Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

domingo, 15 de fevereiro de 2015

A conexão existente entre a Ditadura Global dos EUA, os BRICS, a Petrobras e a tentativa da Direita Golpista de inviabilizar o governo Dilma! – Marcos Doniseti!

A conexão existente entre a Ditadura Global dos EUA, os BRICS, a Petrobras e a tentativa da Direita Golpista de inviabilizar o governo Dilma! – Marcos Doniseti!

Reunião dos BRICS em Fortaleza, em 2014: A participação do Brasil no grupo é um dos principais motivos que levam os EUA e a Direita Reacionária tupiniquim a desejar promover a desestabilização e derrubada do governo Dilma.
1) BRICS e Pré-Sal: O que os EUA mais desejam, atualmente, é tirar o Brasil do grupo dos BRICS e se apossar do pré-sal.

Mas a política externa dos governos Lula e Dilma vai na direção contrária aos desejos do Império Ianque.

Durante o governo Dilma o Brasil continuou aprofundando a sua integração com os demais países-membros dos BRICS.

Exemplo disso é a criação do Banco dos BRICS, que será uma alternativa muito mais progressista do que o Banco Mundial e o FMI.

E nenhum dos governos petistas abre mão da manutenção do Regime de Partilha do pré-sal, que garante ao Estado Brasileiro uma participação mínima de 75% na renda líquida gerada pelo mesmo.

Dilma deixou bem claro, quando da nomeação de Aldermir Bendine e da nova diretoria da Petrobras, que não existe nenhuma possibilidade do país abandonar o Regime de Partilha do pré-sal, de privatizar a empresa e tampouco de abandonar a política de conteúdo nacional para o setor petrolífero.

E nenhuma destas políticas é do interesse dos EUA, para dizer o mínimo;

2) China e Rússia: A China e a Rússia estão aumentando a sua presença econômica e militar na América Latina (olha o Canal da Nicarágua aí, gente...), o que não interessa aos EUA, é claro. A Rússia vendeu caças para a Venezuela e a China irá construir o novo Canal da Nicarágua, uma obra gigantesca, avaliada em US$ 50 bilhões.

Empresas chinesas já estão participando da extração do pré-sal no Brasil (no campo de Libra), o que também não interessa aos EUA. Esta participação chinesa se dá apenas como investidora, pois somente a Petrobras pode operar nos campos de petróleo do pré-sal. 

Muitas das guerras e intervenções militares que os EUA promovem pelo mundo afora (na África, Ásia Central, Oriente Médio) ocorrem em regiões que são ricas em matérias-primas. O objetivo dos EUA com as mesmas é passar a controlar tais regiões e, assim, dificultar e até impedir o acesso da China às matérias-primas (petróleo, minério de ferro, etc) que são fundamentais para a continuidade do seu crescimento econômico;

3) Ditadura Global dos EUA: Barrar o crescimento e a expansão da China e da Rússia são essenciais para o projeto imperial dos EUA, que visa impor uma Ditadura Global ianque por meio do PNAC (Projeto para um Novo Século Americano), que foi elaborado pelos Neocons Imperialistas dos EUA... Dick Cheney (ex-Vice Presidente de Bush Jr)  e Donald Rumsfeld (ex-chefe do Pentágono no governo de Bush Jr) são dois dos seus principais líderes;

4) PNAC: Um dos itens fundamentais do PNAC ianque é o de tentar impedir que qualquer outro país, mundo afora, possa vir a se fortalecer de maneira a que venha a adquirir condições de desafiar o Império Global Ianque. E quais os países em melhores condições de opor uma forte resistência ao projeto de domínio global dos EUA? Oras, os países membros dos BRICS, é claro;

5) O PNAC e os Processos de Desestabilização: Quando algum país começa a se fortalecer e o mesmo tem um governo que não se submete aos desígnios dos EUA, o governo deste (por meio da CIA, NED, USAID), bem como usando de entidades privadas ultraconservadoras (como a 'Open Society' de George Soros, que já admitiu publicamente que procura, sim, desestabilizar governos que não se submetem aos seus interesses, ou seja, os do capital especulativo globalizado). Então, não demora muito e logo começa um processo de desestabilização do país, visando derrubar tal governo e, assim, substituí-lo por outro, totalmente dócil aos interesses da Ditadura Global dos EUA.

