Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sábado, 30 de agosto de 2014

Programa de governo de Marina Silva: Recessão brutal, forte aumento nas tarifas de serviços públicos, corte de programas sociais e redução de investimentos produtivos! - por Marcos Doniseti!

Programa de governo de Marina Silva: Recessão brutal, forte aumento nas tarifas de serviços públicos, corte de programas sociais e redução de investimentos produtivos! - por Marcos Doniseti!


Política recessiva, juros altos, corte de investimentos produtivos e Real supervalorizado dobraram a dívida pública no governo FHC.


O Plano de Governo de Marina Silva defende um aumento brutal de tarifas públicas, corte drástico nos gastos públicos e fim de empréstimos de bancos públicos, com juros baixos, para investimentos produtivos! 

Traduzindo: Teremos uma recessão brutal pela frente caso ela ganhe a eleição. 

Abaixo, comento algus itens do plano de governo de Marina:

1) O Plano de Governo de Marina diz que irá corrigir "os preços administrados que foram represados pelo governo atual". 

Traduzindo: Lá vem um baita de um Tarifaço nos preços dos combustíveis, energia, telefone, etc. Preparem os seus bolsos, brasileiros, pois eles serão esvaziados. 

2) Outro item diz que "Acesso a recursos subsidiados pelo Tesouro Nacional, por meio dos bancos públicos, não pode ser o fator principal de sucesso das nossas empresas". 

Logo, empréstimos do BNDES, do Banco do Brasil e da CEF, com juros baixos, para programas sociais e investimentos produtivos, irão acabar. 

Se isso acontecer, até mesmo programas sociais poderão terminar, como o Minha Casa Minha Vida, que cobra juros menores dos compradores. 


Aumento do desemprego, recessão brutal: Manchetes como essas poderão voltar a ser rotineiras num futuro governo Marina. 


Desta maneira, investimentos produtivos na indústria, infra-estrutura, agricultura, entre outros, serão duramente afetados, pois com juros maiores os custos de se investir no Brasil irão crescer fortemente e isso irá tirar competitividade das empresas brasileiras, o que irá prejudicar as exportações e impedir que elas possam competir com os produtos importados;

3) O plano de governo de Marina diz que 'um governo seu buscaria reduzir o domínio dos estatais Banco do Brasil na oferta de empréstimos ao setor agrícola e Caixa Econômica Federal no crédito imobiliário.'. 

Assim, tais programas serão privatizados e, é claro, os juros serão maiores e a oferta de crédito para a produção de alimentos e para o MCMV será substancialmente reduzida. 

A produção de alimentos irá diminuir, os preços dos mesmos subirão e as importações terão que crescer para atender a demanda (se bem que esta também irá diminuir), o que irá provocar um imenso déficit comercial. E haverá fome, é claro. 

4) O programa de Marina coloca no papel a promessa já feita pela candidata de assegurar a independência do Banco Central, "o mais rapidamente possível, de forma institucional, para que ele possa praticar a política monetária necessária ao controle da inflação".


Marina se rendeu incondicionalmente aos interesses do mercado financeiro, aos quais ela criticava duramente na época  do governo FHC. Ela dizia que os bancos eram 'vorazes por lucro' e não tinham nenhum compromisso com o povo. 


Traduzindo: O Banco Central terá autonomia total para elevar fortemente a Taxa de Juros (para, digamos, 30% ou 40% ao ano) e, com isso, provocar uma recessão brutal que reduza a inflação para o patamar de 3% ao ano, que será a meta de um futuro governo Marina, o que já foi até anunciado pela Neca Setúbal, do Itaú, que é a coordenadora do plano de governo de Marina.  

5) Sobre a questão fiscal, o programa diz que é necessário gerar um superávit primário (a economia feita pelo governo para o pagamento de juros da dívida pública) "para assegurar o controle da inflação". No médio prazo, "os superávits devem ser não só suficientes como também incorporados na estrutura de operação do setor público, de tal maneira que possam ser gerados sem contingenciamentos", diz o documento.

Traduzindo: Teremos um arrocho fiscal brutal, com corte drásticos nos gastos sociais e nos investimentos públicos, pois somente assim será possível elevar o superávit primário.


Marina já garantiu: Se for eleita, o Banco Central será independente e poderá elevar os juros fortemente, até 40% ou 50% ao ano, levando o país a uma crise profunda, sem que o Presidente possa fazer coisa alguma. 


6) Finalmente, sobre o câmbio, o programa promete manter a taxa livre, sem intervenção do BC. Mas deixa a porta aberta para que isso ocorra "ocasionalmente... para eliminar excessos pontuais de volatilidade, com vistas a sinalizar para o mercado que políticas fiscais e monetárias serão os instrumentos de controle de inflação de curto prazo".

