Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

As limitações de um governo progressista no Brasil! - por Marcos Doniseti

As limitações de um governo progressista no Brasil! - por Marcos Doniseti

Na Venezuela, o PSUV controla o Congresso Nacional, a quase totalidade dos estados e a imensa maioria dos municípios, além de ter um rígido controle sobre as Forças Armadas, grande parte da economia (que depende do petróleo, dominado pela estatal PDVA) e ser dominante no Poder Judiciário e ter uma mídia, parcialmente, favorável. 

Que o Brasil necessita promover um conjunto de Reformas Estruturais (Tributária, Política, Midiática, entre outras) que permita construir uma Nação justa, soberana, democrátia, plural, sustentável e na qual todos os seus habitantes possam viver com dignidade, não resta a menor dúvida. 

O  grande problema é: Afinal, de onde virá o apoio político (dentro do Congresso Nacional, em especial) para fazer tudo isso? 

Por mim, Dilma deveria, por exemplo, criar uma nova alíquota de Imposto de Renda (de uns 35%) e cobrar apenas de quem ganha, sei lá, mais de R$ 10 mil mensais, bem como taxar violentamente o lucro dos bancos, a entrada e a saída de capital especulativo do Brasil, criar um Imposto sobre Grandes Fortunas, enfim, deveria promover uma Reforma Tributária de caráter progressivo, que tributasse mais intensamente aos mais ricos e ao capital financeiro. 

Mas, para aprovar uma Reforma Tributária com essas características, a mesma teria que ser aprovada pelo Congresso Nacional. 

E esse é o problema de termos um Congresso tão conservador. 

Tal conservadorismo do poder Legislativo federal acaba limitando fortemente as opções de política do governo federal. 

Com Lula foi assim e com Dilma também é. 

O grande problema é que, a partir de 2003, o PT conquistou o comando do Poder Executivo Federal. Mas é só. 

O resto está nas mãos dos adversários e dos inimigos e aqui incluo o Congresso Nacional (que é 85% de Centro-Direita e de Direita), a Mídia, a Justiça, o Ministério Público, até a Polícia Federal. Sem falar do imenso poder econômico e financeiro de segmentos elitistas e retrógrados, que rejeitam até mesmo mudanças moderadas no status quo. 

E a oposição conservadora, que é representada atualmente pelo PSDB, também governa importantes estados do país, como são os casos de SP, PR e GO. São estados que já são governados pelo PSDB há bastante tempo. 

Está é uma situação totalmente diferente daquela que existe na Argentina, Bolívia, Uruguai, Equador e Venezuela, onde as forças progressistas controlam o Poder Executivo Federal, o Legislativo, tem muita força no Judiciário, controlam as Forças Armadas e onde existe uma mídia que é, parcialmente, favorável. Na Venezuela, por exemplo, o PSUV governa a imensa maioria dos estados e dos municípios.

Não foi à toa, por exemplo, que os poderes Legislativo da Argentina e do Uruguai aprovaram a Ley de Medios nos dois países, pois os partidos que os governam desfrutam de maioria absoluta no Congresso Nacional, algo que o PT nunca teve no Brasil. 

Todos os partidos que estão nos governos destes países sul-americanos tem maioria absoluta no Congresso Nacional, algo que o PT, sozinho, nunca teve e nunca terá no Brasil, pelo menos enquanto vigorar o atual sistema político-partidário. 

Então, esse é o grande problema que enfrentamos no Brasil hoje. 

Infelizmente, as forças progressistas ainda tem uma força bastante limitada na sociedade e nas principais instituições do país. E isso é inegável. 

Exemplo: Se somarmos, por exemplo, o PT, o PCdoB e o PSOL, eles elegeram apenas 85 deputados federais nesta eleição, de um total de 513. Somados, eles tem uma bancada que equivale a ridículos 16,6% da Câmara dos Deputados. Ninguém governa nada, neste país, com um apoio tão reduzido.

Assim, temos que elaborar e desenvolver uma estratégia de luta política e social (de curto, médio e longo prazo) que nos permita desfrutar de maioria política e de uma hegemonia nas principais instituições e na própria sociedade para poder viabilizar um grande projeto de Reformas Estruturais progressistas no país. 

Sem desfrutar dessa maioria e dessa hegemonia, não vejo como se possa vir a realizá-las. Infelizmente.


É isso. 


