Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

segunda-feira, 31 de março de 2014

Dilma :e a Ditadura Militar 'Por 21 anos nossos sonhos foram calados'!

Dilma: O dia de hoje exige que nos lembremos e contemos a verdade



Em discurso no Palácio do Planalto, nesta segunda (31), durante a assinatura do contrato para construção da segunda ponte sobre o Rio Guaíba, a presidenta Dilma Rousseff fez uma declaração sobre o aniversário dos 50 anos do golpe militar que deu início à ditadura no Brasil, na noite de 31 de março de 1964.




Dilma lembrou que 50 anos atrás o Brasil deixou de ser um país de instituições ativas, independentes e democráticas e que por 21 anos nossa liberdade e nossos sonhos foram calados, mas que graças ao esforço de todas as lideranças do passado, dos que vivem e dos que morreram, foi possível ultrapassar os 21 anos de ditadura. 

“O dia de hoje exige que lembremos e contemos o que aconteceu. Devemos aos que morreram e desaparecerem, devemos aos torturados e aos perseguidos, devemos às suas famílias. Devemos a todos os brasileiros”, disse a Dilma.

“Toda dor humana pode ser suportada se sobre ela puder ser contada uma história. A dor que nós sofremos, as cicatrizes visíveis e invisíveis que ficaram nesses anos podem ser suportadas e superadas porque hoje temos uma democracia sólida e podemos contar nossa história”, disse a presidenta, ao citar a filósofa alemã Hannah Arendt.

Dilma disse que lembrar e contar o que aconteceu às novas gerações é parte do processo iniciado pelos brasileiros que lutaram pelas liberdades democráticas, pela Anistia, pela Constituinte, por eleições diretas e, mais recentemente, pela criação da Comissão Nacional da Verdade.

“Cinquenta anos atrás, o Brasil deixou de ser país de instituições ativas, independentes e democráticas. Por 21 anos, mais de duas décadas, nossas instituições, nossa liberdade, nossos sonhos, foram calados”, lembrou. “Hoje podemos olhar para esse período e aprender com ele, porque o ultrapassamos. O esforço de cada um de nós, de todas as lideranças do passado, daqueles que viveram e daqueles que morreram fizeram com que nós ultrapassássemos essa época”, acrescentou.
 



Com a luta pela redemocratização, afirma Dilma, os brasileiros aprenderam a valorizar a liberdade de expressão, a independência dos poderes Legislativo e Judiciário e o direito ao voto. “Aprendemos o valor de eleger por voto direto e secreto, de todos os brasileiros, governadores, prefeitos. De eleger, por exemplo, um ex-exilado, um líder sindical que foi preso várias vezes e uma mulher que também foi prisioneira”, disse.

Para a presidenta, a restauração da democracia brasileira foi um processo construído pelos governos eleitos após a ditadura e resultado da luta dos que morreram enquanto enfrentavam “a truculência ilegal” do Estado, com os que trabalharam por pactos e acordos nacionais, como os que levaram à Constituição de 1988.

Ainda durante o discurso, a presidenta citou frase dita por ela durante a instalação da Comissão Nacional da Verdade, em 2012. “Como eu disse aqui nesse palácio quando instalamos a Comissão da Verdade: se existem filhos sem pais, se existem pais sem túmulos, se existem túmulos sem corpos, nunca, nunca, mas nunca mesmo pode existir uma história sem voz. E quem dá voz são os homens e mulheres livres que não têm medo de escrevê-la.”

Da Redação,
Com informações da Agência Brasil

Link:

Crescimento econômico entre 1946-1963 foi de 7,12% ao ano, o maior da história do Brasil!

Crescimento na democracia pré-golpe foi o maior da história - do Vermelho


O período de 1946-1963, que inclui os governo de Vargas, JK e Jango, foi o de maior crescimento da história do Brasil. No governo Dutra, isso já aconteceu, devido à política econômica neoliberal do mesmo.


A democracia que tomava forma no Brasil a partir da metade do século 20 registrou um crescimento expressivo no diz respeito à área econômica. Entre 1946 e 1963, o Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país, cresceu, em média, 7,12% ao ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Na média, o brasileiro também ficou mais rico, mas em ritmo menor. O PIB per capita, quando se divide a produção pelo tamanho da população, aumentou 4,09% ao ano no mesmo intervalo. Nos anos seguintes (1964-1984), durante o regime militar, o PIB registrou crescimento anual de 6,29%, e o PIB per capita aumentou 3,64%.

A política econômica nos 18 anos de democracia que antecederam a ditadura militar ganhou adaptações no Brasil que a distanciaram do nacional-desenvolvimentismo aplicado em boa parte dos países europeus no século 20. A industrialização baseada na substituição de importações e a intervenção do governo na economia foram copiadas, mas outros elementos foram deixados de lado.

Segundo economistas ouvidos pela Agência Brasil, o nacional-desenvolvimentismo aplicado no Brasil foi incompleto porque a prioridade para o capital nacional e o desenvolvimento social não foram levados em conta. Além disso, ocorreu uma inversão de etapas, com indústrias de bens de consumo sendo estimuladas antes da indústria pesada, que só se consolidou no país na década de 1970.

Apesar das peculiaridades, o nacional-desenvolvimentismo à brasileira resultou em crescimento expressivo para a economia. Entretanto, como na maior parte da história do Brasil, o desenvolvimento não chegou para todos.