Traduzindo: Como a taxa de juros irá subir muito e os gastos públicos sofrerão cortes imensos, essa combinação irá, ao mesmo tempo, promover um forte aumento da entrada de capital especulativo no Brasil (para aproveitar os juros brutais que serão oferecidos aos especuladores), derrubando a cotação do dólar (o que irá prejudicar as exportações brasileiras) e levando a uma forte redução nos investimentos produtivos, pois são justamente os gastos públicos elevados (em infra-estrutura, por exemplo) que impedem o Brasil de afundar numa crise profunda, como a que atinge a União Europeia e os EUA atualmente.

O aumento brutal da taxa Selic também irá elevar fortemente a dívida externa, pois os bancos e as empresas irão preferir fazer empréstimos no exterior, onde os juros serão bem inferiores em relação aos que serão praticados no Brasil. E com o aumento da dívida externa, os gastos do Brasil com juros irão subir fortemente, pois a dívida será muito maior. 


Aumento brutal nas tarifas dos serviços públicos,  medida que agora é defendida por Marina Silva, foi uma das marcas principais do goverrno FHC.


Tal política será, provavelmente, financiada com o uso das reservas internacionais, que hoje chegam a US$ 380 bilhões, mas que poderão virar pó caso ela seja mantida por muito tempo, como deverá ocorrer, aliás. 

Além disso, o grande aumento da taxa Selic irá elevar significativamente o valor da dívida pública, que irá disparar. Com isso, os gastos com o pagamento dos juros da dívida pública crescerão substancialmente. E isso irá levar a um grande aumento nos lucros dos bancos, que são os principais credores do Estado brasileiro. 

E para compensar o aumento dos gastos com juros, o governo Marina terá que cortar fortemente os gastos sociais e os investimentos produtivos, aprofundando a recessão. 

Eventualmente, o Banco Central poderá intervir no mercado de câmbio, para reforçar as políticas de arrocho fiscal e monetário. É provável que o BC de um governo Marina deixe a cotação do dólar despencar e somente intervenha, posteriormente, para estabilizá-lo num patamar menor. 

Desta forma, o dólar deverá se desvalorizar muito, pois isso ajudará a derrubar a inflação. Desta maneira, com o Real supervalorizado, teremos uma enxurrada de produtos e bens importados inundando o mercado interno brasileiro, o que irá provocar a falência e o fechamento de muitos produtores nacionais, gerando um forte aumento do desemprego.


Um dos principais assessores econômicos de Marina Silva é André Lara Resende, um economista e banqueiro que convenceu Collor a confiscar o dinheiro do povo brasileiro que estava depositado nas contas correntes e nas cadernetas de poupança.


Essa combinação de medidas provocará uma recessão brutal, um forte aumento do desemprego, um imenso arrocho salarial, aumento da concentração de renda, das desigualdades sociais, da pobreza e da miséria. 

Além disso, governos estaduais e municipais também serão duramente afetados, pois com a arrecadação de impostos irá diminuir e, além disso, a política de arrocho fiscal e monetário irá fazer com que os convênios e as transferências de recursos do governo federal para estados e municípios venham a ser fortemente reduzidos, prejudicando imensamente a realização de investimentos em saúde, educação, transporte coletivo, saneamento básico, segurança pública, etc. 

É bom lembrar que tudo isso já foi feito no governo FHC e o resultado foi desastroso para o país: o Brasil acumulou um déficit comercial de US$ 8,7 bilhões entre 1995-2002 e a dívida externa cresceu fortemente, chegando a atingir os 45% do PIB, a dívida pública dobrou (passou de 30% para 60,4% do PIB), os salários foram brutalmente arrochados, o número de desempregados no país aumentou 120%, direitos sociais e trabalhistas foram reduzidos (via terceirizações generalizadas) e a pobreza e a miséria eram imensas. 


Eduardo Gianetti, assessor econômico de Marina Silva, critica fortemente os gastos sociais (com aposentadorias, funcionalismo e programas sociais) do Estado brasileiro.


http://www.brasil247.com/+rk07b

Um comentário:

Investidor de Risco disse...

Meu maior receio da Marina é ela chegar ao poder e retomar suas antigas defesas no âmbito econômico. Uma possível calote da dívida pública seria um gatilho para uma quebradeira geral no Brasil. Ninguem investe num país que não honra sua dívida. Sem recursos financeiros não há investimentos na economia real. O PIB despencaria possivelmente pela metade do que é atualmente. O que hoje gastamos pra pagar de juros (40% do orçamento) simplesmente desapareceriam do orçamento pela diminuição drástica da produção do país. Nesse cenário, não há outra alternativa senão aumentar a taxa de juros para atrair investidores, o que só pioraria o quadro de recessão. Isso tudo sem contar o mal que seria feito aos pequenos investidores que iniciam uma vida de educação financeiro e tem sido levados a investir nos títulos públicos através do Tesouro Direto. Enfim, a revisão da Dívida Pública teria o efeito inverso do que é propagado.