Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 27 de abril de 2014

Aeroportos registraram 3,5 milhões de passageiros no feriadão!

Aeroportos registraram 3,5 milhões de passageiros no feriadão - da Agência Brasil 


Cerca de 3,5 milhões de pessoas passaram pelos aeroportos brasileiros no período de 17 a 22 de abril, que inclui a Semana Santa e o feriado de Tiradentes. O número representa um aumento de 12% na movimentação registrada no mesmo período do ano passado. 

Segundo avaliação da Secretaria da Aviação Civil, da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), as operações ocorreram dentro da normalidade.

Os três aeroportos concedidos à iniciativa privada – Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF) – registraram 1,08 milhão de passageiros durante o feriado, número 16% maior que o movimento no ano passado (900 mil pessoas). Além disso, 2,41 milhões de pessoas passaram pelos 63 aeroportos administrados pela Infraero, que ainda inclui Confins e Galeão, concedidos recentemente à iniciativa privada. O número é 8% maior que o registrado no mesmo período de 2013.

Segundo um levantamento feito pela Secretaria de Aviação Civil com base nos números divulgados pela Infraero, 8,1% dos 15.166 voos em todo o país atrasaram mais de 30 minutos. A situação mais crítica foi registrada no Aeroporto Santos Dumont (RJ), que ficou fechado para pousos e decolagens por algumas horas na manhã do dia 18 por causa do mau tempo. 

Esse fato gerou efeito cascata em outros terminais, como no de Brasília. Segundo a Inframérica, dos 440 voos e decolagens feitos por dia no aeroporto da capital federal, 49% são de conexão para os demais aeroportos brasileiros.

A queda no fornecimento de energia no aeroporto do Galeão (RJ), no dia 19, não gerou impacto operacional significativo devido ao horário da ocorrência. Em torno de dez voos foram impactados com atrasos de uma hora, segundo informações da Anac.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-04/aeroportos-registraram-35-milhoes-de-passageiros-no-feriado-da-pascoa

José Luís Fiori: A Social-Democracia e o Socialismo europeus acabaram!

José Luís Fiori: História de um naufrágio - da Carta Maior, via Vermelho


Merkel e Hollande: O 'socialista' francês acabou se rendendo aos encantos do neoliberalismo defendido a ferro e sangue pela Chanceler alemã.


É preciso olhar de frente e sem ilusões: a social-democracia e o socialismo europeus acabaram. Acabaram como utopia, como ideologia e como projeto político autônomo.

José Luís Fiori*, na Carta Maior


De forma inglória, na Itália, Grécia, Portugal e Espanha, e de forma desastrosa, na França de Françoise Hollande, com sua xenofobia e seu “belicismo humanitário”; e na Alemanha, dos governos de coalisão e da submissão social-democrata, ao conservadorismo de Angela Merkel, com sua visão “germanocentrica” e hierárquica da União Europeia, e da sua relação com o mundo islâmico. 


Este espetáculo terminal, entretanto, inscreve-se numa longa história que começou no fim do século 19, e atravessou várias “revisões” teóricas e estratégicas, e inúmeras experiências parlamentares e de governo, que foram alterando, progressivamente, através do século 20, os objetivos e a própria identidade do socialismo europeu, até chegar ao desastre atual.

Tudo começou em 1884, com a defesa de Eduard Bernstein, da necessidade de modificar ou reinterpretar algumas teses marxistas clássicas sobre a “luta de classes” e a “revolução socialista”, à luz das grandes transformações capitalistas das últimas décadas do século 19, e das necessidades da luta eleitoral do partido social-democrata alemão, que era o mais importante da Europa, naquele momento. 


Segundo Bernstein, o progresso tecnológico e a centralização e internacionalização do capital haviam mudado a natureza da classe operária e a própria dinâmica do sistema capitalista, cujo desenvolvimento histórico já não apontaria mais na direção da “pauperização crescente”, da “crise final” e da “revolução socialista”.

Como consequência, Bernstein propunha que os social-democratas abandonassem a “via revolucionária”, e optassem pela via eleitoral e parlamentar de transformação continua, reformista e endógena do próprio capitalismo. 


As ideias e propostas de Bernstein privilegiavam incialmente a questão parlamentar, e foi só mais tarde que tiveram um peso importante na decisão dos social-democratas de participar dos governos de “união nacional’ ou de “frente popular”, junto com outras forças políticas mais conservadoras, para enfrentar os efeitos devastadores da I Guerra Mundial, e da crise econômica da década de 1930.

Os problemas que estavam colocados sobre a mesa, eram o colapso econômico, o desemprego e a inflação, e os social-democratas seguiram a cartilha dos conservadores, até porque não tinham uma visão própria de como enfrentar estes desafios concretos, dentro do próprio capitalismo. 


Neste contexto, entretanto, destaca-se a originalidade do governo social-democrata sueco que respondeu à crise utilizando-se de uma política heterodoxa de incentivo ao crescimento econômico e pleno emprego. A despeito que seu sucesso deva ser atribuído ao atrelamento da economia sueca ao expansionismo bélico da economia nazista, mais do que as virtudes da própria política econômica do governo social-democrata.

De qualquer forma, o modelo sueco de “pactação social” foi reproduzido mais tarde, com sucesso, pelos governos social-democratas da Áustria, Bélgica, Holanda, e dos próprios países nórdicos, que seguiram sendo governados pelos social-democratas, depois da guerra. 


Seja como for, o caso sueco foi uma exceção no meio de vários fracassos social-democratas no comando das politicas econômicas rigorosamente ortodoxas e conservadoras dos governos de que participaram, na Alemanha, entre 1928-30; na Grã Bretanha, entre 1929-31; na Espanha, entre 1928-30; e na França, entre 1936-37.

Logo depois da Segunda Guerra Mundial, os alemães lideraram outra grande revisão doutrinária e estratégica do socialismo europeu que culminou no Congresso do Bad Godesberg, realizado em 1959. 


Foi neste momento que os socialistas e os social-democratas europeus abandonaram a ortodoxia econômica e aderiram às teses e às políticas keynesianas, como forma de gerir a economia capitalista com objetivo de multiplicar os empregos e os recursos necessários para o financiamento de suas políticas distributivas e de proteção social. Dava-se como certo que no médio prazo, as políticas favoráveis à acumulação de capital também teriam efeitos favoráveis para o mundo do trabalho e da igualdade social.

Neste sentido, do ponto de vista lógico e político, a partir deste momento, o sucesso do capitalismo passou a ser uma condição indispensável do sucesso reformista dos socialistas europeus, completando-se um giro de 180 graus, com relação à sua tese clássica de que a liberdade e a igualdade seriam um produto necessário da eliminação da propriedade privada e dos “estados burgueses”. Depois de Bad Godesberg, a nova proposta passou a ser: “liberdade política = igualdade social = crescimento econômico = sucesso capitalista”.

De qualquer maneira, este novo consenso durou pouco, e já na década de 1980, teve início uma terceira grande “rodada revisionista”, quando os socialistas e social-democratas europeus abandonaram o “barco keynesiano” e aderiram às novas teses e políticas neoliberais promovidas em todo mundo, pelos governos conservadores de Margareth Thatcher e Ronald Reagan. 


Esta mudança de rumo avançou como um rastrilho de pólvora - a partir de 1980 - na Espanha de Felipe Gonzalez e na França de François Mitterand, e também na Itália de Bettino Craxi, e na Grécia de Andreas Papandreu. 

E logo em seguida, na Inglaterra de Tony Blair, onde foram formuladas as principais teses da “terceira via”, patrocinada pelos trabalhismo inglês, e que era na prática uma repetição dos mesmos argumentos que Eduard Bernstein havia apresentado um século antes. 

