Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sábado, 31 de maio de 2014

Brasil recebeu US$ 64 bilhões em investimentos externos produtivos em 2013!

Brasil lidera investimentos externos na América Latina



Relatório divulgado nesta quinta-feira (29), em Santiago, pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) mostra que Brasil atraiu, no ano passado, US$ 64 bilhões dos investimentos estrangeiros diretos (IED) destinados a esta região. Segundo a Cepal, o valor, “levemente” abaixo do captado em 2012, representa 35% do montante recorde de investimentos na região, de US$ 184,9 bilhões.


O destaque do relatório Investimento Estrangeiro Direto na América Latina e no Caribe 2013 é México, que dobrou o volume captado do exterior em relação a 2012. Com isso, o país passou a ser o segundo receptor na região, com US$ 38,3 bilhões no ano passado.

De acordo com o levantamento, 82% dos fluxos de IED foram destinados às seis principais economias da região. Enquanto o Chile (-29%), a Argentina (-25%) e o Peru (-17) deixaram de atrair investimentos externos, o Panamá (61%) e a Bolívia (35%) passaram a despertar maior interesses de investidores estrangeiros. O documento revela que a América Central captou 21% mais IED que em 2012, enquanto o Caribe recebeu menos 19%.

Conforme levantamento da Cepal, uma das cinco comissões regionais das Nações Unidas (ONU), exceto em 2006 e 2009, os investimentos estrangeiros diretos na região vêm crescendo desde 2003 e se mantiveram estáveis em 2011. Com a previsão de desaceleração econômica mundial neste ano, a Cepal calcula que também haverá queda desse tipo de aplicação em 2015.

O relatório mostra ainda que, em 2013, o setor de serviços recebeu 38% do total de investimentos estrangeiros, enquanto o de manufaturas ficou com 36% e o de recursos naturais, com 26%.

Responsável por quase metade do montante de IED, a Europa foi a região que mais investiu nos países da América Latina e do Caribe, enquanto os Estados Unidos foram o país que mais destinou recursos para a região.

Fonte: Agência Brasil


Link:

http://www.vermelho.org.br/noticia/243118-2

segunda-feira, 26 de maio de 2014

A estátua do Presidente Lula em Washington!

A estátua do Presidente Lula em Washington! - por Marcos Doniseti!




O Presidente Lula ganhou uma estátua em bronze plena capital dos EUA, nas proximidades da Casa Branca. Dona Lindu deve estar muito orgulhosa, não é mesmo? E os verdadeiros brasileiros também estão, com certeza. 

E o FHC deve perguntar: 'Eu fiz de tudo para entregar as maiores riquezas do Brasil para os EUA e eles me aprontam uma dessas? Assim não pode! Assim não dá!'. 

Da coluna de Ricardo Boechat, na 'IstoÉ'.

Brasil - Lula lá

Uma estátua em bronze de Lula foi instalada no National Mall, parque ao lado da Casa Branca, em Washington. Junto ao ex-presidente estão figuras ilustres como Abraham Lincoln, o general Simon Bolívar e até o recém-falecido Gabriel García Márquez. O escultor chinês Yuan Xikun diz que suas criações “homenageiam quem extraordinariamente contribuiu para os povos das Américas”. Lula é o primeiro presidente brasileiro a ter uma estátua na capital dos EUA.

Link:

http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/364735_CARDAPIO+POLITICO

domingo, 25 de maio de 2014

O papel decisivo de Lula na campanha - por Antonio Lassance!

O papel decisivo de Lula na campanha - por Antonio Lassance, da Carta Maior



O tempo passa e Lula continua sendo uma figura decisiva na política nacional, não só para conquistar votos, mas para empurrar o País na direção da mudança


A última pesquisa Ibope (maio 2014) mostrou que Dilma voltou a crescer, continua tendo chances de vitória no primeiro turno e, se houver segundo turno, enfrentaria um candidato "com o cheiro da derrota" - para usarmos a expressão de Marina Silva que, pelas pesquisas, serve tanto para Aécio quanto para a sua candidatura do PSB, com Eduardo Campos.

O mais significativo resultado foi que Dilma demonstrou ter reagido ao arrastão partidário-midiático que se fez contra ela e interrompeu a tendência de queda que a acompanhava até então.

Sua reação começou com o pronunciamento para o 1° de maio. A defesa da política social como eixo do desenvolvimento voltou a falar mais alto no discurso presidencial do que a pauta reativa. Depois, as aparições no programa partidário do PT e a propaganda dos "Fantasmas do Passado"  também ajudaram.

A pauta partidário-midiática está se consolidando em torno de quatro pontos cardeais para a campanha: Copa, inflação, Petrobrás e antipetismo.

De agora até as eleições, além de redirecionar o eixo do debate, o desafio da presidenta é administrar bem os riscos em torno de cada uma dessas questões. Isso equilibraria o jogo.