Exemplo perfeito desta política ianque é a Ucrânia, cujo governo pró-Rússia, eleito democraticamente, foi derrubado desta maneira.

E como resultado disso, atualmente a Ucrânia tem um governo totalmente submisso aos interesses dos EUA (e formado por neoliberais e neonazistas) e enfrenta uma guerra civil, que foi deliberadamente provocada pelo governo Obama com o objetivo de promover o envolvimento da Rússia numa guerra que seria catastrófica para esta nação.

Os neocons (neonazistas, de fato, que desejam fazer dos EUA um IV Reich, já que o III Reich hitlerista fracassou) que comandam a política externa do governo Obama acreditam que o envolvimento da Rússia numa guerra em grande escala na Ucrânia poderia fazer com que Putin se tornasse um Presidente extremamente impopular e que isso poderia levar à derrubada do seu governo, o que possibilitaria a ascensão de um governo submisso aos interesses dos EUA no país, tal como foi o de Boris Ieltsin, por exemplo.

Até o momento essa estratégia está fracassando, pois a popularidade de Vladimir Putin cresceu bastante (chegou a 80% de aprovação) após o início da crise ucraniana, devido à postura firme que ele manteve em relação à crise do país vizinho, do qual uma grande parte da população é, culturalmente, de origem russa.

6) China e Rússia: Os dois países em melhores condições de fazer isso, ou seja, desafiar os EUA, são a China (devido ao seu crescimento econômico, muito mais rápido do que o dos EUA-UE) e a Rússia (pelo seu poderio militar e nuclear);

7) BRICS - O Brasil virou alvo dos EUA devido ao fato de que, durante os governos Lula e Dilma, o mesmo tornou-se membro ativo dos BRICS , que procuram construir, gradualmente, um pólo de poder alternativo ao do Império Ianque e criar um mundo multipolar.

Os BRICS estão aprofundando a colaboração entre si e já deram início à adoção de várias medidas que são prejudiciais aos interesses dos EUA, como é o caso da criação de um Fundo de Reservas e de um Banco próprio do Bloco. 

E recentemente os países membros dos BRICS iniciaram um diálogo visando usar apenas as moedas dos países membros no comércio entre si, deixando de usar o dólar, o que é altamente prejudicial aos interesses dos EUA, sem dúvida alguma.

Afinal, é o fato de que o dólar é a principal moeda de reserva do planeta, bem como dela ser a mais utilizada nas transações financeiras e comerciais internacionais, é que torna possível aos EUA financiar o seu consumismo desenfreado, os seus gigantescos gastos militares (que representam 50% dos gastos globais) e as suas guerras; 

Produção de petróleo e gás natural brasileira cresceu 18% entre Dezembro de 2013 e Dezembro de 2014, ultrapassando os 3 milhões de barris/dia. Que outra empresa do mundo conseguiu obter o mesmo resultado? 

8) Integração Latino-Americana: O Brasil também tornou-se um grande alvo dos EUA porque é um aliado fundamental e apoia os governos progressistas latino-americanos (Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua, Cuba, El Salvador, Uruguai...), que, tal como os governos Lula e Dilma fizeram no Brasil, também procuram desenvolver políticas soberanas e de promoção da justiça social.

Lula, em seu governo, teve um papel fundamental para ajudar a impedir que Golpes de Estado fossem vitoriosos na Venezuela e na Bolívia, em especial. E a criação e o fortalecimento da Celac e da Unasul aumentaram o grau de cooperação e de integração da América Latina, o que resultou na perda de influência dos EUA na região.

E o Brasil também colaborou muito com o fim do isolamento de Cuba, seja integrando o governo da Ilha na Celac (que é formada pelos países da América Latina e do Caribe), sejam financiando a construção da reforma, ampliação e modernização do Porto de Mariel, bem como financiando, agora, a construção de uma Zona de Desenvolvimento Econômico ao lado do porto.

