Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sábado, 11 de outubro de 2014

Armínio Fraga anuncia que Aécio pretende destruir os bancos públicos! Porque os bancos públicos são importantes? - Marcos Doniseti!

Armínio Fraga anuncia que Aécio pretende destruir os bancos públicos! Porque os bancos públicos são importantes? - Marcos Doniseti!

Afinal, porque os bancos públicos são tão importantes para o Brasil?

O BNDES é a única fonte de financiamento para investimentos produtivos de grande porte e de longo prazo do Brasil, sendo fundamental para viabilizar a construção de usinas hidrelétricas, rodovias, ferrovias, entre outras obras de infra-estrutura que são fundamentais ao desenvolvimento econômico do país.

Armínio Fraga, que foi o presidente do Banco Central do governo FHC que aumentou a taxa de juros (Selic) para 45% ao ano em 1999 e que já foi anunciado pelo candidato tucano à Presidência da República como o seu futuro ministro da Fazenda, declarou que não sabe se ‘irá sobrar alguma coisa dos bancos públicos’ caso o candidato de FHC vença a eleição. 

Isso significa que os mesmos serão encolhidos e, com certeza, privatizados, o que representará uma verdadeira catástrofe para o Brasil e o seu povo. 

Senão, vejamos: O Banco do Brasil é o maior financiador da agricultura brasileira. Sem o crédito agrícola que ele oferece, anualmente, a produção e a exportação de alimentos seriam muito menores e não teríamos tanta comida à disposição do povo brasileiro em sua mesa. 

A agricultura brasileira teve uma expansão notável nos últimos 12 anos, com a safra de grãos crescendo quase 100% no período (passou de 97 milhões de toneladas - em 2002 - de grãos para 193,5 milhões de toneladas em 2014). 

Isso jamais teria acontecido sem a oferta crescente de crédito agrícola por parte do Estado brasileiro, sendo que o Banco do Brasil é quem repassa esses recursos, em condições extremamente favoráveis, para que o país possa ampliar continuamente a sua produção de alimentos, fato este que o transformou no segundo maior exportador mundial dos mesmos.

Somente em 2014, o financiamento para a agricultura familiar chegou a R$ 24,1 bilhões e para o agronegócio atingiu os R$ 156 bilhões. E quem se encarrega de repassar tais recursos para os agricultores brasileiros são justamente os bancos públicos (BB, principalmente). 

Portanto, não se pode esquecer que tanto a agricultura familiar (responsável por 80% dos alimentos destinados ao mercado interno) quanto o agronegócio (responsável por exportações superiores a US$ 100 bilhões anuais) são financiados pelo Estado brasileiro e o Banco do Brasil é o agente financeiro que empresta, a juros reduzidos, para os dois setores. Mais recentemente, a CEF também começou a financiar as atividades da agricultura familiar e do agronegócio. 

Os consumidores brasileiros podem até desconhecer o fato, mas os novos produtos oferecidos pelo setor de telecomunicações, e que incorporam novos recursos e tecnologias, somente se tornam acessíveis à população brasileira graças aos financiamentos oferecidos pelo BNDES para as operadoras do setor (Vivo, Oi, Claro, TIM). 

Enquanto isso, o BNDES (outro banco público é o único banco que atua no Brasil e financia grandes investimentos produtivos de longo prazo, sendo fundamental para tornar possível a construção de novas indútrias, usinas hidrelétricas, rodovias, ferrovias, que são obras fundamentais para se promover o desenvolvimento econômico e social do país.

Exemplo recente disso é a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, que será a 4a. maior do mundo quando estiver concluída, no final de 2015, gerando mais de 11200 MW de energia. 

Outro setor importante da economia brasileira que recebe muitos financiamentos do BNDES é o de Telecomunicações. Somente entre 2009 e 2012 as empresas operadoras do setor receberam empréstimos de R$ 10,4 bilhões a fim de financiar os seus investimentos no país. 