“Do ponto de vista da acumulação de capital, houve crescimento de renda e resultados positivos. Mas os problemas estruturais do Brasil persistiram, como a desigualdade social, a educação, a moradia e a falta de saneamento”, destaca o professor titular do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Reinaldo Gonçalves. Ele é autor do livro Desenvolvimento às Avessas, que analisa a história e a evolução da economia brasileira.

Professora emérita da UFRJ e professora titular aposentada da Universidade de Campinas (Unicamp), Maria da Conceição Tavares também considera o nacional-desenvolvimentismo excludente do ponto de vista social. “O país decidiu promover primeiro a industrialização de bens consumidos na época apenas pelas elites, como automóveis e eletrodomésticos. Por causa da orientação do mercado e da má distribuição de renda, o processo no Brasil foi feito ao contrário”, diz a economista, uma das principais teóricas do desenvolvimentismo no país.

Para Gonçalves, essa lógica excludente foi mantida no regime militar, que promoveu o crescimento econômico sem se preocupar com a distribuição de renda. “Os militares não fizeram nada diferente de antes, só aprofundaram um modelo bem-sucedido até então. Não havia nenhuma razão para o regime mudar o desenvolvimento de longo prazo”, explica.

Apesar de iniciativas como a criação da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (mais tarde rebatizado de BNDES), durante o segundo governo de Getúlio Vargas, o capital estrangeiro teve privilégio no período que antecede a ditadura. O Plano de Metas de Juscelino Kubitschek promoveu a vinda de multinacionais, principalmente do setor automotivo, para o país. “Isso é um desvirtuamento do modelo brasileiro, que resultou na dependência do transporte rodoviário e do petróleo que perdura até hoje”, diz Gonçalves.

Segundo Maria da Conceição Tavares, o nacional-desenvolvimentismo brasileiro também foi marcado pela inversão de etapas. “Tradicionalmente, o governo procura induzir primeiro o desenvolvimento da indústria de base, para passar aos bens intermediários [como cimento e aço] e, só por último, estimula a indústria de bens de consumo. No Brasil, foi tudo ao contrário. A indústria pesada, como a petroquímica, só foi desenvolvida pelos militares nos anos 1970, na última fase do nacional-desenvolvimentismo do país”, critica.

A industrialização diversificou as exportações, mas a diminuição da dependência dos produtos estrangeiros teve um custo. Financiado com o endividamento externo, o nacional-desenvolvimentismo dos anos 1950 e 1960 acabou com uma crise cambial, que, segundo Gonçalves, precipitou o golpe militar.

“As grandes mudanças de regime político no Brasil sempre estiveram associadas a crises cambiais. Getúlio chegou ao poder na época da Grande Depressão. O golpe de 1964 veio e, uma época de alta inflação e crise nas contas externas. Na década de 1980, os militares saíram do poder em meio à crise da dívida externa”, explica o professor da UFRJ.

Apesar das imperfeições, os dois economistas destacam que o nacional-desenvolvimentismo representou o período de maior crescimento econômico da história do país, com crescimento médio de 6,5% ao ano entre 1931 e 1979. “O atual modelo, em vigor desde o Plano Real, registra a segunda pior média de crescimento da história brasileira, só perdendo para a década de hiperinflação dos anos 1980”, diz Gonçalves.

Para Maria da Conceição Tavares, a experiência do nacional-desenvolvimentismo dificilmente poderá ser repetida no Brasil. “A globalização, principalmente do capital financeiro, reduziu a margem de manobra para a substituição de importações e a intervenção do Estado. O que dá para fazer hoje é dar ênfase às políticas sociais e à redistribuição de renda”, acrescenta.

Fonte: Agência Brasil


Link:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=239001&id_secao=2

domingo, 30 de março de 2014

Credibilidade e Imparcialidade é isso aí: Em encontro, institutos de pesquisa buscam fórmula perfeita para derrotar Dilma!

Em encontro, institutos de pesquisa buscam fórmula perfeita para derrotar Dilma - da Rede Brasil Atual