O Porto de Mariel, junto com a ‘ZDE’ e o Canal da Nicarágua, irá viabilizar um novo ciclo de crescimento econômico de longo prazo em Cuba e trará imensos benefícios às empresas brasileiras que terão privilégios para se instalar na 'ZDE" cubana justamente porque foi o governo brasileiro que financiou as duas obras. Com isso, as empresas do Brasil terão acesso não apenas ao mercado centro-americano (de mais de 70 milhões de pessoas) como também ao do NAFTA e aos dos países asiáticos, devido à construção, pelos chineses, do Canal da Nicarágua. 

Nestas circunstâncias, qualquer tentativa de isolar ou bloquear Cuba estará totalmente fadada ao fracasso. E o Brasil de Lula e Dilma teve um papel fundamental neste processo de colocar fim ao odioso e ilegal bloqueio econômico que os EUA promoveram contra Cuba desde 1960 e que foi condenado pela Assembleia Geral da ONU em inúmeras oportunidades.

O governo Lula também teve um papel fundamental no financiamento do governo da FMLN, de Maurício Funes, em El Salvador. Quanto este venceu a eleição presidencial, o governo Lula liberou um empréstimo de US$ 800 milhões do BNDES para o novo governo. Com isso, a situação econômica e social de El Salvador melhorou bastante durante o governo da FMLN e esta conseguiu eleger o sucessor de Funes, Sanchez Cerén, em 2014;

9) Quando o segundo turno da campanha eleitoral brasileira de 2014 ainda estava em andamento, perguntaram ao presidente Pepe Mujica se o candidato do seu partido à Presidência da República,Tabaré Vasquez, iria ganhar a eleição no Uruguai. Sabem o que ele respondeu? Ele disse que isso iria depender do resultado da eleição no Brasil;

10) Assim, o que acontece no Brasil tem uma grande influência na América Latina, na América do Sul em especial. E é claro que os EUA sabem disso e muito bem. Logo, para derrubar e inviabilizar os governos progressistas latino-americanos é fundamental fazer o mesmo com o governo progressista do maior, mais rico, mais populoso e mais influente destes países, que é o Brasil, é claro; 

11) E o Império Ianque também sabe que enquanto o PT governar o Brasil, este não sairá dos BRICS e tampouco irá deixar de apoiar os governos de esquerda e progressista latino-americanos.

Daí a necessidade, na visão dos EUA, é claro, de ter que derrubar Dilma de qualquer jeito (ou de, pelo menos, levar o seu governo ao fracasso) e, assim, inviabilizar de qualquer maneira a mais do que provável vitória de Lula na eleição presidencial de 2018;

12) O Brasil foi, como é do conhecimento de qualquer pessoa minimamente bem informada, um dos últimos países a sofrer os efeitos da crise econômica mundial iniciada em 2007-2008, quando tivemos a crise das hipotecas subprime, a falência do Lehman Brothers e o colapso do ‘sistema financeiro paralelo’, não regulado pelas autoridades dos governos dos países desenvolvidos.

E o Brasil também foi o primeiro país a superar os efeitos desta crise, com a sua economia retomando o crescimento econômico já no segundo trimestre de 2009. Como disse o então Presidente Lula, a crise no Brasil não passou de uma ‘marolinha’.

 E isso somente aconteceu porque os governos Lula e, depois, Dilma adotaram um amplo conjunto de políticas, econômicas e sociais, anti-ciclícas tipicamente keynesianas.

Aeroporto de Curitiba é um dos que foi ampliado e modernizado durante o primeito mandato de Dilma. Esse é o típico investimento público que melhora a infra-estrutura e contribui para o desenvolvimento econômico e social de um país.