Segundo os trabalhistas ingleses, teria ocorrido uma mudança do capitalismo e de suas classes sociais que limitava a eficácia da política de classe tradicional e da própria intervenção “keynesiana’ do estado, fazendo-se necessário uma nova adaptação das ideias e programas socialistas a este mundo desproletarizado, desestatizado e globalizado.

No início do século 21, entretanto, já estava claro que estas políticas e reformas tinham tido um efeito social extremamente negativo, provocando redução simultânea dos postos de trabalho, dos salários, dos gastos sociais e da segurança dos trabalhadores, junto com uma enorme concentração e centralização do capital e da renda, em todos os países do continente. 


Mesmo assim, os socialistas e social-democratas europeus mantiveram e radicalizaram suas novas posições, transformando-se nos defensores mais intransigentes – dentro da União Europeia – dos princípios e políticas ortodoxas e neoliberais que os levaram ao “beco sem saída” em que se encontram na conjuntura desta segunda década do século 21.

O problema agora é que já não se trata mais de uma simples crise conjuntural ou circunstancial, se trata do esgotamento de um projeto que foi sofrendo sucessivas mudanças estratégicas até o ponto em que perdeu todo e qualquer contato com suas próprias raízes históricas. Primeiro, os partidos socialistas e social-democratas abriram mão da ideia da revolução socialista, e depois do próprio socialismo como objetivo final da sua luta política.

Mais à frente, deixaram de lado o projeto de socialização da propriedade privada, e de eliminação do estado, e no final do século 20, passaram a atacar as próprias políticas de crescimento, pleno emprego e proteção social que foram suas principais bandeiras depois da Segunda Guerra Mundial, e que talvez tenha sido sua principal contribuição ao século 20. 


Por isto, hoje, os socialistas europeus estão transformados numa caricatura de si mesmos, sem horizonte utópico, e sem nenhuma capacidade de inovação política, social e intelectual. Um triste fim para uma utopia e um projeto que fizeram da Europa do século 19, a vanguarda revolucionário do mundo.

Segunda Parte

“As the twentieth century was coming to a close, socialists could not but re-examine, yet again, the framework of their doctrine. They did so as they had always done: in a confuse and unco-ordinated manner, propelled by the contingency of everyday politics and the pressure of electoral consideration. They could not do otherwise. Moving forward is no guarantee of success. Standing still offers the certainty of defeat”. Donald Sassoon (1997), One Hundred Years of Socialism, Fontana Press, London, p. 754.

[Enquanto se aproximava o fim do século 20, socialistas não podiam fazer outra coisa senão reexaminar, novamente, o quadro da sua doutrina. Eles o examinaram como sempre o haviam feito: de uma forma confusa e descoordenada, impulsionados pela contingência da política cotidiana e a pressão da considerção eleitoral. Eles não podiam fazer diferente. Avançar não é garantia de sucesso. Permanecer imóvel oferece a certeza da derrota.] Donald Sassoon (1997), Cem anos de Socialismo, Fontana Press, Londres, p. 754. (Tradução do Vermelho)


Ao fazer o balanço do socialismo europeu, no início do século 21, é possível extrair pelo menos três grandes ensinamentos de sua trajetória e de suas experiências governamentais, do século passado:

1) A sua identidade doutrinária foi sendo desmontada pelos próprios socialistas, através de sucessivas revisões teóricas, ideológicas e políticas de sua matriz originária, de inspiração marxista, feitas sempre em nome das “transformações do capitalismo”, e das exigências da “luta eleitoral”. 

Mas a lenta e progressiva “desconstrução” desta matriz não deu lugar à nenhuma outra teoria com a mesma capacidade marxista de definir objetivos, atores e estratégias, a partir de um diagnóstico de longo prazo das tendências críticas do capitalismo. Pelo contrário, estas sucessivas revisões foram criando uma verdadeira “colcha de retalhos”, que foi sendo tecida de forma pragmática, como resposta aos desafios imediatos, e como justificativa de decisões políticas conjunturais, cada vez mais contraditórias, com relação aos objetivos iniciais dos socialistas.

Como vimos no artigo anterior, a primeira “rodada revisionista”, do final do século 19, foi uma opção política pela “via eleitoral” que acabou tendo um enorme impacto estratégico e de longo prazo, porque significou, na prática, o abandono do projeto revolucionário de ruptura e superação do capitalismo, através da eliminação da propriedade privada, das classes sociais, e do estado. 

A segunda “rodada revisionista”, da década de 1950, por sua vez, implicou no abandono definitivo da própria ideia de uma sociedade e uma economia socialistas, e no longo prazo, significou uma opção pelo “aperfeiçoamento” ou “humanização” do próprio capitalismo De forma que se pode considerar que a terceira grande “rodada revisionista” e neoliberal, dos anos 1980 e 1990, foi apenas uma culminação da decisão anterior de se adequar periodicamente às “exigências e inovações do Capital”.

Pouco depois, no início do século 21, o socialismo europeu já estava transformado numa “torre de Babel” irrecuperável.

2) A experiência governamental do socialismo europeu foi bem menos turbulenta e inovadora do que foi sua vida doutrinária. Durante os séculos 19 e 20, os “socialistas utópicos”, de todos os matizes, e os “anarquistas’, por razões óbvias, só participaram pontualmente de alguma experiência de gestão estatal, defendendo - até hoje - várias formas de economia comunitária, cooperativa ou solidária, e várias formas políticas de democracia local, direta ou participativa. 

E o “socialismo soviético” simplesmente eliminou o problema da gestão estatal do capitalismo, ao coletivizar a propriedade e se propor a construção de uma economia de planejamento central. Por isto coube aos partidos socialistas e social-democratas ( e de forma secundária, aos partidos comunistas) enfrentar o desafio de administrar democraticamente os estados e as economias capitalistas europeias.

Neste campo, entretanto, os socialistas europeus inventaram e inovaram muito pouco com relação às politicas ortodoxas, conservadoras ou convencionais, durante suas três grandes experiências de governo, depois da Primeira Guerra Mundial, nos anos 1960/70, e durante a “era neoliberal”. Se pode afirmar que nunca existiu um programa de governo específico e exclusivo dos socialistas, que pelo contrário, sofreram sempre uma forte influência e muitas vezes assimilaram, pura e simplesmente, as ideias e projetos dos partidos e governos conservadores.

No campo da política econômica, por exemplo, os governos socialistas foram quase sempre ortodoxos, como no caso clássico de Rudolf Hilferding, ao assumir o Ministério da Fazenda da Alemanha, em 1928. Mas também no caso do Partido Laborista inglês que optou em 1929 pela “visão do Tesouro”, contra a opinião liberal de John Keynes e David George, e o mesmo aconteceu com o governo social-democrata de Leon Blum, na França, em 1936.

Mesmo depois da Segunda Guerra Mundial, os social-democratas e socialistas seguiram ortodoxos, e só se “converteram” às políticas keynesianas na década de 1960. Mas assim mesmo, nas crises monetárias de 1966 e 1972, os governos de Harold Wilson e Helmut Schmid voltaram rapidamente ao trilho conservador da ortodoxia monetarista. 

Neste sentido, como já vimos, a experiência sueca da década de 1930 foi uma exceção dentro de uma história relativamente monótona e recorrente. E ainda mais, depois da década de 80, e da adesão entusiástica dos socialistas de todos os matizes ao novo ideário neoliberal liderado e popularizado pelos governos anglo-saxões de Margareth Thatcher e Ronald Reagan.

O mesmo aconteceu no campo da política externa dos governos socialistas e social-democratas do século 20. Foi por aí que começou sua primeira grande divisão interna, por conta de sua tomada de posição frente à Primeira Guerra Mundial.