Apostas se concentram sobre apagões e problemas na Copa, capazes de provocar mau humor e desgastar a imagem de gestora associada à presidenta. Economia, 'muito complicada para o povão', é descartada
São Paulo – O World Trade Center, prédio empresarial de luxo às margens da Marginal Pinheiros, em São Paulo, sedia até o fim da tarde de hoje (25) o 6º Congresso Brasileiro de Pesquisa, que reúne especialistas em dados e estatísticas de todas as áreas – e, como não poderia deixar de ser em ano de disputa pela Presidência da República, também os profissionais das pesquisas de opinião e eleitorais. 
Representantes de Ibope, Vox Populi, Datafolha e Sensus foram convidados para uma mesa de debate sobre as tendências do eleitorado em um ano que acumula, além do pleito, a realização da Copa do Mundo da Fifa e a perspectiva de manifestações de rua inspiradas pela mobilização de junho de 2013.
A mesa, porém, embora batizada de "Debate sobre o cenário da eleição presidencial 2014", poderia ter outro nome: "Como derrotar Dilma Rousseff?". Mediado por Emy Shayo, analista do banco norte-americano J.P. Morgan, que também redigiu a maior parte das perguntas feitas aos convidados, o debate explorou monotematicamente as fragilidades da candidatura petista à reeleição e ditou fórmulas, com base nos resultados das últimas pesquisas de opinião, sobre como enfraquecer a campanha governista. 
O público, composto principalmente por empresários, profissionais da área e jornalistas, embarcaram nos "testes de hipótese" propostos pela organização e seguiram a mesma linha em seus questionamentos.
Regidos pela assessora do banco, os debatedores apresentaram conclusões importantes para a plateia. Petrobras e rating do Brasil, por exemplo, são temas "para o Valor Econômico, para os participantes deste fórum, mas muito complicados para o povão", de acordo com Márcia Cavallari, do Ibope. Já as manifestações contra a Copa do Mundo, segundo os debatedores, podem desestabilizar o governo desde que alcancem o público "desejado".
"É garantida a confusão durante a Copa. Estou na bolsa de apostas com 150 mil pessoas na rua durante a Copa", torce Ricardo Guedes, do Sensus. O resultado em campo não importa: Mauro Paulino, do Datafolha, ressaltou que não houve mudança no comportamento dos eleitores após a vitória na Copa das Confederações, por exemplo, mas destacou que "a chance de atingir o governo é havendo problemas na execução".
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, também foi descartado como elemento-surpresa para favorecer a oposição porque sua suposta imagem de impoluto não encaixa no figurino nem de Aécio Neves (PSDB), nem de Eduardo Campos (PSB), mas há "esperança" em relação à possibilidade de crise energética e de abastecimento de água.
Para Antonio Lavareda, da consultoria política MCI, "esse tipo de crise atinge o cerne da imagem de Dilma, que é a da gestora, da mulher-eficiência". As consequências da má gestão das águas sobre a imagem de Geraldo Alckmin (PSDB), que também concorre à reeleição neste ano e cujo governo gere o abastecimento de água e o tratamento de esgoto em São Paulo, não foram abordadas durante o debate.
Lavareda foi um dos palestrantes mais requisitados pela mediação, embora não pertença a nenhum instituto de pesquisa. Ele foi o único a defender abertamente que a presidenta entra na disputa em desvantagem: de acordo com ele, 60% dos brasileiros querem a mudança e esse capital político irá se acumular em torno do candidato da oposição capaz de chegar ao segundo turno. "É quase certo que haverá segundo turno", afirmou.
Ele protagonizou ainda o momento de maior sinceridade do encontro: diretamente questionado pela mediadora sobre o que é necessário fazer para que o PSDB consiga usar a "paternidade" do Plano Real de forma eficiente contra o PT nas eleições, disse apenas: "Esse tipo de assessoria é o que fazemos em minha empresa, e não somos uma entidade filantrópica". Embora não confirme a informação, a empresa de Lavareda está acertada com o PSB de Eduardo Campos para a campanha eleitoral deste ano, após muitos anos se dedicando a serviços ao PSDB.
Link:

sábado, 29 de março de 2014

A Ditadura Militar e as suas consequências catastróficas! - por Marcos Doniseti!

A Ditadura Militar e as suas consequências catastróficas! - por Marcos Doniseti!



Como todos os que acompanham este modesto blogueiro devem saber, tenho dois blogs (Guerrilheiro do Anoitecer e Guerrilheiro do Entardecer) nos quais publico textos de minha autoria. 

Nesta segunda-feira, infelizmente, estaremos lamentando mais um aniversário do traiçoeiro Golpe de 64 (o de número 50) que deu origem a mais abjeta, corrupta e repugnante Ditadura Militar da história do Brasil. 

Na história do Brasil, a única coisa pior que a Ditadura Militar foi a Escravidão (africana e indígena). 

As consequências da Ditadura Militar foram as mais negativas possíveis, tais como: 

1) Institucionalização da tortura e das violações dos Direitos Humanos; 
2) Corrupção generalizada;
3) Incompetência e ineficiência administrativa (nunca conseguiram terminar obras como o Projeto Nuclear, a Ferrovia do Aço e a Transamazônica, por exemplo);
4) Aumento brutal da concentração de renda e das desigualdades sociais;
5) Processo de urbanização caótico e desorganizado, gerando metrópoles que massacram os seus habitantes, sem qualquer qualidade de vida;
6) Criminalização e repressão indiscriminada contra movimentos sociais que lutavam por um país mais justo;
7) Aumento brutal da Dívida Externa e da dependência do país em relação ao capital externo;
8) Arrocho salarial, que resultou numa diminuição de 45% no poder de compra do salário mínimo;
9) Tortura, assassinato e desaparecimento de milhares de pessoas, incluindo operários, camponeses, intelectuais, estudantes, camponeses, índios, etc.



Durante a minha trajetória como blogueiro, escrevi inúmeros textos a respeito do assunto. Se alguém quiser ler os mesmos, então poderão entrar nos links abaixo. 

E fiquem à vontade para comentar sobre os mesmos, ok?

Espero que gostem:

1) Marco Antonio Villa e a Ditadura Militar!

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2010/11/marco-antonio-villa-e-ditadura-militar.html

2) A luta armada contra a Ditadura Militar foi mais importante do que se pensa! 

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2010/11/luta-armada-contra-ditadura-militar-foi.html

3) Marta Suplicy, Gabeira, Aloysio Nunes, Charles Elbrick e a luta armada contra a Ditadura Militar!

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2010/11/marta-suplicy-gabeira-aloysio-nunes.html



4) A ditadura militar e as leis da repressão!