Entre as principais medidas, tivemos:

1) Aumento dos gastos públicos, na área social e na infra-estrutura, especialmente em grandes obras de energia elétrica (vide as usinas de Jirau, Belo Monte e Santo Antônio, cuja potência geradora será quase 33% maior do que a da Usina de Itaipu), as Ferrovias Norte-Sul, Transnordestina e Leste-Oeste, a Transposição do Rio São Francisco, o programa de concessão de rodovias e de aeroportos (muitos foram ampliados e modernizados, tais como os de Guarulhos, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza, Brasília e Manaus; Natal ganhou um aeroporto novo, zero km);

2) Aumento da oferta de crédito pelos bancos públicos (BB, CEF, BNDES), que compensaram o corte do crédito pelo sistema financeiro privado, tirando participação de mercado dos mesmos. Este é um dos principais motivos pelos quais o sistema financeiro privado promove uma fortíssima oposição ao governo Dilma;

3) Aumentos reais de salário, em especial para o salário mínimo, que foi reajustado em 294% entre 2003-2015, passando de R$ 200 para R$ 788, e atingindo o seu maior poder de compra dos últimos 50 anos, segundo o Banco Central brasileiro;

4) Criação do Minha Casa Minha Vida, um programa subsidiado e financiado pelo governo federal e que viabilizou a contratação, até o momento, de 3.400.000 novas moradias, em benefício da população de baixa renda, que nunca teve casa própria;

5) Aumento dos investimentos da Petrobras, que passou a ter um ambicioso programa para investir no aumento da produção do pré-sal e na construção de novas refinarias (Rio de Janeiro e Pernambuco), entre outros setores (fertilizantes, etanol, biocombustíveis, construção naval).

Todas estas medidas somente foram possíveis porque o Estado brasileiro dispõe de várias empresas estatais fortes que tornaram possível o financiamento e os investimentos promovidos pelos governos Lula e Dilma, tanto na área social, como na infra-estrutura. 

O Minha Casa Minha Vida, por exemplo, se beneficia de subsídios estatais e de financiamentos públicos que são viabilizados por meio, principalmente, dos bancos públicos existentes (Banco do Brasil e CEF). 

A agricultura brasileira, por sua vez, é inteiramente financiada pelo Estado brasileiro e isso é válido tanto para o agronegócio, como para a agricultura familiar (via Pronaf). E o Banco do Brasil é o principal agente financiador da mesma, que é a grande responsável tanto pelo abastecimento interno (agricultura familiar), como por parte importante das exportações do país (agronegócio). E o agronegócio teve acesso a R$ 156 bilhões em financiamento para a safra 2014/2015. 

Não é à toa, portanto, que as estimativas apontam para um novo recorde na safra de grãos para 2015, que deverá ultrapassar os 200 milhões de toneladas pela primeira vez na história do país. 

Da mesma forma que, atualmente, as Organizações Globo fazem campanha contra a Petrobras, o governo Dilma e o PT, no passado ela fazia campanha contra a criação do 13o. Salário. 

O BNDES, por sua vez, é a principal fonte de financiamento de investimentos produtivos de longo prazo, emprestando bilhões de Reais anualmente para setores como o de telecomunicações, infra-estrutura, micros e pequenas empresas, exportações, energia elétrica, energia eólica, etc. 


Um Estado Brasileiro forte é interessante para os EUA? 

Como seria possível, por exemplo, aumentar a oferta de crédito pelos bancos públicos se estes já tivessem sido privatizados pelo governo FHC? Ou como a Petrobras poderia elevar os seus investimentos, por determinação de Lula e Dilma, se a empresa também tivesse sido privatizada pelo governo de FHC? E como seria possível promover o aumento dos investimentos públicos se o país não tivesse inúmeras empresas de construção civil altamente capacitadas e em condições de construir obras de grande porte, como são os casos da Transposição do Rio São Francisco, da Ferrovia Norte-Sul (terá mais de 4150 kms de extensão quando for concluída) e da Usina de Belo Monte?

Assim, a manutenção e o fortalecimento das empresas estatais e do papel ativo do Estado Brasileiro durante os governos Lula e Dilma foi fundamental para que o país conseguisse superar os efeitos da crise mundial antes de qualquer outra nação.

Portanto, é esse protagonismo do Estado brasileiro que torna possível a promoção de políticas econômicas e sociais anti-ciclícas, tipicamente keynesianas, e de distribuição de renda e de inclusão social, que reduziram as desigualdades sociais e que permitiram a redução da pobreza e da miséria, fazendo com que 50 milhões de brasileiros ascendessem social e economicamente durante os governos Lula e Dilma (40 milhões subiram para a classe C e outros 10 milhões ascenderam para as classes AB).

