Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Armínio Fraga explica como os tucanos irão destruir o Brasil caso Aécio seja eleito! - por Marcos Doniseti!

Armínio Fraga explica como os tucanos irão destruir o Brasil caso Aécio seja eleito! - por Marcos Doniseti!


A imagem acima mostra o exato instante em que Aécio se preparava para resgatar a P-36, maior plataforma de petróleo do mundo e que afundou no Oceano Atlântico no governo FHC.

Leiam essa entrevista do Armínio Fraga, futuro ministro da Fazenda do Aécio (caso este seja eleito, é claro) e descubram como os tucanos pretendem destruir o Brasil caso vençam a eleição presidencial deste ano:

Destaco alguns trechos da entrevista e depois eu traduzo o que ele disse, ok? 

Vamos lá, então:

1) Olhando aqui para dentro no Brasil, hoje o governo concede 60% do crédito, que incorpora ainda repasses do BNDES. Há não muitos anos eram 40%. 

Traduzindo: 'Vamos reduzir o papel dos bancos públicos e fortalecer o dos bancos privados, para que estes possam lucrar muito mais'. 

2) Estamos na situação singular de subsidiar o setor de combustíveis fósseis - algo que vai na contra mão da recomendação técnica. 

Traduzindo: 'Vamos aumentar fortemente o preço dos combustíveis fósseis (gasolina, óleo diesel, etc);

3) Eu sou cético em relação a ideia de que um País como nosso pode e se desenvolver com um Estado grande demais. 

Traduzindo: 'Vamos reduzir o papel do Estado na economia e na área social, privatizando o que o FHC não conseguiu privatizar.'.;

4) A política de subsidiar ou reduzir de maneira artificial o custo da energia aponta na direção de mais escassez lá na frente. Não ajuda. Há que se tomar muito cuidado. 

Traduzindo: 'Vamos aumentar fortemente as tarifas de energia'.

5) Deveríamos ter metas claras e transparentes para a contabilidade do saldo primário. As metas deveriam ser plurianuais. Haveria também um comprometimento com a normalização dessa situação de inflação reprimida e, ao mesmo tempo, a busca de convergência para a meta. Se as duas ações são coerentes, elas se reforçam. 

Traduzindo: 'Iremos aumentar muito o nível do superávit primário e, para isso, iremos cortar fortemente os gastos públicos. E a taxa de juros (Selic) será muito maior do que é hoje'.

6) Na infraestrutura, ao meu ver, seria necessário um trabalho detalhado em cada área, repensando o que vem sendo feito, procurando estimular o debate e o entendimento sobre porque as coisas não estão acontecendo. Penso que há dimensões que são de arquitetura - do desenho mesmo. Mas tem também o lado da execução. É preciso repensar o modelo com o setor privado em diferentes áreas. Em vários casos, pode caber privatização. A agenda da infraestrutura é muito ampla - inclui portos, aeroportos, ferrovias, rodovias, energia, telecomunicações, saneamento. Inclui praticamente tudo da nossa infraestrutura. 


A economia crescer e, ao mesmo tempo, reduzir a concentração de renda. Isso é populismo, segundo Armínio Fraga.


Traduzindo: 'Vamos privatizar todo o setor de infra-estrutura do país. E não serão concessões, não, mas privatizações, mesmo, ok?'.

7) Hoje, para um País de renda média, nos temos uma carga tributária muito elevada. Isso é contraproducente. Isso está dentro daquela ideia de que a economia precisa continuar trabalhando para melhorar a distribuição de renda desse País - que é terrível ainda - mas, ao mesmo tempo, precisa também criar condições para que a taxa de investimento também aumente, para que o País seja mais produtivo. 

Traduzindo: 'Vamos acabar com os programas de inclusão social e os investimentos sociais serão bastante reduzidos. Assim, o Estado poderá reduzir os impostos sobre as grandes empresas e os mais ricos, coitados, para que eles possam ficar ainda mais ricos do que já são'. 

