Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 27 de julho de 2014

Líbia caminha para a desintegração e pode cair sob o controle de Senhores da Guerra!

Líbia caminha para a desintegração e pode cair sob o controle de Senhores da Guerra! - da Agência Brasil



Violentos combates foram registrados hoje (20) perto do aeroporto de Trípoli, capital da Líbia, onde milícias rivais disputam há uma semana o controle do local, depois que se intensificaram os alertas sobre os riscos de uma guerra civil no país.

A União Europeia (UE) já manifestou preocupação com esses novos confrontos, que, segundo um responsável local, provocaram a morte de cinco civis. As vítimas moravam no bairro de Qasr Ben Ghachir, próximo do aeroporto.

O terminal está fechado desde 13 de julho, após um ataque feito por uma aliança de milícias islâmicas e da cidade de Misrata, a 200 quilômetros a leste de Trípoli.

Os mais recentes combates levaram a Organização das Nações Unidas (ONU) a retirar a sua missão da Líbia.

Hoje a delegação da UE no país expressou preocupação com um “conflito prolongado” e pediu diálogo entre as partes.

Os combates trouxeram à tona o receio de um conflito mais vasto. O país ainda aguarda a proclamação dos resultados das eleições legislativas de 25 de junho, que. segundo a Comissão Eleitoral, deverão ser anunciados amanhã (21).

Sem capacidade de reagir, as autoridades líbias indicaram na semana passada a possibilidade de recorrer a forças internacionais para restabelecer a segurança em um país assolado pela anarquia após a queda do regime do Muammar Kadhafi, em 2011.

Durante uma intervenção no Conselho de Segurança da ONU em Nova York, o ministro líbio dos Negócios Estrangeiros, Mohamed Abdelaziz, pediu a ajuda da organização para a formação das forças de segurança líbias, com o objetivo de proteger o setor de infraestrutura, principalmente os aeroportos e as instalações petrolíferas. “Se a Líbia se tornar um Estado em desagregação, nas mãos de grupos radicais e de senhores da guerra, as consequências serão profundas e talvez irreversíveis”, considerou.

Link:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2014-07/violentos-combates-entre-milicias-rivais-libias-junto-ao-aeroporto-de

sábado, 26 de julho de 2014

O termômetro político latino-americano para 2014 - por Emir Sader!

O termômetro latino-americano para 2014 - por Emir Sader, da Rede Brasil Atual, 17/07/2014

Na Colômbia, partidários de Juan Manuel Santos celebram a vitória e a esperança de paz
O momento é de balanço dos avanços, dos obstáculos e das mudanças necessárias para que os projetos pós-neoliberais possam ter um alcance estratégico para os países da America Latina
Desde que a via armada deixou de ser possível como forma de acesso ao poder pela esquerda na América Latina, assim como os golpes militares clássicos – restaram os “golpes brancos”, como os dados em Honduras e no Paraguai –, as eleições assumiram importância cada vez maior no continente. Foi por essa via que os governos progressistas atuais puderam colocar em prática programas pós-neoliberais.
O calendário eleitoral tornou-se então importante, porque é o momento em que os cidadãos renovam ou não mandatos na direção dos governos. A temporada define momentos importantes para os países, especialmente aqueles em que forças alternativas ao neoliberalismo governam.
Depois da década neoliberal de 1990, começaram a ser eleitos governos como produto da rejeição popular ao fracasso daqueles. Esses governos – que chamo de pós-neoliberais – têm em comum a prioridade das políticas sociais e não dos ajustes fiscais; a integração regional e os intercâmbios Sul-Sul e não os tratados de livre comércio com os Estados Unidos; e o papel do Estado como indutor do  crescimento econômico e de garantia dos direitos sociais, e não o Estado mínimo.
São governos que, pela primeira vez na América Latina – e de maneira simultânea na Venezuela, no Brasil, na Argentina, no Uruguai, na Bolívia e no Equador –, diminuíram significativamente as desigualdades sociais no continente mais desigual do mundo, propiciaram maior legitimidade dos Estados e estabilidade política. Se elegeram e reelegeram – ou elegeram seus sucessores – durante mais de uma década, introduziram formidáveis processos de democratização social, contando com o apoio das camadas mais pobres da população.
Atuaram nos espaços de menor resistência, de maior fragilidade do neoliberalismo: a exclusão social, a centralidade do mercado, a subordinação externa aos Estados Unidos. Os sucessos foram imediatos, com apoio popular generalizado, traduzido em força política. Mesmo a recessão internacional iniciada em 2008 não conseguiu quebrar o dinamismo das economias desses países, embora tenham diminuído seu ritmo de crescimento.

Estruturas de poder

A via eleitoral
Salvador S. Cerén, da FMLN, se elegeu Presidente de El Salvador. 

Se poderia dizer que foi uma etapa de crescimento relativamente fácil ou que enfrentou menos obstáculos. Pôde avançar sem ter de encarar as profundas estruturas de poder enraizadas nas nossas sociedades, consolidadas pelo neoliberalismo. O ano de 2014 é de eleições significativas na América Latina. Rafael Correa já havia sido reeleito de forma cômoda no ano passado, com uma grande maioria parlamentar.
Este ano o resultado das eleições municipais não foi favorável ao governo, especialmente em Quito, onde o governo perdeu a prefeitura. Foi um chamado de atenção para os problemas da Aliança País, legenda governante, que mudou sua direção, buscando uma nova forma de organização e de relação com os movimentos populares.
Em El Salvador, depois do governo de Mauricio Funes, apoiado pela Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), finalmente esta consegue eleger diretamente um representante seu para a presidência. Salvador Sánchez Cerén havia sido o principal dirigente guerrilheiro da FMLN e que conduziu a reciclagem, com sucesso, da organização da luta armada para a luta institucional.