Mas um Estado brasileiro forte, ativo e que seja protagonista do processo de desenvolvimento econômico e social do Brasil, sob o comando de um governo petista, nacionalista e reformista, é tudo o que os EUA não desejam.

Um governo neoliberal (como seria o do PSDB ou mesmo o de Marina Silva) enfraqueceria o Estado Brasileiro, promovendo uma série de privatizações desnacionalizantes e adotaria uma política econômica e social caracterizada pelo arrocho salarial, aumento do desemprego, das desigualdades sociais, da pobreza e da miséria. Isso não é nenhuma calúnia, pois tais medidas foram publicamente defendidas pelos dois principais candidatos de oposição (do PSDB e do PSB) durante a campanha eleitoral de 2014. 

Poder de compra do Salário Mínimo brasileiro é o maior dos últimos 50 anos. 

Assim, com um Estado Brasileiro fraco, sem empresas públicas sólidas e ativas e sem uma Petrobras cada vez mais rica e atuante, não seria possível, por exemplo, manter o Regime de Partilha do pré-sal e o mesmo acabaria nas mãos das petrolíferas ianques e europeias. A política de conteúdo nacional, que foi adotada pelo governo Lula e mantida pelo governo Dilma, e que tornou a indústria de construção naval brasileira a quarta maior do mundo em apenas uma década, passando de menos de 7 mil funcionários para mais de 81 mil, seria extinta. 

Logo, as plataformas e os navios usados pela Petrobras para extrair petróleo passariam a ser construídas no exterior e não mais no Brasil, gerando milhares de empregos em Cingapura, Coréia do Sul, China, etc.  

Não é à toa, por exemplo, que a oposição reacionária defende, publicamente, o fim do Regime de Partilha do pré-sal e a entrega do mesmo para o capital especulativo estrangeiro, bem como deseja acabar com a política de conteúdo nacional para o setor petrolífero. 

O ex-Presidente FHC, o jornal 'O Globo' e o senador tucano José Serra já defenderam o fim do Regime de Partilha de forma pública.  

Até mesmo a política de reaparelhamento e modernização das Forças Armadas brasileiras, promovida pelos governos Lula-Dilma, estaria sob risco e, muito provavelmente, seria abandonada por um governo de Direita Neoliberal entreguista e reacionário. 

Assim, as compras dos 36 caças suecos Gripen e dos navios e submarinos nucleares franceses também estariam sob risco, o que iria gerar um imenso prejuízo para o Brasil, pois ambos os contratos prevêem a transferência completa de tecnologia para o Brasil. E no caso dos caças suecos, a partir da 5a. unidade todos os aviões serão produzidos no Brasil, gerando milhares de empregos altamente qualificados para os brasileiros. 

A construção do novo avião de transporte, civil e militar, o KC-390, que recentemente fez o seu primeiro vôo em caráter experimental, também iria correr sérios riscos, pois é fruto de um acordo que o Brasil fechou com vários outros países (Argentina, Venezuela, Portugal, República Tcheca). 

Afinal, tal modernização das Forças Armadas está intimamente relacionada com a descoberta das imensas reservas do pré-sal, com a manutenção da Amazônia sob controle nacional e com a defesa dos interesses nacionais, que estão sendo permanentemente ameaçados pela atuação dos EUA como promotor de processos de desestabilização de governos democráticos e nacionalistas. 

Os Golpes de Estado no Brasil ocorrem sempre contra governos nacionalistas, reformistas e trabalhistas!

Basta estudar um pouco sobre a história do Brasil para ver que sempre que tivemos governos de feições nacionalistas e reformistas (Vargas, JK, Jango, Lula e Dilma) ocorreram movimentos políticos de caráter nitidamente golpistas e anti-democráticos visando desestabilizar e derrubar tais governos.  