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2010/11/ditadura-militar-e-as-leis-da-repressao.html

5) A Guerrilha contra a Ditadura Militar Terrorista tupiniquim!

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2010/11/guerrilha-contra-ditadura-militar.html

6) Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB-SP, fez parte da ALN e participou da Resistência armada contra a Ditadura Militar!

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2010/11/aloysio-nunes-ferreira-do-psdb-sp-fez.html

7) A 'Folha' e a 'Ditabranda' Militar!

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2010/11/folha-e-ditabranda-militar-por-marcos.html

8) Por que a Ditadura Militar brasileira matou menos do que a da Argentina e a do Chile?

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2010/11/por-que-ditadura-militar-brasileira.html



9) Jango e o Golpe de 1964

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2011/08/jango-o-golpe-de-1964-e-o-meu.html

10) Afinal, qual o governo que foi derrubado pelo Golpe de 01 de Abril de 1964?

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2011/09/afinal-qual-o-governo-que-foi-derrubado.html

11) Jarbas Passarinho e as razões fajutas para tentar justificar o Golpe de 1964!

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2011/09/jarbas-passarinho-e-as-razoes-fajutas.html

12) A Ditadura Militar e o terrorismo de Estado!

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2012/01/terrorista-foi-ditadura-militar-que.html

13) Golpe de Estado de 1964 teve no dia 01 de Abril o seu momento decisivo! 

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2013/03/golpe-de-estado-de-1964-teve-no-dia-01.html



14) A falta de votos da Direita, as Esquerdas Radicais, o Golpe de 64 e os Governos Lula-Dilma 

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2013/11/a-falta-de-votos-da-direita-as.html

15) As mentiras de Jair Bolsonaro sobre o Golpe de 64 e a Ditadura Militar!

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2012/08/respondendo-ao-discurso-falso-e.html

Terrorismo Midiático pode ajudar Dilma a vencer eleição presidencial no 1o. turno! - por Marcos Doniseti!

Terrorismo Midiático pode ajudar Dilma a vencer eleição presidencial no 1o. turno! - por Marcos Doniseti!

Eleitorado cativo e aumento do 'Não Voto' poderão fazer Dilma vencer eleição presidencial no 1o. turno, diz César Maia!

Quem diria: Terrorismo Midiático poderá ajudar a reeleger Dilma e beneficiar o PT nas eleições deste ano. 

Sugiro a leitura dessa entrevista com o César Maia, publicada na "Folha" de hoje. Maia é uma espécie de 'Conservador Esclarecido', com algumas ideias na cabeça e que faz algumas observações interessantes sobre o atual cenário político brasileiro.

Chamo a atenção para um trecho da entrevista no qual Maia comenta algo que, inclusive, já aconteceu na eleição municipal de 2012, que é o forte aumento do percentual de eleitores que não irá votar em nenhum candidato. Na eleição municipal de SP, em 2012, 33% dos eleitores não votou em ninguém (soma de abstenção, brancos e nulos). 

Agora, Maia afirma que esse percentual (resultado da soma de 'Abstenção-Brancos-Nulos) poderá chegar a 40% na eleição presidencial. Na entrevista, Maia disse o seguinte:

"Um fenômeno que pode prejudicar a oposição neste ano é o desencanto com a política por parte do eleitorado. "Há uma probabilidade de o 'não voto' crescer nesta eleição. Chamo de 'não voto' o seguinte: abstenção, branco, nulo, não sabe, não respondeu. Há uma probabilidade de esse não voto se aproximar de 40%. Quem perde? A Dilma não perde –tem o voto do Nordeste, do interior, que tem uma máquina grande. Isso pode gerar um primeiro turno. Se essa massa de 'não voto' crescer, ela pode ganhar no primeiro turno com 40%", especula."

E Maia conclui, corretamente, que esse aumento do numero dos eleitores que não escolhe ninguém poderá provocar a vitória de Dilma já no primeiro turno da eleição presidencial. 

Isso porque, claramente, Dilma possui um eleitorado cativo, que está em torno de 40% do eleitorado total. E todas as pesquisas mostram que esse percentual encontra-se estabilizado. E com o percentual de brancos, nulos e de abstenção chegando a 40%, sobrarão poucos votos para os candidatos de oposição conquistarem. E isso poderá fazer com que Dilma vença a eleição presidencial já no primeiro turno.  

Aliás, isso explica porque Dilma mesmo tendo cerca de 40% dos votos totais, passa dos 60% quando se considera apenas os votos válidos e isso ocorre em todas as pesquisas realizadas recentemente. 


César Maia (DEM) parece ser um dos raros políticos conservadores brasileiros que têm um cérebro, em vez de m... na cabeça. 

Assim, todo o processo de desqualificação da política que a Grande Mídia está promovendo no Brasil está fazendo com que um número crescente de brasileiros fique desencantado com o sistema político democrático representativo. E com isso é cada vez maior o percentual de eleitores que decide não votar em ninguém. 

E em um cenário como esse, são beneficiadas justamente as lideranças políticas que possuem um eleitorado bastante numeroso e cativo (caso de Lula e Dilma, por exemplo). 

E com aqueles líderes políticos que não possuem tal eleitorado 'numeroso e cativo', acontece exatamente o contrário, ou seja, eles encontram dificuldades imensas para conseguir crescer nas pesquisas e viabilizar as suas candidaturas, pois brigam pelos votos de uma parcela bastante minoritária do eleitorado.