Prognósticos

Ainda na América Latina, duas eleições significativas, não tanto por quem foi eleito, mas por quem foi derrotado: Ricardo Martinelli, ex-presidente do Panamá, e Laura Chincilla, ex-presidenta da Costa Rica, eram os dois porta-vozes mais exuberantes do neoliberalismo na região e seus candidatos foram derrotados, mudando o cenário político na América Central.
A renhida eleição na ­Colômbia permitiu evitar um retrocesso, que teria consequências graves para o clima na América do Sul, com deterioração da situação interna no país e nas relações com os países vizinhos, especialmente com a Venezuela, contaminando as convivências com a Unasul e em outras instâncias regionais. A reeleição de Juan Manuel Santos permite concluir o processo de negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e começar algo similar – e menos complexo – com o Exército de Libertação Nacional.
Ainda este ano haverá eleições importantes no Brasil, na Bolívia e no Uruguai. 
Aqui, Dilma deve ganhar, no primeiro ou no segundo turno. 
Não tivesse tido uma política de comunicações horrível – o pior lado do governo –, as eleições seriam ganhas de maneira muito mais clara. Porém, a campanha terrorista da mídia monopolista contra o governo consegue desgastar a imagem de Dilma, a ponto de que talvez ela tenha de enfrentar um segundo turno.
A vitória de Evo Morales é dada como segura, provavelmente sem necessidade do segundo turno, propiciando à Bolívia o governo de maior apoio popular de toda sua história e que levou ao período político de maior estabilidade institucional que o país já conheceu.
estabilidade institucional
Evo Morales lidera um governo extremamente popular e deverá se reeleger neste ano. 

A Frente Ampla, no Uruguai, deve conquistar sua terceira vitória consecutiva, desta vez com o retorno do seu primeiro presidente – Tabaré Vásquez. As pesquisas apontam para nova vitória da FA, com Tabaré, que derrotou uma candidata da esquerda na consulta interna. Mostram também que não conseguiria ganhar no primeiro turno, o que significa que a FA não teria maioria no Congresso.
Essa situação parlamentar, somada ao anúncio de que Danilo Astori voltaria a estar no comando da economia, configura um governo mais moderado do que o do atual presidente, José Pepe Mujica. A esquerda conseguiu colocar Raul Sendic – filho de um legendário  dirigente tupamaro – como vice-presidente, insuficiente para se contrapor a uma provável orientação mais conservadora do novo governo uruguaio.
No seu conjunto, as eleições favorecem as tendências progressistas – especialmente onde já governa: Brasil, Bolívia e Uruguai. Foi brecada a tentativa de retrocesso na Colômbia, enquanto na Costa Rica e no Panamá foram derrotados dois próceres do neoliberalismo no continente.
O que não impede que os governos progressistas vivam um período de dificuldades. Os opositores a essas forças políticas se apressaram em caracterizar esse processo como “fim de ciclo” (do kirchnerismo, do chavismo, do petismo etc. etc.) O ritmo baixou de patamar, e surgiram desequilíbrios econômicos em alguns países, como Venezuela e Argentina, com níveis de descontrole inflacionário, dificuldades de financiamentos externos, desabastecimento de certos produtos, problemas na balança comercial e de pagamentos.
Tudo se reflete no plano político, com perda de apoio popular por parte de processos que tinham gozado desse apoio ao longo da sua primeira década de existência. A difícil eleição de Nicolás Maduro na Venezuela foi um símbolo desse reflexo político dos problemas no modelo venezuelano. As dificuldades de ­Cristina Kirchner para eleger um sucessor associado ao projeto que ela representa são outro sinal dos obstáculos que se apresentam hoje para os governos pós-neoliberais.
O momento é de balanço dos avanços, dos obstáculos e das reformas necessárias para que os projetos pós-neoliberais possam ter um alcance estratégico para os países da América Latina.

Petrobras é a empresa mais valiosa do Brasil; ações tiveram valorização de 72% desde Março!

Petrobras é a empresa mais valiosa do Brasil; ações cresceram 72% - do Vermelho




De acordo com informações publicadas no portal IstoÉ Dinheiro, a Petrobras superou a Ambev e voltou a ser a empresa mais valiosa do Brasil. Com alta de 0,7% no pregão da última terça-feira (22), a petroleira brasileira retoma o posto, 


A Petrobras vale R$ 262,9 bilhões. A Ambev, R$ 261,5 bilhões. Ou seja, uma diferença entre ambas é de R$ 1,4 bilhão. Neste ano, as ações da companhia comandada por Graça Foster valorizaram-se 31%. E quando comparamos o cenário dos últimos dois anos esse crescimento sobe para 72%.

Em termos de fundamentos econômicos, nada mudou nas duas companhias. Operadores do mercado acreditam que as ações da estatal podem subir ainda mais e isso vai na esteira dos recordes de produção da Petrobrás.


Há uma opinião positiva e convergente para quem acompanha o desempenho da estatal, Graça Foster acertou na decisão estratégica de dar prioridade à busca por petróleo. O Credit Suisse, em relatório a investidores, chamou o pré-sal de Harvard das águas profundas”, reconhecendo a riqueza que a estatal preservou, em leilões, para si própria, nos contratos de concessões compartilhadas.

Crescimento projetado

De acordo com informações da Agência Petrobras, a produção de petróleo da estatal no Brasil atingiu em junho a média de 2 milhões e 8 mil barris/dia (bpd), superando em 1,7% a produção de maio, que foi de 1 milhão 975 mil bpd. Incluída a parcela operada pela Petrobras para seus parceiros no Brasil, o volume alcançou a marca de 2 milhões 135 mil bpd, 2,1% acima do volume produzido no mês anterior, que foi de 2 milhões e 92 mil bpd. 




O crescimento da produção decorreu, principalmente, do aumento do volume produzido pela plataforma P-62, que começou a operar em maio no campo de Roncador (Bacia de Campos). Nos próximos meses serão interligados a essa unidade um total de 22 poços, sendo 14 produtores de petróleo e gás e oito injetores de água. Do tipo FPSO (plataforma que produz, armazena e transfere petróleo, na sigla em inglês), essa unidade tem capacidade para processar, diariamente, até 180 mil barris de petróleo e seis milhões de metros cúbicos de gás natural.

Outro ganho da estatal em 2014 é na produção de diese. Sem perder de vista os princípios de Segurança, Meio Ambiente e Saúde, a Petrobras atingiu recorde de 105 mil metros cúbicos por dia de processamento de diesel em suas refinarias no Brasil.

Este desempenho vem contribuindo para a redução das importações de diesel e é reflexo do aumento da eficiência operacional das unidades do refino e da gestão integrada da cadeia de suprimento.

