no ano, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
O número é quatro vezes maior do que o déficit registrado pelo setor um ano antes e é explicado pela combinação de crescimento do consumo com a queda na produção provocada pelo atraso no início das operações de novas plataformas e por paradas para manutenção em unidades existentes.
“O ano de 2014 pode ser um ponto de inflexão. Se, por um lado, as paradas vão continuar, por outro, há a perspectiva de entrada de novas unidades. O saldo líquido deve ser positivo”, diz o analista-chefe da Ativa Corretora, Marcelo Torto.
A Petrobras não informou quanto espera produzir este ano, mas o Plano de Negócios e Gestão 2013-2017, divulgado no ano passado, aponta para algo em torno dos 2,3 milhões de barris por dia. Em novembro de 2013, último dado disponível, a empresa atingiu a marca de 1,957 milhão de barris por dia produzidos em suas operações no Brasil.
O Plano de Negócios e Gestão fala em fechar 2013 com um volume em torno dos 2 milhões de barris por dia, equivalente ao registrado no ano anterior. O volume final ainda não foi divulgado
P-55
O primeiro reforço para a produção deste ano começou a operar no último dia de 2013. Com capacidade para produzir 180 mil barris por dia, a plataforma P-55 já está extraindo petróleo do campo de Roncador, hoje o maior produtor nacional. A unidade ainda está sendo interligada aos poços produtores e terá sua curva de produção ampliada nos próximos meses.
Nos últimos dias, deixaram os estaleiros Brasfels e Atlântico Sul, rumo aos campos de Papa Terra e Roncador, as plataformas P-61 e P-62. A primeira vai operar em conjunto com a P-63 em um sistema capaz de produzir 140 mil barris por dia, com início de operações previsto para o segundo trimestre.
Com capacidade de 180 mil barris por dia, a P-62 deve começar a produzir também no segundo trimestre. Antes, no primeiro trimestre, a estatal inicia as operações da P-58, na província conhecida como Parque das Baleias, no Espírito Santo, que tem reservas do pré-sal.
Para o final do ano, duas novas unidades serão instaladas no pré-sal, desta vez na Bacia de Santos: Cidade de Ilhabela e Cidade de Mangaratiba, nos campos de Sapinhoá Norte e Iracema Sul. Nos dois casos, o primeiro óleo está previsto para o quarto trimestre de 2014.
Três das unidades previstas para este ano deveriam ter iniciado as operações em 2013, segundo o Plano de Negócios e Gestão, mas sofreram atrasos. Dificuldades na conclusão das obras em plataformas têm sido uma das causas para o mau desempenho da produção nacional de petróleo, que chegou a superar o consumo em 2006, batendo a casa dos 2,1 milhões de barris por dia em 2011, mas vem caindo desde então, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Mais velocidade em 2016
A Petrobras é responsável por 91% do volume extraído no Brasil, incluindo os campos onde tem parceria com empresas privadas.
De acordo com as projeções da estatal, sua produção de petróleo começará a crescer em ritmo mais acelerado a partir de 2016, quando está prevista a entrada de sete plataformas do pré-sal da Bacia de Santos. A companhia espera chegar a 2020 com um volume de 4,2 milhões de barris por dia, dobrando a produção no período.
A dificuldade em ampliar a produção no curto prazo, aliada à defasagem nos preços internos dos combustíveis, é apontada por analistas como uma das principais razões para o mau desempenho da empresa em bolsa de valores nos últimos anos. 
Em 2013, foram poucas as vezes que as ações da Petrobras ultrapassaram a barreira dos R$ 20. No ano, os papéis acumularam queda de 9,68%.
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