Com a política, os políticos e os partidos em baixa na visão do eleitorado, a campanha deste ano tende a ser uma disputa entre rejeições - fator que deve pesar em maior medida agora que nas anteriores.

Mais que Dilma, é Lula quem deve partir para o ataque e fazer a diferenciação com os outros candidatos.

O papel de Dilma é o de assumir compromissos com mudanças, apontar rumos e dizer o que e como pretende fazer diferente. Mostrar que pode realizar um governo melhor, como Lula conseguiu, em seu segundo mandato, após superar as dificuldades de seus primeiros quatro anos, é um bom mote para a própria Dilma.

Será de Lula o papel de mostrar quem são os outros. Não necessariamente falar mal dos demais candidatos - isso também -, mas deixar claro quem e o que eles representam.

Em maio, Lula já se mostrou um fator decisivo. O mês marcou o início de uma maior exposição do ex-presidente. Ele viajou mais, falou mais, cutucou mais os adversários. Reforçou que a decisão do PT por Dilma está tomada e não se fala mais nisso. Limpou a área.

A partir do final de junho, quando a candidatura Dilma estiver sacramentada, Lula terá que reeditar quase o mesmo papel que cumpriu em 2010, ou seja, colocar o modo lulista de de fazer política em campo e mostrar que ainda há mais por fazer, e que Dilma é a mais qualificada dentre os candidatos.

É tudo o que Dilma precisa e a oposição não quer: que esta seja, de novo, uma campanha lulista.

A tarefa de Lula não será apenas a de ser o grande puxador de votos de Dilma e dos demais candidatos do PT. Será a de favorecer que a candidatura Dilma adquira um caráter diferente para um segundo mandato.

Diferentemente de 2010, Lula não está no cargo de presidente e o quadro conjuntural é outro, bem mais complicado.

Mesmo assim, o tempo passa, o tempo voa e Lula continua sendo essa figura decisiva na política nacional, não apenas na hora de conquistar votos, mas para empurrar o País na direção de mudanças.


(*) Antonio Lassance é cientista político.


Link:

http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/O-papel-decisivo-de-Lula-na-campanha/4/31006

Inscrições para Enem chegam ao recorde de 9,5 milhões, crescimento de 21,8%!

 Inscrições para Enem chegam ao recorde de 9,5 milhões, crescimento de 21,8% - da Agência Brasil, via Rede Brasil Atual

Candidatos precisam agora efetivar pagamento da taxa de inscrição até quarta-feira. Sudeste tem maior número de participantes, seguido pelo Nordeste
Brasília – O número de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) chegou ao recorde de 9,519 milhões este ano, com crescimento de 21,8% em relação a 2013 (7,834 milhões). Somente na sexta-feira (23), último dia de inscrições, houve 1,8 milhão de inscrições. Os dados divulgados hoje (24) são preliminares e dependem da confirmação do pagamentos da taxa de inscrição até a próxima quarta-feira (28).

No Sudeste, foram 3,407 milhões de inscritos; no Nordeste, 3,062 milhões; no Sul, 1,159 milhão; no Norte, 1,033 milhão, e no Centro-Oeste, 857,195 mil.

O ministro da Educação, Henrique Paim, destacou o crescimento das inscrições em estados da Região Nordeste. “No Ceará, temos uma população de 8,8 mil habitantes e quase 600 mil inscritos”, disse.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), José Francisco Soares, alertou para o prazo de pagamento da taxa de inscrição, de R$ 35, que vai até a próxima quarta-feira (28). “Se a inscrição não estiver paga até 28 de maio, não será confirmada”, disse.

Segundo o ministro da Educação, no ano passado houve problemas com estudantes que agendaram o pagamento pela internet e em caixa eletrônicos no último dia do prazo, para efetivação do pagamento depois. “Houve confusão com a data de pagamento e de agendamento. Não basta agendar no dia 28. Tem que fazer o pagamento nesse dia”, alertou o ministro.

De acordo com Henrique Paim, no ano passado cerca de 10% dos inscritos não confirmaram a inscrição com o pagamento. Estudantes da rede pública e pessoas com renda familiar de até 1,5 salário mínimo são isentos. No ano passado, 60% dos inscritos se declararam isentos.

O Enem será aplicado nos dias 8 e 9 de novembro.
Link:

A oposição só acredita em desemprego - por Wanderley Guilherme dos Santos!

A oposição só acredita em desemprego - por Wanderley Guilherme dos Santos, da Carta Maior

Aécio Neves não se fez de rogado: a saúde da economia depende de medidas impopulares, entre elas, claro, o aumento do desemprego.


Ciclos de recessão e desemprego fazem parte da dieta normal da tristeza capitalista. Isso é história econômica banal. Mas nada triviais são os esforços para evitar, superar e em último caso amenizar as seqüelas que, como já diagnosticara Alexis de Tocquevile, constituem o outro lado da moeda da expansão do mercado.
 