Logo, se os consumidores brasileiros, hoje, tem tanto acesso a novas tecnologias e produtos de telecomunicação muito mais modernos e eficientes (telefones celulares modernos, smartphones e tablets) isso somente se tornou possível graças aos financiamento do BNDES. 

Estes casos que citei são alguns que demonstram o quanto a atuação dos bancos públicos, oferecendo crédito em grande quantidade, com juros reduzidos (bem inferiores aos dos bancos privados), com maior prazo de pagamento, são fundamentais para que o Brasil possa continuar seu processo de desenvolvimento econômico e social.

A agricultura familiar responde por 70% dos alimentos produzidos no país atualmente. Isso somente é possível graças ao Pronaf, que oferece financiamentos com juros reduzidos para os agricultores familiares brasileiros. 


Sem os mesmos, teríamos muito menos investimentos produtivos no país, em todos os setores (agricultura, indústria, infra-estrutura, telecomunicações, etc), o que iria resultar em recessão, aumento do desemprego, arrocho salarial, aumento da concentração de renda, das desigualdades sociais, da pobreza e da miséria. 

Então, acabar com os bancos públicos, como defende Armínio Fraga, será uma verdadeira tragédia para o país e para a sua população. Isso não pode acontecer, pura e simplesmente.

E neste momento a única maneira de impedir que políticas altamente prejudiciais, como essas que são defendidas pela candidatura de Aécio, venham a ser colocadas em prática, é votando em Dilma no próximo dia 26 de Outubro. 

Retrocesso Não! Fora PSDB! Fora FHC! É Dilma 13! 

Links:

Armínio Fraga e os bancos públicos:

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/156461/Arm%C3%ADnio-sobre-bancos-p%C3%BAblicos-N%C3%A3o-sei-bem-o-que-vai-sobrar.htm

BNDES empresta R$ 22,5 bilhões para a construção da usina de Belo Monte:

http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Sala_de_Imprensa/Noticias/2012/energia/20121126_belomonte.html

BNDES, BB e CEF irão financiar concessões de rodovias:

http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,bndes-bb-e-caixa-vao-financiar-ate-70-de-concessoes-de-rodovias,1509420

Empresas de telecomunicações receberam R$ 10,4 bilhões em financiamentos do BNDES entre 2009 e 2012:

http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=33211&sid=8#.VDkicfldVS0

Plano Safra da agricultura familiar tem orçamento de R$ 24,1 bilhões em 2014:

http://www.cut.org.br/noticias/plano-safra-2014-2015-destinara-r-24-1-bilhoes-para-a-agricultura-familiar-0649/

Orçamento do Plano Safra 2014/2015 chega a R$ 156 bilhões:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-05/dilma-agronegocio-contara-com-mais-de-r-156-bilhoes-para-proxima-safra

Os  bancos públicos exercem um papel fundamental no financiamento do agronegócio brasileiro, que exportou US$ 101,5 bilhões apenas em 2013. E o superávit comercial do setor foi de US$ 83 bilhões no ano passado. Sem os recursos gerados pelas exportações do agronegócio, o Brasil não teria como cumprir com os uses compromissos externos e viveria mendigando, todos os anos, dinheiro ao FMI. 


CEF empresta R$ 6 bilhões para o custeio da safra 2014/2015:

http://www20.caixa.gov.br/Paginas/Noticias/Noticia/Default.aspx?newsID=802

CEF oferece crédito para a agricultura familiar:

http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2014/01/caixa-se-junta-ao-pronaf-para-ofertar-credito-a-agricultura-familiar-4389899.html

Agricultura familiar produz 70% dos alimentos consumidos no Brasil:

http://www2.planalto.gov.br/excluir-historico-nao-sera-migrado/agricultura-familiar-ja-produz-70-dos-alimentos-consumidos-no-mercado-interno-do-pais-informa-pepe-vargas

Exportações do agronegócio chegam a US$ 101,5 bilhões em 2013; superávit comercial do setor chegou a US$ 83 bilhões no ano passado:

http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2014/02/exportacao-do-agronegocio-e-recorde-em-2013-e-eleva-superavit-do-brasil-4412770.html

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