Mas na década de 1930, as coalizões de governo com participação socialista ou social-democrata, também se dividiram frente à Guerra Civil Espanhola e aos primeiros passos da escalada nazista. E voltaram a se dividir durante a Guerra Fria, e foi só tardiamente que eles aderiram ao projeto da unificação europeia iniciado pelas forças conservadoras da França e da Alemanha. 

Em todo o século 20, uma das raras iniciativas realmente originais e autônomas de uma governo social-democrata, no campo da política internacional, afora a solidariedade genérica dos socialistas, com o “terceiro mundo”, foi a Ostpolitik do governo social-democrata de Willy Brandt, em 1969, que viabilizou os acordos de desarmamento, da década de 1970 e 1980, e iniciou o grande movimento na direção do “leste”, da Alemanha Ocidental, que acabou produzindo mudanças geopolíticas fundamentais, dentro e fora da Europa. 

Mas em geral se pode dizer que a política externa dos socialistas, e dos social-democratas, também se pautou pelas ideias e diretrizes dos partidos e governos conservadores, na Inglaterra, do nacionalismo gaullista, na França, e dos democrata-cristãos, na Alemanha.

Esta falta de “originalidade” talvez explique porque tenha sido durante seus próprios governos que o socialismo e a social-democraica tenham se dividido de forma mais profunda e radical. Uma divisão que chegou no limite da ruptura definitiva, depois da “virada revisionista” dos anos 1950, e durante os governos social-democratas que começam na década de 1960. 

Foi o período das grandes revoltas sociais e sindicais que questionaram a estratégia e a organização da “velha esquerda” e criaram as bases dos novos movimentos sociais, com sua proposta de volta às raízes anárquicas e comunitárias do “socialismo utópico”, e sua recusa da política partidária e da participação em governos.

3) Assim mesmo, no balanço final do século 20, é fundamental reconhecer que os partidos socialistas e os social-democratas europeus, na oposição ou no governo, mais na oposição do que no governo, e sobretudo depois da Segunda Guerra Mundial, deram uma contribuição decisiva para a diminuição da desigualdade social, e para a universalização de formas de proteção social e planejamento que haviam sido experimentadas durante a guerra. Mesmo quando estas políticas também tivessem sido apoiadas e incentivadas por vários partidos e governos conservadores.

De fato, os socialistas e os social-democratas europeus só perderam definitivamente o seu rumo e a sua identidade, depois do fim da União Soviética, que havia contribuído, no período anterior, para sustentar a imagem progressista do socialismo europeu, no cumprimento de sua função, dentro da Guerra Fria, de “alter-ego crítico” e de oposição de esquerda, ao socialismo soviético.

*José Luís Fiori, cientista político, é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e colunista da Carta Maior.

Fonte: Carta Maior

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Em um ano, arrecadação dos pedágios paulistas faria 12 arenas da Copa!

Em um ano, arrecadação dos pedágios paulistas faria 12 arenas da Copa - da Rede Brasil Atual

Pedágios paulistas custam uma fortuna e dão lucros astronômicos aos concessionários, que chegam a ter uma rentabilidade maior do que a dos bancos. Alckmin prometeu reduzir o valor, mas não cumpriu.

Estudo de deputados estaduais PT de São Paulo aponta razões para a instalação de comissão que investigará concessões de estradas à iniciativa privada
São Paulo – As concessionárias que administram os pedágios nas estradas estaduais arrecadaram, em 2013, cerca de R$ 6,891 bilhões, de acordo com o Pedagiômetro – que utiliza os relatórios de arrecadação das concessionárias para estimar o faturamento das praças de pedágio paulistas. 
Segundo nota da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, o valor é apenas R$ 733 milhões mais baixo que os R$ 7,6 bilhões previstos no documento Matriz de Responsabilidades, do Portal Transparência, do governo federal, para a reforma e ou construção dos 12 estádios que sediarão jogos da Copa do Mundo de futebol.
Os cálculos, diz a nota, são de diferentes fontes, incluindo BNDES, Caixa Econômica Federal, além de governos estaduais e municipais, dentre outros, e explicam por que a construção das praças de pedágios no estado saltaram de 40, em 1997, para 246, em 2013.
Em seu site, a bancada lembra que as estradas que foram repassadas à iniciativa privada, principalmente na primeira fase, em 1998, apresentavam boa qualidade, construídas com recursos dos impostos pagos pelos contribuintes estaduais.
"Os tucanos entregaram para a iniciativa privada o melhor, as rodovias duplicadas e com maior fluxo de tráfego", diz o texto.
Ainda segundo a bancada do PT,  67% das concessões de rodovias paulistas usam o IGP-M como indexador para corrigir o valor das tarifas de pedágios anualmente e o restante usa o IPCA. De junho de 1998 até maio de 2013, a variação do IGP-M foi de 248%, enquanto para o IPCA foi de 152%.
Os valores das tarifas de pedágios cobradas no estado de São Paulo serão alvo de investigação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa. O pedido de instalação da comissão foi protocolado em março de 2011, mas só agora passará a ser tema de apuração.
A bancada petista na Assembleia Legislativa – que já indicou os deputados Antonio Mentor e Gerson Bittencourt como membros titulares da CPI – aguarda a indicação dos representantes das demais bancadas, num total de nove parlamentares. Depois disso, deverá ser convocada a primeira reunião da comissão, que elegerá presidente e vice. É de praxe que a presidência ou a relatoria fiquem com o autor do pedido, que foi o deputado Mentor.
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Economia da zona do Euro mostra sinais de crescimento!

Economia da zona do Euro mostra sinais de crescimento - do Vermelho



A economia da zona do Euro mostrou em abril seu maior crescimento dos últimos três anos e sinais de reanimação no mercado trabalhista, assegurou nesta quarta-feira (23) a empresa de consultoria Markit.


Com esse desempenho o bloco conseguiu 54 pontos, acima dos 50 estabelecidos para esse indicador, o que reflete uma reanimação da atividade comercial, encabeçada pela Alemanha.

O índice PMI elaborado pela consultoria situou-se em seu nível mais alto em 35 meses, em março foi de 53,1 pontos.

De acordo com as previsões é possível que a alta se repita em maio e se mantenha a recuperação das manufaturas e dos serviços.

O relatório de Markit assinala que a produção manufatureira aumentou por décimo mês consecutivo, o segundo crescimento mais notável desde abril de 2011, e ainda o comércio aumentou pelo nono mês seguido.

Alemanha e França marcam a aceleração econômica da zona do Euro, ainda que no resto do grupo da moeda única também se encenou um crescimento incomum desde fevereiro de 2011.

O economista chefe de Markit, Chris Williamson, afirmou que a região iniciou o segundo trimestre em uma posição sólida, ao se observar a expansão mais intensa dos três últimos anos.

Com esse desempenho o produto interno bruto deve ser incrementado 0,5 por cento no segundo trimestre depois de um incremento de 0,4 no primeiro.

Na relação com o emprego significou que a contratação de trabalhadores foi em abril a maior registrada desde setembro de 2011 e só a segunda desde esse mesmo ano.

Nesse tema Grécia e Espanha, apesar de registrar melhoras em seu panorama econômico durante o primeiro trimestre, seguem com elevadas taxas de desemprego com cifras que ultrapassarão 25 por cento em 2014 e 2015.

Fonte: Prensa Latina


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http://www.vermelho.org.br/noticia/240676-2

Haddad propõe orçamento para 2015 priorizando mobilidade e educação!