Links:

Argentina e a Ley de Medios:

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/10/30/como-a-ley-de-medios-enquadra-a-globo-argentina/

Uruguai aprova a Ley de Medios:

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2014/12/24/uruguai-aprova-ley-de-medios/

A política econômica brasileira durante a Ditadura Militar! - por Marcos Doniseti!

A política econômica brasileira durante a Ditadura Militar! - por Marcos Doniseti!

O chamado 'Milagre Econômico' da época da Ditadura Militar durou apenas 6 anos, entre 1968-1973, e cobrou um alto preço em termos de aumento de inflação e do endividamento externo. 

O primeiro governo militar pós-64, que foi o de Castello Branco, foi um governo neoliberal, com a economia sendo comandada pela dupla Bulhões-Campos, dois neoliberais de carteirinha.
Daí veio o resultado que sempre acontece no Neoliberalismo: arrocho salarial, aumento de impostos, corte brutal de gastos públicos, recessão, falências, desemprego (qualquer semelhança com o plano de governo de Aécio e Marina não é mera coincidência).
O arrocho foi tão forte que a mesma classe média que saiu às ruas para comemorar o Golpe em 64, se voltou contra a Ditadura em função do aumento da pobreza promovida pela mesma, apoiando ostensivamente os estudantes (grande parte, com certeza a maioria, vinha da classe média empobrecida pelos militares) que se rebelaram em 1968.
Também tivemos a formação da Frente Ampla (por Lacerda, JK e Jango) e greves operárias em Osasco e Contagem. Daí, veio o governo de Costa e Silva, que optou por dois caminhos para impedir uma eventual derrocada da Ditadura: intensificou a repressão e abandonou a política de arrocho, colocando o Delfim Netto para comandar a economia.
Delfim soube aproveitar de um momento de forte expansão econômica nos países industrializados (estimulada pelos gastos gerados pela Guerra do Vietnã), do petróleo barato e de um excedente de capital que existia nos mesmos, para atrair o capital estrangeiro e adotar uma política econômica expansionista, abandonando o neoliberalismo recessivo da época de Bulhões-Campos.


Daí, Delfim adotou medidas como o aumento da oferta de crédito (para empresas e consumidores), amenizou a política de arrocho salarial, estimulou a agricultura (procurando modernizá-la, o que resultou na criação da Embrapa, no final de 1972), criou novas empresas estatais, elevou os gastos púbicos, apoiou as exportações e ainda procurou manter a inflação sob controle (via controle de preços).
Com isso, tivemos o famoso 'Milagre Brasileiro'.
Geisel decidiu, com a economia do país sob o comando de Mário Henrique Simonsen, continuar com a política econômica expansionista, adotando II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento), mesmo após o estouro do primeiro choque do petróleo em 1973 (Guerra do Yom Kippur) e do segundo choque do petróleo em 1979 (Guerra Irã-Iraque), o que levou a um forte aumento da dívida externa brasileira entre 1974-1982.

O índice de Gini mede a distribuição da renda do trabalho e quanto mais próximo de 1, maior é a concentração. Como se percebe, a Ditadura Militar promoveu um grande aumento da concentração de renda, que somente começou a cair de forma significativa a partir do governo Lula. 

No governo de Ronald Reagan, os EUA enfrentavam uma taxa de inflação de dois dígitos anuais (chegou a 12% ao ano).
Para derrubar a inflação, tivemos uma forte elevação dos juros pelo então presidente do FED (Paul Volcker) e que chegaram a 22% ao ano nos EUA naquela época, algo quase impossível de se imaginar atualmente, quando os juros do FED estão em 0,25% ao ano devido à forte crise econômica que se abateu sobre o país a partir de 2007 (crise do subprime) 2008 (quebra do Lehman Brothers e de todo o sistema financeiro privado dos EUA).
Isso resultou na impossibilidade do Brasil de continuar pagando os juros da sua dívida externa (afinal, o dinheiro acabou), que cresceu rapidamente entre 1974-1982, o que levou Delfim a decretar a moratória no pagamento da dívida externa em 1982.

Link:

Ferrovia do Aço nunca foi concluída:

O segundo mandato de Dilma e o cenário mundial! - por Marcos Doniseti!

O segundo mandato de Dilma e o cenário mundial! - por Marcos Doniseti!


Rússia e China decidiram abandonar o uso do Dólar em suas transaçõe comerciais. Se este fenômeno se espalhar pelo Mundo, o Império Ianque ficará em péssima situação, pois não terá mais recursos ilimitados para financiar o seu consumismo, as suas guerras e os seus gastos militares (que representam 50% do gasto mundial). 

