Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sábado, 24 de janeiro de 2015

Apoiando o governo Dilma por convicção e não por mero oportunismo! - Marcos Doniseti!

Apoiando o governo Dilma por convicção e não por mero oportunismo! - Marcos Doniseti!

É fácil apoiar um governo quando ele a situação está indo de vento em popa. Quero ver apoiar no momento das dificuldades... Daí, os oportunistas rasteiros desaparecem e vão todos para a oposição. 

Quem apoia um governo somente nos bons momentos e o abandona na época de dificuldades não passa de um reles oportunista de m...
Eu apoio Dilma, sim, mesmo agora, quando o Brasil enfrenta as consequências do agravamento da crise econômica mundial que começou em 2007-2008 e que é a pior desde a Grande Depressão dos anos 1930.
O fato concreto é que o cenário econômico mundial piorou muito nos últimos 18 meses.
Basta ler e se informar a respeito (não pelo PIG, é claro) para se constatar isso.
Uma pesquisa rápida na Internet a respeito da situação das maiores economias do mundo (quanto ao seu ritmo de crescimento) será mais do que suficiente para se comprovar isso. Vou citar um exemplo: Os preços dos principais produtos de exportação desabaram no mundo desde o final de 2013. A soja sofreu uma queda de 26% em seu valor. E a cotação do minério de ferro despencou 33% apenas em 2014.
Estes são fatores econômicos sobre os quais o governo brasileiro não tem qualquer controle ou influência, pois os preços dos principais produtos de exportação do Brasil são definidos no mercado internacional.
E é claro que, em função disso, o Brasil foi imensamente prejudicado, já que o valor das suas exportações caiu e, com isso, tivemos o primeiro déficit comercial desde a posse de Lula, em 2003. E desta forma, o déficit externo (em transações correntes) também cresceu, atingindo um patamar muito preocupante, de 4,17% do PIB em 2014, o que é um nível muito elevado e que não pode se manter neste patamar por muito mais tempo, pois isso acarretará uma futura crise econômica e financeira de grandes proporções no país.
Outro exemplo dessa deterioração da economia mundial foi que economias importantes como as da UE, Rússia, Japão e Venezuela entraram em recessão. E outras grandes economias, como as da China (um dos maiores mercados de exportação do Brasil) e da Índia, desaceleraram fortemente o seu ritmo de crescimento. A economia chinesa cresceu apenas 7,4% em 2014, o que é o seu menor ritmo de expansão em 24 anos. O crescimento da América Latina desabou em 2014, para pouco mais de 1%.
Antigamente, as crises econômicas eram mais restritas, localizadas, duravam menos tempo e eram mais fracas. Agora, isso não acontece mais. Então, por exemplo, quando a Europa entrava em crise, o Brasil direcionava as suas exportações para os outros mercados, que continuavam em expansão.
Mas, com essa crise global que começou em 2007-2008 não é mais possível fazer isso, pois todos os grandes mercados do mundo estão em crise (China, UE, Índia, Rússia, A.Latina, O.Médio, África).
Somente os EUA vivem, neste momento, uma fase de recuperação econômica, mas em função de que a sua crise nos anos anteriores foi bastante profunda, com a taxa de desemprego tendo atingido os 10% em 2009. Além disso, as medidas tomadas por Obama e pelo FED deram bons resultados, como é o caso da política de estímulo monetário, por meio da qual o FED injetava US$ 80 bilhões mensalmente na economia. Tal política começou em 2009, estimulou a economia e reduziu o desemprego, que agora está em 5,6% nos EUA (contra 10% na UE). 
Então, é claro que o governo Dilma, se quiser ser minimamente responsável na administração do país, é obrigado a adotar medidas de ajuste a esta nova situação econômica mundial. O quadro da economia global piorou muito desde o segundo semestre de 2013 e o Brasil foi, sim, bastante afetado por isso e, agora, teremos que apertar um pouco os cintos para poder passar incólume por este momento extremamente difícil da economia global e evitar uma crise infinitamente pior no futuro.
Os próximos dois anos, 2015-2016, em especial, serão os mais difíceis desde que Lula tomou posse na Presidência em 2003. Neste momento é que veremos quem, de fato, apoia um governo por convicção e não por mero oportunismo barato.
É isso.

Links:

Primeiro mandato de Dilma termina com a criação de 4,8 milhões de empregos com carteira assinada:

China cresce apenas 7,4% em 2014, a menro taxa em 24 anos:

Preço da soja cai 10,7% em 2013 no mercado internacional; cotação do milho desaba 17,3%:

Cotação do minério de ferro despencou de US$ 180/tonelada para menos de US$ 70/tonelada:

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