Da Redação
Com informações da IstoÉ Dinheiroe da Agência Petrobras


Link:

http://www.vermelho.org.br/noticia/246464-1

Reservas internacionais do Brasil ultrapassam os US$ 380 bilhões!

Investimento estrangeiro no Brasil surpreende BC e atinge R$ 3,9 bilhões - do Vermelho


Dados publicados pelo Banco Central (BC), nesta sexta-feira (25), apontam que a entrada líquida de recursos na economia brasileira, via investimento estrangeiro direto (IED), atingiu US$ 3,9 bilhões em junho, superando a previsão do Banco Central, que era de US$ 3,6 bilhões no mês.  


AFP
  
Os recursos compreendem US$ 3,5 bilhões de ingressos líquidos em participação no capital de empresas no país e US$ 387 milhões referentes a desembolsos líquidos de empréstimos intercompanhias (empréstimos concedidos pelas matrizes de empresas multinacionais a suas filiais brasileiras).

O BC tambepm apontou que com esse saldo positivo do IED de junho superou integralmente o déficit em conta corrente do mês, que somou US$ 3,345 bilhões.

De acordo com o relatório da Instituição: “O balanço de pagamentos apresentou superávit de US$3,8 bilhões em junho. As transações correntes foram deficitárias em US$3,3 bilhões no mês, acumulando US$81,2 bilhões em 12 meses, equivalentes a 3,58% do PIB. Na conta financeira, destacaram-se os ingressos líquidos de investimentos estrangeiros em carteira e diretos (IED), na ordem, US$ 6,7 bilhões e US$ 3,9 bilhões”.

Reservas internacionais

Outro dado importante apontado pelo relatório é sobre as reservas internacionais no conceito liquidez, que totalizaram US$ 380,5 bilhões em junho, aumento de US$ 1,4 bilhão em relação ao mês anterior. Em junho, o estoque de linhas com recompra atingiu US$ 7 bilhões, recuo de US$ 3,4 bilhões em relação à posição de maio.

A receita de remuneração das reservas somou US$ 289 milhões. As variações por preços reduziram o estoque em US$ 28 milhões, enquanto as variações por paridades provocaram elevação de US$ 1 bilhão. No conceito caixa, o estoque de reservas atingiu US$ 373,5 bilhões, incremento de US$ 4,8 bilhões em relação ao mês anterior.

Da Redação em São Paulo
Com informações do Banco Central e do Portal Brasil


Link:

http://www.vermelho.org.br/noticia/246429-2#.U9OkfOX5sYU.twitter

domingo, 20 de julho de 2014

História do Quilombo dos Palmares ganha nova cronologia com análise de fontes originais!

História de Palmares ganha nova cronologia com análise de fontes originais - do blog História em Projetos

 

Pesquisadora da Unicamp se debruça sobre documentos históricos que permaneciam inéditos desde o século XVII para entender as formas de dominação no período colonial

História de Palmares ganha nova cronologia com análise de fontes originais

Por Frances Jones, Agência FAPESP 01/08/2013

Em 1678, o então rei dos Palmares firmou um acordo de paz com o governador de Pernambuco, a autoridade máxima sobre um território que englobava os atuais estados da Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, além de Pernambucano.

A negociação durou alguns meses e envolveu intérpretes, envio de embaixadas, presentes e libertação de prisioneiros. De um lado, Ganazumba (ou Gangazumba), tio de Zumbi, séculos depois apontado como símbolo da resistência contra a escravidão; de outro, dom Pedro de Almeida, governador prestes a voltar para Portugal.

Até agora pouco estudado e comentado pela historiografia, o episódio vem ganhando contornos mais definidos sob a luz de documentos originais, boa parte deles inéditos. O material, manuscrito, inclui cartas, despachos de conselheiros do regente português, crônicas e até rascunhos encontrados em Portugal pela historiadora Silvia Hunold Lara, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em pesquisa realizada no âmbito do Projeto Temático“Trabalhadores no Brasil: identidades, direitos e política (séculos XVII a XX)”.

A documentação tem permitido que Lara e outros historiadores tracem uma nova cronologia sobre Palmares. “Em geral, a historiografia periodizou a história palmarina a partir das guerras feitas contra eles. Procuro me concentrar na formação dos mocambos [os assentamentos de fugitivos] e entender como eles se organizavam em termos políticos e militares”, disse Lara àAgência FAPESP.

“A década de 1670 é importante porque marca o reconhecimento por parte das autoridades portuguesas e coloniais desse sobado (estado africano) em Palmares.