Os dois primeiros anos, no mínimo, do governo Dilma serão complicados, pois o cenário econômico e geopolítico mundial está cada vez pior. 

Há uma série de ajustes que precisarão ser promovidos na economia brasileira, como a redução da inflação, do déficit público e das contas externas, que cresceram em 2014 como resultado da piora do quadro econômico global. 

Atualmente, temos uma Recessão profunda no Japão e que chegará à Rússia em 2015-2016 (será amenizada pela ajuda chinesa, mas dificilmente a Rússia escapará de uma recessão nos dois próximos anos).

A economia chinesa (que é a verdadeira locomotiva da economia mundial e já há vários anos) está desacelerando cada vez mais e caminha para crescer menos de 7% ao ano. 

Além disso, a a questão ucraniana agravou a crise econômica na UE. 

A exportação da Alemanha para a Rússia diminuiu e a economia alemã, maior da Europa e quarta maior do mundo, também está virtualmente em recessão.. 

E a Grécia terá eleição em Janeiro próximo e se o partido Syriza (de Esquerda) ganhar, o mesmo já anunciou que a política de austeridade imposta pela Troika chegará ao fim (criando mais instabilidade na UE e na Zona do Euro).

A China e a Rússia deixarão de usar o dólar no comércio entre eles, e caso esse movimento se espalhe pelo mundo, a economia dos EUA sofrerá um baque gigantesco.

E com o preço do petróleo desabando (o que é ruim para Rússia, Irã e Venezuela, três países que não submetem à vontade do Império Ianque, que está promovendo uma 'guerra do petróleo' contra os mesmos) e o preço das commodities despencando (das quais o Brasil é um dos grandes exportadores mundiais), e que estão em queda desde 2013, caindo ainda mais, os países que vivem de produzir e exportar as mesmas sofrerão bastante, como são o caso dos países latino-americanos, que são os maiores mercados de exportação de produtos industrializados brasileiros. 

Argentina, Chile e Venezuela já enfrentam dificuldades em função disso.

E somente no mês de Novembro, os investidores externos retiraram US$ 7 bilhões da Bolsa de Valores mexicana. E vejam que o México é uma espécie de 'queridinho' dos mercados financeiros globalizados, aos quais o país é totalmente submisso. 

O déficit comercial brasileiro de 2014 já é resultado dessa queda no preço das commodities exportadas pelo país e tal queda se intensificou em 2014. 

Já se comenta sobre a possibilidade de uma guerra direta entre EUA e Rússia na Ucrânia (a indireta eles já estão travando por lá e em outras regiões do planeta). 

O grande problema é que a mídia brasileira é um lixo total no aspecto da cobertura das principais questões internacionais e não ficamos sabendo de virtualmente nada do que está acontecendo de importante pelo mundo afora, mas o fato concreto é que o cenário mundial está cada vez pior.

Temos (e aqui me refiro ao mundo todo e não apenas ao Brasil) poucos motivos para otimismo no curto prazo, portanto. 

Links:

A reinvenção de Dilma:

http://www.publico.pt/mundo/noticia/brasil-o-ano-de-todos-os-riscos-1680755

Bolsa de Valores do México perde US$ 7 bilhões em capital externo em Novembro:

http://www.jornada.unam.mx/2014/12/30/economia/022n1eco

Economia chinesa desacelera em 2014:

http://brasil.elpais.com/brasil/2014/10/21/economia/1413878192_937963.html

Maduro diz que EUA promove 'guerra do petróleo' contra Rússia e  Venezuela:

http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_12_30/maduro-acusa-eua-de-promover-guerra-do-petroleo-contra-russia-e-venezuela-9861/

Eleições antecipadas na Grécia preocupam a UE:

http://www.publico.pt/mundo/noticia/eleicoes-antecipadas-empurram-grecia-para-escolha-que-preocupa-a-Europa-1680762

Rússia se prepara para responder a 'Ataque Global Imediato dos EUA':

http://actualidad.rt.com/actualidad/161869-rusia-responder-ataque-eeuu-nuclear#.VKKXnaZ1ntA.twitter

FMI suspende ajuda financeira à Grécia em função de eleições antecipadas:

http://www.vermelho.org.br/noticia/256265-9

Economia do Japão entra em recessão:

http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/11/japao-entra-em-recessao-apos-recuar-04-no-trimestre.html

Governo da Rússia prevê recessão para 2015:

http://economia.estadao.com.br/noticias/mercados,russia-preve-recessao-economica-em-2015,1600985

China e Rússia deixarão de usar o Dólar em suas transações comerciais:

http://actualidad.rt.com/economia/161785-china-devastador-dolar-rublo-yuanes

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Os governos de coalizão de Lula e Dilma e as conquistas dos últimos 12 anos! - por Marcos Doniseti!