Em favor da verdade, a necessidade de intervir nesses maléficos processos não foi desde logo reconhecida nem muito menos, mesmo depois de registrada em cartório, aceita como necessária. 


Para os que, julgando-se Isaac Newton, acreditavam que as leis dos mercados capitalistas copiavam as leis da física clássica, toda intervenção seria inútil, tentativa de emendar a lei da gravidade universal. Pior, seria desastrosa, desajustando as leis da oferta e demanda. Foram precisos muito desemprego e muitas recessões até que surgissem concepções não mecânicas do mundo humano. 

No Brasil criou-se o seguro-desemprego em 1986, embora já previsto na Constituição de 1946. O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), instituído em 1990, foi outro grande marco de defesa do trabalho diante da imprevisibilidade capitalista. 


Finalmente, durante as três administrações petistas estenderam-se amplamente as políticas pró-trabalho. Não é à toa que organismos internacionais proclamam a excelência do programa Bolsa-Família, entre outros, copiada em vários países.

Mas o seguro-desemprego e equivalentes só compensam relativamente a perda de renda quando o trabalhador já está desempregado. Com o fim da estabilidade no emprego, na década de 80 do século passado, estabeleceu-se um buraco legislativo que a criação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) não preencheu. Trata-se de desenhar medidas que evitem ao ciclo de expulsão do mercado de trabalho sem onerar excessivamente a folha de pagamentos das empresas. 


É neste sentido que os Ministérios da Fazenda e do Trabalho preparam medida provisória regulamentando a flexibilização da jornada laboral. Por ela, as empresas em comprovada dificuldade financeira cortariam temporariamente em até 30% o salário do trabalhador enquanto o governo ficaria responsável por complementar metade da parcela reduzida. 

Com a dificuldade financeira conjuntural do FAT (com fundos destinados a outras demandas do crescimento econômico e proteção aos trabalhadores), o governo inclina-se para financiar o programa com recursos do FGTS. Na proposta, o empregado beneficiado continuará a descontar para o Fundo de Garantia do Trabalhador. As centrais sindicais estão de acordo com a futura medida provisória. 

Sem nenhuma surpresa, já se ouvem vozes críticas ao financiamento do novo programa, disfarce da real oposição que, no fundo, é à própria medida. Não importa que programas semelhantes tenham sido implantados em um punhado de países, desenvolvidos ou não: Bélgica, Alemanha, Itália, Japão, Nova Zelândia, México, Hungria e República Tcheka. 


O Brasil, para esses arautos, nunca estará pronto para nenhuma iniciativa contrária ao mito do automatismo mercadista. Se o FAT, conjunturalmente, apresenta débitos em suas contas, o excedente real do FGTS não deveria ser utilizado em seu lugar, tendo em vista possíveis despesas futuras de origem sabida ou não sabida. Ou seja, uma possibilidade, que a seu tempo será administrada, como tudo em qualquer governo, seria motivo para abortar um extraordinário benefício atual, considerando as mais do que previsíveis oscilações do mercado.

O terrorismo fiscal sempre fez parte do embornal conservador. De nada valem os fracassos de suas previsões. Mudam de argumento. Os conservadores brasileiros estão, todavia, exagerando. Além de substituírem as verdadeiras estatísticas nacionais pelos sensacionalismos da mídia estrangeira, apelam para um indicador único para avaliar o “sucesso” de um governo: a taxa de desemprego. Quanto maior, melhor o governo. Deles. 

O problema, como se sabe, não faz parte da estratosfera sustentável em que Marina Silva desfila. Eduardo Campos é omisso neste quesito, assim como em vários outros, embora fosse interessante saber como ele faria mais e melhor em matéria de emprego e de proteção ao trabalhador. 


Aécio Neves não se fez de rogado: a saúde da economia depende de medidas impopulares, entre elas, claro, o aumento do desemprego. Só desemprego estima a saúde de uma economia. Repetindo: para a oposição quanto maior o desemprego, melhor o governo. Cáspite!  

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http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/A-oposicao-so-acredita-em-desemprego/4/30990

sábado, 24 de maio de 2014

Taxa de desemprego fica em 4,9% e é a menor da história para o mês de Abril! Empregos formais crescem 2,2% e rendimento real aumenta 2,6%!

