Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

quarta-feira, 5 de março de 2014

Os EUA, o PNAC e a conquista do Grande Médio Oriente pelo Ocidente Imperialista! - por Marcos Doniseti!

Os EUA, o PNAC e a conquista do Grande Médio Oriente pelo Ocidente Imperialista! - por Marcos Doniseti!
Livro de Moniz Bandeira, lançado em 2013, é fundamental para se compreender a atual estratégia de dominação global por parte dos EUA e dos seus aliados.

No livro 'A Segunda Guerra Fria', o historiador Moniz Bandeira diz que todas essas guerras que os EUA fizeram e fazem no Iraque, Afeganistão, Líbia, Síria e o apoio a processos de desestabilização na Tunísia, Egito, etc, visa dividir este países em regiões menores e mais fracas, o que irá facilitar a dominação dos ianques e de seus aliados sobre os mesmos. 

Vejam que nestes países havia governos que, mesmo de uma forma autoritária, mantinham um mínimo de unidade nacional, o que lhes dava condições de resistir às ordens que emanavam de Washington. 

Exemplos: O governo do Taleban, no Afeganistão, se recusou a permitir a construção de um oleoduto que atravessasse o território do país, o que geraria imensos benefícios para o Ocidente Imperialista. Por isso mesmo os planos para a invasão do país já estavam prontos vários meses antes dos atentados de 11 de Setembro. 

No caso do Iraque, os planos de invasão do país remetiam ao governo Reagan, sendo mais antigos ainda, portanto. E isso acontecia porque Saddam apoiava a luta dos palestinos contra Israel, era rival da Arábia Saudita e das monarquias teocráticas do Golfo Pérsico (Kuwait, Bahrein, Omã, Qatar, Emirados Árabes Unidos) e, ainda, mantinha o país sob controle e unido, por meio de um Estado forte e autoritário. 

Tudo isso dificultava os planos dos EUA para controlar as reservas de petróleo do Oriente Médio, é claro.

Desta maneira, os EUA-OTAN decidiram refazer o mapa político da região que eles chamam de 'Grande Médio Oriente' (que vai do Norte da África até a Asia Central, passando pelo chamado Chifre da África e Cáucaso), visando destruir, de fato, com estes Estados Nacionais que existem ali, mas cujos governos impunham limites às ações dos EUA e da OTAN, enfim, do Ocidente Imperialista na região. 

A Líbia de Gaddafi era outro exemplo disso: Seu governo mantinha o país unido, via acordos políticos com as principais tribos do país. Gaddafi também era rival de Israel e da Arábia Saudita. E entre as iniciativas de Gaddafi, previa-se a criação de um Bloco Econômico entre os países da África e tal Bloco teria a sua própria moeda, deixando de usar o dólar. 


Mapa do Grande Médio Oriente. 


E nada ameaça mais a hegemonia global dos EUA do que a possibilidade de que o dólar deixe de ser a moeda de reserva de valor, bem como a mais utilizada nas transações financeiras e no comércio internacional. É graças a isso que os EUA conseguem financiar as suas guerras, gastos militares e o seu consumismo desenfreado.

Então, para viabilizar o PNAC (Projeto para um Novo Século Americano), que visa manter a hegemonia global dos EUA por todo o século XXI, bem como evitar que surja qualquer nova potência que possa vir a ameaçar tal hegemonia, nada como destruir a unidade nacional de países que não se submetem à vontade imperial ianque. 

Aliás, isso já foi tentado na América do Sul, na Bolívia, quando os EUA estimularam a elite da região de Santa Cruz a tentar um Golpe de Estado que tinha claras intenções separatistas. Mas isso fracassou, porque a unidade nacional dos países latino-americanos é mais forte, sem as divisões tribais, étnicas e religiosas que ainda dividem e enfraquecem os países do Grande Médio Oriente.  

Assim, a estratégia dos EUA é clara: Explorar as inúmeras divisões, diferenças e interesses conflitantes existentes entre os próprios países muçulmanos (exemplos: Irã X Arábia Saudita; Turquia X Irã; Síria X Arábia Saudita, etc) e promover guerras, golpes e processos de desestabilização que inviabilizem a manutenção da unidade nacional das nações do Grande Médio Oriente a fim de facilitar a dominação e o controle dos países e territórios desta vasta, populosa e rica região por parte do Ocidente Imperialista, num processo que têm, é claro, os EUA no comando. 

É a velha estratégia do 'dividir e jogar um contra o outro para poder reinar'.
Obama e os líderes da Arábia Saudita, uma teocracia mediavel e obscurantista, onde os direitos das mulheres não são respeitados, blogueiros são condenados à receber chibatadas e sequer existem Parlamento e Partidos políticos. EUA e Sauditas são aliados estratégicos desde a época da Segunda Guerra Mundial, quando ficou claro para os líderes ianques que o petróleo do Oriente Médio seria fundamental para a recuperação econômica da Europa e para a continuidade do crescimento dos EUA no Pós-Guerra.

Links:

Khadafi defendia união econômica e política da África:

http://opais.sapo.mz/index.php/economia/38-economia/9777-libia-sugere-construcao-de-forca-economica-arabo-africana-.html

A divisão da Líbia:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/03/combates-entre-jihadistas-e-milicianos-deixam-12-mortos-na-libia.html

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