Os termos do acordo negociado em 1678 constituem a maior evidência disso”, disse a historiadora.
Em seus estudos, Lara retoma teses de uma vertente da historiografia que dá ênfase às raízes africanas de Palmares, na qual se incluem os brasileiros Nina Rodrigues (1862-1906) e Edison Carneiro (1912-1972) e os norte-americanos Raymond Kent (1929-2008), Stuart B. Schwartz e John Thornton.
De acordo com Lara, um documento-chave para entender Palmares é uma crônica anônima, com data atribuída a 1678, escrita logo depois do acordo de paz selado entre Ganazumba e o governo de Pernambuco, quando d. Pedro de Almeida volta a Portugal e vai mostrar seus feitos às autoridades portuguesas.
“É uma crônica extensa, que faz uma história de Palmares, desde o seu início até 1678. Dá nome aos mocambos, descreve as relações entre os chefes militares e os chefes dos mocambos, conta as expedições feitas e equipara a uma conquista militar a vitória [parcial] obtida em 1677 por uma expedição que destrói os mocambos e está na origem do acordo de paz”, disse.
O grande ponto, segundo a professora titular do Departamento de História da Unicamp, é que essa crônica sempre havia sido lida pelos estudiosos a partir de uma publicação na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro de 1859 – feita quase 200 anos após ser redigida.
“As pessoas não viram o original, que estava perdido nos arquivos. Quando você olha o original, pode ver que houve transcrições incorretas”, disse Lara. Um bom exemplo é o dos nomes das lideranças palmarinas e dos principais mocambos ali descritos – com diferenças em relação aos consagrados pela historiografia.
“A maior parte de quem lidou com Palmares trabalhou com uma documentação impressa. E quem transcreveu e publicou fez uma seleção. Ao ir às fontes e aos arquivos, localizei uma quantidade muito grande de fontes ao redor desses documentos transcritos, muitas nunca publicadas”, disse.
Os achados estavam no Arquivo Histórico Ultramarino e no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, e na biblioteca pública da cidade de Évora, interior de Portugal.
Saindo da trilha dos Imbangala 
Lara também parte de um trabalho publicado em 2007 por Thornton e pela historiadora Linda Heywood, da Boston University, nos Estados Unidos, sobre a história das guerras na África Central para estudar quem eram os africanos escravizados e trazidos para o Brasil que fugiram e acabaram se organizando em agrupamentos em vários pontos de uma extensa região nordestina ao norte do Rio São Francisco, caracterizada por matas de palmeiras.
“Hoje conseguimos saber com um pouco mais de precisão quem eram as pessoas trazidas para cá: muito provavelmente eram falantes de kimbundu, língua africana da região do então reino de Ndongo, que ocupava o que hoje é uma região de Angola”, disse.
Dos vários assentamentos de fugitivos – todos conhecidos nessa época como palmares –, um deles em especial se consolidou durante o período da ocupação holandesa (entre 1630 e 1654), formando uma rede de mocambos que se tornou conhecida depois como Palmares. Nove mocambos chegaram a abrigar no total cerca de 11 mil habitantes, de acordo com algumas fontes.
“Todo mundo diz quilombo dos palmares, mas a palavra ‘quilombo’ é empregada deslocadamente nesse contexto e é anacrônica para designar Palmares. A palavra empregada naquele período para designar ‘assentamentos de fugitivos’ é mocambo”, afirmou Lara.
Segundo a historiadora, “kilombo” é uma palavra africana que significa “acampamento de guerra”, usada pelos grupos nômades guerreiros Imbangala, da África Central. Historiadores como o norte-americano Stuart Schwartz, da Yale University, consideraram que a formação dos quilombos nas Américas estava relacionada a esses acampamentos guerreiros – daí a origem do termo.
“Mas acho que essa não é uma matriz da formação dos assentamentos dos fugitivos no Brasil. Os kilombos Imbangala tinham rituais específicos, com morte de crianças, serragem de dentes e canibalismo. Como eram nômades, não tinham uma ligação territorial nem as linhagens que davam a legitimidade do poder, diferentemente do que ocorreu nos mocambos do interior de Pernambuco, onde se formou um reino linhageiro”, disse Lara.
Os mocambos se organizavam segundo uma gramática política centro-africana, explicou a pesquisadora. Como nos sobados centro-africanos (os potentados locais da África), os chefes políticos dos mocambos do Nordeste mantinham relações de parentesco entre si e todos estavam subordinados a Ganazumba, conhecido como rei dos Palmares. “Esse sobado que se formou no interior de Pernambuco foi reconhecido pelas autoridades coloniais como um poder político independente, com o qual se podia negociar”, disse.
Mudança para Cucaú 
A pesquisadora conta que a ideia de as autoridades coloniais fazerem acordos com fugitivos sempre existiu – e não apenas no Brasil. O de 1678, porém, foi o que mais progrediu. Boa parte dos habitantes dos mocambos de Palmares mudou-se para uma aldeia criada especialmente para recebê-los, Cucaú, e eles foram considerados livres.
A paz, no entanto, não durou mais do que dois anos. Uma parte dos mocambos, liderada por Zumbi, rejeitou o acordo e ficou em Palmares. Seguidores de Ganazumba, como seu irmão Ganazona, participaram de buscas para trazer os que haviam permanecido no mato. Ganazumba termina assassinado e Cucaú, destruída, provavelmente por tropas coloniais. As pessoas que moravam lá voltaram à condição de escravos.
“A história contada até hoje sobre Palmares é uma história militante e toda ela converge para o enaltecimento da figura de Zumbi como a grande liderança que jamais se curvou e resistiu à escravidão até ser morto em 1695; as pessoas reiteram e usaram a mesma documentação para dizer mais ou menos a mesma coisa”, ressaltou Lara. “Essa história passa muito rápido pelo acordo de paz. Tão rápido que os termos do acordo nunca foram publicados nas coletâneas de documentos feitas sobre Palmares.”
Interessada em discutir as formas de dominação nesse período e o modo como africanos e indígenas lidaram com o domínio colonial, Lara recupera de todas as formas o acordo. “A história de Palmares, da maneira como a estamos estudando, ajuda a entender como a dominação colonial foi enfrentada e modificada pela ação dos índios e dos africanos na África e no Brasil.”
Com o auxílio do Projeto Temático FAPESP, Lara e sua equipe montaram uma base de dados sobre Palmares, organizada de forma a ser disponibilizada para consulta pública on-line. Cerca de 2 mil documentos foram digitalizados e aos poucos estão sendo transcritos. “Espero que, dentro de dois anos, tudo esteja aberto para o público”, disse.
Diversos bolsistas também produziram trabalhos relacionados à produção da base de dados. Um deles foi a monografia de graduação "Guerras contra Palmares: um estudo das expedições realizadas entre 1654 e 1695", de Laura Peraza Mendes, que ganhou prêmio de melhor monografia de graduação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp em 2011.
Mendes defenderá sua dissertação de mestrado, que contou com Bolsa FAPESP (Expedições contra os mocambos de Palmares e os dilemas do governo colonial de Pernambuco, 1654-1695), em agosto de 2013.
Lara agora trabalha para transformar em livro a tese  “Palmares; Cucaú: o aprendizado da dominação”, com a qual se tornou professora titular. 

Link:

Datafolha e Sensus tentam fazer Aécio subir na marra nas pesquisas! - por Marcos Doniseti!

Datafolha e Sensus tentam fazer Aécio subir na marra nas pesquisas! - por Marcos Doniseti!




Como o candidato tucano à Presidência estagnou nas pesquisas já há bastante tempo, sendo incapaz de sair do patamar dos 20%, os institutos de pesquisas próximos ao PSDB decidiram promover uma 'Operação Aécio' para ver se ele consegue crescer alguns pontos.

É conhecido o fato de quem um grande número de eleitores não gosta de 'perder o voto', ou seja, de votar em um candidato sem chances de vitória e que, em função disso, eles acabam votando no candidato que aparece em primeiro lugar nas pesquisas eleitorais.