Taxa de desemprego se mantém estável e é a menor para o mês de abril - da Rede Brasil Atual


Índice de janeiro a abril também foi o menor. Resultado deve-se, principalmente, a saída de pessoas do mercado, que tem criado poucas vagas
São Paulo – Assim como ocorreu no mês anterior, a taxa média de desemprego calculada pelo IBGE em seis regiões metropolitanas, estimada em 4,9%, foi a menor para abril desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2002. O índice ficou praticamente estável em relação a março (5%) e recuou 0,9 ponto na comparação com abril de 2013 (5,8%). Na média de janeiro a abril, a taxa também foi a menor (5%) de toda a série.
Com o mercado criando poucas vagas, o baixo índice de desemprego deve-se, principalmente, à saída de pessoas no mercado de trabalho. Em abril, a população economicamente ativa (PEA), estimada em 24,114 milhões, não variou ante março (-0,1%) e recuou (0,8%) na comparação anual. O total de ocupados (22,941 milhões) ficou estável nos dois casos (0,1% em ambos).
O total de desempregados foi calculado em 1,173 milhão, pequena redação de 3,3% no mês (-40 mil) e queda de 17% ante abril do ano passado. As seis regiões têm 240 mil desempregados a menos – 206 mil que deixaram a PEA e 34 mil de vagas abertas.
Os postos de trabalho com carteira assinada continuam sendo criadas, mas em ritmo menor. De março para abril, praticamente não houve variação (0,2%). Em 12 meses, o emprego formal cresce 2,2%, com acréscimo de 252 mil, para um total estimado em 11,704 milhões. Os trabalhadores formais no setor privado representam 51% do total de ocupados.
O rendimento médio dos ocupados (R$ 2.028,00) recuou 0,6% no mês e cresceu 2,6% ante abril de 2013. A massa de rendimentos, estimada em R$ 47,2 bilhões, caiu 0,5% na comparação mensal e aumentou 3,6% em 12 meses.
Entre as regiões metropolitanas, a menor taxa em abril foi apurada em Porto Alegre (3,2%) e a maior, em Salvador (9,1%). Ficou em 3,6% em Belo Horizonte, 3,5% no Rio de Janeiro, 6,3% em Recife e 5,2% em São Paulo (também a menor para o mês). Segundo o IBGE, houve estabilidade em todos os casos. Na comparação com abril do ano passado, a taxa recuou 1,5 ponto em São Paulo, 1,3 no Rio e 0,8 em Porto Alegre.
 Link:

Governo Dilma já criou quase 5 milhões de empregos formais!

Mercado formal mantém ritmo moderado e abre 105 mil vagas em abril - da Rede Brasil Atual

Somando os 4.500.000 empregos formais criados entre 2011-2013 e os 458 mil empregos criados entre Janeiro e Abril de 2014,  o governo Dilma já se aproxima da marca de 5 milhões de empregos com carteira assinada. 
No mês passado, abriram vagas os setores de serviços, comércio e agropecuária
São Paulo – O resultado de abril do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (21) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foi em linha com o ritmo mais fraco da economia, mas ficou aquém do esperado pelo governo. O saldo foi de 105.384 empregos com carteira assinada, o menor desde 1999. "Esse resultado mantém a trajetória ascendente do emprego, sinalizando, contudo, uma redução no ritmo de expansão, não confirmando a expectativa de uma geração mais expressiva de postos de trabalho", diz o MTE.
De janeiro a abril, o saldo atinge 458.145 postos de trabalho formais, alta de 1,13%. 

Em 12 meses, vai 884.976, crescimento de 2,2%. Assim, o total desde janeiro de 2011, início do atual governo, soma quase 5 milhões (4.959.039). Em relação ao estoque de dezembro de 2010, a expansão é de 11,25%.
Três setores, principalmente, abriram vagas no mês passado: serviços (68.876, alta de 0,40%), comércio (16.569, 0,18%) e agropecuária (14.052, 0,9%). Perto da estabilidade, a indústria de transformação fechou 3.427 postos de trabalho (-0,04%) e a construção civil abriu 4.317 (0,14%). A administração pública criou 3.487 (0,38%).
No ano, só o comércio tem queda, de 0,66% com 60.587 empregos a menos. O setor de serviços cresce 1,73%, com acréscimo de 295.932 vagas formais, e a indústria de transformação tem alta de 1,18% (98.576).

"O país vem mantendo um nível positivo na geração de empregos e não há nenhum indicativo de que essa tendência se reverta nos próximos meses, principalmente nos meses de maio e junho quando será realizada a Copa do Mundo”, afirmou o ministro Manoel Dias.
O estoque de empregos formais no país em abril, na série sem ajustes, superou os 41 milhões (41.065.410).
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MP diz ter 'provas robustas' de corrupção sobre ex-chefe da Casa Civil de Mário Covas!

MP diz ter 'provas robustas' de corrupção sobre ex-chefe da Casa Civil de Covas - da Rede Brasil Atual