Os governos de coalizão de Lula e Dilma e as conquistas dos últimos 12 anos! - por Marcos Doniseti!

O ProUni foi um dos programas cuja criação dependeu da sua aprovação pelo Congresso Nacional. O mesmo vale para outras políticas e iniciativas dos governos Lula e Dilma, como são o caso do Minha Casa Minha Vida, do Bolsa Família e da PEC das Domésticas, entre muitas outras. 

Parece que muitas pessoas não se dão conta da importância da Presidenta Dilma ter uma ampla maioria no Congresso Nacional a fim de poder governar, viabilizando uma série de conquistas e avanços sociais e extremamente importantes para o país.

Abaixo cito algumas das políticas e iniciativas dos governos Lula e Dilma que precisaram ser aprovadas pelo Congresso Nacional para poder vigorar:

1) Os programas sociais (Bolsa Família, ProUni, Minha Casa Minha Vida, etc), por exemplo, precisaram ser aprovados pelo Legislativo para poder vigorar;

2) A política que promove o aumento real anual do salário mínimo também precisou ser aprovada pelo Congresso Nacional:

3) O projeto de lei que criou o Regime de Partilha do pré-sal também precisou ser aprovado pelo poder Legislativo federal;

4) A PEC das Domésticas, que precisou de aprovação no Congresso Nacional para começar a valer;

5) A entrada da Venezuela no Mercosul precisou ser aprovada pelo Congresso brasileiro para que a mesma acontecesse;

6) Até mesmo a criação da UNASUL precisou ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Sem coalizão nenhum desses avanços seria possível, pois todas as políticas do governo federal precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional. Eu disse TODAS!

Então, todas estas políticas e iniciativas tiveram que ser aprovadas pelo Congresso Nacional para que pudessem valer.

Logo, somente a existência de um governo de coalizão é que tornou possível a redução das desigualdades sociais e da pobreza, bem como garantiu o controle do pré-sal pelo Estado brasileiro e permitiu que o Brasil pudesse manter uma política externa soberana e favorável à integração da América Latina.

Todas estas, e olha que eu citei apenas algumas, foram conquistas importantes e relevantes para o Brasil e o seu povo nos últimos 12 anos.

No atual sistema político-partidário brasileiro e dentro de um regime Liberal Representativo, simplesmente não há opção: Todos os governos são de coalizão, em todas as esferas. Sem exceção.

A opção para isso seria uma Ditadura, que somente os reacionários e os fascistas desejam.

Desafio qualquer pessoa a provar, para mim, que temos governos estaduais e municipais pelo Brasil afora que não sejam de coalizão. Citem um, pelo menos. Ele não existe, pois sem coalizão simplesmente não se governa. Simples assim.

E com o PT e o PCdoB, que são o partidos mais progressistas que dão sustentação ao governo Dilma, tendo sofrido uma significativa derrota nas eleições para o Congresso Nacional neste ano, elegendo apenas 85 deputados federais em 2014, contra 104 em 2010, aí é que ficou ainda mais difícil para Dilma conseguir governar.

O fato concreto é inegável é que a dependência do governo Dilma em relação aos demais partidos da base aliada aumentou em vez de diminuir. E é claro que isso se refletiu na composição do ministério para o próximo mandato.

Além disso, qualquer que fosse o Presidente eleito, o mesmo teria que fazer um amplo governo de coalizão para poder governar.

Assim, por exemplo, se a Luciana Genro tivesse sido eleita, ela também teria que fazer um governo de coalizão para poder governar, se aliando a inúmeros outros partidos, inclusive aos mais conservadores.

Até porque o PSOL é um partido minúsculo e que elegeu apenas 5 deputados federais.

Aliás, em Macapá o PSOL faz exatamente isso, ou seja, um governo de coalizão que tem, até, a participação do PPS, PV e do PRTB (o partido do Levy Fidelix).

Então, todos estes avanços e conquistas econômicas e sociais que tivemos no Brasil nos últimos 12 anos, durante os governos Lula e Dilma, somente foram possíveis porque temos um governo de coalizão dando sustentação a esse projeto de país que visa incluir a todos os brasileiros no acesso aos direitos, benefícios e riquezas garantidos e gerados pelo Brasil.