E todos os candidatos e institutos de pesquisas sabem disso. Não é a toa, aliás, que todos os candidatos procuram convencer o eleitorado de que ele está crescendo nas pesquisas e que possui chances reais de vitória.

Então, o que fazer se o candidato (Aécio, é claro) preferido do governo dos EUA, do capital financeiro, da Grande Mídia e dos institutos de pesquisas não decola nas intenções de voto do primeiro turno, mesmo com todo o apoio que recebe? E se, além disso, a candidata adversária, que é a Presidenta Dilma, mostra chances reais de vencer a eleição ainda no primeiro turno?

Eles deram início a várias tentativas de, ao mesmo tempo, derrubar as intenções de voto em Dilma e aumentar as de Aécio.

Primeiro, tentaram derrubar a popularidade de Dilma e do seu governo, por meio de um noticiário midiático extremamente negativo a respeito do mesmo e do país, inclusive tentando convencer os brasileiros de que a economia da Nação iria desabar numa crise terrível, com inflação disparando, desemprego aumentando, etc.

Não importa que tudo isso seja mentira e que o Brasil tenha, hoje, o seguinte cenário econômico e social:





1) A menor taxa de desemprego da sua história. Ela foi de apenas 4,3% em Dezembro de 2013, contra 10,5% em Dezembro de 2002;

2) A inflação esteja estabilizada no patamar de 6% ao ano desde 2005 e ela acompanha o chamdo 'ciclo agrícola', ou seja, ela cai no período em que a safra está sendo colhida e jogada no mercado e aumenta no período da entressafra, mas sempre se mantém no patamar de 6% ao ano;

3) As reservas internacionais de US$ 378 bilhões sejam uma das maiores do mundo (eram de apenas US$ 16 bilhões no final de 2002) e cresceram 2263% entre 2003-2014;

4) O Brasil tenha deixado de ser devedor do FMI (do qual o governo FHC emprestou US$ 86,5 bilhões) para se tornar credor do mesmo nos governos Lula-Dilma;

5) A produção e a venda de veículos tenham crescido mais de 100% entre 2003-2013, passando de 1,7 milhão para 3,5 milhões anuais;

6) A produção de grãos bate recordes todos os anos, sendo que passou de 97 milhões de toneladas de grãos em 2002 para 188 milhões de toneladas em 2013, acumulando um crescimento de 93,8% no período;

7) A oferta de crédito tenha crescido de 23% do PIB em 2002 para 55% do PIB em 2013, acumulando um crescimento de 139% nos governos Lula-Dilma;





8) O salário mínimo tenha sido reajustado em 262% entre 2003-2014, aumentando o seu poder de compra em 72%. Atualmente, segundo o Dieese, o salário mínimo tem o seu maior poder de compra desde 1979;

9) A taxa Selic de 11% ao ano seja menos da metade daquela de 25% ao ano que vigorava no final de 2002 (governo FHC);

10) Os investimentos estrangeiros produtivos no Brasil tenham aumentado fortemente, chegando a US$ 196 bilhões no período 2011-2013 e que em 2014 os mesmos deverão ser, no mínimo, de US$ 60 bilhões. Assim, apenas no primeiro mandato de Dilma, tais investimentos irão ultrapassar os US$ 250 bilhões, o maior valor da história do país;

11) As exportações brasileiras cresceram de US$ 60 bilhões, em 2002, para US$ 242 bilhões em 2013, acumulando um crescimento de 303% nos governos Lula-Dilma;

12) O programa Minha Casa Minha Vida já contratou 3,4 milhões de moradias. Destas, 1,7 milhão já foram entregues e outras 400 mil serão entregues até o final de 2014;

13) O Pronaf, que financia a agricultura familiar, teve um gigantesco aumento do seu orçamento nos governos Lula e Dilma, passando de R$ 2 bilhões, em 2002, para R$ 21 bilhões em 2014 (crescimento de 950%).

É claro que, nestas condições, a catástrofe econômica e social, e que a Grande Mídia anunciou, não aconteceu e esse discurso da catástrofe acabou perdendo força, embora não tenha sido abandonado, como se percebe claramente após o final da Copa 2014.

Dizer que 'Não ia ter Copa', que esta seria um caos e que o Brasil iria passar vergonha perante o mundo também não funcionou, pois a Copa do Mundo foi um gigantesco sucesso, reconhecido por turistas estrangeiros e pela Mídia do mundo inteiro.

Então, agora começou mais uma etapa da operação 'Cresce Aécio', que é a de tentar mostrar que ele é, sim, um candidato competitivo e capaz de derrotar Dilma no segundo turno. 





Com isso, os institutos de pesquisas e seus aliados imaginam poder elevar as intenções de voto de Aécio já no 1o. turno, para ver se ele consegue crescer, de fato, e chega a um patamar maior de intenção de voto.

Até porque a oposição e os institutos de pesquisa sabem que com a candidatura de Eduardo Campos em clara tendência de queda, o não crescimento de Aécio fará com que Dilma acabe por vencer a eleição no primeiro turno, visto que ela tem, sim, algo em torno dos 40% das intenções de voto, mesmo que alguns destes institutos falam um grande esforço para esconder esse fato.

Então, em suas pesquisas mais recentes, os institutos de pesquisa trataram de elevar as intenções de voto em Aécio no segundo turno, fazendo com que ele 'empate' com a presidenta Dilma no mesmo, para ver se ele cresce no primeiro turno.

Afinal, sem o crescimento de Aécio no primeiro turno, as chances da Presidenta Dilma vencer a eleição no primeiro turno são imensas. 





Será que a operação 'Cresce Aécio' irá dar certo?

Vamos esperar, mas a minha opinião é que ela será mais uma 'bala de prata' da oposição reacionária e golpista que sairá pela culatra, tal como já foram o 'NãoVaiTerCopa' e o 'CaosnaEconomia'.

Endividamento das famílias tem queda de 2,2 p.p. em um ano!

Endividamento das famílias tem queda de 2,2 p.p. em um ano! - da Agência Brasil

O nível de endividamento das famílias brasileiras caiu 2,2 pontos percentuais em julho deste ano, na comparação com julho de 2013, ao recuar de 65,2% para 63%, entre um período e outro. 

Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (17) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Já o percentual das famílias com dívidas ou contas em atraso recuou 3,5 pontos percentuais (de 22,4% para 18,9%) de julho do ano passado para julho de 2014. Os dados da CNC indicam, porém, que de junho a julho deste ano o número de famílias endividadas cresceu 0,5 ponto percentual, passando de 62,5% para 63%.

Apesar do aumento no endividamento, o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso recuou 0,01 ponto percentual, na comparação mensal (junho/julho), caindo de 19,8% em junho, para 18,9% em julho.

Ao analisar os resultados da Peic de julho, o economista da CNC Bruno Fernandes, atribuiu a queda no endividamento à alta dos juros e à renda mais modesta, que geram condições menos favoráveis para o endividamento. “O crescimento do custo do crédito vem induzindo as famílias a terem mais cautela ao contratar e renovar empréstimos e financiamentos”, disse o economista.

O levantamento indicou, por outro lado, que o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas dívidas atrasadas, ou seja, que permaneceriam inadimplentes, manteve-se estável de junho para julho, em 6,6% do total das famílias, mas caiu em relação aos 7,4% de julho de 2013.

Neste caso, para o economista da CNC, apesar de diminuir o índice de famílias com contas em atraso, a percepção delas sobre sua capacidade de pagamento se manteve estável, o que também demonstra a precaução das famílias com o endividamento. “A postura mais cautelosa das famílias em relação ao endividamento também vem impedindo a alta da inadimplência”, disse.

O cartão de crédito continua como o principal meio de endividamento das famílias (76,6%); seguido pelos carnês (16,3%) e pelo financiamento de veículos (13,2%). A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais do país e no Distrito Federal com cerca de 18 mil consumidores.

Link:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-07/nivel-de-endividamento-das-familias-cai-mais-de-2-pontos-percentuais-em-um

sábado, 19 de julho de 2014

Governo Dilma já criou mais de 5 milhões de empregos formais!

Governo Dilma já criou mais de 5 milhões de empregos formais! - do PT no Senado

O Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mede a geração de postos de trabalho com carteira assinada no País, registrou a criação de 58.836 vagas em maio, valor que representa crescimento 0,14% em relação ao mês anterior.  O número é o saldo entre 1,849 milhão de admissões e 1,790 milhão de desligamentos em maio, informou nesta terça-feira (24) o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Com o resultado de maio, a geração de empregos formais no governo Dilma Rousseff superou a marca de 5 milhões. “No período de janeiro de 2011 a maio de 2014, ocorreu um crescimento de 11,47% na geração de postos formais de trabalho alcançando 5.052.710 empregos criados, uma média mensal de geração de 123.237 postos de trabalho com carteira assinada”, informou o ministério.
Apesar da importante marca atingida, os jornais impressos trazem em tom alarmista, nesta quarta-feira (25), a informação de que esse foi o pior maio dos últimos 22 anos. Para o leitor mais desavisado, fica a impressão de que temos um quadro de desemprego crescente no País. Algo que não condiz com a realidade. 
O Caged revela também que no acumulado do ano (janeiro a maio) houve expansão de 1,34% no nível de emprego, equivalente ao acréscimo de 543.231 postos de trabalho. Se considerados os últimos 12 meses, o aumento foi de 867.423 postos de trabalho, correspondendo à elevação de 2,15%. Com relação a maio do ano passado, no entanto, o saldo de maio significa uma queda de 18,3%.
Trajetória positiva no cenário mundial
Os dados foram apresentados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, que destacou a média de empregos gerados mensalmente no Brasil. “Nós atingimos cinco milhões de empregos no atual governo e vamos continuar gerando novos postos de trabalho. Mantivemos uma ótima média mensal de 123 mil empregos. Mesmo com a falta de empregos no mundo, o Brasil continua sua trajetória positiva de geração de postos de trabalho”, ressaltou.
A geração de 5.052.710 no período de 2011 a 2014 demonstrado pelo Caged foi resultado originado da expansão generalizada dos vários setores de atividades econômicas, com destaque para os setores de Serviços (+2.554.078 postos), seguido do Comércio (+1.140.983 postos), da Construção Civil (+580.023 postos) e da Indústria de Transformação (+510.544 postos).
Em nível geográfico o destaque foi para o estado de São Paulo que respondeu pela criação de 1.349.271 postos de trabalho, o que representou cerca de 27% do saldo líquido do Brasil.
Números de maio
No mês de maio, foram gerados 58.836 empregos formais, um crescimento de 0,14% em relação ao estoque do mês anterior. O aumento mantém a trajetória de expansão, com um total de 1.849.591 admissões no mês e os desligamentos atingindo 1.790.755, o que resultou no resultado positivo no mês, sendo o segundo e o maior montante já registrado para o período, respectivamente, o que denota a capacidade da economia de manter o número de contratações em patamar expressivo a despeito do número de desligamentos.
O mercado formal apresentou expansão do emprego em seis setores da economia, tendo quatro deles demonstrado melhor desempenho em relação aos dados de maio de 2013.
Em termos absolutos, os setores responsáveis pelo desempenho positivo no mês foram a Agricultura (+44.105 postos ou +2,79%, ante saldo de +33.285 postos em maio de 2013); o setor de Serviços (+38.814 postos ou + 0,23%, ante 21.154 postos  em maio de 2013); e a Construção Civil (+2.692 postos ou +0,08%, ante uma redução de 1.877 postos no mesmo mês do ano anterior).
A Indústria de Transformação, com o declínio de 28.533 postos (-0,34%), foi o setor que mais contribuiu para o desempenho mais modesto no mês de maio.
Estados
Os dados por recorte geográfico mostram que em quase todas as regiões brasileiras ocorreu elevação no nível de emprego, com destaque para a região Sudeste com geração de 51.136 postos; a Centro-Oeste, que gerou 7.765 postos e a região Norte com criação de 4.327 postos de trabalho.
Entre os estados, 17 elevaram o nível de emprego, com destaque para o estado do Pará, com geração de +5.204 postos ou +0,66%, apresentando saldo recorde para o período dentre todas os estados, decorrente do desempenho positivo em quase todos os setores com destaque para a Construção Civil que gerou 4.846 postos; Minas Gerais com geração de 22.925 postos ou +0,53% e São Paulo que criou no mês 13.201 postos ou +0,10%.
Portal Brasil com informações do Ministério do Trabalho e Emprego
Link:

Paul Craig Roberts: Queda do avião malaio na Ucrânia tem todo o jeito de operação concebida pelo governo dos EUA!



