Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 9 de março de 2014

Fragmentações de um sistema político e eleitoral falido!

Fragmentações de um sistema político e eleitoral falido! - por Diogo Costa, da sua página no Facebook

Ótimo texto do Diogo Costa no qual ele explica porque as elites impedem a Reforma Política no país e promovem um verdadeiro festival de criação de partidos políticos que, na sua imensa maioria, não tem nenhuma representatividade na sociedade brasileira.

 FRAGMENTAÇÕES DE UM SISTEMA POLÍTICO E ELEITORAL FALIDO - Existem vários fatores a respeito da debilidade institucional (parlamentar) do PT, mas um deles é pouco comentado e talvez seja o mais importante. A saber:

A partir de 1980 houve o fim do bipartidarismo forçado da ditadura militar. No início daquela década tínhamos os seguintes partidos - PDS, PMDB, PTB, PDT e PT. Guardem bem o número daquela época, apenas 05 partidos políticos.

Em 1985, em função da campanha das Diretas (que fracassou no ano anterior) e da disputa entre Paulo Maluf e Tancredo Neves pela presidência (eleição indireta), houve um racha no PDS e se criou ali o então PFL. Pois bem, chegamos ao final do ano de 1990 com o registro de 12 partidos políticos no Brasil.

No final do ano de 1995 o número de partidos aumentou para 17. Até o final do ano de 2000, novo aumento, desta vez para 24 agremiações. Ao final do ano de 2010 (uma década depois) o número de partidos subiu para impressionantes 27 legendas. Atualmente temos o registro oficial de absurdos 32 partidos políticos do país.

E não para por aí!

Existem vários outros pedidos de registro para partidos políticos. Os mais conhecidos são os pedidos da Rede, de Marina Silva; o pedido da Arena (cuja maior liderança é uma moça da cidade de Caxias do Sul); o Partido Militar e o Partido Pirata, etc, etc e etc...

É esta a fragmentação que impede que o PT e outros partidos programáticos aumentem as suas bancadas! Como resolver isto? Através de uma ampla reforma política que implemente o financiamento público exclusivo e o voto em lista.

Lembrem que Dilma propôs uma Assembleia Constituinte específica para tratar do tema da reforma política, em junho do ano passado, e foi instantaneamente boicotada e sabotada pelo parlamento conservador!

Enfim, é mais ou menos isto. O sistema político e eleitoral do Brasil atual torna o país praticamente ingovernável sem as malfadadas alianças e a situação, infelizmente, tende a piorar.

Como fazer política num país que aumentou de 05 para 32 o número de partidos (e vai ainda aumentar mais...) em apenas trinta e poucos anos? Este é o drama atual.

Quem se beneficia desta situação esdrúxula é justamente o Centrão conservador existente no parlamento, que bem ou mal sempre existiu no Brasil e que sempre atuou para barrar ou para retardar ao máximo as transformações sociais que a cidadania reclama há décadas.

Para frear a força do PT (como já estão fazendo), não tenham dúvidas, se preciso for, deixarão criar 50 ou mais partidos políticos no Brasil. É assim que pretendem voltar ao poder e, posteriormente, reformar o sistema de modo conservador, implementando o pérfido sistema de voto distrital.

O curioso é que se este roteiro conservador de voto distrital vier a vingar no futuro próximo quem mais sofrerá os seus efeitos, ficando sem nenhuma representação parlamentar alguma, são justamente as agremiações esquerdistas que hoje fazem da crítica virulenta ao PT o seu objetivo tático e estratégico.

A elite brasileira sabe muito bem como se portar na política, desde sempre. Perdem até um ou outro anel de vez em quando, mas os dedos, infelizmente, continuam intactos.


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