Frases para não se esquecer!

"O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem ameaçar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso dos seus direitos legítimos e democráticos.". - Presidente João Goulart, em 11/03/1964.

Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

"O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil"

(Presidenta Dilma Rousseff, ao sancionar a criação da Comissão da Verdade)

Emiliano Zapata: “Mais vale, homens do Sul, morrer de pé que viver de joelhos!”

sábado, 28 de março de 2015

A crise mundial, o ajuste econômico e as conquistas dos governos Lula e Dilma! - Marcos Doniseti!

A crise mundial, o ajuste econômico e as conquistas dos governos Lula e Dilma! - Marcos Doniseti!

Na Europa o impacto da crise econômica que começou em 2007-2008 foi muito maior do que no Brasil. As taxas de desemprego em vários países europeus (Grécia, Espanha) atingiram níveis que não eram vistos desde a Grande Depressão dos anos 1930. 

Após o início da crise global, em 2007 (crise do subprime) e 2008 (falência do Lehman Brothers e do sistema financeiro privado ianque e europeu, e com o desmoronamento dos principais instrumentos da especulação financeira desenfreada) o mundo mergulhou na sua pior crise econômica desde a Grande Depressão dos anos 1930. 


Entre 2008 e 2013, o número de desempregados no mundo aumentou em 61 milhões, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho).


Enquanto isso, no mesmo período, no Brasil foram criados 11 milhões de empregos com carteira assinada e a taxa de desemprego fechou 2014 no menor patamar da história: 4,3% em Dezembro e 4,8% na média anual. O Salário Mínimo, por sua vez, acumula um aumento real de 75% desde 2003 e a política de aumentos reais anuais para o mesmo foi prorrogada pela Presidenta Dilma até 2019. 


A Petrobras, por sua vez, bate sucessivos recordes na produção de petróleo na camada do pré-sal, que já atingiu o patamar de 737 mil barris diários em Fevereiro deste ano.

Além disso, o Brasil foi o país que mais reduziu a fome no mundo na última década, em função das políticas sociais implementadas no país, segundo a ONU.

O Brasil também foi o terceiro país que mais cresceu (20%) no mundo entre as principais economias no período de 2008-2013, ficando atrás apenas da China e da Índia. 


O grande problema é que, para conseguir resultados tão importantes e relevantes quanto estes,  o Estado brasileiro gastou tudo o que podia entre 2008-2014, adotando um conjunto de políticas anti-cíclicas keynesianas (aumento de investimentos públicos, redução dos juros e dos impostos, desoneração da folha de pagamento, etc) a fim de sustentar a atividade econômica e continuar criando empregos e aumentando o poder de compra da população. E tal política funcionou.

Tanto isso é verdade que o Brasil foi um dos poucos países, entre os mais importantes, cujo PIB cresceu, e no qual os salários subiram acima da inflação e que reduziu o desemprego e a dívida pública neste período. Mesmo com toda essa crise pelo mundo afora, no Brasil, em 2014, tivemos aumentos reais de salários em 91,5% dos acordos salariais assinados, segundo o Dieese. Em 2013, esse índice tinha sido de 86,2%. 


E isso aconteceu no exato instante em que a economia mundial enfrentava a sua pior crise desde a Grande Depressão dos anos 1930. 


Alguns países da Europa atingiram taxas de desemprego inimagináveis até alguns anos atrás: Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Portugal foram os mais afetados, mas mesmo um país como a França (segunda maior economia europeia) enfrenta, atualmente, uma taxa de desemprego de 10%. 



Taxa de Desemprego pelo Mundo afora em Dezembro de 2014:

1) Grécia: 25%;
2) Espanha: 23,7%;
3) Portugal: 13,4%;
4) Itália: 12,9%;
5) Zona do Euro: 11,4%;
6) França: 10%;
7) União Europeia: 9,9%;
8) Turquia: 9%;
9) Canadá: 7%;
10) EUA: 6%;
11) Reino Unido: 6%;
12) Rússia: 5%;
13) China: 5%;
14) Brasil: 4,3%.


