Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sábado, 19 de abril de 2014

Aécio Campos e Eduardo Neves: Candidaturas usam estratégias complementares! - por Marcos Doniseti!

Aécio Campos e Eduardo Neves: Candidaturas usam estratégias complementares! - por Marcos Doniseti!


Como se percebe, capacidade administrativa não é o forte dos tucanos...

Nas últimas semanas, ficou mais claro, pelo menos para mim, que os dois principais candidatos de oposição, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), que estão adotando um discurso bastante crítico em relação ao atual governo federal, estão usando de estratégias distintas, mas complementares, para poder derrotar Dilma na próxima eleição presidencial. 

Assim, enquanto Aécio foca o seu discurso na necessidade de se adotar 'medidas impopulares' (aumento de impostos, elevação dos juros, cortes nos investimentos públicos e nos gastos sociais, interrupção dos reajustes salariais, aumento das tarifas de energia e dos preços dos combustíveis, privatizações de toda a infra-estrutura do país), o candidato do PSB opta por fazer um discurso que prioriza um suposto abandono, por parte do governo Dilma, das políticas implantadas pelo governo Lula.

Assim, cada um dos candidatos oposicionistas escolhe por atuar em um flanco diferente a fim de derrotar Dilma.

Enquanto Aécio tenta consolidar a sua candidatura junto a um eleitorado elitista (principalmente a classe média mais abastada, mais conservadora e tradicional do Centro-Sul do país) e mais conservador ideologicamente, que defende o Neoliberalismo e que se vê fortemente incomodado com as políticas de inclusão social que estão reduzindo a concentração de renda, as desigualdades sociais, a pobreza e a miséria no país, bem como tornaram acessiveis aos mais pobres bens e serviços aos quais, anteriormente, nem sonhavam (carro zero km, casa própria, viajar de avião, filhos tendo acesso ao Ensino Superior). 

Assim, o discurso do candidato tucano visa claramente conquistar o voto destes eleitores conservadores  que reclamam que 'Aeroporto virou Rodoviária' e para os quais a melhoria das condições de vida dos mais pobres e dos trabalhadores assalariados representaria uma ameaça ao seu status, às suas posições e ao seu prestígio na sociedade.


Como parte da campanha de defesa da Petrobras, o SuperAécio irá fazer uma Viagem ao Fundo do Mar, com o objetivo de resgatar a P-36, que afundou no Oceano Atlântico durante o governo FHC.

Afinal, como perguntou Danuza Leão, que graça tem viajar para Paris quando o porteiro do prédio no qual ela mora também pode fazer o mesmo?

Mas entendo que ninguém ganha eleição dizendo que ficará tomando medidas impopulares (ou seja, ferrando o povo) durante todo o seu mandato. Isso não existe. E é claro que os principais líderes oposicionistas sabem disso. 

Portanto, é possível concluir que o candidato da Direita mais perigoso, mesmo, para a presidenta Dilma, é Eduardo Campos, seu ex-aliado que apoiou o governo Lula e que, até outro dia, ocupava inúmeros cargos no governo federal, incluindo ministérios e cargos em empresas estatais. 

Desta maneira, Aécio sai candidato à Presidente da República para fazer o discurso agressivo e de caráter mais ideológico (defendendo, claramente, a adoção de uma política Neoliberal, totalmente favorável aos interesses do sistema financeiro e do grande capital financeiro especulativo globalizado) e, no fundo, sabendo de antemão que, com esse discurso, ele não terá chance alguma de vitória, mesmo que jamais venha a admitir isso.

Já o candidato do PSB (o mesmo partido no qual convivem Heráclito Fortes, Jorge Bornhausen e Luiza Erundina) entra na campanha presidencial fazendo o papel do 'bom moço', comendo pelas beiradas, com a ajuda de Marina Silva e da Grande Mídia Golpista. Seu discurso volta-se mais para criticar um suposto (e, de fato, inexistente) abandono, por parte do governo Dilma, das políticas implantadas no governo Lula.

Assim, eles seguem, aparentemente, o seu próprio caminho, com cada um deles atacando a candidatura de Dilma, usando de um discurso diferente mas que, na verdade, se complementam.

Depois, caso venhamos a ter um segundo turno, Aécio e Campos irão se unir contra a candidatura de Dilma, é claro, explicitando essa aliança que já está mais do que consolidada desde o início da campanha presidencial. 