8) Os gastos teriam que crescer igual ou abaixo do PIB. E na trajetória que está os gastos crescem mais que o PIB...Há muito tempo - e isso é natural. A sociedade tem demandas. Por mais que tenha crescido e melhorado muito nos últimos 20 anos, o Brasil ainda é um País carente. Mas é fato que se você fizer uma pesquisa vai identificar que a sociedade quer tudo. Mas isso é uma grande ilusão.

Traduzindo: 'Vamos cortar violentamente os investimentos públicos, os gastos sociais, arrochar os salários do funcionalismo e parar de reajustar o salário mínimo (pois eleva os gastos da Previdência Social) para que as pessoas parem de se iludir e deixem de desejar uma vida melhor'. 

9) Mas elas (Obs: as reformas) estão na categoria de questões polêmicas que se prestam ao populismo que, ao meu ver, não agregam nada à qualidade da discussão e ao próprio eleitor.


Traduzindo: 'Vamos acabar com essa história do governo federal criar programas sociais e iremos reduzir fortemente os gastos na área social. ProUni, Pronatec, Minha Casa Minha Vida... Vamos acabar com todo esse festival de populismo. Somente assim poderemos colocar o governo a serviço dos mais ricos e ferrar os pobres, os trabalhadores e todos os que vivem de salário'.  


Para Armínio Fraga, o desemprego baixo pode ser algo ruim. Onde já se viu um absurdo desses, não é mesmo?


10) O próprio Aécio falou que está disposto a tomar medidas impopulares...

Sim, falou. Mas o que ele não falou - e eu não tenho procuração para falar por ele - é que o custo de tomar as medidas por ventura impopulares é muito menor do que o de não tomar. As pessoas têm de cair na real.

Traduzindo: 'Votem no Aécio, seus idiotas. Assim, poderemos ferrar com todos vocês, pobres, assalariados, remediados e outros que insistem em trabalhar e estudar duro para desfrutar de uma vida melhor. No governo do Aécio vamos acabar com essa pouca-vergonha. Viva os Ricos!'.  

11) É preciso incluir tudo no orçamento - todos os subsídios - e discutir o que dá para fazer e o que não dá para fazer. 

Traduzindo: 'Vamos acabar com todos os subsídios que beneficiam aos mais pobres e aos trabalhadores, como os do Pronaf, do Minha Casa Minha Vida, do ProUni, etc. Em compensação, os subsídios para os mais ricos irão aumentar bastante. Nosso slogan será 'Fodam-se os Pobres e os Trabalhadores. Viva os Ricos!'. 

12) Então é preciso que o Estado também faça a sua parte. Mas isso não querer dizer que seja preciso aumentar o gasto público. Aumentar o gasto pode gerar demanda no curto prazo. Mas demanda não basta. É preciso resposta da oferta: mais produção, mas emprego, mais investimento.

Traduzindo: 'Vamos implantar o Estado Mínimo no Brasil e entregar tudo para o setor privado, que funciona de forma maravilhosa e no mundo inteiro. Basta ver os casos da Grécia, Espanha, Portugal... ah não, péra... acho que me enganei'. 

13) É preciso ter na cabeça a sequência do que aconteceu. O Plano Real tirou o País do caos. Não havia chance para nós na bagunça da hiperinflação. Depois veio a reforma do Estado. O Estado no Brasil fazia coisas demais. Estava envolvido em siderurgia, fertilizantes, tinha presença maciça no setor financeiro, com bancos estaduais. Nada daquilo vinha dando certo.

Traduzindo: 'As privatizações do governo FHC foram maravilhosas e deram resultados espetaculares. Exemplos disso: Antes do governo FHC o Brasil importava 30% dos fertilizantes que consumia. E agora importamos 70%. Isso não é sensacional??? E as privatizações na área de energia foram tão bem feitas que tivemos um racionamento de energia elétrica em todo o país, menos no Sul, por culpa da Dilma, que era secretária de Energia do RS e não deixou isso acontecer por lá... Por isso é que com o Aécio na Presidência da República voltaremos com tudo a retomar as privatizações. Não seria uma má ideia, por exemplo, privatizar o BNDES, a CEF, o BB, a Petrobras, o FGTS, o FAT, a Casa da Moeda, o Congresso Nacional, o STF e o Palácio do Planalto'. 