A economia chinesa passou por um significativo processo de desaceleração a partir de 2008 e caminha para crescer menos de 7% em 2015. 

Porém, mesmo depois de tanto tempo, a economia mundial ainda está longe de superar a crise: UE, Japão, Rússia, Argentina e Venezuela estão em recessão. China e Índia crescem muito menos do que antes. Os EUA crescem, mas pouco, e têm uma base de comparação reduzida, pois nos anos anteriores a economia sofreu uma significativa recessão, que levou o desemprego para 10% e que ainda se encontra em  um patamar superior ao existente antes da crise começar. 

Os preços dos principais produtos de exportação brasileiros desabaram no mercado internacional: a cotação do minério de ferro caiu 65% entre 2010-2015.

Todos os países mais importantes desvalorizaram fortemente as suas moedas nos últimos anos e o Real não acompanhou esse processo, tornando-se excessivamente valorizado em relação às demais moedas, o que encareceu os produtos brasileiros em relação aos dos demais países, prejudicando as exportações brasileiras.

Além disso, a partir de 2008 os principais mercados de exportação do Brasil entraram em recessão (EUA, UE, Japão), enquanto que outros desaceleraram fortemente o seu ritmo de crescimento (China, Índia, América Latina). E isso acontecia ao mesmo tempo em que a economia brasileira continuava crescendo.


Com isso, tivemos o primeiro déficit comercial da Era Lula-Dilma em 2014, depois de 12 anos consecutivos em que o superávit comercial acumulado superou os US$ 311 bilhões, algo inédito na história brasileira.

Como resultado deste péssimo cenário mundial e da necessidade de se adotar políticas anti-cíclicas keynesianas é que o déficit público nominal chegou a 6,6% do PIB em 2014 e o déficit externo atingiu os 4,2% do PIB.

No médio prazo, isso é insustentável. Qualquer economista ou pessoa que entenda do assunto sabe disso. O governo FHC naufragou porque não fez tais ajustes, preferindo empurrar os problemas com a barriga, em vez de resolvê-los de uma vez por todas. Dilma não está cometendo esse erro, felizmente, e está usando o primeiro ano do seu segundo mandato para resolver tais problemas.


Desta maneira, ela poderá colher os frutos desta política de ajuste (que é meio amarga, mas é necessária) nos anos finais do seu governo.


Nestas circunstâncias, tornou-se inevitável adotar uma política de ajuste econômico à nova situação econômica e financeira global. Há um custo social e econômico nisso? Claro que sim. Mas se tal ajuste der certo, já a partir de 2016 o Brasil começará a se recuperar.

Taxa de desemprego, na média anual, atingiu o menor patamar da história em 2014, quando ficou em 4,8%. No último ano do governo FHC a taxa tinha ficado em 12,6%.

A desvalorização do Real trará os superávits comerciais de volta e reduzirá os gastos de turistas brasileiros nos exterior. Com isso, o déficit externo diminuirá. E o ajuste fiscal reduzirá o déficit público nominal.

Realizado e completado o ajuste econômico, o país estará novamente em condições de crescer, preservando e aprofundando as conquistas sociais dos últimos 12 anos.

E isso é o mais importante de tudo.

Links:

Salário Mínimo continuará com aumentos reais anuais até 2019:

http://www.vermelho.org.br/noticia/261120-1

OIT: número de desempregados no mundo aumentou em 61 milhões desde 2008:

Ajuste fiscal de Joaquim Levy e o impacto recessivo:

http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/forca-da-grana/pedro-paulo-bastos-ajuste-fiscal-de-levy-levara-economia-da-estagnacao-para-recessao/

Desaceleração econômica da China:



http://www.suapesquisa.com/geografia/economia_da_china.htm

Brasil em 2014: 91,5% dos acordos salariais tiveram aumentos reais de salários:

http://www.vermelho.org.br/noticia/260861-2

ONU: Brasil é o país que mais reduziu a fome no mundo:


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