Getúlio Vargas foi derrubado em 1945, por meio de um Golpe de Estado, num momento histórico em que se aproximava do PCB (liderado por Luiz Carlos Prestes, uma das lideranças mais populares do Brasil naquela época) e do movimento operário (criando o PTB para representar o mesmo) e enfrentou uma tentativa de Golpe de Estado para impedir a sua posse, como Presidente eleito democraticamente, em 1950, e acabou derrubado, por outro Golpe de Estado, em 1954, e que resultou no seu suicídio.

Uma nova tentativa de Golpe de Estado ocorreu, no final de 1955, e a mesma tentou impedir a posse de JK-Jango na Presidência e Vice-Presidência da República, logo após terem sido eleitos democraticamente pelo povo brasileiro. Foi necessário um Contra-Golpe preventivo, comandado pelos Generais do Exército brasileiro, para impedir que o mesmo se consumasse. O governo JK sofreu mais duas tentativas de Golpes de Estado, em 1956 (Jacareacanga) e em 1959 (Aragarças). 

E externamente, um Estado Brasileiro fraco seria totalmente dependente do capital e da tecnologia importada dos países ricos e transformaria o Brasil numa virtual neo-colônia dos EUA. Isso obrigaria o país a virar as costas para os governos progressistas da América Latina e a deixar de fazer parte dos BRICS. 

E as estatais, que hoje são fortes e atuantes, seriam privatizadas e desnacionalizadas, tal como aconteceu durante o governo FHC, que praticamente doou as empresas públicas do país ao capital estrangeiro.

Classes ABC passaram a englobar a maioria absoluta da população durante os governos Lula e Dilma, devido ao crescimento econômco e às políticas de distribuição de renda e de inclusão social adotadas em seus mandatos. 

Exemplos: 

A) A Embratel foi vendida para uma empresa dos EUA e, hoje, pertence ao mega-empresário mexicano Carlos Slim;

B) O Banespa foi vendido para o Santader (espanhol);

C) A Telesp foi vendida para a Telefónica, que agora se chama 'Vivo'.

E por aí vai... 

Assim, com o eventual triunfo dessa política neoliberal, reacionária, desnacionalizant e entreguista, o Estado Brasileiro ficará tão enfraquecido que o mesmo não poderá mais vir a ser utilizado para levar adiante um projeto nacional de desenvolvimento econômico e social que tenha como metas promover a distribuição de renda, a inclusão social, a intervenção na economia para evitar ou amenizar efeitos de graves crises externas, se proponha a desenvolver e assimilar novas tecnologias (por meio de transferência, como que está prevista no acordo de compra dos caças suecos e das embarcações francesas, por exemplo), bem como promover uma inserção internacional do país que seja soberana e independente e que atenda prioritariamente aos interesses do Brasil e do seu povo. 

Portanto, o que essa campanha midiática e reacionária maciça que está sendo feita contra a Petrobras, o governo Dilma e o PT visa é, essencialmente, destruir o Estado Nacional Brasileiro e a sua capacidade definir e executar políticas de desenvolvimento econômico, social, cultural, científico e tecnológico que possam levar à construção de uma Nação soberana, justa, democrática, moderna e desenvolvida. 

Então, esse cenário internacional altamente conflituoso e que passa por um processo de grandes mudanças, ajuda e muito a entender as razões que levam as forças da Direita Reacionária brasileira e latino-americana, cujos interesses estão intimamente entrelaçados aos do Império Ianque, no mínimo, desde o final da Segunda Guerra Mundial, a tentar promover um contínuo e permanente processo de desestabilização dos governos progressistas da América Latina.

É por isso que mesmo tendo sido reeleita com o voto de 54.501.118 eleitores, Dilma continua sendo alvo de uma maciça campanha midiática e oposicionista que tenta, por todos os meios (legais e ilegais) derrubá-la da Presidência da República. Até em Impeachment de Dilma a oposição reacionária, golpista e midiática chegou a falar. 

O ex-Presidente FHC chegou a encomendar um parecer jurídico de Ives Gandra Martins, notório membro do Opus Dei e um jurista extremamente conservador politicamente, para poder vir a justificar um eventual pedido de Impeachment da Presidenta Dilma, a mesma que acabou de ser reeleita com o voto de 54,5 milhões de brasileiros.