Afinal, se Dilma tem 40% das intenções de voto e outros 30% a 40% decidem não votar em ninguém, os demais candidatos irão brigar por uma fatia minoritária do eleitorado, algo entre 20% e 30% do eleitorado, o que será totalmente insuficiente para sequer levá-los a disputar um segundo turno. 

Vamos considerar uma eleição que tenha os seguintes resultados:

Dilma 40%;
Nenhum 35%;
Outros 25%.

Neste cenário, o resultado final (em votos válidos) seria o seguinte:

Dilma 61,5%;
Outros 38,5%.

Aliás, os dados revelados pelas últimas pesquisas apontam para um cenário muito próximo dos resultados acima.

Senão, vejamos:

Datafolha (pesquisa de Fevereiro de 2014):

Dilma 47% (61,8% dos votos válidos);
Outros 29% (Aécio tem 17% e Campos 12%);
Nenhum 18%;
Não Sabe 6%.

Ibope (pesquisa de Março de 2014):

Dilma 40% (63,5% dos votos válidos);
Outros 23% (Aécio 13%; Campos 6%, Pastor Everaldo 3%, Randolfe 1%)
Nenhum 24%;
Não Sabe 12%.

Vox Populi (pesquisa de Fevereiro de 2014):

Dilma 41% (64,1% dos votos válidos);
Outros 23% (Aécio 17% e Campos 6%);
Nenhum 15%;
Não Sabe 20%.

Se fizermos uma média das três pesquisas, temos os seguintes resultados:

Dilma 43% (62,2% dos votos válidos);
Outros 25% (36,8% dos votos válidos);
Nenhum 19%;
Não Sabe 13%.

Geralmente, nas eleições, os eleitores indecisos acabam se distribuindo de forma muito semelhante ao do restante do eleitorado. Caso isso se confirme, então teríamos o seguinte resultado final:

Dilma 49%;
Outros 29%;
Nenhum 22%.

Em votos válidos, o resultado seria:

Dilma 62,8%;
Outro 37,2%.

Portanto, todo o noticiário midiático negativo sobre o Brasil, os seus governantes e a classe política que está sendo promovido já há vários anos acaba beneficiando aquelas lideranças políticas que tem um eleitorado cativo e numeroso (o que são os casos de Lula e Dilma). 

É mais do que evidente que o PT, Lula e Dilma são os grandes alvos desse imundo, nojento e fascista Terrorismo Midiático que se desenvolve no Brasil já há bastante tempo. Mas aquilo que os seus promotores (a Grande Mídia Reacionária e Golpista) tanto desejavam com a promoção do mesmo (que é a destruição do PT, de Lula e Dilma) ainda está muito longe de ser alcançado.

Na verdade, o que o Terrorismo Midiático gerou foi uma crescente rejeição, por uma parcela cada vez maior da população brasileira, à todo o sistema político e à classe política como um todo. 

Em nenhum momento a oposição reacionária e golpista (formada pelo PSDB-DEM-PPS-PSOL-PSTU-Black Blocs) conseguiu se beneficiar com todo esse Terrorismo Midiático. E não o fez devido à sua total e absoluta hipocrisia e mediocridade. 


Metrô de SP: Foi isso que 19 anos de governo tucano em SP fez com o Metrô paulistano, que já foi um dos melhores do mundo. Com certeza, não é isso que os brasileiros desejam para o seu país.

Assim, qualquer pessoa que possua mais do que dois neurônios percebe, por exemplo, a postura hipócrita da oposição quando se trata de investigar os 'podres' e os escândalos dos seus governos (estaduais e municipais). 

Tais partidos (PSDB, DEM...) acabam inviabilizando a instalação de CPIs e impedindo que se façam investigações de caráter independente sobre os mesmos. Mas quando se trata de querer investigar denúncias sobre o governo federal, imediatamente fazem um barulho gigantesco, exigindo investigações rápidas, a instalação de CPIs, etc. 

Haja hipocrisia!

Então, no fim das contas, a principal consequência do Terrorismo Midiático acaba sendo um forte aumento do eleitorado que prefere, nas eleições, o 'candidato' chamado 'Nenhum'. 

Isso já aconteceu nas eleições municipais de 2012 e tudo indica, tal como as pesquisas mostram, que esse fenômeno deverá se repetir e crescer ainda mais nas eleições deste ano. As manifestações de Junho de 2013 derrubaram a popularidade de todos os governantes, de todos os partidos políticos, em todo o país. E nenhum governante conseguiu, até agora, voltar aos níveis de aprovação popular que possuía antes dos protestos. 

E no caso dos partidos políticos, o mesmo fenômeno poderá acabar se repetindo. 

Como uma grande parte do eleitorado não votará em ninguém para Senador e Deputado (Federal e Estadual) um partido político que tenha a preferência de uma parcela significativa do eleitorado poderá se beneficiar bastante com isso. 

A pesquisa Ibope mais recente revelou os seguintes resultados na preferência partidária:

PT 22%;
PMDB 6%;
PSDB 5%
PSB 1%
Outros 7%.




Assim, a preferência pelo PT supera a de todos os outros partidos somados. 