Haddad propõe orçamento para 2015 priorizando mobilidade e educação - da Rede Brasil Atual

Apesar de sofrer uma queda de R$ 1,3 bilhão, em virtude da judicialização do IPTU, o orçamento se adequa ao Plano de Metas e contempla promessas de campanha do prefeito
haddad
Haddad direciona orçamento para realização de duas das principais promessas: corredores de ônibus e creches
São Paulo – A proposta orçamentária da prefeitura de São Paulo para 2015 (PL 174/2014) prioriza os investimentos em mobilidade urbana, sobretudo os corredores de ônibus, carro-chefe dos projetos da gestão de Fernando Haddad (PT). 
A proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), entregue à Câmara Municipal no último dia 14, prevê investimentos de aproximadamente R$ 1,98 bilhão.
Somente para a sequência das obras nos corredores será R$ 1,25 bilhão. No mesmo setor, o governo municipal pretende construir 62 quilômetros de vias para bicicletas no próximo ano – aplicando R$ 20 milhões.
A nova proposta reduz o orçamento em R$ 1,3 bilhão, comparado ao deste ano – R$ 50,6 bilhões em 2014; R$ 49,3 bilhões para 2015. No entanto, mesmo para este ano poderá haver redução nos gastos. Estão computados na peça orçamentária cerca de R$ 863 milhões que estão congelados em virtude da suspensão judicial do reajuste do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), aprovado pela Câmara Municipal no ano passado. Com isso o orçamento executável de 2014 é de R$ 49,7 bilhões.
Na prática, a suspensão do reajuste do IPTU por decisão Tribunal de Justiça de São Paulo – atendendo a um pedido da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) – afeta também o Plano Plurianual 2015-2018 da capital paulista, aprovado em dezembro passado. No documento, que estabelece o planejamento orçamentário do município até o final do atual mandato, a arrecadação prevista para 2015 era de aproximadamente R$ 51 bilhões.
Outro problema é o fracasso na renegociação da dívida do município com a União. Hoje, São Paulo deve R$ 54 bilhões ao governo federal, valor que Haddad esperava conseguir negociar. A dívida pública total da capital paulista, considerando a com a União, os precatórios – dívidas decorrentes de decisões judiciais – e outras de menor impacto, está projeto em R$ 85 bilhões para 2015, R$ 91 bi para 2016 e R$ 97,5 bi para 2017. Essa situação reduz a possibilidade de investimento, pois impede a contratação de novos empréstimos e a oferta de contrapartida aos programas federais.
Apesar do tamanho da receita, a gestão Haddad pode definir o destino de apenas 9,5% da verba, em geral direcionada às áreas de cultura, esportes, meio ambiente, desenvolvimento econômico e investimentos. A receita de custeio da estrutura já existente de educação, saúde e transportes, por exemplo, é definida por lei e não pode ser alterada para menos. A LDO apresenta somente valores referentes a prioridade de investimento da gestão para o próximo ano e ficou fechada em R$ 6,4 bilhões.
Deste valor, para o já mencionado investimento em mobilidade, serão direcionados ainda R$ 453 milhões para o Plano Viário Sul, que inclui o alargamento da estrada do M'Boi Mirim – na região do Jradim Ângela – e da avenida Dona Belmira Marin – no Grajaú – ambas na zona sul da cidade. E também R$ 57,8 milhões para reestruturação do sistema de semáforos da capital, que têm sofrido panes constantes a cada chuva ocorrida na cidade.
O segundo maior orçamento da LDO é o de educação, em que serão investidos R$ 887 milhões. Em 2015 a gestão Haddad pretende implementar 91 Centros de Educação Infantil (CEI), as populares creches, ao custo de R$ 468 milhões. Além disso, vai investir outros R$ 70 milhões na expansão da rede conveniada, buscando aumentar a oferta de vagas para receber 18.307 novos alunos.
A cultura mantém um orçamento discreto, perto dos demais, mas com inovações importantes para 2015. A principal é a mudança na proposta da Virada Cultural, que deve custar R$ 13,2 milhões. O objetivo é realizar uma virada no centro, outras duas descentralizadas e outros eventos temáticos em diversas regiões da cidade.
Além disso, a gestão pretende atingir a meta de fomentar 500 projetos através do Programa de Valorização para as Iniciativas Culturais (VAI), nas modalidades 1 e 2. Para isso o orçamento proposto será de aproximadamente R$ 8,5 milhões. Em outra frente, a prefeitura que investir R$ 61 milhões no fomento a projetos anuais de diversas linguagens artísticas, além de implantar 114 pontos de cultura, ao custo de R$ 8,7 milhões.
A promessa de construir 55 mil moradias até o final da gestão segue em pauta com orçamento de R$ 218,5 milhões para desapropriações e obras no próximo ano. No total, a habitação terá investimentos de R$ 437 milhões, sendo ainda R$ 143 milhões para o programa de urbanização de favelas, que devem chegar a 24 mil famílias em 2015.
A construção dos três hospitais (Parelheiros, na zona sul, Vila Matilde, na zona leste e Brasilândia, na zona norte) segue em projeto, mas ainda sem data para conclusão das obras. Estão definidos R$ 201 milhões para esta ação, de um total de R$ 368 milhões destinados para a saúde nas diretrizes orçamentárias. Outras realizações propostas são a implementação de oito unidades da Rede Hora Certa (R$ 56 milhões), a reforma de 16 pronto socorros, adequando-os ao modelo de Unidade de Pronto Atendimento (UPA), ao custo de R$ 79 milhões, e a criação de nove Unidades Básicas de Saúde (R$ 49,5 milhões).
A gestão Haddad também vai ampliar o atendimento à população em situação de rua com investimentos em três ações: Implementação de dois novos centros especializados para população em situação de rua, de cinco novos centros de acolhida e de um restaurante comunitário. Serão investidos R$ 3,2 milhões nestas ações, que fazem parte das metas da gestão para atendimento desse grupo social. No total, a assistência social tem orçamento proposto de R$ 37 milhões.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias precisa ser votada pelos vereadores até o dia 30 de junho.
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sábado, 26 de abril de 2014

É assim que o PSDB governa: Roubos crescem 44,77% na capital paulista e 31,18% no estado de SP!

Roubos crescem 44,77% na capital paulista e 31,18% no estado de SP! - da Agência Brasil

Realmente, os roubos aumentaram muito em São Paulo...

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, disse hoje (25) que “o aumento de roubos é um fenômeno nacional” relacionado à impunidade gerada pela legislação. 

Ele defendeu um esforço do país para enfrentar a questão, ao comentar o crescimento, em março passado, de 31,18% nesse tipo de crime – quando há violência ou grave ameaça à vítima – no estado, passando de 20.455 casos no mesmo mês de 2013 para 26.832 registrados agora.

De acordo com o secretário, o combate ao roubo é um problema que depende de atuação em quatro áreas: integração, inteligência, investigação e impunidade. “Nós estamos atuando na inteligência, na integração e na investigação, mas é preciso também que haja um esforço do país no que se refere à questão da impunidade”, afirmou.

Grella coloca em questão a efetividade da legislação penal: “É preciso discutir aspectos da Lei de Execução Penal e do próprio Código Penal. Hoje, há muita gente presa que não deveria estar e muitos que progridem, ganham a liberdade e não deveriam ter esse benefício”, acrescentou o secretário.

Secretário de Segurança Pública Fernando Grella
Para Fernando Grella, "há muita gente presa que não deveria e muitos que progridem, ganham a liberdade, e não deveriam ter esse benefício”Marcelo Camargo/ABr
Só na capital paulista, o número de casos de roubo teve uma alta de 44,77% em comparação ao ano passado, passando de 9.732 casos para 14.809 em março deste ano. 

O balanço foi divulgado na tarde de hoje pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Também houve aumento de 5,9% no número de latrocínios [roubos seguidos de morte] em todo o estado, que passaram de 34 casos em março de 2013 para 36 este ano. 