Promotores querem que Robson Marinho seja afastado do cargo do Tribunal de Contas, responsável por fiscalizar as contas estaduais. Papéis recebidos da Suíça evidenciam propina paga pela Alstom
São Paulo – A Promotoria do Patrimônio Público e Social do Ministério Público de São Paulo propôs uma ação cautelar pedindo que o conselheiro Robson Marinho seja afastado do cargo no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. O pedido foi motivado pela chegada de documentos da Suíça na última terça-feira (20) com provas “robustas” contra Marinho. O MP tem 30 dias, a contar da data da chegada dos documentos, para entrar com a ação principal (civil pública ou de improbidade) contra o conselheiro.
Marinho, segundo os documentos, recebeu propina para aprovar contratos da Empresa Paulista de Transmissão de Energia (EPTE) com consórcio formado pela francesa Alstom. Robson Riedel Marinho foi coordenador da campanha que elegeu Mário Covas governador de São Paulo (1995-2001), depois chefe da Casa Civil (1995 a abril de 1997), e em 1997 acabou nomeado conselheiro do Tribunal por Covas.
A EPTE é uma das empresas que surgiram com o projeto de privatização da Eletropaulo iniciado por Covas. O conselheiro é investigado desde 2008.
Atualmente há em andamento o inquérito civil no MP, um inquérito criminal no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e três ações cautelares, estas decorrentes da investigação dos promotores. A cautelar com pedido de afastamento se junta a outras duas: uma ação cautelar de sequestro (com objetivo de obter documentos e bloqueio de eventuais valores na Suíça e França) e de exibição (quebra de sigilo interno no Brasil).
“É de extrema gravidade o que foi apurado. As provas são robustas e não se pode admitir que uma pessoa, durante o dia, em sessões solenes, realize o julgamento de contas públicas do estado de São Paulo, e durante a noite movimente secretamente valores na Suíça”, disse o promotor José Carlos Blat, em coletiva à imprensa junto com os colegas Silvio Marques e Saad Mazloum.
Na última semana, após ser divulgada a informação de que foi descoberta uma conta na Suíça para a qual foram repassados recursos de propina, Esta semana, após as novas denúncias, Marinho usou o plenário do Tribunal de Contas para se defender. “Eu quero reafirmar aqui: nunca dei nenhum voto neste tribunal pra favorecer a Alstom ou quem quer que seja. Portanto, não cometi nenhum desvio de conduta. Nenhuma conta minha recebeu um tostão sequer, um dólar sequer da Alstom. Nem na Suíça, nem no Brasil. Volto a dizer. Então, o que eu espero e aguardo há mais de seis anos é que haja um processo legal, um processo formal para que eu possa me defender”, disse.
Os promotores reafirmaram várias vezes não poder entrar em detalhes sobre os documentos e as investigações, mas ressaltaram que as provas contra Marinho são inequívocas. “A única coisa que a gente pode falar no momento é que houve pagamento de vantagens ilícitas ao conselheiro Robson Marinho”, afirmou Marques.
Marinho movimento US$ 2,7 milhões em conta aberta em nome de uma empresa off shore na Suíça. De acordo com os promotores, sobre um contrato de US$ 50 milhões (equivalentes hoje a cerca de R$ 268 milhões) ocorreu pagamento de propina em torno de 15% a 17%. Em 1998 esses valores teriam sido pagos e distribuídos a diversos agentes públicos.
Os documentos da Suíça que chegaram no dia 20 foram solicitados em 2010. O promotor Silvio Marques afirmou não poder falar sobre outros agentes ou funcionários públicos sob investigação.

Pedido petista

Há dois meses, o deputado e então líder do PT na Assembleia Legislativa, Luiz Cláudio Marcolino, entregou ao procurador-geral da Justiça, interino, Álvaro Augusto Fonseca de Arruda, um pedido de afastamento cautelar de Robson Marinho, enquanto continuarem as investigações sobre seu envolvimento no esquema de corrupção da Alstom.
Segundo a petição apresentada pelo PT e assinada por todos deputados da bancada do partido, um dossiê com 282 páginas, já conhecido e divulgado pela imprensa, mostra que Marinho teria recebido US$ 1,1 milhão na conta 17321-1, por intermédio do banco Crédit Lyonnais Suisse de Genebra.
"Diante dessas informações fica claro que Marinho não tem mais idoneidade moral e reputação ilibada, característica prevista em lei para que ele ocupe o cargo”, argumentou Marcolino no pedido.
Link:

A mãe de todos os piquetes: a greve do capital - por Saul Leblon!

A mãe de todos os piquetes: a greve do capital - por Saul Leblon, da Carta Maior

Sem remover esse obstáculo com uma nova hegemonia progressista, reivindicações avulsas trazidas para as ruas podem conduzir a desfechos inesperados.

O golpe militar consumado na Tailândia nesta 5ª feira, o 18º da história do país (11 bem sucedidos), parece  confirmar a eficácia de um protocolo de validade mais ampla.

À falta de melhor nome ele tem sido denominado de ‘golpe suave’.

Depende muito do que se entende por suavidade.

No caso tailandês, a proclamação militar foi antecedida de 28 mortes e centenas de feridos em meses de conflitos de rua.

Abstraído o sangue e demais singularidades, a plasticidade da superfície poderia se confundir com a realidade política em marcha lenta em outras latitudes.

Não tão distantes assim, diga-se.

Antes que o rosto do general Prayuth Chan-Ocha surgisse nos monitores de tevê desta 5ª feira, para proferir o clássico ‘viemos por ordem na casa’, o país viveu um processo tão linear que parece, de fato, como acusam alguns, ter saído de um manual.