A produção de grãos do Brasil é fortemente subsidiada. Mas como o Armínio Fraga atacou os subsídios, pode se preparar para morrer de fome. 


14)  O salário mínimo cresceu muito ao longo dos anos. É uma questão de fazer conta.

Traduzindo: 'Vocês querem novos aumentos para o salário mínimo a partir de 2015? Então, votem na Dilma, pois no governo do Aécio isso não irá mais acontecer. Afinal, é preciso acabar com o populismo...'

15) Outras perguntas que chegam com frequência é sobre como fazer a reforma tributária, o que fazer com as desonerações, o que fazer com os preços congelados - vão liberar de uma vez, vão fazer gradualmente?

Traduzindo: 'Vamos promover um forte aumento de impostos, acabar com as desonerações que beneficiaram inúmeros setores da economia e aumentar fortemente os preços das tarifas de serviços públicos (energia, combustíveis, etc).'.

16) O Brasil, bem ou mal, está com o desemprego baixo.

Traduzindo: 'Essa situação de desemprego baixo é um absurdo total. Isso é obra de governo populista. Vamos aumentar fortemente o desemprego, pois somente assim teremos como promover um forte arrocho salarial que aumente os lucros das grandes empresas e beneficie aos mais ricos, que não precisarão mais pagar tanto pelos serviços prestados por empregadas domésticas, pedreiros, encanadores, eletricistas, etc. Esse povo ganha demais. Assim, poderemos acabar com esse maldito populismo.'.

17) Toda a política externa do Brasil precisa ser repensada. Essa estranha predileção por parcerias e aproximações com regimes autoritários, como Cuba e outros exóticos, não tem trazido nenhum benefício ao Brasil. Não quero dizer que o Brasil não precisa ter um diálogo com todo mundo, com a Venezuela, por exemplo. Mas o Brasil precisa se engatar nas grandes locomotivas mundiais. 

Traduzindo: 'Vamos ajudar os EUA a derrubar todos esses malditos governos populistas eleitos democraticamente na América Latina: Venezuela, Bolívia, Equador, Uruguai, El Salvador, etc. E voltaremos a ser uma mera neocolônia dos países ricos, que são a grande locomotiva da economia mundial, apesar de estarem com as suas economias fortemente estagnadas há muitos anos e de que as previsões para elas é de crescimento baixo por muitos anos... não péra, acho que me confundi. Quem está crescendo tanto, assim, são os países emergentes, com os quais os governos Lula-Dilma estabeleceram relações mais intensas... Pensando bem, ah, deixa pra lá, vai...'.


Os governos Lula-Dilma priorizaram as relações econômicas com os países emergentes e vejam  o que aconteceu: aumentou a particição do Brasil no comércio mundial. Segundo Armínio Fraga, isso é populismo e tem que acabar. 


18) O sr. é a favor da autonomia do Banco Central?

Sou. E sou porque, na prática, é o que os governos tendem a fazer na maior parte do mundo. 

Traduzindo: 'E sou a favor da independência do BC porque é assim que funciona em todos os países onde o sistema financeiro manda e desmanda no governo. E como eu sou um representante dos interesses do sistema financeiro e um especulador que ganha horrores com a especulação, é claro que isso será muito bom para mim também, certo?'.

19) O sistema de metas de inflação é muito bom, mas sozinho não chega lá - é preciso uma âncora fiscal. Foi o que aconteceu naquela época. Lembro muito bem do esforço fiscal, naquele momento muito maior e, em paralelo ao esforço de aumentar o saldo primário, houve também todo um trabalho que desembocou na Lei de Responsabilidade Fiscal. Nós que estávamos no governo na época já procurávamos cumprir. 

Traduzindo: 'Vamos promover um violento arrocho salarial, um brutal aumento de impostos, um forte corte nos gastos sociais, um gigantesco aumento nas tarifas de energia, telefone e de combustíveis, a fim de ferrar ainda mais os trabalhadores e os mais pobres e poder beneficiar os ricos e as grandes empresas, principalmente as grandes multinacionais e o sistema financeiro, é claro.' 