Abaixo, publico alguns links que provam que a criação de uma série de políticas públicas e iniciativas dos governos Lula e Dilma precisaram ser aprovadas pelo Congresso Nacional para que pudessem vigorar e que também mostra que o PSOL faz governo de coalizão em Macapá.

Links:

1) Criação do ProUni foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo então Presidente Lula:

2) Criação do Regime de Partilha do pré-sal:

3) Criação da política de aumento real anual para o Salário Mínimo foi aprovada em 2011 pelo Congresso Nacional:

4) Entrada da Venezuela no Mercosul é aprovada pelo Senado brasileiro:

5) Criação da UNASUL foi aprovada pelo Congresso Nacional:

Criação do programa Minha Casa Minha Vida:

PSOL faz governo de coalizão em Macapá:

O segundo mandato de Dilma e a nova realidade política brasileira! - por Marcos Doniseti!

O segundo mandato de Dilma e a nova realidade política brasileira! - por Marcos Doniseti!


Lula e Dilma, juntos, estão mudando o país, reduzindo as desigualdades sociais, a pobreza e a miséria, mesmo num cenário de forte agravamento da crise econômica internacional.

Dilma venceu essa eleição, mas o PT perdeu. Isso é fato. 

Uma nova realidade política surgiu, no Brasil, após a realizações destas eleições. E se quisermos que o segundo mandato de Dilma seja bem sucedido, então não poderemos cometer o erro de negar esse fato. 

De 89 deputados federais eleitos pelo PT em 2010, agora esse número foi de apenas 70. Até o PCdoB, aliado mais fiel e antigo do PT em eleições presidenciais (estão juntos desde 1989) encolheu, passando de 15 para 10 deputados federais eleitos. 

A derrota deles somente não foi maior porque elegeram vários governadores importantes em estados que não governavam (PT conquistou Minas Gerais e o PCdoB conquistou o Maranhão). Mas para o Congresso Nacional a derrota foi acachapante. Isso é inegável. 

E é claro que isso aumentou a dependência do governo Dilma em relação aos partidos mais conservadores da chamada 'base aliada' (PMDB, PSD, principalmente). 

Somente assim será possível reduzir a força da oposição no Congresso Nacional, evitando que um processo de Impeachment venha a ser aberto contra Dilma. 

Mas o principal, para mim, agora, é que o governo Dilma deveria promover a redução da instabilidade econômica, que foi provocada, em grande parte, por um significativo agravamento da situação da economia internacional em 2014. E isso explica a escolha de Joaquim Levy, Nelson Barbosa e Alexandre Tombini para comandar a economia brasileira. 

Neste ano, a Zona do Euro despencou rumo a uma crise Deflacionária (que é a ante-sala de uma Grande Depressão), o Japão mergulhou numa recessão muito forte, a China desacelerou ainda mais o seu ritmo de crescimento econômico (que caminha para um patamar próximo a 7% ao ano, contra quase 12% ao ano no primeiro trimestre de 2010), a Rússia sofreu uma piora sensível da sua situação econômica devido à forte queda dos preços do barril de petróleo, que responde pela maior parte das suas exportações e muitos outros países emergentes também sofreram com esse cenário, passando por um forte ajuste em suas economias. 

Mesmo os EUA, que parecem estar crescendo mais rapidamente neste momento, vem de um longo período de recessão e de estagnação econômica, sendo que a sua taxa de desemprego ainda é bem maior do que era antes do início da crise econômica de 2007-2008. Logo, o seu crescimento se dá sobre uma base econômica reduzida. 

A América Latina também sofreu fortemente com a crise em 2014 e seu crescimento, de 1,1%, será o menor em 5 anos, segundo a Cepal. No início de 2014, a previsão da Cepal era de um crescimento bem maior para a região (de 2,7%). Agora, o mesmo será de apenas 1,1%. 

Neste cenário, pode-se considerar como sendo uma grande conquista o fato do Brasil ter reduzido o desemprego e elevado a renda real dos trabalhadores. Segundo dados oficiais do IBGE, a taxa de desemprego ficou em apenas 4,8% em Novembro e o rendimento médio real dos trabalhadores aumentou 2,7% em relação ao mesmo mês de 2013 (ver link abaixo). E mesmo num cenário de dificuldades, como foi o do ano de 2014, as vendas nos supermercados brasileiros cresceram 2,16% no acumulado do ano (até Novembro). 