Na capital, no entanto, os latrocínios tiveram queda de 10%, passando de nove para dez casos na mesma comparação.O secretário admitiu que o crescimento dos roubos no estado preocupam. “Nossa principal preocupação é o crime contra o patrimônio. 

Apesar de termos tido reduções de 33% no caso de roubos a bancos, de 6,5% no caso de furtos e de 1,3% em roubos de cargas, os roubos em geral tiveram aumento”, disse ele.

Segundo Grella, parte do aumento dos casos de roubos se deve ao aumento na criminalidade, mas ele acrescentou que parte desse aumento também se dá porque houve aumento no número de notificações ou denúncias de crimes pela população.

Durante a entrevista, Grella disse que, a partir do próximo mês, a secretaria vai começar a divulgar mais detalhes sobre os roubos e latrocínios no estado. “Não temos medo da transparência. A partir do mês que vem, serão publicados dados mais detalhados sobre roubos e homicídios. Será possível saber, por exemplo, quais são os tipos de roubos mais frequentes e os perfis de homicídios”, falou ele.

Quanto aos homicídios, no entanto, houve queda tanto na capital quanto no estado, onde a redução alcançou 0,75% em março, com 398 casos. Na capital, a redução foi 12%, com 103 casos em março.

“Esses indicadores indicam tendência de queda de homicídios dolosos. Com esses resultados, nossa taxa de homicídios no estado está em 10,32 homicídios por 100 mil habitantes e, na capital, de 10,08 a cada 100 mil habitantes, o que nos posiciona muito próximos da taxa preconizada pela Organização Mundial da Saúde, que é dez mortes por grupo de 100 mil habitantes”, disse o secretário.

Também houve redução nos casos de furtos, que caíram 6,45% no estado, passando de 46.510 em março do ano passado para 43.509 casos este ano. Segundo a secretaria, este foi o menor número de furtos em um mês de março desde 2010, quando ocorreram 42.497 furtos. Já na capital, a queda chegou a 10,3%, com o registro de 15.464 casos em março.

Link:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-04/secretario-paulista-culpa-falhas-da-legislacao-por-aumento-dos-roubos-no

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Produção diária no pré-sal bate recorde com 428 mil barris!

Produção diária no pré-sal bate recorde com 428 mil barris - da Agência Brasil, via Vermelho


Essa é a verdadeira Petrobras. 

A produção de petróleo na Província Pré-Sal, nas bacias de Santos e Campos, chegou a 428 mil barris por dia (bpd). A marca foi atingida nessa terça-feira (15) e configura um novo recorde de produção diária. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (17) pela Petrobras.


Segundo a estatal, o número foi alcançado devido ao aumento da produção da plataforma P-58, que entrou em operação no 17 de março no Parque das Baleias, na Bacia de Campos. A produção da P-58 está em cerca de 50 mil bpd em três poços. A Petrobras detém 100% dos direitos na área.

A produção no pré-sal inclui 24 poços, sendo 15 na Bacia de Campos e nove na Bacia de Santos. Até o fim do ano, mais 15 poços entrarão em operação no pré-sal, 11 na Bacia de Santos e quatro na Bacia de Campos.

Fonte: Agência Brasil


Link:
http://www.vermelho.org.br/noticia/240413-2

FIES cresceu mais de 400% em três anos e beneficiou 1,4 milhão em 2013!

FIES cresceu mais de 400% em três anos - da Agência 


Caixa de Notícias



Classe C foi a maior beneficiada e 1,4 milhão de alunos 


são beneficiados hoje



Os empréstimos concedidos pelo governo a estudantes por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES)  aumentaram de 224 mil, em 2011,  para 1,4 milhão em 2013, uma expansão de 400%, de acordo com dados do  Ministério da Educação.  O orçamento do programa cresceu cerca de 300% no mesmo período: saltou de R$ 1,8 bilhão para R$ 7,5 bilhões. Nesses três anos, o peso do Fies em relação ao total de matrículas subiu de 4,5% para 21,5%.
O impacto do FIES no ensino superior privado brasileiro foi significativo. Segundo o  Ministério da Educação, o FIES responde por mais de 30% das matrículas em universidade particulares. "Impacto positivo, pois o financiamento oferece a oportunidade aos alunos da classe média, principalmente classe C, que não se encaixam no perfil para requerer bolsas ofertadas pelo ProUni, de cursar uma área que realmente têm vocação", afirma o diretor-executivo do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo(Semesp), Rodrigo Capelato.
Inclusão
Estudante do terceiro ano de Publicidade e Propaganda, Fernanda Rodriguez, 26, quase trancou a matrícula do curso em 2013. O motivo: tinha parado de trabalhar e não conseguia arcar com as mensalidades. A solução foi rápida. "Contratei o FIES há um ano e vou pagar tudo depois de formada", respira aliviada a estudante da Faculdade JK, no Gama, cidade satélite de Brasília. 
Com a colega de sala Ana Lígia Moura Barbosa foi diferente. O atraso nas mensalidades se deu por causa de um acidente, que a afastou do trabalho por quase um semestre. Na época, Ana Lígia recorreu ao FIES e resolveu utilizar o financiamento até o final do curso. "Antes eu tinha de trabalhar 8 horas por dia e não tinha tempo nenhum para o estudo", diz otimista.
Segundo diretor-executivo do Semesp, com a reformulação do FIES em 2010 que resultou na diminuição de juros do programa, o aluno de classe média que não conseguia custear os estudos agora tem a possibilidade de optar pelo curso que deseja, principalmente em áreas mais demandadas, como medicina e enegenharia. Antes, afirmou, com dificuldade financeira este estudante acabava optando pelo curso mais barato.
 Foi exatamente o caso da estudante Yasmin Alves, que ficou sabendo do financiamento por meio de uma prima das condições do FIES. A futura jornalista não esconde a realização de poder estudar justamente na faculdade que escolheu.  “Eu não estaria na Universidade Católica de Brasília se não fosse o FIES”, afirma.
Para o professor do Laboratório de Políticas Públicas e Planejamento Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Luis Aguilar, a lógica do FIES vai além do financiamento do ensino superior. 
“As políticas de inclusão através do financiamento de cursos de estudantes em instituições não gratuitas tem a lógica da transferência de recursos federais para financiar políticas de inclusão social”, avalia. Não se trata de privatização e nem de repasse indireto de recursos a instituições privadas, afirmou.  Na sua definição, o FIES é  financiamento público de políticas de inclusão dentro do sistema educacional brasileiro, que tem duas dimensões: a pública e a privada, e pelas quais o governo brasileiro deve responder. "O FIES é importante. Paga uma dívida social histórica, incorporando cidadania e mais educação para diferentes camadas sociais preteridas.
Link:

sábado, 19 de abril de 2014

Aécio Campos e Eduardo Neves: Candidaturas usam estratégias complementares! - por Marcos Doniseti!

Aécio Campos e Eduardo Neves: Candidaturas usam estratégias complementares! - por Marcos Doniseti!


Como se percebe, capacidade administrativa não é o forte dos tucanos...

Nas últimas semanas, ficou mais claro, pelo menos para mim, que os dois principais candidatos de oposição, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), que estão adotando um discurso bastante crítico em relação ao atual governo federal, estão usando de estratégias distintas, mas complementares, para poder derrotar Dilma na próxima eleição presidencial. 

Assim, enquanto Aécio foca o seu discurso na necessidade de se adotar 'medidas impopulares' (aumento de impostos, elevação dos juros, cortes nos investimentos públicos e nos gastos sociais, interrupção dos reajustes salariais, aumento das tarifas de energia e dos preços dos combustíveis, privatizações de toda a infra-estrutura do país), o candidato do PSB opta por fazer um discurso que prioriza um suposto abandono, por parte do governo Dilma, das políticas implantadas pelo governo Lula.