Portanto, tal como César Maia corretamente apontou em sua entrevista, a crescente rejeição do eleitorado à classe política e ao sistema político como um todo poderão ajudar Dilma a vencer a eleição presidencial no primeiro turno. E isso também poderá ajudar o PT a eleger um número maior de deputados federais e estaduais, aumentando as suas bancadas federais e estaduais. 

Logo, podemos chegar a uma conclusão surpreendente a respeito de tudo isso: O Terrorismo Midiático, que é brutal e visa justamente a tentar destruir o PT e a derrubar a popularidade de Lula e Dilma, poderá acabar se revelando um aliado dos mesmos nesta eleição presidencial. 

Quem diria...

Links:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/poderepolitica/2014/03/1432906-erros-de-aecio-e-psdb-levam-a-vitoria-de-dilma-no-1-turno-diz-cesar-maia.shtml

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-tem-41-das-intencoes-de-voto-diz-vox-populi,1133658,0.htm

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/02/1416467-dilma-para-de-subir-mas-seria-reeleita-no-1-turno-diz-datafolha.shtml

http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/noticia/2014/03/dilma-tem-40-e-venceria-no-1-turno-indica-pesquisa-ibope.html

Saul Leblon: Cerco conservador quer obrigar governo Dilma e o PT a pensar pequeno!

Se pensar pequeno, o governo escorrega na goela conservadora - por Saul Leblon, da Carta Maior

Para quem acha que capitalismo é apenas um sistema econômico, não uma relação de poder, o Brasil desta 5ª feira incentiva a revisão de conceitos.

por: Saul Leblon 

(*) Nota atualizada em 27/03/2014 às 22 hs.


A marcha dos acontecimentos nas  últimas  48 horas:

- o Supremo aposentou  o domínio do fato e ressuscitou  o império da lei  para julgar o mensalão tucano;

- os que tentaram fatiar e vender a Petrobrás em 1997, agora  reivindicam uma CPI para defendê-la; 

- a Standar & Poor’s rebaixa a nota do país em desacordo com a política fiscal enquanto o capital estrangeiro não para de comprar títulos do Brasil ;

- o Ibope  anuncia que a  aprovação ao governo  despenca , no mesmo dia em que o IBGE  divulga  o menor nível de desemprego no desde 2002  e a maior renda real  dos trabalhadores   em 12 anos.

Como entender a  feijoada de  paradoxos?

Olhando o calendário

Estamos a sete meses  das eleições presidenciais  de 2014; as pesquisas mostram Dilma na liderança, com chances  de vencer no 1º turno.

 Os resultados  da economia  desmentem  a  guerra santa das expectativas.

Por enquanto.

Mas  o martelete conservador opera diuturnamente.

A dar um crédito --generoso-- ao passado do Ibope, a trepidação ininterrupta já teria provocado   uma trinca nas expectativas, suficiente para ressuscitar aquilo que o ciclo Lula tinha extirpado do imaginário brasileiro: o medo do futuro.

A associação entre o medo e o  futuro  forma um redemoinho  capaz de cegar a visão do presente e sepultar a disposição da sociedade para enfrentar os interditos ao passo seguinte do  seu desenvolvimento.

A manada  de bisão acantonada nas redações  dedica-se a isso com afinco: afia os cascos no chão e recobre o horizonte brasileiro de uma espessa  poeira cinza asfixiante. O chão treme.

É imperioso  ligar o aspirador de pó à passagem do tropel noticioso. A mesa do café da manhã fica  imprestável  quando  dividida com a edição do dia.

A culpa pelas más notícias nunca é do carteiro. OK. Exceto se ele exorbita  e troca a entrega da correspondência  pela ordem de despejo.

O  pisoteio  dos cascos isentos  faz mais ou menos isso ao reduzir  a partículas ínfimas  qualquer  saliência que desafie  a pauta do Brasil aos cacos.

Nenhum vestígio positivo do  passado e do  presente  mas,  sobretudo, os  brotos do  futuro, sobrevivem à passagem diária do tropel.

Repita-se:  isso,  há sete meses do pleito que pode dar um quarto mandato à coalizão  centrista comandada pelo PT.

Há quem ache merecido.

Até sorria ao ouvir o barulho do  Brasil esmigalhando sob as patas do tropel.

As alianças ‘escolhidas’  pelo PT, afinal, sem falar no próprio,  submeteram a sociedade  a uma camisa de força conservadora, diz Eduardo Campos, de braço dado com os Bornhausen, de conhecidos pendores mudancistas...

Há quem vá além e prefira  a parceria com autênticos partisans  de um novo amanhecer.

Combatentes  da cepa de um Jarbas Vasconcelos, por exemplo;  ou  da estirpe  de Agripino, le rouge, companheiros de caminho dos que levaram  ao Procurador Geral,  Rodrigo Janot, um pedido de investigação contra a Presidenta Dilma Rousseff pelo caso Pasadena.

A manada ganhou esta semana outro reforço  de notórios compromissos com o país.

A agencia  Standart  & Poor’s , cuja credibilidade é conhecida, mostrou a que veio  ao rebaixar  a nota do país para  pendurá-lo um degrau acima do patamar  a que estão relegadas alguns Estados falidos.

E não ficou nisso: ‘Os sinais enviados pelo governo ainda não são claros’, advertiu a agência no idioma da chantagem  imperial. ‘Podemos promover ainda um novo corte na nota’, reforçou a senhora Lisa Schineller , analista da agencia, em teleconferência  à mídia embevecida.

