Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Antonio Lassance - Dilma voltou à ofensiva no discurso para o 1° de Maio!

Dilma voltou à ofensiva no discurso para o 1° de Maio - por Antonio Lassance, da Carta Maior



Salário mínimo, Bolsa Família e tabela de IR: sobre este tripé a oposição titubeia em se pronunciar. O que Aécio e Eduardo Campos têm a falar sobre isso?

Dilma voltou à ofensiva. Colocou em debate a discussão sobre qual é a prioridade da política econômica e desafiou os adversários a mostrarem quem são e o que querem para os trabalhadores.

O recado foi claro para a turma do ajuste fiscal a qualquer custo - as candidaturas de Aécio e Eduardo Campos.

Os candidatos oposicionistas continuam fazendo discursos que soam como música aos financiadores de campanha, principalmente para os bancos. Dilma resolveu fazer um discurso para os trabalhadores.

Lembrou que a prioridade de uma política econômica deve ser a de garantir emprego e salário. A própria importância do controle da inflação deve ter como objetivo central preservar a renda do trabalhador, principalmente os mais pobres.

Rebateu os que falam em um suposto descontrole da inflação com o dado objetivo de que os últimos 11 anos foram o período mais longo de inflação baixa de toda a história brasileira.

Nesse mesmo período, o salário do trabalhador cresceu 70% acima da inflação. Foram gerados mais de 20 milhões de novos empregos com carteira assinada. Só durante o governo Dilma, foram 4,8 milhões de novos empregos.

A luta mais difícil e importante é "a luta do emprego e do salário", disse no pronunciamento. Em seguida, anunciou que assinou uma Medida Provisória que corrige a tabela do Imposto de Renda e um decreto que reajusta em 10% os valores do Bolsa Família.

Uma outra medida importante para os trabalhadores já fazia parte da proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2015: o reajuste do salário mínimo de 7,71% (R$ 779,00), mais uma vez, acima da inflação.

A consequência do pronunciamento e dessas decisões, no curto prazo, é que Dilma será duramente atacada e precisará reagir com novas ofensivas demarcadoras de sua posição. Precisará forçar seus opositores a assumirem a face antipopular de suas candidaturas.

Depois de ter sido obrigada, em 2013, a promover um recuo em sua política econômica diante do terrorismo fiscal dos que pintavam cenários pessimistas, Dilma pode ter percebido, claramente, que recuar não melhorou em nada sua situação.

A elevação da taxa de juros Selic e o duro contingenciamento previsto para o ano de 2014 não fizeram nem cócegas nos adeptos da obsessão fiscal. Se Dilma fechar o governo e jogar a chave fora, seus críticos continuarão achando pouco.

A turma do tripé pode ter cometido um erro crasso: forçou Dilma a trazer o debate da política econômica para o campo da prioridade social e a colocar na berlinda os interesses que estão por trás da política de ajuste fiscal e juros altos. Conforme disse, não é gente preocupada nem com o crescimento do país, muito menos com o emprego e o salário dos trabalhadores.

Dilma pode ter finalmente firmado o golpe e encontrado o mote de sua campanha, capaz de demarcar claramente o campo de sua candidatura. Quem quiser, sobretudo, arrocho, que faça bom proveito com Aécio ou Campos.

Em resposta, Aécio já jogou a primeira pedra, mas saiu pela tangente, pipocou, amarelou. Reclamou que Dilma fez discurso de campanha - a oposição acha que discurso de campanha é sua exclusividade.

Mais cedo ou mais tarde, Aécio e Campos vão ter que abrir a boca para falar de quanto seriam suas propostas de salário mínimo; seus reajustes para o Bolsa Família - e quantos beneficiários iriam mandar embora pela porta de saída, para economizar trocados - e quanto dariam de reajuste na tabela do imposto de renda. Já estão demorando demais a abrir a boca sobre esse outro tripé.

Porém, Dilma que se prepare. Será duramente atacada pelos analistas que falam pelos cotovelos o que seus candidatos prediletos têm vergonha de declarar.

Será acusada de irresponsabilidade fiscal e será alvo de toda a campanha que busca abalar a credibilidade do país junto ao mercado.

A presidenta, mais uma vez, será testada se irá se curvar aos golpes e se retrocederá em sua linha ofensiva.

O diferente é que, a seis meses da eleição, ela já não pode mais piscar, nem pensar duas vezes se tomou a decisão certa. Agora é tarde. O único caminho possível é em frente.

(*) Antonio Lassance é cientista político.

(**) A íntegra do pronunciamento está disponível no Blog do Planalto  ou diretamente pelo Youtube

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