Assim, cada um dos candidatos oposicionistas escolhe por atuar em um flanco diferente a fim de derrotar Dilma.

Enquanto Aécio tenta consolidar a sua candidatura junto a um eleitorado elitista (principalmente a classe média mais abastada, mais conservadora e tradicional do Centro-Sul do país) e mais conservador ideologicamente, que defende o Neoliberalismo e que se vê fortemente incomodado com as políticas de inclusão social que estão reduzindo a concentração de renda, as desigualdades sociais, a pobreza e a miséria no país, bem como tornaram acessiveis aos mais pobres bens e serviços aos quais, anteriormente, nem sonhavam (carro zero km, casa própria, viajar de avião, filhos tendo acesso ao Ensino Superior). 

Assim, o discurso do candidato tucano visa claramente conquistar o voto destes eleitores conservadores  que reclamam que 'Aeroporto virou Rodoviária' e para os quais a melhoria das condições de vida dos mais pobres e dos trabalhadores assalariados representaria uma ameaça ao seu status, às suas posições e ao seu prestígio na sociedade.


Como parte da campanha de defesa da Petrobras, o SuperAécio irá fazer uma Viagem ao Fundo do Mar, com o objetivo de resgatar a P-36, que afundou no Oceano Atlântico durante o governo FHC.

Afinal, como perguntou Danuza Leão, que graça tem viajar para Paris quando o porteiro do prédio no qual ela mora também pode fazer o mesmo?

Mas entendo que ninguém ganha eleição dizendo que ficará tomando medidas impopulares (ou seja, ferrando o povo) durante todo o seu mandato. Isso não existe. E é claro que os principais líderes oposicionistas sabem disso. 

Portanto, é possível concluir que o candidato da Direita mais perigoso, mesmo, para a presidenta Dilma, é Eduardo Campos, seu ex-aliado que apoiou o governo Lula e que, até outro dia, ocupava inúmeros cargos no governo federal, incluindo ministérios e cargos em empresas estatais. 

Desta maneira, Aécio sai candidato à Presidente da República para fazer o discurso agressivo e de caráter mais ideológico (defendendo, claramente, a adoção de uma política Neoliberal, totalmente favorável aos interesses do sistema financeiro e do grande capital financeiro especulativo globalizado) e, no fundo, sabendo de antemão que, com esse discurso, ele não terá chance alguma de vitória, mesmo que jamais venha a admitir isso.

Já o candidato do PSB (o mesmo partido no qual convivem Heráclito Fortes, Jorge Bornhausen e Luiza Erundina) entra na campanha presidencial fazendo o papel do 'bom moço', comendo pelas beiradas, com a ajuda de Marina Silva e da Grande Mídia Golpista. Seu discurso volta-se mais para criticar um suposto (e, de fato, inexistente) abandono, por parte do governo Dilma, das políticas implantadas no governo Lula.

Assim, eles seguem, aparentemente, o seu próprio caminho, com cada um deles atacando a candidatura de Dilma, usando de um discurso diferente mas que, na verdade, se complementam.

Depois, caso venhamos a ter um segundo turno, Aécio e Campos irão se unir contra a candidatura de Dilma, é claro, explicitando essa aliança que já está mais do que consolidada desde o início da campanha presidencial. 

Logo, as suas candidaturas são complementares e, embora, aparentemente corram em raia própria, o destino de uma está diretamente atrelado ao da outra. 


Os tucanos podem fazer de tudo que não são incomodados porque são blindados e protegidos pela Grande Mídia. 

E também já está mais do que evidente de que existe um compromisso mútuo de que caso um deles venha a vencer a eleição presidencial, o mesmo irá apoiar a candidatura do outro na disputa seguinte. 

Isso ajudaria a explicar, também, porque Aécio Neves defendeu o fim da reeleição e a adoção de um mandato presidencial de cinco anos. Assim, caso um deles vença a eleição, o outro será apoiado na eleição seguinte (em 2019) pelo candidato que for vitorioso agora, em 2014. 

Mas é claro que toda essa estratégia dependerá, fundamentalmente, de convencer o eleitorado brasileiro a votar e eleger um deles. Afinal, como perguntou o genial Mané Garrincha: 'Já combinou tudo isso com o adversário?'. 

Até o momento, essa possibilidade é bastante remota. 

Primeiro porque a possibilidade de realização de um segundo turno ainda não é apontada por nenhuma pesquisa feita até o momento, mesmo com todo o esforço midiático e oposicionista para derrubar a popularidade do governo Dilma e da, é claro, candidatura desta à reeleição. 

E o segundo motivo é que todas as pesquisas mostram, até agora, que Dilma derrotaria qualquer um dos seus eventuais adversários no segundo turno, não importando quem seja o mesmo (Aécio, Campos ou mesmo Marina).

E as pesquisas também mostram que Dilma tem, praticamente consolidado, cerca de 40% das intenções de voto. E como cerca de 15% a 20% dos eleitores dizem que não votarão em ninguém ou dizem que ainda estão indecisos (a soma das duas opções é de, pelo menos, um terço do eleitorado, dependendo da pesquisa) sobram apenas 25% do eleitorado para ser conquistados pelas candidaturas de oposição. 

Aliás, a mais recente pesquisa Vox Populi mostrou que a soma dos candidatos oposicionistas é justamente de 26% (Aécio 16%, Campos 8% e Pastor Everaldo 2%), ou seja, cerca de um quarto do eleitorado. Enquanto isso, Dilma tem 40% das intenções de voto.  E os eleitotres que optam por Brancos-Nulos-Nenhum somam 33% (18% de indecisos e outros 15% que não votam em ninguém).

Portanto, a tarefa da oposição não será nada fácil. 




Existe uma parcela considerável da população que se sente diretamente beneficiada pelas políticas de distribuição de renda e de inclusão social adotadas a partir do governo Lula e que tiveram continuidade no governo Dilma, que as complementou com a criação de novas (exemplos: o Mais Médicos e o Pronatec). 

Além disso, o governo Dilma terá muito o que mostrar daqui até o dia da eleição, incluindo grandes obras de infra-estrutura (usinas hidrelétricas, refinarias, rodovidas, ferrovias, transposição, etc). Desde a crise da dívida externa no início dos anos 1980 que o Brasil não investia tanto em infra-estrutura.

 E é claro que a oposição sabe que não terá uma missão nada fácil, mesmo que seus dois principais candidatos adotem estratégias complementares de campanha.
A campanha (que já começou) é dura e difícil, mas tudo aponta, até o momento, para uma vitória da atual presidenta no primeiro turno. 

Pesquisa Vox Populi mostra Dilma com 40% e candidatos oposicionistas com 26%!

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/politica/noticia/2014/04/segundo-pesquisa-vox-populi-dilma-venceria-no-1-turno-com-40-4476625.html

Armínio defende medidas impopulares por parte de Aécio:

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/136613/Arm%C3%ADnio-defende-A%C3%A9cio-e-medidas-impopulares.htm

Gleisi questiona: Que medidas impopulares são essas?

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/136121/Gleisi-ao-247-%E2%80%9CQue--medidas-impopulares-eles-prop%C3%B5em%E2%80%9D.htm


Afinal, que medidas impopulares são essas, Aécio? Vamos conversar?


Eduardo Campos critica governo Dilma e elogia FHC:

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2014/02/25/interna_politica,491304/em-discurso-para-empresarios-eduardo-campos-critica-dilma-e-elogia-fhc.shtml

Armínio Fraga: Salários já subiram muito, gastos públicos devem ser limitados e tarifas de energia e preços de combustíveis deverão subir:


Porque a crise econômica nos países ricos ainda está longe do fim? - por Marcos Doniseti!