20) Mas o BNDES vem se agigantando, fazendo empréstimos a taxas muito baixas, sem, ao meu ver, uma análise do impacto social desses programas, até para que se possa decidir se vale a pena continuar ou não. 

Traduzindo: 'Vamos fazer igual ao que foi realizado governo FHC, quando o BNDES emprestava pouco mais de R$ 22 bilhões anualmente, enquanto que hoje ele empresta R$ 190 bilhões, o que é um absurdo total. Onde já se viu fazer tantos empréstinos, com juros baixos, para o setor produtivo brasileiro, para que este possa investir mais, gerar milhões de novos empregos, aumentar os salários, elevar as exportações, ampliar e modernizar a infra-estrutura e melhorar as condições de vida da população? Isso não pode acontecer. Isso é populismo. Assim, vamos encolher o BNDES até que ele fique tão fraco e pequeno que possamos privatizá-los sem que ninguém reclame.'.

Essa é a mudança que Armínio Fraga deseja para o Brasil: colocar no poder federal o PSDB, o partido dos racionamentos. 


21) O papel da indústria é muito importante. É inegável que a nossa indústria vive um momento difícil. O ataque nessa questão precisa ser feito em várias frentes. Toda essa questão do Custo Brasil, da infraestrutura, da questão tributária faz parte da resposta, bem como a integração do País às cadeias globais...Mas é inegável, também, que a evolução natural do desenvolvimento leva o setor de serviços a ficar maior do que o da indústria. Não há problema nisso. 

Traduzindo: "Como iremos desnacionalizar fortemente a economia brasileira e promoveremos um arrocho salarial gigantesco, uma forte redução nos gastos sociais e nos investimentos públicos, um imenso aumento de impostos e nas tarifas de energia e combustíveis, então não sobrará indústria para contar história. Daí todos irão trabalhar no setor de serviços, principalmente os mais precários, que pagam salários menores, é claro. Porque, como vocês sabem, os salários subiram muito no Brasil. E com tudo isso acabaremos com o maldito populismo de uma vez por todas.'.

22) Desde que haja - e no caso do meu relacionamento com o senador Aécio há - um alinhamento muito grande de visões de sociedade, de governo. É uma visão genuinamente progressista e eficiente, que tem capacidade de entregar resultado. Eu fiquei muito contente quando ele me procurou.

Traduzindo: 'Como o Aécio não entende lhufas sobre Economia, quem vai mandar no setor serei eu, é claro. E daí irei acabar com o populismo.'.

23) Eu acredito no debate que acontece pela imprensa, mais no caderno econômico do que no de política, aqui no Brasil. O debate econômico é muito bom. Eu leio os jornais de outros países. O Brasil tem densidade nessa discussão. 

Traduzindo: 'A Miriam Leitão é uma economista sensacional. O Sardenberg é fantástico. O Vinícius Torres Freire é fabuloso. Eles nunca erraram uma única previsão. Eu até hoje não entendo como todos eles não ganharam o Prêmio Nobel de Economia. E a imprensa brasileira é a melhor do mundo. Até porque é ela que abre espaço para que eu possa falar tanta bobagem...'.

Bem, se o país que você quer é esse que o Armínio Fraga descreveu em sua entrevista, então vote no Aécio. Ou no Eduardo Campos. Dá na mesma. 

Sabe essa história do salário mínimo subir todos os anos, acima da inflação, política essa que foi adotada a partir do governo Lula e ao qual Dilma deu continuidade? Vote no Aécio, que isso irá acabar. Afinal, isso é populismo...

Um comentário:

Pedro Paulo Salazar Sanches disse...

POR ISTO QUE ESTAMOS CONSEGUINDO EM 3 ELEIÇÕES CONSECUTIVAS ELEGER OS NOSSO PRESIDENTES E TEMOS AGORA QUE SABEMOS O QUE SÃO ESTES MERCADISTAS, RENTISTAS E ENTREGUISTAS, VOTARMOS EM MAIS PETISTAS PARA O SENADO, DEP. FEDERAL E DEP. ESTADUAIS.