Paul Craig Roberts: Queda do avião malaio na Ucrânia tem 

todo o jeito de operação concebida pelo governo dos EUA! Rede Brasil Atual

Tentativa de culpar Rússia sem evidências sugere o pior: isolados e em declínio, EUA tentariam manter supremacia por meio de provocação e guerra permanentes

Na tentativa de isolar a Rússia, ao acusar o país de comandara derrubada do avião da Malaysian Airlines que transportava cerca de 300 pessoas, o habitante da Casa Branca isolou Washington.
A Câmara de Comércio dos EUA e a Associação Nacional da Indústria [no original, National Association of Manufacturers] fizeram publicar anúncios e emitiram opiniões nas páginas do New York TimesWall Street Journal e Washington Post protestando contra as sanções inventadas pelos EUA.
A Associação Nacional de Fabricantes disse que “estamos desapontados com os EUA, por ampliarem sanções unilaterais de modo que muito prejudica a posição comercial norte-americana no mundo.” A Agência Bloombergnoticia que “reunidos em Bruxelas, líderes da União Europeia recusaram-se a acompanhar as medidas impostas pelos EUA.”
As sanções não terão efeito sobre empresas russas. As empresas russas podem obter mais financiamentos do que carecem, de bancos chineses, franceses e alemães.
Os três traços que definem a cidade de Washington – arrogância, soberba e corrupção –, também emburrecem a capital norte-americana e a fazem incapaz de aprender. Gente arrogante, tomada de soberba, nunca aprende. 
Quando encontram resistência, respondem com propinas, ameaças e coerção. A diplomacia exige capacidade razoável para aprender com os erros — os próprios e os dos outros; mas já há anos Washington esqueceu a diplomacia. Washington só conhece a força bruta.


Avião de Putin.
Consequentemente, os EUA, com as sanções, só são capazes de solapar o próprio poder e a própria influência. As sanções só têm estimulado os países a se afastarem do sistema de pagamentos em dólares, que é o fundamento do poder norte-americano.
Christian Noyer, presidente do Banco da França e membro do Conselho de Administração do Banco Central Europeu, disse que as sanções de Washington estão afastando as empresas e os países do sistema de pagamentos em dólares. A soma gigantesca de dinheiro que os EUA assaltaram, sob a forma de “multa” aplicada ao banco francês BNP Paribas, por manter transações com países que os EUA “desaprovam”, mostra bem claramente os graves riscos que ameaçam todos os que ainda insistam em negociar em dólares, quando os EUA ditam as regras que bem entendam.
O ataque dos EUA contra o banco francês serviu para que muitos recordassem as numerosas sanções passadas e se pusessem em alerta contra sanções futuras, como as que ameaçam o banco Commerzbank da Alemanha. Já é inevitável um movimento para diversificar as moedas usadas no comércio internacional. Como Noyer destacou, o comércio entre a Europa e a China não precisa do dólar e pode ser integralmente pago em euros ou renminbi (moeda da República Popular da China).
O fato de os EUA imporem regras só deles a todas as transações denominadas em dólares, em todo o mundo, está acelerando o movimento de países que se afastam do sistema de pagamento na moeda norte-americana. Alguns países já criaram acordos bilaterais com seus parceiros comerciais, para que os pagamentos se façam nas respectivas moedas próprias.
Os países BRICS já estão estabelecendo novos métodos de pagamento, independentes do dólar, e estão criando seu próprio fundo monetário, para financiar seus negócios.
O valor do dólar dos EUA como moeda de troca depende de seu papel no sistema internacional de pagamentos. Se esse papel vai desaparecendo, também começa a sumir a demanda por dólar e o valor de troca do dólar. A inflação entrará na economia dos EUA via preços de importações, e os norte-americanos, já tão pressionados, verão cair ainda mais os seus padrões de vida.
No século 21, a cada dia menos gente confia nos EUA. As mentiras de Washington, como “armas de destruição em massa” no Iraque (que nunca existiram); “armas químicas usadas por Assad” (que jamais as usou); e “armas atômicas do Irã” (que absolutamente não existem) já são tratadas como absolutas mentiras por outros governos. São mentiras e mais mentiras, que os EUA usam para destruir países e ameaçar outros países com destruição, para manter o mundo em eterno sobressalto.
Washington nada tem a oferecer ao mundo, que consiga acalmar o sobressalto e a aflição que os EUA distribuem pelo planeta. Ser nação amiga de Washington implica aceitar todas as suas chantagens. E muitos já começam a concluir que a amizade de não compensa o preço altíssimo que custa.
O escândalo da espionagem universal pela Agência de Segurança Nacional dos EUA contra o mundo, e a recusa dos EUA a se desculparem e desistirem da prática reiterada daqueles atos aprofundaram ainda mais a desconfiança, que já se vê hoje até entre os próprios aliados dos EUA. Pesquisas, em todo o planeta, mostram que outros países veem os EUA como a maior ameaça à paz.

