Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 31 de agosto de 2014

Quem irá dar sustentação política e social a um governo Marina? - por Marcos Doniseti!

Quem irá dar sustentação política e social ao governo Marina? - por Marcos Doniseti!


Neca Setúbal e Marina Silva: A representante dos bancos e do sistema financeiro manda e a candidata obedece. Então, quem irá governar, mesmo?


Notícia do 'Estadão' de hoje diz que se for eleita, Marina não irá governar com apoio dos partidos políticos, abandonando a política de coalizão que deu sustentação aos governos de Itamar, FHC, Lula e Dilma entre 1992-2014, e que ela dependerá muito do PSDB.

Mas tudo aponta para o fato de que o PSDB sairá desta eleição com uma bancada inferior à que possui, atualmente, no Congresso Nacional. E o DEM já encolheu bastante. E grande parte dos parlamentares serão eleitos por uma infinidade de legendas de pequeno e médio porte (PP, PR, PSC, PTB, PSB, PDT). 

E como o PT fará oposição e o PMDB será colocado para fora do governo por Marina, será impossível desfrutar de maioria estável, no Congresso Nacional, que possa dar sustentação a um eventual governo dela apenas com essas legendas. 

Então, como ela irá conseguir aprovar os projetos de interesse do seu governo, caso venha a ganhar a eleição. Entendo que ela governará com o apoio dos setores mais influentes e poderosos da sociedade e que controlam a maior parte do Congresso Nacional, que são a Mídia, Igrejas Cristas e Evangélicas conservadoras, Bancos e o Agronegócio.

Se for eleita, Marina irá depender, muito, dos cristãos e evangélicos fundamentalistas, que deverão eleger cerca de 100 deputados federais, segundo previsões. Será a 'Bancada de Deus' que ajudará Marina a governar. Malafaia sabe disso e por isso falou grosso com Marina, mandando que ela tirasse as propostas favoráveis ao movimento LGBT do seu programa de governo. 

Depois, ela irá depender da 'Bancada dos Bancos' (neoliberal e entreguista), que já comanda e controla  a sua campanha (via Itaú) e da 'Bancada dos Ruralistas' (a turma do agronegócio), a qual ela já está fazendo de tudo para agradar e conquistar. 

E é claro que ela terá apoio total da Grande Mídia e de seus associados. A 'Bancada da Mídia' é extremamente poderosa, pois além dos grandes grupos midiáticos nacionais e regionais (Globo, SBT, Record, Band, RBS) ela também é formada por centenas de políticos que são proprietários de veículos de comunicação (rádios, tvs, jornais, portais de internet), como são os casos de Sarney, Collor, Agripino Maia, Jáder Barbalho, etc. 

Então, entendo que, na verdade, Marina não irá governar sustentada pelos partidos políticos (como fizeram Itamar, FHC, Lula e Dilma), mas com base nas bancadas que representam setores conservadores organizados e extremamente poderosos e influentes da sociedade brasileira: Bancos, Agronegócio, Igrejas Evangélicas e Mídia. 

Assim, ela imagina que conseguiria governar ignorando os partidos. 

Quem vai governar, junto com ela, é o que Marina chama de 'Sociedade', ou seja, os setores mais influentes e poderosos do país (é a turma da grana, da religião, da mídia e do agronegócio).  

E como será possível fazer isso com um sistema político que exige apoio e sustentação não apenas do Congresso Nacional, mas também de governos estaduais e municipais, bem como articulações junto ao Ministério Público, Poder Judiciário (STF, STF, TSE)?.

Sem falar dos partidos políticos e dos movimentos sociais mais tradicionais (sindical, estudantil, sem-teto, sem-terra, etc), que deverão ser colocados para fora do governo caso Marina seja eleita. 

A questão é: Ela conseguirá conciliar os interesses de todos esses segmentos da sociedade, os quais darão as cartas em seu governo? Ela conseguirá promover um loteamento do governo e implantar políticas que agradem a todos, ao mesmo tempo? E os movimentos e partidos políticos sociais tradicionais, que serão marginalizados em seu governo, como irão reagir à essa marginalização que irão sofrer? 

Não sabemos. Mas parece que é exatamente isso que Marina tentará fazer. Daí vem uma boa parte do caráter imprevisível e aventureiro da sua candidatura.

É isso.

Link:

Se eleita, Marina deixará de governar com o apoio dos partidos políticos:

http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,se-eleita-marina-deve-por-em-xeque-modelo-de-coalizao,1552209

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