Porque a crise econômica nos países ricos ainda está longe do fim? - por Marcos Doniseti!


Em 2013, a taxa de desemprego na Espanha chegou a 26%. 

É mais do que evidente que a oposição de Direita tem, nesta campanha presidencial, duas candidaturas que visam claramente enterrar o modelo político, econômico e social inaugurado pelo governo Lula a partir de 2003 e que foi intensificado, principalmente, após a não renovação do acordo com o FMI no final de 2005.

Esse modelo é claramente marcado por uma combinação de desenvolvimento econômico e inclusão social, que é alcançado por meio de uma significativa intervenção estatal na economia e na área social. Outra característica deste modelo é uma política externa que busca promover uma inserção soberana do Brasil no instável, fortemente competitivo e altamente conflitivo cenário mundial que surgiu com o desenvolvimento de uma Nova Ordem Mundial.

Nesta, os EUA agem, virtualmente, como uma Ditadura Global Hegemônica e cuja política é baseada no PNAC (Projeto para um Novo Século Americano), que foi elaborado por políticos e intelectuais NeoCons do Império Ianque em 1990. Tal estratégia passou a ser levada adiante após os atentados de 11 de Setembro de 2001, os quais foram muito convenientes para os Neocons, que os consideraram como sendo 'um novo Pearl Harbor', o que foi admitido pelo próprio presidente dos EUA, W.Bush, e pelo então número dois do Pentágono, Paul Wolfowitz. 

Além disso, a economia capitalista global tem como o seu principal alicerce a liberação ilimitada e irrestrita do mercado de capitais (mas não do mercado de trabalho e nem do mercado agrícola, pois isso acarretaria maiores benefícios aos países emergentes do que aos países ricos). 

Esse processo de liberalização financeira transformou a economia mundial em um imenso cassino globalizado, com a especulação financeira irracional e desenfreada assumindo um papel crescente na mesma, o que fortaleceu sobremaneira o Capital Financeiro (bancos, fundos de investimento, etc). 

Atualmente, o valor do capital investido no mercado financeiro globalizado é quase 20 vezes maior do que o PIB mundial e uma parcela crescente dos lucros das empresas capitalistas pelo mundo afora tem a sua origem em aplicações financeiras altamente especulativas (em moedas, ações, títulos públicos e privados, etc).



Na hora da crise, os grandes capitalistas inventam desculpas esfarrapadas para justificar o momento de dificuldades e colocar a culpa nos setores que mais sofrem com elas.


Assim, os detentores e administradores deste Capital Financeiro Especulativo acabaram por adquirir um papel cada vez maior e fundamental na elaboração e execução de políticas públicas pelo mundo afora. 

Mas um dos grandes problemas desse tipo de economia é que ela é altamente instável e está sujeita a crises frequentes e cada vez mais graves, o que afeta com intensidade cada vez maior a população de um número crescente de países. 

Nas últimas décadas, as chamadas crises financeiras começaram a se alastrar por todo o planeta. Elas tiveram início em países emergentes que eram fortemente dependentes do capital especulativo de curto prazo, que era usado para financiar as suas contas externas, a fim de mantê-las equilibradas. 

Mas isso durava poucos anos, no máximo até que os especuladores percebessem que esta era uma situação artificial. Daí, eles retiravam rapidamente o capital aplicado nestes países (México, Tailândia, Indonésia, Malásia, Filipinas, Rússia, Argentina, Brasil) e deixavam um rastro de destruição econômica e social para trás. 

Tais nações sofriam com falências, desemprego, maxidesvalorizações cambiais, aumento da concentração de renda, da pobreza e da miséria. Em muitos destes países, a pobreza chegou a ultrapassar 40% ou 50% da população, o que foi o caso da Argentina, onde uma numerosa classe média foi devastada pela crise que estourou em 2001-2002. 

Como resultado do fracasso destas políticas Neoliberais, rebeliões populares derrubaram vários dos governos destas nações, não importando se eram países democráticos (Argentina, onde o presidente Fernando de La Rua saiu pela porta dos fundos da Casa Rosada) ou ditaduras duradouras e sanguinárias (caso de Suharto, na Indonèsia).

No caso do Brasil, a crise econômica também foi forte, resultando na maxidesvalorização do Real em Janeiro de 1999 e na estagnação econômica que durou de 1998 a 2003, mas não foi tão intensa quanto a que ocorreu na Argentina ou na Indonésia. 

E um dos principais motivos para isso é que o Brasil, devido a uma forte resistência popular organizada (promovida por movimentos sociais, sindicatos e centrais sindicais, partidos de Esquerda, etc), preservou algumas das principais instituições e conquistas do período Varguista-Trabalhista (1930-1964), como a CLT, a Petrobras e o BNDES, entre outras. 


Enquanto o desemprego se espalha e se massifica pela Europa, os grandes capitalistas, principalmente os banqueiros, estão cada vez mais ricos. 


O fracasso do Neoliberalismo também chegou aos países ricos a partir da crise econômica-financeira que começou em 2007, nos EUA, no mercado de hipotecas subprime, e que atingiu em cheio o mercado financeiro privado ianque e europeu em 2008-2010. 

Essencialmente, todo o sistema financeiro privado dos EUA e da Europa quebrou neste período de tempo, o que ameaçou jogar toda a economia mundial em uma severa e brutal Depressão, que seria muito maior e mais intensa do que a dos anos 1930. 

A forte atuação do Estado e dos  Bancos Centrais dos países ricos, no entanto, conseguiu impedir que uma nova Grande Depressão de longa duração atingisse os mesmos, afetando toda a economia mundial. 

Porém, a forma com que essa atuação se deu, priorizando o salvamento, pelo Estado, das instituições financeiras privadas falidas, nas quais foram aplicados cerca de US$ 19 trilhões, a fim de evitar a falência das mesmas. Mas a maneira como isso foi feito agravou significativamente a situação fiscal dos Estados em todo o mundo desenvolvido. 

O salvamento das instituições financeiras e dos bancos privados falidos virtualmente dobrou a dívida pública, que em muitos países ricos passou de 50% para 100% do PIB ou algo próximo disso. Isso aconteceu, por exemplo, nos EUA, França e na Grã-Bretanha. 

E depois disso, os governos neoliberais dos EUA e da UE adotaram políticas de austeridade, reduzindo fortemente os direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, com o objetivo de reduzir tal endividamento. 

Assim, optou-se por uma política que beneficiou aos mesmos grupos sociais que foram os grandes responsáveis por gerar a crise, ou seja, o sistema financeiro privado voltado inteiramente para a especulação financeira irracional e sem limites, prejudicando os trabalhadores, os jovens, os aposentados e os mais pobres, que são os segmentos que mais foram afetados por tal crise. 

Esta foi uma solução completamente diferente daquela que foi promovida pelo governo de Franklin D. Roosevelt durante a Grande Depressão da década de 1930, quando tivemos a adoção de políticas de distribuição de renda e de aumentos salariais, criação do seguro-desemprego e da Previdência Social, fortalecimento dos sindicatos, forte aumento dos investimentos e dos gastos sociais públicos. 

Tal escolha impediu que, na crise atual, tivéssemos uma real recuperação das economias dos países desenvolvidos, mesmo com a taxa de juros chegando a virtualmente 0% ao ano e com os governos injetando trilhões de Dólares e de Euros em suas economias, via empréstimos com condições facilitadas, políticas de estímulo monetário (como o FED passou a fazer a partir de 2008, aquisição (pelos Bancos Centrais) de títulos privados podres em poder dos bancos e de instituições financeiras privadas falidas, a fim de se promover a retomada do crescimento econômico.