Avião da Malásia. 
Nem o próprio povo norte-americano confia no governo dos EUA. Pesquisas mostram que ampla maioria de norte-americanos entendem que os políticos, a imprensa empresarial prostituída [a expressão usada no texto orinal é presstitute media] e grupos de interesses privados, como Wall Street e o complexo militar/de segurança, violentam todo o sistema para servir seus próprios interesses, às custas do povo dos EUA.
O império de Washington está começando a rachar, circunstância que provoca ação desesperada. Hoje, (17, quinta-feira), ouvi notícias na National Public Radio sobre um avião de passageiros malaio que caiu em território da Ucrânia. A notícia era verdadeira. Mas foi apresentada em tom de fazer crer que teria havido alguma espécie de complô urdido pela Rússia e “separatistas” ucranianos. Na BBC, mais e mais opiniões enviesadas, cada vez mais enviesadas. Até que matéria sobre as “mídias sociais” “noticiava” que o avião teria sido derrubado por um sistema russo de armas antiaéreas.
Nenhum dos “especialistas” ouvidos sequer se preocupava com o que os “separatistas” teriam a ganhar com derrubar um avião de passageiros. Nada disso. Todos já haviam decidido que a Rússia “é culpada”, o que “evidentemente” “obriga(ria)” a União Europeia a apoiar sanções ainda mais duras contra a Moscou. A BBC acompanhava o script dos EUA e “noticiava” o que Washington queria ver nas manchetes!
A operação tem, isso sim, todos os indícios de ter sido concebida em Washington. Todos os promotores oficiais de guerras rapidamente apareceram em todos os canais de televisão e em todas as manchetes. O vice-presidente dos EUA Joe Biden declarou que “a aeronave foi explodida em voo”. Que “não foi acidente”.
Ora! Por que alguém teria tanta certeza, antes de qualquer confirmação oficial? Visivelmente, Biden não procurava culpar o governo ucraniano. Claro que quem abateu a aeronave em “pleno voo” foi… a Rússia! É o modo como Washington opera: grita “culpado!” tantas e tantas vezes, até que já ninguém se lembre de exigir provas.
O senador John McCain pôs-se imediatamente a “declarar” que havia cidadãos norte-americanos no avião, o que bastava para ele “exigir” ações punitivas contra a Rússia (tudo isso antes de alguém conhecer a lista de passageiros do avião e as causas da queda).
As “investigações” estão sendo feitas pelo regime de Kiev, fantoche de Washington. Acho que já se poderia escrever a conclusão hoje, sem investigar coisa alguma.
É alta a probabilidade de que apareçam provas fabricadas, como as provas fabricadas que o secretário de Estado Colin Powell dos EUA apresentou à ONU, para “provar” a existência das inexistentes “armas de destruição em massa” iraquianas. Washington safa-se há tanto tempo, com tantas mentiras, golpes, encenações e crimes, que já se convenceu de que se safará sempre.
No momento em que escrevo, não há ainda informação confiável sobre o avião, mas a velha pergunta dos romanos vale sempre: cui bono? Quem se beneficia?
Os “separatistas” nada têm a ganhar com derrubar um avião de passageiros, mas Washington, sim, tinha “bom” motivo: culpar a Rússia. E bem poderia ter também um segundo motivo. Dentre os muitos rumores, há um rumor que diz que o avião presidencial do presidente Vladimir Putin voava rota semelhante à do avião malaio, com diferença de 37 minutos entre um e outro avião. 
Esse rumor disparou especulações de que Washington teria decidido livrar-se de Putin, mas errou o alvo: tomou o avião malaio pelo jato presidencial russo. O site Russia Today (RT) noticia que os dois aviões teriam aparência semelhante.
Antes de começarem a “explicar” que Washington seria sofisticada demais para ‘errar’ de avião, lembro que quando os EUA derrubaram avião iraniano no espaço aéreo do Irã, a Marinha dos EUA “explicou” que “pensara” que os 290 civis assassinados naquele atentado estivessem num jato iraniano, um F-14 Tomcat, jato de combate fabricado pelos EUA, e muito usado também pela Marinha dos EUA.
Ora! Se a Marinha norte-americana não consegue distinguir nem entre um jato de combate que usa todos os dias, e um avião de passageiros iraniano… é claro que os EUA podem se atrapalhar e confundir dois aviões de passageiros que, como diz RT são, sim, até que “parecidos”.
Durante toda a matéria da BBC, publicada para inventar a culpa da Rússia, nenhum “especialista” lembrou-se do avião iraniano de passageiros que os EUA “abateram em pleno voo”. Ninguém “exigiu” sanções contra os EUA.
Seja qual for o desfecho do incidente com o avião malaio, os fatos indicam um perigo na política soft de Putin contra a intervenção armada e violentíssima dos EUA na Ucrânia. A decisão de Putin, de responder com diplomacia, não com recursos militares, às provocações de Washington na Ucrânia, deu vantagem inicial ao governante russo – como se comprova na reação da UE e de associações de empresários norte-americanos contra as sanções de Obama.
Contudo, ao não impor fim imediato, por meios militares, ao conflito que Washington patrocina e comanda na Ucrânia, Putin deixou a porta aberta para os crimes e complôs que Washington está maquinando — e que são especialidade dos EUA.
Se Putin tivesse aceitado o pedido dos antigos territórios russos do leste e sul da Ucrânia, para se reincorporarem à Rússia, o imbróglio ucraniano teria acabado já há meses; e a Rússia não estaria exposta a tantos riscos.
Putin não colheu o benefício de ter-se recusado a enviar soldados para os antigos territórios russos: a posição oficial” de Washington é que há soldados russos operando na Ucrânia. 
Quando os fatos não ajudam a “confirmar” o que mais interessa à agenda de Washington, “dá-se um jeitinho” nos fatos.
A imprensa empresarial norte-americana culpa Putin; já decidiram que o presidente russo é autor de toda a violência na Ucrânia. É coisa inventada na cabeça de Washington, mas “virou fato” nos jornais e televisões: é o que basta como justificativa para qualquer sanção.
Dado que não há prática ou ato, por sujos que sejam, que Washington não abrace, Putin e a Rússia estão expostos a alto risco de se tornarem vítima de atentados graves ou dos golpes mais abjetos.
A Rússia parece hipnotizada pelo Ocidente, sob forte motivação para ser incluída como parte. Esse anseio por ser aceita trabalha a favor da agenda e dos golpes de Washington.
A Rússia não precisa do Ocidente; a Europa, sim, precisa da Rússia. Opção interessante para a Rússia é cuidar de seus interesses e esperar que a Europa a procure, interessada.
O governo russo não deve esquecer que a atitude de Washington em relação à Rússia é modelada pela “Doutrina Wolfowitz”, que diz:
“Nosso primeiro objetivo é impedir a reemergência de um novo rival, seja no território da ex-União Soviética ou em qualquer ponto, que represente ameaça da ordem que exerceu, antes, a União Soviética. Essa é a consideração dominante que subjaz à nova estratégia regional de defesa, e exige que trabalhemos para impedir que qualquer potência se imponha, numa região cujos recursos, sob controle consolidado, bastarão para gerar poder global.”
*Paul Craigs Robert foi secretário assistente do Tesouro dos EUA e editor associado do Wall Street Journal. Seu último livro é "Como os Estados Unidos se perderam"
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