Este fato demonstra, claramente, o quanto a oposição direitista e reacionária possui um DNA profundamente anti-democrático e elitista, mostrando que os seus membros não estão dispostos sequer a respeitar o resultado das urnas recentemente apuradas. 

Os neoliberais brasileiros já levaram o país à falência durante o governo FHC, devido ao fracasso de seu projeto neoliberal. Mas quem disse que eles desistiram? 

Tudo isso está acontecendo porque os interesses em jogo são gigantescos e não são apenas e exclusivamente dos brasileiros, como esse texto procurou demonstrar.

Não tenham qualquer dúvida a respeito: Se o governo Dilma fracassar ou a mesma vier a ser derrubada da Presidência da República, não será apenas o Brasil e o seu povo que irão sofrer as consequências, mas toda a América Latina e, até mesmo, as forças políticas progressistas de outros continentes, como são os casos do Syriza na Grécia e do Podemos na Espanha, cujos programas de governo são muito parecidos com iniciativas e políticas adotadas pelos governos progressistas e da América Latina.

Exemplos: Aumentos de salários e elevação dos investimentos públicos na produção e na área social são propostas defendidas pelo Syriza grego e pelo Podemos espanhol e que foram colocadas em práticas pelos governos de Lula, Dilma, Chávez, Rafael Correa, Kirchner (Nestor e Cristina) e de Evo Morales.

As dificuldades e os obstáculos a serem superados pelo governo Dilma em seu segundo mandato são muitos, sim, mas não podemos desistir.

Unidos, Venceremos!

Não Passarão!

A luta continua!


Links:

O Porto de Mariel e o Brasil:


Brasil repudia Golpe de Estado contra Evo Morales na Bolívia (em 2008):


Unasul condena tentativa de Golpe de Estado na Bolívia (2008):


Mauricio Funes (FMLN) vence a eleição presidencial em El Salvador (em 2009):


Sanchéz Ceren (FMLN) vence eleição presidencial em El Salvador (2014):


Resultado da eleição no Brasil é determinante para o resultado eleitoral no Uruguai, diz Pepe Mujica:


Os números impressionantes do novo Canal da Nicarágua:


O novo Canal da Nicarágua:


Popularidade de Putin bate recorde e atinge os 80%:


Banco dos BRICS tem o potencial para mudar o cenário financeiro internacional:


BRICS criam banco e fundo de reservas para enfrentar crises:



Transferência de tecnologia pesou na escolha de caças suecos:


Novo avião de transporte civil e militar, o KC-390 é apresentado ao público:


Este é o KC-390, o novo avião que será produzido no Brasil, gerando milhares de novos empregos altamente qualificados. 

Brasil terá submarino nuclear até 2023:


Exército brasileiro recebe a centésima unidade do novo e moderno blindado (o Guarani):


BRICS estudam abandonar o dólar nos negócios entre si: 


Produção de petróleo e gás natural brasileira atinge quase 3,1 milhões de barris diários:


A Globo não ataca apenas o Governo Dilma, mas o Estado Nacional:


Advogado de FHC solicitou parecer jurídico para justificar eventual pedido de Impeachment de Dilma:


O PNAC: Projeto para um Novo Século Americano:


Os EUA e o PNAC:


Moniz Bandeira, o Império Ianque e o PNAC:


George Soros admite que sua fundação ajudou a derrubar o governo democraticamente eleito da Ucrânia:


Este é o novo blindado que irá equipar o Exército brasileiro, que já adquiriu 100 unidades do mesmo. O total adquirido pelo Exército ultrapassará as 2000 unidades. 

Gastos militares dos EUA representam metade do total mundial:


Poder de compra do Salário Mínimo é o maior dos últimos 50 anos:


Plano Safra 2014/2015 destina R$ 24,1 bilhões para financiar a agricutura familiar:


Agronegócio tem acesso a R$ 156 bilhões em financiamento do Plano Safra:


IBGE estima que safra de grãos irá ultrapassar os 201 milhões de toneladas em 2015:


Plano de governo de Aécio defende o fim do Regime de Partilha do pré-sal:


FHC defende a privatização da Petrobras:

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