Entendo que o segundo mandato do governo Dilma deve focar nas duas grandes mudanças que ela tem que, pelo menos, tentar promover.

A primeira delas é uma Reforma Política (mesmo que gradual), que elimine o financiamento privado de campanhas eleitorais, acabe com as coligações para eleições legislativas e crie uma cláusula de barreira para um partido ter representação no Parlamento, exigindo-se um percentual mínimo de votos para que um partido político possa estar presente no mesmo (esse percentual poderia ser de, pelo menos, uns 2%). 

Também é fundamental criar um sistema alternativo de comunicação para que o governo federal possa divulgar as suas realizações, enfatizando a crescente importância da Internet e das redes sociais (Facebook, Twitter, WhatsApp, Blogs, etc), aumentando a sua participação nas mesmas. Somente assim a população brasileira tomará conhecimento das suas realizações.

Recentemente vimos que, segundo a pesquisa CNI-Ibope, a aprovação da presidenta Dilma subiu de 48% (em Setembro) para 52% (em Dezembro), mesmo com todo o bombardeio midiático contra o governo e a Petrobras, em especial. 

Mas isso somente aconteceu porque a população tomou conhecimento das inúmeras realizações de seu governo (bem como dos de Lula) durante a campanha eleitoral no rádio e na TV. 

Antes da campanha eleitoral começar no rádio e na TV, a aprovação do governo Dilma (pesquisa CNI-Ibope; índice de ótimo-bom) era de apenas 31%. Em Dezembro, segundo a pesquisa CNI-Ibope, esse índice chegou a 40%. 

Assim, quando a população fica sabendo o  que o governo federal está fazendo, a aprovação de Dilma sobe. Isso acontece porque a Grande Mídia limita-se a baixar o sarrafo o tempo inteiro sobre o governo Dilma, escondendo da população as inúmeras realizações do mesmo. 

Isso demonstra o quanto é importante criar esse sistema alternativo de comunicação, que mostre para a população tudo o que o governo Dilma está fazendo em todo o país, com obras impactantes, como: usinas hidrelétricas de Jirau, Belo Monte e Santo Antônio; Transposição do Rio São Francisco; ferrovias Norte-Sul, Transnordestina e Leste-Oeste. 

Além disso, e como Dilma já se comprometeu a fazer, no segundo mandato tem que se manter intactas as conquistas sociais dos governos Lula e Dilma, procurando reduzir ainda mais as desigualdades sociais, a pobreza e a miséria no país, que ainda são imensas no Brasil. 

Neste sentido, entendo que a promoção de grandes e crescentes investimentos em infra-estrutura urbana (transporte coletivo, saneamento básico, saude, educação, habitação, segurança pública) são fundamentais para que se possa atingir tais objetivos. 

A aprovação, há pouco tempo, pelo Senado, de uma lei que permitiu a redução do endividamento de estados e municípios que haviam renegociado as suas dívidas(com condições de pagamento bastante ruins para os mesmos) na época do governo FHC, irá contribuir para o aumentos dos investimentos públicos nestes setores, que ainda deixam muito a desejar, em termos de qualidade, para os brasileiros. 

Somente no caso da prefeitura de São Paulo, a redução da dívida será de 42%, com a mesma diminuindo de R$ 62 bilhões para R$ 36 bilhões. O projeto beneficia, no total, 180 municípios e 7 estados. No total, a redução do endividamento dos mesmos será de R$ 59 bilhões (R$ 24 bilhões dos estados e R$ 35 bilhões dos municípios).

Desta forma será possível, com investimentos públicos muito maiores do que os atualmente realizados na infra-estrutura urbana, melhorar ainda mais as condições de vida da população brasileira, mesmo com Dilma tendo que governar com uma aliança política mais conservadora neste segundo mandato. 

É isso. 


O segundo mandato de Dilma e a nova realidade política brasileira (parte 2) - por Marcos Doniseti!

Manter a Petrobras e o pré-sal sob o controle do Estado brasileiro é fundamental para que o segundo mandato de Dilma seja bem sucedido, bem como o projeto de país que o PT possui, possa vir a ser bem sucedido.
O segundo mandato de Dilma e a nova realidade política brasileira (parte 2) - por Marcos Doniseti!

Dilma pode ter ganho a eleição presidencial, mas os partidos mais à Esquerda com representação no Congresso Nacional, que apoiam o governo Dilma e que estão juntos desde 1989 nas eleições presidenciais, foram derrotados. 