Em seguida foi direto ao  centro da sua meta  que é para ninguém ter dúvida do que é o principal na vida de uma nação:  ‘(a punição) é um reflexo da política fiscal (a economia para pagar os juros dos rentistas) ,’cuja credibilidade se enfraqueceu de forma sis-te-máti-ca’, escandiu a executiva  da ‘S& P’.Orgasmos intelectuais na plateia.

Nesse bacanal da isenção com a equidistância a ninguém ocorreu, naturalmente, perguntar-lhe se a mesma corrosão da credibilidade teria atingido a agência de risco pelo desempenho pregresso.

 Em agosto de 2008 a  ‘S&P’ atribuiu ao banco Lehman Brothers  um esférico triple A: a nota máxima do ‘rating’ de credibilidade , da qual  ela afastou  o Brasil um pouco mais agora.Trinta dias depois o banco implodia  acionando a espoleta da maior crise do capitalismo desde 1929.

Há um outro recuerdo  ilustrativo do combustível que move a engrenagem por trás da fala assertiva da senhora Schineller.

A  ‘S&P’ foi responsável por rebaixar a nota do Brasil em julho de 2002.

As pesquisas do Datafolha mostravam então o candidato Lula na liderança das intenções de voto, com 38% da preferências dos eleitores, seguido de Ciro Gomes.

Só depois  vinha o delfim da eterna derrota conservadora: José Serra.

O risco da argentinização  sob um governo petista era o mote do jogral conservador, ao qual a S&P adicionou seu grave de tenor.

Como corolário da impoluta trajetória ética e técnica recorde-se que o governo norte-americano encontrou um erro de cálculo de ‘apenas’ US$ 2 trilhões nas contas que orientaram a mesma  Standard & Poor’s  a rebaixar o rating do país em 2012.

Essa a folha corrida. Cuja representação era aguardada  com ansiedade pela manada  e seus  candidatos amigáveis à sucessão.

A bala de prata não negou fogo.

Mas o day after da apoteose foi  talvez o maior fiasco já enfrentado  pelo jornalismo isento  que se vestiu de gala com  manchetes garrafais à espera de uma  3ª feira negra que não veio.

O  dólar caiu ao menor nível em quatro meses; o capital estrangeiro continuou  a desembarcar  --uma parte, ressalve-se, apenas para desfrutar dos juros altos--  mas US$ 9,2 bi em investimento efetivos aportaram no 1º bimestre.

A  Bolsa atingiu a maior pontuação desde setembro de 2013 (e continuou subindo, após a divulgação do Ibope desfavorável ao governo)

As ações da Petrobras se mantiveram em  espiral ascendente --e assim seguiram também após o Ibope.

Para finalizar, o Tesouro anunciou uma arrecadação recorde em fevereiro  –em frontal desacordo com o veredito da ‘inconsistência fiscal’  alegada pela ‘S&P’ para cortar o ‘rating’ do país.

O que aconteceu no day after --e no day after do day after-- na verdade, só reafimou aquilo que os indicadores tem mostrado neste início de ano, à revelia das manchetes alarmistas.

O Brasil tem problemas; sérios alguns  (leia ‘Quem vai mover as turbinas do Brasil?’).

Mas está longe de ser a terra arrasada produzida pelos cascos que esmagam e amesquinham tudo o que se opõe à pauta da economia que vai afundar –  'se não for hoje, de amanhã não passa'.

Nesta 2ª feira, por exemplo, o insuspeito jornal Valor reuniu 18 indicadores atualizados para medir a temperatura da economia  neste início de ano.

Treze dos dezoito  apontavam um desempenho positivo.

São eles:  renda, emprego, atividade industrial, vendas do varejo, vendas de serviços, venda de aços planos, crédito, inadimplência, nível de atividade do BC, vendas de automóveis, fluxo de veículos pedagiados e  vendas de papel para embalagem.

Dos cinco indicadores negativos, apenas um  se referia  a  atividade produtiva de fato: produção de automóveis (influenciada pela antecipação de vendas do final de 2013 e o fim da isenção do IPI)

Os demais  dizem respeito à formação das expectativas, diretamente contaminadas pela guerra eleitoral manipulada pela mídia  –intenção de consumo, confiança da indústria, confiança do consumidor, indicador antecedente da FGV.

Em resumo,  os mercados ,  ao contrário do jornalismo colegial, sabem que as candidaturas conservadoras não emplacam.

Enquanto cuidam de faturar, usam as redações  isentas, a exemplo dos serviços pagos, da  ‘Standard & Poor’s  e do Ibope,  para chantagear o final do governo Dilma.

Mas não só chantagear.

Também para engessar a presidenta-candidata no palanque de outubro .

E, no limite,  desossar sua eventual reeleição, circunscrevendo-a  num círculo de ferro de mercadismo  e mediocridade.

A transição de ciclo econômico vivida pelo Brasil apimenta esse embate.

Mas não é a sua determinação maior.

A determinação  dominante é o mutirão do dinheiro graúdo para engessar o governo em curso-- e, sobretudo a sua continudiade, a partir de 2015--  e impedir que ele seja de fato o portador  do  desejo mudancista do eleitorado  brasileiro, majoritariamente associado à condução do processo pela própria Presidenta-candidata.

O cerco está visível a olho nu.