Aquele atribuído à norte-americana Fundação Albert Einstein, supostamente de estreitas relações com a CIA. 

Seu principal ‘estrategista’, um  certo Gene Sharp, seria o autor de livretos instrutivos. Entre eles, ‘A política da ação não violenta’, no qual elenca 198 técnicas para golpes em câmera lenta.

Sob  risco de cometer injustiça com o rico repertório do senhor Sharp, poderíamos fundir essa versátil suavidade em três momentos encadeados:

I) Promoção de fatores de mal estar: escalada de denúncias de corrupção, de criminalidade, de autoritarismo e incerteza econômica; o martelete do descontrole inflacionário deve disputar as esquinas com as manchetes do  colapso iminente em áreas de abastecimento e/ou de serviços essenciais. Tudo aspergido de frequentes ‘evidências’ de ameaças à liberdade de imprensa. Em resumo, a crispação de um intolerável quadro de  desgoverno, sancionado por pesquisas de opinião, reportagens e análises reiterativas.

II) O mal-estar vai às ruas: bandeiras legítimas, exacerbadas pelo ultimatismo e desprovidas de coerência estratégica,  fomentam uma espiral de protestos, conflitos e mobilizações insolúveis. Tudo magnificado pela lente de aumento das manchetes e câmeras de tevê. Bloqueios de rodovias e avenidas, assim como a tomada de instituições públicas, esticam as linhas de tensão para a etapa seguinte.

 III) Ruptura institucional:  a intensificação das manifestações inaugura uma rotina pontuada por enfrentamentos de violência crescente, respingados de escaramuças armadas. A engrenagem autopropelida  leva à paralisia dos grandes centros urbanos. Um  ponto de fuga converge então para a  campanha pela renúncia de governantes ‘impopulares’, com prometida antecipação de eleições.
 
Pronunciamentos militares preenchem o ar rarefeito da paralisia política. Sugere-se uma referência de autoridade e ordem a uma democracia agonizante . O conjunto inocula uma progressiva familiaridade com a ideia de um golpe suave, tornado inevitável e até mesmo ansiado por uma sociedade exausta e assustada.

É possível enxergar traços de vários  processos em curso na América Latina nesse filme que inclui cenas  de outros ciclos golpistas, modulados agora pela supremacia da guerra midiática.

O episódio tailandês  forma um compacto de ilustração pedagógica.

Nele se combinam oito meses de protestos contra um governo supostamente ‘populista’, descarnado progressivamente, em fatias, sob  acusação de corrupção, usurpação de poderes etc.

 Rejeitado pela elite e o funcionalismo, que gravita em torno da monarquia, ele conta, todavia, com apoio da parcela majoritária da população, que se concentra no norte tailandês e na área rural.

A elite local, sugestivamente liderada por um magnata das comunicações,  na verdade rejeita a solução eleitoral, que lhe  tem sido sistematicamente adversa.
Opta assim pelo ‘caminho suave’, que desembocou na fala imperativa do general Prayuth Chan-Ocha, nesta 5ª feira.

Os elementos ostensivos desse percurso, planejado ou apenas inerente ao impacto da transição de ciclo mundial nas nações em desenvolvimento, não devem iludir.
Sobretudo, não devem  alimentar simplificações mecanicistas na avaliação do quadro brasileiro.

Há algo mais grave do que os motins de ônibus atravessados nas grandes avenidas metropolitanas.

A mãe de todos os piquetes que bloqueiam as artérias  do crescimento brasileiro é a greve do investimento.

Desequilíbrios macroeconômicos reais explicam uma parte dos braços cruzados do capital diante das urgências do país.

Um exemplo entre outros: o câmbio valorizado.

Ademais de incentivar importações baratas, ele atrofia a exportação, subtrai demanda  à indústria local e leva a uma integração desintegradora diante das cadeias globais de suprimento e tecnologia.

Em vez de investir, fabricantes trocam máquinas por guias de importação.

O conjunto explica em grande arte os impasses da economia nos dias que correm.
Mas não explica tudo.

Se esquematismos conspiratórios devem ser rejeitados quando se analisa a exacerbação conservadora, o extremo oposto tampouco ajuda a entender a raiz do que está em jogo.

Quem vê no capitalismo apenas  um sistema econômico, e não a dominação política intrínseca a sua encarnação social, derrapa no economicismo.

Ele subestima aspectos  cruciais da atual encruzilhada.

Destravar um novo ciclo de investimento no Brasil envolve uma disputa para mudar a correlação de forças na sociedade e uma mudança na sua inserção no sistema financeiro internacional.

Ademais dos constrangimentos macroeconômicos,  a greve do investimento reflete a conveniência de um capital que aderiu à ciranda rentista e dela não abdicará tão facilmente. 