Isso aconteceu porque uma das causas fundamentais da crise não foi, de fato, atacada, que é a corrosão do poder de compra dos salários dos trabalhadores e o forte endividamento das famílias da classe média e da classe trabalhadora. 

Com isso, as economias dos países ricos continuam virtualmente estagnadas e ainda se encontram em um patamar bem abaixo daquele que estavam antes do início da crise, em 2007-2008. 

Assim, a taxa de desemprego nos países ricos permanece em um nível altíssimo, com poucas exceções. Nos EUA, por exemplo, a taxa atual é de 6,7%, bem acima dos 4,4% de 2007, antes da crise se iniciar. Na Espanha, o desemprego fechou 2013 em absurdos 26% e a Itália bateu um recorde histórico, neste ano de 2014, com a taxa de desemprego atingindo os 13%.

Enquanto isso, no Brasil, o mês de Março fechou com a menor taxa de desemprego da história para o mês, ficando em apenas 5%, bem inferior aos 5,7% de Março de 2013. Além disso, apenas no primeiro trimestre de 2014, rendimento médio real dos trabalhadores aumentou 3% e o número de empregos com carteira assinada cresceu 2,5%. 


Enquanto o desemprego em massa se alastra pela Europa, no Brasil este é um problema do passado. 


E a razão principal para que o Brasil tenha seguido uma trajetória inversa à dos países ricos, a partir de 2007-2008, foi a escolha feita pelo governo Lula quando decidiu combater os efeitos da crise gerada pelas economias dos EUA e da UE. O governo Lula optou por adotar uma política econômica keynesiana, anticiclíca, seguindo um caminho muito semelhante ao adotado pelo governo Roosevelt, nos EUA, nos anos da Grande Depressão da década de 1930.

Assim, o governo Lula aumentou os investimentos públicos, elevou os gastos sociais, reduziu a taxa de juros, diminuiu os impostos e aumentou os salários. Esse conjunto de politicas deu ótimos resultados e fez com que o Brasil fosse o último país a entrar em crise, bem como foi o primeiro a sair da mesma. 

Como resultado disso, o poder de compra dos salários dos trabalhadores brasileiros continuou crescendo, o desemprego diminuiu de tal maneira que se encontra em seu menor nível histórico (fechando 2013 em apenas 4,3%, contra 10,5% no final de 2002) e a geração de empregos formais já ultrapassou os 20 milhões entre 2003-2014. 

Portanto, ficou claro que a estratégia econômica do governo Lula foi a mais correta para combater as consequências da crise financeira desencadeada nos países ricos em 2007-2008 e que se espalhou pelo mundo afora nos anos seguintes. 

Logo, não é nenhum absurdo concluir que se os países ricos quiserem sair da crise na qual mergulharam em 2007-2008, então eles deveriam se espelhar no caso do Brasil, seguindo o exemplo deste. 

Mas a correlação de forças existente nas sociedades e nas economias dos países desenvolvidos, atualmente, é totalmente desfavorável aos movimentos sociais e populares com passado de Esquerda e de Centro-Esquerda. 

Este fenômeno tem várias causas, como: 

A) A desindustrialização acelerada dos países da Europa Ocidental (o mesmo processo se desenvolveu nos EUA), com grande parte do parque industrial da região se transferindo para países do antigo Bloco Socialista (Polônia, Hungria, República Tcheca) ou para outros países emergentes (China, por exemplo);

B) O enfraquecimento do movimento sindical, o que está diretamente relacionado à desindustrialização;

C) O desmoronamento da URSS e a consequente crise política e ideológica que se abateu sobre os antigos e tradicionais Partidos Comunistas europeus ocidentais, mesmo daqueles que emergiram da Segunda Guerra Mundial com grande apoio popular (caso dos Partidos Comunistas francês e italiano, em especial);

D) A ruptura do acordo político e social, construído no Pós-Guerra, entre os interesses do Capital e do Trabalho, por meio do qual tornou-se possível a construção de um Welfare State que reduziu substancialmente a concentração de renda e as desigualdades sociais em todo o Velho Mundo;

E) O rápido crescimento do desemprego e do número de empregos precários em toda a Europa Ocidental, tal como acontece na Alemanha, onde grande parte dos novos empregos são de baixos salários e de meio período.

Isso também contribuiu para o enfraquecimento do movimento sindical europeu, bem como para a expansão da xenofobia e do racismo (que tem raízes históricas e culturais na Europa), pois os trabalhadores de baixos salários destes países vêem os imigrantes como possíveis concorrentes a ocupar tais vagas, já que muitos destes trabalhadores (que vieram, na sua maioria, das antigas colônicas europeias na Ásia, África e América Latina) se sujeitam a trabalhar por baixos salários e em condições precárias, pois são originários de países extremamente pobres ou que mergulharam em grave crise econômica e social (caso dos países do ex-Bloco Socialista europeu). 

Os partidos que, anteriormente, adotavam políticas favoráveis à construção de um Welfare State (Estado de Bem-Estar Social) se afastaram das suas origens políticas, sociais e ideológicas e acabaram adotando o paradigma Neoliberal, que passou a determinar as políticas executadas pelos partidos Socialistas, Trabalhistas e Social-Democratas de, praticamente, todas as nações europeias. 


Os governos Lula e Dilma fortaleceram a Petrobras, que aumentou fortemente a produção de petróleo, o seu valor de mercado e a sua receita. 

Um exemplo perfeito disso foram as recentes medidas anunciadas pelo governo de François Hollande, do Partido Socialista Francês, que penaliza os trabalhadores e os aposentados, promovendo um congelamento dos salários do funcionalismo público e dos benefícios dos aposentados.

Assim, ao enfrentar uma crise econômica e social extremamente grave, sem movimentos sociais de extração popular (sindical, estudantil, intelectuais, etc) que possam dar sustentação a um projeto de inclusão sociail e que agisse no sentido de promover a manutenção do Welfare State, com o processo de desindustrialização em pleno andamento, sem a existência de partidos de Esquerda e Centro-Esquerda fortes e que pudessem lutar contra as políticas de austeridade e sem que exista um modelo alternativo dentro do Velho Mundo (como era a URSS e os países membros do Bloco Socialista eurooeu) que pudesse representar algum tipo de ameaça à Hegemonia neoliberal, esta acaba sendo imposta a uma população europeia que somente consegue reagir por meio do racismo, da xenofobia e do crescente apoio à movimentos neofascistas, ultranacionalistas e de extrema-direita. 

E assim a crise, que somente poderia ser superada, de fato, com políticas de distribuição de renda, de aumentos salariais e com o estabelecimento de restrições aos interesses do grande capital financeiro especulativo, acaba por se estender a um grande número de países e a durar muito mais tempo do que o inicialmente previsto.

Links:

Taxa de desemprego nos EUA é de 6,7% em Março:

http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/04/taxa-de-desemprego-nos-eua-se-mantem-em-67-em-marco.html

Taxa de desemprego na Espanha fecha 2013 em 26%:

http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/01/taxa-de-desemprego-na-espanha-subiu-2603-em-2013.html

Taxa de desemprego na Itália chega a 13% em Fevereiro:

http://www.jb.com.br/economia/noticias/2014/04/01/italia-registra-mais-um-recorde-de-desemprego/

Brasil: Taxa de desemprego cai para 5% em Março, o menor nível da história para o mês:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-04/marco-registrou-taxa-de-desemprego-de-5

Hollande anuncia arrocho salarial e cortes nos gastos sociais para combater a crise:

http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/PS-sacrifica-o-sistema-de-protecao-social-frances/6/30749