Trata-se de espremer Dilma e tanger o  PT , obrigando-os a pensar pequeno.

Pensar um futuro governo menor que o país.

Uma campanha presidencial  menor que as possibilidades e urgências da Nação.

Com um programa de governo  --e uma estratégia eleitoral --  menor que a ponte necessária entre a prostração democrática que favorece a chantagem em curso, e a repactuação da  sociedade com o desenvolvimento, feita  de prazos e metas críveis  para a construção da cidadania plena .

Se pensar pequeno, o governo que finda ,e o seu novo mandato,  corre o risco de  caber na goela conservadora.

Que não  hesitará em mastiga-lo  até o último farelo.


Link:

http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/Se-pensar-pequeno-o-governo-escorrega-na-goela-conservadora/30568

quinta-feira, 27 de março de 2014

Promef transforma o Brasil no 4o. maior produtor naval do mundo!

Renovação da frota colocou o Brasil entre as quatro maiores indústrias navais! - por Daniel Mori, do Jornal GGN

Jornal GGN - Mais um navio construído no Brasil foi lançado às águas nos últimos dias. Trata-se do Dragão do Mar, um suezmax (para o transporte de óleo cru) de 274 metros de comprimento, 51 de altura, 48 de largura e uma capacidade de transporte de 157 mil toneladas de porte bruto. Apesar da magnitude, a embarcação é extremamente ágil, atendendo, inclusive, as limitações do estreito Canal de Suez.
O navio foi o mais recente a ser lançado ao mar pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), criado em 2004 pelo Governo Federal. Há cerca de um mês atrás, foi a vez do panamax Irmã Dulce, que tem a mesma função dos suezmax, com dimensões menores.
O reconhecimento da Petrobrás de que a exploração de petróleo demandava mais navios de apoio veio de encontro com o fato de que a frota de petroleiros para transporte de petróleo e derivados na costa brasileira era composta de navios com mais de 20 anos e precisavam ser renovados”, disse o presidente do SINAVAL, Ariovaldo Rocha.
Outros seis navios, construídos a partir do Promef, estão em operação. São eles: Navio Celso Furtado, Rômulo de Almeida, Sergio Buarque de Holanda e José Alencar (estes navios para transporte de produtos claros e derivados de petróleo), João Cândido e Zumbi dos Palmares (tipo suezmax). 
Outros dois estão em construção: Navio Anita Garibaldi (navio de produtos claros e escuros) e Oscar Niemeyer (para o transporte de gás liquefeito de petróleo pressurizado). Já o Dragão do Mar seguirá para alguns ajustes finais e depois para a fase de testes operacionais, para aí então operar oficialmente.
Além das embarcações já citadas, o Promef tem como meta construir até 2020 mais 17 navios só na primeira fase do programa e outros 23 na segunda fase. Todos voltados para cabotagem (Navegação ao longo da costa, geralmente ligando portos de um mesmo país). A demanda do programa é feita pela Transpetro, que desde sua criação, em 1998, contribui para o avanço tecnológico e modernização do setor.
Os quase 20 anos de depressão da construção naval no país mostraram o quão importante é a participação efetiva do estado como indutor desse tipo de indústria. Segundo o presidente do SINAVAL, o Brasil apresenta resultados mais surpreendentes que os três principais produtores navais. 
Os principais competidores da indústria naval internacional – Japão, Coreia do Sul e China – levaram mais de 30 anos para atingir níveis de competitividade. A construção naval brasileira já apresenta resultados em 14 anos de operação”, afirmou. Hoje o Brasil é o 4º maior produtor naval do mundo.
Programa de renovação da Frota de Apoio Marítimo (Prorefam)
Assim como o Promef, outro programa do governo, o Prorefam é um dos grandes responsáveis pela recuperação do setor e da geração de mais de 70 mil empregos em 14 anos. Só em 2013 foram entregues 21 embarcações de apoio offshore que seguem a pauta da inovação tecnológica do setor. 
Os navios de apoio marítimo, em construção ou recentemente entregues, incluem projetos da mais  avançada tecnologia hoje existente, como os dos tipos AHTS (Anchor Handling Tug Supply) e PLSV (Pipe Laying Support Vessel), atestando a crescente especialização e a qualificação dos estaleiros e da engenharia nacional”, ressaltou Ariovaldo Rocha.  
Ainda em 2013 foram entregues 10 embarcações de apoio portuário (que atuam nas operações de atracação e desatracação de embarcações nos portos brasileiros), 44 de navegação interior, as chamadas barcaças graneleiras (embarcações utilizadas no transporte de cargas pelos rios do país). Quatro projetos de novos estaleiros também foram lançados: Vard Pomar (PE), Wilson Sons (SP) e Aliança (RJ), assim como a ampliação do Estaleiro São Miguel (RJ).
Ariovaldo Rocha avalia as conquistas como uma das políticas públicas mais bem sucedidas da história do país, já que em parceria com o governo estão 17 grandes grupos, sendo 14 de capital internacional, listados entre os mil maiores do país. 
Os estaleiros brasileiros têm como acionistas alguns dos maiores grupos empresariais locais e internacionais, são parceiros e atuam em projetos conjuntamente com grandes empresas internacionais. Esses investidores acreditam na continuidade da política do governo brasileiro quanto ao conteúdo local dos projetos”, finalizou o presidente do SINAVAL.
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