Ao contrário do que aconteceu no caso das cadeias industriais, nisso o Brasil atingiu o estado das artes.

A coagulação rentista da sociedade, com uma elite perfeitamente integrada ao circuito da alta finança global, amesquinha a democracia, recusando-lhe instrumentos para dar à riqueza sua finalidade social.

O lockout do capital é o sintoma de uma corrosão profunda nos laços da sociedade.

O economista Thomas Piketty, autor do elogiado ‘O capital no século XXI’, demonstra como a regressividade inerente à hegemonia rentista está promovendo uma mutação da sociedade em nosso tempo.

As conquistas sociais dos últimos 12 anos  --o crescimento do emprego e do salário, na contramão da restauração neoliberal,  não  livraram o Brasil da lógica denunciada pelo autor.

Ela  resulta em um ‘murchamento’ produtivo, coroado por uma desigualdade crescente, hereditária, quase um atributo biológico.

Ganhos financeiros sempre superiores  ao crescimento médio da economia deslocam à cepa dos  rentista fatias progressivamente  mais gordas da riqueza  social.

Cristaliza-se  assim uma nova oligarquia aleitada na teta dos juros.

Como tem demonstrado Carta Maior, a evolução da taxa de juro real no Brasil, no período entre 1995 e 2012, ou seja, por 17 anos, só ficou abaixo da variação do produto  uma única vez, em 2010 (6,2% e 7,5%, respectivamente).

No segundo governo FHC, para um crescimento médio do PIB da ordem de 2%, a taxa de juro real ficou em 18,5%.

No segundo governo Lula, para um PIB médio de 4,5% a taxa de juro real foi da ordem de 11,7%.

Nos três primeiros anos de Dilma  (2010-2013), o PIB médio foi da ordem de 2%: a taxa de juro real chegou a um piso de 3,3%; está em 5% atualmente.

A rebelião contra a  ‘Dilma intervencionista’, nesse sentido, é, em grande parte, uma reação da república rentista  à tentativa de se desbloquear a avenida do investimento com a remoção do juro alto.

Mas não se trata apenas de reduzir a Selic.

 É pior que isso.

A maximização do retorno financeiro contaminou todas as dimensões do cálculo econômico submetendo as demais instancias do mercado aos padrões de retorno da ganância rentista.

Em entrevista recente ao jornal Valor, o economista francês Pierre Salama  aponta uma derivação dessa lógica : a explosão dos dividendos se transformou, ela também, em um torniquete ao investimento produtivo.

Pressionados a entregar fatias crescentes do lucro aos acionistas, dos quais dependem em última instância no cargo, os ‘managers’ corporativos atendem à demanda em detrimento do lucro retido para investimento.

A observação de Salama desvela uma dimensão pouco discutida da desindustrialização brasileira:

‘Isso explica os efeitos indiretos sobre a primarização da economia’, diz ele;  (ademais da) ‘produtividade média bastante baixa no Brasil’, adverte o economista francês que alerta para um aspecto contemplado na agenda presidencial conservadora: ‘Se você não tem uma melhora no nível da produtividade em geral porque você não tem uma taxa de investimento importante, a única maneira de obter melhor competitividade é favorecendo a queda do salário direto e o indireto - por piora (no sistema) da saúde e da aposentadoria dos trabalhadores. A maneira de sair de tudo isso’, replica, como se fosse uma aula da alternativa  consequente aos gêmeos ideológicos Aécio & Campos:  ‘é limitar a financeirização. Isso implica uma mudança bastante grande em nível de controle de capitais e também em nível de sistema tributário, para que o capital pague mais imposto do que hoje paga --isso poderia limitar a importância dos acionistas’, diz ele.

No Brasil, ao contrário do que apregoa Salama, as remessas de lucros do capital estrangeiro (US$ 32 bilhões em 2013), bem como lucros e dividendos de pessoa física, ademais de transferências patrimoniais (heranças etc) e investimentos estrangeiros em títulos públicos são isentos de imposto de renda.
 
Não se fabula aqui uma narrativa ideológica. O diagnóstico de Salama, em linguagem menos contundente, foi endossado esta semana pelo ex-ministro Delfim Netto.

Em artigo na Folha, na 4ª feira,  Delfim, que foi ministro da Fazenda, do Planejamento e Agricultura na ditadura-- cita pesquisas de economistas brasileiros, ideologicamente muito distantes do colega francês, mas que chegaram a conclusões idênticas às dele.

 Debruçados em balanços de empresas brasileiras de capital aberto (com ações em Bolsa) eles constataram que a queda na poupança do país se deve , sobretudo, ‘à redução do importante fluxo dos lucros retidos, fundamental para financiar os investimentos’, cita Delfim. E completa:

‘A conclusão mais importante é que "as empresas abertas não financeiras reduziram sua poupança e investimento (...) E que, "em geral, optaram em reduzir os investimentos, manter a distribuição de dividendos, reduzir a participação de recursos próprios e aumentar suas dívidas para financiar os menores investimentos", o que terá graves consequências sobre o crescimento futuro’, conclui o ex-ministro no texto sugestivamente intitulado,‘Tragédia’ .