Tais partidos são o PT e o PCdoB. Basta comparar as bancadas eleitas por estes 2 partidos em 2010 (104 deputados federais) e, agora, em 2014 (85 deputados federais) para se constatar isso. 

Temos que ter consciência disso se quisermos que o próximo mandato de Dilma seja bem sucedido. Porque se o mesmo fracassar, dificilmente Lula poderá vir a ser eleito em 2018, caso seja mesmo o candidato do PT, como tudo indica que será. 

Está mais do que evidente que a estratégia da oposição midiática-reacionária-golpista é inviabilizar o governo Dilma, levando o mesmo ao fracasso, com o objetivo de impedir uma vitória (ou até uma eventual candidatura) de Lula na eleição presidencial em 2018. 

Para inviabilizar tal estratégia, claramente golpista, da oposição reacionária, é fundamental que o governo Dilma desfrute de amplo apoio no Congresso Nacional. 

Só para lembrar: Uma das principais razões para que o Golpe de 1964 tenha sido vitorioso foi o fato de que Jango decidiu promover (sob intensa pressão das Esquerdas Radicais da época, lideradas por Brizola, Arraes e Prestes e pelos movimentos sociais como a CGT, Ligas Camponesas, UNE, a Frente Nacionalista, entre outros) uma radicalização do seu governo e, com isso, ele 

Com isso, o governo Jango acabou perdendo o apoio do PSD, levando-o a ficar em posição minoritária e quase que totalmente isolado no Congresso Nacional. 

E a radicalização do seu governo acabou jogando o PSD (partido com a maior bancada no Congresso Nacional) nos braços dos golpistas da UDN, Forças Armadas, governo  dos EUA, IPES-IBAD, da Grande Mídia, enfim, das forças conservadoras e golpistas do período. 

O fato, triste, mas real, é que o cenário político brasileiro mudou com o resultado das eleições deste ano e o mesmo ficou bem pior para as forças progressistas do país. 

É em cima dessa realidade que temos que redefinir a nossa estratégia, nos reorganizar, rever a nossa forma de nos relacionarmos com os movimentos sociais (com alguns o governo Dilma já está bastante desgastado, vide o caso do MST), a fim de fazer com que o segundo mandato de Dilma seja um sucesso, para podermos chegar mais fortes à eleição presidencial de 2018 e recuperarmos os espaços perdidos nas eleições de 2014. 

É isso.


Links:

Brasil: Desemprego fica em 4,8% em Novembro; Rendimento médio real dos trabalhadores aumentou 2,7% em relação ao mesmo mês de 2013:

http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2014/12/ibge-aponta-taxa-de-desemprego-estavel-8847.html

Crescimento da economia chinesa é o menor em 5 anos:

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/crescimento-da-economia-chinesa-e-o-mais-baixo-em-cinco-anos

Banco Mundial prevê crescimento de 0,5% para a economia da Rússia em 2014; Em 2015 e em 2016 o crescimento continuará baixo:

http://br.rbth.com/economia/2014/10/10/banco_mundial_preve_crescimento_de_05_do_pib_russo_em_2014_27765.html

OCDE reduz a previsão de crescimento econômico para EUA e Zona do Euro:

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/ocde-corrige-previsoes-de-crescimento-economico

Cepal: Em 2014, a economia da América Latina terá o menor crescimento em 5 anos:

http://oglobo.globo.com/economia/economia-da-america-latina-do-caribe-tera-em-2014-menor-crescimento-em-5-anos-14717674

Vendas nos supermercados brasileiros cresceram 2,16% no acumulado de 2014 (até Novembro):

http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/12/vendas-dos-supermercados-no-brasil-sobem-216-no-ano-ate-novembro.html

Junho de 2014: Pesquisa CNI-Ibope mostra que govenro Dilma tem a aprovação de 31%:

http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/noticia/2014/06/governo-dilma-tem-31-de-otimo-bom-e-33-de-ruimpessimo-diz-ibope.html

Dezembro de 2014: Aprovação do governo Dilma sobe para 40%, mostra pesquisa CNI-Ibope:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2014-12/aprovacao-do-governo-dilma-volta-crescer-e-atinge-40-informa-cni-ibope

Senado aprova lei que irá reduzir endividamento dos estados e municípios em R$ 59 bilhões:

http://jornalggn.com.br/noticia/senado-aprova-renegociacao-da-divida-dos-municipios-e-sp-preve-desconto-de-42

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Porque o governo cubano deveria processar os EUA! - por Marcos Doniseti!in

Porque o governo cubano deveria processar os EUA! - por Marcos Doniseti!