Logo, as suas candidaturas são complementares e, embora, aparentemente corram em raia própria, o destino de uma está diretamente atrelado ao da outra. 


Os tucanos podem fazer de tudo que não são incomodados porque são blindados e protegidos pela Grande Mídia. 

E também já está mais do que evidente de que existe um compromisso mútuo de que caso um deles venha a vencer a eleição presidencial, o mesmo irá apoiar a candidatura do outro na disputa seguinte. 

Isso ajudaria a explicar, também, porque Aécio Neves defendeu o fim da reeleição e a adoção de um mandato presidencial de cinco anos. Assim, caso um deles vença a eleição, o outro será apoiado na eleição seguinte (em 2019) pelo candidato que for vitorioso agora, em 2014. 

Mas é claro que toda essa estratégia dependerá, fundamentalmente, de convencer o eleitorado brasileiro a votar e eleger um deles. Afinal, como perguntou o genial Mané Garrincha: 'Já combinou tudo isso com o adversário?'. 

Até o momento, essa possibilidade é bastante remota. 

Primeiro porque a possibilidade de realização de um segundo turno ainda não é apontada por nenhuma pesquisa feita até o momento, mesmo com todo o esforço midiático e oposicionista para derrubar a popularidade do governo Dilma e da, é claro, candidatura desta à reeleição. 

E o segundo motivo é que todas as pesquisas mostram, até agora, que Dilma derrotaria qualquer um dos seus eventuais adversários no segundo turno, não importando quem seja o mesmo (Aécio, Campos ou mesmo Marina).

E as pesquisas também mostram que Dilma tem, praticamente consolidado, cerca de 40% das intenções de voto. E como cerca de 15% a 20% dos eleitores dizem que não votarão em ninguém ou dizem que ainda estão indecisos (a soma das duas opções é de, pelo menos, um terço do eleitorado, dependendo da pesquisa) sobram apenas 25% do eleitorado para ser conquistados pelas candidaturas de oposição. 

Aliás, a mais recente pesquisa Vox Populi mostrou que a soma dos candidatos oposicionistas é justamente de 26% (Aécio 16%, Campos 8% e Pastor Everaldo 2%), ou seja, cerca de um quarto do eleitorado. Enquanto isso, Dilma tem 40% das intenções de voto.  E os eleitotres que optam por Brancos-Nulos-Nenhum somam 33% (18% de indecisos e outros 15% que não votam em ninguém).

Portanto, a tarefa da oposição não será nada fácil. 




Existe uma parcela considerável da população que se sente diretamente beneficiada pelas políticas de distribuição de renda e de inclusão social adotadas a partir do governo Lula e que tiveram continuidade no governo Dilma, que as complementou com a criação de novas (exemplos: o Mais Médicos e o Pronatec). 

Além disso, o governo Dilma terá muito o que mostrar daqui até o dia da eleição, incluindo grandes obras de infra-estrutura (usinas hidrelétricas, refinarias, rodovidas, ferrovias, transposição, etc). Desde a crise da dívida externa no início dos anos 1980 que o Brasil não investia tanto em infra-estrutura.

 E é claro que a oposição sabe que não terá uma missão nada fácil, mesmo que seus dois principais candidatos adotem estratégias complementares de campanha.
A campanha (que já começou) é dura e difícil, mas tudo aponta, até o momento, para uma vitória da atual presidenta no primeiro turno. 

Pesquisa Vox Populi mostra Dilma com 40% e candidatos oposicionistas com 26%!

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/politica/noticia/2014/04/segundo-pesquisa-vox-populi-dilma-venceria-no-1-turno-com-40-4476625.html

Armínio defende medidas impopulares por parte de Aécio:

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/136613/Arm%C3%ADnio-defende-A%C3%A9cio-e-medidas-impopulares.htm

Gleisi questiona: Que medidas impopulares são essas?

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/136121/Gleisi-ao-247-%E2%80%9CQue--medidas-impopulares-eles-prop%C3%B5em%E2%80%9D.htm


Afinal, que medidas impopulares são essas, Aécio? Vamos conversar?


Eduardo Campos critica governo Dilma e elogia FHC:

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2014/02/25/interna_politica,491304/em-discurso-para-empresarios-eduardo-campos-critica-dilma-e-elogia-fhc.shtml

Armínio Fraga: Salários já subiram muito, gastos públicos devem ser limitados e tarifas de energia e preços de combustíveis deverão subir:


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