Esse é o grande piquete atravessado na garganta do Brasil.

Seria aconselhável  que os demais bloqueios e protestos tivessem o discernimento do que isso significa para a sua causa.

Sem remover esse obstáculo-matriz, as reivindicações trazidas para as ruas, justas, em sua maioria, não terão lastro capaz de torna-las  sustentáveis por uma dinâmica de  ganhos progressivos baseada em crescimento e produtividade.
 
O risco, involuntariamente, é o de conduzir a sociedade a um percurso tão ‘suave’ quanto aquele que levou o general tailandês, Prayuth Chan-Ocha, a convocar uma cadeia nacional de televisão nesta 5ª feira para anunciar, em seguida à lei marcial:

‘Em nome da lei e da ordem, assumimos os poderes’.

Link:


http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/A-mae-de-todos-os-piquetes-a-greve-do-capital/30995

Desde 2010, Brasil investiu R$ 850 bilhões em saúde e educação e R$ 25,6 bi em obras da Copa!





Brasil investiu R$ 850 bilhões em saúde e educação e R$ 25,6 bi em obras da Copa

Desde 2010, o governo federal investiu R$ 850 bilhões em saúde e educação, enquanto os investimentos totais no Mundial atingem R$ 25,6 bilhões.

Najla Passos - da Carta Maior
Arquivo
















Brasil - Apesar dos investimentos para a realização da Copa do Mundo, o Brasil aumentou de R$ 101 bilhões para 107,5 bilhões os investimentos em educação, de 2013 para 2014, e de R$ 83 bilhões para R$ 91 bilhões os em saúde, no mesmo período.

“Essa discussão de que a copa tira recursos da saúde e da educação é falsa”, afirmou o titular da Secretaria Nacional de Relações Político-sociais da Secretaria Geral da Presidência, Wagner Caetano, no debate “A copa será um bom negócio para o Brasil?”, realizado no Teatro dos Bancários, na noite desta terça (20), em Brasília.

Segundo ele, os investimentos nessas diferentes áreas são independentes, mas se somam em benefício da população. “Desde 2010, quando o governo começou a discutir os preparativos para a copa, já foram investidos R$ 850 bilhões em saúde e educação, enquanto os investimentos totais no mundial – incluindo federais, locais e privados – atingem R$ 25,6 bilhões”, acrescentou.

O secretário lembrou que os gastos exclusivos com a copa referem-se apenas aos custos dos estádios – de R$ 8 bilhões – que também servirão também para outros fins. “Os outros investimentos envolvem obras que vão impactar diretamente na melhoria da qualidade de vida da população, como as obras de mobilidade urbana”, ressaltou.

Apesar dos atrasos em algumas obras, ele foi taxativo em avaliar os resultados já conquistados como positivos. Dos doze estádios previstos, nove já estão concluídos e três serão entregues nos próximos dias. “Todos eles estarão em pleno funcionamento durante a copa”, assegurou. Das obras de mobilidade urbana, 42 já estão prontas ou em andamento e 16 voltarão para o PAC e serão concluídas em breve. e as outras serão entregues até o final do ano.

Caetano também citou a realização de 30 intervenções nos aeroportos e reformas de seis portos como legados que o mundial deixará para o país. E, ainda, os R$ 402 milhões de investimentos em telecomunicações e R$ 1,9 bilhão em segurança pública, além dos impactos sociais, como a criação dos 50 mil empregos para construção dos estádios, a abertura de 47,9 mil postos na cadeia do turismo, a inserção social de 840 catadores de lixo e as 16 mil matrículas nos cursos do Pronatec.

Tudo isso se justifica, segundo ele, frente às receitas a serem geradas: a expectativa é que o país receba 600 mil turistas estrangeiros e três milhões brasileiros, que devem gastar até R$ 25 bilhões, três vezes mais do que o que foi investido nos estádios.

Expectativas do DF

Em Brasília, as expectativas com o mundial também são grandiosas e, segundo secretário extraordinário da Copa, Cláudio Monteiro, justificam a prioridade que o governo deu à realização do evento. “Só com um jogo na Copa das Confederações, no ano passado, tivemos um incremento de 14% na receita”, comparou.

Para a copa, ele calcula que os lucros serão muito maiores. “A estimativa é que cada turista gaste R$ 11, 4 mil. E estamos esperando 206 mil estrangeiros e 402 mil brasileiros só em Brasília”, contabilizou.

O secretário também listou os legados que ficarão para a cidade, em qualificação da mão de obra, mobilidade urbana, qualidade de vida. “Para cada R$ 1 que o GDF investiu na copa, o Governo Federal investiu R$ 4 em obras e melhorias para a capital. Há décadas a cidade não recebia tantos investimentos”, afirmou.

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