A invasão da Baía dos Porcos foi planejada e organizada pela CIA e a sua preparação se deu durante o governo de Eisenhowe. Kennedy acreditou na CIA, que garantiu que a vitória sobre Fidel era mais do que certa, e autorizou a invasão.

Cuba deveria processar os EUA pelos seguintes fatos:
1) Intervenção dos EUA na Guerra de Independência de Cuba;
2) Construção da Base Naval de Guantánamo;
3) Emenda Platt, que foi incluída pelos EUA na Constituição de Cuba, logo após a independência do país, e que dava ao Governo ianque o direito de invadir o país quando os interesses dos EUA na Ilha fossem contrariados;
4) Intervenções militares dos EUA no país;
5) Apoio à sanguinária e corrupta Ditadura de Fulgêncio Batista, para à qual os EUA ofereceram apoio político-militar, financiamentos, etc;
6) Exploração dos cubanos pela Máfia americana, que controlava o tráfico de drogas, os cassinos e a prostituição em Cuba antes da vitória da Revolução Cubana;
7) Centenas de tentativas de assassinato de Fidel Castro;
8) Operação Moongoose, organizada e promovida pela CIA, que promoveu centenas de atentados terroristas em Cuba nos primeiros anos da Revolução Cubana, feitos com o objetivo de desestabilizar o país e derrubar o governo revolucionário, gerando prejuízos imensos para a economia cubana;
9) Bloqueio Econômico, que vigora desde 1961 e que viola todas as leis internacionais (exemplo: A Carta da ONU) levando os EUA a serem condenados pela Assembleia Geral da ONU em inúmeras oportunidades.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Porque os governos Lula e Dilma marcaram um golaço em Cuba! - por Marcos Doniseti!

Porque os governos Lula e Dilma marcaram um golaço em Cuba! - por Marcos Doniseti!

O Porto de Mariel, em Cuba, e a sua localização estratégica. 

1) O Porto de Ma riel tem uma localização estratégica, estando apenas a 200 kilômetros de distância da Flórida;

2) Seu financiamento gerou 156 mil empregos no Brasil e beneficiou cerca de 400 empresas brasileiras, que participaram das obras do mesmo, vendendo peças, equipamentos e prestando serviços na realização das obras;


3) Além do Porto de Mariel, o Brasil está financiando a construção de uma ZDE (Zona de Desenvolvimento Econôm ico) em Cuba , na qual irão se instalar empresas estrangeiras e que usarão o porto para as suas exportações;

4) As empresas brasileiras terão privilégios para se instalar na ZDE, justamente em função do financiamento brasileiro;

5) Além disso, a China irá construir o Canal da Nicarágua (um investimento de US$ 40 bilhões), que será maior e mais moderno do que o do Panamá, facilitando o acesso ao mercado de outros países, principalmente o das nações asiáticas;

6) Com o P orto de Mariel, a ZDE e mais os dois canais, da Nicarágua e do Panamá, ficará muit o fácil para as empresas brasileiras exportarem para os mercados asiáticos;

Estes foram alguns dos benefícios que a construção do Porto de Mariel trouxe para o Brasil, mas muitos outros virão agora que EUA e Cuba reataram as suas relações diplomáticas.

7) Cuba tem um povo bem educado e qualificado, e uma força de trabalho de baixo custo (quando comparada com a brasileira e que é menor ainda quando comparada com a dos EUA ) tornando muito atrativo a promoção de investimentos estrangeiros na Ilha;

8) Com o reatamento de relações diplomáticas entre Cuba e os EUA, o embargo econômico ianque contra Cuba chegará ao fim (até porque os empresários ianques estão doidos para investir na Ilha), abrindo o mercado consumidor dos EUA (que ainda é o maior do mundo) para as empresas brasileiras que se instalarem na ZDE cubana;

9) Por tudo isso é que, de fato, os governos Lula-Dilma marcaram um golaço ao decidir financiar a construção do Por to de Mariel e da ZDE em Cuba.


Links:

Aécio critica investimentos do Brasil no Porto de Mariel:


Investimento do Brasil em Mariel foi para estar na vanguarda da abertura de Cuba:

Porto de Mariel: O que tucanos e aliados têm a dizer sobre isso?